[{"jcr:title":"Caderno Praxis - Mestrado Profissional em Administração"},{"richText":"Relação entre teoria e prática, fundamental para a formação humana.","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/pesquisa","title":"Caderno Praxis - Mestrado Profissional em Administração","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"azul marinho / turquesa / vermelho"},{"@stringArray@variations_0":"azul_marinho_rosaturquesa"},{"jcr:title":"azul marinho / rosa / turquesa","name":"azul_marinho_rosaturquesa","jcr:description":"azul marinho / rosa / turquesa"},{"synchronizeWithVersion_0":"themeName:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_1":"titleFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_2":"titleBackgroundColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_3":"thinLineFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_4":"additionalDataFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_5":"linkFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_6":"linkHoverFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_7":"backgroundColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_8":"gradientColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_9":"buttonFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_10":"buttonBackgroundColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_11":"tagFontColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08","synchronizeWithVersion_12":"tagBackgroundColor:e1d1d653-cff0-4cbb-bae9-7676f42d5f08"},{"themeName":"azul marinho / turquesa / vermelho"},{"themeName":"azul marinho / rosa / turquesa"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Os Cadernos Praxis Insper refletem o impacto dos programas de [Mestrado Profissional](/content/insper-portal/pt/cursos/pos-graduacao/mestrado.html) que focam no desenvolvimento de uma produção discente com rigor acadêmico, porém com aplicações práticas e relevantes para as organizações.   Os sumários ou resumos das dissertações produzidas nos programas de [Mestrado Profissional em Adminstração](/content/insper-portal/pt/cursos/pos-graduacao/mestrado/administracao.html)  podem ser consultados abaixo, oferecendo uma visão abrangente das pesquisas desenvolvidas e de sua contribuição para a integração entre conhecimento acadêmico e aplicação prática."},{"text":"Alberto Rodrigues Pinto Ferreira Título:  Valor agregado pelo orçamento: como as empresas endereçam as principais críticas ao orçamento tradicional. Orientação:  Luiz Francisco Modenese Vieira Palavras-chave:  Orçamento; Planejamento Financeiro; Controle Gerencial; Estratégia."},{"title":"Resumo","children":"Quem nunca escutou as histórias de estresse sobre o “budget season” nas grandes empresas, com longas horas de trabalho, executivos sendo pressionados a aceitarem metas agressivas e reuniões de monitoramento difíceis ao longo do ano? A literatura acadêmica e os best-sellers sobre gestão estão cheios desses exemplos desde os anos 1990, com picos de exposição nas crises da bolha de internet dos anos 2000 e das hipotecas em 2008. O uso inadequado do orçamento foi identificado como umas das razões desses problemas e muitos se dedicaram a propor alternativas ao seu uso tradicional. Algumas propostas deram-se em torno de aprimorar as formas de execução e mensuração de resultado, como o Activity-based costing (ABC), a gestão por atividades, o orçamento base zero e o orçamento participativo. Outras propostas foram mais ousadas, como a que defendeu o abandono do orçamento para a definição de metas de desempenho, que se tornou conhecido como Beyond Budgeting. Essa linha foi incorporada pelos autores do Balanced Scorecard, metodologia que tornou-se popular nas últimas duas décadas.   Entretanto, nos últimos dez anos algumas pesquisas demonstraram que a maioria das empresas estudadas não havia embarcado nas mudanças mais radicais, tendo preferido adaptar seus processos de planejamento e controle em torno do orçamento, inclusive mantendo-o para definição de metas de desempenho. Essa dissertação procurou mostrar como as empresas no Brasil utilizam o orçamento e qual o grau de valor agregado que confere a ele. Investigou, também, como as empresas endereçam algumas das maiores críticas ao orçamento – a falta de conexão com a estratégia; a ineficácia para lidar com as incertezas no ambiente de negócios; o incentivo à comportamentos disfuncionais ao ser usado como meta de desempenho; e um balanço desvaforável de custo vs. benefício, dado o tempo e esforço necessários para elaborar um orçamento e depois monitorá–lo.   Foi aplicado o método misto de pesquisa, sendo que os resultados do método quantitativo serviram de insumo para a fase de pesquisa seguinte com um método qualitativo. A metodologia de pesquisa utilizada consistiu, assim, no uso combinado e sequencial de um questionário que foi respondido por representantes de noventa empresas de perfil variado, tanto em relação às suas funções, quanto ao tamanho, setor e origem de capital das empresas, seguido por entrevistas em profundidade com quartoze das empresas que responderam ao questionário, também de perfil variado.     A pesquisa investigou como essas empresas desenharam seus processos orçamentários, que escolhas fizeram e por que motivos fizeram essas escolhas.   Os resultados observados foram semelhantes aos de pesquisas realizadas na América do Norte, mostrando que as empresas da amostra coletada no Brasil também usam o orçamento para fins de gestão de desempenho e percebem o orçamento como um processo de valor agregado. Os resultados mostraram que essas empresas encontram soluções para assegurar a conexão com a estratégia; que incorporam indicadores não-financeiros para o monitoramento dos resultados, em coordenação com o orçamento; que desenvolvem transparência e credibilidade entre os executivos e sócios, o que permite reduzir a incidência e gravidade dos comportamentos disfuncionais e, usam a tecnologia para reduzir o tempo de elaboração pela metade em comparação à vinte anos atrás. Essas observações são consistentes com a avaliação de valor agregado do processo.   Esse estudo reforça, portanto, os achados das pesquisas recentes sobre o tema, estendendo a investigação para uma amostra des empresas que operam no Brasil e sugere que as empresas combinam atributos do uso tradicional do orçamento com recomendações advindas dos seus críticos, como o Beyond Budgeting, e do modelo de gestão do Balanced Scorecard, mesmo que ainda não haja um respaldo completo nos arcabouços teóricos, contribuindo, assim, para explicitar a lacuna existente. Para além disso, a pesquisa qualitativa permitiu entender as razões subjacentes às decisões tomadas pelos executivos, complementando o estudo anterior realizado na América do Norte e que serviu de base a esta pesquisa.   Os leitores executivos e conselheiros encontrarão, também, uma visão do “que” e “como” as empresas da amostra fizeram nas situações estudas, que são semelhantes ao contexto de mercado em constante transformação. Alguns exemplos são (i) o uso de um modelo de gestão integrado englobando planejamento estratégico, orçamento e indicadores não-financeiros, com retroalimentação frequente; (ii) a flexibilidade de executar reprojeções frequentes, mas conforme a necessidade, evitando processos burocráticos engessados; e (iii) a relevância em desenvolver um relacionamento de credibilidade entre a diretoria e donos/sócios e não deixá-lo ao acaso.   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/1d28020f-6f02-4bf9-93fc-615ac69598b2) ."},{"text":"Alex Wendell de Lima Manduca Título:  O canal digital e seu efeito no desempenho das vendas para varejistas Orientação:  Danny Pimentel Claro Palavras-chave:  Canais de Vendas; Bens de Consumo; Canais digitais; Vendas B2B; Varejo; Vendas; Ominchannel/ ominicanalidade; Execução; Customer Satisfaction."},{"title":"Resumo","children":"O surgimento de novos canais de vendas para o mercado business-to-business (B2B), especialmente influenciado pelo contexto tecnológico e a transformação que os canais digitais trouxeram para a jornada de compra dos clientes, conduzem as empresas a ampliar a oferta de canais de vendas aos seus clientes. Por isso o gerenciamento dos canais de distribuição vem ganhando relevância como uma área estratégica de tomada de decisão. As principais causas para o aumento da preocupação com os canais de distribuição estão relacionadas ao ganho de competitividade, redução de custo de atendimento, melhoria no nível de serviços aos clientes e consequentemente aumento nas vendas.   Vemos iniciativas em vários segmentos de negócios B2B, abrindo novos canais de vendas complementar ao atendimento do vendedor, e com isto a necessidade de entender o efeito destes novos canais nas vendas para os clientes. Por tanto a importância do estudo se apresenta como significativa para futuros projetos de implementação de novos canais de atendimento aos clientes B2B, especificamente utilizando o WhatsApp, pois permite entender o efeito real nos volumes de vendas e receita quando da adoção do novo canal. O estudo, aponta que os clientes que utilizam, um canal digital, tem reduções menos intensas em relação aos que mantiveram o atendimento apenas pelo vendedor durante o período da pandemia de COVID19, e além disto, a diferença entre os que não adotaram o canal digital e os que adotaram diminuiu de um ano em relação a outro. Observamos também o crescimento no preço médio no período com melhoria das diferenças entre as médias. Portanto, analisando apenas o canal e sem considerar outras possíveis influências sobre as variáveis, observa-se que a adoção do canal digital melhorou a performance dos clientes quanto à compra dos produtos e a geração de receita.   Vemos iniciativas em vários segmentos de negócios B2B, abrindo novos canais de vendas  complementar ao atendimento do vendedor, e com isto a necessidade de entender o efeito destes novos canais nas vendas para os clientes. Por tanto a importância do estudo se apresenta como significativa para futuros projetos de implementação de novos canais de atendimento aos clientes B2B, especificamente utilizando o WhatsApp, pois permite  entender o efeito real nos volumes de vendas e receita quando da adoção do novo canal.   O estudo, aponta que os clientes que utilizam, um canal digital, tem reduções menos intensas em relação aos que mantiveram o atendimento apenas pelo vendedor durante o período da pandemia de COVID19, e além disto, a diferença entre os que não adotaram o canal digital e os que adotaram diminuiu de um ano em relação a outro. Observamos também o crescimento no preço médio no período com melhoria das diferenças entre as médias. Portanto, analisando apenas o canal e sem considerar outras possíveis influências sobre as variáveis, observa-se que a adoção do canal digital melhorou a performance dos clientes quanto à compra dos produtos e a geração de receita.    Em primeiro lugar apresenta evidências de que a mudança da dinâmica do atendimento de vendas, delegando a definição de quando e por qual canal o cliente realizará suas compras tem influência sobre a experiencia do cliente e consequentemente na quantidade de itens incluídos na sua cesta de compra. Assim o presente estudo sugere que a incorporação de novos canais, especialmente canais digitais e anacrônicos que permitem que o cliente realize as compras por um canal alternativo ao físico humano gera ganhos  significativos.    Além disso fornece uma nova visão sobre a importância de incorporação de novos canais para a formação de receita adicional, e que, considerando os Os fundamentais de marketing o “P” de “Praça” passa a ser um fator estratégico na elaboração do planejamento estratégico das empresas que atendem clientes corporativos (B2B).   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/2e0d6451-0f9e-4955-b6d2-7b03401317ae)"},{"text":"Alexandre dos Reis Marques Título:  A influência do tipo de propriedade no desempenho ESG de empresas brasileiras Orientação:   Sergio Giovanetti Lazzarini Palavras-chave:  ESG; Propriedade; Ambiental; Social; Governança; Empresas; Institucional; Familiar; Governo."},{"title":"Resumo","children":"Tem-se observado um crescimento exponencial na preocupação dos investidores e das empresas com o tema ESG (Environmental, Social, and Governance). Os fatores ESG permeiam uma ampla gama de indicadores, que são consolidados em seus pilares de responsabilidade: o Pilar ambiental (“E”), com preocupações com aspectos como a questão climática, o efeito da emissão de gases de efeito estufa, a poluição e outros; o Pilar Social (“S”), com preocupações com a relação das pessoas com a empresa, a satisfação do consumidor, a diversidade, a relação com a comunidade, a proteção de dados; e o Pilar de Governança (“G”), com preocupações com a composição do conselho de administração, a estrutura dos comitês de auditoria e fiscal, além de processos para evitar a corrupção.   A análise dos indicadores de desempenho ESG, desenvolvida por diferentes empresas de rating, representa uma importante ferramenta para a avaliação da estrutura de sustentabilidade corporativa das empresas, para a tomada de decisão dos investidores e, em especial, para a análise de desempenho de longo prazo e a avaliação dos riscos.   Há, entretanto, uma discussão em curso sobre quais fatores podem influenciar a orientação ESG das empresas.   Um desses fatores é a estrutura de propriedade, que pode influenciar no desempenho dos pilares ESG, já que alguns tipos de proprietário estão cada vez mais influenciando a forma pela qual as empresas são administradas, o que, por sua vez, reflete nas preocupações destas com o desempenho ESG.   Utilizando-se os dados da Thomson Reuters ASSET4 do período de 2013 a 2019, observou-se o desempenho de cada pilar ESG de 120 empresas brasileiras de capital aberto de diferentes setores. Com base em diversas fontes de dados, preparou-se a “pirâmide societária” das empresas e, analisando-se a estrutura de proprietários destas, identificaram-se seus controladores. Com isso, foram relacionados e analisados os dados de cada pilar ESG com os diferentes tipos de proprietário: institucionais, familiares e empresas controladas pelo governo.   Os resultados mais robustos encontrados indicam uma associação negativa da propriedade familiar e da propriedade do governo com o pilar ESG de governança. No primeiro caso, apontaram que o bloco de controle familiar pode impor seus interesses pessoais, renunciando a melhorias práticas de governança corporativa; no segundo, que as dificuldades políticas e a infinidade de problemas na gestão das empresas de propriedade do governo podem deteriorar os indicadores de desempenho do pilar ESG de governança dessas empresas.   As demais variáveis de propriedade mostraram pouco poder explicativo sobre o desempenho dos pilares ESG das empresas.   No estudo, identificou-se que outros fatores específicos das empresas são mais consistentes na avaliação do desempenho ESG, tais como:   ·       O desempenho ESG passado das empresas, indicando a importância da característica de persistência dos desempenhos anteriores para todos os pilares ESG;   ·       O tamanho da empresa, que se mostrou importante para que a mesma possua bons indicadores de desempenho dos pilares ESG;   ·       Uma dívida controlada, uma vez que empresas que não dispõem de uma dívida controlada possuem maior disposição de gastar seu fluxo de caixa no serviço da dívida, em vez de investir em atividades do desenvolvimento ESG.   Outro ponto interessante observado foi que, se o tipo de proprietário das empresas é diretamente observável, a análise do desempenho ESG depende da consistência dos dados das agências de classificações ESG. O estudo apresentou resultados distintos para diferentes agências de rating dos indicadores de desempenho ESG, mostrando que resultados obtidos com base em dados de uma agência ESG podem não ser replicáveis com os dados de desempenho ESG de outra agência.   Apesar do crescimento da importância do tema ESG, principalmente após o lançamento pela ONU em 2006 dos “Princípios para investimento responsável”, esta ainda é uma agenda relativamente nova, principalmente para as empresas e investidores brasileiros, apresentando um grande campo para aprofundamento das discussões e estudos inerentes ao tema.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/993a57ac-5989-4179-952b-6ddebc601ab9)"},{"text":"Alexandre Noguchi Título: Impactos da direção do mercado acionário e do tamanho do patrimônio na geração de alfa de fundos brasileiros Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo. Palavras-chave: Alfa de fundos de ações brasileiros. Habilidade dos gestores. Desempenho em alta ou baixa do mercado. Ganhos de escala "},{"title":"Resumo","children":"A indústria de fundos de investimento no Brasil vem apresentando crescimento robusto nos últimos anos. Segundo dados da Anbima, o patrimônio consolidado de todos os fundos, deflacionado pelo IGP-DI, saltou de R$3,11 trilhões em 2007 para R$ 6,45 trilhões em 2020. E o número de fundos saltou de 7.892 para 22.482 no mesmo período.   E o cenário econômico mundial de taxas de juros baixas faz os fundos de investimentos em ações ganharem importância como uma alternativa à renda fixa, conforme apontado por Boubacker et al. (2018). De acordo com estudos realizados entre 1998 e 2013, os fundos de pensão dos EUA aumentaram a alocação em ações durante períodos de taxas de juros baixas. Tais achados estão em linha com Bernanke (2013, 2015), que previu que investidores insatisfeitos com baixos retornos passariam a aumentar o risco e a alavancagem de suas carteiras.   O potencial de mercado dos fundos de ações pode ainda ser confirmado pela queda na sua representatividade dentro da indústria, que caiu de 15% em 2007 para 9% 2020, segunda dados da Anbima.   