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As alunas Ellen Coutinho Lião da Silva e Beatriz Borges ZackiewiczAs alunas Ellen Coutinho Lião da Silva e Beatriz Borges Zackiewicz

 

Em parceria com as startups Os Nossos e MABE Bio, ambas lideradas por mulheres, o programa Women in Tech (WIT), do Hub de Inovação e Empreendedorismo Paulo Cunha, está promovendo uma iniciativa que permite a algumas alunas selecionadas dos cursos de Ciência da Computação e de Engenharia de Computação ter acesso ao dia a dia dessas empresas que trabalham com tecnologia.

 

“As duas estudantes escolhidas para minha startup estão trabalhando com nosso time de tecnologia no desenvolvimento de projetos. Elas veem como funciona por dentro nosso código, sistema e tecnologia, auxiliando nossos profissionais, com o acompanhamento do CTO [chief technology officer]”, destaca Dora Awad, fundadora da startup Os Nossos, que oferece um aplicativo de gestão compartilhada de filhos e de pets. “Esse projeto em parceria com o Insper incentiva as mulheres a serem desenvolvedoras, a fazerem parte do universo da tecnologia, que ainda carece de participação feminina”, completa.

 

O app criado pela startup de Dora é voltado para pais que se separaram e precisam tomar decisões sobre pagamentos, agenda e rotina envolvendo seus filhos. A mesma dinâmica se aplica aos pets, cuja guarda compartilhada exige uma organização por parte dos tutores. “O aplicativo está voltado tanto para o mercado B2C quanto para o B2B. Isso porque, além de chegar aos próprios consumidores, nossa solução pode ser oferecida pelas empresas aos seus colaboradores como um benefício, pelos advogados de família aos seus clientes e, no futuro, pelos tribunais aos cidadãos, já que nosso objetivo é evitar a judicialização dessas questões, viabilizando a gestão delas por meio da nossa tecnologia”, explica a empreendedora.

 

Para Beatriz Borges Zackiewicz, aluna que participa dessa iniciativa, atuando na startup Os Nossos, a experiência tem sido muito positiva para entender programação na prática. “Estou trabalhando na parte de front-end do aplicativo, desenvolvendo os painéis de controle. Além dos desafios próprios desse trabalho, o que inclui como se comportar no ambiente profissional e lidar com colegas e líderes, tenho observado de perto as dores e as necessidades de uma startup”, afirma. Segundo Beatriz, o conhecimento teórico da sala de aula com os aspectos práticos do programa do WIT tem sido muito relevante para seu aprendizado.

 

 

Alternativa ao couro animal

 

Já a startup MABE Bio, que tem como cofundadoras Rachel Maranhão e Marina Belintani, está em seu segundo projeto em parceria com o Insper. O primeiro foi relacionado ao trabalho de resolução de problemas, com a obtenção de ótimos resultados que contribuíram para a efetivação de alguns alunos participantes do programa. 

 

“Sou entusiasta das parcerias com o Insper, pois elas resultam em uma rede interessante de apoio”, comenta Rachel. Sua empresa é uma greentech que desenvolve novos materiais, como bolsas, a partir de plantas. “É uma alternativa ao couro animal que é feita com plantas em um cenário de sustentabilidade, o que se mostra positivo para o meio ambiente”, diz. Segundo a empreendedora, o projeto com o WIT tem como escopo melhorar as ferramentas de gestão e os dados internos sobre plantas e biomateriais. “O projeto está evoluindo bem com as alunas demonstrando conhecimento, proatividade e interesse”, observa.

 

Uma dessas estudantes é Ellen Coutinho Lião da Silva, que considera enriquecedora a experiência de participar de um negócio em formação pela possibilidade de entendê-lo do zero. “Quando estamos em uma empresa mais consolidada, tudo está estruturado, com nosso papel de manter isso. Já em uma startup, temos a responsabilidade de trazer as ferramentas mais adequadas, mais inovadoras, para construir as coisas desde o início”, comenta. 

 

“Outra demanda é extrair, por meio da visualização gráfica, os KPIs (indicadores) dos relatórios da startup para que possam ser analisados pelos fundos de investimentos. A ideia é tornar o processo por trás dos relatórios mais automatizado, com os indicadores de negócio na palma da mão”, completa. Faz parte disso um mapeamento dos fundos de investimentos, com informações diversas como onde investem, o último contato que as sócias tiveram com eles e o país de origem do fundo.

 



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