[{"jcr:title":"Caderno Praxis - Mestrado Profissional em Economia"},{"richText":"Relação entre teoria e prática, fundamental para a formação humana.","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/pesquisa","title":"Caderno Praxis - Mestrado Profissional em Economia","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"cinza / turquesa / vermelho"},{"themeName":"cinza / turquesa / vermelho"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Os Cadernos Praxis Insper refletem o impacto dos programas de [Mestrado Profissional](/content/insper-portal/pt/cursos/pos-graduacao/mestrado.html) que focam no desenvolvimento de uma produção discente com rigor acadêmico, porém com aplicações práticas e relevantes para as organizações.   Os sumários das dissertações produzidas nos programas de [Mestrado Profissional em Economia](/content/insper-portal/pt/cursos/pos-graduacao/mestrado/economia.html) podem ser consultados abaixo, oferecendo uma visão abrangente das pesquisas desenvolvidas e de sua contribuição para a integração entre conhecimento acadêmico e aplicação prática."},{"text":"Carlos Vinícius Cotrim Fernandes Título:  Previsão através de técnicas de machine learning de períodos risk-off no Brasil. Orientação:  Diogo Abry Guillen Palavras-chave:  Risk-on; Risk-off; K-médias; Cluster Hierárquico; Random Forest; Machine learning; portfólio 60/40"},{"title":"Resumo","children":"Os termos risk-on e risk-off são frequentemente utilizados pela mídia e especialistas para explicar movimentações nos ativos financeiros em todo o mundo, a cada crise ou euforia nos mercados, eles ressurgem. Na prática, ambos possuem relação com o medo dos investidores, o período risk-off é caracterizado quando os investidores se tornam em média mais avessos ao risco, muitas vezes até ignorando os fundamentos das empresas ou dos países e devido a isso, começam a vender os ativos considerados de maior risco, no qual se enquadram o Ibovespa, o real, juros brasileiros e ativos de países emergentes em geral, e buscam ativos mais seguros como títulos do tesouro americano, o CDI e o dólar. Enquanto, em períodos risk-on ocorre fenômeno inverso, no qual a aversão ao risco na média diminui e os investidores buscam os ativos de maior risco, perfil em que se enquadram os ativos brasileiros e de outros emergentes ligados aos mercados de renda variável, câmbio e juros.   Diante disso, identificar de forma quantitativa e prever tais períodos se tornou o principal objetivo deste trabalho, pois na literatura até então, os períodos são basicamente classificados através do Volatility Index (VIX), uma medida da volatilidade do mercado de ações americano que é amplamente utilizada como proxy de aversão ao risco dos investidores, os autores se alternam na forma como identificam essas variações, mas sempre utilizam o índice.   Entretanto, principalmente no caso brasileiro, que tem períodos de aversão sem grande relação com o VIX, devido a crises locais, que não influenciam ou sofrem influência do mesmo, se tornou necessário uma abordagem diferente, assim utilizamos o comovimento dos principais ativos financeiros brasileiros ligados aos mercados de juros, câmbio e bolsa de valores para identificar os períodos de maior aversão ao risco através das técnicas de machine learning: k-médias e agrupamentos hierárquicos, os resultados trazem episódios risk-off que são facilmente identificáveis quando comparados aos principais fatos macroeconômicos do período.   Assim, passamos a utilizar outras técnicas de machine learning e diversas variáveis macroeconômicas com disponibilidade mensal nas defasagens de três, seis 10 e doze meses para prever tais períodos risk-off anteriormente encontrados. Aqui a melhor técnica das utilizadas foi a Random Forest em todas as métricas analisadas.   Finalmente, já com as previsões das Random Forest nas três diferentes defasagens, realizamos simulações de carteiras com ativos brasileiros em busca de uma aplicação prática da metodologia em gestão de portfólios. O resultado encontrado mostrou que com uma estratégia de investimentos simples, melhora-se consideravelmente o retorno e as medidas de risco com relação ao tradicional portfólio 60/40 adaptado ao Brasil e apenas o retorno em relação ao CDI, evidenciando o valor de se identificar e prever tais períodos.   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/95c40f33-578a-45c9-8402-c753e360f842)"},{"text":"Carolina Ramos Abreu Título:  Impacto da expansão de Gastos Governamentais em Preços de Ativos Financeiros. Orientação:  Miguel Maria Charters de Oliveira Bandeira da Silva Palavras-chave:   Expansão de gasto; Macroeconomia; Choques Fiscais; Juros; Bolsa; Taxa de Câmbio; SVAR"},{"title":"Resumo","children":"Esse trabalho investiga, através da análise de dados dos últimos 15 anos (2006-2021) de uma amostra de países emergentes e desenvolvidos, a relação entre a trajetória dos Gastos Públicos com o comportamento dos preços dos principais ativos do mercado financeiro, procurando confirmar se expansão fiscal, medida através de choques, costuma implicar em queda dos principais mercados por reflexo do aumento do sentimento de risco e em qual grupo de países esse impacto tem se mostrado mais relevante.   Os países analisados são, no grupo dos emergentes (ora citados como subsenvolvidos): África do Sul, Brasil, Chile, Colômbia, México e Rússia; e, no grupo dos desenvolvidos: Austrália, Estados Unidos e Reino Unido. A escolha foi feita pelos critérios de relevância para análise econômica, volumes transacionados no mercado e acessibilidade a dados governamentais. Os preços observados são de índices de bolsa de valores, taxas de câmbio e juros futuros.   Já existe vasta literatura da análise de choques fiscais, mas esse trabalho inova ao confrontar esse choques, numa frequencia mensal, com a resposta dinâmica dos ativos financeiros. A metodologia é dividida em duas etapas: i) A identificação, através de um VAR estrutural, de choques dentre os dados de gastos de governo já desinflacionados e ii) Com os choques identificados e isolados, a observação de seus impactos nos preços para cada grupo de países, feito de forma separada para os 3 mercados analisados.   Foram encontrados resultados que comprovam a hipótese entre expansão fiscal e queda dos mercados, especialmente na análise da relação da taxa de câmbio no grupo dos países emergentes.    Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f45b9e69-f769-487e-b337-3ecac9e95bba)"},{"text":"Carolina Spindel Sverner Título:  O impacto da avaliação e do momento ESG no apreçamento de ações. Orientação:  Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi Palavras-chave:  ESG; Momento ESG; Ações; Fator de risco; Sustentabilidade"},{"title":"Resumo","children":"O tema da sustentabilidade atraiu crescente interesse dos investidores nos últimos anos. Estratégias de investimento que consideram não apenas análises econômico-financeiras, mas também aspectos ESG (Environmental, Social and Governance), que medem a exposição de empresas à fatores ambientais, sociais e de governança corporativa, vêm se tornando cada vez mais debatidas. A razão para a crescente relevância da estratégia tem explicação tanto de um ponto de vista de ética como de performance de longo prazo, com muitos analistas acreditando que as empresas vencedoras serão aquelas que colocarem em primeiro plano questões ambientais, sociais e de governança.   Diversos estudos publicados defendem uma forte relação entre o perfil ESG e os riscos idiossincrático e sistemático de uma empresa. Dado que as características ESG influenciam as métricas de risco das empresas, podemos postular que elas também influenciam o seu custo de capital e, por consequência, a sua avaliação financeira. Dessa forma, é de se esperar que haja uma valorização das ações de empresas com práticas mais sustentáveis. Podemos, portanto, concluir que uma mudança no perfil ESG também pode trazer informações úteis na avaliação de uma empresa. Essa métrica tem sido denominada “ESG Momentum” e foi definida pelo MSCI como o valor financeiro da mudança de perfil ESG de uma empresa. Apesar de ainda não haver consenso nos achados da literatura, a hipótese defendida pelo presente trabalho é a de que, se de fato o mercado valoriza práticas sustentáveis, empresas que tenham uma melhora em seu desempenho ESG, deveriam apresentar um aumento no preço de suas ações, o que se traduziria em ganhos anormais para o investidor. Assim, a variação da classificação ESG (Momento ESG) pode ser considerada um fator de risco com prêmio positivo.   Uma segunda suposição levantada pelo trabalho é a de que, se empresas com melhores práticas ESG possuem desempenho superior e menor risco, a preferência dos investidores por essas ações faz com que, em equilíbrio, esses ativos possuam preço mais elevado e, portanto, expectativa de retornos futuros menores. Assim, a classificação ESG pode ser considerada um fator de risco com prêmio negativo.   Avaliamos ambas as hipóteses para o mercado acionário americano entre junho de 2014 e junho de 2020, utilizando as ações que compõe o índice S&P500. Como proxy para o perfil ESG, foram utilizadas as notas ranqueadas ESG (“ESG rank”) da Sustainalytics Morningstar. A partir da base de dados, foram construídos dois fatores de risco, um vinculado à classificação ESG das empresas (“ESG”) e outro à tendência de alta da classificação ESG das empresas, denominado Momento ESG (“ESGM”). Ambos os fatores foram controlados por tamanho e criados seguindo a metodologia de Fama e French (1993). Além dos fatores construídos ESG e ESGM, outros quatro fatores de risco já estabelecidos na literatura foram incluídos no modelo: Mkt (market), SMB (small minus big), HML (high minus low) e QMJ (quality minus junk). Para a estimação dos prêmios de risco utilizamos duas metodologias, a regressão em duas etapas e o método generalizado de momentos (GMM).   As principais contribuições deste trabalho são duas investigações empíricas relacionando métricas ESG e retornos financeiros. A primeira diz respeito ao potencial poder explicativo que melhoras das práticas sustentáveis de uma empresa tem em parte dos retornos de suas ações. A segunda concerne o impacto que o presente perfil ESG de uma empresa tem nos seus retornos esperados. Os resultados obtidos estão em conformidade com as hipóteses levantadas, indicando que os prêmios de risco atrelados ao fator de Momento ESG são de fato positivos enquanto os prêmios vinculados ao fator ESG são negativos, embora ambos resultados percam suas significâncias em modelagens mais robustas via GMM.   Questões relacionadas a sustentabilidade e responsabilidade social devem permear o universo de investimentos por diversos motivos, no entanto, o respaldo de métricas financeiras positivas acrescenta força à discussão. Apesar de ainda não termos uma comprovação de robustez de características ESG como fatores de risco significativo na explicação do retorno das ações, encontramos claros indicativos de que, de fato, empresas que melhorem sua avaliação ESG têm um aumento no preço da sua ação, enquanto empresas que piorem suas métricas ESG têm uma redução no preço da sua ação e de que empresas com melhores ratings ESG possuem um prêmio de retorno menor do que empresas com piores ratings.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/5a33c8ae-dbb0-4d48-8f88-3bafe1ed7b53)"},{"text":"Daniel Bócoli Possidonio Título:  Choques macroeconômicos e a inflação das diferentes classes sociais no Brasil Orientação:  Miguel Maria Charters de Oliveira Bandeira da Silva Palavras-chave:  Rigidez de preço; Desigualdade de inflação; Novo modelo Keynesiano"},{"title":"Resumo","children":"Há muito tempo se discute e observa as diferentes inflações enfrentadas entre as classes mais ricas e as classes mais pobres, especialmente em um país com grandes desigualdades como o Brasil. Tirando o motivo da desigualdade de renda, uma possível causa para tal diferença de inflação são as diferentes cestas consumidas por cada tipo de classe. Como a frequência de ajuste de preço varia conforme o produto muda, é de se esperar que as cestas consumidas por cada classe tenham um ajuste de preços diferente. Como as cestas e os ajustes de preços não são os mesmos para todas as classes sociais, espera-se que o bem estar de cada classe social seja diferente para uma determinada política monetária, que leva em conta o agregado da inflação.   Pelos dados dos últimos 15 anos no Brasil, nota-se que a diferença de inflação enfrentada pela classe pobre e a classe rica é contracíclica com o produto. Com o intuito de entender os motivos deste comovimento, adaptou-se um modelo econômico (DSGE), amplamente empregado na literatura, para que fosse possível originar mais choques macroeconômicos, além do usual choque monetário. O modelo contempla três tipos de classes: consumidores, empresas e uma autoridade monetária.   Os choques originados neste estudo foram no sentido de choques de demanda e eles são: o de preferência exógena, o de oferta de trabalho o de markup e o monetário. O de preferência busca mensurar o quanto um consumidor prefere consumir bens hoje, em relação a um tempo futuro. O de oferta de trabalho mensura como as relações econômicas se dão a uma queda na oferta de trabalho. O de markup mensura as relações econômicas ao empresas quererem aumentar seus lucros. O monetário avalia as relações econômicas ao aumento de juros pela autoridade monetária.   Bons candidatos de choques macroeconômicos que explicam a relação entre a diferença de inflação entre ricos e pobres e o produto são os que aumentam a inflação agregada, ao mesmo tempo que diminuem o produto. Dos choques originados neste paper, os que explicam tal relação são os choques de oferta de trabalho – que devido ao aumento do custo marginal das empresas, gera aumento de inflação e queda de produto – e os choques de markup de empresas que os consumidores pobres consomem mais do que os consumidores ricos. Exemplos destas empresas são as do ramo alimentício.   Entretanto, este estudo apenas analisou o comovimento entre as inflações e o produto, sendo necessário um aperfeiçoamento para se obter a relação exata entre os choques.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/c6a0624d-b3f9-4614-8d27-70deb5d3174b)"},{"text":"Débora Oliveira Lopes Título:  Estimação do impacto de receita de TUSD das distribuidoras de energia devido a compensação da geração distribuída. Orientação:  Luciana Yeung Luk Ta Palavras-chave:  Geração Distribuída; Setor Elétrico; Efeito TUSD; Impacto Regulatório"},{"title":"Resumo","children":"A energia elétrica ao longo dos anos passou de um item muito caro e para poucos para algo praticamente indispensável à maioria da população mundial. Essa transformação se deu em parte por conta de uma estrutura de regulamentação que tem como objetivo, entre outras coisas, a universalização da prestação dos serviços de distribuição de energia, a garantia de preços competitivos e a definição de níveis mínimos de qualidade.   No Brasil, de maneira geral, as fontes de geração de energia estão muito distantes do local onde ela é utilizada e, por esse motivo, existem grandes extensões de linhas de transmissão e distribuição de energia pelo país. Sendo assim, o cliente final precisa pagar tanto pela energia consumida quanto por um rateio dos custos de operação e manutenção desses sistemas.   Em linha com as preocupações mundiais com o meio ambiente, em 2012 foi instituída no Brasil uma resolução normativa para incentivar alguns consumidores a produzirem sua própria energia através de fontes renováveis. Desta forma, além de tornar a matriz energética nacional mais limpa também aproximaria as fontes de geração e consumo, de modo a reduzir a utilização das linhas de transmissão e a urgência em novos investimentos nessa área. A principal mudança foi a instituição de um sistema de compensação de energia, ou seja, toda energia gerada e não consumida passou a poder ser injetada na rede gerando um crédito de energia para utilização no futuro.   Esse sistema onde um consumidor gera sua própria energia e utiliza a rede de distribuição como se fosse uma bateria (estoque de créditos de energia) é chamado de Micro ou Minigeração Distribuída (MMGD) que, apesar de trazer diversos benefícios, como os já citados, trouxe também preocupações com o aumento da complexidade da operação, a necessidade de mudanças de procedimentos por parte dos agentes de distribuição e, principalmente, o risco de quebra do equilíbrio econômico financeiro do setor devido a compensação ocorrer tanto na cobrança da energia quanto na parcela relativa a utilização e manutenção das redes de distribuição.   Quando um cliente usa esse sistema de compensação ele passa a “pagar” a energia consumida com a energia gerada. Entretanto, a parcela que ele pagaria relativa ao rateio dos custos do uso das redes de distribuição também deixa de ser arrecada pela distribuidora local, ou seja, ocorre uma redução de receita sem redução proporcional dos custos (dado que as redes permanecem disponíveis para todos os clientes).   Diante desse risco potencial buscou-se estimar, utilizando apenas dados de órgãos oficiais e disponíveis para toda a população, o montante de receita que seria para cobrir os custos de utilização e manutenção do sistema, mas que as distribuidoras teriam deixado de arrecadar devido ao modelo de compensação de energia.   Apesar de as estimativas nacionais relativas ao período de 2016 a 2021 não serem alarmantes (em termos de representatividade do setor), é possível notar diferenças expressivas entre estados e ainda maiores entre as empresas de distribuição de energia do país. Sendo assim, os resultados do estudo contribuem para um alerta sobre os riscos de conclusões sobre a MMGD utilizando apenas análises nacionais, principalmente dadas as extensões continentais do nosso país e às significativas diferenças geográficas, climáticas, sociais e de desenvolvimento.     Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f3f59f2b-a41c-4265-80d9-e2623171dcab)"},{"text":"Federico Carlos Amorin Criado Título:  Ciclos econômicos endógenos: uma perspectiva internacional. Orientação:  Miguel Bandeira Palavras-chave:  Novo-Keynesiano. Endógeno. Ciclo. Densidade Espectral. Pico."},{"title":"Resumo","children":"Neste trabalho será abordada uma modelagem que permite explicar os ciclos econômicos por meio de canais de geração e propagação endógenos. Esta visão se contrapõe a dominante na literatura atual que atribui uma maior relevância aos choque endógenos como força motriz dos ciclos econômicos. Como observações motivadoras serão inspecionadas as densidades espectrais de indicadores macroeconômicos em busca de indícios de comportamento endógeno. Para embasar a discussão será proposta utilizada a abordagem proposta por Beudry, Galiza e Portier (BEAUDRY, 2020), que apresentam um modelo para os Estados Unidos que comporta tanto canais endógenos quanto exógenos e avalia qual destes é dominante quando permitimos ambos. Será validado se a hipótese de Beudry, Galiza e Portier, que quando permitimos os canais endógenos estes dominam, se estende para uma amostra de dezessete países. Finalmente será realizado um painel de países, colhendo os parâmetros estimados para cada um dos países, realizando regressões, e observando as relações econômicas subjacentes explicitadas por estes parâmetros.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/7aa221bf-9bb8-4a6a-9c81-f9cd1bb3649c)"},{"text":"Felipe Junqueira Cesar Pirola Título:  Avaliação do risco de mercado com base nas técnicas de Value at Risk (VaR) e Expected Shortfall (ES). Orientação:  Rinaldo Artes Palavras-chave:  Risco de Mercado; Value at Risk; Expected Shortfall."},{"title":"Resumo","children":"Os mercados de capitais ao redor do mundo vêm se desenvolvendo e evoluindo de maneira rápida, acompanhando o ritmo cada vez mais acelerado da globalização. De maneira inerente à essa rápida evolução do mercado, as empresas se encontram expostas à riscos cada vez mais complexos e diversificados.   Nos últimos anos, os mercados passaram por períodos de grande volatilidade, como a crise norte-americana de 2008 e a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), em 2020. Durante esses períodos de grande incerteza, muitas empresas tiveram seus resultados comprometidos e muitas pessoas perderam tudo que tinham.   Tais acontecimentos trazem luz ao debate relacionado à gestão e mensuração de risco e sua importância para a sociedade e os mercados ao redor do mundo. As empresas precisaram se adaptar à períodos de grande incerteza para tentar, de alguma maneira, proteger seus resultados e, consequentemente, seus acionistas. Como parte de tal adaptação, mundialmente as companhias passaram a ter uma utilização mais intensa e a buscar o aperfeiçoamento de modelos de mensuração de risco.   Partindo desse contexto, esta dissertação abordou a questão da mensuração de risco através do estudo de dois modelos amplamente utilizados no mercado: Value at Risk (VaR) e Expected Shortfall (ES). Ambos os modelos foram aplicados, através de diferentes metodologias, aos mercados brasileiro e norte americano, representados através dos índices Ibovespa e S&P 500, respectivamente. Além disso, a base de dados é composta por um extenso período que engloba diversos momentos de alta volatilidade na economia de ambos os países, o que permitiu a avaliação dos modelos em fases de estresse.   Vale ressaltar que tanto o VaR quanto o ES são modelos amplamente difundidos e utilizados globalmente. Entretanto, também é de amplo conhecimento que o VaR não é uma medida de risco coerente por não respeitar a propriedade da subaditividade e falhar em capturar eventos extremos, nas caudas das distribuições dos retornos. Visando suprir essa falha do VaR, surgiu o ES: um modelo que respeita os axiomas e suas propriedades, ou seja, é uma medida de risco coerente e observa exclusivamente os eventos nas caudas das distribuições, capturando o que o VaR não consegue.   Após a aplicação dos modelos para o período analisado, foram utilizadas diferentes técnicas de backtesting: um processo que permite a validação dos resultados gerados pelos modelos de risco.   Ao analisar os resultados, concluiu-se que ambos os modelos apresentam resultados satisfatórios e análogos ao utilizar diferentes níveis de significância. Além disso, em contraponto à constante discussão de que um modelo possa ser superior ao outro, o presente artigo sugere que ambos devem ser utilizados como ferramentas complementares, visando se obter análises mais enriquecedoras.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/a1915c97-1a75-4665-8d47-0cc4f107d222)"},{"text":"Felipe Spiri Título:  Conhecimento e meio ambiente: efeitos do ensino superior no uso da terra e consequências no Desmatamento. Orientação:  Rogerio Bianchi Santarrosa Palavras-chave:  Educação; Agricultura; Uso da Terra e Desmatamento"},{"title":"Resumo","children":"A agricultura brasileira possui um papel fundamental não somente do ponto de vista econômico, como geração de emprego e renda, mas também como provedor de alimento para acompanhar o crescimento populacional mundial, uma vez que o Brasil é um dos principais exportadores de soja, milho, gado, dentre outras commodities agrícolas. No entanto, a expansão da agricultura comercial foi um dos principais motivos do aumento da pressão ambiental nas fronteiras agrícolas no Brasil e no mundo nos últimos anos, sendo responsável por 40% do desmatamento nas áreas tropicais.   Para acompanhar a crescente demanda por commodities e atender à expansão da atividade agrícola, diversas inovações tecnológicas foram desenvolvidas desde novos processos relacionados à gestão e boas práticas das fazendas até melhorias genéticas que adaptaram as sementes às características geoclimáticas específicas de cada região do planeta. Porém, as dimensões continentais do Brasil implicam em uma série de dificuldades para adoção dessas tecnologias, principalmente por conta da grande variabilidade de clima e solo. A adoção de tecnologia e práticas agrícolas pode ser facilitada por meio da interação entre fazendeiros que participam de associações e cooperativas, além da atuação da Embrapa - Empresa brasileira de pesquisa agropecuária, que possui papel relevante tanto no desenvolvimento como na implementação de soluções tecnológicas para o campo.   E quanto a presença de universidades? Como a presença de universidades influencia no perfil de uso da terra, na produção agropecuária e na adoção de tecnologias nos municípios brasileiros? Segundo Theodore Schultz, laureado com Nobel de economia em 1979 e conhecido por seus trabalhos nas áreas do investimento em capital humano e economia agrícola, a Revolução Verde, que deu origem a grande parte das inovações tecnológicas no campo, dificilmente ocorreria sem uma pesquisa acadêmica organizada, fundos públicos, escolas agrícolas e estações experimentais. Sendo assim, a presença de universidades pautadas nas áreas de ciências agrícolas poderia afetar a alocação de recursos das fazendas, como o perfil de uso da terra, o tipo de produção agrícola e consequentemente a participação de matas nessas áreas.   Na literatura ainda não existe um consenso a respeito do impacto do desenvolvimento regional no uso da terra. Se por um lado existem evidências que apontam que investimentos decorrentes do desenvolvimento regional, como a construção de rodovias, que fomentam o crescimento de municípios em seu entorno, amplia a pressão ambiental nessas áreas, por outro lado, alguns artigos indicam que o investimento em infraestrutura de energia elétrica nas fazendas ou o avanço  ecnológico dos métodos de produção, podem reduzir a pressão ambiental através de mecanismos como a intensificação do uso da terra diante da migração da pecuária para lavouras em determinadas situações.   O estudo teve com objetivo avaliar as possíveis mudanças no perfil de uso da terra, na produção agropecuária (soja, milho, arroz, cana-de-açúcar, gado e suínos) e em boas práticas agrícolas em regiões que receberam cursos universitários relacionados às ciências agrícolas, através de uma variação exógena associada a expansão das universidades federais no início dos anos 2000 e impulsionada após 2007 com a formalização do programa de apoio a planos de reestruturação e expansão das universidades federais, conhecido como Reuni.   Os resultados apontam que não existem evidências de expansão substancial das áreas totais das fazendas em locais que receberam as universidades, além ausência de variações estatisticamente significantes no perfil de uso da terra tampouco nas práticas agrícolas tanto em nível nacional como na região de fronteiras agrícolas, aqui delimitadas por Amazônia Legal e região de Matopiba. Adicionalmente, não foram encontradas evidências de evolução de desmatamento fora das áreas das fazendas, nas áreas tratadas localizadas na Amazônia legal, sugerindo que a presença de universidades federais não afetou a área de matas dentro e fora das fazendas Além disso, a presença de cursos de ensino superior das áreas de ciências agrícolas afetou positivamente a produção de soja, uma vez que as áreas que receberam tais cursos apresentaram aumentos significativos desse cultivo associados a desaceleração da produção de cana-deaçúcar.   Esse resultado contribui com a literatura relacionada ao investimento no capital humano com destaque para o impacto do conhecimento gerado pelas universidades, uma vez que o cultivo de soja tende a ser mais intensivo em capital e tecnologia. Essa afirmação é reforçada quando se observa uma variação positiva na produção de soja em áreas tratadas com alto potencial agronômico sob elevado regime tecnológico acompanhado de uma redução da produção de milho, o que sugere a entrada de um método de cultivo que combina a produção dessas duas culturas.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/7f38bb51-9bbb-4bde-b48b-fa730dffa02a)"},{"text":"Hugo Ribas da Costa Título: Impacto do impulso fiscal sobre o crescimento econômico em economias emergentes e desenvolvidas. Orientação:  Eduardo Correia de Souza. Palavras-chave:  Fiscal; crescimento econômico; ajuste; expansão; impulso fiscal; emergentes; desenvolvidos; folha de pagamento; subsídios; social; LSDV."},{"title":"Resumo","children":"O novo salto do endividamento público como consequência da pandemia da Covid-19 enseja a retomada do debate sobre o impacto potencial da política fiscal sobre o crescimento das economias. Nesse campo de estudo, os grupos se dividem entre os que defendem as possíveis virtudes do ajuste fiscal, tendo como expoente os trabalhos do Alberto Alesina ao longo da década de 90, enquanto um segundo grupo se opõe a esse argumento, defendendo que qualquer ajuste será prejudicial ao crescimento. Jaime Guajardo será um dos expoentes entre esses economistas. Portanto, o estudo terá como objetivo contribuir para a discussão sobre a virtuosidade da política fiscal, seja ela expansionista ou contracionista, em termos de crescimento econômico.   A variável que capta o comportamento exógeno da política fiscal também é objeto de extenso debate. Optou-se no estudo pelo método proposto por Blanchard (1990) para analisar a discricionariedade da política fiscal, que basicamente ajusta o resultado fiscal primário pela taxa de desemprego. Anos em que o resultado fiscal divergiu do seu padrão histórico foram considerados como anos em que ocorreram episódios fiscais. Do lado do crescimento econômico, o PIB per capita foi a variável considerada. No entanto, diferentemente das pesquisas realizadas até então, desconsiderou-se o impacto no crescimento do ano em que o episódio fiscal ocorreu, bem como no ano subsequente, tendo como objetivo encontrar algum efeito de médio prazo das políticas fiscais.   Outro ponto relevante na série de discussões sobre ajustes fiscais diz respeito à preservação ou alteração na composição dos gastos. Na edição de abril de 2021 do Monitor Fiscal, inclusive, o FMI chama atenção para a necessidade de avançar em reformas nos próximos anos. Com essa motivação, o presente estudo também irá avaliar o crescimento de economias em função da variação da despesa com a folha de pagamento, subsídios e gastos sociais. Em termos de amostra e metodologia, o estudo foi realizado tanto para desenvolvidos como para emergentes, entre os anos 2000 e 2019, empregando o Método de Mínimos Quadrados com efeitos-fixos (LSDV) para dados em painel. De modo geral, os resultados revelaram que a relação entre política fiscal e crescimento de médio prazo foi estatisticamente significativa apenas no caso dos países desenvolvidos que realizaram ajuste via aumento das receitas, e nos casos de episódios de expansão via aumento de despesas. Para ambos, a repercussão sobre o crescimento no médio prazo foi negativa. Em termos de composição, certamente o resultado mais relevante, o estudo revelou que a proteção do gasto social e a redução do gasto com folha de pagamento em anos de episódio fiscal contribuíram positivamente sobre o crescimento em economias desenvolvidas.   Para as economias emergentes, os resultados não foram significativos, tendo como potencial explicação a heterogeneidade da amostra.  Com base nas análises efetuadas, nota-se que a prescrição de uma medida universal de política fiscal (expansionista ou contracionista) que implique crescimento econômico no médio prazo não se sustenta na maioria dos casos. A adoção, portanto, de um plano de crescimento econômico que passe pelo comportamento da gestão das receitas e despesas do governo requer uma análise aprofundada das características intrínsecas do país.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/548c5fcf-dcce-4447-8a88-c6541e1dcedf)"},{"text":"Ivan Zentei Arakaki Título:  Uma breve análise dos possíveis motivos que podem influenciar as decisões judicias em ações questionando juros aplicados aos programas especiais de parcelamento do Estado de São Paulo. Orientação:  Luciana Yeung Luk Tai Palavras-chave: Programa especial de parcelamentos; Viés nas decisões judiciais; Juros; SELIC; Custos de litigância"},{"title":"Resumo","children":"Este trabalho visa verificar se existem tendências nas decisões judiciais, a partir da análise das decisões de Tribunais e da revisão bibliográfica sobre o tema. E, também, verificar quais os possíveis fatores que podem influenciar estas decisões.   Para tanto, foi selecionado um tipo específico de ação judicial: as ações judiciais contra o Estado, discutindo as taxas de juros aplicadas aos acordos de parcelamento especial. Programas especiais de parcelamento são programas de refinanciamento de dívidas fiscais que concedem prazo de pagamento, parcelamento e descontos para quem aderir. A discussão jurídica que motiva a ação é que, apesar dos parcelamentos e do acordo estabelecido entre as partes, sobre o valor da dívida e os juros aplicados sobre ela, alguns contribuintes ingressam na Justiça questionando estes juros. E as decisões judiciais intervindo nos acordos entre as partes provocam algumas consequências relevantes, tais como: o estímulo das partes em litigar e o aumento da insegurança jurídica.   