Uma vez identificada uma possível oportunidade, é necessário verificar as barreiras de entrada dessa indústria. E nesse ponto identificamos uma característica peculiar desse setor, relacionado à habilidade dos gestores dos fundos em obter retornos excessivos em relação à gestão passiva. Tratam-se de barreiras intangíveis à imitação que, segundo Besanko et al. (2012) podem ser classificadas, neste caso, como ambiguidade causal. A habilidade superior dos gestores para criação de valor não pode ser facilmente copiada, mesmo por pessoas dentro da própria empresa.   O presente trabalho analisa os retornos mensais, dos últimos dez anos dos 141 principais fundos de ações brasileiros de gestão ativa, para verificar se tais gestores realmente possuem habilidade para superar a rentabilidade dos índices de mercado ao longo do tempo.   Este é um tema amplamente abordado por diversos estudos acadêmicos. Sharpe (1966) e Jensen (1969) desenvolveram medidas de desempenho que permitem a comparação entre carteiras distintas, de forma muito simples, com base na relação risco/retorno. Posteriormente, estudos empíricos realizados por Fama (1972), Jensen (1972) e Merton (1981) buscaram testar a hipótese de que os gestores de fundos conseguem superar o retorno da carteira de mercado, mas o resultado geral não suportou tal hipótese. Mais recentemente, Kosowski et al. (2007) e Fama e French (2010) testaram se o desempenho dos gestores de fundos foi oriundo de habilidade (alfa) ou mera sorte. Kosowski et al. (2007) encontraram resultados significativamente favoráveis aos gestores, enquanto Fama e French (2010) chegaram a conclusões mais modestas, com poucos fundos apresentando retornos em excesso.   Os resultados utilizando o modelo de três fatores de Fama e French (1993) indicam que na média o coeficiente alfa não é estatisticamente diferente de zero. Isso nos leva a concluir que gestores de fundos em geral não conseguem superar o retorno do benchmark de mercado.   O estudo ainda vai além, realizando uma análise de dados em painel dinâmico de modo a verificar se a direção do mercado (altas e baixas no Ibovespa) influencia o retorno excessivo dos fundos de ações. Foi utilizada a mesma base de dados, em metodologia semelhante à de Alexander e Stover (1980).   Verificou-se que a direção do mercado não impacta a geração de alfa por parte dos fundos. Tal resultado está em linha com o proposto por Fabozzi e Francis (1979), Fama (1973), Merton (1981) e Castro e Minardi (2009) que afirmam que os gestores não alteram a composição de sua carteira em função da direção do mercado porque não possuem capacidade de prever tais movimentos.   Foi ainda realizada uma terceira análise, também com dados em painel dinâmico, de modo a verificar se o tamanho do patrimônio dos fundos afeta negativamente a geração de alfa por parte dos gestores. Estudos de Berk e Green (2004), Kosowski et al (2019) e McLemore (2019) apontam que quanto maior o fundo, pior é o seu desempenho, visto que a carteira se aproxima cada vez mais do portfólio de mercado.   Os dados confirmam tal entendimento, ao nível de 95% de confiança, não podemos rejeitar a hipótese de que o tamanho dos fundos influencia negativamente no desempenho dos fundos de ações brasileiros.   Finalizamos com duas sugestões de estudos futuros. O primeiro envolve a avaliação da concentração da liquidez do mercado acionário brasileiro em poucos papéis, visto que cerca de 80% do volume negociado na bolsa se concentra nas 84 ações do Ibovespa, segundo dados da B3. E dentro dessa carteira teórica apenas 3 setores, dentre 32, possuem mais do que 4 papéis em sua composição. Esse limitado leque de opções pode afetar negativamente o retorno excessivo dos fundos de ações. E a segunda sugestão seria a avaliação quantitativa do tamanho ideal de um fundo de ações no Brasil, de modo a otimizar a geração de alfa. Tal estudo pode ajudar as gestoras na definição de seu planejamento estratégico.   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/db818583-2a98-4013-ad3a-71f50802bf51)"},{"text":"Davi Rachman da Silva Título: Investigando os diferentes canais de venda na percepção de valor e de justiça de preço e seus efeitos em pessoas ocupadas. Orientação:   Giuliana Isabella. Palavras-chave:  canais de venda. percepção de valor. justiça de preço.  busyness .  sales channels .  perceived value .  price fairness ."},{"title":"Resumo","children":"Na última década houve uma expansão muito forte no comércio eletrônico, sendo muito impulsionada pelo aumento do uso de smartphones e da internet (Ebit & Nielsen, 2020; eMarketer, May 2020). Nesse contexto, as empresas de comércio buscaram desenvolver formas mais eficientes de chegar ao consumidor por meio do desenvolvimento de novos canais de venda, como a multicanalidade (comercialização em diferentes canais) e a omnicanalidade (experiência entre os diferentes canais). Esses canais buscam tornar-se solução para um processo de compra mais fluído e simples ao consumidor (Verhoef et al, 2015), podendo auxiliar, também, aqueles consumidores que possuem pouco tempo disponível.   Como consequência do avanço destes canais, houve uma série de impactos sobre o consumidor (Barnes, 2016; Hsie et al, 2012; Huré et al, 2017; Lee et al, 2019; Murfield et al, 2017; Rodríguez-Torrico et al, 2020; Shankar et al, 2011), o que nos leva a investigar se há alguma relação dos canais de venda com o valor percebido pelos consumidores e a justiça de preço. Estas duas variáveis: percepção de valor e justiça de preço, podem impactar os resultados dos negócios uma vez identificadas as possíveis relações com os canais.   Portanto, com base nesse contexto apresentado, o objetivo deste trabalho é verificar se os diferentes canais (online, multicanalidade, omnicanalidade) afetam a percepção de valor e justiça de preço. Além disso, analisa-se se busyness que significa estar ocupado com horas de trabalho remunerado (Bellezza et al, 2017), faz com que o efeito dos canais se altere sobre a percepção de valor e a justiça de preço.   Para verificarmos estes resultados, foram feitos dois estudos por meio da plataforma Amazon Mechanical Turk que realiza o recrutamento de participantes para responder os questionários elaborados em que são coletados dados de percepção de valor e justiça com base em metodologias muito utilizadas na literatura, como a escala PERVAL para percepção de valor e a escala de Darke & Dahl (2003), adaptada por Isabella et al. (2017) para justiça de preço. No primeiro estudo o foco é o efeito dos canais sobre percepção de valor e justiça de preço, enquanto no segundo o foco é o efeito moderador que busca identificar se há influência de busyness sobre o impacto dos canais sobre as duas variáveis anteriores: percepção de valor e justiça de preço.   Com estes dados, foram realizadas regressões pelo método de mínimos quadrados ordinários em que foram obtidos os seguintes resultados que podem orientar a tomada de decisão em relação a disponibilização de diferentes canais de comercialização para os consumidores:   1. Há um efeito positivo da multicanalidade em relação ao canal online sobre a percepção de valor, isto é, há uma maior percepção de valor para as compras por meio de plataformas multicanal em relação às compras online;   2. Há um efeito positivo e da multicanalidade e omnicanalidade em relação ao canal online sobre a justiça de preço, isto é, há uma maior percepção de valor para as compras por meio de plataformas multicanal e omnicanal em relação às compras online.   3. Não há um efeito positivo de busyness sobre o impacto dos diferentes canais em percepção de valor e justiça de preço, isto é, para pessoas mais ocupadas não se observa um impacto distinto entre os canais sobre percepção de valor e justiça de preço   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/9b531d9b-094a-4a77-bf07-520426b0d9c6)"},{"text":"Edson Akio Oura Título:   Estratégias de distribuição de veículos e valor da marca Orientação:   Paulo Furquim Azevedo  Palavras-chave:  Indústria automobilística; Estratégia de distribuição; Valor da marca; Depreciação de veículos usados; Dados em painel."},{"title":"Resumo","children":"O setor automobilístico desempenha papel importante na sociedade como prestador de serviços de mobilidade, no Brasil, a frota nacional de veículos de passageiros era de mais de 60 milhões de veículos em dezembro de 2020, e a produção do setor representou 18% do PIB industrial brasileiro em 2018, a sua cadeia produtiva é extensa e o setor desempenha papel importante no desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias.   Após a abertura do mercado brasileiro em 1990, a competividade do setor aumentou devido à entrada de novos participantes no mercado. Neste cenário de competitividade, o valor da marca passou a ser um dos principais ativos para as empresas do setor, pois uma marca forte impacta no desempenho das empresas.     O estudo avalia o valor da marca através da variação da depreciação dos veículos usados. Além do valor da marca, outro elemento importante para o setor é a estratégia de distribuição (canal de venda) utilizada pelas montadoras para escoar a produção. A distribuição pode ser por distribuição indireta, feita através dos concessionários, ou por distribuição direta, onde a venda é realizada pelas montadoras diretamente aos clientes finais. No Brasil a participação da distribuição direta no mercado de veículos de passageiros oscilou anualmente entre 21% e 42% entre 2003 e 2019.   O objetivo do estudo é contribuir de forma prática com os gestores do setor automobilístico, através da análise de fatores determinantes da estratégia de distribuição dos veículos, ou seja, como variáveis ligado à oferta e demanda (servitização) impactam na forma de distribuir os veículos, e sua conexão com o valor da marca, capturada através da análise da variação da depreciação dos veículos usados.   O método utilizado no estudo foi quantitativo, com a análise de dados em painel com efeitos aleatórios para os dois estágios. O estudo foi realizado para o período de cerca de 17 anos, entre 2003 e junho de 2020 e utilizou, como principais bases de dados: informações de emplacamento; preço de veículos usados (Tabela FIPE); e compilação de pesquisa feita pelo autor.   Os resultados das análises demonstraram conexão significante entre o canal de vendas e o valor da marca, quanto maior a distribuição direta, maior a depreciação de preços dos veículos usados na marca, impactando o valor da marca.   Em adição, a análise das determinantes da estratégia de distribuição encontrou relação entre elementos ligados à oferta, especialmente quanto a utilização de processos de LM e concessão de incentivos fiscais, e alterações na estrutura da demanda do mercado, e a definição das vendas por distribuição direta e indireta. Quanto maior a flexibilidade de alterar a produção com menor custo, maior a participação da venda indireta, quanto maior a concessão de incentivos fiscais maior a participação das vendas diretas.   Portanto, a maior participação de distribuição direta, impacta negativamente o valor da marca, capturada pela variação da depreciação dos veículos usados. E a estratégia de distribuição direta é por sua vez impactada pela flexibilidade dos processos produtivos, pela concessão de incentivos fiscais e pela alteração na estrutura da demanda (sevitização).   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/595d575f-5a82-4635-9856-b20e0bad728a)"},{"text":"Edson Gonçalves Rodrigues Título:  O papel das tecnologias de inteligência artificial no desenvolvimento de modelos de negócios sustentáveis Orientação:  Vinicius Picanço Rodrigues. Palavras-chave:  Inteligência Artificial (IA); Transformação Digital; Modelos de Negócios Sustentáveis (MNS); Social; Ambiental; Big Data; Desenvolvimento Sustentável; Artificial Intelligence (AI); Digital Transformation; Sustainable Business Models (SBM); Social; Environmental; Big data; Sustainable Development."},{"title":"Resumo","children":"Após a criação dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) as empresas passaram a tomar ações conscientes aliadas a práticas mais sustentáveis. O movimento das empresas em busca de práticas sustentáveis também foi potencializada pela pressão por grande parte dos consumidores, que estão dispostos a trocar hábitos e escolher produtos mais sustentáveis, ainda que sejam mais caros, levam em conta a transparência e o comprometimento das empresas na hora de tomar a decisão.   Como forma de viabilizar as práticas sustentáveis sem comprometer seus modelos de negócios e consequentemente seus resultados, as empresas buscam facilitadores ou alavancas para alcance dos objetivos, entre eles o uso da transformação digital e mais especificamente a Inteligência Artificial. A escolha da Inteligência Artificial como tecnologia habilitadora foi feita para este estudo, porque é considerada a tecnologia estratégica número um do ponto de vista de contribuição para negócios, além da Inteligência Artificial estar entre os facilitadores mais importantes para o desenvolvimento de um modelo de negócios sustentável.   Este estudo teve como objetivo investigar o papel e a importância da Inteligência Artificial no desenvolvimento de modelos de negócios sustentáveis. O estudo abordou as relações entre Inteligência Artificial, transformação digital e desenvolvimento de modelos de negócios sustentáveis e busca entender como é feita a adoção de Inteligência Artificial para o desenvolvimento de modelo de negócios sustentáveis nas empresas. De uma perspectiva prática, este estudo é relevante para pesquisadores e profissionais entenderem o impacto da Inteligência Artificial nos modelos de negócios sustentáveis, para apoiar na elaboração de estratégias, gerenciar o uso da Inteligência Artificial no ambiente de trabalho e para melhorar a eficiência por meio de melhorias tecnológicas. Metodologicamente, o estudo foi feito em duas fases: primeiro, foi realizada uma revisão da literatura considerando 47 artigos; em segundo, uma análise de documentos dos relatórios de sustentabilidade das maiores empresas brasileiras complementou os achados da revisão de literatura realizada. Os modelos foram utilizados, pois permitiu maior qualidade do processo, redução de vieses e erros, capacidade de sintetizar grande volume de informação, além de trabalhar com fontes de alto padrão e confiável.   Os resultados mostraram que as relações entre Inteligência Artificial e desenvolvimento de modelos de negócios sustentáveis é um campo de pesquisa incipiente, indicando que a literatura se concentrou apenas em alguns aspectos envolvidos no desenvolvimento sustentável por meio da Inteligência Artificial, como na transição energética e cadeias de valor mais responsáveis e circulares; no entanto, ainda existem várias lacunas sobre os fundamentos que ligam esses conceitos, principalmente nos países menos desenvolvidos. Os relatórios de sustentabilidade das maiores empresas brasileiras corroboram com os achados da literatura, pois evidenciam a falta de abordagem aprofundada sobre os assuntos de Inteligência Artificial e modelo de negócios sustentáveis. Também podemos concluir que apesar de entenderem a importância e necessidade das práticas sustentáveis e reconhecerem a importância da Inteligência Artificial para seus negócios, as empresas não investem e adotam ações para alcance das práticas sustentáveis com Inteligência Artificial.   Por fim, as empresas, profissionais de empresas e profissionais de pesquisa acadêmica devem se concentrar no desenvolvimento adicional do uso de Inteligência Artificial em modelos de negócios sustentáveis, pois o estudo evidenciou a importância e relevância do tema para alcance dos objetivos, porém estão sendo negligenciados.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/14320214-d087-467b-a455-562cb4bb8125)"},{"text":"Erick Trench Alcantara Santos Título:  Processo de implementação da estratégia: um estudo de caso em empresa do setor de petróleo e gás Orientação:  Sandro Cabral Palavras-chave:  Implementação da estratégia; Planejamento estratégico; Implementação efetiva da estratégia."},{"title":"Resumo","children":"O sucesso de uma organização depende tanto da formulação de sua estratégia como de sua implementação. Porém, observou-se muito mais atenção dedicada ao processo de formulação da estratégia do que ao processo de implementação, ainda que se admita sua importância como componente crítico capaz de explicar por que algumas organizações superam outras.   Neste sentido, é notado que a Implementação da Estratégia ainda é um campo pouco explorado pelo meio acadêmico, muitas vezes relegado ao status “operacional” e menos “fantástico” do que desenvolver planos que ofereçam vantagens sustentáveis. Muitas organizações são capazes de formular planos robustos, porém normalmente falham em colocá-los em prática, porque a implementação é uma atividade complexa, muitas vezes mal compreendida pelos gestores, que tendem a ter mais conhecimento sobre a formulação da estratégia do que como executá-la.   A diversidade de perspectivas existentes sobre a implementação da estratégia pode explicar a falta de um corpo coeso de pesquisas sobre o tema. No que diz respeito à literatura, esse fenômeno tem sido mais aplicado e prescritivo do que acadêmico e empírico, não havendo uma estrutura clara para basear novos conhecimentos a respeito desse conceito. Por isso, o processo pelo qual as estratégias são traduzidas em resultados organizacionais permaneceu ainda não explorada de forma ampla.   Dessa forma, o objetivo desta dissertação é compreender de maneira estruturada quais os fatores associados à efetiva implementação das estratégias formuladas, tendo como importante missão aprofundar a teoria através de uma revisão bibliográfica das dimensões evidenciadas e identificar na prática a validade de um modelo teórico, propondo melhorias através dos achados do estudo de caso.   