[{"jcr:title":"Caderno Praxis - Mestrado Profissional em Políticas Públicas"},{"richText":"Relação entre teoria e prática, fundamental para a formação humana.  ","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/pesquisa","title":"Caderno Praxis - Mestrado Profissional em Políticas Públicas","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"laranja - turquesa - vermelho"},{"themeName":"laranja - turquesa - vermelho"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Os Cadernos Praxis Insper refletem o impacto dos programas de [Mestrado Profissional](/content/insper-portal/pt/cursos/pos-graduacao/mestrado.html) que focam no desenvolvimento de uma produção discente com rigor acadêmico, porém com aplicações práticas e relevantes para as organizações.   Os sumários das dissertações produzidas nos programas de Mestrado Profissional em Políticas Públicas podem ser consultados abaixo, oferecendo uma visão abrangente das pesquisas desenvolvidas e de sua contribuição para a integração entre conhecimento acadêmico e aplicação prática."},{"text":"Bruno Almeida dos Santos Barros Título: Menos é mais? O impacto da heterogeneidade nos consórcios intermunicipais no Brasil.  Orientação:  Marcelo Manchesini da Costa Palavras-chave:  gestão pública colaborativa; consórcios intermunicipais; análise de sobrevivência."},{"title":"Resumo","children":"Não é novidade o estresse fiscal vivido pelo setor público no Brasil. Nos últimos anos, nos acostumamos a ver notícias sobre as dificuldades na prestação de serviços públicos no Brasil, como a falta de leitos em hospitais ou a baixa cobertura da rede de saneamento básico. Estes problemas possuem impacto direto na população e trazem reflexos negativos em diferentes áreas. A baixa cobertura da rede saneamento básico em algumas regiões causou, por exemplo, 273 mil internações em 20191 e pode atrapalhar o desenvolvimento cognitivo e emocional de crianças.    Este contexto, se comum ao longo da história brasileira, tem sido influenciado por alguns fatores, entre eles a descentralização que resultou da Constituição Federal de 1988 e a fragmentação territorial. A Constituição de 88, além de assegurar direitos universais à população, impôs uma descentralização de responsabilidades e deveres para os municípios. Ao mesmo tempo, ocorreu um período de fragmentação no Brasil, com o surgimento de novos municípios.    Atualmente, como possíveis alternativas para melhorar a entrega de serviços públicos municipais podemos citar a fusão de municípios, que segue na contramão do que vemos no país hoje, e a privatização dos serviços, buscando parceiros no setor privado. Se a fusão dos municípios demanda coordenação e interesse político que parece não haver, a privatização encontra outros obstáculos. Além do estresse fiscal vivido por boa parte das cidades do país, dada a fragmentação ocorrida, os menores municípios não representam grandes mercados e assim não encontram parceiros interessados.     Assim, uma alternativa parece ser cada vez mais atrativa para pequenos municípios: o consorciamento intermunicipal. Consórcios intermunicipais são a união de diferentes municípios para a resolução de problemas que não conseguiriam resolver de forma individual, ou seja, para o fornecimento de serviços públicos em conjunto. Eles buscam então, através de ganhos em escala, a diminuição dos custos e melhoria nos serviços públicos. No Brasil, os principais expoentes desse modelo atuam nas áreas da saúde, do meio ambiente e de resíduos sólidos.    Apesar de fenômeno relativamente recente no Brasil, consórcios são alternativas de gestão muito praticada nos países da União Europeia e nos Estados Unidos, e colecionam evidências de sua eficiência e eficácia. Então, partindo da premissa que consórcios são alternativa relevante para o gestor público, se faz pertinente entender quais fatores impactam sua longevidade. São fatores que podem impactar a longevidade de um consórcio, e sua atuação, a heterogeneidade dos consórcios (QUIAN; WARNER, 2014), definido pelo número de entes (BLAKA; JACOBSEN; MORKEN, 2021) e por uma análise financeira dos municípios consorciados através do PIB per capita municipal (BEL; WARNER, 2016), o número de áreas fim de um consórcio (STEAD; MEIJERS, 2009), e questões territoriais (BEL; WARNER, 2016) e de engajamento político (DIEGUEZ, 2011) através da internet. Em análise recente realizada pelo autor, foi identificado que a heterogeneidade dos municípios e questões territoriais não impactam a longevidade de um consórcio, o número de áreas fim aumenta o risco de dissolução de um consórcio e que consórcios politicamente engajados apresentam menor risco. Estes resultados trazem importantes reflexões para municípios e para gestores de consórcios públicos existentes que incluem o processo de escolha dos parceiros para um arranjo cooperativo, a composição da força de trabalho do consórcio e como se relacionar com a comunidade e com atores políticos.     Como os resultados mostram o número de entes consorciados e sua diferença no PIB per capita municipal não impactam a longevidade de um consórcio, mostra-se necessário avaliação profunda no momento da escolha dos parceiros, para entender quais os recursos cada parceiro traz para a mesa. Outro ponto de atenção é a força de trabalho. Ter diferentes ramos de atividade requer maior força de trabalho, e um número maior de habilidades diferentes. A dificuldade em prover estes recursos podem prejudicar a longevidade de um consórcio. Por último, a análise reforça a importância do consórcio em engajar os cidadãos através da internet, que pode assim reforçar sua legitimidade e permitir uma jornada mais estável e longeva.   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/2f97e0d5-c521-4aee-bcdb-4eecf82468b5) ."},{"text":"João de Souza Trigo  Título: Eleições, redistribuição democrática e o uso de paraísos fiscais.  Orientação:  Lucas Martins Novaes Palavras-chave:   Paraísos Fiscais; Evasão Fiscal; Offshores; Democratização; Redistribuição; Eleições; Ciclos Eleitorais; Teoria Partidária"},{"title":"Sumário Executivo","children":"Em democracias, governos de esquerda estão associados a menores taxas de desemprego e a maiores números de inflação. Essa relação é mais frequentemente observada pois partidos de esquerda são mais comprometidos com políticas públicas de geração de emprego e de maior redistribuição social. Para bancar um provável aumento dos gastos públicos decorrentes das políticas de redistribuição, espera-se que os partidos de esquerda promovam um aumento na carga tributária do país.    Como governos de esquerda divergem de grande parte das propostas econômicas que muitos investidores e as elites propõe, quando são eleitos costumamos observar três movimentos no sistema financeiro: 1) a fuga de capitais, quando investidores retiram os aportes na bolsa de valores de um país; 2) a depreciação do valor da moeda local; 3) e o aumento do preço dos títulos de dívida pública sobre o entendimento dos investidores que governos de esquerda podem aumentar a dívida pública, através da emissão de mais títulos, para financiar a maior redistribuição social. Parte do desinvestimento que pode ser observado, pode se originar de um aumento na evasão fiscal. As elites econômicas e grandes multinacionais podem antecipar que um eventual aumento tributário irá incidir mais fortemente sobre os lucros e patrimônio de forma geral e, como forma de se garantirem a esse aumento, busquem esconder seus ativos em contas e empresas offshore em paraísos fiscais. Os paraísos fiscais são jurisdições que deliberadamente criam legislação para facilitar as transações realizadas por pessoas que não residem em seus domínios, com o objetivo de evitar a tributação e/ou regulamentações, que facilitam ao fornecer um véu de sigilo legalmente respaldado. Para se ter uma noção do impacto que essas jurisdições causam, estima-se que em 2007, metade do estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) do Brasil estava localizado em apenas três paraísos; em 2009 dois terços do estoque de IED da Rússia estava em quatro paraísos; ao passo que em 2011, 74% de todo o IED chinês estavam registradas em três paraísos fiscais.    Analisar a relação entre as eleições e a variação na taxa de evasão fiscal é uma abordagem nova e não explorada na literatura acadêmica para entender as consequências do desinvestimento de elites após a esquerda vencer as eleições. Muitos estudos já foram realizados analisando o que se chama de ciclo eleitoral, ou seja, como a economia de um país pode ser ditada tendo em vista as eleições. Resumidamente, essa abordagem defende que ganhar as eleições é o objetivo político primordial em democracias. Por este motivo, governos incumbentes, independentes de ideologias partidárias, tentarão influenciar os eleitores ao implementarem programas econômicos expansionistas, que fomentam o crescimento econômico e diminuem o desemprego em períodos pré-eleitorais. Em contrapartida, após as eleições, políticas e reformas de austeridade fiscal e controle de inflação seriam tomadas para equilibrar a economia.    De forma similar, porém adicionando o elemento da ideologia partidária, a relação entre a eleição de governos de esquerda com um aumento na carga tributária pode ser justificada por essas suposições citadas. Como os dados do total evadido em impostos por meio de offshores são muito dificeis de se obterem, por se tratar de uma atividade ilegal, utilizo uma medida que serve como uma aproximação para essa relação. Ao invés do montante total, utilizo o número de offshores abertas por determinado país em determinado ano. Contudo, após montar uma base de dados em painel com 107 países em 45 anos, os resultados das regressões não corroboram a tese de que a eleição de governos de esquerda acarretam em um aumento da evasão fiscal.    Mesmo sem relevância estatística e sem confirmar a hipótese, os resultados podem indicar ao menos três caminhos: 1) que a esquerda pode estar de certa forma “pacificada” pela elites econômicas e não há uma urgência imediata por abrir offshores após o resultado eleitoral; 2) que há outros caminhos a serem explorados na relação entre ideologia partidária, política econômica e o uso de paraísos fiscais, como analisar aspectos das diferenças do tipo de regime entre democracias e autocracias; 3) que os dados disponíveis e utilizados neste estudo não são suficientementes representativos de todo o universo do mercado de offshores, embora haja bons argumentos para acreditar que são suficientes.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/1de242e6-48d9-4b4d-89b7-117e87d14928)"},{"text":"Luis Ricardo Bernardo Ramos da Silva Título:  Os arranjos institucionais nos projetos de pagamento por serviços ambientais hídricos no Brasil: os casos de Extrema/MG e da bacia dos rios Orientação:   Bianca Margarida Damin Tavolari. Palavras-chave:  pagamento por serviços ambientais; pagamento por serviços ambientais hídricos; arranjos institucionais; estruturas de governança."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O meio ambiente figura hoje como importante pauta internacional, ainda mais quando associada sua proteção aos eventos climáticos decorrentes do aquecimento global, além, é claro, de recentes estudos que demonstram a importância da Amazônia para o controle da temperatura do planeta.   No intuito de conciliar o desenvolvimento com a preservação do meio ambiente, alguns mecanismos econômicos surgiram com a finalidade de potencializar a ação voluntária de particulares atuarem com práticas preservacionistas. Um desses mecanismos é o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que, em que pese ter sua legislação específica promulgada apenas recentemente - a Lei da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (Lei nº. 14.119, de 13 de janeiro de 2021) – é um instrumento já bastante consolidado no Brasil e no mundo. No entanto, não são todos os projetos de PSA que lograram êxito, uma vez que alguns projetos não atingiram os resultados pretendidos, tanto do ponto de vista institucional quanto do ponto de vista ambiental.   Dito isso, esta dissertação busca analisar três projetos brasileiros de PSA, sob o prisma de seus arranjos institucionais, para encontrar as diferenças e semelhanças que o fizerem atingir diferentes resultados. Para tanto, parte-se de uma análise comparativa da estrutura, o mecanismo de funcionamento e os resultados atingidos pelos projetos de PSA propostos, de forma que, posteriormente, foi possível mapear possíveis forças e fragilidades nos seus arranjos institucionais, impactando, portanto, na política pública.   Por meio desse método, pode ser possível estabelecer uma diretriz para análise e avaliação de outros projetos de PSA, bem como auxiliar na formulação de novos projetos que tenham impacto positivo no meio ambiente e na sociedade.   Assim, esta dissertação buscou a análise de 3 (três) diferentes projetos em curso, capitaneados por 3 (três) entes diferentes. São eles: (i) Conservador das Águas, pelo município de Extrema, no estado de Minas Gerais; (ii) Projeto Piloto Produtor de Água, pelo consórcio de municípios da Bacia Hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), no estado de São Paulo, e; (iii) PSA Bacia do Rio Miringuava, implementada pelo Estado do Paraná no município de São José dos Pinhais. Em um primeiro momento, através de uma análise comparativa, objetiva-se constatar quais são as similaridades e diferenças entre seus arranjos institucionais. Com isso, verificar-se-á os diferentes tipos de arranjos institucionais possíveis e se eles têm relação com a efetividade de cada projeto, tendo como base um critério de eficiência ambiental, composto pelas variáveis espaço temporal entre criação e implementação do projeto X número de contratos firmados X metas/objetivos de preservação/restauração. Posteriormente, para fins de avaliação final, definiu-se 3 critérios: (i) a existência de arranjo institucional (definido por lei ou projeto); (ii) a existência de contratos firmados, e; (iii) os resultados obtidos em relação às metas de cada projeto. Com esses critérios, foi possível definir se os projetos foram/são: (i) muito satisfatório; (ii) satisfatório, e; (iii) pouco satisfatório.   