Verificamos neste trabalho as seguintes hipóteses: primeiro, se existe variação nas decisões judiciais sobre temas específicos; segundo, se os juízes tendem a favorecer os contribuintes em detrimento da Fazenda Pública, e se o valor da dívida influencia nesta decisão; e, terceiro, se as condições de trabalho do juiz e a localização da sua comarca influenciam nesta decisão.   As conclusões que verificamos é que existe sim uma variação nas decisões judiciais de primeira e de segunda instância e, em alguns casos, ocorre até mesmo uma reversão da decisão na instância superior. Também foi possível constatar uma tendência nas decisões serem a favor do contribuinte. Mas não foram encontradas evidências de que as condições de trabalho e a localização da comarca influenciam nas decisões do juiz, sendo que as amostras demonstraram a mesma tendência nas decisões em diversos quadros estatísticos analisados.   Diante do verificado, concluímos que é preciso pensar em programas de cobrança de dívidas fiscais mais eficientes, para evitar a proliferação dos litígios e minimizar a insegurança jurídica.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/c4901bec-2b05-4632-8005-742785eb273d)"},{"text":"Luciano de Oliveira Chaves Filho Título:  Estudo e aplicação do modelo de rough volatility no mercado brasileiro. Orientação:  Gustavo Monteiro de Athayde. Palavras-chave:  Volatilidade; Mercado de Opções; Séries temporais."},{"title":"Resumo","children":"É comum, em séries temporais, que exista um nível de impacto do resultado anterior sobre o resultado subsequente, e isso é particularmente comum com dados do mercado financeiro. Por exemplo, é improvável que o preço de fechamento de uma ação ontem não tenha nenhuma influência no preço de fechamento dela amanhã. Podemos chamar essa influência de tendência.   Um movimento browniano é uma série de passos aleatórios que possuem uma tendência. Essa “tendência” é chamada de coeficiente de Hurst na literatura, aqui tratado aqui apenas como H. Ela representa a magnitude na qual os resultados anteriores em uma série influenciarão os resultados subsequentes. Um H de 0,5 quantifica a não-existência de uma tendência dentro da série observada, e quanto maior o H mais se supõe que os choques respeitarão a tendência. Um movimento browniano possui um H inferior a 0,5, que intuitivamente representa um comportamento de regressão à média.   Quando o logaritmo das diferenças da volatilidade de um ativo entre um dia e delta dias anteriores é analisado, percebem-se duas coisas: que as observações possuem uma distribuição aproximadamente normal e que essas diferenças se comportam tal qual um movimento browniano. Assim, é possível modelar a relação de escalabilidade entre o logaritmo da volatilidade hoje e o logaritmo da volatilidade delta dias atrás. A partir daí, uma regressão linear entrega o expoente H de Hurst do comportamento da log[1] volatilidade. Esse é o H observado pelos dados do mercado, dizendo respeito às diferenças na log-volatilidade de um dia contra outro. Os passos detalhados para chegar ao coeficiente estão detalhados no trabalho, mas é importante notar que o H observado pelo mercado, seguindo esse procedimento, não costuma exceder o intervalo entre 0,1 e 0,3.   Existe, contudo, uma outra maneira de se encontrar o H.   O skew ou a assimetria da estrutura a termo das opções no mercado é obtido a partir da derivada sobre a volatilidade implícita das opções at-the-money (ATM, onde o preço de exercício da opção é igual ao preço em que o ativo subjacente está sendo negociado). O H implícito pelo mercado é encontrado encaixando esse skew à regra de potência 𝐴𝜏 𝛼 , onde 𝛼 = 𝐻 − 1 2 . A partir daí, pode-se encontrar o valor para A e para H que mais se encaixam com o que é observado na estrutura a termo das opções, e entender qual o tratamento que o mercado está dando para a expectativa de volatilidade dos ativos.   Calcular o H implícito pelo mercado a partir das opções ATM mostra-se uma ferramenta interessante para estimar o quanto os agentes estão esperando em termos de volatilidade. Comparar este coeficiente implícito com o coeficiente observado historicamente torna possível perceber distorções e arbitrá-las quando tais coeficientes divergirem consideravelmente.     A partir da análise dos preços das opções do Ibovespa entre setembro de 2020 e outubro de 2021, foi possível extrair o H implícito pelo mercado durante esse período. O comportamento do coeficiente desse período é semelhante ao H histórico, respeitando um intervalo semelhante. Uma análise detida destes dois indicadores, contudo, mostra que eles divergem de tempos em tempos, gerando uma oportunidade de arbitrar essa diferença. Uma operação que pode explorar essa distorção entre o H implícito e observado é a risk reversal: compra de uma opção de compra de Delta 25 e a venda da opção de compra a Delta 75. Realizar a compra desta operação em um vencimento mais curto e montar a mesma posição espelhada (vendendo o Delta 25 e comprando o Delta 75) em um vencimento mais longo. A ideia é explorar o excesso de volatilidade implícito pelo mercado no curto prazo, acumulando o prêmio das opções.   Foram analisadas três possibilidades: fazendo a operação 1:1, comprando e vendendo a mesma quantidade de opções em todos os vencimentos; montando a operação ajustando para que os dois vencimentos tenham o mesmo principal envolvido; e fazendo as operações terem o mesmo principal, mas fazendo o hedge do Vega, que é a sensibilidade do prêmio das opções a alterações na volatilidade implícita.   Estruturando a operação em um momento em que o H implícito estivesse muito mais alto que o H observado, tem-se que as operações obtiveram um resultado positivo em todos os cenários. Assim, além da possibilidade de apenas estimar o H implícito pelo mercado, encontra-se aqui uma grande possibilidade para arbitrar eventuais distorções entre o que é observado e o que o mercado antecipa.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f4677585-4669-48b9-9d12-744280c7e84e)"},{"text":"Marcel Soares Ribeiro Título:  Evaluating Internet and Social Media Impact on Political Polarization: Evidence From Worldwide Elections Data. Orientação:  Rogerio Bianchi Santarrosa Palavras-chave:  Polarização Política; Redes Sociais; Internet."},{"title":"Resumo","children":"Nós estudamos a questão da polarização política e se a Internet em geral e as redes sociais em particular exercem algum efeito nela utilizando dados eleitorais mundiais. Nós utilizamos uma medida de polarização definida para cada país e cada ano derivada de orientação política, dados sobre conexões fixas e móveis de Internet e representamos a utilização de redes sociais em cada país por meio de dados de buscas do Google por palavraschave relacionadas. Estimamos uma série de modelos com efeitos fixos e tendo polarização como objetivo e Internet e redes sociais como regressores. Encontramos evidência de que o efeito total da Internet é no máximo pequeno. Também estudados o papel do Facebook, do Twitter e do Youtube separadamente, mas não encontramos nenhuma evidência conclusiva de seus efeitos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/7ee8625b-bf76-4826-ad9e-c9bedb82231a)"},{"text":"Marcelo Sacenco Asquino Título:  Efeitos da guerra fiscal na competição locacional pela indústria na região de influência de São Paulo. Orientação:  Fabio Adriano Miessi Sanches. Palavras-chave:  Microeconomia; Desenvolvimento; Indústria."},{"title":"Resumo","children":"A industrialização brasileira foi um processo histórico concentrado no Sudeste do ponto de vista locacional, e especialmente em São Paulo e municípios vizinhos até o início dos anos 1970. Desde a política de substituição de importações adotada pelo Brasil a partir da segunda metade do século XX, o desenvolvimento do setor industrial acompanhou o desenvolvimento socioeconômico brasileiro, em que o processo de concentração industrial em capitais e regiões metropolitanas decorreu de vantagens competitivas iniciais relacionadas a economias de aglomeração. A geração de emprego e renda decorrentes contribuíram para o avanço dos indicadores socioeconômicos nessas localidades, associando a ideia de indústria à ideia de desenvolvimento socioeconômico local.   O desenvolvimento tecnológico de fatores diversos como mecanização, logística e telecomunicações permitiu desconcentrar a localização industrial no mundo, e no Brasil a partir dos anos 1980. Apesar do papel de agregação de valor historicamente desempenhado pelo setor industrial, não é razoável supor que todos os municípios terão plantas industriais em seus territórios. Entretanto, a presença dessas plantas ainda é fator preponderante no Brasil, e vista como objeto de disputa locacional entre estados e municípios. A renúncia de receitas imediatas de impostos tem se mostrado como um dos principais instrumentos utilizados para a atração de empreendimentos, compensando eventuais desvantagens competitivas da localidade. Temos por hipótese que incentivos tributários adotados por alguns estados vêm alterando a atratividade de alguns municípios em relação a municípios similares. Nesse sentido, nossa pesquisa teve como finalidade observar se incentivos fiscais causam efeitos na distribuição da atividade entre municípios no mercado regional polarizado por São Paulo.   Nossa pesquisa pretende contribuir para a discussão da distribuição da atividade pelo território incentivada por políticas públicas e seus efeitos socioeconômicos locais, que possam acentuar a assimetria no desenvolvimento regional, prejudicando a busca por um maior equilíbrio, conforme preconizado pela Constituição de 1988. Nessa pesquisa, tomamos a região de influência de São Paulo como um recorte territorial reunindo 2687 municípios de oito estados, situados em torno de 1000 quilômetros de acessibilidade rodoviária uma vez que, a partir de distâncias maiores, o transporte por via ferroviária ou marítima passaria a se tornar competitivo na formação de custos logísticos.   A partir de 2000, observamos efeitos da consolidação dos incentivos tributários estaduais para a atração de indústrias, em detrimento especialmente das vantagens locacionais do estado de São Paulo, configurando a chamada guerra fiscal. Notamos que incentivos tributários estão produzindo efeitos na localização industrial nessa região com rebatimento no desenvolvimento socioeconômico local, especialmente naqueles municípios próximos à fronteira do estado de São Paulo, por razões tributárias relacionadas às operações interestaduais.   Por restrições para a coleta de dados online para diversos exercícios fiscais, restringimos a análise aos dados obtidos para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde evidências anedóticas acerca da concentração de atividade no Sul Fluminense e Sul de Minas poderiam ser testadas em modelos econométricos. Elaboramos um modelo Regression Discontinuity Design como nossa estratégia principal de identificação, para a observação dos efeitos no grupo de municípios situados junto às fronteiras estaduais dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, para os anos de 2000 e 2019, uma vez que a condição tributária de municípios semelhantes se altera em função do lado da fronteira em que cada localidade se encontra. Nesse modelo, os efeitos cumulativos no tempo dos incentivos fiscais interestaduais ficaram mais evidentes e identificados.   Uma vez observados esses efeitos através de modelos econométricos, elaboramos um modelo de equilíbrio desse mercado para que pudéssemos realizar análises contrafactuais, para cenários em que esses incentivos fossem minimizados ou extintos. Os modelos contrafactuais experimentados sinalizaram que a simples eliminação da guerra fiscal interestadual, sem a alteração do atual modelo fiscal brasileiro, pode gerar um processo de reconcentração da atividade industrial no estado de São Paulo, e vir a ser prejudicial ao objetivo de distribuição mais equilibrada da atividade pelo território nacional, com efeitos na redução das desigualdades socioeconômicas regionais.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/0e5a45e6-4176-4b69-a647-ce6f2b91dd2b)"},{"text":"Melcirio Almeida Passalini Neto Título:  A Flexibilidade financeira e os determinantes da estrutura de capital: uma análise para companhias brasileiras abertas em bolsa entre 2005 e 2020. Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo Palavras-chave:  Estrutura de capital; flexibilidade financeira; alavancagem; teoria pecking order; trade off."},{"title":"Resumo","children":"Esse trabalho buscou explorar a flexibilidade financeira das companhias como determinante de sua estrutura de capital. Para isso, foi feita uma revisão sobre as teorias que envolvem estrutura de capital, as que tratam sobre flexibilidade e como se conectam. A flexibilidade financeira está ligada a seguinte questão. A companhia sempre que possui projetos viáveis, com valor presente líquido positivo, e os deseja fazer, o acesso a recursos externos é um empecilho? Sempre que pretende acessar capital externo na forma de dívida, tem êxito? Uma forma de medir é através da proporção de dividendos pagos aos acionistas, pois se a companhia distribui dividendos além do exigido por lei, pode ser um indício que não encontrou projetos para alocar esses recursos, e com isso demonstra ter flexibilidade. Outra forma, é através do tamanho. Possivelmente por uma relação entre governança e risco de crédito, em média as companhias maiores conseguem ter uma alavancagem maior. Os bancos e investidores acabam se associando a essas companhias por terem em média melhor risco de crédito, mais escala e lucratividade por consequência. Sendo assim, tamanho, medido pelos ativos das companhias e suas receitas, também é usado de forma quantitativa como maneira de medir flexibilidade financeira. O tema é útil para os formuladores de política pública, aos analitas de empresas e credores.   No contexto do setor público, uma medida como por exemplo a redução na taxa de juros, ou mudança na alíquota do IOF das operações de crédito, trariam impacto no endividamento das companhias? Elas efetivamente contratariam mais empréstimos? Parte da resposta pode estar no acesso que as empresas tem ao mercado de dívida e ao mercado corporativo bancário. Esse acesso, tem relação direta com o conceito de flexibilidade financeira.   Aos analistas, na ocasião em que realizam projeções através do balanço, com o intuito de encontrar o valor da firma pelo fluxo de caixa descontado surgem algumas perguntas. Quanto essa empresa terá de dívida e quanto terá de capital em determinados anos? Se houver aumento na geração de caixa, essa companhia reduz dívida, aumenta, ou mantém? Entender essa sensibilidade, através da econometria, é uma tentativa de prever a proporção estrutural entre capital próprio e de terceiro da companhia. A divisão entre os dois grupos, flexíveis e não flexíveis, busca diferenciar a estrutura de capital quando ela é flexível financeiramente e quando não é.   Aos credores, perceber como as empresas respondem na alavancagem financeira quando fatores da economia são alterados é importante. Pertencendo a um dos dois grupos, se houver alteração na alíquota de imposto, a companhia irá mudar a proporção de dívida versus capital próprio? Se sim, em qual proporção? Dividir as companhias entre os grupos que são restritas e não são restritas financeiramente é útil pelo fato de possivelmente elas apresentaram diferentes sensibilidades da alavancagem em relação aos determinantes da estrutura de capital previstos na literatura.   O trabalho é desenvolvido usando as companhias abertas em bolsa devido a padronização dos dados disponibilizados. Essa amostra pode ter um viés em sua seleção, pois de certa forma são companhias que tem em média melhor acesso ao mercado de dívida. Porém, acredita-se que mesmo dentro desse grupo, seja possível identificar as que são e não são financeiramente flexíveis utilizando a proporção que emitem de dividendos e o tamanho como critérios.   Para explicar como a flexibilidade financeira impacta a estrutura de capital, utilizamos regressão com dados em painel contendo variáveis previstas na literatura relacionadas a geração de fluxo de caixa, disponibilidade de recursos interna e impostos efetivamente pagos.   Utilizando as empresas da bolsa brasileira como amostra, não foi possível encontrar que a flexibilidade financeira é determinante para a estrutura da capital em seu sinal esperado. A variável relacionada a flexibilidade que se mostrou estatisticamente significante, foi quando interagimos liquidez corrente com flexibilidade pelo critério de distribuição de dividendos, porém esperava-se sinal negativo, quando o resultado teve sinal positivo. Ou seja, nesse caso as companhias com flexibilidade, quando aumentam sua liquidez corrente, passam a se alavancar mais. Esse sinal é esperado quando não há flexibilidade, pois essas companhias não deixam de buscar dívida mesmo com maior disponibilidade de caixa.   Por outro lado, encontrou-se que as companhias maiores são em média mais alavancadas, o que pode indicar que posseum mais acesso a dívida, ainda que a variável selecionou as trinta por cento maiores, como critério de flexibilidade financeira, não tenha sido estatisticamente signficante.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/1f5b95b4-1d82-47d8-9544-089cbb6d0b51)"},{"text":"Natália Prado de Oliveira Ishizaki Título:  Fator da estrutura a termo de taxa de juros implícito nas opções de IDI. Orientação:  Gustavo Monteiro de Athayde Palavras-chave: fator implícito; abordagem de Athayde; modelo HJM; opções de IDI."},{"title":"Resumo","children":"A estrutura a termo de taxa de juros de uma economia é de fundamental importância para se conhecer o valor de um ativo ao longo do tempo. Ela nada mais é que o conjunto de taxa de juros de cada vencimento. A capacidade de visualizar e retratar a expectativa de mercado das taxas de juros com elevado rigor pode fornecer insights valiosos para diversos agentes econômicos como operadores do mercado que montam suas posições nesse fator de risco com base na tendência que observam e economistas ao elaborar seus modelos de previsão de indicadores econômicos.   Com a evolução do mercado de instrumentos financeiros derivados de taxas de juros, usados tanto com o propósito de especulação quanto de proteção contra movimentos adversos na curva de juros, diversos modelos foram desenvolvidos a fim de melhor precificá-los e extrair os componentes da curva de juros. Dentre eles, o modelo HJM se destacou por sua flexibilidade, tornando os outros modelos casos particulares.   A maioria dos trabalhos desenvolvidos para o caso brasileiro faz uso de dados históricos para obter os fatores de risco da estrutura a termo de taxa de juros. Apesar das grandes contribuições para o tema, esse método não reflete necessariamente o atual humor do mercado e deve ser feito cautelosamente.   Athayde (2019) desenvolveu uma metodologia com fórmulas fechadas e recursivas de fácil implementação que parte do modelo HJM e da volatilidade das opções de juros negociadas no Brasil para encontrar a estrutura de volatilidades implícitas. Dessa maneira, pode-se observar fielmente a expectativa de mercado para cada prazo. Outrossim, o autor descreve uma representação com sólidos que pode ser aplicada aos dados resultantes do modelo autoral para elucidar a interação existente entre os mercados de opção de IDI e FRA-DI.   Esse trabalho estende o período estudado por Athayde (2019), que se restringiu às eleições presidências no Brasil de 2018, e explora apenas as opções de IDI devido à iliquidez das opções de FRA-DI. Desta forma, é possível notar os períodos de maior estresse e maior estabilidade da estrutura a termo de taxa de juros sentidos pelo mercado e relacioná-los à eventos marcantes na economia e política brasileira. Assim, nota-se momentos em que o mercado percebia maior ou menor incerteza em relação aos níveis de taxas de juros ao longo da curva.   Também foi aplicado um teste de raiz unitária para verificar se a série pode ser previsível e, portanto, gerar ganhos financeiros com certas estratégias de negociação.   Ademais, notou-se algumas volatilidades negativas que podem indicar falta de liquidez ou até mesmo oportunidades de arbitragem entre os mercados de IDI e FRA-DI, que poderiam ser exploradas por operadores, que se beneficiam de tais assimetrias de preço.   Por fim, a representação em sólidos tridimensionais também foi explorada nesse trabalho e aplicada ao mês de maior instabilidade.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f11ea3e7-e041-497b-906f-50f4ae9d4cb9)"},{"text":"Rafael Baptista Meneguetti Título:  Empresas brasileiras que tiveram acesso a crédito subsidiado via programas governamentais apresentaram menor queda de receitas durante a crise do coronavírus? Orientação:  Bernardo de Oliveira Guerra Ricca. Palavras-chave:  Programas Governamentais; Covid-19; Pequenas e Médias Empresas."},{"title":"Resumo","children":"A crise do coronavírus trouxe grandes desafios econômicos para famílias e empresas em virtude da forte retração da atividade econômica e das medidas de restrição de circulação e distanciamento social.     Para mitigar os impactos econômicos causados pela pandemia, os governos de diversos países lançaram mão de programas emergenciais de auxílio. Enquanto o apoio para as famílias veio na forma de programas de repasse direto de renda, para as empresas o suporte foi dado através de programas de concessão de crédito subsidiado e garantido pelo governo.   Esta dissertação busca analisar se os recursos públicos foram bem empregados através desses programas governamentais e se, de fato, eles conseguiram atingir os objetivos planejados pelo governo. Para isso, esse trabalho foca na análise dos efeitos do PESE - Programa Emergencial de Suporte a Empregos, que foi o primeiro programa lançado com o objetivo de apoiar as empresas a se manterem operacionais e sem necessidade de redução do seu quadro de funcionários.   A análise realizada se aproveitou do fato de que essa linha de crédito só foi disponibilizada para empresas com faturamento anual de 2019 na faixa de R$ 360 mil a R$ 10 milhões. O design de pesquisa escolhido foi a regressão descontínua, que avalia a diferença no comportamento das empresas próximas a esses limiares. A premissa considerada é que empresas que faturaram valores muito próximos logo acima e logo abaixo desses limites são bastante similares, mas com uma grande diferença na probabilidade de terem contratado o crédito subsidiado, uma vez que parte delas poderia ter acesso a esse recurso enquanto a outra parte seria inelegível à contratação dessa linha de crédito.   A utilização dessa metodologia é uma inovação em relação à literatura revisada, pois não foram encontrados trabalhos que tenham se valido do design de regressão descontínua para avaliação de efeitos de programas governamentais. Além disso, também não foi encontrado nenhum trabalho que avalia programas desse tipo no Brasil, até por serem menos comuns aqui do que em outros locais, principalmente na Europa, na Ásia e nos EUA, onde programas desse tipo são bem tradicionais e sobre os quais há uma literatura razoavelmente extensa.   Os resultados encontrados sugerem que no caso do Brasil, durante a pandemia, o programa avaliado teve ao menos parcialmente o efeito esperado sobre as pequenas empresas, com faturamento em torno de R$ 360 mil, ajudando para que na média elas tivessem uma menor queda de receitas do que as empresas que não tiveram acesso a essa linha. Por outro lado, não foi possível encontrar indícios do mesmo efeito sobre as empresas de porte maior, com faturamento em torno de R$ 10 milhões.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/0fd1450c-e1be-4274-98ec-3318daf3f29a)"},{"text":"Rafael Viola Título: Influência do Google Search na previsão do retorno de ações do mercado brasileiro. Orientação:  Rinaldo Artes. Palavras-chave:  Google Trends; Fama-French; Modelo de Previsão."},{"title":"Resumo","children":"A constante evolução tecnológica que temos presenciado nas últimas décadas tem propiciado uma enorme velocidade na comunicação de eventos em escala mundial. A informação é transmitida de forma praticamente instantânea e é rapidamente absorvida em todos os meios, em especial as de caráter econômico.   É conhecido que o desempenho do mercado de ações é dependente das condições econômicas locais e mundiais, dos resultados e investimentos das empresas, e, em especial, das expectativas dos investidores. Essas expectativas são formadas a partir das avaliações de critérios objetivos, mas também de especulações e informações obtidas das mais diversas fontes, como por exemplo notícias publicadas em mídias especializadas ou em redes sociais. Com isso, a busca por informações é uma atividade importante e necessária para que o investidor consiga proteger ao máximo seu investimento de grandes oscilações, permitindo-o obter rendimentos maiores a partir da identificação de sinais de riscos ou instabilidade.   Conhecidamente, uma das maiores fontes de busca por informações, notícias e publicações na internet é a plataforma Google, utilizada diariamente pelo público em geral, em especial, investidores que buscam preservar e aumentar seu capital. Dessa forma, espera-se que a partir da observação do volume histórico de pesquisas para um determinado ativo, sejam encontradas evidências significativas de seu impacto no retorno desse papel.   Esse trabalho busca utilizar o histórico de pesquisas no Google, obtido a partir de sua plataforma Google Trends, para avaliar o impacto dessa variável no retorno das ações utilizando um modelo de precificação de ativos proposto por Fama-French em 1993, o modelo de três fatores de Fama-French. O contexto de aplicação dessa análise é o de buscas originadas no Brasil impactando as ações negociadas no mercado brasileiros de ações.   Pesquisas e estudos conduzidos em outros mercados encontraram evidências importantes da influência e observação dessas informações no retorno dos ativos, enfatizando a importância da incorporação dessa variável no modelo de gestão e acompanhamento de uma carteira de investimentos. No Brasil, essa pesquisa inova tanto em abrangência, por analisar uma grande quantidade de ativos (240 ações), quanto por analisar o quão rápido essa informação é absorvida e incorporada ao retorno dos ativos, além de evidenciar que essa relação é positiva e crescente com o interesse (buscas) por um ativo.   Por fim, os achados desse trabalho podem ser utilizados tanto por investidores individuais quanto gestores de fundos, uma vez que, essa dissertação evidencia que o crescente interesse por um determinado ativo é acompanhado de um efeito positivo e crescente a esse interesse no retorno do papel negociado, ou seja, em termos práticos, a medida que o volume de buscas por uma determinada ação se eleva, esse efeito é positivo ao papel, cabendo ao investidor entender a resultante total desse movimento, ou seja, se é um movimento de queda que será atenuado pelo crescente interesse ou se é um movimento de alta confirmado por um interesse crescente nas buscas e pesquisas realizadas no site do Google.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/a2dd5f3a-de5e-43bd-a632-808690ba71c2)"},{"text":"Rodrigo Soares de Moura de Paula Arruda Título:  Perspectivas para a inflação em diferentes regimes de expectativas no Brasil. Orientação:  Adriana Bruscato  Bortoluzzo Palavras-chave:  Curva de Phillips; Expectativas; Inércia; Brasil; Phillips Curve; Expectations; Inertia; Brazil."},{"title":"Resumo","children":"A economia brasileira tem experienciado mudanças cruciais no processo inflacionário desde que o sistema de metas para a inflação foi anunciado em 1999. Ao longo desse período existiram mudanças em relação a formação dos preços e expectativas de inflação. Existem diversos estudos empíricos na literatura sobre quais são os principais determinantes do processo inflacionário no Brasil, análises que se diferem muito em metodologia, variáveis e períodos analisados. O objetivo da corrente dissertação é de estudar os diferentes períodos associados à essas mudanças através do arcabouço teórico da Curva de Phillips, de maneira a compreender o impacto dos diferentes regimes de ancoragem das expectativas e persistência da inflação sobre o cenário prospectivo da inflação brasileira. Portanto, o estudo busca estimar como os coeficientes da curva evoluíram no Brasil ao longo do tempo e se houve uma mudança de regime com o processo recente de ancoragem de expectativas observado por Val et al. (2017). Diante desta análise, após identificar o regime atual de ancoragem sobre as expectativas, o objetivo principal do artigo é de responder a questão sobre quais são os determinantes da Curva de Phillips brasileira, de forma a vislumbrar um cenário prospectivo para evolução da inflação no Brasil.   O estudo optou pela estimação da Curva de Phillips no Brasil para o período 1T-2006 até 4T-2021, o que o torna uma das atualizações com amostra mais recente para a estimação desses coeficientes para economia brasileira. Optou-se por excluir período inicial do regime de metas de inflação caracterizado por elevada volatilidade das variáveis em questão. Os dados de séries temporais foram analisados via modelos de análise estática e dinâmica. Para a análise estática, foram estimadas regressões lineares multivariadas estimados pelo método de Mínimos Quadrados Ordinários de Dois Estágios (2SLS) devido ao possível problema de endogeneidade, assim como feito por Schwartzman (2006). Enquanto que para a análise dinâmica foram utilizadas representações na forma de Espaço de Estados, cujas especificações iniciais foram dadas pela técnica anterior e que permite observar a evolução das variáveis não observadas de interesse ao longo do tempo. Sendo que os métodos de estimação dos fatores utilizados para essa forma de representação foram através do Filtro de Kalman e da Máxima Verossimilhança.   Apesar de contradizer parte da literatura anterior sobre a inclinação da Curva de Phillips no Brasil, a primeira conclusão do estudo é que existem modelos robustos para afirmar que existe pouca influência da atividade econômica sobre a inflação brasileira. Como justificativa, é possível argumentar que o choque recente do COVID-19 esteja contribuindo para a quebra da relação entre inflação e desemprego no Brasil, visto que o hiato abriu significativamente durante a pandemia e simultaneamente observou-se um processo continuo de aceleração da inflação. Quebra que pode ser explicada pela existência de choques de oferta e não de demanda.   Outra conclusão relevante do estudo é de revelar que os choques atribuídos ao COVID-19 contribuíram para a elevação dos coeficientes de pass through cambial no Brasil. Existem algumas evidências que podem contribuir para justificar esse resultado. Uma delas é de que a própria metodologia de cálculo do IPCA através da ponderação do Índice de Laspeyres, faz com que itens que tenham variações elevadas ganhem maior ponderação na cesta. Ou seja, o choque associado ao COVID-19 pode ter feito com que a maior pressão sobre preços bens, que possuem um pass through cambial mais elevado (Schwartzman, 2006), tenha feito com que estes aumentassem de preço dentro do índice e, consequentemente, elevasse o grau de repasse.   E por último, talvez a principal conclusão do estudo, é de que encontrou-se uma relação direta entre o grau de influência dos coeficientes determinantes da inflação no Brasil e a evolução do regime de expectativas. Pode-se observar que em momentos de alta credibilidade do Banco Central foram acompanhados de uma redução do coeficiente de inércia inflacionária. Fato que torna de suma importância a conscientização dos tomadores de política sobre a relevância da credibilidade para o controle da dinâmica inflacionária na economia brasileira. Conclusão que apenas reforçada o cerne da questão de fundamental importância colocado por Minella et al. (2003), de que o cumprimento das metas de inflação é essencial para a ancoragem das expectativas e alcance de credibilidade pelo Banco Central. Neste sentido, o presente estudo sugere que apesar do aumento do coeficiente de expectativas para a explicação da dinâmica inflacionária desde 2017, a quebra recente da ancoragem das expectativas de inflação coloca um risco altista para dinâmica inflacionaria prospectiva e para a elevação do coeficiente inercial da economia brasileira.