Esta é uma pesquisa qualitativa que utilizou um estudo de caso retrospectivo, longitudinal e ilustrativo, usando como base teórica o modelo proposto por Tawse & Tabesh (no prelo) sobre a Implementação Efetiva da Estratégia, sendo possível identificar e validar de forma empírica as principais dimensões que compõem o construto. Para tanto, o caso utilizado será de uma organização líder na distribuição de gás liquefeito de petróleo, pertencente a um dos maiores grupos empresariais privados brasileiros, que oferece um laboratório válido para investigar os fatores relacionados à questão desta pesquisa.   Os principais resultados dessa pesquisa sugerem que (1) a coordenação centralizada do processo de implementação contribui positivamente para sua efetividade; (2) o ambiente de confiança na organização resulta em uma condição relevante para a implementação efetiva da estratégia; e (3) as dimensões que compõem o modelo teórico proposto por Tawse & Tabesh (no prelo) possuem interações entre si, ou seja, à medida que a estratégia é implementada e avança na organização, as dimensões devem ser adequadas ao processo.   A pesquisa contribui para uma maior compreensão sobre o fenômeno de implementação efetiva da estratégia por realizar uma discussão conceitual, que merece atenção por ser fonte significativa de heterogeneidade de desempenho entre empresas e por apresentar uma rara análise conectando uma teoria em evolução com o ambiente prático de uma indústria brasileira em ambiente real, possibilitando evidenciar quais são suas variáveis e elementos-chave que tendem a gerar um impacto positivo nas organizações.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/8c76e959-aeca-4668-aa9e-448331802910)"},{"text":"Francisco Alves Cangerana Neto Título:  Relação entre educação superior e o comportamento dos policiais militares do estado de São Paulo.  Orientação:  Sandro Cabral. Palavras-chave:  Capital humano; Comportamento; Conhecimento portável; Polícia militar; Polícia ostensiva; Retenção."},{"title":"Resumo","children":"O setor automobilístico desempenha papel importante na sociedade como prestador de serviços de mobilidade, no Brasil, a frota nacional de veículos de passageiros era de mais de 60 milhões de veículos em dezembro de 2020, e a produção do setor representou A Polícia Militar do Estado de São Paulo é uma instituição pública cuja missão é prover segurança, mantendo a ordem pública e a incolumidade física das pessoas, contando para isso com um efetivo fixado em 93.802 policiais e existente de 81.459, sendo que, anualmente, em torno de 3 a 5 mil policiais deixam a corporação, por motivos de exoneração a pedido, passagem para inatividade, demissões e expulsões, assim, são necessários a seleção e o recrutamento de igual ou maior número de novos policiais. Se de um lado há a necessidade de se suprir as saídas de outro é necessário que se tenha eficiência nas atividades desenvolvidas, para tanto, estudos apontam para a importância dos conhecimentos e habilidades do indivíduo (PIGOU, 1915; ROSENSTEIN-RODAN, 1943; BECKER, 1962; ACEMOGLU e PISCHKE, 1999; STWEWARD, 1998; BARBIERI, 2014; MARTINS, 2015). Por outro lado, a eficiência e o desempenho de um indivíduo e de uma organização compreendem, não somente as atividades e o esforço executado, mas o modo como as coisas são feitas e os resultados que são produzidos (CAMILLIS, 2018), no caso da polícia militar o bom desempenho reflete-se nos indicadores criminais reduzidos e na confiança depositada pela sociedade, pois os produtos que a polícia entrega são a segurança pública (ausência de crimes) e a sensação de segurança (confiança), logo, pode-se dizer que o desempenho da polícia militar envolve, além dos indicadores de resultado, indicadores de comportamento, responsáveis pela boa imagem da instituição (HAPBURN, 1981; BRADFORD, 1998; MONJARDET, 2012; DECKER et WAGNER, 2002). Isto posto, a questão principal a ser respondida na pesquisa é: “como o grau de escolaridade de ingresso na polícia militar afeta o comportamento no trabalho policial?”   O tema tem em sua essência o interesse público e o dever de eficiência dos órgãos públicos, sendo importante destacar que a corporação policial paulista possui um forte investimento em conhecimento e habilidades específicas para o ingressante, que realiza um curso de formação de tecnólogo em segurança e ordem pública com duração de um ano, não obstante, discute-se na corporação o aumento da exigência de escolaridade para o grau superior (qualquer curso), seguindo a tendência de outras polícias militares do Brasil como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais, vislumbrando-se um melhor desempenho no trabalho. A despeito do tema ser amplamente discutido, não há estudos científicos para embasar a escolha de um ou outro grau de escolaridade para ingresso. Dentro da literatura teórica, especificamente, buscou-se a sua aplicação nas atividades de policiamento e segurança pública, aventando-se as seguintes hipóteses: “policiais com curso superior prévio ao ingresso apresentarão melhor comportamento em relação a policiais contando apenas com o treinamento básico”; e “o perfil selecionado com grau de escolaridade superior permanece menos na corporação". Para se alcançar a reposta foram analisados quantitativamente os indicadores dos policiais ingressantes nos últimos cinco anos, balizados pelo seu grau de conhecimento ao ingressar. De um lado ingressantes com curso superior, de outro ingressantes com o ensino médio (requisito mínimo de escolaridade para ingresso). As dimensões pesquisadas foram: transgressões disciplinares administrativas e indiciamentos em inquéritos policiais militares no geral e especificamente de homicídio e lesão corporal. Assim, as variáveis dependentes adotadas foram: punições administrativas, punições de exclusão, inquéritos policiais militares no geral, inquéritos policiais militares de homicídio, inquéritos policiais militares de lesão corporal e exoneração a pedido. A variável independente é o grau de escolaridade de ingresso e as variáveis de controle são: ano de ingresso, idade, tempo de serviço, gênero, ocorrências atendidas, elogios recebidos e local de trabalho (capital ou interior). Pretende-se trazer a lume as associações entre as variáveis de comportamento e de retenção na corporação e a escolaridade de ingresso através de regressões estatísticas utilizando-se os modelos logit ou poisson e binomial negativa conforme as características da variável dependente.   Os resultados indicaram que possuir curso superior ao ingressar na polícia implica em menor incidência de punições administrativas disciplinares, de inquéritos policiais militares em geral e de inquéritos policiais militares pelo crime de lesão corporal, não obstante, implica em maior incidência de pedidos de exoneração, o que indica possuírem um conhecimento com maior portabilidade no mercado de trabalho. As conclusões serão úteis para o planejamento estratégico de pessoal da polícia militar, notadamente nas atividades de seleção, recrutamento e treinamento, pois tratam dos resultados operacionais dos dois perfis de escolaridade ingressantes, podendo fundamentar alterações no treinamento ou na exigência do perfil de escolaridade, sabendo-se, contudo, das limitações da pesquisa e considerando o homem como um sistema individual composto de cognições, percepções, valores e motivação, que suscitam aprofundamentos no tema.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/fa860850-2356-49a5-ace5-74e5542aac32)"},{"text":"Guilherme Eduardo Ebaid Ferreira Santos Título:  A teoria do ciclo de vida e os impactos no custo de capital de uma companhia Orientação:  Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi. Palavras-chave:  Custo de Capital; Ciclo de vida."},{"title":"Resumo","children":"A presente dissertação de mestrado tem como objetivo analisar o custo de capital implícito para companhias em diferentes estágios dentro do seu ciclo de vida.   Recursos são limitados e devem ser utilizados de forma eficiente e buscando a sua otimização. A utilização e alocação de um capital, por exemplo, deve ser ponderado pelo seu respectivo custo de oportunidade. Para isso, busca investimentos que alinhem retorno ponderado pelo risco.   Antes de discorrer sobre os estudos, vale pontuar que o custo do capital próprio é a taxa de retorno esperada pelos investidores ao realizar um investimento em equity em um determinado ativo.   A essência do sucesso de um investidor está em sua capacidade de identificar quais são as vertentes de criação de valor em um determinado ativo (DAMONDARAM, 2012, p. 1).   Com isso, identificar e mensurar o custo de capital adequado, ou seja, o retorno exigido para diferentes classes e subclasses de ativos é um dos principais passos para que investidores consigam alcançar performance positiva no longo prazo.   Dessa forma, esse utiliza modelos que, através dos valores do fluxo de caixa – operacional, de investimento e de financiamento – classificam as companhias entre os diferentes estágios do ciclo de vida - introdução, crescimento, maturidade, estagnação ou declínio.   Em paralelo, este estudo se sustenta em modelos para estimar o custo de capital implícito das companhias com base nas expectativas de lucro e dividendos para dois períodos.   O estudo foi realizado em 1.305 amostras de empresas listadas na Bolsa de Valores Brasileira em um período que compreende entre 2005 e 2020.   Os resultados mostraram que há evidências estatisticamente significantes que comprovam que empresas em estágio de ciclo de vida maduro tendem a ter custos de capital menores que as empresas em crescimento ou em declínio. Isso pode ser reforçado pela estabilidade e previsibilidade de resultados, redução da assimetria de informações e recursos que elevam as barreiras de entrada no segmento.   O pensamento análogo serve para empresas em estágio de nascimento que, com resultados ainda em dúvida e uma maior assimetria de informações, costumam apresentar o maior custo de capital implícito entre os estágios do ciclo de vida estudados.   Vale pontuar que empresas listadas já estão em fases avançadas operacionalmente sendo que aquelas consideradas como em fase de nascimento, em geral, já estão consolidadas em seus respectivos mercados.   Dessa forma, o estudo reforça que o investidor deve utilizar diferentes estimativas de custo de capital para empresas em diferentes estágios do ciclo de vida, ponderando o retorno esperado pelo risco daquela determinada empresa.   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/3745e059-fc5a-4acc-b875-7794fd12a7ea) ."},{"text":"Isabella Huy Kolesnikovas Título: O desenvolvimento da cultura organizacional nas empresas de alto crescimento: resistência versus mudança Orientação:  Tatiana Iwai Palavras-chave:  Cultura organizacional; Empresas de alto crescimento; Desafios gerenciais; Pesquisa qualitativa."},{"title":"Resumo","children":"As Empresas de Alto Crescimento são organizações que têm uma importante contribuição para a economia e sociedade porque são uma das principais responsáveis pela criação de novos postos de trabalho e podem contribuir com a produtividade de um setor ou determinada região.   Se por um lado o crescimento acelerado do número de clientes, do volume de vendas, do faturamento ou do número de funcionários tem efeitos positivos para a empresas pela rápida geração de valor, por outro, provoca desafios gerenciais particulares das Empresas de Alto Crescimento. Tais desafios estão associados à necessidade de transformação constante, dada a passagem acelerada pelas diferentes fases do ciclo de vida de uma empresa. O caráter transitório das configurações internas das EACs (como, por exemplo, sua estrutura organizacional e seus times de liderança) impacta a gestão da organização e, em especial, sua cultura organizacional.   O crescimento acelerado traz pressões consideráveis para mudanças culturais, ao mesmo tempo que há forças de resistência a esta mudança. Os desafios de cultura das EACs podem ser vividos de formas opostas: 1) a resistência - busca de estabilidade dos sistemas culturais desde o momento da fundação - e 2) a mudança - alteração dos elementos constitutivos da organização interna.   Por conta da velocidade de crescimento, as EACs representam um contexto fascinante para analisar os processos culturais porque, resultado da velocidade em que ocorrem, abrem oportunidades únicas para estudar a gênese e a cristalização das culturas organizacionais.   Compreender como a cultura organizacional de EACs se desenvolve em termos de resistência e mudança, mostra-se relevante dado os desafios gerenciais existentes nesse tipo de empresa.   Este trabalho mostra que os principais desafios vivenciados por EACs são (1) formação de times e desenvolvimento, (2) atração, seleção e retenção de funcionários, (3) definições de essência e estratégia e (4) governança, políticas e processos.   O estudo revela ainda que cada desafio pode ser vivenciado em termos de resistência e mudança ou um equilíbrio entre resistência e mudança de cultura organizacional. Por exemplo, a busca de estabilidade nos parâmetros para seleção de pessoas desde o momento da fundação ou a mudança desses critérios ao longo do crescimento.   Os achados da pesquisa contribuem tanto para a teoria quanto para a prática. Para a teoria, pela confirmação da existência da narrativa de mudança e/ou resistência nas empresas EACs em relação a cultura organizacional, pela análise dos desafios de se praticar os mecanismos de incorporação especificamente em EACs, e pelo refinamento da compreensão dos mecanismos que sustentam ou fragmentam os significados culturais. Já para a prática, os achados da pesquisa podem contribuir para maior desenvolvimento de líderes de EACs em termos de qualidade de gestão interna da organização, levando a um maior sucesso ao longo do crescimento.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/a20c443d-4004-4db5-9d84-1fe625c9f0e5)"},{"text":"José Alves da Silva Lara Título:  O impacto da pandemia de Covid-19 no efeito da propaganda em veículos de comunicação online nas vendas dos varejistas eletrônicos Orientação:  Danny Pimentel Claro. Palavras-chave:  marketing digital; varejo eletrônico; motores de busca; e-mail marketing; redes sociais."},{"title":"Resumo","children":"A pandemia de Covid-19 infringiu ao mundo todo uma situação inédita nas últimas décadas, em todos os âmbitos da sociedade, sejam elas sanitárias, sociais e econômicas. Em poucas semanas milhões de pessoas tiveram que mudar completamente seus hábitos, desde o simples fato de não poder abraçar um familiar até ser impossibilitado de sair de sua casa. O isolamento social fez que o processo de transformação digital, que já acontecia de maneira consistente nos últimos 20 anos, tivesse que ser acelerado. Empresas que há anos testavam iniciativas de home office, tiveram que adotar este modelo de trabalho em semanas. Consumidores que iam a seus bancos, faziam suas compras em shoppings, se alimentavam em restaurantes, se encontravam com amigos, divertiam-se em bares e boates, passassem a realizar a maioria das atividades de maneira remota. As pessoas passaram a ficar mais em suas casas.   Tendo em vista que a maioria das interações sociais se deu através de um smartphone ou de um computador o consumo de mídia mudou, fazendo que as pessoas passassem mais tempo conectadas. Desta forma, dentro das diversas atividades que o marketing exerce nas empresas, uma destas que é conectar os consumidores aos canais de vendas, também sofreu impacto.   Olhando sob a ótica específica do consumo de bens, sejam eles eletroeletrônicos, informática, móveis, roupas e acessórios até medicamentos e alimentos este efeito gerou um impacto nas empresas que comercializam estas categorias de produtos. Muitas das empresas que faziam suas vendas por meios físicos, passaram a realizar suas vendas exclusivamente através de lojas virtuais, softwares de troca de mensagens ou telefone.   Tendo o descrito contexto como pano de fundo entender as relações entre as mídias, em específico a propaganda em veículos de comunicação online e os canais de vendas, que neste período em sua grande maioria se tornaram remotos tende a ser relevante para os stakeholders das empresas compreenderem os efeitos destas mudanças.   O marketing em meios digitas, que entre suas práticas também concentra as iniciativas de propaganda em meios eletrônicos, tem evoluído constantemente nos últimos 20 anos, em especial sites de busca como o Google, soluções de e-mail como Gmail e Outlook e redes sociais como Facebook e Instagram já eram iniciativas com ampla adesão por empresas de todos os tamanhos e segmentos.   Desta forma este estudo considerando que estas práticas já eram consistentes, procurou através da análise do desempenho destes canais antes e durante a pandemia entender quais foram os efeitos causados pela pandemia de Covid-19 nesta relação.   O estudo contou com 24 empresas que realizam suas vendas online, totalizando mais de 2 milhões de pedidos analisados e um total de mais de 1,5 bilhões de reais em vendas. As empresas foram analisadas ao longo de 71 semanas contando antes e durante a pandemia, sendo uma amostra relevante do mercado de varejo eletrônico brasileiro considerando que em sua totalidade o segmento faturou 87,4 bilhões de reais.   Após análise destes veículos de propaganda e os resultados que eles geravam antes da pandemia e durante a pandemia foi possível entender quais canais tiverem melhor desempenho para que executivos, gestores e profissionais de marketing e vendas pudessem entender estas mudanças e conseguirem direcionar seus esforços de maneira assertiva para potencializar os resultados de suas empresas.   