Desse método de análise, foi possível constatar importantes diferenças entre os projetos, que podem ter colaborado para seus resultados.   Ressalta-se algumas questões que sobressaem da análise realizada, quais sejam: (i) enforcement decorrente de legislação específica; (ii) articulação com importantes stakeholders, como ONGS e companhia de saneamento local; e (iii) participação popular, com a inclusão dos proprietários rurais alvos da política pública.   Outra constatação desta dissertação é a escassez de dados de projetos de PSA no Brasil, o que se espera que seja sanada com a determinação legal trazida pela Lei da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (Lei nº. 14.119, de 13 de janeiro de 2021).   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/44c11488-029c-4a33-a5b0-9c87b11a2b66)"},{"text":"Maria Clara Mancilha Silva Título: Os efeitos da Estratégia Saúde da Família sobre a educação infantil Orientação:   Naercio Aquino Menezes Filho. Palavras-chave:  Matrículas, Alfabetismo, Atenção básica de saúde, Primeira infância, Programa de visitas."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O programa Estratégia Saúde da Família (ESF) integra a reestruturação da Atenção Básica de Saúde no Brasil e objetiva sistematizar ações descentralizadas e preventivas no sentido da promoção do acesso universal à saúde, abrangendo a população mais vulnerável dos municípios brasileiros. Através de visitas domiciliares e ações nos postos de saúde, a ESF aproxima a equipe de saúde ao usuário e sua família, aumentando adesão do usuário aos tratamentos e contribuindo significativamente para diminuição da pressão da superlotação nos hospitais públicos.   Programas de visitas baseados na comunidade e na família, como a ESF, têm chamado atenção em função de seu baixo custo, simplicidade e comprovada efetividade. No Brasil, avaliações de impacto já realizadas da ESF apontam um efeito redutor grande das taxas de mortalidade infantil, fetal, adulta e materna, além da redução na taxa de fertilidade, principalmente entre mulheres com menor escolaridade.   Evidências de estudos advindos de vários campos também indicam que indivíduos são mais sensíveis a estímulos no início da vida (0-6 anos), com respostas mais ágeis e duradouras às intervenções. Estas pesquisas, com destaque ao trabalho de James Heckman, reúnem descobertas sobre os primeiros anos de vida e têm sido referência na execução de políticas públicas em muitos países. Programas de Primeira Infância (PI) apresentam a mais alta taxa de retorno de investimento comparada às outras fases da vida (7% a 10% a.a.), além de atuarem na redução da desigualdade de oportunidades, favorecendo a mobilidade social e potencializando investimentos futuros.   A presente tese avalia os efeitos indiretos da ESF na educação infantil, observando o impacto sobre o número de matrículas na creche, na pré-escola e sobre o desempenho na Avaliação Nacional de Alfabetismo (ANA). Através de um design longitudinal, a pesquisa acompanha coortes de crianças nascidas em diferentes anos em todas as 5.505 áreas mínimas comparáveis do Brasil.    O estudo evidencia a relevância da ESF na maior frequência escolar na pré-escola e melhoria do indicador de alfabetização, favorecendo o estímulo adequado e mais equitativo no começo da vida. De forma inesperada, o efeito indireto da ESF nas matrículas em creches é negativo, indicando que crianças de 0 a 3 anos permanecem mais tempo com seus cuidadores. Segmentando esse efeito por filhos de mães com maior e menor escolaridade, observamos que o efeito negativo é relacionado a filhos de mães mais educadas. Entre aquelas com menor escolaridade, o efeito é positivo, indicando um aumento no número de matrículas em creche para esse grupo.   A diminuição das matrículas na creche levanta importantes discussões sobre a qualidade do serviço provisionado e da provável relevância do papel do visitador na decisão de manter a criança no ambiente domiciliar ou na creche. O aumento das matrículas na pré-escola demonstra coerência tanto com a obrigatoriedade do ingresso no ensino básico aos 4 anos, quanto no estímulo que alimenta o melhor desempenho educacional posterior, resultando em melhores notas na ANA, por exemplo. Também é observado um aumento das notas de matemática da ANA, um fator interessante em função das evidências relacionadas ao maior grau de dificuldade de aprendizagem da disciplina no contexto domiciliar, frisando a relevância da frequência na pré-escola.   Os resultados obtidos ampliam a importância do programa para além do sucesso verificado nas variáveis de saúde, com efeitos também na educação infantil, fase determinante no desenvolvimento cognitivo e emocional humano. Ainda, aponta um potencial de expansão de enfoque, com a possibilidade do aumento do impacto nas variáveis estudadas se as visitas também endereçassem, formalmente, questões básicas focadas em parentalidade e relacionadas ao cuidado e à conscientização da importância dos primeiros anos da vida da criança.   O trabalho evidencia o potencial integrativo da ESF em consequência de seus efeitos diretos e indiretos. Políticas públicas de saúde, educação e assistência social, principalmente quando falamos em primeira infância, possuem necessidade de intersetorialidade e a ESF mostra-se uma oportunidade viável neste sentido considerando seu já amplo alcance e a própria formação da equipe de saúde.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/9311ba17-4c1f-4b22-9fab-30cc1814410e)"},{"text":"Marina Mendes Rodrigues Ribeiro Título: Da teoria à prática um estudo de caso do Primeira Infância Melhor: fatores contextuais e processuais na elaboração da Teoria da Mudança. Orientação: Sérgio Giovanetti Lazzarini Palavras-chave:   Teoria da Mudança; Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas; Reforma da Gestão Pública; Administração Pública."},{"title":"Sumário Executivo","children":"A administração pública busca beber de fontes diversas em um esforço de dar respostas aos problemas sociais que enfrenta (SECCHI, 2014). Nas últimas décadas, uma ferramenta de gestão se popularizou com a proliferação de intervenções complexas: a Teoria da Mudança (MACKENZIE; BLAMEY, 2005). Ela pode ser definida como um diagrama que descreve a cadeia de potenciais relações causais, demonstrando como ações ou intervenções podem resultar em mudanças valorizadas pela população-alvo (IMAS; RIST, 2009; MAYNE, 2017; METRICIS, 2019; ROGERS, 2014). Uma boa Teoria da Mudança pode ajudar a projetar metas mais realistas, esclarecer responsabilidades e estabelecer um entendimento comum das estratégias a serem usadas para atingir os objetivos. Para que a ferramenta cumpra tais funções, é preciso que seja bem elaborada.   Existem muitos guias e livros práticos que apresentam o conceito de Teoria da Mudança e sugerem como a ferramenta pode ser construída. Nota-se, no entanto, uma lacuna no que tange identificar e elaborar quais são os fatores contextuais e processuais que podem afetar a construção de uma Teoria da Mudança, especialmente no contexto brasileiro. A identificação e explicação de tais fatores contribui para munir gestores a fazer melhores escolhas para definir quando e como a Teoria da Mudança será elaborada, potencialmente influenciando a qualidade dos resultados esperados com ela.   Neste trabalho, busca-se preencher essa lacuna, respondendo à pergunta de pesquisa “quais são os fatores contextuais e processuais que podem afetar a construção de uma Teoria da Mudança?” e identificar de forma abrangente e clara tais elementos. Para tal, apresenta-se um framework conceitual que contém fatores retirados da literatura de gestão pública, estratégia e Teoria da Mudança, posteriormente complementado a partir de um estudo de caso prático da experiência do Primeira Infância Melhor (PIM). O programa, criado em 2003 pela Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, desenhou uma Teoria da Mudança entre 2020 e 2021.   Os resultados do estudo de caso, mostram que todos os cinco fatores contextuais identificados na literatura de gestão de mudança estão presentes na prática: (i) percepção do alto escalão sobre mudanças; (ii) eventos aleatórios; (iii) forças socioeconômicas; (iv) sistema administrativo; e (v) sistema político. Além disso, os resultados sugerem que ideias da Gestão do Valor Público também exercem um papel relevante na elaboração de uma Teoria da Mudança. Dessa forma, esse fator foi incorporado ao framework como subdivisão do sistema político. Em relação aos fatores processuais, os resultados do estudo de caso mostram que os seis identificados na literatura estão presentes na prática: (i) identificar o problema; (ii) definir os objetivos da intervenção; (iii) identificar riscos e efeitos não intencionais; (iv) revisar teoria, literatura e/ou fazer benchmarking; (v) rascunhar a teoria que embasa a intervenção; e (vi) consultar stakeholders. Além desses fatores, no caso prático, um novo fator foi identificado: a importância da sensibilização dos participantes no processo de elaboração da Teoria da Mudança. Esse fator foi também incorporado no framework conceitual.    A partir dos resultados do presente estudo, é possível observar como a teoria foi aplicada na prática e verificar que tais fatores estavam presentes na experiência concreta do PIM. A partir do conceito de “generalização analítica” (YIN, 2018) – em que os resultados de uma pesquisa são tidos como padrões que podem ser extrapolados para outros contextos –, este trabalho contribui para a teoria e para a prática. Para a teoria, expõe um fenômeno pouco descrito, identifica os fatores que influenciam tal processo e os consolida em um framework inédito que poderá ser utilizado em trabalhos futuros, contribuindo para a literatura de estratégia, monitoramento e avaliação de políticas públicas, especialmente no que tange a Teoria da Mudança. Em termos de contribuição para a prática, gestores públicos podem incorporar aprendizados de forma a dificultar que algum fator impeça a boa elaboração e potencializar a qualidade durante a construção da Teoria da Mudança (FLICK, 2018; ROGERS, 2014; YIN, 2018).   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/23a581d4-ebf3-48e3-aafc-0235c6e87d6e)  "},{"text":"Sophie Magri Levy Título: Public sector’s role on brazilian inequality: mechanisms between. Orientação:  Sergio Pinheiro Firpo. Palavras-chave:  Mercado de Trabalho; Desigualdade Salarial Público-Privada; Desigualdade.  "},{"title":"Sumário Executivo","children":"De acordo com o relatório do Banco Mundial “Um Ajuste Justo: Análise da Eficiência e Equidade do Gasto Público no Brasil”, o Brasil está entre os países que mais gasta com a folha de pagamentos de seus funcionários públicos. O problema, contudo, não está no tamanho do setor público, mas sim nos altos salários pagos. Temos evidências de que empregados do setor público recebem, em média, salários mais altos do que os de funcionários do setor privado. Parte desse gap salarial se dá por uma diferença em habilidades e características entre funcionários de cada setor (idade, educação, experiência e etc.). Entretanto, o que salta aos olhos é que mesmo comparando indivíduos idênticos em termos destas características (ou seja, mesma idade, mesmo gênero, mesmo nível de educação, mesmo nível de experiência e etc.), sendo o setor em que trabalham a única diferença entre eles, ainda assim encontraríamos que funcionários públicos ganham, em média, 15% a mais do que empregados no setor privado. Ou seja, o simples fato de se trabalhar no setor público é capaz de garantir um “Prêmio Salarial” para os funcionários daquele setor. Enquanto é esperado que características e habilidades influenciem os salários, não parece razoável que funcionários públicos ganhem mais apenas por estarem naquele setor. Tal situação se torna problemática se pensarmos que ela reforça a desigualdade de rendimento no país.   Dito isso, podemos dizer que a diferença salarial público-privada deriva de dois fatores; (1) diferenças nas características e habilidades entre funcionários de cada setor e (2) diferenças nas estruturas salariais de cada setor. Ao primeiro grupo damos o nome de "Efeito Composição" e ao segundo de "Efeito Segmentação" ou "Prêmio Salarial". Grande parte da literatura brasileira no tema se concentra em olhar para um Prêmio Salarial médio. Ou seja, os esforços estão em se comparar salários médios e características médias entre funcionários de cada setor. Embora a análise de uma diferença salarial média seja de grande importância e possa nos ajudar a repensar na estrutura salarial do setor público, ela ignora potenciais heterogeneidades entre empregados que se encontram em diferentes pontos da distribuição de rendimento. Por essa mesma razão, no atual estudo me proponho a avaliar como essa diferença salarial e em especial o Prêmio Salarial se comporta para funcionários que estão em diferentes faixas de renda. Para isolar os efeitos me utilizo de um método de decomposição proposto por DiNardo, Fortin e Lemieux (1996). Além disso, com o objetivo de excluir potenciais fatores que poderiam superestimar meus resultados restrinjo minha amostra à funcionários do setor formal, que trabalham em tempo integral e maiores de 18 anos. Dessa forma, estou comparando trabalhadores sujeitos a condições de trabalho semelhantes.   