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Análises, notícias e reportagens sobre o agronegócio.
Esta newsletter é uma iniciativa vinculada ao Centro de Gestão e Políticas Públicas

Edição 6 ● 4 de maio de 2022
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Os países da ex-União Soviética terão um futuro agroexportador?
Com as estruturas do comércio internacional abaladas pelo conflito entre a Rússia e a Ucrânia, o agronegócio dos países da antiga URSS ganhou holofotes globais. Há grande potencial, mas também enormes desafios
Plantação de girassóis
Plantação de girassóis na Ucrânia

Historicamente, países da Europa Oriental e da Ásia que fizeram parte da União Soviética, liderada pela Rússia, enfrentaram dificuldades em cobrir as demandas por alimentos de suas populações, o que, por sua vez, fomentou esforços para o desenvolvimento da produção agropecuária local ao longo do tempo.

Durante o passado comunista, a prioridade na região foi a produção industrial. Já no campo, os planos de coletivização falharam grosseiramente em mudar velhos e ineficientes padrões de produção. No entanto, após a queda do Muro de Berlim e a dissolução da União Soviética, houve mudanças significativas.

Alguns países pleitearam o acesso à União Europeia para poder usufruir dos subsídios da Política Agrícola Comum e modernizar os seus setores agropecuários. No entanto, o que tem se destacado nos últimos anos é o crescimento da produção em países que não aderiram à UE, com destaque para os dois países que estão atualmente em conflito — Rússia e Ucrânia. Os demais países da região vêm apresentando crescimento mais tímido.

Gráfico:

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SUSTENTABILIDADE
“Agropecuária brasileira tem a responsabilidade de garantir a segurança alimentar e ajudar na descarbonização”
Mariane Crespolini, doutora em desenvolvimento econômico e ex-diretora no Ministério da Agricultura, fala sobre tecnologias que ajudam a tornar a produção brasileira mais sustentável
Mariane Cespolini
Mariane Crespolini

Ex-diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, cargo que deixou recentemente, Mariane Crespolini liderou a equipe responsável pela construção da segunda etapa do Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), com as metas para o período 2020-2030. Conforme o balanço da primeira etapa, de 2010 a 2020, a estimativa é que a agropecuária brasileira tenha mitigado 170 milhões de toneladas de carbono equivalente. Em área, 52 milhões de hectares adotaram uma das tecnologias fomentadas pela política pública.

Na segunda etapa do programa, conhecida como ABC+, o objetivo é reduzir as emissões de carbono no setor agropecuário em 1,1 bilhão de toneladas. Mariane acredita que a adoção de tecnologias como os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) tem potencial para recuperar pastagens degradadas, garantir segurança alimentar e avançar em sustentabilidade.

“Todas as tecnologias do ABC precisam, primeiramente, melhorar a renda do produtor. O segundo ponto é mitigar carbono. E o terceiro é promover uma agropecuária mais resiliente à mudança do clima”, disse Mariane em entrevista.

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CAPACITAÇÃO
Curso Gestão e Governança no Agronegócio inicia nova turma em maio
O engenheiro agrônomo Carlos Ortiz, coordenador e docente do curso, destaca a importância de equilibrar desempenho, crescimento e risco
Gestão agronegócio

A complexidade e a escala do agronegócio brasileiro demandam o aperfeiçoamento no nível e no preparo de suas lideranças. Novos riscos, exigências de capital e habilidades específicas estão surgindo com a crescente digitalização das operações agrícolas. Essa tendência torna ainda mais premente a necessidade de sofisticação dos executivos e dirigentes do agronegócio.

O curso online Gestão e Governança no Agronegócio, que começa em 9 de maio, foi desenhado de modo a fornecer aos alunos os conceitos teóricos e, ao mesmo tempo, o ferramental prático que lhes permitirá conduzir o negócio de forma mais eficiente e com níveis de riscos sustentáveis. O engenheiro agrônomo Carlos Ortiz, coordenador e docente do curso, dá mais detalhes sobre o programa.

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ACONTECE NO INSPER
    Análise de Stakeholders em Monitoramento e Avaliação de Impacto
12 de maio | 9h

O Insper Metricis promove sua 26ª Oficina de Impacto Socioambiental, com o tema Análise de Stakeholders em Monitoramento e Avaliação de Impacto. O evento online contará com apresentações de Mariana Almeida, superintendente da Fundação Tide Setubal, e Marcelo Marchesini da Costa, analista de políticas públicas e gestão governamental na Prefeitura de São Paulo.

    Bate-papo com José Guidi sobre o Labirinto das Obras Públicas
12 de maio | 19h

O Comitê Alumni de Gestão e Políticas Públicas (CAGPP) promove um Bate-papo com José Guidi sobre o Labirinto das Obras Públicas. Engenheiro e especialista em gestão pública, Guidi discutirá como o rigor excessivo na regulação e o temor de responsabilização de agentes públicos afetam o ambiente de obras públicas no país. Participa do bate-papo o professor e pesquisador Marcelo Marchesini da Costa.

CASO VOCÊ TENHA PERDIDO...
Os riscos da transição energética global e as oportunidades para o Brasil
O mundo busca uma matriz de energia mais limpa para reduzir as emissões, mas a guerra entre a Rússia e a Ucrânia traz incertezas ao setor. O Brasil se encontra em uma situação mais confortável pelo amplo uso de renováveis. Mas e no futuro?
Emissões da agropecuária brasileira: ameaça ou oportunidade?
A necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa do setor cria possibilidades para aprimorar os sistemas de produção de carne, o manejo do solo e o uso de resíduos orgânicos
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