Foi observado por exemplo que a busca paga e a busca orgânica, basicamente oferecida pela empresa Google, teve melhor desempenho do que as redes sociais e o email marketing em variáveis que medem a qualidade dos visitantes. Mas, isto não significa que as redes sociais e o e-mail não têm seu valor, porque no âmbito da quantidade de visitantes estes veículos foram importantes.   Esta pesquisa pode ajudar profissionais de marketing e vendas a entender melhor suas estratégias e competir num ambiente cada vez mais dinâmico.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/4e788d14-6bf6-4ea4-ba2d-6e23e3994286)"},{"text":"Laura Salvini Nart Título:  Determinantes de desempenho de unicórnios como companhias de capital aberto Orientação:  Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi. Palavras-chave:  unicórnios; underpricing; IPOs; desempenho de longo prazo; VCs."},{"title":"Resumo","children":"Companhias unicórnios, aquelas com avaliação de mercado em pelo menos US$ 1 bilhão, antes consideradas um fenômeno raro, estão em franca ascensão no mercado, mostrando-se muito relevantes. Essas empresas hoje estão presentes no mundo todo, mas concentradas principalmente no mercado norte americano e chinês. Tornam-se foco dos holofotes mundiais principalmente pelo crescimento exponencial que apresentam, somada a modelos de negócios inovadores, atenção midiática e avaliações de mercado cada vez mais expressivas.   No entanto, apesar de unicórnios serem frequentes nas manchetes, são ainda relativamente recentes na literatura acadêmica. Existe divergência de opinião entre os autores com relação a avaliação de mercado e desempenho dessas empresas. A maior parte dos autores acredita que se encontram sobrevalorizadas e não tem bons desempenhos no período posterior a abertura de capital, enquanto alguns autores mais recentes indicam que essas companhias, na realidade estão sub-avaliadas e são capazes de atingir performance de longo prazo superior ao projetado por seus investidores.   Assim, considerando que há divergência de opinião cientifica com relação a avaliação de companhias unicórnios e sua performance, o presente estudo analisa alguns potenciais fatores determinantes de desempenho dessas empresas, no curto e no longo prazo. Em termos práticos, o objetivo principal é verificar se a qualidade dos fundos de venture capital envolvidos no financiamento de unicórnios, a quantidade de rodadas de financiamento que as companhias recebem até a abertura de capital e a quantidade de anos que levam até a abertura de capital, são capazes de influenciar o desempenho desse segmento.   Para condução do estudo, utilizou-se uma amostra de 185 empresas extraídas das plataformas Crunchbase e CB Insights, que abriram capital entre os anos de 2006 e 2021. Os dados financeiros das companhias foram extraídos da plataforma Bloomberg e organizados em formato cross-section, para que fosse possível analisar os resultados dos modelos de regressão. Os modelos propostos relacionam os desempenhos de curto e longo prazo de unicórnios com as variáveis de interesse acima mencionadas.   Os resultados mais robustos encontrados indicam que há associação negativa entre qualidade do venture capital envolvido no financiamento da companhia e a performance da companhia no primeiro dia de negociação, de forma que os unicórnios financiados por companhias que estão na lista de top venture capitals da Forbes, apresentam menor underpricing no resultado do primeiro dia de negociação, comparativamente aos unicórnios que não são financiados por top fundos de VC. Na análise dos resultados de longo prazo, foram identificadas relações positivas entre quantidade de rodadas de financiamento e anos até a abertura de capital, de forma que quanto maior a quantidade de rodadas e anos para a estruturação do IPO, melhor o desempenho médio dos unicórnios, para os períodos de 1 e 3 anos posterior à abertura de capital.   Outro ponto interessante do estudo foram os resultados das variáveis financeiras, utilizadas para balizar a saúde da companhia no momento do IPO. Verificamos que o valor de mercado da companhia no ano do IPO é positivamente relacionado ao desempenho de longo prazo, e as variáveis alavancagem financeira, EBIT dividido por receita total e free float estão negativamente relacionadas ao desempenho, tanto no curto quanto no longo prazo.   Apesar de se apresentarem como um tema recente na literatura cientifica, unicórnios estão no foco midiático por seu poder disruptivo e de crescimento exponencial. Os resultados encontrados nesse estudo confirmam a relevância de análise de três fatores relacionados a performance das companhias unicórnios: qualidade dos fundos de VC envolvidos no financiamento das empresas, quantidade de rodadas de financiamento e tempo até a abertura de capital, podendo ser utilizados por gestores, investidores, acadêmicos e demais stakeholders do mercado, para balizar decisões de investimentos e expectativa de performance de tais companhias.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f02d68c2-b7dc-44fb-a4ce-fb5b8f84e2f7)"},{"text":"Leandro Ferron Jose Título: Desempenho das empresas de capital aberto no setor imobiliário: uma análise baseada em recursos e estratégias competitivas. Orientação:  Paulo Furquim Azevedo. Palavras-chave:  Setor Imobiliário; Estratégia Competitiva; Vantagem Competitiva Sustentável; Visão Baseada em Recursos; Dados em Painel Dinâmico."},{"title":"Resumo","children":"Ao longo do tempo, a área de estratégia se desenvolveu e novas ramificações ganharam relevância quando se quer estudar vantagem competitiva nas empresas. O grande desafio é tornar as vantagens competitivas sustentáveis.   Diferentes mercados tentam buscar nas estratégias e nos recursos aplicados uma solução para gerar vantagem competitiva sustentável. Em setores em que empresas acessam o mercado de capitais, esta jornada se tornou ainda mais relevante, fruto do aumento da visibilidade, dos novos acionistas em busca de desempenho e retorno, e, principalmente, pelo aumento da rivalidade entre as empresas. O setor imobiliário, pela sua grande relevância na economia foi objeto do estudo, especificamente as empresas incorporadoras, cobrindo um período de 10 anos. O objetivo foi analisar os resultados das incorporadoras ao longo do tempo e relacioná-los aos recursos aplicados e às estratégias competitivas.   Ao aplicar a ciência e a técnica nos dados analisados, foram encontradas evidências de que o investimento de capital em terrenos, recursos estratégicos no setor de incorporação imobiliária, as estratégias de otimização e busca em soluções para se trabalhar com custos reduzidos, e a baixa necessidade de endividamento e nível de alavancagem financeira, tem relação direta com o desempenho sustentável das empresas.   A eficiência na aplicação dos recursos em ativos reais, no caso os terrenos para incorporação, o investimento em pessoas, processos, tecnologia que geram eficiência, e execução dos projetos sem altos graus de alavancagem financeira são escolhas associadas a um desempenho econômico superior por parte das empresas incorporadoras. O estudo contribui e dá tangibilidade a estas decisões da alta direção das empresas.   Além disso, o estudo torna-se uma ferramenta aos agentes deste mercado, pois gera clareza e transparência aos resultados obtidos nas análises efetuadas, o que contribui para tomadas de decisão, sejam elas por investimentos nessas empresas por novos acionistas, sejam por decisões orçamentárias da direção, seja pela escolha pessoal de novos colaboradores em participar de projetos neste segmento.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f15b4ad5-b68f-4fbc-be51-7e08fa8fbee5)"},{"text":"Luiz Augusto Caldart Zordan Título:  Análise dos questionários de avaliação do perfil de investidor utilizados no Brasil Orientação: Michael Viriato Araujo. Palavras-chave:  Suitability; ICVM nº539; Questionários API; Análise Fatorial."},{"title":"Resumo","children":"O cenário de redução da taxa básica de juros brasileira (Selic), iniciado em 2016, e que encerrou o ano de 2020 no patamar mais baixo da história, em 2% ao ano, torna o processo de decisão de investimento significativamente mais complexo quando comparado ao contexto que predominantemente suportou esse tipo de decisão desde a criação do Plano Real, no ano de 1994.   Neste contexto, é possível identificar um consequente aumento na complexidade dos produtos de investimento (produto) à disposição dos investidores. Acredita-se que a crescente complexidade dos produtos pode dificultar ao investidor o entendimento adequado dos riscos associados à decisão de investir.   Este novo cenário fez emergir discussões envolvendo a assimetria de informação e o conflito de interesse na relação investidor-distribuidor, corroborando para a importância de um processo de adequação do produto ao perfil do investidor que seja robusto, para preservar seus interesses, eficiente, para não onerar o negócio do distribuidor, e eficaz aos olhos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para garantir o equilíbrio da Industria de Distribuição de Produtos de Investimento ao evitar competitividade desigual entre os Distribuidores.   Garantir que os questionários de análise de perfil do investidor (API) de fato identifiquem os objetivos de investimento, a situação financeira e o conhecimento do investidor é essencial para que o processo de adequação (suitability) seja efetivo ao conduzir o investidor para a tomada de decisão de investimento circunstancialmente mais adequada.   O presente trabalho consiste na análise de respostas fornecidas aos questionários de Análise de Perfil do Investidor (API) utilizados por 3 importantes instituições financeiras. Adicionalmente, o questionário ‘Nova API’, proposto por Deccax (2020) em sua tese de Doutorado intitulada ‘Proposição de uma Nova API para Verificação de “Suitability” por Exigência Regulatória e para Fins Comerciais’, integrou a análise.   A análise dos questionários consistiu na aplicação de técnicas de análise fatorial exploratória (AFE) às 400 respostas obtidas através de um formulário de pesquisa que consolidava os 4 APIs analisados. Foram cinquenta e cinco questões encaminhadas, por conveniência, via formulário eletrônico, para milhares de indivíduos potencialmente consumidores de produtos de investimento no Brasil.   O objetivo da AFE foi comprovar, através das cargas fatoriais, a existência, e possível retenção como fatores, dos constructos ‘objetivos de investimento’, ‘situação financeira’ e ‘conhecimento’, previstos na ICVM nº539. Tais comprovações são fundamentais para o processo de investimento, uma vez que a resposta do questionário de API compõe a etapa inicial do processo de investir.   A relevância do presente trabalho se mostra nas conclusões das principais referências teóricas. A eficácia da regulação atual (ICVM nº 539) é questionável visà-vis as práticas dos distribuidores e compromete a adequação (DECCAX, 2020), a forma como o investidor toma decisões de investimento pode levá-lo a decisões não adequadas (BESSA, 2016), a assimetria de informação existente entre investidor e o distribuidor permite que conflitos de interesse comprometam a adequação (BOLTON et al., 2007) e as consequências para as finanças dos investidores decorrentes do conflito de interesse que emerge na relação investidor-distribuidor (Hackethal et al., 2012) colocam o investidor em um arcabouço perverso para a tomada de decisão de investimento.   Os resultados indicam que os constructos previstos na ICVM nº539 são identificados como fatores na variabilidade das respostas obtidas nos questionários API atualmente utilizados pelos distribuidores. Adicionalmente, identificou-se que os fatores (constructos) previstos na regulação apresentaram capacidade de explicar conjuntamente, através das cargas fatoriais, mais de 50% da variabilidade das respostas, o que é positivo do ponto de vista da adequada identificação do perfil do investidor.   Já no questionário Nova API, que se propõem a contribuir para a evolução da ICVM nº539, foi possível identificar na variabilidade das respostas os constructos ‘conhecimento em finanças’ e ‘racionalidade’, que demonstram ser fatores importantes para medir a capacidade de assunção de risco de um investidor e segmentá-lo de forma eficiente do ponto de vista comercial. Adicionalmente, destacaram-se as cargas fatoriais das questões correlatas às preferencias declaradas do investidor quanto a assunção de risco, que foram fortemente atribuídas ao fator (constructo) ‘conhecimento em finanças’.   Comumente ao longo da AFE de cada questionário, a variabilidade das respostas às perguntas correlatas à ‘preferencias declaradas do investidor quanto a assunção de risco’ apresentou carga fatorial mais forte no fator ‘conhecimento’, junto com as cargas fatoriais das respostas às perguntas correlatas à formação acadêmica e experiência prévia com investimentos.   Dentre as conclusões do presente trabalho estão: (1) a necessidade de atribuição de maior relevância para o conhecimento e experiência de um investidor quando for medida sua capacidade de assunção de riscos e (2) atribuir aos questionários questões com capacidade de identificar a forma de pensar do respondente – dominância de racionalidade ou de intuitividade – seria de grande valia para a acurácia da oferta de produtos e serviços de investimentos, contribuindo para a efetividade do processo de adequação.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/c96c24b1-d3a9-4270-8db0-9fa1f3f22ab6)"},{"text":"Luiza Sanae Kondo Título:  Busyness e lazer: seus impactos na percepção de status e felicidade. Orientação:  Giuliana Isabella. Palavras-chave:  Busyness.; Status perception; Leisure; Happiness; Percepção de status; Lazer; Felicidade."},{"title":"Resumo","children":"As pessoas estão sempre ocupadas e se sentem ocupadas e este sentimento de estar ocupado é muitas vezes desejado. Este desejo de se sentir ocupado deriva de um outro desejo que é o de se sentir importante. As pessoas preferem estar ocupadas do que estar ociosas e se sentem importantes por estarem ocupadas. Por outro lado, a percepção que se tem destas pessoas ocupadas é a de que elas são pessoas de alto status social porém não são felizes.   A felicidade é um dos maiores desejos das pessoas e para se atingir a felicidade muitas pessoas se voltam para o consumo de produtos que acreditam lhe proporcionar felicidade. Uma das formas de se incentivar o consumo de um produto ou serviço é através da sua divulgação com pessoas que inspiram o desejo de consumo em outras pessoas, ou seja, a divulgação através de um grupo aspiracional.   Para as pessoas que estão sempre ocupadas e que buscam a felicidade através do consumo, seu grupo aspiracional precisa ser visto como feliz. Utilizar um grupo aspiracional feliz, porém ocioso, pode falhar ao tentar transmitir uma mensagem que inspire o consumo, pois pessoas que estão sempre ocupadas podem simplesmente não terem a chance de usufruir este ócio. Por outro lado, um grupo aspiracional ocupado e feliz pode oferecer uma identificação maior ao público consumidor.   Para o segundo caso, como mostrar que pessoas ocupadas podem ser vistas como felizes? Através de um estudo empírico, este trabalho mostra indícios de que pessoas ocupadas podem ser vistas como pessoas felizes, mas esta percepção irá acontecer através da percepção de que estas pessoas ocupadas tem alto status social.   O status social atribuído a uma pessoa ocupada representa o respeito e a admiração que uma pessoa tem em relação a outra. Uma consequência desta relação é que o status social elevado atribuído a uma pessoa desperta sentimentos nela própria, tais como sentimento de poder, aceitação e respeito e estes sentimentos, por sua vez, levam a sentimentos de felicidade.   Neste estudo foi possível analisar qual a percepção que as pessoas tem em relação a outras pessoas que estão sempre ocupadas com horas trabalhadas. Como base para o estudo, alguns perfis com descrições de um dia comum na vida de pessoas foram utilizados para que os participantes do estudo pudessem então analisar estes perfis e responder a perguntas referentes a suas percepções em relação a estar ocupado, ao status social e nível de felicidade de cada perfil.   Os dados foram analisados através de análises de regressão, equações estruturais e outros métodos estatísticos e o resultado mostra que de fato as pessoas que estão sempre ocupadas com horas de trabalho são vistas como pessoas de alto status social e esta percepção vai impactar de forma positiva na percepção de felicidade que se tem sobre estas pessoas ocupadas.   Para a prática gerencial, na divulgação de um produto que mostre que com seu consumo o cliente poderá aumentar seu nível de felicidade, é importante entender que o mecanismo que faz com que o cliente que está sempre ocupado queira consumir este produto para se sentir mais feliz, deve passar por uma mensagem de que o produto vai lhe trazer a percepção de que ele tem alto status social aos olhos de outras pessoas.   Um exemplo prático seria a aplicação em empresas que oferecem entregas rápidas. O trabalho de divulgação de seus serviços pode se beneficiar deste estudo ao entender que as pessoas consomem seus serviços em busca de felicidade, então precisam utilizar o serviço de entregas rápidas pois isto lhe trará mais felicidade através do reconhecimento de maior status social que lhe será atribuído ao consumir este serviço.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/5eaff5b3-f30a-4313-b630-7b1a2ccf7e8a)"},{"text":"Marcella Magda de Abreu Andrade Fernandes Título:  Como a crise causada pelo coronavírus impactou a rentabilidade dos bancos brasileiros Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo Palavras-chave:  Rentabilidade Bancária; NIM; Bancos; Crise; Coronavírus; Dados em Painel."