Em concordância com a literatura brasileira encontro que o Efeito Composição é, de fato, responsável por explicar a maior parte da diferença salarial para todos os percentis de renda. O Prêmio Salarial, por sua vez, parece ser exclusividade da parcela mais rica dos funcionários públicos. Isso significa que empregados públicos na base da pirâmide apresentam rendimentos superiores aos do outro setor quase que exclusivamente em decorrência da heterogeneidade nas características entre os indivíduos. O mesmo não se aplica para o topo da pirâmide do funcionalismo público, mais especificamente para os 10% mais ricos, que é capaz de extrair um prêmio de quase 20% a mais do que os mais ricos do setor privado. Ao mesmo tempo, esse prêmio é constante ao longo de todos os anos analisados de forma que, aparentemente, nenhuma medida efetiva tenha sido tomada para lidar com essa questão nos últimos 20 anos. Parte do orçamento público que poderia ser endereçado para lidar com questões importantes e urgentes está sendo destinada a uma elite de servidores, que acaba reforçando a desigualdade de rendimento do país.   Tal resultado nos leva a pensar não só em uma desigualdade de rendimento entre setores, como também na existência de uma desigualdade de rendimento dentro do próprio setor público. Quando olhamos a trajetória dos Índices de Gini de cada setor, percebemos que, enquanto o Índice de Gini do setor privado apresentou uma forte tendência de queda, o do setor público se manteve nos mesmos níveis de 2001, tendo até aumentado em alguns períodos. Portanto, nosso segundo esforço no atual trabalho foi o de decompor a diferença entre os Índices de Ginis de cada setor, buscando entender o quanto dessa diferença vem de cada efeito. Os resultados indicam que, até 2013, a diferença era quase que exclusivamente consequência do Efeito Composição. Isto, provavelmente, vem do fato de o setor público apresentar funcionários mais heterogêneos em termos de características do que o setor privado. A partir de 2013, apesar do Efeito Composição continuar sendo predominante na explicação da diferença total, o Efeito Segmentação ganha importância. Este efeito, por sua vez, parece estar ligado com o fato de o setor público pagar prêmios maiores e mais heterogêneos em relação ao setor privado. Essa situação aumenta a desigualdade dentro do próprio setor público e, consequentemente, a desigualdade total.   Evidências como essa são cruciais quando debatemos reformas acerca do funcionalismo público. A discussão muitas vezes parte do pressuposto de que prêmios salariais no setor público são estruturais e presentes em todas as faixas de renda. Desconsiderar a heterogeneidade dos trabalhadores pode acabar por penalizar a parte inferior da pirâmide social, caso alguma reforma, que não leve em consideração essas peculiaridades, seja encaminhada em um futuro próximo.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/a363239c-f6cb-49b3-9cea-70d898250649)"},{"text":"Thiago Teixeira de Castro Piovan Título: Desigualdade no acesso à alimentação saudável nos distritos e favelas da cidade de São Paulo. Orientação:  Vinicius Picanço Rodrigues. Palavras-chave:  Desigualdade; Acesso à alimentação saudável; Ambiente alimentar; São Paulo; Favelas; Políticas públicas."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) continua sendo um grande desafio atualmente para gestores públicos devido às desigualdades sociais e fraquezas nos sistemas alimentares existentes, expostas ainda mais pela pandemia. Destaca-se as dificuldades da população mais vulnerável e que vivem em favelas. Além do combate à fome, que voltou a crescer no mundo e no Brasil após anos de redução, conforme últimos dados, o acesso a alimentos seguros, nutritivos e suficientes para satisfazer as necessidades dietéticas e preferências alimentares é fundamental para melhores condições de vida da sociedade.   Nesse sentido, entender os fatores que influenciam as escolhas alimentares da população se mostra uma tarefa muito relevante, ao mesmo tempo, complexa e interdisciplinar. Um dos aspectos que contribui está correlacionado à densidade e localização de fontes de alimentos, assim como, sua proximidade com os consumidores. Há uma vasta literatura sobre o tema, mas verificou-se a necessidade de um foco maior em desigualdade, com olhar também para favelas.   Dessa forma, este estudo tem por objetivo melhor compreender o ambiente alimentar dos distritos e favelas da cidade de São Paulo em termos de desigualdade de acesso à estabelecimentos alimentares, considerando diferentes categorias de oferta de alimentos. Além disso, busca investigar os efeitos de uma maior oferta de estabelecimentos de alimentos saudáveis em relação aos estabelecimentos de alimentos ultraprocessados em indicador de saúde.   Para tanto, utilizou-se de uma abordagem de pesquisa descritiva e quantitativa. A partir de dados coletados em bases públicas e por meio de Sistemas de Informação Gegráfica (SIGs) foram calculadas as densidades de estabelecimentos alimentares para cada distrito e para todas as favelas. Com isso, foi possível comparar os maiores valores com os menores, chamando de fator de desigualdade alimentar. Além disso, para os distritos, foram realizadas análises de quartis e de clusters para melhor compreender o comportamento de indicadores (renda média, percentual de domicílios em favelas, percentual da população preta ou parda, distância do centro, acesso a mobilidade e densidade de equipamentos de abastecimento) e agrupá-los em semelhantes. Por fim, conduzida uma regressão linear múltipla para estimar o efeito de uma maior oferta de estabelecimentos de alimentos saudáveis em comparação a ultraprocessados na taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório.   Os resultados obtidos mostram elevadas desigualdades na densidade de estabelecimentos alimentares dos distritos, podendo chegar a uma diferença de mais de 30 vezes, a depender da categoria de oferta de alimento. Ao analisar a densidade em favelas, verificou-se que um cidadão que mora na favela tem 78% menos acesso a estabelecimentos alimentares que um cidadão que não mora em favela, uma desigualdade de 4,6 vezes. Também foi possível classificar os distritos em três grupos conforme densidade de estabelecimentos alimentares e observar que os mais próximos do centro, com maior acesso a transporte público em massa, menor percentual de população preta e parda, com maior rememoração média, menor percentual de domicílios em favelas e maior densidade de equipamentos de abastecimento tiveram maiores densidades.   Além disso, a análise quantitativa mostrou que o aumento de um desvio-padrão na relação de estabelecimentos saudáveis com estabelecimentos da categoria ultraprocessado diminui em 9 a 18 mortes por doenças do aparelho circulatório a cada 100 mil habitantes. Outro achado relevante foi que a elevação de 10p.p. no índice de mobilidade também mostrou diminuir a taxa de mortalidade, no caso em 8 mortes por 100mil habitantes.   Assim, esses achados trazem importantes contribuições não só a literatura como a gestão pública. Reforçando a pauta de DHAA e possibilitando embasar melhor a atuação do poder público na qualificação e focalização de políticas públicas de segurança alimentar, principalmente, na cidade de São Paulo.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/07b5af23-bf2b-415c-be35-f348892ce3bc)"},{"text":"Vivian Jacobsohn Serebrinic Título:  O impacto da formação inicial docente via EaD. Orientação:  Ricardo Paes de Barros. Palavras-chave:  Pedagogia; Ensino à Distância; Formação Inicial Docente; EaD."},{"title":"Sumário Executivo","children":"É ponto pacífico – não apenas no senso comum, mas também nos estudos científicos da área educacional – que a qualidade de um professor faz diferença significativa no aprendizado de seus alunos, inclusive em seus resultados de longo prazo, como chance de frequentar uma universidade e salários médios futuros. Foi com base nisso que, em 1996, a LDB 9.394 motivou a formação superior para professores do ciclo básico. À época, apenas cerca de 20% dos professores em exercício possuíam formação superior. Uma política pública, portanto, voltada a aumentar a qualificação docente, e por conseguinte a qualidade dos professores.   Essa mesma LDB, por outro lado, instituiu o ensino à distância – ou EaD – em todos os níveis educacionais, incluindo a formação superior. O resultado da combinação destas duas regulações foi um crescimento vertiginoso nas matrículas em EaD nas licenciaturas em geral, e na pedagogia em particular. Para se ter uma ideia, em 2019 68% das matrículas em Pedagogia se deram na modalidade à distância. Entre os ingressantes nesse curso, 75% optaram por essa modalidade. Na média de todas as carreiras, esse percentual foi de 44%.   Isso significa que 3 a cada 4 estudantes de Pedagogia, prováveis futuros professores do Ensino Infantil e Primeiros Anos do Fundamental, estão sendo formados por cursos à distância, portanto fora do locus da sala de aula presencial, que será seu principal ambiente de trabalho na escola, e onde práticas pedagógicas podem ser melhor vivenciadas. Mas em um mundo cada vez mais tecnológico e remoto, não podemos assumir que isso seja necessariamente negativo – nem a literatura mundial sobre o tema parece ter chegado a um consenso. Dada a importância do tema, e seu potencial impacto nos resultados educacionais no Brasil, a presente pesquisa buscou se aprofundar nessa questão – isto é, tentar entender se os cursos de Pedagogia EaD, da forma que se dão hoje no país, têm promovido um aprendizado similar aos cursos presenciais.   Para isso, utilizaram-se os resultados no exame do ENADE: o Exame Nacional dos Estudantes, realizado com alunos dos cursos de graduação ao final do último ano do programa. O estudo comparou os resultados de alunos de Pedagogia com perfis similares – por exemplo, mesma faixa de renda familiar, mesmo número de horas de trabalho semanais – mas que cursaram modalidades diferentes (EaD ou presencial). Como as notas podem ser influenciadas também pela qualidade da Instituição de Ensino Superior frequentada, comparamos estudantes de uma mesma instituição, minimizando esse potencial ruído na análise.   Os resultados indicaram que os alunos que frequentaram cursos de Pedagogia EaD tiveram notas no ENADE significativamente menores do que aqueles que frequentaram um curso presencial. A diferença, que foi de -0,20 desvios-padrão, equivaleria aproximadamente à diferença entre as notas médias de uma universidade de Pedagogia de nível médio vs. uma de nível um quintil abaixo.   Mas o estudo procura ir além, buscando entender se o perfil do estudante mudou, desde a promulgação da LDB 9.394, que já tem mais de 20 anos, e qual seria o potencial impacto do EaD nesse contexto. Um achado importante é que, no início dos anos 2000, boa parte dos alunos de Pedagogia eram professores já em exercício, sem grau superior, que por conta da nova lei buscavam uma formação. Hoje, o Censo Escolar (2019) aponta que 87% dos professores do Ensino Fundamental já possuem formação superior – e portanto a maior parte dos estudantes de Pedagogia tende a ser de alunos sem experiência docente. A questão que se coloca, então, é se o impacto dos cursos EaD seria diferente para esse aluno.   A pesquisa aponta que sim, ou seja: entre estudantes sem experiência prévia em magistério, a diferença entre as notas de quem cursou EaD e presencial é significativamente maior (do que a diferença entre alunos que já trabalham como professores). Uma hipótese para o que pode estar por trás dessa diferença é que os alunos que já atuam como docentes possuem uma bagagem prática que lhes permite absorver os conteúdos de um curso EaD com maior facilidade.   Os resultados inferiores no ENADE – ainda mais significativos entre alunos sem experiência docente – levantam um alerta sobre a necessidade de compreendermos melhor o fenômeno do EaD na área de educação. Se ela é uma aposta que vem sendo feita por 3 a cada 4 estudantes de Pedagogia, que serão responsáveis no futuro pela qualidade do aprendizado de nossas crianças, há que se ter um acompanhamento mais próximo e granular, bem como criar ou ajustar políticas públicas que levem a um maior aprendizado.   As perdas educacionais de nossas crianças na pandemia exigirão professores muito competentes e hábeis, para conseguirmos reduzir essa defasagem nos próximos anos. Precisamos garantir que esses docentes sejam preparados, capacitados e munidos de recursos pedagógicos para dar conta deste enorme desafio.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/81c6dd69-54c9-4c05-812a-853f3a402bcf)"},{"text":"Amanda Corrêa Vasco   Título: Crime organizado e a “exclusão postal”: O caso das favelas do Rio de Janeiro.  Orientação:  Lucas Martins Novaes. Palavras-chave:  Organizações criminosas; Governança criminal; Correios; Loggi; Provisão de serviços."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O crime organizado se estruturou na América Latina ainda no início dos anos 1980 em um contexto político e econômico altamente propenso para o investimento em um comércio de drogas. No Rio de Janeiro o cenário não foi diferente: organizações criminosas buscaram expandir sua cobertura territorial, aumentar sua capacidade de mobilização e lucrar com seus negócios ilegais. Ao longo de pouco mais de 30 anos, o tráfico e a milícia se enraizaram por todo o estado gerando impactos em diversas frentes. Os confrontos diretos com a polícia ou entre grupos tornarem-se parte do cotidiano.    A consequência para a população local varia em termos de intensidade e natureza da violência reproduzida. O foco deste estudo esteve relacionado a magnitude das perdas associadas à falta de provisão de serviços essenciais como, por exemplo, o de entregas domiciliares. Ações do tráfico e da milícia impedem que grande parte dos bairros presentes na capital do Rio de Janeiro tenham um fornecimento integral de serviços e entregas.    Algumas ruas afetadas hoje são amplamente conhecidas na cidade como “CEPs do inferno” como fruto dos altos níveis de violência, seja por roubo de cargas, seja por chances de tiroteios. As dificuldades são ainda mais agravadas à medida que grupos criminosos expandem seus modelos de negócio e disputam territórios e poder. Em 2019, em todo o estado, facções criminosas exerciam seus papéis em pelo menos 215 bairros, enquanto a milícia ocupava pelo menos 106. Embora os grupos de traficantes ainda estejam localizados em mais bairros do que as milícias, estas últimas vêm fortalecendo exponencialmente seu domínio territorial em municípios fora da capital e em bairros da zona oeste do Rio.    