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/5095a1a3-5ad4-4c6b-b1b4-8b16b9a2a500)"},{"text":"Thales Lauretti Gonçalves da Cunha Título: Estudo dos determinantes do juro real de equilíbrio no Brasil sob a ótica das dinâmicas demográficas e da desigualdade de renda (2002 – 2021). Orientação: Miguel Maria Charters de Oliveira Bandeira da Silva Palavras-chave:  Juro Real de Equilíbrio; Demografia; Desigualdade de Renda; Modelo de Regressão por Fundamentos; Curva IS; Regras de Política Monetária; Brasil"},{"title":"Resumo","children":"O fenômeno do juro real elevado no Brasil de forma atípica e acima de seus pares, historicamente, é objeto de amplo estudo pela literatura doméstica. Os movimentos observados da taxa de juro ao longo do tempo, entretanto, sofrem influência direta da atuação da política monetária e dos ciclos econômicos, dificultando, per se, a distinção para com seu componente estrutural. Neste sentido, faz-se particularmente útil a estimação da taxa de juro real de equilíbrio, uma variável não-observável, definida usualmente como a taxa de juro consistente com o produto no seu nível potencial e a taxa de inflação estável. Seu estudo vai além de uma mera curiosidade teórica; pelo contrário, permite o estudo de fenômenos relevantes, como o supracitado, além de servir como um importante benchmark para condução da política monetária e aferimento de seu grau de estímulo sobre a economia real.   Nas últimas duas décadas, ainda que em níveis médios elevados, o juro real doméstico tem apresentado consistente tendência de queda, o que sugere alterações de caráter estrutural. Este trabalho, na linha da maioria dos seus antecessores, também apresenta estimativas da taxa de juro real de equilíbrio para a economia brasileira. Entretanto, não se limita apenas ao seu valor estimado, mas busca rastrear os principais canais explicativos para sua dinâmica no tempo. Afinal, o que rege os movimentos estruturais do juro real no Brasil?   Este artigo é um primeiro passo no caminho de demonstrar a importância das dinâmicas demográficas e sociais para trajetória do juro real de equilíbrio no Brasil. Estes canais, embora já venham sendo abordados nos últimos anos no âmbito das economias desenvolvidas, em face do estudo da hipótese de estagnação secular, não possuem ainda ênfase nos modelos de estimação do juro de equilíbrio doméstico, cujo enfoque se encontra ainda, majoritariamente, em torno de fatores explicativos relacionados à prêmio de risco e influências globais.   A principal contribuição do estudo é a incorporação de variáveis demográficas-sociais no modelo de estimação do juro real de equilíbrio de longo prazo proposto por Goldfajn e Bicalho (2011), de forma a rastrear e mensurar seus efeitos. Os resultados apontam, a partir de um modelo de regressão baseado em fundamentos e que utiliza técnicas de cointegração (FMOLS), para uma queda estrutural da taxa de juro real no Brasil de 10,7 pontos percentuais nos últimos vinte anos, encontrando-se próximo à 2,0% a.a. no terceiro trimestre de 2021. Demonstra-se que praticamente 10 metade do movimento de queda pode ser explicada pela desaceleração do crescimento populacional e a maior desigualdade de renda no Brasil. O desenvolvimento do sistema financeiro, a menor persistência da inflação estrutural e uma queda na taxa de juro externa explicam a parcela remanescente, mais do que compensando uma contribuição positiva advinda da maior incerteza política-fiscal.   Apresenta-se, adicionalmente, a partir das estimativas de uma Curva IS, os diversos fatores conjunturais que afetaram a taxa de juro de equilíbrio desde 2002, definido como o juro real de equilíbrio de curto prazo. Mudanças no crescimento da atividade econômica global, como visto nas crises de 2008 e 2020, nos impulsos fiscais e nos termos de troca, por exemplo, afetaram em caráter temporário o juro real de equilíbrio doméstico.   Se, por um lado, há indícios de que uma redução da desigualdade de renda tende a pressionar para cima o juro real de equilíbrio a partir de uma redução da propensão a poupar, por outro, a transição demográfica em curso, com redução persistente das taxas de crescimento populacional há décadas, deve continuar à frente pressionando para baixo o juro real de equilíbrio de longo prazo. As simulações sugerem, por exemplo, que o menor crescimento populacional implicará em uma redução adicional de 5,0 pontos percentuais até 2060.   Ainda assim, a percepção de risco pelos agentes econômicos, em suas diversas formas, segue sendo crucial para a dinâmica do juro real estrutural doméstico. Neste sentido, é imprescindível, aliado à estabilidade macroeconômica e a credibilidade da autoridade monetária, a manutenção de uma política fiscal responsável, evitando elevações persistentes dos gastos correntes fiscais sem contrapartidas e seus consequentes efeitos perversos sobre o juro real de equilíbrio, como ocorrido no período de Governo de Dilma Rousseff. Medidas estruturais implementadas nos últimos anos que visaram a sustentabilidade das contas públicas, como a criação do teto de gastos, a extinção da antiga TJLP junto ao enxugamento do crédito direcionado fornecido pelo BNDES, e a Reforma da Previdência, contribuíram, direta e indiretamente, para a queda estrutural do juro doméstico. Para que continuemos no futuro nos beneficiando de uma taxa de juro real estruturalmente baixa, é fundamental que não haja reversão das conquistas obtidas na área fiscal.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/674b1762-ca68-4217-8a3e-cb1033ad15bc)"},{"text":"Walter Oighenstein Anderson Título:  Contribuições das concessões para os serviços de saneamento básico de abastecimento de água e esgotamento sanitário: evidências empíricas a partir de efeitos sobre o indicador de despesas de exploração por m³ faturado. Orientação:  Luciana Yeung Luk Tai Palavras-chave:  Concessões; PPP; Saneamento; Eficiência; Universalização"},{"title":"Resumo","children":"Recentes contratações de serviços de iluminação pública por meio de parcerias públicoprivadas têm resultado em expressivas economias para os cofres públicos. O êxito destas contratações sugere que concessão dos serviços à iniciativa privada poderia ser empregada mais amplamente e com grandes benefícios para outros setores.   Os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário são essenciais à vida e a saúde. Estes serviços integram o setor de saneamento básico que, desde a publicação do novo marco legal, ocupam papel central na pauta de gestores públicos.   Tradicionalmente, os serviços água e esgoto de natureza local são prestados diretamente por prefeituras ou autarquias. Em resposta ao desafio da universalização da prestação dos serviços os gestores públicos poderão prosseguir com a prestação pública dos serviços, ou delegá-los a iniciativa privada, por meio de contratos de concessão.   A escolha entre as modalidades de provisionamento dos serviços esbarra em dificuldades. Uma delas é o próprio conhecimento de exemplos de serviços concedidos, dada a pequena quantidade de concessões de serviços de natureza local existentes. O desafio torna-se ainda maior pelo fato destes serviços de saneamento serem, em grande medida, condicionados por características locais pré-existentes, inviabilizando comparações imediatas.   A literatura defende que a melhor modalidade para a prestação de serviços públicos é aquela que proporciona maior eficiência. A eficiência é desejável para empresas privadas e é também um princípio da administração pública que dever se observar no mundo dos fatos. Entretanto trabalhos desenvolvidos anteriormente chegaram a diferentes resultados ao avaliarem prestadores de serviços de saneamento, ora apontando para maior eficiência de prestadores públicos, ora revelando vantagens dos prestadores privados.   Assim, uma forma de estabelecer comparações entre as modalidades de prestação de serviços é buscar dados que evidenciem ganhos de eficiência relacionados à suas diferentes modalidades de provisionamento. É importante identificar empiricamente a modalidade que proporciona maiores ganhos de eficiência. Da mesma forma, é interessante estimar a magnitude dos excedentes gerados pelo aumento da eficiência, avaliando possíveis contribuições para os desafios do setor.   Para lidar com diferentes características locais que podem afetar a comparação dos serviços foi adotado um modelo probabilístico que busca identificar, dentre os serviços públicos, aqueles que mais se assemelham aos serviços concedidos. A partir deste modelo foram constituídos dois grupos a serem comparados.   O grupo de serviços concedidos foi adotado para avaliação dos efeitos e o grupo de serviços que permaneceram operados por prestadores públicos, adotado como controle. Este processo de pareamento entre serviços ocorre em um momento anterior à concessão, buscando garantir que diferenças que se desenvolvam ao longo do tempo decorram da mudança na modalidade de provisão.   O resultado aponta para significativo aumento de eficiência nos serviços concedidos à iniciativa privada. Técnicas empregadas no estudo permitiram identificar ganhos de eficiência com significância estatística, contribuindo com evidências empíricas que confirmam para os benefícios defendidos na literatura.   A adoção do método de diferenças em diferenças após o processo de pareamento e análises realizadas a partir clusters foram essenciais para identificação da causalidade entre as concessões dos serviços e a redução das despesas de exploração por volume faturado. Foram controladas mudanças nos serviços prestados, ocorridas ao longo do tempo, mantendo-os serviços e aumentando a acurácia dos efeitos médios estimados.   A conclusão é favorável à atribuição de causalidade entre redução das despesas de exploração por volume faturado as concessões dos serviços à iniciativa privada. O principal driver de ganho de eficiência identificado foi a redução das perdas de exploração nos serviços concedidos, havendo ainda alguma redução das despesas de faturamento. As expressivas perdas de faturamento observadas nos serviços de saneamento de água e esgoto constituem, portanto, uma oportunidade para aumento da eficiência na prestação destes serviços. Os excedentes gerados pelos ganhos de eficiência podem contribuir para sanar o déficit histórico na cobertura destes serviços essenciais.   Cabe destacar que apenas este ganho de eficiência identificado não deve gerar excedentes suficientes para a universalização dos serviços em um curto prazo, dado o vulto dos investimentos requeridos. Ainda assim a eliminação de ineficiências é fundamental para permitir que a prestação dos serviços seja ampliada sem a necessidade de aumentos excessivos nas taxas e tarifas correspondentes.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/27fe7a4e-6def-4232-ad53-ded7e331c051)"},{"text":"André Felipe Nunes Trofino Título:  Análise de clustering dos retornos de Real Estate Investments Funds e sua relação com fatores econômicos. Orientação:  Gustavo Barbosa Soares Palavras-chave:  Fundos imobiliários; Aprendizado de máquina; Finanças quantitativas"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O campo de finanças quantitativas é pouco desenvolvido em relação aos REITs, apesar de ser um mercado bem consolidado e terem grandes semelhanças com ações, uma classe de ativos que possui extensa literatura.   Deseja-se com esse estudo expandir a área de finanças quantitativas aplicadas a REITs, aplicando métodos de aprendizado de máquina supervisionados e não-supervisionados para obter informações e entendimentos sobre essa classe de ativos que não seria possível utilizando análise clássica.   Aprendizado de máquina é um conjunto de métodos capaz de automaticamente detectar padrões em dados, e então utilizar esses padrões aprendidos para predizer dados futuros, ou realizar alguma forma de decisão quando há incerteza (MURPHY, 2012).   Existem dois principais tipos de aprendizado de máquina: o supervisionado, cujo objetivo é aprender um mapeamento de entradas x para saídas y, utilizando um conjunto de dados anotados (que contém tanto as entradas quanto as saídas desejadas) chamado de conjunto de treinamento; e o não-supervisionado cujo o objetivo é descobrir informações sobre os dados sem prover mais informações para o algoritmo a não ser os dados de entrada (MURPHY, 2012).   O objetivo desse trabalho é aplicar métodos de aprendizado não-supervisionado para agrupar o conjunto de REITs que compõem o índice Bloomberg US REITs em relação aos seus retornos, de forma que fundos com retornos parecidos estejam no mesmo grupo. Os grupos são utilizados como classificação para um método supervisionado, utilizando as características econômicas de cada fundo como parâmetros para o treinamento, de forma que o modelo treinado seja capaz de identificar a qual grupo encontrado previamente pertence um fundo de acordo com suas características. Por fim, busca-se o quão importante é cada característica para realizar a classificação, indicando uma relação entre as mais importantes e os retornos dos fundos.   Para a aplicação do método não-supervisionado, utilizou-se o índice de retorno total de cada fundo, agregando 15 anos de dados, de 2006 até 2021. Para o treinamento supervisionado, foram utilizados 24 fatores econômicos que tentam capturar todos os aspectos relevantes dos fundos, como, por exemplo, endividamento, volatilidade e retorno sobre investimento, sendo 23 variáveis numéricas e uma variável categórica. Comparou-se os métodos nãosupervisionados utilizando o coeficiente de Silhouette (ROUSSEEUW, 1987), e escolheu-se o Hierarchical Clustering (MARDIA; KENT; BIBBY, 1979). Para os métodos supervisionados, utilizou-se as métricas de precision, recall, F1-Score e support, e o método escolhido foi o Random Decicion Tree (BREIMAN et al., 2017).   Foram encontrados cinco fatores principais que são responsáveis por mais de 50% da importância total da classificação: momentum, volatilidade, capitalização de mercado, beta fixo. Além disso, os 10 fatores com maior importância são responsáveis por 83% da importância total.   As maiores importâncias não estão relacionadas a características especificas dos REITs, como por exemplo pagamento de dividendos, e não estão relacionadas a setor e/ou tipo de atividade, como por exemplo alavancagem. Elas são métricas de ativos de renda variável, indicando que o que mais importa para o agrupamento dos REITs (e, portanto, para terem retornos similares) é a relação deles com o mercado. Essa conclusão é útil do ponto de vista de estratégia de investimentos, pois é possível analisá-los de forma parecida com ações.   As maiores importâncias não estão relacionadas a características especificas dos REITs, como por exemplo pagamento de dividendos, e não estão relacionadas a setor e/ou tipo de atividade, como por exemplo alavancagem. Elas são métricas de ativos de renda variável, indicando que o que mais importa para o agrupamento dos REITs (e, portanto, para terem retornos similares) é a relação deles com o mercado. Essa conclusão é útil do ponto de vista de estratégia de investimentos, pois é possível analisá-los de forma parecida com ações.   Adicionalmente, o método de análise foi aplicado separadamente em cada setor, obtendo resultados diferentes do conjunto completo. A característica book to price é muito importante para o setor de Diversified, um resultado muito comum na literatura de análise quantitativa. O beta de mercado é a feature mais importante para o setor de Hotel and Resort, indicando a dependência desse setor do mercado como um todo, ou seja, da economia. Para o setor de Office, a feature mais importante é equity dividend yield, mostrando que para esse setor é importante que o pagamento de dividendos, e, portanto, é importante que os imóveis estejam alugados. Para o setor de Retail, a feature mais importante é a volatilidade, o que pode ser atribuído a sazonalidade desse setor. Por fim, observa-se que capitalização de mercado se mostra como a mais importante para Health Care, Industry, Residential e Specialized, indicando que para esses setores o que mais importa é o tamanho dos fundos.   Essa pesquisa contribuiu para a área de finanças quantitativas ao aplicar os métodos de aprendizado de máquina e extrair informações e relações importantes dos REITs, que podem ser utilizadas em estratégias de investimento que utilizam essas informações para ter retornos acima do mercado. Além disso, as informações extraídas também jogam uma luz nos setores de REITs, mostrando quais fatores econômicos podem afetar seus retornos, algo muito útil para qualquer investido que deseja se aprofundar nesse mercado.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/48da24ea-2438-4234-9f49-4ba7cd408fc9)"},{"text":"Bruno Barreto Mesiano Savastano Título:  An Economic Analysis of the Regulation of Security Tokens in Brazil. Orientação:  Luciana Yeung Luk Tai Palavras-chave:  Digital assets; Law & economics; Regulation; Game theory; Security tokens; Ativos digitais; Law & economics; Regulação; Teoria dos jogos; Security tokens"},{"title":"Sumário Executivo","children":"New terms like "digital assets" and "virtual assets" have emerged as a way to understand and classify new types of assets in order to regulate financial activity related to their use. Different regulations are necessary for each set of assets based on their unique features, purposes, and idiosyncrasies. This understanding is shared by most jurisdictions around the world, including Brazil.   Regulating digital assets is a challenging subject, as some believe that regulation and digital assets are contradictory themes and should remain separate. However, others argue that investor protection is crucial, as they may encounter problems enforcing their rights over service providers involved in digital assets. Regulatory responses to digital assets have varied, with some jurisdictions implementing highly restrictive regulations, while others take a more experimental or laissez-faire approach.   This paper has three main objectives. Firstly, it aims to shed light on recent literature about digital asset regulation, beginning with an analysis of how this issue has been dealt with internationally, then discussing the concept of digital assets and examining the effects of regulation on digital asset markets. The paper will critically review these works, contributing to a deeper understanding of the causes and consequences of digital asset regulation from both a conceptual and empirical perspective. Secondly, the paper will explore the nature and definition of digital assets on a global and local scale, looking at similarities and differences in how different jurisdictions approach the topic. Defining certain terms is crucial for effective regulation. Thirdly, the paper will propose a theoretical approach for the Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Brazilian institution similar in nature to the United States' Securities and Exchange Commission (SEC), to regulate digital assets. Using a "law and economics" framework and drawing on previous works, including those based on game theory, the paper will suggest an optimal strategy for regulating digital assets.   The study has shown that new regulations on digital assets, particularly security tokens, are generally negatively perceived by the market in terms of returns, prices, and trading volume. However, initiatives such as regulatory sandboxes and AML/KYC rules can be positively perceived by the market. The paper proposes a game theory exercise to find the best strategy for private players and regulators, concluding that Soft Regulation is the best strategy for regulators to incentivize innovation and integrity in the market.   The paper suggests that Brazil should dedicate efforts to the definition of security tokens, ideally innovating in creating formal definitions, which would bring more certainty to the market and potentially attract private investors from other jurisdictions. The paper also emphasizes the need to tackle other matters such as the treatment of payment and utility tokens and cryptocurrencies, which unfortunately are not yet formally defined by regulation. The regulatory sandbox is a positive development for the tokenization of assets, but more needs to be done to lower transaction costs and encourage innovation. The paper concludes by encouraging further research on the regulation of digital assets from an economic law perspective.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/d6abaf07-7e8f-4b90-bfd1-f7cb529fbf8e)"},{"text":"Bruno Paulo Ferreira Título: Previsão da inflação no Brasil utilizando abordagem desagregada e aprendizado de máquina. Orientação:  Miguel Maria Charters de Oliveira Bandeira da Silva Palavras-chave:  Macroeconomia. Machine Learning. Econometria. Inflação. Previsão Inflação"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O presente trabalho aborda a utilização de técnicas de aprendizado de máquina para prever a inflação agregada a partir de dados desagregados de preços de diferentes categorias. São utilizados dados de séries temporais de preços de bens e serviços, bem como dados macroeconômicos relevantes, para construir o modelo de previsão. O modelo é construído usando uma variedade de algoritmos de aprendizado de máquina, incluindo modelos de regularização, árvores de decisão e máquinas de vetor de suporte (SVM). Os resultados indicam que o modelo proposto apresenta desempenho superior aos modelos de previsão adotados como benchmark neste estudo. Além disso, o estudo mostra que o desempenho do modelo é aprimorado quando os dados desagregados são incluídos no modelo.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/0eb60133-25ce-461e-9c63-743eda7f73da)"},{"text":"Caio Angelini Rodrigues Título:  Efeitos de longo prazo da política fiscal e do nível de rentabilidade na produtividade total dos fatores: o caso europeu. Orientação:  Adriana Bruscato Bortouzzo Palavras-chave:  Macroeconomia, Teoria Endógena do Crescimento, Produtividade, Convergência, Política Fiscal, Taxa interna real de retorno, Juros Reais."},{"title":"Sumário Executivo","children":"A teoria endógena do crescimento aponta que o aumento da produtividade total dos fatores (TFP) é um determinante central na obtenção de crescimento sustentável de longo prazo. A literatura exposta neste trabalho cita como causa da desaceleração e queda da produtividade em diversas economias a queda da rentabilidade das firmas e também as configurações adversas de política fiscal adotadas. Pretende-se expor as razões da queda persistente da produtividade através da análise da perda de rentabilidade e pela influência de impostos distorcivos e despesas não produtivas, essas últimas definidas segundo arcabouço teórico de Gemmell e Kneller (2003). Feita a fundamentação teórica, será desenvolvido um conjunto de modelos de longo prazo em painel de efeitos fixos para explicar a produtividade em 26 economias europeias, divididas entre desenvolvidas e emergentes, durante o período compreendido entre 2000 e 2019, através da evolução da taxa real interna de retorno e pelo comportamento das rubricas governamentais de despesa e arrecadação. Nas economias desenvolvidas, o estudo revela a queda na taxa interna real de retorno apresenta efeitos deletérios na produtividade e também demonstra que a produtividade pode ser melhor explicada pelas variação das variáveis fiscais desagregadas do que pela variação volume de agregado de despesas e da carga tributária. Se demonstra adicionalmente que os gastos apresentaram maior poder explicativo do que os impostos. Para os países emergentes a modelagem não obteve poder conclusivo, o que sugere que o processo de convergência da produtividade destas economias tenha como causa raiz a evolução de outras variáveis não abordadas neste estudo.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/2ce88a15-6b45-498d-a950-21cdeb99e789)"},{"text":"Carlos Eduardo Pereira Vega Filho Título:  Concessão de crédito no Brasil pelos bancos comerciais. Orientação:  João Manoel Pinho de Mello Palavras-chave:  COVID-19; Crédito; Bancos; PESE; FGI PEAC; PRONAMPE"},{"title":"Sumário Executivo","children":"A pandemia do COVID-19 resultou em impactos econômicos globais de grandes proporções, norteado pela queda de indicadores econômicos, exemplo, produto interno bruto bem como desaquecimento da economia em setores diversos.   Como medida anticíclica, foram criados programas de auxílio emergencial e medidas economias no Brasil e no mundo que visaram a retomada econômica e mitigação dos impactos econômicos através de intervenção estatal. A maioria dos programas implementados obtiveram resultados satisfatórios, com foco em redução dos juros e repactuação de dívidas.   No Brasil, foram criados alguns programas emergenciais face a pandemia, entretanto, este trabalho analisa os três principais em termos de volume de crédito concedido, são eles: PESE, PRONAMEP e FGI PEAC. Estes três programas juntos, foram responsáveis pela concessão de aproximadamente R$ 165 bilhões de novos créditos ao setor privado, atuando com taxas subsidiadas e poucas garantias.   Conforme apresentado na literatura, estes três programas foram bemsucedidos para a retomada econômica, porém, este trabalho busca de forma complementar, identificar se os programas também foram eficazes na concessão de crédito aos setores mais afetados pela pandemia.   Por meio de modelo aplicado de painel de vetores autorregressivos via software STATA, foram aplicados dados disponibilizados pela Lei de Acesso à Informação referentes aos três programas, atrelado a dados de emprego formal por setor. Como resultado, notou-se forte correlação entre as variáveis de interesse com lag temporal dois, sugerindo que os programas foram eficazes para retomada econômica dos setores mais afetados, com resposta positiva após dois meses da concessão.   Ainda com relação aos dados, nota-se que 80% do total desembolsado pelos três programas foram destinados aos cinco setores mais afetados pela pandemia do COVID-19, reforçando o resultado obtido no painel de vetores autorregressivos, indicando que os programas foram eficazes para os setores mais impactados economicamente.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f4d7d033-7429-432c-9d4b-b51ba4278354)"},{"text":"Carlos Henrique Bordignon Martinez Título:  Aplicação do Isolation Forest como modelo não supervisionado para identificação de potenciais manipulações de preços no mercado de ações brasileiro. Orientação: Rinaldo Artes Palavras-chave:  Manipulação de preço; Mercado financeiro; Modelo não supervisionado,; Detecção de outliers; Isolation Forest; Price manipulation; Stock market; Unsupervised model; Outlier detection; Isolation Forest"},{"title":"Sumário Executivo","children":"A notoriedade conquistada pelo mercado financeiro nos últimos anos, motivada pela queda da taxa Selic e impulsionada pela mídia e redes sociais, trouxeram também a atenção a necessidade do desenvolvimento e aprimoração de mecanismos para prevenir práticas não equitativas de mercado, como a manipulação de preços e uso de informações privilegiadas. O Comitê de Valores Mobiliários (CVM) – órgão regulador nacional – atua constantemente na identificação e punição de casos para garantir a transparência e credibilidade do mercado de capitais, elucidando o modus operandi das práticas que levaram os envolvidos a condenação.   Esse trabalho propõe a aplicação do método pautado em árvores de decisão, o Isolation Forest – proposto por Liu, Ting e Zhou (2008) – em uma série temporal de dados de negociação de ativos negociados na B3, sem a rotulação dos dados, ou seja, sem destacar as observações da amostra que apresentavam o comportamento anômalo buscado, portanto, de forma não supervisionada. O objetivo foi identificar a capacidade do modelo em detectar comportamentos anômalos de oscilação de preço e variações de volumes que potencialmente possam evidenciar as práticas não equitativas sem conhecimento prévio do modus operandi da prática.   A lógica do método consiste no isolamento das observações anômalas por meio da partição aleatória de amostras da base de dados e, quanto mais fácil o isolamento da observação, isto é, quanto menos partições forem necessárias para separar a observação da amostra, maiores os indícios de que aquela observação é uma anomalia.   Os resultados obtidos pelo modelo foram posteriormente comparados a uma base de anomalias detectadas pelos controles internos da B3, a fim de verificar se as anomalias capturadas pelo modelo convergiam com os controles da B3, e desse modo, aferir a efetividade na detecção das anomalias. A partir desse comparativo, os dados foram submetidos a uma matriz de confusão que resultou nas curvas ROC de cada um dos ativos. Por fim, verificou-se que, apesar do modelo convergir com algumas anomalias encontradas nos controles internos da B3, o parâmetro de especificidade se mostrou alto, ou seja, há uma taxa grande de falsos positivos capturados pelo modelo. As hipóteses levantadas para tal resultado são as de que a aplicação não supervisionada do modelo e do número de variáveis com informações mais detalhadas dentro dos controles internos da B3 foram determinantes para baixa efetividade.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/ad081ee8-5b58-4db9-8438-5455b98c3e9b)"},{"text":"Carlos Vinicius Cotrim Fernandes Título:  Previsão através de técnicas de machine learning de períodos risk-off no Brasil. Orientação:  Diogo Abry Guillen Palavras-chave:  Risk-on; Risk-off; K-médias; Cluster Hierárquico; Random Forest; Machine learning; portfólio 60/40"},{"title":"Sumário Executivo","children":"Os termos risk-on e risk-off são frequentemente utilizados pela mídia e especialistas para explicar movimentações nos ativos financeiros em todo o mundo, a cada crise ou euforia nos mercados, eles ressurgem. Na prática, ambos possuem relação com o medo dos investidores, o período risk-off é caracterizado quando os investidores se tornam em média mais avessos ao risco, muitas vezes até ignorando os fundamentos das empresas ou dos países e devido a isso, começam a vender os ativos considerados de maior risco, no qual se enquadram o Ibovespa, o real, juros brasileiros e ativos de países emergentes em geral, e buscam ativos mais seguros como títulos do tesouro americano, o CDI e o dólar. Enquanto, em períodos risk-on ocorre fenômeno inverso, no qual a aversão ao risco na média diminui e os investidores buscam os ativos de maior risco, perfil em que se enquadram os ativos brasileiros e de outros emergentes ligados aos mercados de renda variável, câmbio e juros.   Diante disso, identificar de forma quantitativa e prever tais períodos se tornou o principal objetivo deste trabalho, pois na literatura até então, os períodos são basicamente classificados através do Volatility Index (VIX), uma medida da volatilidade do mercado de ações americano que é amplamente utilizada como proxy de aversão ao risco dos investidores, os autores se alternam na forma como identificam essas variações, mas sempre utilizam o índice.   Entretanto, principalmente no caso brasileiro, que tem períodos de aversão sem grande relação com o VIX, devido a crises locais, que não influenciam ou sofrem influência do mesmo, se tornou necessário uma abordagem diferente, assim utilizamos o comovimento dos principais ativos financeiros brasileiros ligados aos mercados de juros, câmbio e bolsa de valores para identificar os períodos de maior aversão ao risco através das técnicas de machine learning: k-médias e agrupamentos hierárquicos, os resultados trazem episódios risk-off que são facilmente identificáveis quando comparados aos principais fatos macroeconômicos do período.   Assim, passamos a utilizar outras técnicas de machine learning e diversas variáveis macroeconômicas com disponibilidade mensal nas defasagens de três, seis e doze meses para prever tais períodos risk-off anteriormente encontrados. Aqui a melhor técnica das utilizadas foi a Random Forest em todas as métricas analisadas.   Finalmente, já com as previsões das Random Forest nas três diferentes defasagens, realizamos simulações de carteiras com ativos brasileiros em busca de uma aplicação prática da metodologia em gestão de portfólios. O resultado encontrado mostrou que com uma estratégia de investimentos simples, melhora-se consideravelmente o retorno e as medidas de risco com relação ao tradicional portfólio 60/40 adaptado ao Brasil e apenas o retorno em relação ao CDI, evidenciando o valor de se identificar e prever tais períodos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/95c40f33-578a-45c9-8402-c753e360f842)"},{"text":"Dean Ribeiro da Silva Título:  Fintechs: determinantes do financiamento de venture capital no Brasil em diferentes estágios. Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo Palavras-chave:  Fintech; Startup; Análise de sobrevivência; Private equity; Venture capital;"},{"title":"Sumário Executivo","children":"Há muitos anos o desenvolvimento financeiro tem sido um importante fator contribuinte para a atividade econômica. Tal desenvolvimento é caracterizado pela adoção de melhorias e inovações em instrumentos e mercados financeiros. As fintechs são um subgrupo da categoria de startups que recorrem à tecnologia para oferecer novos e melhores serviços financeiros, através da internet e do processamento automático de dados. Somente durante o ano de 2021, segundo um estudo da KPMG, o investimento em fintechs alcançou a cifra de 210 bilhões de dólares em 5.684 negócios realizados. Desse total, 5 bilhões de dólares apenas na América Latina. Ainda na América Latina e segundo o mesmo estudo, os impactos da pandemia de COVID-19 alavancaram o setor de pagamentos e bancos digitais, através de aproximadamente 10,8 milhões de latino- americanos que fizeram sua primeira compra online. As fintechs causam impacto na inclusão financeira em países emergentes, onde a população sem acesso a serviços financeiros é maior.   A taxa de sobrevivência das startups é muito baixa, com taxas de falência que vão de 50% a 90% em até 5 anos após sua fundação. Embora diversos fatores relacionados ao capital humano, organizacional, tecnológico e ambiental tenham sido propostos como essenciais para a sobrevivência de startups no geral, quase não há consenso sobre a natureza dos determinantes da sobrevivência de fintechs, nem como e em que medida a sobrevivência dessas empresas responde a esses incentivos.   Sabe-se que o financiamento em estágios iniciais tem impacto positivo na sobrevivência dessas empresas. Sendo assim, este estudo teve como objetivo analisar os fatores que se relacionam com a incidência de eventos de captação por fintechs brasileiras em estágios iniciais, que é condição essencial para a sua sobrevivência.   A abordagem consistiu em explorar os determinantes da sobrevivência utilizando dados de fintechs brasileiras aplicados ao modelo de sobrevivência para riscos competitivos, proposto por Fine e Gray em 1999. Trata-se de um modelo comum na área médica, agora aplicado sob o contexto das finanças, onde são considerados como riscos competitivos a saída de sucesso do empreendedor e a falência da fintech, e incluídas covariáveis econômicas e relacionadas à fundação das fintechs como variáveis explicativas.   É proposto o estudo sobre os determinantes da sobrevivência de fintechs no tempo decorrido entre quatro estágios da sua história, os quais são: (i) o tempo entre a fundação da companhia e o recebimento de investimento pre-seed; (ii) o tempo entre a fundação da companhia e o recebimento de investimento seed;   (iii) o tempo entre a fundação da companhia e a emissão de series A e (iv) o tempo entre o recebimento de investimento pre-seed e seed.   Entre os resultados obtidos encontrou-se que a localização geográfica de uma fintech no estado de São Paulo contribui para menor incidência de captação pre-seed. Já para as fintechs que prestam serviços relacionados ao setor de pagamentos, a incidência de captação do tipo pre-seed também é menor em comparação com as fintechs de outros setores.   Em contraposição ao efeito do setor de pagamentos, verificou-se que serviços do setor de financiamentos contribuem positivamente para a incidência de eventos de captação do tipo seed, assim como o número de fundadores da companhia e o investimento em private equity e venture capital total no Brasil.   Por fim, verificou-se a captação prévia do tipo seed e o número de fundadores impactam positivamente a incidência de captação através da emissão de series A, no entanto, a mesma estatística é ligeira e negativamente impactada pelo aumento do investimento em private equity e venture capital total no Brasil.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/599a34af-a647-41b3-bcdc-3d6582b15f8e)"},{"text":"Diego Felix dos Santos Título:   Homicídios, Feriados e Carnaval: Estudo sobre o Estado de São Paulo. Orientação:  Lucas Martins Novaes Palavras-chave:  Segurança Pública; Homicídios; Feriados; Carnaval; São Paulo"},{"title":"Sumário Executivo","children":"América Latina é uma região reconhecida como uma geografia particularmente violenta, sendo a criminalidade um dos temas de política pública mais relevantes para os governos dos países da região. O estado de São Paulo é uma unidade federativa brasileira com mais de 44 milhões de habitantes e sua capital é a cidade mais populosa do território latino-americano com cerca de 12 milhões de pessoas. São Paulo recebeu uma atenção especial de pesquisas acadêmicas nos últimos anos por sua taxa de homicídios ter registrado oscilações expressivas durante as décadas de 1990 e 2000. O presente trabalho utilizou dados de homicídios do estado de São Paulo de 2000 até 2018 e apresentou resultados que indicam um crescimento do número de homicídios por agressão de terceiros ou intervenção legal durante os principais feriados nacionais, nos municípios de São Paulo. Adicionalmente, discutiu-se sobre os mecanismos que podem ajudar a explicar o aumento da violência letal nos feriados de Natal e Réveillon, como o consumo de bebidas alcoólicas e a alteração significativa da rotina das pessoas nas cidades. Portanto, a principal contribuição da pesquisa realizada foi utilizar técnicas econométricas em uma ampla base de dados para gerar resultados pertinentes ao debate público atual sobre segurança pública no Brasil, sendo que a compreensão dos fatores relacionados as taxas de homicídios nas cidades é uma tarefa fundamental para os gestores públicos conseguirem desenvolver políticas assertivas, uma vez que o nível de criminalidade observado nos países latino-americanos é compatível com as suas condições socioeconômicas e as políticas públicas implementadas pelos governantes locais.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/cfce90ab-e332-46f4-82ff-d08a580d4207)"},{"text":"Eduardo de Arruda Issei Título:   A Influência De Vieses Cognitivos Para Justificar Mau Comportamento No Trânsito. Orientação:  Luciana Yeung Luk Tai Palavras-chave:  Economia Comportamental; Vieses de Decisão; Acidentes de trânsito"},{"title":"Sumário Executivo","children":"Acidentes de trânsito são uma epidemia mundial, Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) as perdas são em números alarmantes. Aproximadamente 1,3 milhão de pessoas morrem todos os anos em consequência de acidentes de trânsito e os números têm cifras e pesam aos cofres públicos: os custos das perdas são equivalentes a 3% do PIB à maioria dos países.   Dentre as causas levantadas todas são passíveis de ações conhecidas para se atuar, mas muitas delas vêm de erros humanos como excesso de velocidade, dirigir sob efeito de substâncias psicoativas, não uso de equipamentos de segurança. Estes se destacam pela imprudência dos próprios motoristas em se adequar às regras de leis de trânsito.   A aplicação das leis não é extensa suficiente para fiscalizar todos os motoristas em todas as situações de trânsito e o próprio motorista deveria se autofiscalizar, conhecendo das regras de trânsito, seja pela via financeira (onde o motorista é punido na forma de multas), seja pelo seu direito de ir e vir (que está em jogo se for preso pela gravidade de sua infração ou até a sua morte) ou pela sua consciência (a gravidade de suas ações, punidas ou não, poderiam levá-lo a reflexões sobre sua moral e ética).   Em todas estas circunstâncias o motorista deveria saber avaliar como maximizar seu bem-estar no ambiente do trânsito, calculando o “peso” de suas atitudes versus suas consequências. É nesse contexto que encontramos falhas na racionalização desses processos cognitivos e a Teoria Econômica Tradicional não explica por que muitas das decisões dos motoristas não são eficientes do ponto de vista econômico ou social. Decidimos então completar esta lacuna através da Economia Comportamental e explicar o que não é exatamente “completamente racional”.   Este trabalho se propôs a mensurar as dimensões da Moralidade através de instrumentos como a Escala de Justificativa do Motorista e o Driver Behaviour Questionarie para quantificar desvios de decisões e comportamento. Esses instrumentos foram medidos através de questionários online para voluntários e foram cruzados ainda com variáveis demográficas como sexo e idade além de alguns autorrelatos de envolvimentos em acidentes de trânsito e histórico de multas.   Os resultados mostraram desvios sistemáticos em homens e jovens para tentarem mudar a forma como interpretam os eventos externos para se ajustarem a narrativas que reconstroem em seus subconscientes de forma a minimizarem a culpa de seus atos e permanecerem bem consigo mesmo.   Os resultados deste trabalho estão em linha com outros resultados que mostram homens e jovens demonstram um desvio de comportamento através de altos escores de Desengajamento Moral que se refletem estatisticamente significante com altos escores de Desvios de Conduta. Uma possível explicação que pode causar o Desengajamento Moral (não explorada neste trabalho) são motivações intrínsecas que os levam a tomar decisões não ótimas (do ponto de vista social) que acabam levando a acidentes de trânsito onde vidas são perdidas e há uma grande perda financeira envolvida.   Dessa forma a avaliação sobre o impacto de políticas públicas deve levar em conta não apenas fatores demográficos e experiência de direção mas também fatores intrínsecos ao indivíduo de onde pode estar partindo suas motivações a ter práticas repreensivas no trânsito.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/50e55651-fef3-4a7a-90c8-19a96550f239)"},{"text":"Felipe de Souza Queiroz Pascowitch Título:   Estimation of the brazilian sovereing default risk though the jump to ruin model over the ibovespa index and Usd/Brl options Orientação:  Gustavo Monteiro Athayde Palavras-chave:  Derivativos; Opções; Jump to Ruin; Black & Scholes; Probalidade de Default; Risco Soberano"},{"title":"Sumário Executivo","children":"Since the publication of the Black & Scholes (1973) model for options pricing, both academia and capital market participants have been trying to expand its uses by challenging or adapting its main assumptions. Merton (1976) introduced the Jump Model which adapts an important assumption of Black & Scholes: that prices follow a continuous random walk resulting in prices following a geometric Brownian motion. The Jump to Ruin model is a special case of the Jump Model, where the price of the underlying security goes to zero.   In the same paper, Merton demonstrates that it is possible to obtain a closed-form solution identical to the Black & Scholes solution with a larger interest rate. The larger interest rate is a combination of the known interest rate plus a parameter 'λ', called Hazard Rate. The latter can be considered a credit risk premium and particularly in the Jump to Ruin model, it can be seen as a probability of default.   The goal of this work is to verify if through the Jump to Ruin Model it is possible to obtain a valid estimate of the Brazilian Sovereign default probability from the IBOVESPA Index and USD/BRL Currency Options. To verify if the estimate is a good proxy, the Brazilian Credit Default Swap contract is utilized as o market base reference of the default probability.   The challenge is how to extract the hazard rate from the observed prices. In the closedform solution, all the parameters should be observed in the market. But the theoretical model assumes that the volatility is constant for a determined time span. However, what is observed in the market is that for each maturity you can observe different implied volatilities for each Strike, forming what is called a Volatility Smile. The optimization process needs not only to infer the risk premium, but also determine what is that unique volatility.   Option markets are based on implied volatilities. Because of the implied volatilities’ usage as the sole variable for adjustment of the option’s pricing, it’s troublesome to isolate what is being priced in by market participants. A proposition of the present study is to separate the volatility parameter from the probability of a risk event, in this case the Hazard Rate, which should render a more well-behaved implied volatility through time.   The estimate of the Hazard Rates and Single Volatilities were calculated by directly comparing the fair values of options calculated by the Black & Scholes Model and the Jump and the to Ruin Model. Using Non-Linear GRG optimization (Microsoft Excel default optimizer), the log differences of the sum of the fair option prices between the Jump to Ruin Model and Black & Scholes Model is minimized by calculating the parameters “λ” (Hazard Rate) and “σ*” (Single Volatility).   It's important to highlight that the base assumption for the methodology utilized is that underlying asset’s returns probability distribution are adherent to the log-normal distribution, if the distribution materially deviates from the log- normal assumption the Hazard Rate parameter estimation will capture not only the default risk but also the differences in the probability distribution, especially regarding skewness.   On conclusions, the 5-Year calculated Hazard Rate from the USD/BRL currency options presented the same level and a high degree of Correlation with the 5-Year CDS. This result proves that it’s possible to extract a valid approximation of the sovereign probability of default from market prices of currency options.   This is a very important result because it opens new possibilities on how the Hazard Rate parameter can be utilized i.e., for trading/hedging decisions (the embedded parameter can be traded against the CDS). Fair value calculations and systematic trading can also be considered.   The 1-Year calculated Hazard Rates from the Ibovespa Index and USD/BRL currency options tracked most of the movements of 1-Year CDS, with correlations of 62% and 68%, respectively, but on average stood at a 200-bps level above the CDS.   The replacement of implied volatilities by a single measure of volatility (the Single Volatility) plus a Hazard Rate changes the behavior of the volatility parameter. We can observe that the Single Volatility presents a lower level than market implied volatilities and, in the presence of a risk event, the Hazard Rates increase with more intensity than the Single Volatility. In this way, it is possible to infer that when a sudden movement happens in the market implied volatilities the higher the probability of a risk event being priced in, not the risk of the underlying asset per se.   The present study contributed with the field of finance regarding the estimation of Sovereign Default Probability directly form observed market prices. The conclusion of this paper opens new opportunities of study on how the parameter Hazard Rate can be utilized for trading/hedging decisions.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/5dfb3548-41c4-428f-beef-ba980ed736cb)"},{"text":"Felipe Kury Título:   Business cycles, CO2 emissions, and Pigouvian taxes. Orientação:  Miguel Maria Charters de Oliveira Bandeira da Silva Palavras-chave:  Real Businees Cycles (RBC). Equilíbrio Geral Estocástico Dinâmico (DSGE). Precificação de Emissões de Carbono (𝐶𝑂2). Imposto sobre Emissões Carbono (𝐶𝑂2). Implementação de regra tributária de Pigouvian. DSGE Ambiental (E-DSGE)."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este artigo utiliza o modelo de Equilíbrio Geral Estocástico Dinâmico (DSGE) com uma variável que representa a energia produzida a partir de combustíveis fósseis, em uma economia que estabelece regras de tributação para emissões de dióxido de carbono (𝐶𝑂2) aplicada sob dois cenários: uma regra Laissez-Faire (onde não existe tributação) e outra sob modelo de Pigouvian (que existe a aplicação de regra de tributação). Uma externalidade, representando a energia produzida a partir de combustíveis fósseis, é introduzida no modelo básico do Real Business Cycles (RBC). Devido a inclusão da externalidade, ocorre uma alocação ineficiente e uma regra tributária (Pigouvian Tax) é implementada como ferramenta de política fiscal para mitigar o consumo e impactos da utilização de energia de combustíveis fósseis, além de tornar a alocação eficiente. O estudo também explora as influências nos agregados macroeconômicos sob os dois regimes tributários propostos. Além disso, o estudo fornece uma análise dos resultados para ambos os cenários sob dois choques econômicos diferentes: Produtividade Total dos Fatores (TFP) e Preço da energia produzida a partir de combustíveis fósseis – Os preços de petróleo cru WTI (West Texas Intermediate – US base Crude Oil) foram utilizados como uma proxy para simular choques de preço nos combustíveis fósseis. Por fim, o estudo ilustra a influência das políticas climáticas nos resultados ao longo prazo nos ciclos econômicos e os tipos de choques mais relevantes para avaliar a escolha desta política fiscal, em seguida, conclui com insights sobre a implementação da regra tributaria de Pigouvian.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/78d647b7-54e7-4a0d-bf10-f1296744869c)"},{"text":"Fernando Cattini Maluf Título:  O impacto da PEC das Domésticas (lei complementar nº 150/2015) no emprego, formalização e judicialização da categoria Orientação:  Luciana Yeung Luk Tai Palavras-chave:  emprego doméstico; formalização; nível de emprego; judicialização. "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Dada a importância das trabalhadoras domésticas no Brasil, com relevância principalmente entre as trabalhadoras mulheres, o presente trabalho tenta mostrar os efeitos da regulamentação da Emenda Constitucional nº 72 de 2013 (comumente chamada de PEC das Domésticas), representada pela introdução da Lei Complementar nº 150 em junho de 2015 e que tornou obrigatória a contribuição por parte dos empregadores para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de seus empregados domésticos. Através de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e de uma base de dados oriunda do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, o objetivo é mostrar e quantificar os impactos dessa nova obrigação no nível de emprego, na formalização e na judicialização destas trabalhadoras. A análise é feita usando a metodologia de pareamento por escore de propensão para a construção do grupo de controle e o estimador de diferenças em diferenças para verificar a causalidade da lei. Os resultados obtidos indicam um efeito inconclusivo, mas que mesmo com o aumento do custo para os empregadores não trouxe efeitos perversos para as trabalhadoras.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/1eed9b76-e9e6-40ee-8dae-f4306346d45a)"},{"text":"Filipe Pereira Lago Guerra Título: Impacto da crise do COVID-19 no risco e performance da indústria de fundos de investimento: evidência do mercado acionário brasileiro Orientação:  Paulo Sergio Oliveira Ribeiro Palavras-chave:  Fundos de investimentos. Ações. Investidores. Performance. Beta. Alfa. "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este estudo buscou analisar 360 de fundos de ações brasileiros durante a crise da covid-19, mais especificamente se a performance dos fundos ajustada pelo risco e a exposição ao risco de mercado foram sistematicamente modificadas em decorrência da crise da covid-19. Verificamos se os gestores, alterando a sensitividade do Beta, conseguem obter uma melhor performance durante uma crise aguda nos mercados financeiros. Usando dados diários em painel, utilizamos a análise de retorno anormal pré-Covid e pós-Covid, assim como observamos as variáveis em janelas móveis de tempo. Os testes empíricos demonstram que os gestores alteram a sensibilidade à carteira de mercado, aumentando a exposição durante o período de crise, ainda que esta estratégia não seja suficiente para manter o retorno ajustado ao risco prévio à pandemia.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/4bcacb22-b475-4575-b530-1231522971b9)"},{"text":"Frederico Chagas Rangel Título: Expansão das fintechs e o impacto na rentabilidade dos bancos brasileiros Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo Palavras-chave:  Rentabilidade Bancária; ROE; Fintechs; Bancos; Método Generalizado dos Momentos; Dados em Painel; Profitability of Banks;"},{"title":"Sumário Executivo","children":"A característica do setor bancário sujeito a economia de redes para implementações de inovações tecnológicas amplia a utilidade de inovações com o número de bancos que decidem oferecê-las, uma vez que um único banco ofertar uma nova tecnologia desincentivaria os clientes a adotá-lo dado a interconectividade entre os clientes de diferentes bancos em suas transações. A regulamentação e as garantias do governo para incentivar a competição ou cooperação podem ser adotadas se compensada pelo aumento das transações agregadas, a despeito de um possível corte nas receitas.   Nesta atribuição, a disrupção do mercado bancário a partir da introdução dos smartphones e evolução dos aplicativos para serviços bancários têm incorrido em uma mudança estrutural de mercado, com novos players intensivos na utilização de tecnologia e atendimento apenas digital concorrendo com bancos comerciais, e bancos comerciais adotando estratégias de expansão digital. Esta interconectividade, as medidas do governo brasileiro para incentivar a concorrência e a expansão de todo o e-commerce acabam por estimular a digitalização bancária.   Dado isto, a rentabilidade bancária e os seu fatores determinantes são pautas de diversos espectros da sociedade principalmente sobre a capacidade de garantir fluxos financeiros, financiamento de projetos produtivos, potencialização do crescimento econômico e a inclusão financeira.   Este trabalhou buscou avaliar o impacto da expansão das fintechs na rentabilidade bancária utilizando dados de 85 bancos comerciais brasileiros e das fintechs de crédito regulamentadas e registradas na base de instituições financeiras do Banco Central. Para alcançar os objetivos de pesquisa foram avaliadas as informações dos balanços trimestrais dos bancos, de forma agregada dados trimestrais do balanço das fintechs, informações macroeconômicas e a utilização de serviços financeiros via canais digitais como smartphones e tablets. O impacto é avaliado através de painel dinâmico estimado via Método dos Momentos Generalizados (GMM), de acordo com a metodologia descrita por Arellano e Bover (1995) e Blundell e Bond (1998).   Em linhas gerais, é acrescentado a literatura novas avaliações sobre o impacto das fintechs a partir da perspectiva de dados agregados de crédito das fintechs. O aumento da Quantidade e Tamanho em Ativos de Fintechs apresentou impacto positivo sobre a rentabilidade dos bancos comerciais medida pelo ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido), ROA (Retorno sobre Ativos) e NIM (Margem Líquida Financeira). Já o a Liquidez das Fintechs apresentaram impactos negativos mais significativos na rentabilidade destes bancos, demonstrando que os bancos comerciais e as fintechs brasileiras concorrem pelos mesmos clientes, porém, se tornou dispendioso para o bancos comerciais o crescimento de crédito sem critérios rigorosos uma vez que o Crescimento de Crédito e o Crescimento do Produto apresentaram coeficientes negativos, algo não corroborado pela literatura, ao passo que a Qualidade dos Ativos, medido pela razão das operações de crédito líquidas de provisão pelos ativos totais, deteriorou ao longo do período.   Baseado nos resultados obtidos a rentabilidade dos bancos comerciais apresentou resultados ambíguos com a expansão das fintechs, por um lado o crescimento destas empresas em Quantidade e Ativos foi positivo para os bancos comerciais, ao passo que a captura de Liquidez por estes players impactou negativamente. Já a digitalização dos serviços bancários com o advento dos smartphones contribuiu positivamente para a rentabilidade dos bancos comerciais indicando que o setor como um todo se beneficiou desta inovação. Alguns fatores determinantes da rentabilidade bancária respondem de forma distinta, a despeito da melhora dos índices de eficiência operacional, eficiência de gestão e o tamanho dos bancos comerciais. O aumento da concorrência e a piora da qualidade dos ativos dos bancos comerciais no período demonstram influência negativa sobre o crescimento de crédito para a rentabilidade bancária.   Aspectos sobre a discussão acerca do tema de deterioração dos riscos de crédito com o aumento da competição e expansão das fintechs devem ser consideradas. Possíveis motivos levantados seriam o próprio aumento da concorrência e diminuição da receita de serviços e tarifa diante da expansão das fintechs, a deterioração do crédito com o aumento das provisões para cobrir riscos de inadimplência e os impactos causados pelo coronavírus com negócios e a renda das famílias comprometidas.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/8ec8916b-bec9-4890-b192-9d718823bc72)"},{"text":"Gabriel Silva Takahashi Título:  Novos modelos de negócios de planos de saúde e incentivos na cadeia de saúde suplementar. Orientação:   Paulo Furquim de Azevedo Palavras-chave:  Operadoras de planos de saúde; Modelos de negócios; Incentivos; Saúde suplementar; Health insurance providers; Business models; Incentives; Private healthcare"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O setor de saúde suplementar é marcado por suas complexas relações contratuais e é alvo de extensa literatura discutindo tais relações e seus impactos. Dentre tais questões destaca-se os problemas de incentivos nas interações entre beneficiários, prestadores e operadoras de planos de saúde que resultam, em geral, na sobreutilização dos serviços por questões associadas a risco moral e seleção adversa. O setor de saúde suplementar possui grande importância contando com mais de 49 milhões de beneficiários, cerca de 25% da população brasileira, cumprindo importante papel no atendimento à saúde dos brasileiros em complemento ou substituindo o serviço público de saúde, além da sua relevância econômica. Tal relevância para a sociedade resulta em atenção especial das autoridades sobre o funcionamento e sustentabilidade destas atividades, sendo alvo de regulação específica pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e de grande escrutínio pela autoridade concorrencial em casos de fusões e aquisições e também de condutas associadas aos agentes da cadeia. Tendo conhecimento da relevância e da complexidade nas relações entre os agentes da cadeia do setor, o trabalho busca analisar o impacto dos novos modelos de negócios de operadoras, uma vez que se observou nos últimos anos uma consolidação e fechamento de diversas OPS, muitas por conta da sustentabilidade financeira pressionadas pelos custos médicos e exigências de atendimento. Tais modelos buscam justamente ter maior controle sobre a utilização e os custos, endereçando os problemas de incentivos de diferentes maneiras. O modelo das verticalizadas com controle usa uma solução mais tradicional de ter a propriedade de hospitais e centros médicos, porém com controle sobre os protocolos médicos adotados e uso de tecnologia de forma a otimizar os atendimentos. Já o modelo das healthtechs, verticaliza apenas o atendimento primário e possui integração contratual com os hospitais para alinhamento dos incentivos entre OPS e prestador. Os novos modelos buscam assim se diferenciar dos modelos tradicionais garantindo a sua sustentabilidade financeira e oferta de planos a custos mais baixos ou com benefícios distintos aos ofertados pelas OPS existentes. De forma a verificar o impacto destes modelos, utilizou-se a métrica de sinistralidade para avaliar de forma quantitativa se tais modelos de negócio apresentam diferenças significativas com relação às OPS tradicionais. Para tal, foi utilizado um modelo de matching para pareamento entre OPS com características da carteira de beneficiários similares em que a principal diferença é modelo de negócio adotado e modelo de painel com e sem controles para avaliação se há diferenças estatisticamente significantes na sinistralidade. O modelo encontrou resultados significativos de sinistralidade mais baixa para as healthtechs, contudo tais resultados devem ser analisados com cautela dado o ineditismo do modelo e o período em que ele foi implementado impactado pela pandemia na sua maior parte.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/c869d89d-24db-4105-9850-827bf65c38ed)"},{"text":"Guilherme Marcondes Machado Título:  Decomposição da curva de juros real e nominal para o Brasil. Orientação:  Gustavo Barbosa Soares Palavras-chave:  Prêmio de Risco. Modelo AACM. "},{"title":"Sumário Executivo","children":"O entendimento da dinâmica das estruturas da curva de juros e os prêmios implícitos na precificação dos ativos é de extrema importância não só para a academia quanto para a execução de políticas públicas e para os agentes do mercado. Utilizando-se do modelo criado por Abrahams, Adrian, Crump e Moench (2016), este trabalho procura decompor os prêmios existentes nas curvas brasileiras entre prêmios nominais, reais e de inflação e entender sua dinâmica ao longo do tempo. Para tal, foram utilizados os preços obtidos das negociações dos títulos federais no mercado secundário de janeiro de 2010 até outubro de 2021 e analisados os resultados obtidos pelo modelo com situações históricas recentes, onde os prêmios de fato se mostraram em patamares mais altos quão mais altas eram as incertezas políticas e econômicas do país e o risco de inflação de fato se mostrou mais alto quanto mais incerta era a expectativa da mesma. Já a inflação esperada do modelo se mostrou muito aderente às expectativas de mercado e à inflação realizada. Por fim, o prêmio nominal e o CDS apresentaram trajetórias coincidentes ao longo do período.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/a7397032-85b8-4046-945c-55d42d29dad3)"},{"text":"Guilherme Mucci Mendes Título:  Futebol como proxy para sentimento: evidência no mercado brasileiro de ações. Orientação:  Paulo Sergio Oliveira Ribeiro Palavras-chave:  Economia comportamental. Resultados esportivos. Regressão em dois estágios. Campeonato brasileiro. Mercado de ações."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este estudo tem por objetivo investigar a hipótese de que os resultados esportivos do Campeonato Brasileiro de futebol afetam o humor dos agentes econômicos e, por consequência, o mercado de ações. É proposta uma expansão do estudo feito por Bankers (2014). Essa relação é investigada utilizando dados diários da BM&F Bovespa, no período de 02 de Janeiro de 2003 até 31 de Março de 2021, e todos os jogos do Campeonato Brasileiro da Série A disputados nesse período. O método utilizado para análise é o de regressão linear múltipla em dois estágios. Usando esses modelos, não foram encontrados retornos anormais estatisticamente significativos no mercado de ações brasileiro após as partidas de futebol. Esses resultados indicam que não podemos descartar a hipótese de que o mercado de ações brasileiro seja, sob esse aspecto, eficiente. As conclusões estão em linha com o encontrado na literatura e vão de encontro com os resultado obtidos por Ashton, Gerrard e Hudson (2003) e Edmans, Garcia e Norli (2007) em trabalhos anteriores relacionados ao assunto.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/5cf0f1df-0f6a-49ea-b407-eb31226ae8b0)"},{"text":"Gustavo Adolfo dos Santos Mendes Título:  Retorno e risco de investimentos em startups em estágios iniciais e de bases tecnológica: uma visão empírica do mercado brasileiro. Orientação:  Adalto Barbaceia Gonçalves Palavras-chave:  Startups; Risco e retorno; Venture capital; Stale-price; Viés de seleção; Startups; Risk and return; Venture capital; Stale-price; Selection bias"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O interesse pelos investimentos em empresas em estágio inicial, as Startups, ganhou notoriedade no mercado de capitais locais. Toda uma estrutura de stakeholders para esse mercado foi criada e o financiamento dessas empresas, por meio de captação de recursos próprios (equity), tornou-se uma realidade. Segundo as casas de research Pitchbook e CB Insights, as Startups brasileiras captaram cerca de vinte bilhões de dólares americanos em recurso próprio, no ano de 2021, enquanto em 2015 esse volume tinha sido de apenas um bilhões de dólares americanos.   As Startups são pequenas empresas, geralmente de capital fechado, ou seja, não tem seus valores mobiliários negociados em bolsas de valores e, por conseguinte, considerados ativos ilíquidos, visto que suas ações ou cotas não são negociados com frequência e em um curto espaço de tempo entre uma negociação e a negociação imediatamente anterior. Esta característica destes ativos impacta diretamente na disponibilidade das informações sobre as ações ou as cotas das Startups. Como estas têm caráter privado, quando noticiadas, são autodeclaradas e divulgadas de maneira infrequente, especificamente sobre o valor econômico do respectivo valor mobiliário. Ou seja, as informações acerca do valor das Startups, quando divulgadas, são espaçadas no tempo, sem qualquer compromisso com uma periodicidade prédefinida, como aquela exigida das empresas com capital aberto em bolsas de valores, e mais: os dados considerados podem não representar a informação mais atualizada no momento de sua divulgação e, aquelas divulgadas, representar apenas às Startups que tiveram desempenho superior à média das demais empresas de mesmo perfil.   