},{"title":"Resumo","children":"Um novo tipo de Coronavírus foi descoberto (2019-nCoV), vírus este que se espalhou para o mundo em um piscar de olhos, tendo sido declarada uma epidemia global em março de 2020 pela World Health Organization (WHO) e que tem gerado uma situação desafiadora para todos. De acordo com Senhoras (2020), este cenário de crise tem tido repercussões econômicas assimétricas, gerando efeitos diferenciados conforme grau de vulnerabilidade macroeconômica dos países e microeconômica das cadeias globais de produção de consumo.   A literatura mostra que uma crise bancária pode levar à falência muitas instituições financeiras se não for gerida de maneira correta, e segundo Paul (2010), ocorreram muitas na história que deixaram marcas na economia global, como a Grande Depressão em 1930, a Crise de Dívidas da América Latina em 1980, a Crise Financeira Asiática em 1997 e a crise financeira global de 2008. Dada a importância dos bancos na economia, entende-se ser essencial que eles operem de forma sólida, principalmente em meio a esses cenários.   Em estudo de previsão de falência feito por Rocha (1999), diferente de países latino-americanos como Argentina, Chile e Uruguai, o sistema financeiro brasileiro sempre teve grande estabilidade, porém esse quadro mudou após a implantação do Plano Real, quando de 271 bancos existentes até então, mais de 50 já passaram por algum tipo de ajuste ocasionando transferência de controle acionário, intervenção e/ou liquidação do Banco Central. O autor concluiu que quanto maior a rentabilidade, maior a probabilidade de solvência do banco. Também foi avaliado que bancos pequenos tendem a captar usando instrumentos de maior risco, e este fator impacta a rentabilidade e consequentemente a solidez.   Os pontos abordados por este trabalho são se a crise causada pelo coronavírus diminuiu o lucro dos bancos e se os bancos menores tiveram sua rentabilidade impactada de forma mais intensa em relação aos bancos grandes. Para alcançar os objetivos de pesquisa foram extraídas informações dos balanços trimestrais dos bancos e o impacto da crise causada pelo coronavírus será analisado por painel dinâmico estimado via Generalised Method of Moments (GMM), de acordo com a metodologia descrita por Arellano e Bond (1991).   Segundo os resultados obtidos e descritos neste estudo, apresentamos evidências para algumas conclusões da literatura sobre o impacto de crises no setor bancário e foram acrescentadas novas avaliações e perspectivas sobre o tema abordado. Foi possível acrescentar à literatura, para o período de janeiro/2016 à março/2021, a análise dos impactos iniciais desta nova crise que estamos vivenciando causada pelo COVID19.   O modelo aplicado para avaliar se a rentabilidade dos bancos caiu com a crise causada pelo coronavírus confirmou que isso de fato ocorreu, conforme previsto pela literatura estudada, já ao avaliar se os bancos menores foram mais impactados do que os maiores, foi verificado o oposto em relação ao previsto pelos estudos mencionados, pois ocorreram impactos positivos para bancos pequenos e negativo para os grandes, sendo que quanto maior o tamanho do banco mais negativo foi o impacto da pandemia.   Os possíveis motivos levantados para tanto são a migração dos clientes para bancos menores durante a pandemia, aumento do número de fintechs com mix de produtos diferenciados, aumento das provisões de crédito necessárias para cobrir os riscos de inadimplências maiores para os grandes bancos, impactos dos descumprimentos dos contratos de empréstimos sem garantias por parte de negócios que faliram durante a pandemia, também maiores para os bancos grandes, e queda no valor de filiais afetando principalmente os bancos maiores.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/ded5590a-46e6-4a77-a7d0-ec0586255afe)"},{"text":"Marco Antonio Pereira Alves Título:  Bundling: uma meta-análise Orientação:  Carla Sofia Dias Moreira Ramos. Palavras-chave:  bundling; meta-análise; performance de vendas; willingness to pay (WTP); volume de vendas."},{"title":"Resumo","children":"Restaurantes oferecem menus executivos, geralmente contendo entrada, prato principal e sobremesa. Lojas vendem carpetes, juntamente com cortinas e também a instalação. Impressoras multifuncionais integram, além da impressora, copiadora e digitalizadora. Telefone fixo, celular, acesso à internet e TV por assinatura podem ser contratados em um único pacote. Em parques de diversão, geralmente existe a possibilidade de adquirir ingressos para uma única atração, para várias, ou um ingresso que permite acesso a todas as atrações por um determinado período. Nos sites de viagens é possível comprar passagens, hospedagens, aluguel de carro e até mesmo passeios no local de destino em um mesmo pacote. Se o consumidor comprar o shampoo e condicionador juntos pode obter um desconto no preço; ou o shampoo e o condicionador podem ser vendidos na mesma embalagem, como um único produto. Estas diferentes situações descrevem estratégias de bundling, que é definido como a venda de dois ou mais produtos bens e/ou serviços separados, em um único pacote.   O bundling é amplamente utilizado como estratégia de venda e precificação, seja em promoções temporárias e circunstanciais, seja como estratégias de mais longo prazo, como os combos em redes de fast-food. Além de oferecer preços mais vantajosos, estratégias de bundling podem permitem que as empresas entreguem aos seus clientes maiores possibilidades de escolha, de conveniência, de redução de custos e também redução de riscos de montagem e instalação, entre outros benefícios. Internamente, estratégias de bundling podem permitir a criação de novas linhas de produto e ampliar o portfólio, especialmente se houver capacidade ociosa, e podem ajudar a melhorar a qualidade de produtos já existentes, facilitar a introdução de inovações e, ainda, podem ajudar os serviços a serem o principal meio para a captura de valor.   Diversos estudos sobre o tema têm sido publicados ao longo do tempo, especialmente com foco em marketing e economia, mas também em outras áreas, como é o caso de empreendedorismo, inovação e gestão. Entretanto, a maior parte desses estudos aborda os aspectos teóricos do bundling, sendo poucos os que se dedicam aos seus efeitos práticos sobre os resultados das empresas. Afinal, quais são os efeitos do bundling sobre os preços que os clientes estão dispostos a pagar pelos produtos e sobre os volumes de venda?   Para ajudar a responder a essas questões, fizemos um levantamento dos estudos sobre o tema já publicados nas principais revistas acadêmicas voltadas às ciências sociais e consolidamos os resultados daqueles que se dedicaram a avaliar esses impactos. Foram compilados 59 estudos publicados em 36 artigos, o que contribui para a consolidação parcial do conhecimento acumulado sobre o tema, que se encontrava disperso em vários campos da literatura, além de sugerir um modelo conceitual sobre os efeitos nos preços que os clientes estão dispostos a pagar e nos volumes de vendas resultantes da adoção dessa estratégia.   O resultado indica que o bundling possui efeito negativo sobre os preços que os clientes estão dispostos a pagar, mas o efeito positivo sobre os volumes de vendas é consideravelmente maior. Adicionalmente, o estudo revela também que os efeitos negativos sobre os preços podem ser atenuados e os efeitos positivos sobre os volumes potencializados, de acordo com o tipo e formato de bundling adotado e também pelas características dos produtos comercializados e pelos tipos de mercado em que a empresa atua. O efeito negativo sobre os preços é maior quando o cliente não tem opção de escolha, quando apenas o pacote é ofertado, do que quando a opção de escolha existe, ou seja, quando ocorre a oferta tanto do pacote quanto dos seus componentes em separado. Verifica-se também que, no caso de serviços, os efeitos negativos sobre os preços são maiores e os efeitos positivos sobre os volumes vendidos são menores do que para os bens tangíveis. E, finalmente, identificamos que o efeito positivo sobre os volumes é significativamente maior para commodities do que para produtos de especialidades.   Para os gestores das empresas, o estudo indica que o bundling tem seus efeitos influenciados por outras estratégias, como melhorias na qualidade e redução de custos para o cliente, e que os efeitos da adoção do bunding como estratégia deve levar em consideração o comportamento dos custos marginais.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/00f44433-beb8-4543-9a49-6cf81e30692f)"},{"text":"Mariana Palandi Medeiros Pacheco Título:  Índices ESG como preditivos dos desvios morais das empresas brasileiras Orientação:  Sergio Giovanetti Lazzarini. Palavras-chave:  índices ESG; investimento sustentável; escândalos corporativos."},{"title":"Resumo","children":"Apesar de o conceito de investimento socialmente responsável não ser novo, o crescente destaque dado aos investimentos que se valem de critérios ESG (sigla em inglês para Environmental, Social, and Governance) tem trazido importantes temas para discussão. É o caso, por exemplo, do questionamento quanto à real eficácia e acuracidade dos parâmetros de sustentabilidade.   Estes índices foram desenvolvidos por agências de rating com o objetivo de reduzir a assimetria de informação entre empresas e agentes de mercado, a fim de permitir a rápida identificação de empresas com melhor posicionamento para enfrentar os riscos e aproveitar as oportunidades relacionadas às questões ambientais, sociais e de governança corporativa.   Espera-se que as empresas com altos indicadores sejam aquelas que adotaram um arcabouço de medidas capazes de diminuir a probabilidade de se envolverem em escândalos ou casos graves de desvios morais, evitando que sua imagem seja afetada significativamente. Esse arcabouço pode consistir em medidas como o uso de ações afirmativas para (i) reduzir o impacto ambiental da empresa; (ii) alinhar seu propósito e operação com o bem-estar das pessoas dentro e fora da organização; ou ainda, (iii) garantir maior aderência aos aspectos de governança corporativa, inibindo casos de corrupção.   Ocorre, no entanto, que não há padrões obrigatórios e nem uma metodologia única no mercado para a estimação dos índices ESG. Nesse sentido, na presente dissertação de mestrado, busquei testar se, de fato, empresas com melhores indicadores ESG em um dado ano estarão associadas a menores casos de desvio moral em anos futuros.   Com uma base de dados contendo 1.625 observações de índices ESG de 117 empresas brasileiras de capital aberto de diversos setores entre 2007 e 2020, observou-se que o índice ESG não é um bom preditivo para os desvios morais futuros das empresas, medido a partir do Índice de Controvérsias estimado pela Asset4 (Refinitiv). Tal índice varia de 0 a 100, em que 100 é a nota atribuída a empresas que, no período analisado, enfrentaram polêmicas significativas nos âmbitos de meio ambiente, sociedade e governança corporativa e 0 para os casos em que não houve quaisquer escândalos. O resultado da pesquisa de que os índices ESG não são bons preditivos para desvios morais futuros das empresas é robusto para os principais índices ESG disponíveis no mercado e a uma série de testes estatísticos realizados.   O estudo possui conclusões similares a outros precedentes, que buscaram testar a confiabilidade dos índices ESG relacionando-os a notícias ESG futuras. Entretanto, a presente pesquisa faz um recorte relacionado a empresas brasileiras de capital aberto e questiona o protagonismo do uso dos índices ESG como única fonte de informação para embasar decisões de investimento.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/a76b621c-4fd2-4eb2-8d33-4918f5dddcaf)"},{"text":"Paulo Cezar Santos Matos Título:  Estudo exploratório dos fatores que influenciam o comportamento empreendedor em profissionais de engenharia Orientação:  Vinicius Picanço Rodrigues. Palavras-chave:  Empreendedorismo; Engenharia; Comportamento Empreendedor."},{"title":"Resumo","children":"O empreendedorismo é, sem dúvidas, considerado uma fonte de inovação e um criador de empregos. De fato, ter o próprio negócio representa uma grandiosa oportunidade de desenvolvimento de uma carreira individual ou até mesmo a realização de um sonho. Portanto, este trabalho tem como objetivo descobrir quais razões influenciam o comportamento empreendedor dos profissionais formados em engenharia, além discutir se o modelo atual de formação das universidades de engenharia realmente favorece o empreendedorismo. Neste sentido, há estudos que apontam que a educação para o empreendedorismo é importante para melhorar o comportamento empreendedor do profissional no mercado de trabalho. Contudo, o quanto a formação dos engenheiros influencia no comportamento empreededor é o que este estudo procurou descrever.   O campo da educação para o empreendedorismo se beneficia de pesquisas sobre as competências relacionadas ao comportamento empreendedor que são sujeitas de serem adquiridas por meio de formação e de treinamento. O aprofundamento desta linha de pesquisa contribui para que universidades e outras instituições de ensino sejam capazes de reconhecer quais competências devem ser enfatizadas para melhorar a qualidade e eficácia dos programas de ensino. Assim, aumentam-se as chances de sucesso das iniciativas de empreendedorismo de seus alunos e a sua consequente colocação no mercado. Portanto, este estudo investiga quais são as variáveis demográficas, sociais e educacionais que apresentam o maior impacto no comportamento empreendedor e de quais formas as instituições de ensino superior podem ajustar as suas grades curriculares de modo a incentivar o desenvolvimento deste comportamento.   Com base em evidências encontradas nos estudos já publicados sobre o tema e com os resultados obtidos, identificamos a dinâmica do comportamento empreendedor dos profissionais formados em engenharia. Por conseguinte, no estudo apresentamos um panorama dos fatores que podem fomentar o empreendedorismo na atuação dos engenheiros em serviço. Adicionalmente, o estudo apontou, ainda, quais os aspectos foram mais relevantes dentre as três dimensões analisadas: reconhecimento de oportunidade, iniciativa e gerenciamento de riscos.   No estudo foram encontradas 4 variáveis que influenciam o comportamento empreendedor. Estas variáveis podem ser agrupadas em dois blocos. O primeiro bloco diz respeito à carreira profissional, com 3 variáveis: anos de experiência (variável 1) se trabalha atualmente com engenharia ou não, (variável 2) e a faixa de renda (variável 3). Os resultados indicaram que quanto maior o tempo de experiência, maior é a maturidade do profissional, já que este vivenciou inúmeros episódios em sua carreira e a consequência desta experiência foi obter maiores remunerações enquadrando-se numa maior faixa de renda. Outro ponto que se destaca neste primeiro bloco é o fato dos respondentes da pesquisa que trabalham atualmente com engenharia apresentarem um menor comportamento empreendedor em relação aos profissionais também formados em engenharia, mas que atuam em outras áreas. Uma possível explicação para este fenômeno é que ao trabalhar com engenharia de forma assalariada possuem estabilidade no trabalho e tornam-se avessas ao risco. O trabalho CLT lhes proporciona a mitigação dos riscos. Os profissionais formados em engenharia que atuam em outras áreas tendem a ter um maior comportamento empreendedor. Em relação ao segundo bloco, a única variável relacionada é a que demonstra que os profissionais foram expostos a um comportamento empreendedor durante a graduação (variável 4). Esta variável indica a importância de se fomentar o empreendedorismo durante o período de formação universitária, ao passo que quanto mais estimulado o aluno e maior o contato com temas relacionados ao empreendedorismo, maior será a probabilidade de o profissional exercer atividades empreendedoras, afinal o comportamento empreendedor é considerado uma fonte de inovação, bem como um criador de empregos, além de um impulsionador do crescimento econômico. Portanto deste modo, concluímos que o perfil empreendedor é considerado de grande importância para a economia, culminando numa fonte de crescimento para o desenvolvimento de uma nação. Em síntese, a partir de nosso achado, entende-se que seja relevante integrar o desenvolvimento do empreendedorismo na educação profissional, sendo este compreendido como uma maneira eficaz de melhorar o comportamento empreendedor.   Outra abordagem que não foi objeto de pesquisa deste estudo, mas que tem implicações práticas e não se limita ao fomento de empreendedores apenas em instituições de ensino superior, é o fato de que se deve ampliar o ensino empreendedor para outras esferas da sociedade e estimular desde cedo as práticas empreendedoras para os jovens, partindo dos anos iniciais da educação básica, do ensino fundamental ao ensino médio. Com um maior contato com os princípios do empreendedorismo, podemos ter na sociedade indivíduos dotados de conhecimento e espírito empreendedor, sendo estes uma grande fonte de prosperidade para a nação.   Por fim, no cenário deste estudo, podemos citar ainda os profissionais empreendedores que nunca tiveram uma educação formal que se constituísse na base para o empreendedorismo. Por exemplo, trabalhadores que atuam na informalidade, buscando uma forma de explorar alternativas econômicas, visando à sua própria subsistência, de modo a exercerem determinadas tarefas comerciais sem lastro em ensinamentos básicos do próprio ato de empreender. Esses profissionais desenvolvem suas atividades de modo a se inserirem automaticamente no cenário empreendedor de forma intuitiva. Neste sentido, os resultados aqui apresentados contribuem para as pesquisas existentes e acenam para futuras pesquisas sobre o comportamento empreendedor, o que pode ser proporcionado a profissionais de outras áreas além da engenharia.