Na busca por formas que contribuíssem para a evolução deste debate, esta pesquisa procurou compreender quais são os efeitos que a presença de um grupo criminoso proporciona em determinadas favelas e as consequências na prestação de serviços públicos e privados previamente selecionados. O Rio de Janeiro foi escolhido como local de análise do estudo por ter uma característica única: pelo menos três poderes dominam o território há mais de três décadas. As facções criminosas e as milícias disputam amplamente o controle com o governo do Estado.     A chamada “exclusão postal” já atinge diversos moradores dos territórios aqui analisados e deve ser tratado como um problema de política pública, uma vez que o acesso aos serviços e recursos é essencial para a promoção de inclusão social, desenvolvimento econômico e promoção de cidadania e direitos humanos.    Os resultados indicam que o tipo de governança criminal estabelecida em um território é um fator determinante na provisão de bens públicos. Em áreas de domínio de facções criminosas, a quantidade de CEPs restritos para entregas dos correios tende a aumentar. Já no caso dos serviços privados, a provisão é vulnerável ao nível de violência local quando não há uma governança clara estabelecida. Isso significa que, em áreas disputadas por dois ou mais grupos criminosos, os resultados mostram uma redução na prestação de serviços privados.     Em adição ao debate de políticas de segurança pública e o problema que a cidade vive com a extensa presença de facções criminosas e milícias, uma estratégia promissora para minimizar a ausência ou limitações nas entregas é desenvolver modelos alternativos de logística. As favelas na cidade apresentam particularidades únicas em termos de infraestrutura e segurança. Nesse sentido, estabelecer parcerias locais, por exemplo, é hoje uma opção viável, que envolve a criação de soluções com entregadores locais, o estabelecimento de relacionamentos com lideranças comunitárias e o foco na eficácia do processo de entrega. Essas são algumas alternativas iniciais discutidas na literatura e que devem ser amplamente debatidas para além deste estudo.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f659ca42-856f-435d-ae6e-20344abdfb40)"},{"text":"Edison Waquil da Silva Junior Título:  Avaliação de impacto do Programa RS Seguro por meio da abordagem do controle sintético. Orientação:  Sergio Pinheiro Firpo. Palavras-chave: Política pública. Segurança pública. Avaliação de impacto. Programa RS Seguro. Rio Grande do Sul."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O objetivo deste estudo é realizar uma avaliação de impacto do conjunto de políticas de segurança pública implementado a partir de 2019, denominado Programa RS Seguro, sobre o declínio no número de crimes violentos letais intencionais (CVLI) observado no Estado do Rio Grande do Sul. Para avaliação do fenômeno, procede-se com o uso da metodologia de controle sintético, comparando a evolução da taxa de CVLIs do Estado gaúcho e a de uma unidade sinteticamente criada a partir da ponderação de características das demais Unidades Federativas do País, a fim que represente um contrafactual adequado para comparação com a unidade de tratamento. O período de análise abrange desde 2012 até 2021. Os resultados sugerem que o Programa RS Seguro tenha evitado o assassinato violento de 896 pessoas entre anos de 2019 a 2021 no Estado do Rio Grande do Sul. Por fim, discute-se as implicações desses resultados e as conclusões do estudo.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/bc843c52-398a-46eb-a26c-f4ca209bf149)"},{"text":"Fernando Bezerra de Lollo Título:  O risco de automatização das ocupações e a mobilidade da força de trabalho brasileira: uma análise de 2012 a 2019. Orientação:  Sergio Pinheiro Firpo. Palavras-chave:  automatização; transições ocupacionais; futuro do emprego."},{"title":"Sumário Executivo","children":"As previsões dão conta de 50% das tarefas no mundo do trabalho serão realizadas por máquinas até 2025, e mesmo as atividades vistas como exclusivamente humanas passarão a ser desempenhadas por inteligências artificiais cada vez mais rebuscadas. A Quarta Revolução Industrial fez com que os prós e contras de uma nova onda de novas tecnologias fossem novamente postos em debate. A recente pandemia de COVID-19 deu ainda mais destaque ao tema, uma vez que as restrições de interação social fizeram com que o ritmo da adoção da tecnologia no cotidiano fosse ainda mais acelerado. Apesar de amplamente estudados, ainda existem muitas dúvidas sobre como o progresso tecnológico impacta o mundo do trabalho. Se de um lado estão os entusiastas das novas ferramentas desenvolvidas para potencializar o trabalho humano e para resolver problemas cada vez mais complexos, de outro estão aqueles que se portam de forma temerária sobre como essas novas ferramentas impactam na relação das pessoas com o trabalho, na substituição da força de trabalho humana e na geração de oportunidades e renda.   Na busca por formas que contribuíssem para a resolução deste debate, uma das hipóteses correntes surgiu da separação entre os conceitos de “tarefas” e “habilidades”, sendo somente o primeiro vulnerável à automatização. Desta forma, trabalhos automatizáveis seriam aqueles cujas tarefas são de execução previsível e codificável, traduzidas em uma rotina passível de replicação. Desta forma, os indivíduos mais atingidos pela chegada de novas tecnologias são aqueles alocados em trabalhos baseados em tarefas rotineiras, associados principalmente ao trabalho de qualificação média.   Contudo, apesar de existirem muitos estudos que trazem evidências que corroboram com esta hipótese nos países ricos, somente nos últimos anos foram produzidas as primeiras evidências com foco em países em desenvolvimento. Este trabalho visa contribuir para o corpo de pesquisas sobre o tema apresentando uma descrição da economia brasileira no que diz respeito à vulnerabilidade dos postos de trabalho à automatização.   O presente estudo se vale do pareamento entre a Classificação Brasileira de Ocupações Domiciliar, presente nas principais fontes de dados sobre o mercado de trabalho brasileiro, com a classificação ocupacional da O*NET, com o objetivo de atribuir a probabilidade de automatização calculada por Frey e Osborne (2017), originalmente para ocupações dos Estados Unidos, para o mercado de trabalho no Brasil. Feito o pareamento foi possível acompanhar ao longo do tempo as principais características dos postos de trabalho vulneráveis e não vulneráveis pela automatização, bem como a forma em que se dá a mobilidade da força de trabalho entre estes grupos.   Aproximadamente 65% da força de trabalho brasileira está alocada em ocupações vulneráveis à substituição pela tecnologia nos próximos anos, com probabilidades de automatização superiores à 70%. Estas ocupações têm remunerações, em média, mil reais mais baixas quando comparadas com ocupações não-vulneráveis, além de uma maior jornada de trabalho semanal e maior presença de informalidade. Todas essas diferenças são relativamente estáveis ao longo do período de 2012 a 2019.   Escapar de ocupações vulneráveis não é fácil. Apesar de mulheres e brancos terem uma maior facilidade de transitar de uma ocupação vulnerável para uma não-vulnerável, e de jovens apresentarem uma maior rotatividade entre os tipos de ocupação independente do posto de trabalho, as transições ocupacionais parecem depender mais da origem da transição do que das características da força de trabalho. Trabalhadores inicialmente em ocupações vulneráveis tem 2,2 vezes mais chances de transitar para outra ocupação vulnerável do que para uma ocupação não-vulnerável. Entretanto o inverso não ocorre. Trabalhadores em ocupações não-vulneráveis à automatização tem a mesma probabilidade de, ao transitar, ter como destino uma ocupação vulnerável ou uma não-vulnerável. Parece existir uma barreira que prende trabalhadores em ocupações vulneráveis ao mesmo tempo que não protege aqueles, à princípio, não-vulneráveis.   Sendo assim, este estudo termina buscando mapear qual o perfil daqueles que conseguem superar essa barreira. Os resultados indicam que somente os trabalhadores mais empregáveis, com maior escolaridade e experiência no trabalho, conseguem transitar para ocupações protegidas da automatização. Entretanto, após a transição, os trabalhadores encontram postos de trabalho que, apesar de não-vulneráveis, tem menores salários em comparação com aqueles já alocados neste grupo, e, portanto, são candidatos a um provável retorno para ocupações vulneráveis no caso de uma nova transição. Compreender como essas transições ocupacionais afetam os mais jovens, naturalmente mais suscetíveis à rotatividade no mercado de trabalho, porém mais aptos à assimilação de novas tecnologias, pode nos dar dicas de como formular políticas educacionais eficazes para formar uma força de trabalho que consiga lidar com o futuro do trabalho, cada vez mais tecnológico e em que a simbiose entre o trabalho humano e as interfaces digitais se farão cada vez mais presentes e necessárias.        Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/cca341e6-b0d1-41ce-bc07-fd7be6a47409)"},{"text":"Gabriel Caser dos Passos Título:  When Science Strikes Back - Has a scientific. Orientação:  Nelson Ricardo Laverde Cubillos. Palavras-chave:  STEM; COVID-19; externalidades; administração pública; RDD."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Esta dissertação teve como objetivo investigar o impacto da eleição de prefeitos com formação científica na gestão da pandemia de COVID-19 no Brasil. A relevância do tema se dá na descoberta de externalidades não previstas no investimento em capital humano científico. Demonstramos que prefeitos com formação em STEM conseguiram reduzir o número de mortes e hospitalizações por COVID-19, principalmente através da implementação de intervenções não farmacêuticas, como o uso obrigatório de máscaras faciais. As implicações práticas desta tese é o destaque da importância de líderes terem conhecimentos científicos para aplicar mais evidências em sua gestão e também destacar importância de investimentos em capital humano relacionado à ciência e tecnologia.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/33163a8a-afbb-4bba-a904-5ea7531ebe51)  "},{"text":"Gabriela Rossatto Caceres Título:  A participação das mulheres nas instituições participativas: os efeitos da Lei de Paridade de Gênero na atuação das mulheres nos conselhos de políticas públicas do município de São Paulo Orientação:  Marcelo Marchesini da Costa. Palavras-chave:  gênero; instituições participativas; representatividade; burocracia representativa; "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Apesar das mulheres representarem mais de 50% da população ainda existem espaços em que elas estão subrepresentadas, especialmente espaços de tomada de decisão, sejam eles públicos ou privados. Quando analisamos as consequências dessa sub-representação, principalmente na área pública, temos políticas públicas que muitas vezes não refletem as reais necessidades dessa parcela da população. Buscando lidar com esse problema, a prefeitura municipal de São Paulo criou, em 2013, uma lei que determina a paridade entre homens e mulheres nos Conselhos de Políticas Públicas do município. Porém, por mais que a criação dessa lei represente um avanço em termos de garantir a representação das mulheres no âmbito da discussão das políticas públicas, não foi encontrado nenhum tipo de estudo sobre os seus resultados, ou sobre a forma como ela pode contribuir, não só para que mais mulheres participem desses espaços, mas também para que as necessidades desse grupo sejam levadas em consideração na discussão sobre as políticas públicas discutidas dentro dos conselhos. Os conselhos de políticas públicas são instituições participativas, onde há a partilha de poder entre o poder público e a sociedade civil e que debate diversos aspectos relacionados ao ciclo de uma política pública. Em geral, os conselhos são setoriais, ou seja, estão associados a uma temática específica, como saúde, educação, habitação, mas também podem existir conselhos que possuem uma atuação intersetorial. Dado esse contexto, este trabalho busca entender em que medida a garantia de que exista uma representação paritária entre mulheres e homens nos Conselhos de Políticas Públicas, pode contribuir para que essas mulheres exerçam sua representatividade, levando pautas e interesses de seu grupo mais amplo para que sejam debatidos e considerados no processo decisório sobre as políticas públicas e quais fatores podem promover ou limitar esse tipo de atuação. Para alcançar esse objetivo, foram analisados três conselhos do município de São Paulo: o Conselho Municipal de Saúde, o Conselho Municipal de Habitação e o Conselho Municipal de Política Urbana. A partir da análise individual e comparativa entre os conselhos foram levantadas sete proposições, que indicam que apenas garantir que as mulheres façam parte dos conselhos não torna, necessariamente, os resultados gerados por essas instituições participativas mais representativos dos interesses desse grupo e que fatores como a institucionalização do processo participativo, oferta de capacitação, histórico de participação e capital social e político, influenciam na forma como as mulheres participam desses espaços e levam suas pautas adiante. Além disso, apesar de representarem pelo menos 50% dos membros desses órgãos colegiados, as mulheres continuam enfrentando barreiras para assumir posições de liderança dentro desses espaços. As contribuições desse estudo extrapolam a teoria e possuem uma forte relação com a prática. Uma vez que podem ajudar formuladores de políticas públicas a entenderem quais medidas são necessárias para que as mulheres consigam, de fato, fazer parte das instituições participativas e atuarem nesses espaços em prol de suas demandas.