O que a engenharia do Insper tem de diferente?

Com laboratórios high-tech e um curso que preza pela parte prática, o Insper visa formar profissionais com as qualidades que o mercado procura

O mercado precisa de engenheiros. Mais do que uma frase clichê, isso é um dado comprovado. Para atender à demanda atual das empresas, o Brasil precisaria quitar um déficit de 20 mil profissionais, segundo o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea). Porém, não é qualquer engenheiro que pode preencher essa lacuna. As indústrias estão atrás de um perfil diferenciado. Além do conhecimento técnico, elas procuram alguém que possa trabalhar em equipe, tenha veia de empreendedor e consiga se adaptar à dinâmica interna.

Como não existia uma faculdade que oferecesse um curso completo com todos esses requisitos, o Insper resolveu encarar o desafio. Para formar uma grade que misturasse na medida certa a parte prática com a teórica, a instituição se inspirou na Olin College. A faculdade localizada em Needham, Massachusetts (EUA), nasceu em um lugar com fortes concorrentes, como o MIT (Massachusetts Institute of Technology). Para driblar a competição, eles desenvolveram uma proposta de curso diferente. Lá, o “mão na massa” é um princípio básico. E é exatamente essa metodologia que o Insper trouxe para o Brasil.

 

 

Modelo acadêmico

Com excelentes graduações em engenharia espalhadas pela cidade de São Paulo e arredores, a proposta do Insper é trazer algo distinto e que incorpore as necessidades do mercado. Sendo assim, o curso da instituição aposta em quatro grandes diferenciais. Para começar, eles aplicam o conceito “aprender a aprender”, segundo o qual o engenheiro não deve parar de estudar após sair da faculdade e precisa acompanhar as mudanças de mercado e tecnologia para evoluir continuamente. Outro ponto é o foco em design. A instituição acredita que o profissional deve entender às necessidades da sociedade para entregar o que ela realmente precisa.

“Também trazemos o empreendedorismo para a sala de aula, pois, mesmo que o aluno não pretenda fundar uma empresa, é importante entender a viabilidade econômica dos produtos da companhia para qual ele está trabalhando”, explica Fabio Roberto de Miranda, professor de engenharia de computação no Insper. “Por fim, o estudante deve ter o que chamamos de ‘consciência de contexto’. Isso significa que ele precisa entender que pontos de vista envolvem um projeto para poder avaliar qual a melhor forma de entregá-lo”.

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Fabio Roberto de Miranda, professor de engenharia de computação no Insper

Além dos conceitos de ensino, outro diferencial do Insper são os laboratórios. Mais do que chamar a atenção de quem visita o prédio por terem sido construídos em containers coloridos, eles são dotados de alta tecnologia e contam com equipamentos reais, não desenvolvidos apenas para ensino. Dois espaços merecem destaque: o FabLab, que permite experiências em fabricação com componentes mecânicos e eletrônicos; e o TechLab, um laboratório high-tech de manufatura.

“Em nosso curso, o aluno não vai até o local para ver o professor ou técnico fazer alguma coisa. Ele vai lá e faz. Nós os preparamos para usarem de fato os equipamentos adotados pela indústria”, comenta Maurício Silva Ferreira, professor de engenharia mecânica no Insper.

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Maurício Silva Ferreira, professor de engenharia mecânica no Insper

O Insper oferece cursos para três áreas: mecânica, mecatrônica e computação. “O primeiro é voltado para a parte de projeto e elaboração de produtos mecânicos. O segundo, por sua vez, traz um pouco de eletrônica e informática. Ele tem conhecimentos voltados para automação, instrumentação, sensores. São cursos que andam juntos até o final do segundo ano, quando se passa a ter projetos específicos para cada um”, conta Alex Camilli Bottene, professor de engenharia mecânica e mecatrônica no Insper.

Em engenharia de computação, o foco está no desenvolvimento de sistemas. A proposta é criar softwares que vão desde um simples aplicativo para celular até programas complexos que controlam equipamentos industriais.

