Revista de Economia e Administração – vol. 12 – n° 2

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa

How do institutions and organizations matter? Bridging levels and orientations in institutional research
DOI: http://dx.doi.org/10.11132/rea.2013.746 

Charles Kirschbaum
Sérgio G. Lazzarini

Não possui resumo

 

Incentives to differentiation strategies for Brazilian coffee producers
DOI: http://dx.doi.org/10.11132/rea.2013.749 

Rubens Nunes
Vivian Lara dos Santos Silva
Maria Sylvia Macchione Saes
Rúbia N. Rinaldi Leão de Sousa
Roberta de Castro Souza

Resumo
Este trabalho analisa situações nas quais estratégias de diferenciação são economicamente atraentes para os produtores agrícolas. O referencial teórico utilizado sustenta que vantagens competitivas devem surgir especificamente quando as empresas consideram a integração da ótica da Organização Industrial (OI) com a Visão Baseada em Recursos (RBV). Com base em uma pesquisa realizada com 149 produtores brasileiros de café especial, o artigo analisa a relação entre a renda esperada, proveniente da diferenciação, e os recursos das empresas no setor de cafés especiais. Foi possível observar que os incentivos percebidos pela adoção das estratégias de diferenciação dependem de uma sinalização adequada dos atributos do produto. Em relação às estratégias de diferenciação, alguns produtores de café argumentam que os custos excedem os benefícios, sugerindo que a descomoditização não será a solução para a queda na renda agrícola para todos os produtores. O objetivo deste estudo foi avaliar os determinantes das receitas esperadas pelas empresas, em termos de capacidade de processar e fornecer informações para o mercado.

Palavras-chave: Diferenciação; Recursos; Vantagens competitivas; Café.

 

The role of asset specificity in financing choice in the agrifood sector
DOI: http://dx.doi.org/10.11132/rea.2013.751

Mario P. Mondelli
Peter G. Klein

Resumo
Apesar da crescente literatura que examina o financiamento com private equity em setores tais como o de biotecnologia, o mercado de private equity em outros setores permanece pouco estudado. No setor agrícola, por exemplo, o uso de capital próprio externo como fonte de recursos para as empresas tem crescido desde o final da década de 1990. Entretanto, a literatura quanto ao uso de private equity na agricultura é muito limitada. Nesse trabalho, analisamos a decisão de firmas agrícolas de usar capital próprio externo. Adotamos o enfoque da especificidade de ativos (WILLIAMSON, 1988), que fornece uma visão importante do uso de mecanismos distintos de financiamento na agricultura. Esse enfoque destaca a heterogeneidade de recursos, tornando-se particularmente apropriado para o estudo de atividades agrícolas. Nós nos aprofundamos na ideia de que os atributos dos ativos envolvidos na produção agrícola geram uma fonte importante de variedade nas atividades do setor e representam um fator importante na escolha de opções de financiamento. A análise de diferenças entre atividades agrícolas, em especial os efeitos dessas diferenças sobre as escolhas de financiamento contribui para a literatura sobre o financiamento, a organização e a governança dessas atividades. Discutimos implicações desse estudo e os passos necessários para a realização de pesquisa empírica. 

Palavras-chave: Especificidade de ativos; Estratégia; Capital próprio externo; Estrutura de capital.

 

Framing sustainability in agro food chains: from mysticism to actual practice
DOI: http://dx.doi.org/10.11132/rea.2013.750

Silvia Morales de Queiroz Caleman
Guilherme Fowler de Avila Monteiro
Adriane Angélica Farias Santos Lopes de Queiroz
José Carlos de Jesus Lopes

Resumo
O objetivo desse trabalho teórico é propor um arcabouço analítico para o estudo de sistemas agroindustriais sustentáveis. Diferentemente da literatura predominante, o estudo analisa a sustentabilidade através de seu caráter sistêmico, no qual agentes econômicos distintos organizam-se para produzir e distribuir bens sustentáveis ao consumidor final. Apoiado nas premissas da Nova Economia Institucional, e inspirado no conceito de netchains, o trabalho introduz o conceito de netsystem: um agrossistema estritamente coordenado, no qual as transações horizontais e verticais desempenham um papel-chave, e no qual o ambiente institucional tem um papel estratégico.