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/638050f7-1da5-4086-b786-c1120d90f1ff)"},{"text":"Ivan Gonzaga Rabello Brant Título:  Sistema de custos na educação pública: um possível caminho para obter dados financeiros. Orientação:  Marcelo Rodrigues dos Santos. Palavras-chave: Educação pública; custos; contabilidade de custos; sistemas de informação; dados no nível escolar."},{"title":"Sumário Executivo","children":"As concentrações de renda e oportunidades a um grupo cada vez menor da população aumentam as desigualdades sociais e são problemas cruciais da sociedade brasileira. No outro extremo, famílias dos níveis socioeconômicos mais populosos e também mais vulnerabilizados deveriam ter na educação básica pública um caminho para a emancipação de suas próximas gerações, oportunizando mais acesso a crianças e jovens e possibilitando a melhoria das condições de vida deste estrato populacional. Contudo, é possível que as redes de ensino básico público brasileiras, ao invés de serem catalisadoras da redução de inequidades, muitas vezes mantenham ou ampliem as desigualdades, pois seus recursos podem estar sendo distribuídos de forma regressiva e ineficiente. Atualmente, muitas das redes de educação básica pública do país desconhecem de forma precisa quanto alocam dos recursos disponíveis em cada uma de suas escolas e tampouco como essa distribuição pode estar impactando os resultados educacionais. Neste sentido, sistemas de informação de custos (SICs), amplamente utilizados em organizações privadas para monitoramento dos custos de operação e desempenho, se adaptados e implementados nestas redes de ensino, poderão evidenciar quanto cada escola está recebendo de recursos e quanto custa ofertar o ensino para cada estudante em uma determinada unidade escolar. O acompanhamento de indicadores de custos das escolas permite a identificação de pontos de melhoria na distribuição e traz ferramentas para o desenho de ações corretivas no emprego dos recursos de forma mais equitativa e eficiente, possibilitando que a educação se torne, de fato, um mecanismo redutor de desigualdades sociais. O presente estudo consiste na revisão da literatura sobre a Contabilidade de Custos, evidenciando a escolha dos custos como a métrica principal, detalha também o que compõe os sistemas de informação de custos e as definições a serem feitas pelos gestores públicos da educação ao decidirem monitorar os custos. Em caráter ilustrativo, um estudo de caso sobre o começo da implantação de um sistema de custos na rede estadual de ensino básico público de Pernambuco é pormenorizado para exemplificar de forma prática e evidenciar alguns desafios enfrentados por implementadores destas ferramentas. O estudo visa contribuir como uma das referências inicial para estudos de implementação de sistemas de informação de custos em redes públicas ensino no Brasil.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/6a5d2a57-baa6-46bc-8fb2-fc9eb43e31ca)"},{"text":"Laryssa Kruger da Costa Título:  Territórios vulneráveis: metodologia aplicada para analisar como organizações da sociedade civil interagem em prol de resultados socioambientais compartilhados. Orientação:  Sergio Giovanetti Lazzarini. Palavras-chave : Resultados Socioambientais; Colaborações em Territórios Vulneráveis; Teoria de mudança."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este trabalho técnico tem como objetivo desenvolver e aplicar uma ferramenta para mapear como organizações que atuam em áreas vulneráveis interagem entre si e colaboram para alcançar resultados socioambientais compartilhados. Para tanto, realiza um diagnóstico detalhado das atividades desempenhadas pelas organizações nos bairros e as conecta à teoria de mudança desenvolvida para cobrir os desafios presentes em territórios vulneráveis. A teoria de mudança identifica potenciais resultados e, em particular, como diferentes organizações, ligadas a atividades e insumos distintos, geram resultados socioambientais similares. A partir disso, é possível avaliar se as organizações efetivamente colaboram para gerar esses resultados. A metodologia foi aplicada no contexto de dois diferentes territórios vulneráveis: os bairros Jardim Lapenna e União de Vila Nova, que, apesar de serem vizinhos e compartilharem características demográficas semelhantes, são bastante distintos em relação ao ecossistema de organizações neles presentes. Entre os resultados, a ferramenta permite um diagnóstico das principais características dessas interações, perfil das colaborações e seus desafios, além de possibilitar a comparação entre padrões distintos entre territórios analisados e interbairros. Nos casos analisados, o Jardim Lapenna possui maior diversidade de temas cobertos e um padrão mais colaborativo, ainda que concentrado em algumas organizações. Em União de Vila Nova, o potencial de colaboração em aberto é maior, e as colaborações possuem padrão menos concentrado.   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/7833) ."},{"text":"Luciana Maselli Furquim de Almeida Título:  Saneamento e Favelas: Fatores associados à presença de água e esgoto em territórios vulneráveis. Orientação:  Sergio Giovanetti Lazzarini. Palavras-chave : saneamento básico; água e esgoto; favelas; regularização fundiária; políticas intersetoriais."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Diversas áreas com alta densidade populacional, principalmente favelas, permanecem sob condições de infraestrutura precária e sem acesso a água e à rede de esgoto. Esses problemas estão especialmente concentrados em áreas de favelas, que por serem zonas irregulares não costumam ser áreas de prestação de serviços do Estado. Nesse contexto, essa pesquisa tem o objetivo de entender quais são os fatores associados ao acesso de saneamento básico, focalizada em água e esgoto, nas favelas da cidade de São Paulo. Os dados utilizados são do Centro de Estudos da Metrópole (2016), baseados no último Censo (2010), juntamente com um conjunto de dados georreferenciados do GeoSampa, HabitaSampa, Censo Escolar (2011), Portal Brasileiro de Dados Abertos (mais especificamente, a base georreferenciada do PAC I) e dados estatísticos dos Distritos e Subprefeituras disponibilizados pela Secretaria de Urbanismo de São Paulo. A pesquisa realiza análises de regressão simples verificando a associação de certas características apontadas pela literatura e o percentual de acesso a água e esgoto. Verifica-se que esse percentual é associado à presença de políticas e serviços complementares de urbanização, de caráter intersetorial, medidas por meio da presença de intervenções do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Projeto de Mananciais, juntamente com a presença de escolas, constructo utilizado para identificar a presença de políticas públicas urbanas e sociais, nas favelas analisadas. Verifica-se também uma associação entre saneamento e registro do imóvel, advinda da regularização fundiária. Ao contrário do inicialmente previsto, a localização central da favela não está correlacionada com a presença de água e esgoto na região. As favelas localizadas nas regiões periféricas, em distritos com melhores condições econômicas, estão correlacionadas com mais saneamento. Apesar de os resultados serem correlacionais, propõem-se algumas implicações para políticas públicas. Sugere-se que as políticas de saneamento sejam articuladas de forma intersetorial, uma vez que as variáveis que precisam ser levadas em consideração, na hora de formular políticas públicas em favelas, aparentam ser múltiplas. Portanto, sugere-se a criação de programas intersetoriais, em específico de urbanização, para que esses programas e/ou políticas sejam articuladas em conjunto com a política de saneamento, ou seja, implementando uma infraestrutura urbana, que faça com que essas áreas deixem de ser precárias, para que tenham estruturas físicas e sociais para receber saneamento básico. Integrando e implementando, de forma completa, os direitos e acessos básicos nessas regiões.   O presente estudo colabora com o debate de que a política de saneamento municipal seja vinculada com as políticas de habitação e sugere-se a importância, se não necessidade, da integração entre políticas de urbanização, regularização fundiária e políticas de saneamento nessas regiões. Os resultados também indicam a importância da presença de escolas nesses territórios mais vulneráveis, não só para a educação pública, mas também para o saneamento e urbanização.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/999acb8e-d2fe-4c0e-bccc-efb86d73b7f8)"},{"text":"Mariana Skaf Esteves da Rocha Título: Impacto do Programa Academia da Saúde nos municípios de São Paulo: promoção da saúde e combate `as doenças crônicas não transmissíveis. Orientação:  Rodrigo Reis Soares. Palavras-chave:  Promoão da saúde; Doenças crônicas; Avaliação; Health promotion; Chronic diseases; Impact."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Essa dissertação teve como objetivo avaliar o impacto do Programa Academia da Saúde nos municípios do estado de São Paulo. Busca-se contribuir para a literatura sobre o papel de programas comunitários de promoção da saúde no combate `as doenças crônicas não transmissíveis no Brasil. Demonstra-se que o programa ´e efetivo em aumentar o número de sessões de atividade física ofertadas por equipamentos públicos nos municípios onde ´e implementado, mas as demais investigações sobre outras contribuições para o fortalecimento da Atenção Primária e para a redução no número de internações são inconclusivas. Apesar do aumento da prática de atividade física pela população ser um resultado altamente desejado, fica aquém do ansejado nos documentos oficiais que descrevem o programa.   Fica evidente a necessidade de maior clareza e objetividade ao traçar os objetivos do programa, assim como de criar a capacidade institucional de coletar informações que permitam monitorar mais diligentemente o número de beneficiários, a quantidade e qualidade das atividades oferecidas, assim como indicadores intermediários de saúde.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/2c9d3596-e008-4138-b493-1ea6bb9d5621)"},{"text":"Raphael Barata Pasqualette Título:  Avaliação do Marco Legal da Geração Distribuída na difusão de energia solar fotovoltaica e seus impactos ambientais. Orientação:  Vinicius Picanço Rodrigues. Palavras-chave:  Política Energética; Energia solar; Energia Fotovoltaica; Dinâmica de Sistemas; Emissões de carbono; Modelo de Difusão de Bass."},{"title":"Sumário Executivo","children":"A Lei nº 14.300 de 2022 modificou a regulação existente sobre a micro e minigeração distribuída, alterando o arranjo de incentivos que existia anteriormente para que pessoas físicas e jurídicas produzissem energia elétrica de forma local. Essa alteração se deu sob o argumento de que a política tarifária até então existente era uma forma de subsídio cruzado e regressivo, pois suas vantagens seriam auferidas por aqueles produtores cuja renda superior permitia a instalação de micro e mini usinas de geração elétrica, em detrimento dos demais consumidores da rede.   Por isso, a nova lei revisou as cobranças que poderiam ser realizadas desses produtores de energia. Para os sistemas já existentes à época da lei, o sistema anterior se manteve, com alguns ajustes. Já para sistemas criados após 2023, um modelo distinto deveria ser seguido, em que há a cobrança escalonada das tarifas de distribuição, dentre outros parâmetros que podem impactar o retorno financeiro do investimento em geração distribuída.    Nesse contexto, o estudo buscou analisar o impacto da Lei nº 14.300/22 nas adoções da energia solar fotovoltaica residencial, realizando uma simulação entre o modelo anterior e o modelo posterior à lei, e seu consequente impacto na economia de emissões de CO2.   O modelo foi desenhado sob a ótica da dinâmica de sistemas, em que há variáveis internas ao modelo que se influenciam mutuamente, e que podem resultar em impactos não-lineares, como geralmente ocorre em modelos tradicionais. O modelo é composto por um sistema de cálculo do payback do investimento em usinas fotovoltaicas, por um subsistema baseado em um modelo de difusão de Bass e por um subsistema que calcula as emissões decorrentes da difusão da energia solar fotovoltaica na geração distribuída residencial.   Como resultado, considerando o consumo médio atual das residências brasileiras, a simulação encontrou um incremento de 19% nas adoções anuais da micro e minigeração distribuída para a energia fotovoltaica residencial, e uma redução de 13% nas emissões anuais de CO2 no Brasil após a implementação da nova política no país. No entanto, essa simulação é sensível a algumas premissas do modelo, como custos, as tarifas de energia elétrica praticadas e, principalmente, ao consumo médio utilizado.   Por fim, espera-se que esse modelo possa servir de fonte de informação e reflexão para a formulação de políticas públicas relacionadas à expansão da geração distribuída e da 12 energia solar fotovoltaica nas residências brasileiras. Nele, é possível visualizar de modo descritivo como as variáveis se influenciam e, com isso, entender quais seriam os pontos de melhoria para incentivar a difusão dessa tecnologia.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/28a5e32e-3cdb-49ca-881d-744d1aa7d777)"},{"text":"Thiago Cortez Xavier Título:  “Do I want to ride my bicycle?” - Avaliação de impacto do Auxílio Emergencial sobre a oferta de trabalho de entregadores por aplicativo. Orientação:  Naercio Aquino Menezes Filho. Palavras-chave:  Trabalho por aplicativo; Gig economy; Oferta de trabalho; Programas de transferência de renda; Covid-19."},{"title":"Sumário Executivo","children":"As discussões acerca do papel das plataformas digitais na absorção profissional de trabalhadores estão no centro do debate público sobre a economia do trabalho em países desenvolvidos e em desenvolvimento.   