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/dd21dd61-92fc-494b-a4d1-6fcaf0c93e64)"},{"text":"Priscila Cezarini Wispel Título:  Uma análise do crescimento de empresas do setor de tecnologia durante a quarta revolução industrial Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo. Palavras-chave:  Modelo de crescimento de empresas; Quarta revolução industrial; Estratégia de inovação."},{"title":"Resumo","children":"A difícil tarefa de gerir uma empresa mantendo-se competitivo frente a um mercado em plena transformação tecnológica gera crescente interesse pelo assunto, ilustrado pelo número cada vez maior de artigos que discutem o tema no meio acadêmico e, também, por gestores de empresas que buscam manter-se atualizados dos novos modelos de negócio e inovações divulgadas.   É interessante observar como as discussões e implicações da quarta revolução industrial e transformações digitais evoluíram desde o surgimento do termo “Indústria 4.0” em 2013. Nesta época não se sabia ao certo como tecnologias disruptivas, tais como inteligência artificial, servidores em nuvem, blockchain e IoT seriam aplicados no mercado. Atualmente muitas dessas inovações já estão difundidas nos mais diversos segmentos, como varejo, agricultura, indústrias, bancos, no setor de saúde, energia, entre muitos outros, impactando nossas vidas cotidianamente e trazendo muitos benefícios. Existe ainda uma longa trajetória pela frente, essas e outras tecnologias irão nos trazer muitas facilidades e aumento de produtividade. Portando, há necessidade de gestores, pesquisadores e executivos ficarem sempre atentos aos novos modelos de negócio para não se defasarem com o tempo.   Considerando este cenário desafiador de elevada demanda por transformações digitais, este trabalho conduz um estudo que realiza uma análise estatística para verificar se o setor de tecnologia da informação está crescendo a um ritmo mais acelerado que os demais ramos do mercado a partir do início da quarta revolução industrial. O estudo abrange o período entre 2013 a 2020 e compreende empresas brasileiras e americanas para que se tenha representantes de nações desenvolvidas e em desenvolvimento.   Coleta-se dados da Capital IQ de 72 empresas brasileiras e 1358 firmas americanas. No modelo estatístico proposto, a variável resposta é a taxa de crescimento anual, a variável explicativa é se a empresa pertence ao setor de tecnologia e as variáveis de controle são idade, dívidas totais/ patrimônio líquido, estrutura do capital da empresa (aberto/fechado), payout do ano anterior, EBITDA% do ano anterior e a taxa de crescimento defasada de um ano.   Utiliza-se o modelo estatístico de regressão por variáveis instrumentais para painel desbalanceado. Como variável endógena seleciona-se a taxa de crescimento defasada de um ano e como variável instrumental define-se a taxa de crescimento defasada de dois anos.   O modelo estatístico proposto foi capaz explicar 5% da variação da taxa de crescimento das empresas quando utilizando a base completa de empresas, e 9% quando se emprega a metodologia de Propensity Score Matching. Ao agrupar dados dos dois países, conclui-se que o fato da empresa pertencer ao setor de tecnologia da informação não é uma variável significante para explicar a taxa de crescimento e observa-se que a taxa de crescimento defasada de um ano é uma variável significativa para explicar o crescimento. Ao restringir a análise apenas a empresas brasileiras, nota-se que empresas de tecnologia da informação crescem a uma taxa inferior do que os demais setores, isso pode ser afirmado com 90% confiança. Além disso, nenhuma das outras variáveis do estudo possuem poder de explicação com confiança acima de 90%. Ao analisar apenas empresas americanas, não é possível afirmar com confiança suficiente que empresas de tecnologia da informação crescem a taxa inferiores do que os outros setores, contudo é possível concluir com 90% de confiança que empresas americanas que possuem maiores taxas de “Dívidas Totais/Patrimônifo Líquido” apresentam 9 maiores taxas de crescimento, e que a “Taxa de crescimento Defasada em um ano” possui uma relação positiva e é estatisticamente significante para explicar a taxa de crescimento do ano vigente. Também é possível concluir com 90% de confiança que quanto mais nova a empresa, maiores serão as taxas de crescimento no mercado norte americano.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/54519cca-95a7-40a1-9d35-954968f4bb5a)"},{"text":"Rafael Shinomata Título:  A isenção da tarifa de anuidade impacta os gastos de consumidores com cartão de crédito? Orientação:  Guilherme Fowler de Avila Monteiro Palavras-chave:  cartão de crédito; tarifa de anuidade; comportamento de gasto; Spending."},{"title":"Resumo","children":"A facilidade, segurança e o prazo para pagamento das compras contribuem para que o cartão de crédito se torne a principal forma de pagamento entre os brasileiros. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviço (ABECS), entre 2017 e 2019, o número de transações com cartões aumentou de 5,8 para 7,1 bilhões no Brasil. Neste mesmo período, o faturamento com cartão de crédito passou de R$ 734 para R$ 912 bilhões.   Diante deste crescimento no uso do cartão como principal meio de pagamento e a procura de crédito cada vez maior, novos players foram atraídos para este mercado para disputar o faturamento dos consumidores. Entre estes novos players, muitos são caracterizados como fintechs que possuem uma experiência de contratação muito mais fluída e menos burocrática para os clientes e são parte fundamental na evolução tecnológica no mercado. Além disso, com a competição mais acirrada as ofertas e os benefícios para atrair clientes se tornam mais agressivos. Atualmente, é fácil encontrarmos ofertas inovadoras e agressivas que não existiam há pouco tempo atrás como personalização do plástico com alguma foto, descontos em taxas e até mesmo a isenção da tarifa de anuidade do cartão, que é uma importante linha de receita para as empresas que gerenciam os cartões de crédito.   Tendo este cenário como pano de fundo, este estudo busca responder uma questão específica: Ao conceder a isenção da tarifa de anuidade para seus clientes, uma firma impacta o comportamento de gasto do cartão de crédito destes consumidores? Esta questão é relevante na medida em que um banco incumbente ou uma fintech visa compensar a redução desta receita causada pela isenção da tarifa de anuidade, através de um maior padrão de gasto de potenciais novos clientes atraídos pela oferta.   Para respondermos esta questão empiricamente, aplicamos a técnica estatística Difference in Differences (DiD) em uma base de dados secundários oriunda de uma das empresas líderes de mercado em faturamento no país. Entre outras informações que nos permitem caracterizar a amostra, esta base analisada contém valores de gastos de Janeiro até Agosto de 2021 de 5.000 indivíduos, onde metade desses clientes contrataram o cartão isento de anuidade em um mês específico e a outra metade não.   Dado a escassez de estudos que visam se aprofundar no comportamento de gasto do consumidor no cartão de crédito após contratarem um produto com alguma oferta específica, o principal objetivo deste trabalho foi testar, através de dados secundários, a hipótese de que a isenção da tarifa de anuidade propicia um aumento de gasto dos consumidores com o cartão de crédito. Como principal conclusão deste trabalho, as análises estatísticas validaram a hipótese sugerindo que os clientes que contratam um cartão isento de tarifa de anuidade aumentam seus gastos, no terceiro mês após a contratação, em 35% se comparado aos clientes que não contrataram.   Um limitador deste estudo que vale ser destacado é que o período observado da amostra se deu em um momento de crise causado pela pandemia global originada pelo COVID-19 onde as medidas sanitárias e de segurança podem ter afetado o comportamento de gasto dos consumidores, consequentemente as conclusões deste trabalho.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/47148ba4-54c4-4ac7-b512-e310cd82f63c)"},{"text":"Raquel Carolinne Freitas Alves Título: Cadeia de suprimentos de alimentos em áreas de baixa renda: um estudo classificatório das áreas de favelas na cidade de São Paulo. Orientação:  André Luis de Castro Moura Duarte. Palavras-chave:  Ambiente alimentar urbano; Cadeia de suprimentos alimentar; Cadeia de suprimentos de alimentos frescos; Infraestrutura urbana; Favelas de São Paulo; Urban food environment; Food supply chain; Fresh food supply chain; Urban infrastructure; São Paulo slums."},{"title":"Resumo","children":"O estudo do Painel Global sobre Agricultura e Sistemas Alimentares para a Nutrição (2016) afirma que o problema da má nutrição, com alimentos de baixa qualidade nutricional, atinge aproximadamente 3 bilhões de pessoas no mundo. Paralelamente, o estudo reforça o aumento da incidência de sobrepeso e obesidade em todas as regiões e mais rapidamente nos países de baixa e média renda. Doenças crônicas relacionadas à má nutrição tem sobrecarregado os sistemas de saúde, e a previsão do relatório é de piora nos próximos anos, devido a associação a outros fatores, tais como o crescimento populacional e a urbanização, que influenciam os sistemas alimentares.   O Ambiente Alimentar, entendido como o espaço construído e de interações sociais em que o indivíduo está inserido, exerce influência sobre a qualidade da alimentação, facilitando ou dificultando o acesso a alimentos. Contudo, um ambiente alimentar que seja favorável à uma dieta mais equilibrada, marcada por estabelecimentos que comercializam alimentos minimamente processados, predominam em bairros mais ricos.   Ainda, a cadeia de suprimentos é entendida como um dos fatores essenciais, por permitir que alimentos frescos e/ou minimamente processados cheguem até locais mais afastados e de baixa renda, alterando o ambiente alimentar dessas regiões. Contudo, para um perfeito funcionamento da cadeia de suprimentos, é necessário garantir boas condições de infraestrutura: abastecimento de água, esgoto sanitário, drenagem pluvial, coleta de lixo, iluminação pública, rede elétrica domiciliar e vias pavimentadas. O transporte dos alimentos de forma rápida e segura depende de boas estradas; enquanto a rede elétrica domiciliar permite e a conservação e refrigeração de alimentos frescos; a iluminação pública torna a região mais segura e comercialmente mais atraente, para que feirantes e donos de pontos de venda queiram estabelecer seu comércio na região; a coleta de lixo melhora a limpeza das ruas e das casas; a drenagem pluvial proporciona melhores condições de tráfego de pessoas e veículos; o esgoto sanitário protege contra doenças e contaminações; e o abastecimento de água permite a higienização dos alimentos e preparo.   Diante da dificuldade de acesso a alimentos mais saudáveis em territórios urbanos, principalmente nos locais que apresentam menor nível socioeconômico, este trabalho teve como objetivo inicial agrupar as áreas de baixa renda dos distritos de São Paulo de acordo com os estabelecimentos alimentares e a infraestrutura urbana destas áreas. A partir deste agrupamento, como um segundo objetivo, foram propostas soluções relacionadas a cadeia de suprimentos de alimentos frescos, que minimizam o impacto causado pela falta de infraestrutura urbana básica sobre a presença de estabelecimentos que comercializam primordialmente alimentos In Natura. Para se alcançar estes objetivos foram realizadas análises de cluster, com o método K-means, para agrupar os territórios de favelas em seus distritos.   O agrupamento em termos do ambiente alimentar gerou quatro clusters: (i) Ambiente com maior acesso a estabelecimentos de alimentos In Natura; (ii) Ambiente com maior acesso a estabelecimentos de alimentos Ultraprocessados; (iii) Ambiente com médio acesso a estabelecimentos de alimentos em geral; (iv) Ambiente com menor acesso a estabelecimentos de alimentos em geral. A clusterização em função das condições de infraestrutura urbana das áreas de favela dentro dos distritos também resultou em quatro segmentos: (i) Ambiente de maior infraestrutura de iluminação, pavimentação e resíduos sólidos; (ii) Ambiente de maior infraestrutura elétrica, resíduos líquidos e fornecimento de água; (iii) Ambiente de infraestrutura média; (iv) Ambiente de infraestrutura média-baixa. Ao todo, dos 96 distritos do município de São Paulo, 74 apresentam áreas de favela e foram incluídos na clusterização.   A partir dos grupos resultantes das clusterizações, observa-se como as áreas de favela espalhadas pelos distritos do município de São Paulo se caracterizam. A maioria delas (27%) pertencem aos grupos (iii), de médio acesso a estabelecimentos de alimentos em geral e de infraestrutura média. Também, confirma-se a associação entre ambiente de menor infraestrutura e maior presença de alimentos ultraprocessados. Algumas exceções são explicadas individualmente no próprio trabalho, e se justificam ou por questões históricas ou por alguma ação direta do governo no local.   No campo das soluções propostas, o trabalho entende que melhorias e a implementação de boas condições de infraestrutura urbana são essenciais para um melhor fluxo de chegada de alimentos frescos, dada ainda alta frequência de compra, o curto tempo de durabilidade e cuidados especiais que esse grupo alimentar requer. Outras soluções também incluem: aumentar a presença de feiras livres; estreitar acordos e relações comerciais com os pontos de venda já existentes nessas áreas; criar mais pontos de intermediação, como a CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo); explorar formas de agricultura urbana nos locais com bom abastecimento de água, rede de esgoto sanitário, drenagem pluvial e coleta de lixo, pelo menos.   Uma grande contribuição deste trabalho é o agrupamento das áreas de favela do município de São Paulo em termos do ambiente alimentar e da infraestrutura urbana. Contudo, uma limitação considerada é que os dados utilizados para segmentar essas áreas são dados formais, excluindo-se o comércio informal. Apesar disso, existem ricas oportunidades em logística e gestão de cadeia de suprimentos que sejam aplicáveis às áreas urbanas de baixa renda e seu contexto único, que para serem exploradas ainda requer-se um conhecimento mais específico desses locais.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/91c38b2e-4d94-4f99-9057-5448fd727f7c)"},{"text":"Rogério de Medeiros Título:  Como a incerteza gerada pela pandemia da COVID-19 afeta o comportamento de compras da indústria: o caso de uma empresa do setor de alimentos Orientação:  André Luis de Castro Moura Duarte Palavras-chave:  Comportamento de Compras da Indústria; Incerteza; Pandemia; Cadeia de Suprimentos."},{"title":"Resumo","children":"No final do ano de 2019 foram vinculadas as primeiras notícias dando conta do surgimento de uma doença até então desconhecida que, mais tarde, veio a ser chamada de “COVID-19” (ou SARS-CoV-2, popularmente chamada de ‘Coronavírus’). De proporções devastadoras e apresentando uma elevada taxa de contágio, favoreceu a sua rápida disseminação ao redor do mundo, obrigando as autoridades sanitárias mundiais a caracterizá-la como pandemia1. A partir disto, foram impostas uma série de restrições a todas as populações com a decretação de lockdown (fechamento ou restrição de acesso aos mais diversos estabelecimentos como escolas, restaurantes, igrejas, academias, dentre outros) e necessidade do distanciamento social, gerando nas pessoas a necessidade da busca por novas formas de acessá-los. Isso tudo obrigou as empresas a se adequarem e a ampliarem o formato de oferta dos seus produtos e serviços.   Em decorrência desse cenário disruptivo, podemos destacar a ocorrência de escassez de produtos, queda de mercados financeiros e interrupções em diversas cadeias globais de suprimentos, dentre outros diversos acontecimentos impactantes. Junto com a pandemia e o desconhecimento dos seus impactos e consequências, veio a incerteza, que afetou diretamente as mais diversas cadeias de suprimentos, assim como todas as empresas nelas inseridas. Enquanto essas cadeias enfrentavam interrupções significativas a montante, interrupções significativas eram causadas também à jusante, decorrentes de fatores como, por exemplo, compras em pânico, ocasionando estoques de alimentos em excesso. A partir disto, e como um efeito indireto dessas interrupções de fornecimento das cadeias, o comportamento de compras da indústria acabou sendo impactado.   Desta forma, este estudo teve como objetivo geral responder como a incerteza gerada pela pandemia afetou o comportamento de compras da indústria. Mais especificamente, este estudo buscou responder como a incerteza e a pandemia afetaram o tamanho dos pedidos, a frequência de pedidos e o mix de pedidos de compras da indústria de alimentos. O modelo de análise incluiu duas análises estimativas que utilizaram as mesmas hipóteses, sendo que a primeira incluiu todos os clientes que realizaram compras nesse período, enquanto a segunda análise se restringiu apenas aos clientes mais assíduos, aqueles que mais compras realizaram no período avaliado. Com isso, foi possível a avaliação de eventuais diferenças entre elas.   Para responder a essas questões, se fez uso de uma base de dados secundários de uma empresa pertencente ao setor de alimentos que atua no mercado brasileiro, posicionada no início dessa cadeia de suprimentos, através de um estudo empírico e quantitativo. O método estatístico utilizado é a regressão múltipla em painel, considerando todas as vendas realizadas para o mercado interno, no período correspondido pelos meses entre março e dezembro de 2019, sem pandemia, e entre março e dezembro de 2020, com pandemia, totalizando um período de 20 meses de observações.   