Nesse contexto, o presente trabalho propõe-se a direcionar a questão da atemporalidade e espaçamento no tempo das informações sobre valor das Startups, propondo solução para tratar base de dados de valuation dessas empresas, a fim de viabilizar análises de risco e retorno desses ativos, por meio de métodos de regressão linear, assim como examinar se a divulgação de informações autodeclaradas das Startups causam viés de seleção e impacta de maneira adversa a percepção e a mensuração de risco de investimentos nelas, pelos investidores.   Tratamos o problema de infrequência de dados (stale-price) trazendo o retorno sobre o investimento em Startups e os retornos de mercado em uma mesma base temporal. O problema de seleção utilizamos o procedimento de Heckman (1979), cuja finalidade é corrigir vieses de amostras selecionadas não aleatoriamente ou variáveis dependentes acidentalmente truncadas, ou seja, quando há limitação imposta à mensuração da variável dependente. Por fim, definida a metodologia e o tratamento da base de dados, utilizamos os fatores de Fama e French como variáveis independentes para nossa regressão, pois por mais que a sua aplicabilidade pode não ser diretamente possível para análise do retorno de investimentos em Startups, os princípios aplicados no modelo de Fama e French podem nos auxiliar no entendimento do risco e retorno dessa classe de ativo, uma vez que a importância do risco de mercado e a diversificação também são conceitos importantes para investimento em empresas em estágio inicial, como as Startups são.   Os resultados foram bastante consistentes no sentido de que as Startups possuem risco bastante acentuado e correlacionado com o mercado. Para o fator de mercado, encontramos beta que variou de 1,91 a 2,78, consoante com estudos análogos para Startups de outras regiões geográficas, enquanto para o fator HML encontramos um beta que variou de – 1,64 a – 2,90, em linha com a tese de que essas empresas se comportam como growth stocks, isto é, empresas que apresentam crescimento a uma taxa significativamente acima da média de crescimento do mercado.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/397c9e58-2d4e-4de6-81e3-927599d99dd0)"},{"text":"João Paulo Fernandes Título:  Estratégias de momentum no mercado de juros brasileiro. Orientação:  Ruy Monteiro Ribeiro Palavras-chave:  Momentum, curva de juros, fatores. "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Visando contribuir com os estudos da área das finanças, nesse trabalho analisamos a influência do fator momentum no mercado de juros brasileiro. Para tanto, foram analisadas estratégias de time-series momentum e cross-sectional momentum. Como metodologia, utilizamos os contratos futuros de DI negociados no mercado brasileiro entre janeiro de 2010 e julho de 2022 a fim de construir um modelo de investimento com potencial de aplicação real no mercado brasileiro. Descobriu-se que os modelos de time- series momentum apresentaram retornos estatisticamente significativos para todas das estratégias avaliadas enquanto cross-sectional momentum foram estatisticamente insignificantes. A inclusão do mecanismo de volatility targeting resultou em retornos estatisticamente significantes em todas as estratégias de time-series e cross-sectional momentum. A inclusão da volatilidade como fator de ponderação do portfólio aumentou o Sharpe de todas as estratégias.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/8730a0ed-d410-45eb-87de-4ea8fceaa6b1)"},{"text":"José Maria Ferreira Botelho de Carvalho Título: Covid-19 and bank deposits in Brazil Orientação:  Bernardo de Oliveira Guerra Ricca. Palavras-chave:  Brazil; COVID-19 Pandemic; Demand deposits; Term deposits; Saving deposits"},{"title":"Sumário Executivo","children":"This paper explores several perspectives on the surge in bank deposits experienced in Brazil during the COVID- 19 pandemic. Using branch-level data on bank deposits, I test if the growth of each of the analyzed deposits (saving, demand and term deposits) and of total deposits are related to a higher county exposure to the pandemic or a higher incidence of cash transfers of the program “emergency financial aid”. I also study the importance of systemically important banks on the growth of deposits.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/208259bb-fe4e-44dd-9924-2930481e6764)"},{"text":"Juliana Forés Giraldi Título:  Mensuração do Value at Risk de uma carteira de ações em períodos de crise. Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo Palavras-chave:  Gerenciamento de Risco; Value at Risk; Risco Financeiro; Teoria dos Valores Extremos"},{"title":"Sumário Executivo","children":"A crescente evolução do mercado financeiro e suas oscilações inesperadas de fatores de risco trouxeram a necessidade na utilização de ferramentas que auxiliam no gerenciamento de risco, melhorando o processo de identificação, mensuração e controle dos riscos que estão presentes no dia a dia de uma empresa, para evitar possíveis perdas financeiras inesperadas.   Períodos com grandes oscilações, como a crise de 2008 causada pela quebra das instituições de crédito dos Estados Unidos e a crise de 2020 causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), agravaram os problemas gerenciais diante de suas incertezas, colocando em risco todo o sistema financeiro do mundo.   Diante de mercados incertos, as empresas precisaram evoluir e se adaptar, introduzindo metodologias de mensuração de risco criadas e aperfeiçoadas ao longo do tempo para acompanhar a evolução do mercado e auxiliar no gerenciamento de risco. Um modelo inadequado pode incorrer em grandes perdas por parte das instituições financeiras, prejudicando a sua sobrevivência e estabilidade do sistema financeiro.   Dentre as diversas metodologias criadas para garantir segurança para as empresas, nesse trabalho foi estudado diferentes modelos de Value at Risk (VaR), uma ferramenta padrão na gestão de risco financeiro que permite a estimação da perda máxima esperada em um dado período. Entre as diferentes metodologias de VaR, as mais utilizadas são as que supõem que os retornos são normalmente distribuídos, representando o mercado por uma curva normal.   Apesar de ser uma ferramenta amplamente utilizada e fácil de ser analisada, as distribuições dos retornos de séries financeiras apresentam caudas mais pesadas do que uma distribuição normal, por isso o cálculo do VaR apresenta algumas limitações, principalmente em períodos atípicos, por não considerar eventos fora do normal como as crises financeiras, podendo apresentar maiores erros em suas previsões, subestimando o valor em risco. Por isso, em um contexto de mercados emergentes com volatilidade elevada e sujeitos a grandes perdas, metodologias alternativas foram criadas para melhorar a estimação do risco em condições extremas.   Diante desse contexto, nesse trabalho avaliou-se a capacidade preditiva das diferentes metodologias do VaR para mensurar o risco apresentado pelo Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) em momentos de instabilidade, por meio da comparação dos modelos tradicionais de VaR com o modelo de VaR baseado na Teoria dos Valores Extremos (EVT). O intuito desse estudo foi demonstrar que em momentos de crise, as metodologias tradicionais de 8 VaR podem não levar em conta a elevação dos eventos extremos, sendo a metodologia do cálculo de VaR por EVT a mais adequada nesses períodos.   Para determinar o modelo mais apropriado, as estimativas do VaR pelas quatro metodologias foram avaliadas por meio do teste de Kupiec (1995), no período de 3 de janeiro de 2005 até 29 de outubro de 2021, cobrindo eventos atípicos como a crise financeira de 2008 e a crise de 2020, que apresentaram elevada turbulência e desvalorização do mercado.   De acordo com os resultados, foi possível concluir que o modelo para cálculo do VaR a partir da Teoria dos Valores Extremos é o mais adequado na previsão de perdas em momentos de crise, comparando com os modelos tradicionais para cálculo do VaR. Assim, como era o esperado, existe uma metodologia que se destaca das restantes, dependendo do objetivo de análise.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/a61287cd-c635-430e-a348-7a00dd5046f4)"},{"text":"Juliano Ferreira Neto Título:  Efeitos de política monetária no Brasil: uma abordagem de alta frequência. Orientação:  Miguel Maria Charters de Oliveira Bandeira da Silva  Palavras-chave:  Macroeconomia. Política Monetária. Choques Monetários.  Abordagem Alta Frequência"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O presente trabalho traz evidências de que mudanças em alta frequência no mercado de juros futuros ao redor das decisões do COPOM são um importante instrumento para identificação de efeitos de política monetária para inflação e atividade no Brasil. Com base em uma abordagem híbrida, uma série de choques monetários identificada por HFI é inserida como instrumento externo em um VAR estrutural (Proxy-SVAR). Os efeitos de surpresa monetária nas variáveis macro se diferenciam de métodos tradicionais, como decomposição de Cholesky. A mesma série de choques é submetida ao método de projeção local, apresentando funções-resposta semelhantes. Também é testada no Proxy-SVAR uma série de choques identificada pelo método narrativo, provando esta ser uma metodologia importante para o estudo de efeitos monetários para o Brasil.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f0be5d14-f39f-4817-91fd-ffa23f63c11a)"},{"text":"Leonardo Gandur Giovanelli Título:  Misvaluation e economia comportamental: empresas brasileiras pré e pós pandemia covid-19. Orientação:  José Heleno Faro Palavras-chave:  economia comportamental, hipótese do mercado eficiente, misvaluation, precificação. "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este estudo tem como principal objetivo avaliar como a pandemia gerada pelo Covid19 afetou a precificação de ativos brasileiros. Para isto são utilizados conceitos da economia clássica e da economia comportamental. A economia clássica considera que os preços dos ativos refletem toda informação pública e privada disponível. Além desta premissa, também considera que os agentes econômicos possuem tempo e recursos de forma que isto não seja um fator limitante na utilização da informação em benefício próprio ou para otimizar a gestão de uma carteira de investimentos. Desta forma anomalias no preço de ativos, como observadas em 2000 com a crise da internet ou em 2008 com a crise do subprime não deveriam ocorrer, pois os ativos estariam bem precificados, todavia, além das crises citadas, outras anomalias também ocorreram. Neste cenário que a economia comportamental passa a ser estudada de forma a complementar modelos tradicionais. A pandemia causada pelo Covid-19 iniciada em 2020 além da crise sanitária, também causou stress financeiro. Tendo o período pré-pandemia representado por 2019 e pós pandemia representado por 2021, este estudo compara a precificação de ações brasileiras dos setores de aviação, financeiro e varejo. A hipótese inicial é que o stress causado pela pandemia geraria pessimismo no mercado financeiro e ações passariam a ser precificadas com tendência de subavaliação. O resultado obtido confirma a hipótese inicial, uma vez que ações supervalorizadas passaram a ser bem precificadas ou subavaliadas.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/2700171b-91e5-4ba1-b089-9d7e301f7e5c)"},{"text":"Lucas de Almeida Pinho dos Santos Título:  Redução na remuneração variável de trabalhadores autônomos e efeito sobre a produtividade: análise no mercado de corredores imobiliários. Orientação:  Rogerio Bianchi Santarrosa Palavras-chave:  Produtividade; Remuneração variável; Salário; Corretor imobiliário; Productivity; Compensation; Piece rate; Real estate agent"},{"title":"Sumário Executivo","children":"Para todas as empresas e, de modo agregado, é interessante que se obtenha a melhor produtividade possível de sua força de trabalho. Para além dos aspectos tecnológicos e de engenharia produtiva, a gestão correta de incentivos para os trabalhadores, em qualquer mercado estudado, é essencial na busca pela maximização de resultado esperado. Fazer a gestão e mensuração de impacto destes incentivos, porém, é um grande desafio em qualquer área de estudo.   Diferentes formas de remuneração representam um trade-off importante entre investimento e resultado esperado pela empresa contratante. Cotas de vendas, por exemplo, são um recurso bastante utilizado por grande parte das empresas desde o século passado. Intuitivamente, é esperado que uma mudança no modelo de remuneração de um trabalhador deverá impactar, em igual direção, a performance deste. O tamanho específico dessa alteração, porém, é extremamente complicado de ser calculado e desafio abordado por diversos estudiosos.   Para além da dificuldade de extrair métricas, existem outras questões que devemos nos atentar ao analisar o impacto de uma mudança na remuneração do trabalhador como os efeitos secundários desta mudança e as elasticidades envolvidas. É lógico pensar que, quando analisamos um mercado em que exista livre movimentação de trabalhadores e profissionais com alto poder de barganha comparado ao das firmas, uma redução brusca no salário pago por uma empresa poderia acarretar pedidos de demissão em massa dos funcionários desta.   Afunilando para parte das possíveis soluções para este problema, o estudo em questão isola um mercado onde há bastante movimentação entre trabalhadores e contratantes, o de corretores de imóveis. Ao final do estudo, pretendemos analisar o impacto real na diminuição da comissão paga a corretores imobiliários por uma empresa relevante no mercado de compra e venda de imóveis. Essa diminuição se dá para equiparar os incentivos praticados no mercado que, por estratégia de crescimento da empresa estudada, eram superiores aos dos principais concorrentes.   Para este estudo em específico, foi conduzida uma análise empírica utilizando uma base de dados que contempla mais de um milhão de atividades realizadas por mais de 16 mil corretores autônomos em uma das maiores plataformas online de intermediação imobiliária do Brasil, explorando dados coletados desde janeiro de 6 2020 a novembro de 2022 a respeito de negociações em três grandes centros urbanos brasileiros. O estudo consiste em utilizar estes dados para estimar o efeito causado por uma redução pontual na remuneração destes corretores.   Em termos gerais, a parte do corretor na comissão negociada na compra do imóvel passou de 80% para 50%, reduzindo consideravelmente o montante esperado do corretor por negociação. Foram analisadas quantidades semanais de contratos assinados, visitas realizadas e agendadas por corretor.   Com base nos resultados, foi possível concluir que, de fato, reduzir essa comissão impacta negativamente na quantidade de visitas que o corretor realiza semanalmente (em torno de 6%). Para isso, foi conduzido um estudo de eventos nas semanas em torno da mudança em si e da comunicação da mudança por parte da empresa. Como complemento, também foram desenhados modelos de regressão descontínua.   Não foi possível, porém, comprovar uma redução significativa na quantidade de contratos assinados após a mudança. Essa não comprovação pode ser explicada por dois fatores principais. Em primeiro lugar, pode ser necessária uma análise com uma janela maior de tempo, dado o longo tempo de negociação de um apartamento. Em segundo, podemos supor que os corretores aumentem o critério de seleção na realização ou não de visitas. Ou seja, após serem menos remunerados por contrato, escolhem apenas realizar visitas que tenham maior chance de resultar em vendas.   Por fim, também foi conduzida uma análise utilizando os dados de produtividade obtidos e as taxas praticadas para entender se o efeito geral da redução na fatia de remuneração dos corretores foi benéfico para a firma. O estudo conclui que, apesar de notarmos uma diminuição na produtividade dos corretores, esta queda na acaba sendo compensada pelo aumento na receita referente às vendas, sendo positiva para a empresa.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/92697ade-b726-4959-9f01-38faf9c6e49f)"},{"text":"Lucas Kenji Saito Título:  Covered interest rate parity on latam markets Orientação:  Gino Abraham Olivares Leandro  Palavras-chave:  Covered Interest Parity; Exchange Rates; Latin America; Paridade Coberta de Juros; Câmbio. Taxa de Juros; América Latina"},{"title":"Sumário Executivo","children":"A paridade coberta de juros é uma relação antiga entre os mercados de taxa de juros e mercado de cambio. A relação é considerada uma arbitragem e é baseada no fato de que o rendimento em um ativo sem risco em uma determinada moeda, deve ser igual ao rendimento sem risco em outra moeda, quando protegida de variação cambial entre os investimentos.   Quando a arbitragem não é observada, a diferença de rendimento (ou desvio) é chamado de basis. Essa relação se manteve estável por décadas (principalmente quando avaliada para prazos mais curtos de investimento e para países com risco de crédito baixo), porém após a crise financeira de 2008, esta relação apresentou desvios constantes, inclusive em economias avançadas.   Esta mudança no comportamento destes mercados trouxe a necessidade de entender quais eram as causas e consequências destes desvios. Estes mercados afetam a capacidade de financiamento dos agentes do mercado, principalmente daqueles que necessitam de investimentos de investidores estrangeiros. Estudos relevantes sugerem a mudança regulatória pós crise de 2008 e no balanço entre oferta e demanda global de USD (dólar americano) como sendo fatores importantes para a explicação dos desvios.   A maioria dos estudos até o momento é focada nos mercados desenvolvidos, onde a qualidade dos dados de mercado e liquidez são maiores (assim como as barreiras de capital são menores). Por isso, é importante expandir os estudos relacionando os mercados emergentes neste novo contexto.   De modo geral, os estudos focam em comparar os basis entre uma seleção de países, tentando explicá-los em relação à fatores financeiros. Este estudo tem foco nos mercados mais desenvolvidos da américa latina (Brasil, Chile, Colômbia e México). Mercados cujo fluxo financeiro internacional é relevante para as empresas, porém apresentam limitações para este fluxo (por exemplo, Brasil, Chile e Colômbia possuem moedas não conversíveis, apesar de seguirem o modelo de câmbio flutuante).   Primeiramente, avaliou-se se a paridade se mantém para estes países. Estatisticamente, apenas o COP (peso colombiano) demonstrou convergência quando testadas as séries temporais para raiz unitária. Porém, até mesmo neste caso, a volatilidade dos desvios foi elevada (maior do que os custos de operação), então concluiu-se que a arbitragem não se mantém.   Em seguida, mediu-se a correlação entre os países para avaliar se o fator regional é relevante na América Latina. Não foi observada a correlação entre os desvios, indicando que os fatores locais poderiam ser mais relevantes.   Foi testado também o possível impacto de fatores financeiros globais e locais sobre o comportamento dos basis. Neste caso, o fator que caracteriza a demanda global por USD apresentou resultados divergentes entre os países. Em diversos estudos em economias 32 desenvolvidas, este fator é relevante para explicar o aumento do custo de financiamento em moeda estrangeira (USD) quando a demanda por USD aumenta. Em relação aos fatores locais, observou-se em todos os países que a própria mudança no diferencial de juros não é balanceada no mercado de câmbio a termo, de modo que a arbitragem não é fechada na frequência analisada (semanalmente).   Apesar dos resultados indicarem que não há uma relação entre os basis dos países escolhidos, a escolha das variáveis e construção das métricas contribui para estudos futuros. É levantada a necessidade de se estudar os impactos das intervenções cambiais, tanto no mercado spot quanto no mercado de swaps. Assim como a relevância para países em que há uma segmentação entre o mercado local e o estrangeiro, de maneira que os instrumentos em que cada um dos tipos de investidor tem acesso pode ter comportamentos diferentes quando avaliada a paridade coberta de juros.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/4205cb67-c087-4d5a-8c57-93e4a4f5a9ae)"},{"text":"Lucas Lancellotti Sanches Título:  Prêmio de risco em fundos de investimento imobiliário e sua aplicação em uma estratégia quantitativa de valor Orientação:  Gustavo Barbosa Soares Palavras-chave:  Fundos imobiliários; Fatores; Estratégias quantitativas"},{"title":"Sumário Executivo","children":"Nas últimas décadas, a literatura de apreçamento de ativos financeiros abordou diferentes classes e fatores de risco determinantes para os retornos observados, tanto com equações matemáticas teóricas quanto com observações e regressões empíricas das séries financeiras. Os fundos de investimento imobiliário são um mercado de mais de um trilhão de dólares apenas nos Estados Unidos, porém a literatura especializada não possui grande foco nesses ativos. Este trabalho busca realizar a análise deles, estudando sua relação com as outras classes de ativos financeiros e os fatores de risco que determinam seus retornos, estendendo uma pequena literatura especializada no tema.   Mesmo quando se considera somente a literatura com foco em fundos imobiliários, não existe um consenso claro sobre o enquadramento do ativo e sobre sua relação com os outros ativos financeiros. Nos Estados Unidos, o que se observa é que esses fundos de investimento possuíam um componente específico de cada um no retorno esperado dado seu risco por boa parte dos anos 1990, aumentando depois a correlação deles com o mercado de ações ao longo do tempo, até seu ápice com o estouro da crise imobiliária de 2008. Depois disso, observou-se uma correlação variante ao longo do tempo, o que pode estar relacionado com os ciclos globais de negócio. Um comportamento parecido ocorreu no mercado brasileiro, mais jovem.   Utilizando regressões empíricas dos excessos de retorno de índices de fundos de investimento imobiliário sobre índices do mercado de ações e de renda fixa, pode-se avaliar se esse ativo realmente oferece um prêmio de risco específico e aditivo aos prêmios de ações e a termo, ou se por outro lado ele é redundante. Com uma extensa base de dados, de mais de 20 anos de histórico de retornos, este trabalho estende a pequena literatura especializada no tema, tanto com esse histórico maior quanto com geografias alternativas e estratégias quantitativas. O foco parcial no mercado brasileiro se soma à ainda mais restrita literatura sobre o tema com foco em países emergentes.   Como resultado das regressões, o que se observa é a ausência de um componente específico estatisticamente diferente de zero nos retornos dos fundos imobiliários, apresentando forte relação com o mercado de ações, ao passo que a relação com o mercado de renda fixa não é muito relevante. Além disso, enquanto a relação estatística com o mercado de ações para os fundos imobiliários é próxima de 1 para 1 nos Estados Unidos, no Brasil esse coeficiente é próximo de 0,3, indicando menor risco sistemático.   Em relação aos fatores de risco determinantes dos seus retornos, além da relação com o mercado de ações, observa-se que principalmente tamanho e razão entre valor de mercado e valor contábil são significantes. Quando considerados esses três primeiros, o clássico fator de momentum não é identificado como significante neste trabalho, diferentemente do que se encontra na literatura especializada. O que se percebe também é que os fatores, com exceção da relação com as ações, possuem comportamento variante ao longo do tempo. De fato, observa-se que alguns fatores como o de valor e o de investimento oscilam bastante entre os terrenos positivo e negativo no que tange o efeito deles nos retornos dos fundos de investimento imobiliário dos Estados Unidos. O fator de mercado; ou a relação dos retornos desses fundos com os do mercado de ações; sempre se manteve como um dos de maior coeficiente.   A aplicabilidade dos resultados encontrados também é explorada no âmbito de finanças quantitativas, com destaque para estratégias de investimento. A principal aplicação dos resultados deste trabalho se faz, enfim, por meio de uma estratégia sistemática que explora o valor relativo entre ativos, arbitrando momentos em que os fundos imobiliários estão relativamente mais caros ou mais baratos. Essa estratégia fornece uma relação entre risco e retorno interessante nos Estados Unidos; de maneira superior ao que se observou em estratégias que simplesmente compravam os índices dos mercados analisados. Além disso, os retornos da estratégia também têm pouca relação com os retornos de outros ativos financeiros normalmente presentes em carteiras de investimentos, aumentando sua possível relevância como alternativa de alocação de portfólio. Mesmo depois de testes de robustez estatística, os resultados continuam interessantes; o que pode, por fim, ser explorado pela indústria e pela academia.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/a4e4bb1a-816d-413f-ac67-6e082767dff1)"},{"text":"Lucas Novello de Vita Título:  Impacto da COVID-19 nos investimentos de companhias brasileiras de capital aberto. Orientação:  Adalto Barbaceia Gonçalves Palavras-chave:  Investimentos; crise; choque econômico; GMM"},{"title":"Sumário Executivo","children":"As empresas de maneira geral mantêm um fluxo de investimentos nas suas operações, seja por investimento em capital de giro, como estoques e duplicatas a receber, seja por investimento em aquisição de máquinas e equipamentos, aquisição de frota de veículos, terrenos e plantas industriais. Os recursos podem ter origem de capital próprio como, aporte dos sócios e a geração de caixa da empresa, e capital de terceiros, como bancos e mercado de capitais. A toma de decisão de um investimento vai depender do retorno que ele trará a empresa, podendo trazer ganhos positivos ou negativos. Gestores e acionistas irão sempre aprovar novos investimentos que gerem retornos positivos, caso contrários estariam destruindo o patrimônio da empresa.   O aporte financeiro vai depender do apetite ao risco dos credores, sejam eles acionistas ou bancos. Para empréstimo de capital o credor solicitará um prêmio, via juros e por determinado prazo de pagamento. As empresas podem enfrentar dificuldade em acessar o mercado de crédito dependendo da sua situação financeira, do risco do seu negócio e das crises macroeconômicas. A crise financeira de 2007 nos Estados Unidos provocou forte redução na oferta de crédito dos bancos trazendo efeitos perversos nos resultados das empresas e nas decisões de investimentos no período. Pesquisadores procuraram analisar se, empresas com maiores problemas financeiras antes da crise e com maior dependência de capital de terceiros, foram mais impactadas em comparação com empresas com menos problemas financeiros durante e após a crise de 2007. Os resultados mostraram que a crise financeira teve impacto negativo nos investimentos das empresas no geral, e com impacto maior para empresas com problemas financeiros. Os estudos salientam a importância do equilíbrio da estrutura de capital e da utilização de reservas de caixa para prevenção ao risco.   Para o presente trabalho, analisamos o impacto da crise da COVID-19 nos investimentos das empresas capital aberto no Brasil. Ressaltamos que a natureza do choque de 2020 é diferente da crise de 2007, considerando que naquele período houve uma queda na oferta de crédito. Na crise de 2020 observamos o contrário, com expansão do crédito amplo para pessoa jurídica durante a pandemia, com aumento de crédito bancário, e crescimento mais expressivo no mercado de capitais, influenciado por FIDCS (Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios) e pelas debêntures, cujas expansões foram concentradas em poucos tomadores. A queda nos investimentos nesse período parece estar mais relacionada a redução da demanda por investimentos e a incerteza sobre o futuro. Em outras palavras, a incerteza da pandemia pode ter feito com que as empresas adiassem investimentos por conta de menor demanda por bens e serviços. A atividade econômica teve forte impacto econômico no segundo trimestre de 2020 com redução da demanda no período. Através dos nossos modelos econométricos, verificamos que a crise do COVID-19 teve impacto econômico relevante, resultando na queda de 53% nos investimentos das empresas.   Realizamos teste placebo comparando a crise do COVID-19 com as crises de 2008 e 2015. Os resultados indicam redução dos investimentos das firmas na crise de 2015, porém de baixo impacto econômico. A crise de 2008 não apresentou resultado relevante para o Brasil.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/5bc96f37-9ad9-431b-b980-7f0c92f353f1)"},{"text":"Lucas Sena Molero Título: How car rental companies affect car prices? Orientação:  João Manoel Pinho de Mello Palavras-chave:  Microeconomics; Industrial Organization; Marketing Channels; Car Rental; Automobiles Market; Microeconomia; Organização Industrial; Canais de Marketing; Aluguel de veículos; Mercado automotivo."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O setor de aluguel de carros no Brasil triplicou sua frota desde 2014, com aumento expressivo de sua participação como comprador de carros novos. As vendas diretas das montadoras (que incluem locadoras, frotistas e clientes especiais) saltaram de aproximadamente 20% para 40% da venda de carros novos, em um momento em que a demanda por carros novos estava deprimida e o setor de montadoras convivia com capacidade ociosa e um cenário altamente competitivo, após um forte ciclo de investimentos e entrada de novos competidores no setor.   À primeira vista, essa demanda por carros novos seria incremental para as montadoras; entretanto, após usar os carros para as atividades de aluguel, as locadoras brasileiras vendem esses ativos usados para renovar sua frota e gerar fluxo de caixa. Sendo assim, o aumento do volume de carros vendidos para as locadoras gera um aumento de oferta no mercado de carros usados, deprimindo seus preços. A teoria econômica sobre precificação de bens duráveis sugere que o preço deprimido de carros usados deveria causar uma redução nos preços de carros novos. Essa situação constitui uma escolha para as montadoras: vender volumes elevados para locadoras e correr o risco de deprimir o preço de venda de seus demais veículos? Ou ignorar a demanda das locadoras, mantendo o valor de revenda dos seus bens?   Este trabalho apresenta uma abordagem empírica inédita para avaliar essa situação. Utilizando dados da tabela FIPE e do Anuário FENABRAVE para o período de 2016 a 2021, compara a performance de preços de carros novos e usados, distinguindo os modelos com grande participação de locadoras em seu mix de vendas, dos demais. Essa abordagem tem a vantagem de lidar com os impactos de um setor de locação já relevante e consolidado.   A diferença das performances de preços entre os dois grupos de carros é comparada antes e depois da pandemia de covid-19 – por conta dos problemas de cadeia de suprimentos causados pelas respostas à pandemia, houve uma restrição de oferta nos carros novos. Essa restrição gerou uma maior procura por carros usados como substitutos, o que deveria exacerbar potenciais distorções causadas pelas locadoras no mercado de seminovos. A mudança causada pela pandemia nos permite a aplicação do método estatístico de diferenças em diferenças.   Observou-se que os modelos de carros com maior participação de locadoras em seu mix de venda apresentaram depreciação de primeiro ano superior aos modelos que possuíam menor participação desse canal. Historicamente, os veículos majoritariamente comprados por locadoras demonstravam uma depreciação 2 pontos percentuais superior aos demais veículos. Essa diferença aumentou para 4 pontos no primeiro ano após a pandemia e para 6 pontos no ano seguinte.   Entretanto, o repasse de preços de carros novos foi similar para ambos os grupos de carros. A diferença entre os aumentos de preços não foi superior a 2 pontos percentuais desde o início da amostra considerada em 2016, e manteve-se em patamar similar após a pandemia. Esses resultados indicam que, embora a oferta das locadoras realmente impacte preços no mercado de seminovos, as montadoras, em geral, acabam não sofrendo esse impacto nos preços de seus modelos novos.   Caso esses resultados se mostrem consistentes mesmo após o fim da restrição de oferta, são indicativos de que as montadoras deveriam continuar atendendo à demanda das locadoras, uma vez que não absorvem os custos de depreciação gerado por elas. Resultados similares foram obtidos por trabalhos teóricos contextualizados no mercado americano.