Um tópico de pesquisa é compreender quais são os determinantes econômicos, de oferta ou demanda de trabalho, que direcionam o ingresso de trabalhadores em plataformas digitais e em que medida as políticas públicas tradicionais afeta esses padrões de transição profissional.   A dissertação busca ampliar a documentação disponível ao investigar o grupo de entregadores por aplicativo no Brasil, durante o contexto econômico e de gestão de políticas públicas atípicos de pandemia da covid-19, diferenciando-se do corpo de pesquisas majoritariamente baseadas nos motoristas americanos da UBER de 2010 a 2018.   Mais precisamente, o objetivo da dissertação é avaliar os efeitos das transferências de renda do Auxílio Emergencial (AE) na oferta de trabalho dos entregadores por aplicativo em 2020.   Como estratégia empírica, foi utilizado um conjunto de regressões em painel - com efeitos fixos de indivíduo, localidade e tempo - para comparar a oferta de trabalho dos entregadores cujos domicílios foram beneficiados (grupo de tratamento) com os entregadores cujos domicílios não foram beneficiados pelo AE (grupo de controle).   Os resultados sugerem que o programa não tem efeito estatisticamente significativo sobre a probabilidade de um entregador por aplicativo continuar trabalhando, ou seja, não sugere um efeito significante do AE sobre a transição ocupacional, incluindo uma eventual saída do trabalho.   Entretanto, foram encontrados coeficientes estatisticamente significativos do AE sobre a extensão da jornada de trabalho. A intensidade da relação estimada é moderada pelo valor total do benefício transferido per capita, levando em consideração o número de moradores do domicílio.   As elasticidades estimadas variam marginalmente de acordo com a proxy adotada para a seleção de entregadores e a medida utilizada de horas trabalhadas. Em média, os efeitos estimados variam de -2,0 a -4,0 horas trabalhadas semanais (equivalente de 6% a 11% da jornada semanal total) entre os entregadores de aplicativo cujos domicílios receberam o AE em comparação com os entregadores de aplicativo cujos domicílios não receberam o AE.   Mesmo na especificação que resulta no maior coeficiente de impacto do AE sobre a jornada, de -12 horas por mês, considerando a renda mensal do trabalho do entregador (cerca de R$ 1.200), a perda proporcional decorrente da redução de horas trabalhadas é da ordem de R$ 140, o que representa menos da metade da média de R$ 300 per capita transferidos pelo AE. A relação entre a perda salarial e o valor do benefício é ainda menor quando comparada com o valor médio do AE recebido pelo domicílio (cerca de R$ 900), o que resultaria em uma perda salarial de menos de 20% do valor total transferido pelo AE.   A interpretação principal é que o AE gera um efeito riqueza dominante, que se converte em ganho de bem-estar ao entregador beneficiado, sem gerar um efeito substituição em magnitude relevante que possa mudar de forma expressiva a alocação de tempo entre lazer e trabalho. Entende-se, portanto, que o programa não gera um efeito colateral relevante de desincentivo ao trabalho para os entregadores por aplicativo.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/857dbe57-db8a-4b75-b8df-67e850f92e1a)  "},{"text":"Ana Carolina Marinato de Resende Título:  Money in the Bank, Health on the Mend: An investigation of the Emergency Aid’s effect on health demand in Brazil. Orientação:  Naercio Aquino Menezes Filho. Palavras-chave: Avaliação de Impacto; Auxílio Emergencial; Choque de Renda; Transferência de Renda; Demanda por saúde; Pandemia de Covid-19."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este estudo tem como objetivo estimar o efeito do programa de Auxílio Emergencial na demanda por cuidados de saúde no Brasil, com foco nas razões para a procura por cuidados de saúde e nos impactos heterogêneos em comunidades isoladas e menos desenvolvidas. Utilizando uma metodologia de diferenças-em-diferenças, o estudo aproveita a distribuição quase aleatória dos pagamentos do AE com base nos meses de nascimento, permitindo a comparação entre grupos elegíveis e não elegíveis.   Os resultados indicam que o pagamento em dinheiro do AE causa uma queda média de 6 hospitalizações sobre os municípios. As áreas urbanas experimentaram uma redução nas hospitalizações, enquanto as áreas rurais viram um aumento, e os municípios altamente desenvolvidos mostraram um efeito negativo mais pronunciado. Condições de saúde específicas responderam de maneira diferente: hospitalizações relacionadas à Covid-19 e problemas oculares diminuíram, enquanto aquelas por questões cardiovasculares e de saúde mental aumentaram.   No geral, o AE demonstrou promover efetivamente o isolamento social, reduzindo as taxas de hospitalização, mas com impactos variados dependendo das características dos municípios e das condições de saúde. A qualidade institucional e a densidade populacional influenciaram esses resultados, refletindo a capacidade dos governos locais de gerenciar a ajuda e as medidas pandêmicas de forma eficaz. Os achados ressaltam a importância de considerar disparidades socioeconômicas e geográficas na implementação de políticas, oferecendo orientações valiosas para a criação de programas de auxílio equitativos e impactantes em crises futuras.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/a0201dad-4360-417a-9149-5ec01d632bae)"},{"text":"Kalyell Ventura Título:  Protecionismo Cultural: A Reserva De Mercado Na Tv Paga Como Medida Contra-Hegemônica No Audiovisual Brasileiro. Orientação:  Charles Kirschbaum Palavras-chave:  protecionismo; audiovisual; Lei nº 12.485."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Esta dissertação aborda o protecionismo cultural no setor audiovisual impulsionado pela perspectiva da exceção cultural. Essa perspectiva considera a obra audiovisual como um veículo de disseminação ideológica, justificando o direito dos países de proteger suas identidades culturais da dominação hegemônica do cinema estadunidense. Uma das medidas adotadas para esse fim é a implementação de reservas de mercado por meio dos sistemas de cotas de tela. Realizamos uma análise de impacto da Lei nº 12.485, conhecida como Lei da TV Paga, no setor audiovisual independente brasileiro para avaliar o impacto da adoção do sistema de cotas. Essa lei estabelece uma cota de 3h30 de exibição em canais qualificados e a obrigatoriedade de programação de canais com conteúdo brasileiro. Utilizamos o método estatístico de diferença em diferença com a variante TWFE, empregando dados agregados do mercado audiovisual brasileiro disponíveis no Observatório Brasileiro do Cinema e Audiovisual. O debate sobre esse tema ganha cada vez mais relevância devido ao avanço das mudanças tecnológicas no setor audiovisual, como a expansão para plataformas de streaming e a pirataria. Esses fatores contribuem para a hegemonização da produção hollywoodiana, impactando diretamente as receitas do setor e suscitando discussões sobre mudanças na legislação global. Nossa hipótese consiste em verificar o impacto positivo do sistema de cotas na produção doméstica do país que o adota, estimulando o aumento do volume de obras produzidas. Por meio da análise, esperamos identificar um crescimento significativo na produção de obras audiovisuais brasileiras. Assim, os resultados desta pesquisa têm relevância tanto para o campo da economia, ao abordar os impactos econômicos do protecionismo cultural, quanto para o setor audiovisual, ao comprovar a eficácia do sistema de cotas, com potencial reflexo sobre o fortalecimento da produção doméstica, impactando a preservação da identidade cultural, o desenvolvimento do setor audiovisual independente, a geração de empregos e o estímulo ao desenvolvimento cultural e criativo do país que o adota.   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/7834) ."},{"text":"Laura Almeida Ramos de Abreu Título:  Complementaridade entre políticas públicas: transferência de renda e serviços produtivos para inclusão produtiva. Orientação:  Ricardo Paes de Barros Palavras-chave:  políticas públicas; transferências de renda; inclusão produtiva; complementaridade; superação da pobreza."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Esta dissertação de mestrado aborda a persistência da pobreza no Brasil e a necessidade de políticas públicas eficazes para a inclusão produtiva dos mais pobres, a fim de que superem a pobreza. A pesquisa investiga a complementaridade entre transferências de renda e serviços produtivos na promoção da inclusão produtiva, sustentando a hipótese de que sua implementação coordenada é mais eficaz. Um arcabouço teórico desenvolvido explora os mecanismos dessa complementaridade.   A pesquisa se divide em quatro partes: revisão teórica sobre a complementaridade, aplicação da teoria a transferências de renda e serviços produtivos, revisão sistemática da literatura em busca de estudos que confirmem a complementaridade e apresentação do arcabouço teórico. Ela destaca uma complementaridade assimétrica entre transferências e serviços produtivos, em que as transferências aprimoram o ambiente dos mais pobres e influenciam suas atitudes para estimular esforços na superação da pobreza. Apesar de limitações, como a falta de estudos empíricos em diferentes contextos, evidências e teoria indicam que a combinação de transferências de renda e serviços produtivos é promissora para promover a inclusão produtiva e superar a pobreza. Para isso, há implicações sobre a forma, previsibilidade, magnitude e focalização para o desenho das políticas de transferências de renda.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/5d99a623-1fdd-472d-8bac-60b15ac0b9b0)"},{"text":"Clara Fagundes Oliveira Portela Título: Contratos de impacto social: análise de fatores que afetam a sua evolução para as fases de lançamento, implementação e resultado. Orientação:  Sergio Giovanetti Lazzarini Palavras-chave:  colaboração público-privada. contratos de impacto social. outcome based contracts."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Diversos países têm implementado colaborações público-privadas, que são uma das formas para se executar e financiar programas do setor social, geralmente buscando resultados socioambientais, sendo vários destes resultados acordados previamente e posteriormente mensurados. Um tipo de colaboração público-privada são os Contratos de Impacto Social (CIS) ou Outcome Based Contracts (OBCs), que consistem em um acordo contratual entre um ou mais investidores privados, setor público e outros stakeholders, visando o financiamento de um projeto com impacto socioambiental. Os investidores privados fornecem financiamento inicial e assumem o risco financeiro. Se os resultados acordados forem alcançados, o setor público reembolsa os investidores com uma taxa de retorno predeterminada. No entanto, vários desses contratos, apesar de inicialmente concebidos, não são implementados ou, se implementados, podem não atingir os resultados pretendidos. Nesse âmbito, o objetivo deste estudo é entender que fatores contribuem com o avanço dos CIS para além da fase de design, ou seja, para as fases de implementação e conclusão. Foram estabelecidas hipóteses sobre os fatores que afetam a evolução desses contratos, quais sejam: Contratos de impacto social em países com maior PIB têm mais probabilidade de avanço nas etapas de design, implementação e conclusão (H1); Em países que já possuem CIS lançados, os contratos terão uma maior probabilidade de avanço nas etapas de design, implementação e conclusão (H2); Contratos com prestadores de serviço que têm natureza sem fins lucrativos têm mais probabilidade de avanço nas etapas de design, implementação e conclusão (H3); e Contratos com investidores que têm natureza sem fins lucrativos têm mais probabilidade de avanço nas etapas de design, implementação e conclusão (H4). Para testar essas hipóteses, o estudo utilizou as metodologias Logit Binomial e Binomial Negativa. Os resultados apontam que, em ambas metodologias, a H3 é a única hipótese suportada. Ou seja, somente a H3 teve seu teste estatisticamente significante em múltiplas especificações, logo, sugerindo um efeito robusto. As demais variáveis são parcialmente rejeitadas, ou seja, são rejeitadas em algumas especificações, ainda que suportadas em outras. É possível inferir, portanto, que o envolvimento de prestadores de serviço sem finas lucrativos é importante para o avanço dos contratos.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/95465d03-08eb-4974-9bbf-4d6f2401aef9)"},{"text":"Gabriel Luis Lourenço Caetano Título:  Sucesso em contratos baseados em resultados: uma abordagem comparativa Orientação:  Sandro Cabral. Palavras-chave: contratos baseados em resultados; parcerias intersetoriais; métricas de resultados sociais; análise comparativa qualitativa.  "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Contratos baseados em resultados no âmbito social são parcerias entre diferentes setores, em que os pagamentos a investidores, financiadores e/ou prestadores de serviços dependem do alcance de métricas de resultados sociais predefinidas. Enquanto alguns desses contratos têm sucesso em alcançar suas metas, outros não conseguem atingir os resultados desejados. Este estudo investiga os fatores que contribuem para o sucesso desses contratos, considerando a disponibilidade de recursos, a complexidade dos projetos e o ambiente institucional. Utilizando uma base de dados de contratos implementados globalmente e em diversas áreas de política, a análise é conduzida por meio da técnica de análise comparativa qualitativa de conjunto difuso (fsQCA), com uma amostra de 110 contratos. Os resultados revelam diferentes caminhos para o sucesso em ambientes institucionais diversos, destacando a importância de recursos adequados, como investimento per capita e experiência dos intermediários, e a redução da complexidade, incluindo um menor número de investidores e uma escala menor de beneficiários. Este estudo fornece insights para pesquisadores e gestores interessados no potencial desses contratos ao identificar as condições suficientes para o seu sucesso por meio de uma abordagem sistemática e comparativa com uma amostra diversificada de casos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/b5f88e42-aff1-4179-ad00-9b8450304d5a)"},{"text":"Gabrielle Rebouças Nascimento Título:  Avaliação de impacto do PNAES: uma análise para a Universidade Federal Da Bahia (UFBA) Orientação:  Naercio Aquino Menezes Filho Palavras-chave: avaliação de Impacto; Programa Nacional de Assistência Estudantil; Desempenho Acadêmico; Permanência; Ensino Superior.  "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este estudo tem como objetivo analisar o impacto do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) no desempenho acadêmico dos estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Para tanto, é utilizado o método de pareamento por escore de propensão com diferentes especificações de grupo de controle, sendo estes formados com base nos estudantes inscritos no edital de seleção dos auxílios do PNAES. O resultado das estimações aponta para um efeito não significante estatisticamente de receber auxílios do PNAES sobre o desempenho acadêmico dos alunos da UFBA nos primeiros períodos de estudo. Os achados vão na contramão da literatura que avaliou o programa em outros contextos e, assim, abrem margem para questionamentos sobre a eficácia do PNAES em alcançar o seu propósito e sobre uma possível necessidade de aprimoramento do programa para garantir a permanência e o sucesso acadêmico de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/7835) ."},{"text":"Ícaro Barcellos Caniçali Título:  O impacto do uso de termos polarizados sobre o apoio a políticas públicas Orientação:  Gustavo Moreira Tavares. Palavras-chave: polarização. identidade de Grupo.. comunicação política. políticas públicas.  "},{"title":"Sumário Executivo","children":"A polarização política é capaz de causar prejuízos à implementação de políticas públicas e representa uma ameaça às democracias. A utilização de linguagem polarizada na comunicação pode contribuir para o aumento dessa divisão política e tem se tornado cada vez mais comum. Uma de suas consequências é o prejuízo na formação de consenso a respeito de temas políticos, o que atravanca o ciclo de políticas públicas. Esse prejuízo, em boa medida, consegue ser explicado pela teoria da identidade social, onde identidades políticas salientes podem gerar divisões instintivas de nós versus eles. Essas divisões são capazes de levar a vieses, como a detração do outgroup e o favoritismo do ingroup, que realimentam a polarização e dificultam a criação de consensos. Neste trabalho avaliamos o impacto do uso de linguagem polarizada na comunicação política de temas de interesse público. Especificamente, mensuramos o quanto a presença de termos polarizados na comunicação afetam a atitude de apoio do público (receptores) ao conteúdo da mensagem, considerando o alinhamento ou desalinhamento político com o emissor. Ao mensurar esse efeito proporcionamos aos políticos, instituições e outros atores interessados, uma melhor noção das consequências práticas do uso de termos polarizados na comunicação. Pelos cálculos realizados foi observado um efeito negativo e estatisticamente significante da presença do termo polarizado sobre a atitude em relação à mensagem na condição de desalinhamento político entre emissor e receptor, que deu suporte à hipótese 1. Na condição de alinhamento político, o efeito do uso do termo polarizado foi ligeiramente positivo, mas não estatisticamente significante, em suporte à hipótese 2. Já a hipótese 3, que antecipava que o nível de identificação política do respondente agiria como fator moderador do efeito do termo polarizado na condição de desalinhamento, não foi suportada pelos cálculos desse estudo.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/2eca2846-27cb-4d5d-bd42-42198ed8c785)"},{"text":"Isabela de Siqueira Barbosa Título:  Configurações de Fatores Socioeconômicos e de Capacidade Estatal para Evitar Óbitos em Desastres. Orientação:  Marcelo Marchesini da Costa Palavras-chave:  Desastres; Deslizamentos; Análise Comparativa Qualitativa; Vulnerabilidade socioeconômica; Capacidades estatais."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este estudo investiga as combinações de fatores socioeconômicos e capacidades estatais para evitar óbitos decorrentes de desastres em municípios do Sudeste do Brasil. Com base em dados internacionais e nacionais que evidenciam um aumento alarmante na frequência e intensidade desses eventos, há uma urgência em entender e mitigar seus impactos. A literatura destaca a necessidade de uma abordagem multicausal para compreender a relação entre eventos climáticos extremos, vulnerabilidades sociais e capacidades estatais na gestão de desastres, apontando para uma lacuna na análise dessas relações no contexto brasileiro devido à escassez de dados objetivos e imparciais fornecidos pelos municípios. O método de Análise Comparativa Qualitativa de conjunto difuso (fsQCA) é utilizado para examinar as combinações de fatores socioeconômicos e de capacidade estatal municipal associados à ausência de óbitos decorrentes de deslizamentos, com foco na etapa de resposta a desastres. Utilizando múltiplas fontes de dados, incluindo DATASUS, estações pluviométricas do Cemaden, Censo 2022, Mapa de Clima do IBGE, MUNIC 2020 e Cadastro Único, a seleção dos casos foi feita pelo método de pareamento por escore de propensão. Foram analisados municípios do Sudeste com população entre 100.001 e 500.000 habitantes, altamente suscetíveis a deslizamentos em 2020. Os resultados destacam a importância crítica das instituições de gestão de desastres na resposta eficaz, junto com a necessidade de políticas públicas para fortalecer capacidades técnicas e gerenciais municipais. Essas descobertas informam políticas mais eficazes e ressaltam a importância de considerar as disparidades socioeconômicas na preparação e resposta a desastres, contribuindo para aprimorar a gestão de desastres e aumentar a resiliência das comunidades.   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/7828) ."},{"text":"Jackeline Miguel Custodio Título:  Influência do lócus de atuação nas estratégias empregadas por empreendedores de políticas públicas: estudos de caso de políticas para a gestão de territórios sobrepostos de comunidades tradicionais e unidades de conservação. Orientação:  Marcelo Marchesini da Costa Palavras-chave:  empreendedorismo em políticas públicas. inovação política. poder executivo. poder legislativo. áreas protegidas."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Empreendedores de políticas públicas usam ideias inovadoras para resolver problemas, ao combinar estratégias de empreendedorismo em políticas públicas em seus contextos de atuação. Estudos empíricos sobre empreendedorismo em políticas públicas não costumam focar no lócus de atuação dos empreendedores. Este estudo visa explorar a atuação de empreendedores de políticas públicas nos Poderes Legislativo e Executivo, focando nas etapas de definição da agenda e formulação da política, do ciclo de políticas públicas. Dois estudos de caso em territórios sobrepostos de comunidades tradicionais e Unidades de Conservação, no estado de São Paulo (SP), servem de base para esta comparação, pois há evidências da atuação de empreendedores de políticas públicas na inserção de alternativas nestes dois contextos, em que a inexistência de políticas adequadas para a gestão compartilhada de territórios sobrepostos gera conflitos, devido ao impedimento que tal sobreposição impõe sobre o modo de vida tradicional e sobre a autonomia na gestão do território das comunidades. A contribuição teórica trazida pela pesquisa sustenta que há diferenças na utilização de estratégias por empreendedores de políticas públicas, quando locados nos Poderes Legislativo ou Executivo. Os principais achados propõem que burocratas de médio escalão locados no Poder Legislativo aplicam estratégias de empreendedorismo em políticas públicas como atores “invisíveis”, enquanto, no Poder Executivo, empreendedores do mesmo nível empregam estratégias como atores “visíveis”. Essas proposições que poderão ser testadas em trabalhos empíricos futuros, utilizando as ferramentas de análise apresentadas neste trabalho. Acrescenta-se para a prática da gestão de territórios sobrepostos ideias para utilização de zoneamentos que compatibilizem os usos de comunidades tradicionais com a conservação ambiental e proteção do território.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/241dcca9-0456-45d5-ba21-04577f2fbf6d)"},{"text":"Jefferson de Oliveira Moura Título:  Teletrabalho e satisfação com o trabalho no serviço público: evidências da mudança do valor do teletrabalho no pós-pandemia à luz da teoria de Herzberg Orientação:  Gustavo Moreira Taves. Palavras-chave:  teletrabalho. trabalho remoto. satisfação com o trabalho. fator higiênico."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O teletrabalho vinha crescendo gradualmente nas organizações quando houve um aumento abrupto em razão das medidas de isolamento social impostas pela pandemia global de COVID-19. O fim das medidas de isolamento tem obrigado as organizações a enfrentarem a decisão crucial de reintegrar os funcionários ao trabalho presencial, mantê-los em teletrabalho ou adotar um formato híbrido. Os empregadores tendem a preferir o trabalho presencial, preocupados com possíveis quedas na produtividade e integração reduzida dos funcionários em tarefas colaborativas, entre outros problemas. Por outro lado, a maioria dos trabalhadores prefere o modelo remoto ou híbrido, devido à maior flexibilidade e à redução do tempo de deslocamento. O objetivo deste estudo é, portanto, avaliar de que forma o teletrabalho está associado à satisfação com o trabalho de servidores públicos, especialmente no período pós-pandêmico. Para isso, utilizamos análise descritiva dos dados, análise de condição necessária, regressão linear em painel e o método de diferenças em diferenças, com dados do Federal Employee Viewpoint Survey (FEVS) entre 2018 e 2022, analisados no nível da organização. Observamos indícios de que, após as medidas de isolamento social da Covid-19, o teletrabalho tornou-se um novo fator higiênico no trabalho, segundo a teoria de Herzberg, sendo uma condição necessária, mas não suficiente, para a satisfação no trabalho. Os resultados indicam que a diminuição do teletrabalho, ou seja, o retorno ao trabalho presencial, está associado a uma redução satisfação no trabalho.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/6a9b8421-32ff-49bf-9cbb-f7ba4894821b)"},{"text":"Larissa Luzia Longo Título:  O que é a complexidade tributária e como mensurá-la? Análise das dimensões em que a complexidade tributária se manifesta no Brasil. Orientação:  Luciana Yeung Luk Tai. Palavras-chave:  complexidade tributária. simplificação tributária. reforma tributária."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Formuladores de políticas tributárias em todo o mundo se preocupam com a complexidade tributária, geralmente, em decorrência de seus potenciais impactos na atividade produtiva e na arrecadação. No entanto, por possuir conceito polissêmico e multidimensional, é difícil defini-la e estabelecer relações de causalidade acerca de suas origens. Dada a inovação da EC 132/2023 em constitucionalizar o princípio da simplicidade tributária, a partir da revisão da literatura internacional e entrevistas com especialistas nacionais, a pesquisa pretendeu contribuir com a compreensão do fenômeno no contexto brasileiro. Compreendeu-se que a complexidade tributária brasileira se manifesta em cinco dimensões: a estrutural, a normativa, a operacional, a comportamental e a processual, todas relacionadas entre si. Foram propostos indicadores aptos a contribuir com iniciativas futuras de mensuração e monitoramento de cada uma das dimensões da complexidade tributária brasileira, já que a produção de evidências empíricas é essencial para a eficácia de políticas que busquem atacar o problema. Sugere-se que estudos futuros apliquem os indicadores em índice para mensurar a complexidade tributária no contexto brasileiro. Apesar da dificuldade relacionada à disponibilização e harmonização de dados, iniciar a aplicação do índice no contexto dos impostos estaduais brasileiros pode ser interessante em razão da diversidade amostral apta a possibilitar a comparação entre diferentes impostos e entes tributantes.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/6dab5456-d0ec-48da-8a0b-0bad348e2b57)"},{"text":"Mariana de Souza Azevedo Título:  Mobilidade Humana e Integração Socioeconômica de Imigrantes no Brasil: Uma análise socioespacial da inserção de migrantes e refugiados no mercado formal de trabalho brasileiro Orientação:  Adriano Borges Ferreira da Costa Palavras-chave:  migração internacional; governança migratória; inserção laboral; enclaves de imigrantes."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O fenômeno da migração internacional é complexo e multidimensional, e as experiências de migrantes e refugiados são moldadas por diferentes processos de inclusão e exclusão social, material e espacial. Este estudo visa ampliar a compreensão das dimensões do deslocamento e da integração de imigrantes, explorando possíveis caminhos ao acolhimento humanitário e à inserção socioeconômica desta população. Abordando os preceitos de governança migratória e de redes sociais coétnicas através de uma perspectiva espacial, este estudo investiga a associação entre as comunidades de migrantes nos municípios brasileiros, também chamadas de enclaves, e a sua inserção no mercado formal de trabalho. Utilizando uma amostra grande e diversificada de registros no mercado de trabalho brasileiro de 2019, a análise é realizada por meio de um modelo de regressão linear múltipla com dados cross-section para estimar a correlação entre o nível de concentração de imigrantes e seus indicadores de salários e tempo de emprego. Os resultados sugerem diferentes possibilidades, mas demonstram uma relação estatisticamente significativa e positiva entre os enclaves e os rendimentos individuais. Este estudo oferece abordagens relevantes para a governança migratória municipal no contexto brasileiro, buscando orientar atores locais em uma agenda pró-migratória para promover instituições e políticas públicas de atendimento focalizado aos imigrantes.   