[{"jcr:title":"Ex-alunas do PAGP promovem censo com secretárias estaduais e municipais"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Ex-alunas do PAGP promovem censo com secretárias estaduais e municipais","jcr:description":"Tais Borges e Luana Dratovsky pesquisam soluções para aumentar o número de mulheres em cargos de liderança no setor público"},{"subtitle":"Tais Borges e Luana Dratovsky pesquisam soluções para aumentar o número de mulheres em cargos de liderança no setor público","author":"Ernesto Yoshida","title":"Ex-alunas do PAGP promovem censo com secretárias estaduais e municipais","content":"Tais Borges e Luana Dratovsky (foto) pesquisam soluções para aumentar o número de mulheres em cargos de liderança no setor público   Leandro Steiw   As redes construídas no [Programa Avançado em Gestão Pública](https://www.insper.edu.br/pos-graduacao/programas-avancados/pos-graduacao-em-gestao-publica/) (PAGP) do Insper estão no embrião do primeiro Censo das Secretárias, que mapeia o perfil das mulheres que ocupam cargos de primeiro escalão nas administrações públicas do Brasil. As primeiras ideias foram trocadas pelas ex-alunas Tais Borges e Luana Dratovsky, apresentadas por um amigo em comum, em 2020. Na ocasião, Tais havia terminado o curso e Luana estava pensando em se inscrever em uma das turmas posteriores. Um ano depois, quando Luana fazia o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) no PAGP, Tais já havia criado a [Travessia Políticas Públicas](https://travessiapp.com/) . As duas se reaproximaram e combinaram de, no futuro, atuar em algum projeto em comum. A oportunidade surgiu em setembro de 2022. Luana participava do ProLíder, um programa de desenvolvimento de lideranças do [Instituto Four](https://www.institutofour.org/) , e queria propor uma solução de apoio ao aumento de mulheres em cargos de liderança no setor público. Tais contou para Luana que a Travessia e Esther Leblanc (atual diretora do Instituto Foz) pensavam em começar um projeto com secretárias de governos estaduais, inspirado no Censo das Prefeitas, conduzido pelo [Instituto Alziras](https://www.alziras.org.br/) . “Coloquei a Luana em contato com a Esther e com a Marina Barros, diretora do Instituto Alziras, para quem a Travessia havia feito algumas consultorias”, recorda Tais. “Fizemos uma primeira reunião, liderada pela Luana, e o projeto começou a ganhar corpo e a incorporar a perspectiva de incluir municípios, além de estados, por sugestão da Luana.” Com o desenho do projeto pronto, conseguiu-se o financiamento da [Open Society Foundations](https://www.opensocietyfoundations.org/) . “O Censo das Secretárias foi desde o início uma iniciativa construída com muitas mãos e mentes”, diz Luana, que fundou o [Instituto Aleias](https://www.linkedin.com/company/instituto-aleias/?trk=public_post_main-feed-card-text) nos meses seguintes. “Foi uma ideia que se juntou a outra, uma pessoa que se conectou com a outra e assim por diante. Parte desse processo inclusive aconteceu nas próprias salas do Insper — ali o Instituto Aleias nasceu e, junto dele, o Censo das Secretárias.” Os primeiros resultados do censo mostram que menos de 30% das secretarias são lideradas por mulheres nos governos estaduais e nas prefeituras das capitais. Alagoas, Pernambuco e Ceará são os únicos estados com paridade nos cargos de primeiro escalão, condição ainda não atingida por nenhuma das capitais. A pesquisa contabilizou 300 mulheres no comando de secretarias estaduais e das capitais no Brasil. “Existem diversos estudos que mostram a importância e o impacto positivo que se cria quando mulheres em todas as suas diversidades ocupam cargos de liderança no setor público”, afirma Luana. O relatório “Mulheres líderes no setor público na América Latina e do Caribe: lacunas e oportunidades”, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), apresenta dados que correlacionam a equidade de gênero com maior crescimento econômico. “Existem outros estudos que mostram também a correlação com a diminuição de corrupção”, diz Luana. “Crescimento econômico e corrupção são dois problemas significativos no nosso país. Enquanto isso, o Brasil é o último colocado na lista de 15 países em termos de participação de mulheres em cargos de alto escalão no governo.” Luana prossegue: “O Censo das Secretárias vai trazer dados e conhecimento para ajudar a transformar esse cenário. Além de coletar informações inéditas sobre o perfil racial e socioeconômico dessas lideranças, a pesquisa aprofunda o entendimento sobre a trajetória dessas mulheres até chegar aos cargos que ocupam. Quais foram os principais desafios e alavancas que elas tiveram ao longo da vida. E também como a violência política perpassa suas trajetórias. Com essa análise, queremos disseminar o conhecimento para gerar ação e mudar essa realidade no Brasil”.   Ambientes amigáveis Segundo Tais, a pesquisa pretende ser um diagnóstico aprofundado com poder de efeito sobre as políticas públicas do país. “Acho que vemos nisso a marca do Insper: incidir em políticas públicas com base em evidências”, afirma. “Se as evidências não estão disponíveis, vamos produzi-las. Pretendemos compreender os principais desafios e fatores facilitadores vividos pelas mulheres brasileiras para acessar, permanecer e ascender aos cargos de primeiro escalão nos governos estaduais e municipais, para então poder criar ambientes amigáveis, desenvolver programas e institucionalizar práticas de paridade de gênero e para combater a violência de gênero na política no setor público.” Todo projeto de pesquisa passa por diversas áreas de conhecimentos, e uma pesquisa aplicada para o setor público ainda mais, ressalta Luana. “Desde entender o problema público para o qual queremos olhar (para definir quais perguntas queremos fazer), até entender as dinâmicas de poder e estratégias de comunicação (para definir a abordagem que será feita de mobilização das secretárias), uma gama de conhecimentos e habilidades trabalhadas no Insper no âmbito do PAGP foi utilizada para implementar o censo”, afirma a diretora executiva do Aleias. As duas ex-alunas consideram as conexões estabelecidas no PAGP uma contribuição relevante para o avanço do Censo das Secretárias, ajudando na etapa de mobilização de secretárias para responderem o questionário quantitativo, por exemplo. Luana lembra que, na Secretaria de Licenciamento do Município de São Paulo, trabalhou com a coordenadora executiva do Observatório de Liderança da Gestão Pública do Insper, Vivian Satiro. “Nos conhecemos, criamos um vínculo de trabalho e depois de um tempo ela nos apoiou no processo de mobilizar as secretarias do município de São Paulo para participar do censo”, conta."}]