[{"jcr:title":"Article by Insper M.Sc. student on ChatGPT political bias becomes a reference","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:gestão-e-negócios","cq:tags_2":"area-de-conhecimento:economia"},{"richText":"Coautor da pesquisa que indica a inclinação ideológica da ferramenta de inteligência artificial, Victor Rangel também se dedica à divulgação científica nas mídias sociais","authorDate":"17/04/2025 14h24","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","title":"Artigo de mestrando do Insper sobre viés político do ChatGPT torna-se referência","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Dois artigos acadêmicos de Victor Rangel, aluno do segundo ano do  [Mestrado Profissional em Políticas Públicas](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/mestrado/politicas-publicas)  (MPP) do Insper, tem gerado repercussão internacional. Escritos em coautoria com Fabio Motoki, da Universidade de East Anglia (Inglaterra), e Valdemar Pinho Neto, da Fundação Getulio Vargas, ambos divulgam os resultados de pesquisa que indica a inclinação política das respostas do ChatGPT. A versão original pode ser lida neste  [link](https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0167268125000241/) . Paralelamente à vida acadêmica, Rangel se dedica à divulgação científica nas mídias sociais.   O  [primeiro artigo](https://link.springer.com/article/10.1007/s11127-023-01097-2) , publicado antes de Rangel começar o mestrado, se tornou referência para outras investigações sobre viés político da ferramenta da OpenAI. Logo despertou o interesse da imprensa e gerou reportagens no  [Washington Post](https://www.washingtonpost.com/technology/2023/08/16/chatgpt-ai-political-bias-research/)  e na  [Forbes](https://www.forbes.com/sites/emmawoollacott/2023/08/17/chatgpt-has-liberal-bias-say-researchers/) , dos Estados Unidos, e em diversos jornais estrangeiros e nacionais, como o  [Nexo](https://www.nexojornal.com.br/expresso/2025/01/16/o-chatgpt-e-de-esquerda-ou-direita-o-que-dizem-estudos) . Em 2025, um segundo artigo acadêmico dos três pesquisadores, também sobre o ChatGPT, foi apresentado no brasileiro  [O Estado de S. Paulo](https://www.estadao.com.br/politica/estudo-aponta-vies-mais-a-esquerda-em-respostas-e-imagens-geradas-pelo-chatgpt/)  e no britânico  [The Telegraph](https://www.telegraph.co.uk/news/2025/02/04/chatgpt-shows-left-wing-bias/) , entre outros.   Rangel começou a se envolver com pesquisa acadêmica em 2016, ainda na graduação em Economia, na Fucape, no Espírito Santo. O trabalho final de uma oficina de desenvolvimento de artigos rendeu a primeira publicação em periódico científico, junto com outros autores. Foi uma trajetória curiosa. No ensino médio, ele imaginava ser músico ou astrofísico. Considerando a renda familiar futura, porém, fez vestibular para Administração e acabou optando pela Economia após o fim do ciclo básico. “Escolhi a Economia porque achei intelectualmente mais estimulante”, recorda. “Na época, não sabia muito bem o que um economista fazia, mas aprendi a importância da econometria à medida que estudava e ajudava em consultorias.”   A área de políticas públicas surgiu no radar quando Rangel começou a avaliar as possibilidades de um mestrado, ainda morando em Coqueiral de Aracruz, no litoral capixaba. “Percebi que teria que sair do Espírito Santo para o mestrado e comecei a procurar algo no Rio e em São Paulo”, diz. “Então, vi a grade curricular do MPP e descobri que, como pesquisador, já tinha feito e publicado pesquisa e avaliação em políticas públicas, sem saber que essa área de estudo existia. O MPP era a minha cara. Não vi em outro lugar uma proposta metodológica igual à do Insper, com ênfase em econometria e pesquisa qualitativa.”   Rangel lembra que chegou ao mestrado com um perfil muito técnico, dirigido à econometria. “O MPP mostrou várias lacunas no meu pensamento e na minha formação”, afirma. “Pelo menos para a área de desenvolvimento e avaliação de políticas públicas, a técnica é superimportante, mas a política é que toma as decisões e é o ambiente no qual a gente está atuando. O mestrado abriu a minha mente para novas visões na forma de pensar e fazer pesquisa. A turma é interdisciplinar e diversa, com diferentes pontos de vista, e me enriqueceu demais como pesquisador e avaliador de política.”   Como assistente de pesquisa do Núcleo de Saúde, do  [Centro de Gestão e Políticas Públicas](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/)  (CGPP) do Insper, Rangel contribui na coleta e tratamento dos dados de um estudo sobre mortes fetais. É mais uma experiência que deve ajudar nos planos profissionais mais imediatos de Rangel. “Tenho dois focos: consolidar o meu projeto de divulgação da econometria, porque acho que tem muito potencial para ajudar economistas, estudantes e pesquisadores e, no geral, na formação do Brasil, e fazer um doutorado no Brasil ou no exterior”, diz.   Essa disseminação do conhecimento já é uma realidade nas redes sociais. Rangel produz conteúdo sobre temas relevantes de economia para o perfil  [Econometria Fácil](https://www.instagram.com/econometriafacil/)  no Instagram. Poucos meses depois da viralização de um vídeo, que chegou a 6 milhões de visualizações e milhares de curtidas, o número de seguidores cresceu de 30.000 para os atuais 128.000. O conteúdo inclui, entre outros assuntos, divulgação de pesquisas científicas, lições de econometria e comentários sobre pautas atuais do noticiário, como o recente tarifaço dos Estados Unidos. O Econometria Fácil também é um canal no  [YouTube](https://www.youtube.com/@econometriafacil) .   Sobre a proposta nas redes sociais, Rangel explica: “Depois que terminei a graduação e enquanto trabalhava como cientista de dados, pensei em formas de escalar a divulgação científica. Tirando algumas poucas faculdades no Brasil, os alunos de Economia terminam o curso sem saber resolver problemas e com pouco contato com novas ferramentas da profissão. Então, segui duas linhas que convergem. Uma é de divulgação científica, e a outra é de educação. Seleciono um artigo que foi publicado e mostro, de uma forma simples, como a pesquisa em Economia é útil e relevante para entender a sociedade. Desde então, a coisa evoluiu”.   Se a música virou um hobby, exercitado numa banda cover de rock em São Paulo, a Econometria é uma certeza. “Me sinto feliz com o que faço, porque ser cientista e pesquisador é algo que alimenta a minha curiosidade e pode me levar ainda mais longe”, afirma Rangel. “Estou conseguindo realizar o sonho de estudar em excelentes instituições. Investi na carreira de pesquisador porque queria estar muito preparado quando a minha oportunidade chegar. E sei que ela vai chegar.”  "}]