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/7831) ."},{"text":"Mirena Gentilezza de Figueiredo Brito Título:  Avaliação do impacto da simplificação do leiaute da fatura do cartão de crédito no comportamento de pagamento do consumidor. Orientação:  Rodrigo Reis Soares. Palavras-chave:  Economia Comportamental; Superendividamento; Cartão de Crédito; Fatura; Arquitetura de Escolha; Nudge; Behavioral Economics; Consumer Finance; Over-indebtedness; Credit Card; Credit Card Billing Statement; Information Disclosure; Choice Architecture; Nudge."},{"title":"Sumário Executivo","children":"A expansão do mercado de cartões de crédito nos últimos anos permitiu maior acesso da população brasileira a esse instrumento de pagamento. Apesar do acesso ao mercado de crédito representar um avanço na inclusão financeira, o rotativo do cartão de crédito possui uma das maiores taxas de juros entre os produtos de crédito e existe um risco de aumento expressivo do endividamento das famílias, principalmente as de baixa renda. O cartão é a modalidade de crédito mais utilizada, em números de tomadores, em todas as faixas de renda, e no caso da baixa renda, o saldo tomado representa uma proporção maior da carteira de crédito do que nas demais faixas. Quando a fatura não é paga em seu valor integral, o saldo devido torna-se um crédito rotativo, podendo ser também parcelado pela instituição financeira emissora do cartão.   A fatura do cartão de crédito é um instrumento importante de disponibilização de informação dos custos envolvidos nas operações de crédito que envolvem o cartão. Porém, muitas vezes as taxas de juros dos planos de parcelamento oferecidos, assim como para o caso de pagamento parcial da fatura, não ficam claros para o usuário. Há evidências que muitos usuários têm dificuldade de mensurar o quanto a taxa de juros representa em termos monetários, além de não conseguir identificar, em meio a tantas informações de difícil leitura na fatura, quais as informações importantes a se atentar. Se os consumidores não entendem e não assimilam a informações fornecidas na fatura, sua eficácia é limitada.   A tomada de decisão em qualquer contexto é influenciada pelo fato de que as pessoas têm atenção limitada e dificuldades para processar informação abundante. A economia comportamental estuda os vieses cognitivos a que as pessoas estão sujeitas em suas tomadas de decisão rotineiras, evidenciando que a interpretação da informação recebida pode depender da maneira como ela é apresentada.   O experimento aqui estudado, uma parceria entre Banco Central do Brasil (BCB), Ministério da Cidadania (MC) e Caixa Econômica Federal (CEF), propôs um novo leiaute para a fatura do cartão de crédito, alterando a forma como as informações são apresentadas e dando destaque para as opções de pagamento. A nova fatura foi enviada a clientes da CEF sorteados para o grupo de tratamento, enquanto o grupo controle recebeu a versão antiga. Esperava-se com isso que o grupo tratado pudesse compreender melhor os custos envolvidos na contratação do crédito e tomasse melhores decisões de pagamento, que resultariam em menor uso do crédito rotativo e parcelado e em maior percentual de pagamento integral da fatura.   Os resultados encontrados, contudo, embora estatisticamente significativos, não indicaram diferenças econômicas relevantes entre os grupos de controle e tratamento. O baixo impacto do experimento pode ser explicado por falhas no desenho e na implementação, já que não foi possível aferir se os clientes consultaram as faturas digitais antes de tomar a decisão de pagamento e pelo fato de ter sido testado apenas um modelo de fatura, que pode ainda não ser o ideal. Além disso, fatores contextuais, como a situação econômica das famílias, podem ser mais decisivos na decisão de pagamento da fatura.   Este estudo contribui para o avanço do entendimento acerca do impacto dos vieses cognitivos na tomada de decisões financeiras, importante na formulação de estratégias de inclusão da população de baixa renda e aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas a produtos e serviços financeiros, com o objetivo de reduzir o nível do endividamento prejudicial – dado que o endividamento por si só não é ruim - e melhorar a qualidade de vida das famílias.   Estudos futuros podem ajudar a elucidar os diferentes fatores envolvidos na decisão de pagamento do usuário de cartão de crédito e entender se outras formas de apresentação das informações de pagamento, com diferentes destaques ou abordagens, ou mesmo via diferentes meios, poderiam causar impacto diferente.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/dd8a4889-46ac-4ca8-84d2-520dd5d916e8)"},{"text":"Patricia da Silva Herbas Palomo Título:  O efeito de diferentes nudges para tomada de decisão de poupança individual Orientação:  Gustavo Moreira Tavares. Palavras-chave:  políticas públicas comportamentais. economia comportamental. poupança. arquitetura de escolha. nudge. enquadramento. mensuração de impacto."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O envelhecimento populacional no Brasil apresenta desafios significativos para a sustentabilidade do sistema de previdência. O aumento da longevidade, aliado à redução da taxa de natalidade, exerce uma pressão crescente sobre o sistema previdenciário, destacando a crítica necessidade de equilíbrio financeiro diante do aumento proporcional de idosos em relação à população economicamente ativa. A elevada dívida das famílias brasileiras, combinada com dificuldades para arcar com despesas mensais, compromete a renda desses grupos, afetando negativamente sua saúde mental, relações interpessoais e produtividade. Contudo, a poupança financeira das famílias permanece baixa, apesar de seu papel essencial no desenvolvimento econômico sustentável. Diante desse cenário, organizações e formuladores de políticas têm adotado estratégias comportamentais para aprimorar a eficácia de políticas públicas e alinhar decisões aos objetivos sociais. Este estudo avaliou o impacto de diferentes tipos de nudges, que envolvem mensagens com variados enquadramentos, na poupança e proporção de poupadores. Os enquadramentos testados em um experimento aleatório controlado incluíram norma social, escolha deliberada, e ênfase nas consequências positivas e negativas, aplicando o método de Diferenças em Diferenças sintético. Os resultados demonstraram que os nudges testados não tiveram um impacto significativo no comportamento de poupança, indicando que as intervenções comportamentais utilizadas não foram eficazes. Apesar da robustez do método de estimação, é crucial considerar as limitações do estudo, incluindo a não inclusão de outros fatores que podem influenciar as decisões de poupança.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/1d5241e2-25a9-4181-bd15-ea4f651cc2ad)"},{"text":"Sóstenes Azevedo Soeiro Título:  Excesso de peso e seus fatores: um estudo a partir da Pesquisa Nacional de Saúde - PNS 2019. Orientação:  Leticia Faria de Carvalho Nunes. Palavras-chave:  Excesso de peso; fatores; decomposição; Overweight; factors; decomposition."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O excesso de peso é considerado um problema de saúde pública desde meados da década de 70, do século XX. Esse problema não é exclusividade de um país, grupo, raça ou gênero. No Brasil estima-se que até 2035, 41% da população adulta conviverá com essa condição. Esse tema é relevante pela quantidade de indivíduos atingidos e por suas consequências e estigmas associados. As evidências internacionais apontam uma gama de fatores associados ao excesso de peso (GASMI et al., 2021; OGUNBODE; OWOLABI; OL, 2020; MILLER et al., 2016; TAYLOR et al., 2013), podendo ser agrupados em fatores biológicos, socioeconômicos e comportamentais (ENDALIFER; DIRESS, 2020). Também apontam para o uso de métodos de decomposição para elucidar as diferenças entre grupos populacionais, já que a prevalência pode variar entre grupos dentro de uma mesma localidade. Para o contexto brasileiro, a prevalência tem crescido entre mulheres, jovens adultos, negros e outras minorias étnicas (ESTIVALETI et al., 2022a). Desse modo, este trabalho teve, basicamente, 2 objetivos: 1) identificar os fatores associados ao excesso de peso no Brasil e; 2) identificar diferenças entre grupos populacionais na prevalência/chances de ter excesso de peso. A pesquisa tem relevância para o enfrentamento desse problema de saúde pública, especificamente em estratégia e priorização de grupos. Algumas implicações práticas são sugeridas como a formulação de programas de gestão e acompanhamento de doenças crônicas, cotas em programas de saúde e educação focados em pessoas com baixa escolaridade e com vínculos matrimoniais/afetivos, e, de modo amplo, investimento em programas de transferência de renda, rede de educação e saúde para fornecimento de apoio e suporte às pessoas com excesso de peso.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/6ac4379c-4900-404b-b610-78568e20f259)"},{"text":"Victoria Jaeger Título:  Gestão escolar e resultados: aprendizados sobre práticas gestoras Orientação:  Ricardo Paes de Barros. Palavras-chave:  gestão escolar. práticas gestoras. desempenho educacional. educação pública. Brasil."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este estudo tem como objetivo avaliar a estrutura fatorial de um instrumento de gestão escolar para validar sua capacidade de capturar adequadamente as práticas gestoras e, posteriormente, investigar a relação entre a gestão escolar e os resultados educacionais no contexto brasileiro. Utilizando o Instrumento de Práticas Gestoras (IPG), que mapeia a ocorrência de 140 práticas em escolas públicas, o trabalho identifica variáveis latentes de gestão escolar por meio de uma Análise Fatorial Exploratória e examina a relação desses fatores com o desempenho acadêmico. A análise abrange temas como gestão pedagógica, uso de dados e monitoramento, recursos humanos, administração e identidade escolar. Os resultados destacam a importância de uma gestão escolar eficaz para a melhoria dos resultados educacionais, oferecendo subsídios para a formulação de políticas públicas e o aperfeiçoamento de instrumentos que mensuram a gestão nas escolas brasileiras.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f45e248c-a9cf-401b-8f13-7dae15d82cae)"},{"text":"Marcela Garcia Carvalho Título: Ascensão, permanência e influência: O caso das líderes mulheres no Governo Federal Brasileiro Orientação:  Gustavo Moreira Tavares Palavras-chave:  Lideranças Públicas; Gestão de Pessoas; Burocracia Representativa; Gênero; Equidade; Public Leadership; Human Resources; Representative Bureaucracy; Gender; Equity."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Nas últimas décadas, a participação feminina no mercado de trabalho e no setor público tem crescido, embora barreiras estruturais ainda limitem o acesso de mulheres, especialmente negras, aos cargos de alto escalão. No Executivo Federal brasileiro, apesar do aumento geral da presença feminina desde a redemocratização, essa tendência não se reproduz nos altos escalões. A interseccionalidade de gênero e raça agrava a sub-representação de mulheres negras, pardas e indígenas. A literatura sobre burocracia representativa destaca a importância de uma administração pública cuja composição reflita a diversidade da sociedade, porém se concentram majoritariamente nos burocratas de nível de rua. Já a literatura sobre lideranças, apresenta um potencial efeito cascata (trickle-down) da diversidade nos níveis mais altos de uma organização, nos demais níveis. Desse modo, a partir de dados disponibilizados pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e utilizando Modelos de Sobrevivência, Regressões Quantílicas, Logarítmicas e Múltiplas, este estudo analisa as dinâmicas de ascensão, permanência e influência de mulheres brancas e negras nos cargos alto escalão do Executivo Federal entre 2000 e 2023, avaliando se (i) mulheres, especialmente mulheres negras, têm menor probabilidade de chegar aos cargos de alto escalão; (ii) se elas demoram mais que os homens para alcançar essas posições; (iii) se elas permanecem nessas posições menos tempo que os homens; e (iv) se, ao alcançarem o alto escalão, são mais prováveis de promover a ascensão de outras mulheres. Os resultados sugerem que mulheres têm menor probabilidade de ascensão aos cargos do alto escalão, sendo as mulheres negras as mais afetadas, embora não haja diferenças estatisticamente significativas no tempo de promoção ou permanência entre as que alcançam o topo. Ainda, observou-se um efeito cascata positivo, sugerindo que lideranças femininas e negras contribuem para uma burocracia mais representativa.    Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/7696) ."},{"richText":"O Mestrado Profissional em Políticas Públicas do Insper capacita profissionais a propor, avaliar e solucionar complexos problemas públicos em vários níveis de governo.","madeBy":"Por","title":"MPP","variant":"nobackground","buttonText":"conheça o curso"},{"jcr:title":"transparente / vermelho / turquesa"},{"buttonBackgroundColor":"rgb(229,5,5)","themeName":"transparente / botao vermelho / tag amarelo"},{"richText":"Conheça as dissertações dos cursos de mestrado do Insper.","madeBy":"Por","buttonUrl":"https://repositorio.insper.edu.br/communities/bc309c01-cc1a-4ce2-82e0-588a4c8cde75","title":"Repositório","variant":"nobackground","buttonText":"Acesse aqui"},{"jcr:title":"transparente / amarelo / vermelho"},{"themeName":"transparente / amarelo / vermelho"}]