Os resultados obtidos em ambos os cenários indicaram que, em períodos de maior incerteza, os clientes ficam mais reticentes em fazer compras, a ponto de quando as fazem, fazem em tamanhos menores. Por outro lado, verificou-se que em períodos de maior incerteza os clientes recebem um estímulo de comprar em uma quantidade maior de vezes (maior frequência de compras). Contudo, olhando para no mix de pedidos, verificou-se que este não foi afetado pela incerteza. Por outro lado, pode ser confirmado, também em ambos os cenários de análise, que a pandemia da COVID-19 modera a relação entre a incerteza e o tamanho, a frequência e o mix de pedidos de compras realizadas por seus clientes, ou seja, o coeficiente da interação entre as variáveis pandemia e incerteza é estatisticamente diferente de zero.   Adicionalmente a abordagem utilizada neste estudo, e mesmo que se tenha atingido com ela resultados e conclusões significativas, se estabelece a oportunidade de aprofundamento em estudos futuros.   De toda forma, por todos os achados apresentados, este estudo contribui para a literatura existente ao apresentar de forma empírica e quantitativa, dentro de um contexto de pandemia, a influência exercida pela incerteza no comportamento de compras da indústria, bem como para o estudo de cadeias de suprimentos. Oferece informações relevantes, capaz de proporcionarem aos gestores dessas cadeias uma visão ampliada para a elaboração de estratégias corporativas e operacionais em momentos que envolvam um elevado grau de incerteza, além da possibilidade de adotar estratégias de mitigação dos riscos gerados pelas interrupções nas suas respectivas cadeias de suprimentos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/699d5522-041c-4a77-8527-041f7b2607b2)"},{"text":"Sebastião Juarez de Castro Título:  Circularidade no setor de embalagens de aço: uma análise das principais barreiras e oportunidades Orientação:  Vinicius Picanço Rodrigues. Palavras-chave:  Economia Circular; Embalagens de Aço; Cadeia Circular de Suprimentos; Cadeia de Valor; Barreiras; Habilitadores."},{"title":"Resumo","children":"As últimas inovações tecnológicas trouxeram grandes mudanças nos hábitos de consumo. Há consenso de que a forma com que lidamos com os recursos naturais precisa ser repensada, suplantando a filosofia de consumo baseado em extrair, produzir e descartar. O novo paradigma de produção e consumo deverá adotar modelos inspirados nos conceitos de circularidades de materiais, em que as matériasprimas pós-consumo deverão ser reinseridas nas respectivas cadeias de valor, quer seja pela redução, quer pela reutilização ou pela reciclagem.   Esta pesquisa apresenta uma revisão da literatura dos conceitos de economia circular. Em seguida, faz um levantamento das principais barreiras à transição para a economia circular, e sobre a indústria do aço com foco em embalagens. Realizou-se uma pesquisa por meio de entrevistas com especialistas do setor, os dados primários vindos das entrevistas e secundários vindos da literatura foram cruzados para gerar as discussões e conclusões apresentadas.   O objetivo do estudo é contribuir com o setor de embalagem de aço no mercado brasileiro sob a ótica da inserção do setor nos conceitos de economia circular. A cadeia do aço foi mapeada desde a extração do minério de ferro até o mercado consumidor do aço para compreender a participação dos vários setores: construção civil, bens e consumo, automobilístico, embalagens e outros, em seguida mapeou e analisou-se o setor de embalagens de aço.   O estudo para a elaboração dos mapas da cadeia de valor revelou que o aço não só pode ser infinitamente reciclável, como também é um produto versátil, ou seja, uma embalagem de aço pode se transformar em uma viga, que pode se tornar uma porta de carro e pode retornar a ser embalagens de aço. Além disso, possui a característica de ser uma matéria-prima degradável, isto é, no meio ambiente se transforma em oxido de ferro e reintegra à natureza em sua forma original. Sabendo que um quilograma de embalagem de aço pós consumos se transforma em outro quilograma de aço novo, é possível concluir que se todas as embalagens de aço pós consumo forem recicladas, nenhum quilograma de minério de ferro precisaria ser extraído da natureza para abastecer o setor. Com tudo isso, a embalagem de aço não goza do status de embalagem amiga da natureza. No Brasil a taxa de reciclagem é de 47,3%, aproximadamente a metade do que é na Europa. O estudo busca explicar esse fenômeno.   Para contribuir com o setor, foi realizado uma pesquisa explicativa e exploratória para entender em profundidade quais as barreiras que impedem a circularidade, os habilitadores que contribuem para que o setor seja circular e as oportunidades que se implantadas contribuirão para remover as barreiras e tornar o setor mais circular. Finalmente, implicações gerenciais para ajudar nas tomadas de decisões dos executivos e executivas do setor de embalagens de aço foram apresentadas e discutidas.   Os achados do estudo mostram que, das 22 barreiras apontadas pela literatura, 18 delas são habilitadores que contribuem com a circularidade do setor, mas também mostrou que existem um total de seis barreiras atualmente que impedem da circularidade das embalagens de aço, em contrapartida foram encontradas sete oportunidades de melhorias que se implantadas contribuirão para mitigar ou remover as barreiras.   O estudo contribuiu com cinco implicações gerenciais que poderão ser adotadas para auxiliar o processo de tomada de decisão no setor de embalagens de aço e guiarão os profissionais de marketing das indústrias que irão considerar a possibilidade do uso de embalagens de aço em seus produtos.   Os dados são baseados mercado brasileiro para o exercício de 2019, o comparativo com outras matérias-primas só será possível se for realizado um estudo usando a mesma metodologia aplicada a esta pesquisa, portanto a generalização dos resultados aqui encontrados requer a utilização de critérios técnicos em conformidade com este estudo. O tema economia circular é contemporâneo e é um dos pilares para a sustentabilidade corporativa: ambiental, social e de governança, este estudo não tem a pretensão de fazer uma abordagem das questões de sustentabilidade corporativa, mas sim contribuir com o pilar de sustentabilidade ambiental.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/a8570caf-20b5-4d92-98bd-b273592c0041)"},{"text":"Silvana Scheffel Gomes Título:  A adoção de estratégias de servitização na internacionalização de empresas brasileiras Orientação:  Carla Sofia Dias Moreira Ramos. Palavras-chave:  servitização; internacionalização; limitadores; impulsionadores; criação de valor; inteligência de mercado."},{"title":"Resumo","children":"A servitização é definida na literatura como a criação de valor por empresas industriais a partir da agregação de serviços. Estudos apontam que esta é uma forte tendência global e os serviços já representam 29% do faturamento das empresas industriais, podendo chegar a 60% em 10 anos. A oferta de soluções integradas para o consumidor responde às mudanças dos hábitos de consumo. A busca por um consumo mais sustentável gera oportunidades de negócios para empresas que oferecem opções para o consumidor pagar pelo uso dos produtos ao invés de adquiri-los. Pode-se então redefinir a servitização como uma mudança do modelo de negócios de oferta de produtos para a oferta de serviços agregados ao produto, sem a transferência da propriedade do produto, mas, sim, a posse.   De outro lado, a internacionalização é a atuação da empresa além das fronteiras de seu país de origem, seja por meio de exportação, importação, por alianças estratégicas internacionais, joint ventures, franquias, comércio eletrônico, estabelecimento de estrutura própria comercial ou logística no exterior ou fabricação no exterior.   O presente trabalho explora e une estes dois conceitos e busca compreender como as empresas brasileiras adotam a estratégia de servitização em seu processo de internacionalização. Implicações como as diferenças culturais, regulações, ambiente de negócios, competências para a internacionalização e prestação de serviços, gestão de processos complexos, e, finalmente, digitalização e conectividade são alguns dos elementos que compõem os desafios a serem vencidos para as empresas que adotam a servitização na internacionalização. Ao mesmo tempo, alguns dos desafios, como, por exemplo, a regulação, impõem a necessidade da oferta de serviços e acabam por impulsionar a servitização. A grande diferença entre a adoção da servitização no mercado local e no mercado externo é a necessidade de gerir recursos à distância, necessitar de parcerias e estar sujeito ao impacto dos diferentes ambientes de negócios e diferentes culturas e hábitos dos consumidores.   Para responder às diferenças e superar os desafios, empresas que adotam a servitização internacionalmente utilizam-se de modificações no modo de atuação, comprometendo-se mais com o mercado-alvo, a partir de instalação de estruturas próprias para prestar serviços. Para comprometer parceiros internacionais na adoção da nova estratégia, adotam iniciativas de cocriação de valor, onde o parceiro internacional é envolvido em toda a elaboração e execução da estratégia. Uma premissa para o sucesso da estratégia de servitização é o compartilhamento de informações entre indústria, parceiro comercial ou estrutura própria internacional, cliente e consumidor. Esta troca de informações deve ser valiosa para todas as partes e é usada para novos desenvolvimentos de soluções que melhor atendem o consumidor-alvo. Cocriação de valor, mudanças no modo de atuação internacional e inteligência de mercado são os fatores críticos da servitização na internacionalização.   O estudo qualitativo conduzido com 36 empresas e nove associações setoriais, que resultou em 1552 referências analisadas e compiladas, permitem propor que:   A servitização é uma estratégia válida para melhorar a competitividade da empresa internacionalizada em seus mercados de atuação, evitando assim, por meio da diferenciação e agregação de valor, que a empresa saia do mercado por pressão da concorrência;   Com o aumento do comprometimento com o mercado causado pelo processo de servitização, a empresa tende a avançar no estágio de internacionalização. A servitização é, assim, um impulsionador da internacionalização,   A servitização com a participação de um intermediário no exterior demanda processos de cocriação de valor e relacionamento de longo prazo;   A servitização na internacionalização é um meio pelo qual a empresa alcança maior potencial de inovação em função de ter acesso a informações de inteligência de mercado mais apuradas.   Contribuições para a prática empresarial são feitas a partir de recomendações para a aceleração do processo de servitização e internacionalização e, para o poder público, para a atenção a mudanças de regulamentos que inibem a servitização na internacionalização, ampliação de acordos internacionais que envolvam serviços e facilitação do acesso ao crédito. As contribuições para a literatura são a melhor definição sobre os modos de atuação internacional na adoção da estratégia de servitização, a compreensão deste fenômeno em diferentes segmentos industriais no contexto de um país emergente como o Brasil, já que os casos estudos anteriormente são principalmente de empresas do norte da Europa e Estados Unidos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/176d32b6-4f5c-49da-833d-6688e1a0388d)"},{"text":"Thiago Bezerra de Menezes Riva Título: Cultura de talento ou crescimento? Os efeitos do mindset organizacional na satisfação com a cultura e na performance Orientação:  Tatiana Iwai Palavras-chave:  mindset organizacional; satisfação com cultura organizacional; performance financeira."},{"title":"Resumo","children":"Cultura organizacional é um tema bastante presente tanto do ponto de vista prático como do ponto de vista teórico por ser considerado um recurso para obter uma vantagem competitiva que pode ser a origem de uma performance superior. Recentemente, dentro do contexto da cultura das organizações surgiu o mindset organizacional.   Apesar de ainda pouco explorado, o mindset organizacional é considerado uma importante crença, e dessa forma, tem a capacidade de influenciar comportamentos dentro das organizações. Trata-se de uma crença compartilhada dentre aqueles que formam uma organização quanto a disposição da inteligência e das habilidades. Organizações de mindset fixo nutrem a crença de que o talento e a habilidade são atributos inerentes às pessoas e que não podem ser desenvolvidos, mesmo com esforço e dedicação. Por outro lado, organizações de mindset de crescimento nutrem a crença de que talento e habilidades são maleáveis, e assim, com esforço, dedicação e boas estratégias esses atributos podem ser desenvolvidos.   O mindset organizacional está relacionado a comportamentos colaborativos, atitudes éticas, a postura adotada frente a desafios e a tomada de risco. A Microsoft, por exemplo, adotou o mindset de crescimento de modo a aperfeiçoar sua abordagem no desenvolvimento de pessoas e inovação.   A fim de contribuir e avançar no entendimento dos efeitos do mindset organizacional, esse estudo tem como objetivo avaliar sua associação com a satisfação dos colaboradores com a cultura das organizações, assim como com a performance financeira. Ao avaliar a associação do mindset organizacional com a performance financeira por meio da satisfação dos colaboradores com a cultura, esse estudo também contribui ao analisar a associação entre essa satisfação com a própria performance financeira.   Portanto, através de ferramentas estatísticas, identificou-se uma associação positiva entre o mindset organizacional de crescimento e a satisfação dos colaboradores com a cultura. Dessa forma, esse estudo corrobora evidência anterior da relevância do mindset organizacional na percepção dos colaboradores com a cultura organizacional, assim como incentiva organizações a aperfeiçoar práticas e políticas que fomentem o mindset organizacional de crescimento, como já praticado pela Microsoft.   Adicionalmente, ao revelar também uma associação da satisfação dos colaboradores com a cultura com a performance financeira, contribui-se ao acrescentar evidências quanto a importância da cultura organizacional na formação de resultado das organizações, ao mesmo tempo em que se reforça a relevância da proximidade entre a cultura desejada com a cultura percebida pelos colaboradores. Por fim, por mais que essas associações tenham sido identificadas, inesperadamente, não foi possível constatar a associação indireta entre o mindset organizacional e a performance financeira, e dessa forma, abre-se espaço para estudos seguintes avaliarem o impacto do mindset organizacional em distintos indicadores de performance.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/22a2634e-ed0a-4575-b483-be41a016f86b)"},{"text":"Vainer Tadeu Munhoz Título:  Transformação digital em empresas do agronegócio brasileiro: quais são os desafios e o papel da área de TI nesta jornada? Orientação:  André Luis de Castro Moura Duarte. Palavras-chave:  Desafios; Transformação Digital; Agronegócio; Tecnologia da Informação."},{"title":"Introdução","children":"Introdução   Estudos sobre a Transformação Digital (TD) tem crescido significativamente em todo o mundo e tem sido objeto de discussão entre muitos especialistas da atualidade. Avanços recentes em tecnologias como Social, Mobile, Analytics, Cloud e IoT entre outras, acabam por legitimar chavões como “digitalização” e “transformação digital” anunciando o advento de uma nova era em TI (SEBASTIAN et al., 2017). Em outras palavras, a TD está em em toda parte, nenhuma indústria ou organização empresarial está imune aos seus efeitos (HESS et al., 2016). Julga-se importante discutir o tema porque a digitalização lida com o processamento da informação e tudo pode ser transformado em informação, é abrangente, envolve quase todos os domínios e está transformando profundamente a economia e a sociedade contemporânea (CURRAN, 2018).   Em linha com as descobertas anteriores sobre a transformação habilitada pela TI, esta a pesquisa mostra que a tecnologia em si é apenas parte de um complexo quebra-cabeça que deve ser resolvido para que as organizações permaneçam competitivas em um mundo cada dia mais digital (VIAL, 2019; VERHOEF et al., 2021; NADKARNI E PRÜGL, 2021). A pesquisa mostra que os desafios da TD emergem de questões relacionadas com ambiente de negócio, infraestrutura, redes de colaboração, estratégia organizacional, novas tecnologias, bem como mudanças na organização, incluindo sua estrutura e cultura. Igualmente importante, a pesquisa traz elementos que indicam da importância das áreas de TI mostrarem-se cada vez mais próximas do negócio num papel de protagonismo da TD. Afinal, há elementos que demonstram que os desafios da TD são necessários, para produzir a capacidade de gerar novos caminhos para a criação de valor para as empresas.   Proposta   Com o propósito de se compreender a dinâmica da Transformação Digital (TD) em empresas do agronegócio brasileiro, é compreensível focar-se nos desafios que as empresas enfrentam ao longo da jornada de implementação de ações e projetos relacionados ao tema. Indo além, torna-se igualmente intrigante uma análise do papel e desafios que as áreas de tecnologia da informação estão sujeitas diante deste cenário de transformação das empresas.   