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/6eafc408-8743-4da1-a139-a4b24c91f099)"},{"text":"Matheus Linhares Barros de Souza Título:  Investimento em Fintechs: fatores aceleradores de financiamento no mercado de venture capital e private equity. Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo Palavras-chave:  Fintech. Financiamento. Modelo de Sobrevivência. Venture Capital. Private Equity. "},{"title":"Sumário Executivo","children":"O sistema financeiro global tem sido transformado pelo avanço tecnológico e pela mudança constante no padrão de consumo, criando um ambiente favorável para o crescimento de empresas que entregam produtos financeiros por meio da tecnologia, as chamadas Empresas de Tecnologia do Ramo Financeiro (FinTechs). Porém, é crucial que essas empresas captem recursos para sobreviverem aos primeiros anos de fluxo de caixa negativo, então, torna-se fundamental entender os mecanismos de financiamento e os fatores que o impactam para entender o progresso desse mercado. Neste trabalho, foi realizada uma análise estatística utilizando o modelo de sobrevivência, analisando 10.367 empresas ao redor de 50 países de 2015 a 2022 para melhor entender como as características dos países e o nível de desenvolvimento de seus mercados contribuem para o recebimento de investimentos iniciais de Venture Capital e Private Equity. Foi observado que uma empresa fundada em um país emergente, por mais de um fundador, com alto índice de desenvolvimento econômico e menos de três anos de fundação têm maiores chances de receber seu primeiro financiamento VC/PE e, nos últimos três anos, gestores de fundos de investimentos tiveram preferência em investir em menos empresas, sugerindo aportes maiores por rodada.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/0af59369-2d46-4217-bfab-f6633d2e0e07)"},{"text":"Mayara Marques Carneiro Título:  Modelos de previsão de preço para soja no Brasil utilizando variáveis climáticas e de produção. Orientação:  Rinaldo Artes Palavras-chave:  Previsão de preço; Soja; Séries Temporais; VAR; ARIMA; Price forecast; Soybeans; Time Series; VAR; ARIMA"},{"title":"Sumário Executivo","children":"Introdução   O setor do agronegócio corresponde ao conjunto de atividades relacionadas à produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização de insumos e produtos agropecuários e agroflorestais. Engloba as operações e transações envolvidas desde a fabricação de insumos, operações de produção nas unidades agropecuárias, até a manufatura, distribuição e consumo dos produtos in natura ou industrializados (BATALHA, 2001).   A soja é a principal cultura de exportação do Brasil. Segundo dados da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), a área plantada de soja no Brasil evoluiu de aproximadamente 11,5 milhões de hectares cultivados na safra 1989/90 para aproximadamente 36,9 milhões de hectares na safra 2019/2020. De acordo com estes números percebe-se que a área plantada, em quase três décadas, aumentou em 220,87%, tendo como consequência um grande crescimento da produção e a expansão da cultura para várias regiões do Brasil.   A análise de preços como elemento do mecanismo de troca tem importância para os participantes do mercado agrícola, sejam eles compradores, vendedores ou estejam em busca de proteção. As decisões comerciais tomadas pelos produtores, mesmo antes da realização da colheita, presumem o conhecimento do comportamento dos preços (RIBEIRO, SOSNOSKI e OLIVEIRA, 2010). Além delas, as decisões referentes ao conjunto de produção e à adoção de políticas de financiamento como alternativa de assegurar preços, são baseadas em expectativas de previsão dos preços.   Proposta   Neste contexto, este trabalho tem por objetivo estabelecer um modelo de previsão de preço para soja, principal commodity produzida no país e de grande importância para a balança comercial brasileira, baseado em fatores externos como características macroeconômicas e em fatores climáticos que afetam diretamente o resultado de sua produção, auxiliando o produtor rural na previsibilidade dos preços, mensuração de risco e gestão financeira. Como segundo objetivo, visa contribuir na explicação dos fatores de formação do preço, entendendo o comportamento do mercado interno nas variações observadas neste produto.   Contexto   Para realizar a previsão utilizou-se as metodologias ARIMA e VAR. Para o segundo em particular, além do preço mensal da soja dos principais estados produtores, utilizou-se também variáveis como preço da soja mensal dos principais estados produtores da commodity, além de preço da soja na bolsa de Chicago, cotação do dólar, dados de exportação e produção de soja, abate total de bovinos, IBCBr e ocorrência de el niño e la niña. Os resultados obtidos indicam que o modelo VAR é mais eficiente que o modelo ARIMA para previsão do preço da soja. Para trabalhos futuros, sugere-se a inclusão de outras variáveis, por exemplo as relacionadas à política monetária, e o estudo do impacto dos diferentes instantes de tempo na explicação da previsão e do comportamento dos preços   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/1f4b05ff-30d8-44a1-a563-ba9d6f790c7c)"},{"text":"Ollavo Eugênio Dennys Wyndi do Praddo Queiroz Tinôco Título:  Derivativos no setor do agronegócio: uma análise sob a perspectiva de vieses comportamentais Orientação:  Paulo Sergio Oliveira Ribeiro Palavras-chave:  Commodities Agrícolas. Derivativos. Loss Aversion. Risk Aversion. Status Quo. "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Devido à instabilidade e ao dinamismo do mercado agropecuário, a gestão de risco é fator dominante para a sobrevivência dos envolvidos nesse tipo de atividade. Assim, como forma de proteger os agentes negociadores de commodities agrícolas, o mercado de capitais passou a ofertar contratos ligados ao agronegócio. Tendo em vista a falta de referências que tratem do agronegócio em termos de economia comportamental, este presente estudo tem como objetivo mensurar e prever a influência dos vieses comportamentais de loss aversion e status quo na decisão de produtores rurais ao utilizarem ferramentas financeiras de proteção de preços por meio da aplicação de questionários baseados no modelo SurveyMonkey, que tem como finalidade de construir uma base de dados primária e inédita, com uma amostra representativa. Ao todo, foram respondidos 430 questionários que, após tratamento e limpeza, resultaram em 276 respostas para compor a base mediante ao perfil desejado. Com a base estabelecida, regressões logísticas foram realizadas em R, utilizando o pacote de modelos lineares generalizados GAMLSS (Generalized Additive Models for Location, Scale and Shape).   Pode-se concluir que a maior influência aparente se deu em virtude ao desconhecimento técnico sobre o uso de derivativos. Além disso, a relevância estatística da aversão ao risco indica que quanto maior a aversão ao risco, maiores as chances de o produtor utilizar derivativos para proteção de preços, indicando que a aversão ao risco reforça a necessidade de não participar da volatilidade do mercado. Espera-se que a presente pesquisa possa contribuir com um modelo de soluções para aumentar a utilização dos instrumentos financeiros (hedge), melhorando assim a gestão integrada dos riscos dos produtores rurais, perpetuando a longevidade à este tipo de negócio.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/d238ccc3-ae62-4b9a-8906-3e71af91145b)"},{"text":"Patricia Hirano Diz Título:  Fatores macroeconômicos e a taxa de falência agregada das fintechs Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo Palavras-chave:  FinTechs; Falência; Variáveis macroeconômicas; Dados em painel dinâmico e crunchbase; FinTechs; Corporate bankruptcy; Macroeconomic variables; Panel data and crunchbase"},{"title":"Sumário Executivo","children":"Assim como qualquer startup, as FinTechs possuem vulnerabilidades iniciais relacionadas à disponibilidade de capital para financiar seus projetos, ao risco de rejeição do produto desenvolvido, à inviabilidade de produção da tecnologia proposta, escassez de recursos, inexperiência dos fundadores e outros fatores econômicos e não econômicos que as tornam mais propícias ao fracasso. Desta forma, considerando os benefícios e a importância destes negócios para o desenvolvimento econômico de um país, torna-se relevante analisar as diversas variáveis que determinam seu fracasso ou descontinuidade.   Diante do contexto apresentado, entender como a falência de FinTechs pode ser influenciada pelas variáveis macroeconômicas, é essencial para o ambiente corporativo e para as pretensões de desenvolvimento de um país, pois tais fatores exógenos são inevitáveis (a startup pouco pode fazer para evitar sua exposição) e evidenciam como as medidas tomadas pela equipe econômica podem afetar diretamente a sobrevivência dos negócios.   Algumas pesquisas já indicaram que os fatores exógenos inibem o desenvolvimento organizacional das startups, mas poucos estudos relacionaram diretamente os fatores macroeconômicos ao contexto de falência das FinTechs. Portanto, esta investigação constitui uma importante contribuição para a literatura, pois além de auxiliar os fundadores e demais interessados quanto à compreensão da dinâmica de saída sob o enfoque das variáveis macroeconômicas, fornece subsídios importantes para um melhor controle e gestão.   Este trabalho buscou avaliar como a taxa de juros, a inflação, as atividades do mercado acionário, o desemprego, o índice de liberdade econômica, a taxa de abertura de novas FinTechs, o índice de percepção da corrupção, a estabilidade política, a efetividade das políticas públicas e a qualidade das regulamentações podem influenciar a taxa de falência agregada das FinTechs dos dez maiores países em número de startups. Os fatores analisados são pautados em estudos nacionais e internacionais relevantes e, de modo geral, os resultados ficaram alinhados com as conclusões apresentadas em teorias anteriores que observaram o impacto de tais variáveis sobre a falência de empresas em geral, exceção para a taxa de desemprego e o índice de percepção da corrupção.   Ressalta-se, adicionalmente, que o ferramental econométrico adotado, com uso de dados em painel dinâmico com estimadores baseados no Método dos Momentos Generalizados Sistêmicos (GMM Sistêmico), permitiu comprovar que a taxa de falência agregada das FinTechs pode ser influenciada pelas atividades do mercado de ações, a taxa de desemprego, a taxa de abertura de novas FinTechs, o índice de percepção da corrupção e a qualidade das regulamentações e sugerem que fatores macroeconômicos podem influenciar o nível de insolvência dos países desenvolvidos de forma diferente dos países emergentes.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/28041d94-467a-4eb1-91d8-3828a61a4d27)"},{"text":"Pedro Coelho Ferreira Costa Título: Estimando o prêmio de risco da estrutura a termo de volatilidade através do modelo de três passos de ACM Orientação:  Gustavo Monteiro de Athayde Palavras-chave: Swaps de Variância; Prêmio de Risco; ACM; Volatilidade"},{"title":"Sumário Executivo","children":"É um fato bastante conhecido do mercado que em períodos de maior risco volatilidade cresce significantemente e portanto é um fator essencial a ser controlado pelos diversos investidores. Há muitas maneiras de se proteger um determinado portfólio contra altas volatilidade, porém um mercado que ganhou bastante tração após a crise do sub-prime americano são os derivativos indexados diretamente em Volatilidade, como o futuro de VIX e os swaps de variância.   O swap de variância é um contrato onde a perna fixa é a expectativa da variância em um determinado vencimento e a perna variável é a variância realizada durante o período. A partir do momento que há diferentes vencimentos de swap de variância de um mesmo ativo podemos construir uma estrutura a termo e a partir da estrutura a termo podemos inferir expectativas dos participantes do mercado sobre o caminho futuro da volatilidade.   A área de renda fixa possui uma extensa literatura sobre melhores práticas para estimar curvas de juros e como separar o que é de fato expectativa sobre o caminho futuro da taxa de juros e o que prêmio de risco de mercado. Os dynamic no-arbitrage affine term structure (Dynamic ATSM), modelos baseados nos trabalhos fundamentais de Duffie e Kan (1996) e Duffee (2002) são um conjunto de métodos que buscam solucionar esse problema. Entre eles está o trabalho de Adrian, Crump e Moench (2013) que através de um modelo de regressão de três passos é capaz de estimar o prêmio de risco embutido na estrutura a termo de taxa de juros de maneira eficiente e robusta.   Em luz do trabalho de Adrian, Crump e Moench (2013), Tassel (2020) propõe a estimação do prêmio de risco embutido nas estruturas a termo de futuros de volatilidade e swaps de variância através um modelo de dois passos. Tassel (2020) também demonstra em seu trabalho os passos para estimar o modelo através dos três passos de Adrian, Crump e Moench (2013). Neste trabalho testamos se esse modelo também é capaz de estimar o prêmio de risco dos mercados de swap de variância.   É mostrado que o modelo é capaz de gerar resultados precisos e significantes para swaps de variância com vencimento superior a 3 meses. Também é observado que no nosso caso são necessários 3 componentes principais, ou seja, além do nível e inclinação, curvatura também é relevante para a precisão do modelo além de apresentar significância ao estimar os preços de mercado do risco.   Ao analisar as curvas de prêmio de risco e de variância neutra ao risco é observado que as oscilações dos swaps de variância tem comportamentos diferentes dependendo do prazo. Enquanto as oscilações da variância de contratos de curto prazo é determinado por mudanças tanto na variância neutra ao risco quanto no prêmio de risco embutido, as oscilações na variância de contratos de longo prazo são predominantemente determinados por oscilações no prêmio de risco de mercado. Essa observação corrobora o fato estilizado de reversão a média da variância, o mercado apresenta um valor de equilíbrio para grande parte da amostra com alguns desvios em períodos de volatilidade alta, como observado em modelos da família GARCH.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/53bfb3c0-42f4-4c4a-b03f-725926bd545b)"},{"text":"Pedro Henrique Mosquera Santos Título:  Momentum e Overreaction no Mercado de Ações Brasileiro Orientação:  José Heleno Faro Palavras-chave:  Anomalias de mercado, Overreaction, Momentum. "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Na literatura de finanças, uma anomalia é um desvio do resultado esperado por uma teoria ou paradigma. A anomalias de Momentum e Overreaction consistem em obter retornos acima do mercado formando carteiras baseadas somente na informação de retornos passados dos ativos. No caso do Momentum, observa-se uma persistência nos preços, e a estratégia para validá-la é a formação de uma carteira que compra os ativos que obtiveram os maiores retornos no período passado (os “vencedores") e vende os ativos com os menores retornos no passado (os “perdedores"). Já no efeito Overreaction, observa-se uma reversão na tendência dos preços, e a estratégia de composição das carteiras é contrária, compra-se os “perdedores", e vende-se os “vencedores". Apesar de opostos, ambos efeitos foram documentados na literatura, o Momentum no curto- prazo (menor que 12 meses) e a Overreaction no longo-prazo. Esse trabalho avalia a existência desses dois efeitos no mercado brasileiro na janela entre janeiro de 2000 até outubro de 2021. Foi observado um efeito de Overreaction robusto, enquanto as evidências encontradas de Momentum são fracas e estatisticamente não relevantes. Para ambos os efeitos, é avaliado comparativamente o resultado durante a pandemia de covid-19 frente ao histórico prévio. É observada uma variação no comportamento de ambos que parece ser indicativa de impacto do estado do mercado nos efeitos estudados.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/180d9f63-a2fe-4323-8ca4-1f3442c7de96)"},{"text":"Rafael Alencar Silva Título:  Como a pandemia do Covid-19 impactou a liquidez das empresas brasileiras? Orientação:  Adalto Barbaceia Gonçalves Palavras-chave:  Gestão de Liquidez; Endividamento de longo prazo; Estrutura de Capital"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O impacto da pandemia do Covid-19 foi amplamente reconhecível nos preços dos ativos brasileiros. O principal índice de ações brasileiro, o Ibovespa, apresentou uma queda abrupta de mais de 40% com negociações abaixo dos 70 mil pontos. A pandemia induziu governos ao redor do mundo a fechar partes de suas economias com objetivo de frear o avanço das infecções, ou seja, empresas ao fecharem suas portas também deixaram de realizar vendas e as consequências econômicas, sem a intervenção governamental, poderiam ter sido sombrias. Felizmente houve um esforço brasileiro e de outros países para darem suporte as suas respectivas empresas e economias, uma intervenção global via concessão de empréstimos. O estudo busca analisar como as empresas brasileiras reagiram a esse impacto econômico gerado pela pandemia. A maioria dos estudos focam em dados dos Estados Unidos, há poucos trabalhos que se utilizam de dados brasileiros portanto o presente estudo pode ser visto como uma tentativa de preencher essa lacuna e fomentar novos estudos nesse sentido.   Além de contribuir para a literatura do impacto da pandemia nas empresas brasileiras. Os resultados das empresas aqui analisadas, em sua variação no endividamento e nível do caixa assim como nos investimentos possuem impactos na atividade econômica atual e futura. Em última análise se não houvesse intervenção dos governos uma boa parcela das empresas não teriam recursos para cumprir com suas obrigações de curto prazo e uma falência em massa geraria uma grande depressão com consequências sociais extremamente severas.   A análise foi feita em amostra ampla de 292 empresas brasileiras negociadas na bolsa brasileira. Como sugestão para estudos futuros, uma amostra parcial de um setor poderia trazer respostas como quais empresas melhores reagiram em comparação com pares e entender melhor fatores como qualidade da empresa. Do ponto de vista do governo e de políticas públicas a relevância se dá em compreender o impacto e como melhor intervir diante de choques exógenos. Entender o impacto no agregado de suas empresas ajuda a criar política pública ou legislação que fortaleça o sistema e mais do que só evitar colapsos é buscar resiliência e crescimento com prosperidade.   Em resumo, a maneira como as empresas reagiram foram na tomada de empréstimo de longo prazo para manter em caixa por motivo de precaução o que corrobora com o encontrado nos Estados Unidos, ou seja, tomar empréstimo além do necessário para mantê-lo parado denota um comportamento demasiado conservador que implica em menos crescimento para a economia como um todo. Diante desses resultados um sistema que mesmo diante de grande incerteza ainda gere confiança nos agentes provavelmente poderia ser mais resiliente e crescer com mais vigor futuramente. O presente estudo mostra que diante da incerteza as empresas buscaram dinheiro em caixa que provesse maior flexibilidade financeiramente e as empresas que possuíam maior nível de caixa eram as que tinham maior acesso ao capital.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/7ef34ccb-44c7-4a40-8374-96a47a69a20b)"},{"text":"Rafael Bellini de Faria Gazi Título:  Patentes como vetor de aumento de produtividade: um estudo em painel com 26 setores industriais Orientação:  Eduardo Correia de Souza  Palavras-chave:  Inovação; Crescimento; Patente; Produtividade Total dos Fatores (PTF); Causalidade de Granger"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O principal pilar do regime econômico capitalista é a busca das empresas pelo lucro. E esse lucro pode advir de diversas formas nas organizações, tais como a inserção de novos produtos ou da criação de novos mercados, por exemplo. Apesar disso, frequentemente as organizações têm dúvidas sobre a real capacidade de geração de lucro por meio de inovações e o custo para atingi-las. Colocadas em uma perspectiva econômica, essas questões são de certa forma relacionadas a uma única pergunta: inovação gera crescimento econômico?   Esta é uma questão que divide opiniões. Estudiosos ligados à teoria do crescimento, como Aghion e Howitt1, por exemplo, advogam que a resposta para esta pergunta é sim. Já outros autores argumentam que não há uma correlação entre dados de inovação e crescimento – e vão além, afirmando que sistemas robustos de proteção à propriedade intelectual inibem as inovações e, com isso, diminuem o potencial de crescimento das organizações e dos países. Um desses exemplos pode ser encontrado em Boldrin e Levine2 .   De modo a trazer mais clareza para este tema, em minha dissertação, realizo um estudo das teorias de crescimento endógeno, agregando à literatura uma análise de dados inédita de patentes dos Estados Unidos em conjunto com a variação na produtividade total dos fatores da indústria daquele país. A partir de uma base de dados compilada de diferentes fontes abertas (USPTO, NBER-CES, BLS3 ), realizo uma análise do comportamento dos dados ao longo do tempo.   Mais especificamente, construo um painel com informações sobre a variação na produtividade total de 5 e 4 fatores por setor industrial, como proxy para o crescimento econômico, e a variação na concessão de patentes, como proxy para a inovação. Analiso 26 setores da indústria norte-americana em uma janela temporal anual de 1964 a 2012 e efetuo uma análise de causalidade de Granger entre essas variáveis.   Os resultados obtidos indicam uma relação causal entre as variáveis, de modo que uma variação positiva na média anual da concessão de patentes está associada a uma variação positiva na produtividade – podendo- se então concluir que inovação gera crescimento econômico. Os resultados demonstram, por exemplo, que uma variação de 1 ponto percentual na concessão de patentes está associada a uma variação de 0,05 p.p. na produtividade total de 5 fatores no ano seguinte, 0,02 p.p. seis anos após essa variação e novamente 0,05 p.p sete anos após a variação na concessão de patentes, demonstrando que os efeitos são persistentes ao longo do tempo.   Este estudo também adiciona novas evidências para a literatura pois, através de achados empíricos, demonstra e reforça que o processo de inovação acarreta impactos positivos na economia, gerando então benefício agregado. Isso refuta a proposição de que patentes não trazem valor, como proposto por outros autores.   Uma inovação deste trabalho foi evidenciar empiricamente o tempo que a inovação gera o maior impacto econômico. De acordo com minha dissertação, esses efeitos ocorrem com maior intensidade no primeiro, sexto e sétimo anos após o ano da variação nas concessões de patentes. Esta informação pode ser incorporada aos ciclos de planejamento econômico-financeiro das empresas e também dos países. Além disso, a partir dos resultados encontrados, este trabalho pode servir como inspiração para a elaboração de políticas públicas que gerem incentivo à inovação em diferentes países, contribuindo para seu crescimento e progresso.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f649addd-04e3-4d9c-b5db-4ff35fd6bf0f)"},{"text":"Rodrigo Cândido de Carvalho Título:  Impacto da homofilia na obtenção de emprego via indicação. Orientação:  Laura Andrade Karpuska Santos Palavras-chave:  Microeconomia; Mercado de Trabalho; Canal Informal de Busca de Trabalho; Indicação de Vagas; Redes Sociais; Homofilia; Capital Social; Imobilidade; Economia Social; Economia da Informação;"},{"title":"Sumário Executivo","children":"A obtenção de trabalho pelo canal informal indicação é relevante, independente das características dos trabalhadores, dos trabalhos, das empresas e países. Costuma ser responsável entre 30 e 70% das contratações. Na amostra desta pesquisa representa 46%. A literatura analisada busca determinar os motivos de seu uso para propor ações que enderecem eventuais distorções geradas como perpetuação da imobilidade social. Não obstante, há carência de trabalhos que analisem de forma mais detalhada a relação entre indicadores e indicados.   Neste contexto, o presente trabalho visa mensurar em campo a homofilia, tendência de pessoas se relacionarem com semelhantes, e avaliar o seu impacto na obtenção de trabalho condicionada à indicação.   Para isso, foi feita pesquisa observacional específica no Brasil que gerou amostra de cerca de mil e trezentas observações com detalhamento de mais de cem atributos focados não só nas características dos candidatos a vagas e os tipos das vagas, mas também a relação entre candidatos e indicadores.   Com base na soma de dez dimensões homofílicas como raça, gênero, situação familiar, nível de escolaridade foram medidos distintos graus de homofilia entre pesquisado e indicador.   Para se avaliar o impacto da homofilia no sucesso da obtenção de trabalho para o qual foi indicado e reduzir viés de covariáveis observáveis foi usado método Matching. O resultado obtido foi que zero grau de homofilia entre indicadores e indicados da amostra reduz em média 16% a probabilidade de obtenção do trabalho indicado, mesmo controlado por diversas características do candidato como escolaridade e tipo de trabalho. Este impacto negativo é heterogêneo, sendo mais pronunciado em grupos como mulheres, pessoas sem trabalho ou cujos indicadores eram não brancos.   Independente da confirmação do impacto da homofilia por pesquisas futuras que reduzam viés advindo de características não observáveis, recomenda-se, ao menos, que todos tenham maior visibilidade sobre o viés de suas redes sociais, principalmente com relação à indicação de vagas de trabalho.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/af47a32f-9a51-4aac-8587-aabcc7b6a0b8)"},{"text":"Rodrigo de Souza Deliberato Título:  Os determinantes da sobrevivência de startups em mercados emergentes Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo Palavras-chave:  Startup; Modelo de Sobrevivência; Empreendedorismo; Hazard rate; Mercados Emergentes; Startup;"},{"title":"Sumário Executivo","children":"A sobrevivência de empresas tem se tornado um tema relevante principalmente no que tange a identificação de determinantes de sucesso ou falha de uma organização. Quando se trata de startups em mercados emergentes, este tópico se torna ainda mais interessante, principalmente para empreendedores e governos que almejam a criação de políticas públicas para fomentar o mercado em questão, dado o alto potencial de geração de empregos, crescimento econômico e, consequentemente, a elevação do nível de competividade de um país e a disseminação de inovação dentro de um país.   Durante o ciclo de vida de uma startup há inúmeros desafios que afetam cada empresa de maneira distinta. Entretanto, de uma forma genérica, estes podem ser agrupados em 4 categorias: (1) Financeiros; (2) Mecanismos de apoio; (2) Recursos humanos; e (4) Elementos ambientais. Desse modo, a probabilidade de sobrevivência de startups pode consideravelmente variar negativamente em mercados emergentes, já que o acesso a recursos e fontes de financiamentos destes locais são mais restritos, há limitação de mecanismos de apoio institucional, recursos humanos qualificados e, portanto, pouco favorecendo o empreendedorismo.   Apesar dos desafios nos países emergentes, em sua maioria marcada por instabilidades política e econômica, há determinadas características que podem alavancar a sobrevida de startups, sendo elas: (1) quantidade de funcionários; (2) indústria da empresa (serviços de comunicação, bens de consumo, industrial e tecnologia da informação); (3) Experiência do empreendedor; (4) Estágio que a empresa recebeu financiamento ( Seed, Early Stage, Late Stage ou IPO ou M&A); (5) taxa média do empréstimo; (6) investimentos em P&D; (7) variáveis macroeconômicas (PIB e ILE); (8) receita da empresa por funcionário; (7) quantidade de fundadores e (8) quantidade de marcas.   A base de dados da Crunchbase foi a principal fonte de informação para a obtenção de informações das empresas e, a partir dos dados coletados, foram analisadas as características das startups e posteriormente o mercado a fim de identificar os potenciais determinantes de sobrevivência de empresas em países emergentes.   Após a análise, foram obtidos resultados que geraram as evidências da influência do contexto do mercado em que a startup está inserida para a sua sobrevivência. Variáveis como o custo médio do empréstimo e investimentos em P&D demonstraram ser estatisticamente significantes ao menos ao nível de 10%, seguindo o sinal do coeficiente da literatura e levando a crer que governos poderiam influenciar o empreendedorismo por meio do desenvolvimento de certas políticas públicas.   Com os resultados obtidos, foi possível inferir que o estudo também poderia contribuir para a estratégia de empreendedores em decisões que afetem a probabilidade de sobrevivência de suas empresas, uma vez que os resultados geraram evidências de que as variáveis relacionadas a quantidade de funcionários, indústria, receita da empresa por funcionário e quantidade de fundadores que impactam diretamente o indicador em questão.   Outra evidência foi a demonstração de startups com maior nível de eficiência e tamanho tendem a apresentar uma sobrevida alongada, ou seja, quanto maior a quantidade de funcionários e maior for o faturamento por funcionários, a startup tende a ter maior duração de sobrevivência e menor probabilidade de liquidação. No que tange a estratégia de inicialização, quanto menor a quantidade de fundadores, o tipo de indústria e o estágio em que o financiamento foi obtido, menor a probabilidade de liquidação da empresa.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/bcc172b4-9136-4a49-887c-25d7bc5beeab)"},{"text":"Rodrigo Santana Ferreira Título:  Composição da dívida pública brasileira, custos e benefícios da utilização do modelo de suavização de tributação Orientação: Juliana Inhasz Palavras-chave: : Macroeconomia; Dívida Pública; Inflação; Renda Fixa "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este trabalho apresenta um modelo de otimização da dívida pública que tem como objetivo minimizar as perdas de bem-estar social ao equilibrar o trade-off que os governos enfrentam na hora de se financiar, seja através do aumento de impostos ou da redução de gastos. Os resultados obtidos com a utilização deste modelo demonstraram que há ganhos financeiros relevantes, particularmente na suavização de tributação, o que poderia gerar uma economia média de 0,27% do PIB por ano. Adicionalmente, estimamos que a utilização do modelo poderia acrescentar R$ 214 bilhões de valor à economia no período entre dezembro de 2010 e abril de 2022.   O modelo de suavização de tributação foi inicialmente proposto por Goldfajn (2000) como um modelo que considerava três tipos de dívidas em dois períodos. Posteriormente, Inhasz (2013) complementou esse modelo com uma nova estrutura que incluiu quatro tipos de dívidas e infinitos períodos. Neste estudo, analisamos quatro tipos de dívidas: pré-fixadas, pósfixadas, cambiais e indexadas à inflação. Para estimar as matrizes de variâncias e covariâncias das séries, utilizamos o modelo de heterocedasticidade condicional M- GARCH. Com isso, conseguimos obter os valores ótimos para cada tipo de dívida estudada e comparamos cada tipo de dívida em seu formato ótimo com o histórico observado pela carteira do Tesouro Nacional, avaliando suas trajetórias.   Em resumo, este estudo apresenta um modelo de otimização da dívida pública que pode gerar ganhos financeiros significativos, especialmente na suavização da tributação. Além disso, este trabalho expande o modelo inicial proposto por Goldfajn (2000) ao incluir mais tipos de dívidas e períodos, permitindo uma análise mais detalhada das trajetórias das dívidas em diferentes cenários.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/8bec7519-3d29-47f8-9704-5f1b12bdaf3b)"},{"text":"Sérgio Luiz Rossi Fernandes Júnior Título: Desvios alocativos na gestão de fundos de pensão: análise do programa de auditoria contra a corrupção Orientação: Paulo Sergio Oliveira Ribeiro Palavras-chave: Desvios alocativos, Auditorias CGU, Regime de Previdência, Fundos RPPS. "},{"title":"Sumário Executivo","children":"As auditorias por sorteio da CGU permitiram que vários estudos analisassem os efeitos da corrupção nos municípios auditados. Como complemento, este trabalho analisou os efeitos destas auditorias na alocação de recursos dos fundos de Regime Próprio de Previdência Social. Dentre as variáveis de interesse, a quantidade de ativos existentes nos fundos, antes e depois das auditorias, apresentou uma redução para os grupos auditados em outubro de 2011 e fevereiro de 2015, indicando que para alguns grupos auditados, houve uma tendência dos fundos RPPS reduzirem na média em 0,7 a quantidade de ativos investidos em seu portfólio após o sorteio. Porém, esse valor não se mostrou economicamente relevante e, de modo geral, não há evidências de mudanças alocativas nos fundos RPPS, uma vez que o município tenha sido sorteado.