 

Mais prática na grade

“É difícil absorver o conteúdo tendo em mãos apenas a teoria. Até porque, na hora de usá-la, você pode não saber o que fazer, seja porque aprendeu há muito tempo ou porque simplesmente não ensinaram a tirá-la do papel”, diz Maria Clara Lorenzetti Luques, estudante de engenharia mecatrônica no Insper. “Aqui, por exemplo, nós aprendemos circuito de forma teórica na sala de aula, mas fomos além e também tivemos a oportunidade de construir um modelo. Ter os laboratórios e essa parte prática desde o primeiro semestre é ótimo”.

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Maria Clara Lorenzetti Luques, estudante de engenharia mecatrônica no Insper

Gabriel Goichman Caruso França, estudante de engenharia mecânica no Insper, concorda com Maria Clara. “Eu converso com amigos que fazem o mesmo curso em outras faculdades. Sempre pergunto o que eles estão aprendendo, e a resposta é algo do tipo: ‘tive cálculo três’. Agora, se você fizer a mesma pergunta para um aluno do Insper, ele dirá o que realmente fez no semestre, como uma estação meteorológica capaz de coletar dados no Insper e mandar via wi-fi para o computador de casa”, conta.

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Gabriel Goichman, estudante de engenharia mecânica no Insper

Por falar em projetos criados pelos alunos do Insper, a turma do segundo ano foi instigada a fazer um maquinário do zero. “Demos o desafio de produzir um equipamento que fosse capaz de reaproveitar polímeros, um problema real da sociedade”, conta Alex. Hoje, quem visitar o Tech Lab encontrará duas máquinas produzidas pelos estudantes. Uma pega os retalhos de plástico que sobraram de cortes feitos com impressoras 3D. A outra recicla esse material e possibilita que ele seja usado novamente pelas máquinas.

“Se um aluno quiser estudar a teoria de determinado assunto, ele consegue comprar online um livro e, eventualmente, no dia seguinte o produto estará em sua casa. É claro que um bom curso e um professor qualificado podem agilizar esse processo de aprendizado. Porém, na parte prática, se ele não tiver um contato mínimo com o ferramental básico da engenharia e os processos básicos na faculdade, ele ficará perdido. Isso não dá para aprender sozinho”, revela Maurício.

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Alex Camilli Bottene, professor de engenharia mecânica e mecatrônica no Insper

 

Portas abertas para o mercado

Embora o curso do Insper ainda não tenha alunos formados – a primeira turma de engenharia conclui os estudos em 2019 –, o mercado já está de olho neles. “Temos empresas que ofereceram estágios de férias aos nossos estudantes e o feedback tem sido muito bom. Os alunos trabalharam bem e conseguiram se adaptar e complementar o conhecimento ao colocar o ‘aprender a aprender’ fora da faculdade. Sem contar que eles estavam sempre comprometidos com a entrega do produto ou projeto daquelas equipes”, conta Fabio.

Uma destas empresas é a Cummins. A fabricante de motores a diesel e geradores doou um motor para o Tech Lab do Insper e pretende estreitar os laços com os futuros engenheiros. “Passamos da etapa em que o estagiário era um suporte. Não existe mais essa de servir café e tirar cópias. Hoje, todo mundo tem um papel para executar”, diz Mirelle Braghini, supervisora de recrutamento e seleção da companhia para a América Latina. “O Insper tem essa sede de que o aluno tenha um lado prático e oferece a chance de entrar no mercado um pouco mais experimentado, o que é ótimo para nós”.

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Mirelle Braghini, supervisora de recrutamento e seleção da companhia para a América Latina

Com um conselho de engenharia formado por pessoas do meio acadêmico e industrial, o Insper analisa o mercado para construir um curso adequado ao que as empresas procuram. Conhecimentos técnicos e práticos balanceados e uma graduação recheada de experiências é a fórmula que a faculdade usa para criar a nova engenheira e o profissional que construirá o futuro. Faça parte!

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