Palavras-chave: Sustentabilidade; Coordenação; Instituições.

 

Regulamentação versus auto-regulamentação publicitária: uma análise institucional aplicada ao mercado de alimentos infantis
DOI: http://dx.doi.org/10.11132/rea.2013.747

Grace Kelly Botelho Pain
Maurício Reinert

Resumo
Muito se tem discutido sobre os méritos de auto-regulamentação de mercado versus regulamentação via Estado. No contexto da propaganda infantil, esse debate tem crescido nos últimos anos (KELLY, 2010; INSTITUTO ALANA, 2012; INSTITUTO PALAVRA ABERTA, 2011). A teoria econômica tem sido utilizada como fundamento para defender a auto-regulamentação publicitária em vez de uma regulação por meio do Estado (INSTITUTO PALAVRA ABERTA, 2011). De outra parte, defensores da regulamentação por meio do Estado argumentam que as consequências da propaganda sobre as crianças são por demais prejudiciais para deixar que o mercado, por meio das próprias empresas e de agências privadas, faça a regulamentação. O objetivo desse trabalho é discutir a regulamentação publicitária de alimentos infantis no Brasil sob a ótica de uma diferente perspectiva sobre o mercado. Essa análise é realizada contrapondo as perspectivas do mainstream1 da teoria econômica e outra perspectiva construída a partir da sociologia econômica e da filosofia política. Três comerciais foram analisados utilizando o software Atlas Ti. A codificação procurou identificar informações e significados transmitidos pelos comerciais. A Teoria Econômica advoga que a publicidade é necessária para uma melhor informação dos consumidores sobre o produto; todavia, nenhum dos comerciais apresentou informação nutricional nem explicações sobre possíveis benefícios ou danos para a saúde. O apelo dos comerciais é ao lúdico e ao imaginário da criança, buscando despertar o desejo e não trazer informação. Pode-se fazer uma analogia do mercado publicitário para alimentos infantis com os mercados tóxicos descritos por Satz (2011), os quais, ao funcionarem de maneira mais eficiente, trariam mais prejuízos do que benefícios para a sociedade. Por outro lado, esse mercado se aproxima mais do que Fligstein (2002) chama de mercado como campo, no qual disputas constroem e transformam o mercado. O argumento da auto-regulamentação é a tentativa de definir concepções de controle que beneficiam as empresas dominantes desse mercado.

Palavras-chave: Sociologia Econômica; Instituições; Mercados; Regulamentação publicitária.

 

Institutional advocacy to encourage the uptake of open access scholarly communication
DOI: http://dx.doi.org/10.11132/rea.2013.748

Ariadne Chloe Mary Furnival
Pedro Oprime

Resumo
Na última década houve uma significativa proliferação mundial de projetos promovendo o acesso aberto (OA) como sendo a modalidade futura de comunicação acadêmica. Vários desses projetos foram capazes de promover a montagem de repositórios institucionais ou disciplinares digitais nos quais os pesquisadores são incentivados a depositar seus artigos, bem como publicar em periódicos com acesso aberto. As questões ligadas à infraestrutura técnica de OA têm sido superadas, em grande parte; entretanto, os proponentes de OA reconhecem cada vez mais a necessidade de lidar com a tarefa igualmente hercúlea, mas mais “leve”, de defesa do OA, e encorajar os pesquisadores e outros grupos de interesse relevantes a incorporar essas modalidades de disseminação e acesso aos fluxos institucionais de trabalho existentes. O desenvolvimento de canais de OA para os produtos de pesquisa exigirá uma mudança das práticas atuais de publicação da comunidade científica, bem como de suas percepções a respeito dos canais de OA. Essa mudança poderá envolver a necessidade de criar incentivos acadêmicos e procedimentos institucionais normativos. Os principais objetivos desse ensaio teórico são os de expor alguns aspectos dos argumentos em defesa de OA, com foco nas linhas teóricas relevantes da literatura de OA, especialmente aqueles que dizem respeito à promoção, gestão de mudanças, aprendizagem organizacional e sociologia da ciência relacionadas à comunicação científica.

Palavras-chave: Comunicação científica; Acesso aberto; Comunidade científica; Promoção do acesso aberto; Cultivo da mudança organizacional.

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