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/27f582d4-50d7-45a0-985e-14ffe44588ca)"},{"text":"Tiago Barbosa Orsoni Título:  Estudo do IVol-BR como preditor de retornos futuros do Ibovespa entre 2011 e 2022: uma abordagem utilizando vetores autorregressivos Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo Palavras-chave:  Retorno futuro; Índice de volatilidade implícita; IVol-BR; Ibovespa; Future return; Volatility index; IVol-BR; Ibovespa]"},{"title":"Sumário Executivo","children":"A previsão de retornos futuros é desafio frequente para os agentes do mercado financeiro e diferentes abordagens científicas são utilizadas nesta previsão, desde modelos de fatores até modelos de otimização de carteira. Uma das variáveis utilizadas para previsão é o índice de volatilidade implícita do mercado acionário (iniciando pelo VIX da CBOE). Os estudos utilizando esta variável para previsão de retorno futuro iniciaram – destacadamente – a partir do final da década de 1990 com Copeland e Copeland (1999) e Whaley (2000).   Durante as décadas de 2000 e 2010, diversos estudos foram realizados com o objetivo de prever retornos futuros de diferentes ativos, ou seja, neste período houve expansão da aplicação do índice para outros ativos e também para outros mercados, sendo que de 2014 em diante estes estudos romperam o território americano e entraram nos mercados da Índia, da Coréia do Sul, da África do Sul, da Rússia e da China.   Mais recentemente, em 2017, Astorino et al. (2017) divulgaram uma proposta de metodologia para o índice de volatilidade implícita do mercado brasileiro (IVol-BR) que tinha como principal objetivo a adequação da metodologia da CBOE dada a menor liquidez do mercado de opções brasileiro. Com o índice calculado em moeda local, abriu-se espaço para estudos semelhantes aos dos últimos 20 anos serem aplicados ao mercado acionário brasileiro.   Nessa linha, dois diferentes estudos foram publicados estudando a relação entre o IVol-BR e os retornos futuros do Ibovespa e utilizando como metodologia a regressão quantílica. Cainelli et al. (2021) tiveram como janela temporal o período entre agosto de 2011 e setembro de 2018 enquanto Martins et al. (2021) utilizaram o período entre agosto de 2011 e abril de 2019. Ambos os estudos trouxeram como ponto de evolução uma modelagem diferente afim que tratar a endogeneidade das variáveis.   Dando sequência aos estudos supracitados, o objetivo deste estudo é avaliar o poder preditivo do IVol-BR sobre diferentes períodos de retorno futuro do Ibovespa com a adição de variáveis macroeconômicas como preditoras e utilizando como metodologia a estimação de vetores autorregressivos, o teste de causalidade de Granger e as funções de resposta ao impulso. Assim, realizando o tratamento adequado e comumente indicado na literatura para resolução de problemas de relações contemporâneas, dinâmicas e endógenas e análise de seus choques, principalmente de variáveis econômicas e financeiras ao longo do tempo.   Além dos diferentes retornos futuros do Ibovespa (20, 40 e 60 dias úteis) e do IVol-BR, o estudo utilizará no modelo variáveis macroeconômicas cujas relações com o retorno acionário são fatos estilizados. São elas: taxa de juros doméstica, risco-país, câmbio e taxa de juros estrangeira.   Os resultados obtidos vão em linha com as pesquisas de Cainelli et. al (2021) e Martins et. al (2021) que identificaram poder preditivo para o IVol-BR, mas com inversão de sinal em relação ao mercado americano. O que se entende ocorrer devido ao período analisado com observância de crescimento da bolsa de valores eu sua maior parte. Adicionalmente, a variável risco-país apresentou significância estatística com a mesma inversão de sinal observada no IVol-BR e assumiu-se que causada pela mesma razão. Os diferentes períodos de retorno futuro em primeira defasagem se mostraram relevantes para previsão para si e para os demais períodos, com algumas exceções identificadas nos resultados. Devido à indisponibilidade da divulgação do IVol-BR para alguns dias úteis, um teste de robustez do modelo foi realizado e os resultados obtidos se mantiveram.   Portanto, o estudo contribui reforçando o resultado identificado em Cainelli et. al (2021) e Martins et. al (2021) sobre a possibilidade de utilizar o IVol-BR para previsão de retornos futuros, utilizando uma metodologia que considera também as relações multivariadas entre os diferentes períodos de retorno e o IVol-BR – confirmada, inclusive, pela causalidade de Granger – e a adição de variáveis macroeconômicas. Por fim, identifica o baixo impacto de choques do IVol-BR nos retornos futuros do Ibovespa por meio das funções de resposta ao impulso (FRI).   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/687e7b8e-daf5-4f3c-90ff-b4525723dd67)"},{"text":"Vinicius de Andrade Martins Alves Título:  Avaliação empírica da Reversal Interest Rate no Brasil Orientação:  Miguel Maria Charters de Oliveira Bandeira da Silva Palavras-chave:  Canal de Crédito; modelos em painel dinâmico; Reversal Interest Rate."},{"title":"Sumário Executivo","children":"No período recente, foram experimentados novos limites de política monetária. Economias avançadas utilizaram taxas de juros nominais negativas, bem como outros instrumentos para estimular a economia (com destaque para o chamado Quantative Easing e Forward Guidance).   No Brasil foi observado uma redução significativa da taxa de juros desde o pico em 2000, em meio a um ambiente externo mais benigno e importantes reformas sendo realizadas (destaca-se, no período, a lei de responsabilidade fiscal, teto de gastos, reforma trabalhista e previdenciária). Com o grande choque que a economia sofreu devido aos efeitos da pandemia de Covid-19, o Banco Central reduziu a taxa de juros para o mínimo histórico de 2.0%a.a. e emergiram questões se a queda foi tão substancial que passou a ser contraproducente.   Essas questões emergiram, em especial, pois, como economia emergente, desafios fiscais parecem inibir grandes cortes de juros.   Na teoria econômica internacional, o trabalho de Brunnermeir e Koby (2018) surge como alternativa para explicar a razão de a política monetária tornar-se contraproducentes com cortes muito profundos. O trabalho dos autores foca no canal bancário para explicar esses motivos. Segundo os autores, devido a uma queda nos depósitos bancários, bancos reduzem, ao invés de aumentarem os empréstimos bancários, quando a taxa de juros básica ultrapassa um determinado limiar (chamado de Interest Reversal Rate).   Este trabalho busca estimar a Selic Reversal para o Brasil. A inovação é tratar essa taxa referencial como bank and time dependente e não como apenas uma taxa agregada, como a bibliografia internacional trata.   Encontra-se que a Selic Reversal é próxima de 1% a.a., portanto, ainda não a atingimos. Encontra-se também que a variabilidade dela entre os bancos é pequena. Essa baixa variabilidade ocorre, pois, o beta da razão depósitos em relação ao passivo total (a principal causa da variabilidade entre os bancos) é pequeno. A Selic Reversal ainda varia conforme o tempo por fatores macroeconômicos que afetam o ambiente do sistema financeiro: índice de Basiléia e CDS 5y.   O primeiro fator macroeconômico indica que quanto mais os bancos enfrentam ambientes regulatórios que restringem desembolsos – uma característica da economia brasileira – maior deve ser a reversal rate.   Já o segundo fator refere-se ao risco fiscal que a economia enfrenta. Em ambientes de elevado risco fiscal, maior deve ser a reversal rate.   Além da estimação da Selic Reversal, esse trabalhou propôs uma nova mensuração da força do canal de crédito. Quanto mais se aproxima da Selic Reversal, maior a competição bancária e menos efetivo será o canal de crédito.   Comparando com a realidade, nota-se que, na verdade, a política monetária, em particular pelo canal de crédito, foi bastante efetiva para contrapor o choque que a pandemia provocou. No entanto, é preciso uma análise mais minuciosa visto que diversas outras medidas de liquidez foram realizadas pelo banco central do Brasil e também a política fiscal foi bastante ativa.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/83af9753-384b-436d-a400-59ad7dffa022)"},{"text":"Henrique Dalla Valle Bedicks Título:  Prêmio de risco da curva de juros brasileira impactado pelo grau de desancoragem. Orientação:  Paulo Sergio Oliveira Ribeiro Palavras-chave:  Desancoragem de inflação, Prêmio de Risco, Estrutura a termo da taxa de juros, Política Fiscal, Política Monetária."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este trabalho tem como objetivo estudar o impacto no prêmio de risco da curva brasileira quando a economia passa por um momento de desancoragem. Para isso, foram coletados dados de expectativas de inflação do FOCUS, a fim de estabelecer um grau de desancoragem e verificar a correlação entre esse grau e o prêmio de risco na estrutura a termo das taxas de juros. Os momentos de desancoragem no Brasil ocorreram devido a uma política fiscal e monetária inadequada em 2011. Também estudaremos se houve mudanças no prêmio de risco, na inflação implícita e no grau de desancoragem com a redução dos limites das bandas da meta de inflação pelo Banco Central e com a PEC da transição em 2022. O estudo conclui que o impacto no prêmio de risco é significativo no período em que as expectativas de inflação estão desancoradas e que houve uma alteração significativa no prêmio de risco após os eventos estudados.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/38caf012-7271-4257-a970-bb865a988921)"},{"text":"Mateus de Melo Hachul Título: Efeitos de política monetária no Brasil: uma abordagem narrativa Orientação:  Paulo Sergio Oliveira Ribeiro Palavras-chave:  Macroeconomia. Política Monetária. Choques Monetários.  Abordagem Narrativa. Romer e Romer. Friedman e Schwartz."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O presente trabalho tem como foco estimar os efeitos dinâmicos da política monetária na inflação e no produto no Brasil. Para análise destes efeitos devemos separar fatores endógenos de exógenos à política monetária, o que será realizado através da identificação de choques monetários para o Brasil, utilizando uma abordagem narrativa à semelhança dos trabalhos realizados por Friedman e Schwartz (1963) e Romer e Romer (1989), com posterior construção de uma série de momentos em que a autoridade monetária se movimentou com base em fatores exógenos ou realizou mudanças consideráveis na condução de suas decisões (choques). Essa série será instrumento para a análise quantitativa realizada. Foram analisadas 166 decisões do Banco Central do Brasil, englobando o calendário de janeiro de 2003 até março de 2022, sendo identificados 12 choques contracionistas e 13 choques expansionistas, totalizando 25 reuniões. Os resultados (estimados através de uma projeção local) apontam para um efeito acumulado de -4,0% de IPCA em 36 meses após um choque contracionista de 1,0% na taxa Selic, com -5,7% de efeito acumulado em 21 meses. Para o produto (Produção Industrial), temos um vale de -9,6% acumulados em 23 meses, terminando 36 meses ao redor de zero (0,68%).   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/11069191-7fa5-4d6d-9244-034f21262df5)"},{"text":"Bernardo Lessa Vianna Título:  Influência dos Programas de Recompra de Ações nas Recomendações de Analistas e Preços-Alvo: Evidências do Mercado Brasileiro. Orientação:  Paulo Sergio Oliveira Ribeiro. Palavras-chave:  Programas de recompra de ações; Buy Back; Recomendação de analistas; Benchmarks; Mercado de capitais brasileiro; "},{"title":"Sumário Executivo","children":"De acordo com estudos realizados no Brasil e no exterior, há um excesso de retorno significativo nas empresas após o anúncio de programas de recompra de ações. Nesse contexto, o objetivo da presente dissertação foi verificar a influência dos programas de recompra de ações nas recomendações e no preço-alvo dos analistas e investigar se, devido a esse excesso de retorno reconhecido no meio acadêmico, os analistas alteram suas recomendações de Buy, Hold e Sell, assim como o Preço-alvo das ações. Utilizando a base de dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), inicialmente, verificamos se há excesso de retorno para determinados benchmarks e, a seguir, examinamos como os analistas reagem após os anúncios das recompras de ações. Realizamos alguns testes de robustez para os modelos e, com base nos dados obtidos, concluímos que, assim como em estudos anteriores, existe um excesso de retorno positivo para os períodos subsequentes ao anúncio da recompra de ações para os benchmarks do Ibovespa e do IBX. Ao utilizarmos os benchmarks de Fama French e de Fama French ajustado, encontramos excesso de retorno negativo. No entanto, observamos que esse excesso de retorno encontrado para os benchmarks do Ibovespa e do IBX, embora estatisticamente relevante, exerce pouca influência nas decisões dos analistas que, em média, pouco alteram tanto as recomendações de Preços-alvo quanto as de Buy, Hold e Sell.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/66a54969-0ddd-46a2-bdcc-39de8b50d31d)"},{"text":"Bruna Rebellato Gomes Título:  Impactos do Programa Bolsa Família no crédito Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo Palavras-chave:  Programa Bolsa Família; Mercado de Crédito; Difference-in-Differences; Transferência de Renda; Efeito Multiplicador; Programa Bolsa Família; "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Durante décadas, políticas públicas têm buscado diminuir a pobreza através de transferências de renda. No contexto brasileiro, o Programa Bolsa Família (PBF) se destaca como uma dessas iniciativas, visando proporcionar assistência financeira a famílias em situação de vulnerabilidade. Este estudo se propõe a analisar o impacto dessas transferências de renda no mercado de crédito municipal, focando no período de janeiro de 2007 a dezembro de 2011. No centro dessa análise está a questão das mudanças nas regras do PBF ocorridas em 2009. Essas alterações afetaram significativamente a distribuição das cotas do programa, levantando questionamentos sobre como tais mudanças repercutiram no mercado de crédito local. A relevância desse problema reside na compreensão do papel das políticas de transferência de renda na dinâmica econômica das regiões afetadas. Utilizando o método Difference-inDifferences (DID), esta pesquisa busca explorar o impacto das mudanças nas regras do PBF no mercado de crédito municipal. O DID permite uma análise comparativa entre os municípios afetados pelas alterações nas cotas do programa e aqueles que não foram impactados, proporcionando uma visão mais clara dos efeitos das políticas de transferência de renda no mercado financeiro local. Para contextualizar essa análise, são utilizados dados municipais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Censo Demográfico e da base Estatística Bancária Mensal. Esses dados fornecem uma visão abrangente do mercado de crédito em relação às transferências de renda do PBF.As evidências obtidas revelam um impacto positivo de 1,7% nos municípios afetados pelas mudanças nas regras do PBF. Esses resultados destacam a importância de considerar o impacto das políticas de transferência de renda no mercado de crédito e na economia local. No entanto, nota-se que os resultados não foram uniformes em todas as regiões, evidenciando a necessidade de uma análise mais aprofundada das diferenças regionais e das variáveis que influenciam o mercado de crédito. Em suma, este estudo contribui para o entendimento do papel das políticas de transferência de renda no mercado de crédito municipal, destacando a necessidade de considerar esses impactos na formulação e implementação de políticas públicas. Ao reconhecer o potencial efeito multiplicador das transferências de renda na economia local, os gestores públicos e privados podem tomar decisões mais informadas para promover o desenvolvimento econômico e reduzir a desigualdade social.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/14e8f877-b980-4229-833f-70e6aacde8b6)"},{"text":"Edivan Ruhmke Título:  Choques de Política Monetária: Uma aplicação de Romer e Romer (2004) ao caso brasileiro Orientação:  Miguel Maria Charters de Oliveira Bandeira da Silva Palavras-chave:  Choques de Política Monetária; Macroeconomia; Projeções Locais; Banco Central do Brasil;"},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este trabalho tem por objetivo analisar os efeitos que a política monetária possui sobre a inflação e o produto na economia brasileira. Para tanto, foi adotada a abordagem de Romer e Romer (2004), que tem como ponto de partida a elaboração de uma regressão cuja variável dependente é a mudança na taxa de juros e como explicativas as projeções internas da autoridade monetária. O resíduo desta regressão é o que os autores consideram como choque de política monetária, uma vez que reflete o componente exógeno da decisão. Para obter as projeções internas do Copom, se fez necessário coletar as informações das apresentações técnicas da entidade. Neste trabalho, foram coletadas as projeções de inflação, crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), de variação de preços administrados e do resultado em conta corrente para o período compreendido entre 2002 e 2018. Além de elaborar uma medida de choque de política monetária que refletisse o mais próximo possível o trabalho original de Romer e Romer (2004), foram elaboradas ainda medidas que combinassem as projeções internas do Copom com as obtidas a partir da pesquisa Focus. Neste trabalho, a estimativa do efeito sobre o produto e a inflação foi feito através das funções de Impulso-Resposta tal como obtidas pelo método de projeções locais. Os resultados indicam que um choque contracionista na política monetária tem efeitos negativos na atividade econômica e no nível de preços, diferindo de estudos anteriores. Por fim, também é feita uma comparação com outros trabalhos que buscam identificar os choques de política monetária no Brasil.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/ced72f4c-40d5-4f56-aef7-52a0c9fca9f4)"},{"text":"Eduardo Inojosa Gonçalves de Barros Título:  Interação entre a predominância de empregos públicos e a competição política em municípios brasileiros: práticas de patronagem e implicações. Orientação:  Lucas Martins Novaes Palavras-chave: Empregos públicos. Competição Política. Democracia Local. Patronagem. Regressão Linear Múltipla."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O presente estudo explorou a competição política nos municípios brasileiros onde a proporção de empregos públicos em relação aos privados é notavelmente elevada, frequentemente, interligada às práticas de patronagem. Nestes municípios, o mercado formal de empregos, frequentemente, é dominado pelo setor público e os cargos são usados como recompensa pelo apoio político (Weingrod, 1968). A união desses dois fatores leva a desafios únicos para a competição política, implicando em consequências significativas na dinâmica da democracia local. Neste contexto, o objetivo principal do presente estudo foi investigar a relação entre a predominância de empregos públicos e a competição política nos municípios brasileiros, com particular atenção às práticas de patronagem e suas implicações na governança e na democracia local. Para tanto, adotou-se a metodologia econométrica. A utilização de variáveis dummies possibilitou uma categorização efetiva dos municípios, com base na proporção de empregos públicos, aprimorando a precisão analítica dos modelos. A análise destas dinâmicas sugeriu uma relação intrínseca entre o controle dos empregos públicos em municípios com mercados privados pouco desenvolvidos e a limitação da competição política, mostrando que uma maior proporção de cargos discricionários, comissionados e temporários em relação ao número total de empregos formais aumenta a probabilidade de reeleição de um partido ou de um candidato ao executivo municipal, mas, aparentemente, não influencia o número de candidatos ou a concentração de votos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/55adf146-4b83-4a02-8ec4-254df8021bac)"},{"text":"Fernando Kucinski Carreira Título: Efeitos de política monetária no Brasil: Identificando o efeito informação Orientação: Miguel Maria Charters de Oliveira Bandeira da Silva  Palavras-chave:  Macroeconomia. Política Monetária. Choques Monetários. Efeito Informação. Análise Textual."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O presente trabalho tem como objetivo estudar o efeito informação contido nas publicações de decisões do Comitê de Política Monetária (COPOM) e seus efeitos sobre atividade econômica, inflação e taxa de juros. Para isso, utilizamos de ferramentas de análise textual para identificar surpresas narrativas, conjuntamente com diversos estudos diferentes que identificaram choques de política monetária no mesmo período de comunicações do Banco Central. Com os dados mencionados acima, utilizamos o método de projeção local para estimar efeitos de impulso-resposta sobre as variáveis econômicas. Nossos resultados demonstraram a importância de se estudar choques de efeito informação separadamente de choques de política monetária, e de outros ganhos ao analisar os choques de efeito informação específicos de alguns campos da economia.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/c85f76d8-4237-47d3-b252-94175f042cd5)"},{"text":"Gabriella Souza de Araujo Título: A Comparative Analysis of Monetary Shocks: Insights from the Brazilian Economy Orientação:  Miguel Maria Charters de Oliveira Bandeira da Silva Palavras-chave:  Macroeconomics. Monetary Policy. Monetary Shocks. Schocks Identification."},{"title":"Sumário Executivo","children":"This article seeks to contribute to the still limited literature on monetary shocks in Brazil and draw comparisons with previously estimated shocks. The proposed methodology, based on Bu, Rogers, and Wu (2021), allows for estimating a series of shocks without the price puzzle, as its competitive advantage lies in the absence of informational effects. We have identified significant advantages in the response and robustness of the estimated instrument, highlighting that the BRW methodology appears to be effective not only in estimating the effects of traditional monetary policies but also in measuring forward guidance.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/51e3d34f-4fb1-44cd-86ea-d5d326eea431)"},{"text":"Giuliana Mendes Montini Título:  Avaliação da Capacidade de Geração de Alpha e Comportamento dos Fundos Multimercado Macro da Indústria Brasileira Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo. Palavras-chave:  Alfa; Fundo Multimercado; Mercado Brasileiro; Desempenho de Fundos; "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Os investidores brasileiros possuem parcela relevante do seu patrimônio investidos em fundos. É uma indústria que vem crescendo nos últimos anos, passando de R$ 6,9 trilhões em 2021 para R$ 7,4 trilhões em 2022. Desse volume, R$ 1,6 trilhões são fundos multimercado. A partir de 2017, os grandes bancos de varejo começaram a abrir suas plataformas e disponibilizar produtos de terceiros de forma relevante, fomentando o crescimento dos fundos e da criação de novas gestoras de recursos independentes.   Um fundo multimercado tem flexibilidade para alocar recursos em diferentes classes de ativos e regiões, sendo o principal objetivo gerar retornos acima do CDI para os investidores, o que justifique os custos pagos pela gestão ativa. A média de taxas dos fundos são em torno de 2% de administração e 20% de performance. No Brasil, temos uma taxa de juros historicamente alta o que acaba sendo um desafio para os gestores gerarem retornos no longo prazo acima do CDI.   Nos últimos anos, os mercados no mundo inteiro tiveram que enfrentar os efeitos da pandemia. De 2018 até 2022 vivenciamos ciclos econômicos diferentes onde as taxas de juros tiveram que ser ajustadas, sofrendo movimentos relevantes, principalmente nos países desenvolvidos. A taxa de juros nos Estados Unidos atingiu o maior patamar desde 2001.   A ideia do trabalho é avaliar a capacidade de geração de alfa dos fundos multimercado macro brasileiros em relação aos fatores de mercado que justifique a cobrança pela gestão ativa. Foram feitos alguns filtros como de patrimônio, taxas, tipo e região de ativos operados, público-alvo e número de investidores para ter uma base comparável e o resultado foram 42 fundos. As regressões lineares múltiplas do retorno dos fundos já líquidos de taxas, foram feitas em relação aos fatores de mercado Ibovespa, IMAB5, IMAB5+, IRFM, S&P500, Treasury e Dólar.   Foi possível observar que esses fundos de forma agregada, não conseguem gerar retorno em excesso positivo, tanto para uma simulação de portfólio utilizando pesos iguais para todos os fundos quanto para portfólio utilizando peso ponderado por 9 patrimônio. Olhando de forma individual, 6 fundos conseguiram gerar alfa significativamente positivo nesse período.   Outra característica que os gestores podem ter em seu estilo de gestão é ser mais ou menos dinâmico. Podem optar por fazer operações de compra ou operações onde ficam vendidos em um ativo apostando na queda. Como esse período tiveram bastante mudanças nos ciclos econômicos, foi feito um estudo para determinar se fundos caracterizados por maior atividade, ou seja, que variavam mais sua exposição a esses fatores de mercado nesse período de 5 anos, demonstraram uma capacidade maior de gerar alfa. Foi encontrada uma correlação positiva fraca, porém relevante estatisticamente, então existe uma correlação entre nível de atividade e geração de alfa.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/ed36748a-a5ee-4769-b025-3ceeb2f17633)"},{"text":"Guilherme de Assis Colossal Título:  Alterações contábeis em arrendamentos mercantis e implicações econômico-financeiras: análise sobre possíveis efeitos sobre o custo de capital de terceiros. Orientação:  Bernardo de Oliveira Guerra Ricca. Palavras-chave:  Arrendamento mercantil; ASC 842 e IFRS 16; informação contábil e implicações econômico- financeiras; custo de capital de terceiros; indicadores financeiros; Leases;"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O Accounting Standards Codification número 842 (ASC 842) e o International Financial Reporting Standard número 16 (IFRS 16), publicados em janeiro de 2016 pelo Financial Accounting Standards Board (FASB) e pelo International Accounting Standards Board (IASB), respectivamente, ambos pronunciamentos com vigência a partir dos exercícios sociais iniciados em janeiro de 2019, alteraram o tratamento contábil das operações de arrendamento mercantil, especificamente aquelas antes categorizadas como arrendamento mercantil operacional. Neste ensejo, os tratamentos contábeis das operações de arrendamento, advindos destes dois novos pronunciamentos, influenciam no sentido de aumentar os ativos e o endividamento financeiro registrados e divulgados nas demonstrações contábeis das companhias. Simultaneamente, o EBITDA – indicador amplamente utilizado em análises financeiras e entendido como um importante sinalizador da capacidade de geração de caixa – também tende a ser positivamente afetado com a introdução do IFRS 16, diferentemente do ASC 842, que aponta para efeitos imperceptíveis (ou nulos) sobre o mesmo indicador. Este estudo tem como objetivo primordial identificar e mensurar potenciais efeitos econômicos sobre o custo de capital de terceiros, após a efetividade dos novos tratamentos dispensados às operações de arrendamentos mercantis. Também por ocasião destes novos pronunciamentos contábeis, o presente estudo, auxiliarmente, se propõe a perceber e quantificar a magnitude das (prováveis) oscilações de saldos contábeis e indicadores financeiros derivados, que, por sua vez, compõem uma carga informacional capaz de explicar parcialmente os mencionados efeitos (caso existam) sobre o custo de capital de terceiros. As análises foram elaboradas a partir de dados financeiros trimestrais dos anos de 2018 (anteriormente à efetividade da intervenção) e 2019 (posteriormente à efetividade da intervenção), para uma amostra de pouco mais de 2,5 mil empresas distribuídas em 19 países. Recorreu-se à técnica econométrica conhecida como Diferença-em-Diferenças aplicada às variáveis de interesse provenientes dos dados amostrais, e os resultados apontaram para variações no custo de capital de terceiros, atribuídas, ao que se indica, às referidas mudanças de práticas contábeis. No que tange aos impactos sobre saldos contábeis e seus indicadores associados, causados pela alteração de tratamento contábil dispensado aos arrendamentos mercantis, os resultados também corroboram os prognósticos de uma profusão de trabalhos anteriores centrados no tema dos arrendamentos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/8a419123-65ee-4058-942f-30599c542714)"},{"text":"Ismael Fabiano Tavares Título:  Os efeitos da COVID-19 nos empréstimos não performados dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento. Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo Palavras-chave:  Empréstimos não performados; COVID-19; Mercado emergente e economias em desenvolvimento – EMDE; Non-performing loans; COVID-19; Emerging market and developing economies – EMDE."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Nas últimas décadas, os empréstimos não performados (Non-Performing Loans – NPLs) se tornaram alvo de grande interesse para a literatura por estarem negativamente relacionados com a economia e a atividade bancária. Durante as crises financeiras espera-se que haja um aumento nos níveis dos NPLs que, se não tratados adequadamente podem aprofundar e perdurar ainda mais os períodos de crise. Este efeito prejudicial é ainda maior nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, pois estes sofrem com a fuga dos investimentos dos credores mundiais que têm de repatriar seus investimentos para regularizar os balanços de suas instituições financeiras durante as crises. A crise gerada pela COVID-19, foi intitulada pelo FMI como a maior crise financeira desde a última grande depressão. Esta dissertação analisa os impactos que a COVID-19 teve nos índices de NPLs nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, utilizando dados macroeconômicos como o PIB, o desemprego, a inflação e a taxa de juros em um painel, buscando entender as alterações nos níveis dos créditos não performados. Esperava-se encontrar uma relação positiva entre a crise e os índices de NPL, porém o resultado obtido foi uma leve redução dos níveis de NPL, contrariando o que as expectativas.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/cd9bfd85-3ae5-480e-a8e9-4bad083f1abf)"},{"text":"Jessica do Nascimento Feitosa Lemgruber Título:  O impacto dos ratings ESG na performance dos ativos brasileiros de capital aberto. Orientação:  Rogerio Bianchi Santarrosa. Palavras-chave: ESG; Ambiental, social e governança; Performance das ações brasileiras; Impacto dos ratings ESG."},{"title":"Sumário Executivo","children":"No presente estudo, examinamos o impacto dos ratings ESG na performance das empresas de capital aberto no Brasil. O objetivo foi avaliar o impacto dos ratings na performance das empresas brasileiras negociadas em bolsa. Muitos estudos apresentam pesquisas acerca dos Estados Unidos e da Europa, mas pouco se sabe sobre o Brasil, considerando que o tema ESG começou a ganhar um pouco mais de destaque somente na última década. Identificamos os ratings ESG e os pilares social, ambiental e de governança por meio de duas ferramentas: Refinitiv e Bloomberg. Montamos portfólios com base em duas metodologias: portfólio ESG e regressões transversais. No modelo ESG, construímos três carteiras: a high composta pelas empresas com os 20% melhores ratings; a low composta pelas empresas com os 20% piores ratings; e a high-low comprada na carteira high e vendida a descoberto na carteira low. No modelo de regressões transversais, utilizamos todas as empresas da base de dados, sem linhas de corte. Nossas descobertas indicaram que o método de portfólio ESG não suporta uma relação entre o desempenho social e o desempenho financeiro de uma empresa, medida em termos de pontuações ESG. As regressões transversais sugeriram uma influência negativa e significativa de algumas variáveis ESG no corte transversal. Os resultados sugeriram que os investidores não devem esperar retornos anormais negociando uma carteira diferenciada de empresas com classificação alta e baixa em relação aos aspectos ESG. Para uma análise mais completa seria necessário aguardar um compilado de dados mais robusto, contemplando um período de tempo mais amplo e uma quantidade maior de empresas para obter resultados mais consistentes.