[{"jcr:title":"Legado da Pandemia: como o Estado irá se reorganizar após a crise"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Legado da Pandemia: como o Estado irá se reorganizar após a crise ","jcr:description":"O terceiro debate de lançamento do livro “O Legado da Pandemia” teve a presença de Paulo Hartung, Economista e Ex-Governador do Espírito Santo, discutindo aprendizados da pandemia para a gestão do Estado "},{"subtitle":"O terceiro debate de lançamento do livro “O Legado da Pandemia” teve a presença de Paulo Hartung, Economista e Ex-Governador do Espírito Santo, discutindo aprendizados da pandemia para a gestão do Estado ","author":"Insper","title":"Legado da Pandemia: como o Estado irá se reorganizar após a crise ","content":"O terceiro  debate de lançamento do livro “O Legado da Pandemia” teve a presença d e  Paulo Hartung, Economista e Ex-Governador do Espírito Santo , discutindo  aprendizados da  pandemia   para a gestão do Estado   No terceiro encontro da  série de debates para o lançamento do livro O Legado da Pandemia, os convidados se debruçaram sobre os aprendizados que a pandemia trouxe para as discussões a respeito da organização e gestão estatal. A série de encontros foi proposta pelo Insper em parceria com a  [Fundação Brava](http://brava.org.br/) , em busca de ampliar o acesso ao conhecimento gerado pela nova publicação. Organizado pela professora do  Insper  Laura Muller Machado, o livro conta com as reflexões de 26 professores e pesquisadores que se debruçaram sobre os legados e aprendizados da pandemia para a política pública. O Livro foi disponibilizado gratuitamente em formato e-book,  [ saiba mais e baixe a publicação aqui! ](https://www.insper.edu.br/noticias/legado-da-pandemia-para-a-politica-publica/)     Para o encontro,  foram reunidos  os autores e debatedores  Elize   Massard , Professora da FGV/EAESP, Gabriela  Lotta , Professora da FGV/EAESP, e Natalia Vasconcelos, Ricardo Paes de Barros e Sandro Cabral, professores do  Insper .  Além disso, o encontro contou com  os comentários  de  Paulo Hartung, Economista e Ex-Governador do Espírito Santo.   “Nunca tinha visto ações de solidariedade tão forte da sociedade como no início dessa pandemia, com a distribuição de alimentos e outras mobilizações cidadãs Brasil afora, a sociedade procurou caminhos para apoiar naquele momento. Essa ação, coordenada pela Laura e pelo  Insper  faz parte dessas iniciativas de colaboração da sociedade civil, um trabalho que precisa ter continuidade ”, disse o convidado Paulo Hartung.   Governança colaborativa   Iniciando o debate, o professor Sandro Cabral, coordenador do Mestrado Profissional em Política Pública (MPP) do  Insper , falou sobre as falhas acumuladas pelo Brasil nos esforços de governança colaborativa.  “Quando encaramos um problema muito complexo e de natureza pública, como é uma pandemia, mais do que nunca é necessário ter uma troca de informações, troca de saberes e uma ação coordenada para resolver os problemas.” .     Para ele,  “n ós falhamos miseravelmente, causando problemas para nosso país e agora para o mundo, por nossa inabilidade em colaborar.  Ao fim, falhamos no principal aspectos de uma boa governança colaborativa, que é a presença de lideranças facilitadoras.”   F ederalismo e descentralização no STF   O segundo  capítulo  discutido  analisa as primeiras decisões do STF sobre os poderes de estados e municípios no enfrentamento da pandemia, tentando entender de forma mais extensa a trajetória das jurisprudências do  tribunal. A professora do  Insper  e  autora do texto, Natalia Vasconcelos, explica que “o  STF tem centralidade nessas disputas, especialmente pelo desenho institucional brasileiro que dá ao tribunal a capacidade de fazer o controle de constitucionalidade de leis ”. Para ela, a  pandemia mostrou que essa distribuição de competências é um campo minado de difícil navegação, com uma divisão na qual elas muitas vezes  a s  tarefas s ão sobrepostas entre os poderes e concorrentes entre si.  “O aprendizado que vemos no tribunal até o momento é  que contingência importa  e,  mesmo mantendo a compreensão anterior do papel de casa ente federativo , u m compromisso muito rígido com determinada proposta de desenho federativo pode muitas vezes colocar em xeque o futuro da própria federação. ”   Gestão  p ública vigilante   A professora Gabriela  Lotta , apresentou o capítulo do livro que discute  o conceito de gestão pública vigilante e  o crescente distanciamento entre a burocracia estatal e o campo político. “ Nos perguntamos , no artigo,  se as decisões  que a  burocracia pública acaba tomando, frente ao conflito político, são desejáveis ou se são uma insubordinação à legitima manifestação da política. ”   “ Podemos dizer que o legado desse processo é o descolamento das burocracias em relação à política e a incapacidade de controles mútuos, que faz parte do equilíbrio da própria democracia. Esse processo está absolutamente desequilibrado, o que pode gerar problemas para todos os lados imagináveis ”, explica a pesquisadora   Resposta do sistema de saúde   No capítulo discutido pela professora  Elize   Massard , da FGV/EAES P, o tema central é o sistema público de saúde brasileiro, o SUS, e os legados que a pandemia trouxe para a atuação deste órgão nos campos da ciência e tecnologia  para a produção de vacinas .  “ Existem várias questões envolvidas , principalmente no campo da produção e como suprir o mundo com vacinas em um momento de alta demanda.”   “Transferência de tecnologia passou a ser um ponto chave para ter acesso às vacinas, já que as indústrias que desenvolveram esses produtos não têm capacidade de produção global, precisando descentralizar a produção.  O Brasil entrou na frente como um dos países com maior capacidade de receber tecnologia  e, dentro do SUS, isso é um trabalho que vem sendo construído ao longo de muitos anos”, disse  Elize   Fim da invisibilidade   No último  capitulo  discutido no evento, Ricardo Paes de Barros,  professor titular da Cátedra Instituto Ayrton Senna e coordenador do Núcleo Ciência para Educação (NCPE) , discutiu os direitos sociais da população que devem ser garantidos pelo Estado.   “A pandemia nos ensinou uma coisa muito clara, se você quer gastar para garantir os direitos fundamentais da população vulnerável, você precisa saber quem são essas pessoas e suas necessidades. Se eles forem invisíveis não será possível ter uma política eficaz”, disse Ricardo em sua fala inicial.   Participação de  Paulo Hartung   Em seguida, após a introdução dos temas de cada capítulo, o  Economista e Ex-Governador do Espírito Santo ,   Paulo Hartung , foi convidado a trazer seus comentários a respeito das discussões propostas no livro. Ele possui ampla experiência no setor público, que inclui a disputa de 8 eleições e o exercício de 8 mandatos, além de um período como diretor da área social do BNDES.   Webinar  completo       Em seguida, houve um espaço para que os autores pudessem responder às perguntas propostas pelo público do evento. Assista à gravação completa do  webinar :          "}]