[{"jcr:title":"Digitalização do setor público é crucial para o desenvolvimento sustentável"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Digitalização do setor público é crucial para o desenvolvimento sustentável","jcr:description":"Entre 2003 e 2020, apesar de ter avançado na agenda de governo eletrônico, o Brasil caiu da 41ª para a 54ª posição em ranking de 193 países"},{"subtitle":"Entre 2003 e 2020, apesar de ter avançado na agenda de governo eletrônico, o Brasil caiu da 41ª para a 54ª posição em ranking de 193 países","author":"Ernesto Yoshida","title":"Digitalização do setor público é crucial para o desenvolvimento sustentável","content":"Entre 2003 e 2020, apesar de ter avançado na agenda de governo eletrônico, o Brasil caiu da 41ª para a 54ª posição em ranking de 193 países   Bernardo Vianna     O Índice de Desenvolvimento em Governo Eletrônico (EGDI, na sigla em inglês) é um indicador das Nações Unidas que mede o grau de efetividade dos países-membros na prestação de serviços públicos por meios digitais. A mais recente edição desse estudo foi [divulgada em julho de 2020](https://publicadministration.un.org/egovkb/en-us/Reports/UN-E-Government-Survey-2020) , quando o mundo, diante do distanciamento social imposto pela pandemia da covid-19, buscava soluções digitais para todo tipo de serviço, em especial aqueles cuja gestão cabe ao poder público. Entre as respostas inovadoras dos governos para a crise, estavam os painéis de dados online mantidos pelo Canadá e pela Austrália para compartilhar informações e rastrear a necessidade de ações emergenciais. A China utilizou chatbots para avaliar o risco de contaminação de pacientes, enquanto a Estônia criou um app para que os governos locais pudessem se reunir virtualmente e trocar informações sobre a pandemia. A Croácia desenvolveu “doutores virtuais” com tecnologia de inteligência artificial, e a Inglaterra utilizou o sistema de monitoramento de tráfego de Londres para avaliar o grau de distanciamento social nas ruas da cidade. O processo de [transformação digital do setor público](https://www.insper.edu.br/educacao-executiva/cursos-de-curta-duracao/politicas-publicas/acelerando-a-transformacao-digital-no-setor-publico-2/?utm_source=site_insper&utm_medium=link_materia&utm_campaign=insperpublicas10) , no entanto, é muito anterior à pandemia da covid-19, e as Nações Unidas já o monitoram há quase 20 anos. Desde a virada do milênio, quando a organização internacional estabeleceu seus [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável](https://brasil.un.org/pt-br/sdgs) , o grau de maturidade dos governos eletrônicos é considerado fator-chave para o avanço da agenda global de erradicação da pobreza, de proteção do meio ambiente e de garantia de condições de vida com dignidade para todas as pessoas.   A partir da premissa de que os serviços públicos devem ser acessíveis a qualquer pessoa e que a tecnologia pode contribuir para ampliar esse acesso, o EGDI é calculado levando em consideração três outros indicadores: o índice de oferta de serviços online, o de infraestrutura de telecomunicações e o de recursos humanos disponíveis. Os últimos dois, em especial, impactam países pobres nos quais o acesso à internet é caro e de baixa qualidade e onde a disponibilidade de profissionais especializados é mais escassa, o que resulta em um índice mais baixo no cômputo final. Em 2020, o topo do ranking foi ocupado por Dinamarca, Coreia do Sul e Estônia. O Brasil aparece na 54 ª posição entre os 193 países analisados, colocação pior do que em 2003, ano de início da publicação do EGDI, quando o país estava em 43º lugar. Ao longo desse período, embora a pontuação brasileira tenha aumentado, outros países com grau de desenvolvimento em governo eletrônico semelhante, como Hungria e Turquia, avançaram mais rapidamente na agenda de transformação digital e galgaram posições no ranking. A visualização a seguir mostra, além dos indicadores já mencionados, um outro que é suplementar ao EGDI, o [Índice de Participação Eletrônica](https://publicadministration.un.org/egovkb/en-us/About/Overview/E-Participation-Index) . Seu cálculo leva em consideração a existência de serviços online que facilitem o acesso a informações e dados públicos, que permitam a participação na tomada de decisões sobre políticas públicas e que empoderem o cidadão para que ele participe de tais processos."}]