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/9c81fbc1-9352-458c-97d3-3d17ea8e8c29)"},{"text":"Luis Filipe Pereira da Silva Cossi Título:  Uma análise do comportamento dos preços de commodities do mercado sucroalcooleiro brasileiro. Orientação:  Rinaldo Artes. Palavras-chave:  Setor sucroenergético; Preço do açúcar; Preço do milho; Preço do etanol; Vetor autorregressivo; Sugar-energy sector; Sugar price; Corn price; Ethanol price; Vector autoregression."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O Brasil se configura com um dos maiores produtores de commodities do mundo, sendo de especial importância o mercado sucroenergético brasileiro, que se destaca tanto pela sua importância econômica para o país, pela geração de empregos e riqueza, quanto por questões ambientais, por apresentar uma alternativa viável ao consumo de combustíveis mais poluentes para transportes e geração de energia. O Brasil atualmente é o segundo maior produtor de etanol do mundo, o maior produtor de açúcar do mundo e o terceiro maior produtor de milho do mundo. A importância desse setor inclui o consumo doméstico e não apenas as exportações para o mercado internacional. No ano de 2023 os carros flex (que podem ser abastecidos com gasolina ou etanol) corresponderam a aproximadamente 84% dos veículos leves em circulação no Brasil.   Para os produtores e consumidores, entender como os preços desses produtos se comportam é extremamente importante nas suas tomadas de decisão. Seja na escolha de plantio por parte dos agricultores, seja na decisão de arrendamento de terras ou até mesmo em contratos com preços travados para compra e venda de commodities, compreender dinâmicas de preços e relações entre as diferentes commodities é de suma importância nos processos de decisão de todos os agentes envolvidos com a cadeia produtiva.   No Brasil a cana-de-açúcar é a principal matéria prima para etanol e açúcar, porém o mercado de etanol à base de milho tem crescido nos últimos anos, chegando a quase 14% do total de etanol produzido no Brasil na safra de 2022/2023. Devido ao crescimento recente do mercado de etanol de milho, grande parte das pesquisas passadas que analisaram as dinâmicas de preço do mercado sucroenergético brasileiro não incluíram os preços de milho em suas análises. Adicionalmente o uso dos preços da cana-de-açúcar como feito em pesquisas passadas também pode ter apresentado problemas devido ao seu processo de formação de preço no mercado brasileiro.   De maneira a corrigir e complementar estudos passados, a presente dissertação se propõe a utilizar os preços nacionais de etanol, açúcar, milho e de gasolina para o período de julho de 2004 até junho de 2023, englobando um total de 19 anos, em um modelo estatístico a fim de verificar como cada preço reage ao longo do tempo a choques distintos nos demais. Além de testes estatísticos que corroboram a validade dos achados, são apresentados gráficos que ilustram os efeitos desses choques para cada commodity para alguns períodos à frente.    Foi observado que os preços de etanol afetam os preços de açúcar ao longo do tempo, mas que o oposto não ocorre. Também foi observado que os preços do milho já apresentam relação com o mercado de etanol, de forma que choques positivos nos preços do etanol tendem a gerar uma elevação nos preços de milho em períodos futuros. De modo que são apresentadas evidências de que futuras análises do mercado sucroenergético brasileiro devem incluir o milho como commodity relevante.   Visto que o mercado sucroenergético brasileiro está em rápida transformação, não apenas com o crescimento do mercado de etanol de milho, mas com o desenvolvimento do uso de bioenergia a partir de cana-de-açúcar, futuras pesquisas que façam uso de dados mais recentes podem encontrar ainda maior integração entre os preços utilizados nesta dissertação. Adicionalmente, o período analisado inclui a pandemia de Covid-19 que gerou grande instabilidade de preços e choques nas cadeias produtivas e comerciais das commodities do mercado brasileiro. Pesquisas que apresentem alguma forma de controle aos efeitos da pandemia gerariam contribuições válidas a esta dissertação e ao estudo das dinâmicas de preço do mercado sucroenergético brasileiro.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/17204c15-f722-48c9-9dda-dd85ba40a633)"},{"text":"Maria Eduarda Bünecker Título:  Qual é o impacto da atualização na Lei de Falências em 2020 nas debêntures brasileiras? Orientação:  Bernardo de Oliveira Guerra Ricca. Palavras-chave:  Endividamento Corporativo; Títulos Corporativos; Legislação de Falências; Proteção ao Credor; Corporate Indebtedness; Corporate Bonds; Bankruptcy Law; Creditor Protection."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este estudo explora a interseção entre o mercado de títulos corporativos, com ênfase nas debêntures, e as recentes transformações na legislação brasileira, representadas pela Lei 14.122 de 2020, que continua o propósito iniciado com a Lei de Falências de 2005, fortalecendo direitos dos credores e a eficácia do processo de insolvência.   O objetivo central é compreender através do modelo de Diferenças em Diferenças, como as mudanças legais afetam o preço das debêntures no mercado secundário. Os resultados inicialmente sugerem uma inclinação positiva na implementação da legislação sobre preços de debêntures. No entanto, ao incorporar efeitos fixos, não há significância estatística para a hipótese de que empresas de maior risco creditício tiveram aumento significativo em seus preços no mercado secundário. A limitação central do modelo reside no caráter ainda incipiente do mercado, com um volume de negociação inferior a outros ativos financeiros. Além disso, a incerteza jurídica dos processos de falência pode atrasar o ajuste dos preços das debêntures no mercado secundário, potencialmente afetando significativamente os resultados.   Este estudo aprofunda a compreensão do comportamento empresarial em relação ao endividamento corporativo e às emissões de debêntures, contextualizando no cenário de mudanças regulatórias. Destaca também a importância das leis de falências no desenvolvimento do mercado financeiro brasileiro, ressaltando seu papel vital na proteção dos direitos dos credores e na promoção de um ambiente robusto para o financiamento corporativo. Embora haja espaço para pesquisas futuras abrangerem mais ativos financeiros, a complexidade em controlar variáveis do mercado financeiro permanece como um desafio.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/84124b7e-0576-4b9e-96d3-09fbc133e994)"},{"text":"Paula Andrade Cunha Junqueira Guimarães Título:  Uma caracterização de mercados incompletos com Bid-Ask Spreads Uniformes. Orientação:  José Heleno Faro. Palavras-chave:  Regras de preço; Mercado incompleto; Bid-ask spread; Preço de Choquet; Paridade Put-call; "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Todo investidor está interessado em avaliar o preço dos ativos de sua carteira de investimentos para poder tomar melhores decisões de alocação dos seus recursos sob determinados cenários da economia. Para que isso seja possível, na literatura científica, são estudadas diversas regras de precificação de ativos, sempre na tentativa de replicar prováveis eventos futuros e reproduzir mercados próximos da realidade.   Como existe uma incerteza nos eventos futuros e diversas possíveis características de mercado, tais regras de precificação devem se basear em algumas premissas. Nos estudos mais conhecidos, por exemplo, o preço é calculado como a esperança matemática dos retornos futuros, descontada por um fator de capitalização. Isso só é factível a partir dos pressupostos de mercado completo, livre de arbitragem e apenas com ativos sem fricções. Mercado financeiro completo é aquele em que todos os contratos financeiros estão disponíveis para transação, enquanto fricções são características dos ativos financeiros disponíveis, como restrições, taxas ou diferença no preço de compra e de venda, também conhecida como bid-ask spread.   Na tentativa de se aproximarem, de forma mais assertiva, das características de um mercado financeiro real, regras de precificação podem passar a englobar imperfeições de mercado, tais como incompletude e fricções. Neste trabalho, o objetivo é estudar uma classe de regras de preço em que se têm bid-ask spread nos ativos transacionados e, também, incompletude no mercado financeiro.   Esse estudo pode ser útil em situações em que nem sempre é possível fazer um hedge perfeito de uma posição financeira, seja pela falta de ativos disponíveis, pela venda de contratos ser feita apenas em conjunto ou, ainda, pela existência de custos de transação nos ativos negociados. Nesse cenário, é necessária a realização de uma super replicação, ou super-hedge da posição e, por isso, a regra de preço deve ser uma regra de super replicação.   Existem duas principais vertentes com relação ao estudo de regras de precificação de ativos. A primeira delas, parte de um mercado previamente definido, com características particulares, para a obtenção de regra de preço. Já a segunda, parte de regra de preço conhecida e resulta em mercados para os quais a regra em estudo precifica os ativos de maneira consistente. O foco do trabalho está na segunda vertente.   Primeiramente, com base em resultados anteriores, foi mostrado que, partindo de um mercado, pode-se chegar ao preço de super replicação de ativos. Em seguida, a partir da regra em estudo, foi elucidado que suas probabilidades podem ser reinterpretadas como capacidades côncavas, ou probabilidades não aditivas. Ainda, discutiu-se que a regra em si pode ser reescrita como preço de Choquet, pois é o máximo do valor esperado dos retornos futuros com relação às capacidades. Como resultado principal, provou-se que a regra em estudo captura preço de super replicação de mercado financeiro em que se têm ativo livre de risco, ativo sem fricção em determinado subconjunto e ativo com bid-ask spread em outro subconjunto.   Com o intuito de analisar o emprego da regra de preço a ativos não lineares, por fim, foram realizadas aplicações ao contexto de precificação de derivativos, provando que os preços de uma opção de compra (call option) e opção de venda (put option) podem ser obtidos também a partir da regra com incompletude e fricção.   E ainda, de forma analítica e com exemplos numéricos, mostrou-se que a Paridade Put-Call, conhecida no mundo dos contratos de opções, não se aplica somente a contextos sem imperfeições de mercado. Ou seja, de maneira simplificada, mesmo com incompletude e bid-ask spread, há um equilíbrio entre o preço de uma opção de compra e de uma opção de venda, resultado tão importante nas abordagens de equilíbrio de preços e estudos de estratégias de opções.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f9805254-75c2-4937-8c9f-4da0ff788b01)"},{"text":"Pedro Bosco Queiroga Título:  Determinantes da continuidade de investimento pós series A: evidências de economias emergentes. Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo Palavras-chave:  rodada de investimento; análise de sobrevivência; startup; funding round; early stage; survival analysis."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O universo do venture capital, conhecido por englobar investimentos em startups, oferece diversos benefícios econômicos como geração de empregos, novos negócios e fomento à inovação. Estes aportes de capital são concedidos por investidores de forma gradual através de rodadas de investimento. Dado que as startups têm restrição de capital em seus anos iniciais de vida, as rodadas de investimento são essenciais para garantir a sobrevivência dessas empresas e o impacto de seus benefícios na sociedade.   As rodadas de investimento são realizadas em três estágios de desenvolvimento da empresa: seed, early stage e late stage. O seed é um estágio de alta incerteza, em que a empresa ainda está validando muitas ideias relacionadas ao negócio. Por esta razão, este trabalho adota as rodadas Series A como ponto de partida da análise e tem o objetivo de entender quais são os determinantes para a startup obter um próximo aporte de capital.   Para condução do estudo, utilizou-se uma amostra de 3.830 rodadas Series A realizadas em economias emergentes no período entre 2016 e 2020. A fonte dos dados é a plataforma Crunchbase, considerada uma das principais fontes de informação sobre venture capital no mundo. Foram testadas hipóteses sobre variáveis de ambiente interno da rodada, como número de fundadores da empresa e número de investidores, e variáveis de ambiente externo como grau de desenvolvimento do país emergente e momento de mercado. Um importante resultado deste trabalho é sobre o horizonte de tempo que uma startup sobrevive até um aporte pós Series A. Encontramos que em 12 meses, 19,6% das startups conseguem um próximo aporte, enquanto 37,7% o fazem no prazo de 24 meses. No entanto, o corte de 36 meses mostra que 43,8% das empresas conseguem receber o próximo investimento e neste momento a curva se estabiliza, indicando que depois de três anos para frente a chance do Series A ter sucedido quase não se altera.   Os resultados encontrados neste estudo indicam que há associação positiva entre o número de fundadores da startup e uma maior probabilidade de ela receber um próximo aporte de capital pós Series A. Essas evidências mostram que múltiplos fundadores podem agregar com diferentes habilidades e formam times mais completos. Além disso, encontramos que o número de investidores envolvidos no Series A afeta positivamente a continuidade do investimento. Neste caso, a heterogeneidade de opiniões para uma avaliação da oportunidade de investimento pode fazer a diferença.   O grau de desenvolvimento da economia emergente, medido pelo índice FTSE que os separa entre emergentes avançados e secundários, não se mostrou relevante. Os resultados sobre o momento do mercado de capitais indicaram relação positiva desta variável com uma maior probabilidade de aporte pós Series A. Tal evidência aponta que rodadas Series A anunciadas em trimestres quentes, ou seja, com preço/lucro do mercado de capitais acima da média dos últimos quatro trimestres têm mais chance de obterem um novo investimento. Momentos quentes levam a mais fechamento de parcerias e influenciam a reação de investidores.   Outro ponto interessante do estudo foram os resultados envolvendo as variáveis de controle. Tanto a idade da empresa no momento do Series A quanto a qualidade dos investidores se mostraram aspectos de grande importância. A idade da empresa teve efeito negativo, indicando que o tempo de vida da startup é um sinal importante no mercado. Enquanto isso, a qualidade dos investidores envolvidos na operação teve efeito positivo, mostrando que a reputação de quem está aportando dinheiro e conhecimento importa para um próximo financiamento.   Este estudo sugere boas práticas para startups de mercados emergentes que estão na fase inicial de suas vidas, buscando investimento para poderem tirar projetos do papel e expandir seus negócios. Ao identificar quais são os determinantes que levam um Series A ao sucesso, empreendedores podem focar em garantir que essas premissas estejam atendidas e aumentar suas chances de obterem novos financiamentos. A continuidade dos aportes de capital são a fonte de sobrevivência das startups e, portanto, o meio para que consigam produzir seus benefícios econômicos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/73c7ff34-328d-4c42-8a6e-82b84291ef7c)"},{"text":"Rafael Marques Moreira da Costa Título:  Prêmio de risco de inflação e seus determinantes Orientação:  Ruy Monteiro Ribeiro. Palavras-chave:  Prêmio; Expectativa; Risco; Inflação; Discordância; Premium; Expectation; Risk; Inflation; Disagreement."},{"title":"Sumário Executivo","children":"A inflação implícita pode ser decomposta em um termo de expectativa de inflação e um termo de prêmio de risco de inflação. Nesse estudo, eu construo uma série de prêmio de risco de inflação utilizando dados de projeções de inflação do IPCA oriundas do Focus, um levantamento de expectativas feito semanalmente pelo Banco Central do Brasil, e dados de inflação implícita obtidos da Anbima. Mostro que parece haver persistência positiva nos erros de projeção da inflação mensal obtidos do levantamento da plataforma Bloomberg (analistas tendem a sistematicamente subestimar a inflação) quando agregados ao longo do tempo (12 meses), e essa variável parece possuir relevância estatística mas pouca relevância econômica em explicar os prêmios de risco de inflação depois das próprias defasagens de um mês dos prêmios em si. As demais variáveis analisadas apresentaram baixa relevância estatística e/ou econômica em explicarem os prêmios.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/5fcc75ad-395f-4a66-8a34-83875be59a35)"},{"text":"Rafael Soares Coiro Título: O uso de derivativos para gestão de riscos reduz o custo de capital próprio das empresas? Uma análise para o mercado brasileiro durante o período de 2014 a 2023 Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo. Palavras-chave:  Derivativos; Gestão de Risco; Custo de Capital; Brasil; Derivatives; Risk Management; Cost of Capital; Brazil."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O mercado global de derivativos vem tornando-se cada vez mais relevante ao longo das últimas décadas. De acordo com os dados coletados pelo BIS (Bank of International Settlements), houve um crescimento de 21% em valor nocional desde o início de 2015 até o final de 2023, passando de um volume de US$ 551 trilhões para US$ 667 trilhões de volume operado no período. No Brasil, o crescimento foi ainda mais expressivo, partindo de um mercado de aproximadamente US$ 2 trilhões de dólares em volume total no início de 2015 para US$ 3.38 trilhões no final de 2023 de acordo com dados disponibilizados pela B3, com um crescimento de 65% no período.   Tal crescimento deve-se, em sua grande maioria, a um entendimento de que tais instrumentos financeiros possibilitam às empresas não financeiras uma proteção contra riscos aos quais suas respectivas linhas de negócios estão sujeitas. Os derivativos permitem, portanto, o desenvolvimento da prática do hedging, ou seja, a minimização de riscos intrínsecos a cada tipo de setor, como variação cambial, de taxas de juros e de preços de commodities.   O entendimento sobre o impacto do hedging via uso de derivativos nas principais métricas de retorno tem sido estudado de forma extensa na literatura ao longo dos anos, uma vez que resultados empíricos são considerados importantes para suportar o entendimento de que essas políticas realmente geram valor às empresas. Apesar de haver resultados conflitantes em determinadas métricas de retorno, os principais trabalhos desenvolvidos que focam no custo de capital próprio das empresas mostraram que há benefício em utilizar derivativos.   No entanto, tais estudos focaram exclusivamente em economias desenvolvidas. Os países emergentes, como o Brasil, costumam estar expostos a uma alta volatilidade cambial, dos juros e dos preços de commodities, sendo assim considerados bons ambientes para testar se há mesmo o benefício verificado no caso dos desenvolvidos.   Diante desse contexto, nesse trabalho desenvolveu-se uma modelagem econométrica similar aos principais trabalhos internacionais, mas com dados provenientes de 197 empresas brasileiras durante o período de 2014 a 2023. A variável dependente do trabalho é o custo de capital próprio estimado pelo modelo de três fatores de Fama e French com base nos dados disponibilizados pelo NEFIN (Núcleo de Pesquisa em Economia Financeira da USP). O uso de derivativos foi medido através de uma variável “dummy”, a qual vale 1 se a empresa reporta qualquer tipo de utilização de derivativos em suas demonstrações financeiras e zero no caso contrário. Já as variáveis de controle são nível de alavancagem, índice book-tomarket, índice de liquidez das ações, tamanho e rentabilidade das empresas. A base de dados também contém o setor de cada empresa e o ano da observação.   Com base nas variáveis descritas, a metodologia escolhida pelo estudo foi de um painel dinâmico, que leva em consideração uma persistência no custo de capital próprio. Trabalhou-se essa modelagem para o custo de capital próprio estimado por outros métodos como forma de dar robustez ao trabalho.   Os resultados encontrados indicaram que o uso de derivativos não apresentou impacto estatisticamente significativo na diminuição do custo de capital próprio das empresas no Brasil. Essa conclusão diverge dos resultados previamente encontrados para países desenvolvidos, e sugere que, em mercados emergentes, os derivativos podem não ser suficientes para alterar a percepção de risco dos investidores de maneira relevante.   A instabilidade econômica e a alta volatilidade estrutural do mercado brasileiro podem ser apontados como possíveis explicações para a ausência de benefícios significativos da prática do hedging no custo de capital próprio. Tais fatores tendem a estar presentes em outros países emergentes, cujos estudos sobre o tema também não conseguiram chegar em conclusões parecidas com o que foi visto nos mercados desenvolvidos. No entanto, o estudo destaca que a falta de padronização na divulgação das informações sobre os derivativos por parte das empresas impede sua mensuração de forma mais eficiente, o que pode limitar a extensão do trabalho.   O estudo contribui ao ampliar a compreensão dos desafios enfrentados pelos gestores de risco de empresas em mercados emergentes. Ao identificar que há potenciais diferenças no impacto do uso de derivativos quando comparado aos mercados desenvolvidos, há a necessidade de desenvolver políticas de risco específicas para cada país.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/92de03f7-0d5f-48bd-8dc4-3534300d6e8c)"},{"text":"Raphael Nunes Xavier Faucz Título:  Explorando a integração de técnicas de aprendizado de máquina e modelos estatísticos na previsão da curva de preços futuros de petróleo Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo. Palavras-chave:  Técnicas de Machine Learning; Modelos Estatísticos; Modelagem de preços futuros do petróleo; Petróleo tipos Brent e West Texas Intermediate; Long Short-Term Memory; "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Atualmente, o petróleo constitui mais de 30% do consumo global de energia primária e permanece fundamental mesmo frente à pressão por uma transição energética. Sua relevância não pode ser subestimada e ainda perdurará pelas próximas décadas tanto em termos de consumo quanto na formação de preços não só do óleo, mas de outras commodities e derivados como diesel, gasolina, gás natural e biocombustíveis.   Historicamente, o mercado de petróleo tem enfrentado volatilidades extremas, impactando economias em todo o mundo. A imprevisibilidade desses preços, influenciada por fatores geopolíticos, econômicos e tecnológicos, representa um desafio contínuo para economistas e analistas financeiros. A necessidade de compreender e de modelar eficientemente a estrutura a termo dos preços de petróleo, que engloba preços em diferentes pontos no tempo, é crucial para os agentes do mercado, especialmente para aqueles envolvidos diretamente na comercialização, produção, e distribuição de petróleo e de seus derivados, mas também para investidores e governos.   As metodologias tradicionais, embora úteis, frequentemente falham em capturar a complexidade inerente do mercado devido à sua incapacidade de se adaptar rapidamente a mudanças e a padrões não lineares. Esta realidade ressalta a importância de explorar novas abordagens analíticas.   Nesse contexto, esta dissertação propôs integrar os métodos de decomposição da curva de preços a termo, utilizando a técnica Dynamic Nelson-Siegel (DNS), já bem estabelecida no mercado de juros, com avançadas técnicas de aprendizado de máquina e com o advento de técnicas de ponta em deep learning e em redes neurais. Métodos como Least Absolute Shrinkage and Selection Operator (LASSO), Random Forest e Extreme Gradient Boosting (XGBoost), juntamente com técnicas mais sofisticadas como o Long Short-Term Memory (LSTM), são aplicados para prever as curvas de preços dos petróleos tipos Brent e West Texas Intermediate (WTI). Esta abordagem inovadora demonstra a capacidade de capturar a dinâmica temporal e a complexidade do mercado de petróleo de forma mais eficaz que as soluções tradicionais.   A discussão sobre inteligência artificial está cada vez mais presente em diversas áreas, abrangendo desde a medicina até as artes. Neste cenário, o avanço em modelos de processamento de linguagem natural, que empregam redes neurais recorrentes como o LSTM, tem fortalecido a interface entre humanos e máquinas. Tais desenvolvimentos vêm ganhando destaque na academia, nas empresas e no cotidiano das pessoas. Paralelamente, no campo das finanças, a aplicação desse mesmo framework de inteligência artificial na modelagem de séries temporais tem demonstrado resultados notáveis. Essa incorporação tem enriquecido as análises e tem aprimorado significativamente a precisão das previsões nos últimos anos, marcando um avanço importante na interseção da tecnologia e das finanças.   Com isso, neste estudo desenvolvemos análises que indicam que os modelos avançados, especialmente o LSTM, superam significativamente os modelos convencionais em precisão de previsão. A reconstrução das curvas de preços para Brent e WTI usando estes métodos reflete com maior precisão as dinâmicas de mercado, validando a superioridade das técnicas propostas.   A partir deste estudo, emergem recomendações práticas importantes. A adoção dessas técnicas avançadas de aprendizado de máquina é aconselhada para aprimorar a precisão nas previsões de preços do petróleo. Elas oferecem insights mais aprofundados, auxiliando investidores, analistas e formuladores de políticas a tomarem decisões mais informadas e a mitigarem riscos. As descobertas também podem influenciar estratégias de gestão de portfólio e hedge em empresas do setor de energia.   Contudo, é essencial considerar as limitações dessas técnicas e a necessidade de uma implementação cuidadosa. A precisão das previsões depende da qualidade e da relevância dos dados históricos, Mudanças substanciais no cenário geopolítico ou econômico podem exigir atualizações constantes dos modelos e bases de dados. Assim, é crucial manter uma abordagem adaptativa e flexível na aplicação dessas técnicas.   Concluindo, a integração de técnicas de aprendizado de máquina com modelos estatísticos representa um avanço significativo na previsão da curva de preços futuros de petróleo. Este estudo demonstrou que a aplicação desses métodos avançados pode oferecer previsões mais precisas e insights mais ricos do que os métodos tradicionais. As implicações práticas deste trabalho são vastas, afetando não apenas investidores e empresas do setor de energia, mas também formuladores de políticas econômicas. Contudo, abordar estas técnicas com uma compreensão clara de suas limitações e uma estratégia de implementação cuidadosa é fundamental para maximizar seu potencial e para garantir resultados eficazes e confiáveis.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/4b92c848-b35f-4ec6-aaf9-930797f3c471)"},{"text":"Samuel Ferreira Soares Título:  Um estudo sobre o prêmio de variância no mercado brasileiro Orientação:  Ruy Monteiro Ribeiro. Palavras-chave:  volatilidade; prêmio de variância; modelo Derman; mercado de volatilidade brasileiro; correlação;"},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este trabalho estuda o prêmio de variância no mercado de ações Brasileiro através da avaliação da performance das estratégias de venda de volatilidade via variance swaps. O estudo considera as versões em moeda local e em dólares utilizando o Índice Bovespa e o ETF EWZ respectivamente. Observamos a sensibilidade na escolha de parâmetros: cap de volatilidade, alocação de capital em risco, volatilidade e maturidade, sendo a volatilidade precificada no variance swap a mais relevante entre elas. Levando em consideração variações que consideram ou não o skewness, onde o modelo com skewness possui uma melhor performance em função do nível de volatilidade mais elevada que o modelo que não o considera.O resultado mostra um prêmio de variância positiva tanto para o modelo em moeda local (IBOV) quanto em dólares (EWZ), sendo o primeiro de maior magnitude. Por fim concluímos que alem da existência do prêmio de variância no mercado de ações Brasileiro ele é crescente na maturidade para ambos os casos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/e9eb5e5a-c0d3-40c6-9cea-2ef69e850b60)"},{"text":"Tainan Domingos da Paixão Santos Título:  Impacto da divulgação de novas leis e regulações no preço de fundos de investimento imobiliários (FIIs) listados no Ibovespa: um estudo de evento Orientação:  Paulo Sergio Oliveira Ribeiro. Palavras-chave:  Impacto Regulatório; FIIs; Estudo de Eventos; Ibovespa; Regulatory Impact; REITs; Event Study; Ibovespa."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Esta dissertação examina o impacto de novas leis e regulamentações nos preços dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) listados na Ibovespa. Dada a crescente atenção ao mercado brasileiro de FIIs, este estudo é crucial para compreender a dinâmica do mercado e a resposta às mudanças regulatórias.   Principais descobertas mostram uma correlação significativa entre o anúncio de novas regulamentações e variações nos preços dos FIIs. Essas informações são fundamentais para investidores e gestores de fundos, orientando estratégias para adaptação às mudanças regulatórias. Este estudo contribui para um melhor entendimento do impacto das decisões regulatórias no mercado de FIIs, oferecendo ferramentas valiosas para a tomada de decisão por investidores e formuladores de políticas. Além disso, sugere maior atenção aos anúncios regulatórios no planejamento de estratégias de investimento.   Inspirado na metodologia de estudo de eventos de MacKinlay (1997) e na análise empírica de Binder (1985), o estudo identifica variações significativas nos preços dos FIIs, oferecendo novas perspectivas sobre a interação entre regulamentação e valor de mercado. A pesquisa preenche uma lacuna na literatura ao oferecer novas perspectivas sobre a interação entre regulamentação e valor de mercado. Os resultados da dissertação também oferecem conclusões importantes sobre os impactos que as normativas jurídicas podem ter no mercado de fundos imobiliários.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/2215dbdd-bf78-4f5d-b9e9-bed3441f75ff)"},{"text":"Victória Santos Jorge Título:  Proposição de um Modelo de Nowcasting de Inflação para o Brasil. Orientação:  Miguel Maria Charters de Oliveira Bandeira da Silva. Palavras-chave: inflação; monitoramento das condições econômicas; dados em tempo real; nowcasting; inflation; monitoring economic conditions; real-time data."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Lidar com grandes e complexos conjuntos de dados ainda é um desafio enfrentado pelos macroeconomistas envolvidos em análise e processamento das observações em tempo real. Além disso, o grande volume de informações dificulta a seleção de variáveis que sejam relevantes para a tomada de decisões, por isso, trazemos uma abordagem de machine learning que busca selecionar as varáveis mais informativas para explicar a inflação brasileira corrente, aproveitando também que temos uma vasta gama de indicadores disponíveis que medem o nível de preços, com frequências e abrangências diversas. Usando a modelagem e bibliografia baseada nas usadas para nowcasting de atividade econômica e pelo FED de Cleveland para a inflação norte-americana, buscamos desse modo, uma forma de mensurar a inflação com base nos dados que temos em alta frequência e em tempo real, a fim de assegurar a tomada de decisão dos agentes e do Banco Central, permitindo uma compreensão mais imediata das condições econômicas atuais em um ambiente dinâmico, onde as condições podem mudar rapidamente.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/48e26e34-3eb0-4dc5-a68f-8991fc0c3134)"},{"richText":"O Mestrado Profissional em Economia  habilita o aluno a elaborar soluções para problemas econômico-financeiros aplicados.","madeBy":"Por","title":"MPE","variant":"nobackground","buttonText":"conheça o curso"},{"jcr:title":"transparente / vermelho / turquesa"},{"buttonBackgroundColor":"rgb(229,5,5)","themeName":"transparente / botao vermelho / tag amarelo"},{"richText":"Conheça as dissertações dos cursos de mestrado do Insper.","madeBy":"Por","buttonUrl":"https://repositorio.insper.edu.br/communities/bc309c01-cc1a-4ce2-82e0-588a4c8cde75","title":"repositório","variant":"nobackground","buttonText":"acesse aqui"},{"jcr:title":"transparente / amarelo / vermelho"},{"themeName":"transparente / amarelo / vermelho"}]