Contexto   Esta pesquisa se contextualiza no setor do agronegócio. A agricultura mundial tem o desafio de fornecer alimentos e energia limpa de forma sustentável. As projeções baseadas em padrões de crescimento populacional e consumo de alimentos indicam que a produção agrícola precisará aumentar em pelo menos 70% para atender às demandas até 2050 (OECD, 2020). No contexto brasileiro, o agronegócio é um dos setores mais importantes da economia brasileira. Ainda, o PIB do agronegócio brasileiro avançou 24,31% em 2020, frente a 2019, e alcançou participação de 26,6% no PIB brasileiro (CEPEA / ESALQ, 2021). No entanto, apesar de os números demonstrarem que o agronegócio é um caso de sucesso, ainda há inúmeras questões desafiadoras, entre as quais, se destacam: a ineficiência do sistema de produção agrícola, a falta de conectividade, o alto custo dos sensores para a Internet das Coisas (IoT), a escassez de mão-de-obra especializada (talentos digitais), as incertezas regulatória, entre outros, limitam a adoção das tecnologias digitais e criam barreiras ao produtor agrícola que pretende se manter competitivo no mercado (OCDE, 2020). Assim, argumenta-se que há mais a ser explorado acerca dos desafios advindos da TD bem como um desfecho do papel e desafios intrínsecos das áreas de TI no âmbito destas empresas.   Diante deste contexto, para melhor compreender os desafios com a TD propriamente dita, foram examinados desafios internos e externos que as empresas do agronegócio se deparam durante as respectivas jornadas de TD e que portanto afetam seus negócios. Examinou-se também o papel e dos desafios próprios das áreas de TIC diante da necessária TD das empresas. Para isso foi desenvolvido uma pesquisa junto a 16 empresas de diferentes tipos de industriais, todas elas relacionadas, de alguma forma, ao setor do agronegócio brasileiro. Através de um roteiro semiestruturado, entrevistou-se supervisores, gerentes e diretores das respectivas áreas de TI, que estivessem envolvidos diretamente com a TD, e portanto, haver um aprofundamento no entendimento dos desafios relacionados com o tema.   Implicações Práticas   Os achados deste estudo identificam e detalham os desafios oriundos do processo de transformação digital nas empresas avaliadas (por exemplo: competitividade, disrupções tecnológicas, impactos socioambientais, legais e segurança, culturais e organizacionais), sugerindo aos gestores a possibilidade de comparações ou equivalências dos desafios que outras empresas, dentro do mesmo setor, estão enfrentando e, com isso, há a possibilidade de antecipar movimentos alternativos. Adicionalmente, ao identificar a importância de se desenvolver uma mistura de cultura e habilidades chave, sugere-se a criação de cursos de formação de talentos digitais. Indo além, a pesquisa contribui com elementos empíricos que não deixam dúvidas de que somente por meio de um novo modelo de infraestrutura (por exemplo, Cloud e PaaS) é que serão providas as condições necessárias para poder habilitar o desenvolvimento e a implementação das tecnologias digitais, como analytics, mais mobilidade, IoT e IA. Desta forma, acredita-se que, se combinados, esses elementos permitirão às empresas melhores condições de competitividade no mercado.   No contexto dos desafios e papel da área de TI, a pesquisa contribui com os gestores das áreas de TI, nominadamente, por apresentar e explorar as possibilidades oferecidas pelo modelo de TI-bimodal para os níveis mais altos das empresas (TMT), mostrar os efetivos benefícios de as áreas de TI estarem mais próximas e os participantes do processo de planejamento e execução da estratégia organizacional. Deste modo, além de propiciar o desenvolvimento da estratégia de TD, como consequência, permite o direcionamento e alocação, de forma assertiva, dos recursos da área de TI, melhor gestão das prioridades da organização, redução do tempo de resposta e maior assertividade da TI, priorizar a adoção e o uso de capacidades digitais além de atuação mais dinâmica quanto à disponibilização de infraestruturas mais modernas (PaaS). Ao identificar que a TD concorre com as atividades do dia a dia, esta pesquisa oferece aos gestores envolvidos no processo de TD a possibilidade de implementar um conjunto de práticas para melhorar o processo de governança e enfrentar os desafios da TD. Dentre as práticas, sugere-se a implementação de comitês internos com foco na TD bem como por incentivar a geração de grupos abrangentes (empresas, startups, universidades e agentes públicos) que fomentem discussões, pesquisas no sentido de disseminar conhecimentos e melhores práticas da TD para embasar mais aplicações inteligentes para o agronegócio.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/5fe00e4c-32cd-4713-bd18-6de999c69216)"},{"text":"André Ferri Conejo Título:  Quando evolução, liderança e estratégia se encontram: os efeitos da ambiguidade percebida e foco regulatório do liderado na relação entre liderança via dominância e comprometimento organizacional Orientação:  Tatiana Iwai Palavras-chave:  Liderança via Dominância; Liderança Evolutiva; Liderança Contingencial; Comprometimento Organizacional Afetivo; Percepção de Ambiguidade; Foco Regulatório."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Atualmente enfrentamos um desafio como pesquisadores e gestores da prática da administração empresarial, que é a democratização da geração de conteúdo. Seu benefício é óbvio, traz capilaridade para aqueles que antes não tinham acesso a determinadas informações, enquanto se amplifica as vozes daqueles que tem algo a dizer. A sombra dessa dinâmica, porém, é que nela carece-se de rigor e análise crítica. Muita confusão é gerada, quando algumas narrativas ganham força sem o devido respaldo, e outras são estigmatizadas sem o correto amparo em dados e análises fidedignas.   É com essa reflexão que este projeto de pesquisa avança no campo da liderança, onde buscou-se trazer à tona que este fenômeno, assim como todos os comportamentos humanos, lastreia-se em nosso passado evolutivo, e o seu entendimento é facilitado quando se ganha consciência de sua ancestralidade, ou seja, de como e por que foi moldado e desenvolvido em nossa espécie. Adicionalmente, quando se transfere esta análise para o âmbito organizacional, a provocação é que liderança não ocorre no vácuo e, sendo assim, depende do contexto no qual se está inserido. Ou seja, não há uma resposta única que seja ótima para toda e qualquer situação. Liderança, então, é um fenômeno tanto ancestral quanto contextual, e ter clareza e entendimento absoluto dos mecanismos que fazem um comportamento ser bem-sucedido em determinada situação e não em outra é crucial para o líder estrategista atual.   Este estudo, então, buscou elucidar os efeitos de uma liderança via dominância, aqueles líderes que apresentam perfis mais diretivos, no comprometimento organizacional do liderado - sua vontade de permanecer na organização - quando na presença de duas características contextuais: percepção de ambiguidade e foco regulatório. Reduzir a ambiguidade, trazendo certeza ao ambiente, é um dos papeis cruciais de um líder. Neste sentido, argumenta-se que em um cenário de alta ambiguidade uma liderança mais diretiva traria essa certeza esperada, atenuando o efeito negativo de um líder com este perfil no comprometimento organizacional do liderado, o que impactaria em um menor nível de turnover. Já em foco regulatório, onde a literatura explora que indivíduos são motivados por promoção, aqueles que buscam acertos, aproximação do positivo, ou por prevenção, cujo objetivo é evitar erros, argumenta-se que o primeiro também atenuaria os efeitos negativos em seu comprometimento organizacional quando na presença de uma liderança diretiva.   Os achados neste estudo foram inúmeros, no qual observou-se que uma liderança via dominância impacta negativamente no comprometimento organizacional do liderado, assim como uma alta percepção de ambiguidade. Também obtivemos suporte argumentar que aqueles indivíduos cujo foco regulatório está em promoção tendem a apresentar níveis mais elevados na sua vontade de ficar na organização. Quanto às interações contextuais propostas, que apresentariam efeitos atenuantes, porém, não encontramos suporte, mas as evidências motivaram o pesquisador a fazer análises suplementares e propor novos recortes teóricos para estudos futuros nesta temática.   Embora os efeitos moderadores propostos não tenham sido corroborados pelas análises principais, o presente trabalho buscou trazer provocações e evidências de que a estigmatização de certos estilos e perfis de liderança é indevida, trazendo a reflexão de que esta é talvez a ferramenta estratégica mais poderosa ao alcance dos líderes e gestores. Para estes, fica a reflexão de que liderança é um fenômeno complexo, no qual mecanismos primitivos e ancestrais atuam, e que depende brutalmente do contexto no qual se está inserido para ser eficiente e eficaz. Estamos no mundo do “taylor made”, e não do “one size fits all”, e o seu correto ajuste ao que a situação requer pode fazer ou quebrar grupos e modelos de negócios.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/78c2de41-cce0-483f-9fcb-39d3adda65b8)"},{"text":"Antonio César Ferrari Marcolino Título:  Impacto do uso das câmeras operacionais nas ocorrências de morte decorrente de intervenção policial na Polícia Militar do Estado de São Paulo Orientação:  Gustavo Moreira Tavares Palavras-chave:  Câmeras Operacionais Portáteis; Polícia Militar do Estado de São Paulo; Morte Decorrente de Intervenção Policial."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Desde o início do século XXI, muitas polícias da Europa e dos Estados Unidos passaram a utilizar as Body-Worn Cam (BWC, ou câmera de uso no corpo, em tradução nossa) ou Câmera Operacional Portátil (COP), sendo este o nome dado ao equipamento pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP).   A referida tecnologia foi difundida de forma extremamente rápida, apesar do alto custo e passou a ser adotada com vários objetivos, como por exemplo, aumentar a lisura do trabalho feito pela polícia e melhorar a cadeia de produção de provas, na medida em que propicia a captura de imagens reais durante a atividade de patrulhamento ou no atendimento de ocorrências.   E apesar dos reais efeitos do equipamento permanecerem, de certa forma, indefinidos, desde agosto de 2020, três batalhões da PMESP passaram a usar a COP, sendo que a Instituição pretende implementar em todas as suas unidades com o passar dos anos.   Neste contexto, é importante relembrar o fato de que a PMESP, já há muito tempo, recebe críticas da imprensa e de pesquisadores da área da Segurança Pública em relação a um suposto alto número de ocorrências de morte decorrentes das intervenções de seus agentes quando no desempenho de suas funções legais.   Sendo assim, o presente trabalhou contextualizou a Segurança Pública no Brasil, além de mostrar qual é o papel constitucional da Polícia Militar. Além disso, mostrou como a COP vem sendo utilizada nas forças policiais, mas o objetivo principal foi mensurar o impacto da adoção da COP nas unidades onde ela foi implementada.   Essa mensuração foi feita através da separação inicial em dois grupos: o grupo tratamento, formado pelas unidades que adotaram o equipamento e o grupo controle, formado por unidades que não adotaram o equipamento. Posteriormente, houve a subdivisão da análise tanto dentro do grupo tratamento, quanto dentro do grupo controle, na medida em que as unidades foram separadas em “Unidades de Ações Especiais” e “Unidades Territoriais”, de acordo com critérios explicados nas respectivas seções.   As análises, concretizadas através do método diferenças-em-diferenças, encontraram a redução das ocorrências de morte decorrentes de intervenção policial nas unidades do grupo tratamento no período analisado (que engloba seis meses antes e seis meses depois da implementação), mostrando o impacto da COP neste tipo de ocorrência.   Os prováveis motivos para a redução, bem como as possíveis novas linhas de pesquisa que surgiram, estão no capítulo final, destinado à discussão dos achados.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/79fd61f6-b1d2-4519-a1ba-d95e1f87b401)"},{"text":"Camila de Moraes Prado Título: Estressores de trabalho e engajamento: examinando os efeitos das avaliações primárias de estressores, recursos de trabalho e mindset do funcionário Orientação: Camila de Moraes Prado Palavras-chave:  Estressores de desafio e obstáculo; Avaliação de desafio e obstáculo; Recursos de Trabalho; Mindset; Engajamento no trabalho;"},{"title":"Sumário Executivo","children":"As avaliações de engajamento no trabalho são frequentemente aplicadas a uma classificação prévia em relação as demandas dos trabalhos e os recursos nelas disponibilizados, em que quando favoráveis serão responsáveis pela geração de engajamento no trabalho, e quando desfavoráveis, responsáveis pelo desengajamento no trabalho. No entanto tais premissas não levam em consideração a avaliação do próprio indivíduo na significação da realização de uma demanda no trabalho, em que na teoria de avaliações primárias, as diferenças individuais nas avaliações influenciam na forma como os indivíduos avaliam suas demandas de trabalho, e consequentemente a forma que estas impactarão no engajamento.   A teoria de avaliação primária de estressores de desafio / obstáculo assume que os efeitos destes no engajamento do individuo dependem de sua avaliação individual, em que estressores de desafio (associados a oportunidade de crescimento pessoal) e de obstáculo (associados a restrições) podem ser avaliados diferentemente por indivíduos diferentes, mesmo que ambos estejam realizando as mesmas demandas.   Sendo assim, este estudo tem como objetivo principal examinar o efeito mediador das avaliações primárias, em que os estressores de desafio e de obstáculo podem ser avaliados pelos funcionários como oportunidades, ameaças ou os ambos, e como estes interferem no engajamento.   Estudamos o papel da avaliação primária para examinar melhor como os estressores de desafio e obstáculo estão conectados ao engajamento, investigando o papel moderador da mentalidade do indivíduo (mindset de inteligência) e o suporte social dos líderes diretos e dos colegas do trabalho nesta avaliação.   A coleta de dados foi realizada em duas etapas, sendo a primeira etapa aplicada aos funcionários e a segunda etapa aplicada aos líderes diretos destes funcionários após quinze dias, totalizando uma amostra de 200 duplas de funcionário-gestor.   Os resultados das análises de modelagem de equações estruturais não encontraram suporte para o papel dos moderadores (mindset de inteligência e suporte social dos líderes diretos e colegas), mas trouxeram resultados do efeito indireto e significante do estressor de desafio avaliado como oportunidade no engajamento, mostrando assim que estressores de desafio só estão positivamente relacionados com o engajamento quando são avaliados como oportunidade.   Os resultados obtidos no estudo comprovam a relevância das avaliações primárias no engajamento, e comprovam que estressores de desafio apenas estão positivamente relacionados ao engajamento quando avaliados primariamente como oportunidade.   Diante destes resultados comprova-se a necessidade de pesquisas mais profundas e com maior amostra no tema do efeito dos recursos e demandas no trabalho via avaliações primárias no engajamento, contribuindo assim para possíveis futuras estratégias de gestão das empresas.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/ab2cc56a-5265-4e8a-8336-05df30baa45f)"},{"text":"Carlos Felipe Jun Abe Título:  O impacto da adoção de canais de vendas digitais em vendas B2B Orientação: Carla Sofia Dias Moreira Ramos Palavras-chave:  Adição de canais de venda; Multicanalidade; Canais digitais de venda; Performance;   "},{"title":"Sumário Executivo","children":"O mundo está vivenciando uma profunda mudança com as evoluções tecnológicas digitais que mais e mais tem alterado os modelos de negócio a partir das novas possibilidades que são criadas a partir de seu uso. O comércio eletrônico é um exemplo claro que vem mudando o mundo empresarial. Ele tem evoluído e alterado o panorama do mercado, principalmente no contexto business-to-consumer (B2C), enquanto o business-to-business (B2B) ainda tem muito espaço para evoluir, tanto nas suas práticas empresariais, como no mundo acadêmico. Ao se deparar com esse cenário, o gestor de empresa tem a necessidade de entender qual o impacto que a adição de um novo canal digital pode trazer para seu negócio e como ele pode canibalizar os canais existentes, para além de entender como a utilização de múltiplos canais influencia suas vendas.   Foram utilizadas metodologias quantitativas para avaliar o impacto em receita de vendas, tamanho do portfólio vendido e frequência de compra resultante da adição da adição de um novo canal de vendas digital, seu impacto de canibalização nos canais existentes e da utilização de múltiplos canais de vendas. O estudo permitiu expandir avaliações existentes do mercado B2C para o contexto B2B, além de discutir como os determinantes da escolha do canal de vendas impacta os resultados de cada um dos canais nesse contexto.   Para aprofundar o conhecimento dessa prática empresarial, foi utilizado um caso real de adição de um novo canal de vendas digital em um contexto B2B, utilizando como base para avaliação uma empresa nacional que atua na indústria farmacêutica no Brasil. O estudo foi desenvolvido utilizando uma metodologia de propensity score matching para criar um grupo contrafactual dos pontos de venda que não adoptaram o canal de vendas digital. As análises conduzidas utilizaram a metodologia de diferenças em diferenças (diff-in-diff) para avaliar como o tratamento impacta as vendas e a canibalização dos canais, além de metodologia de regressão múltipla em painel de efeitos aleatórios para quantificar o impacto da utilização de múltiplos canais de vendas e notadamente o canal digital. Chegou-se à conclusão que a adição de um novo canal de vendas digital aumenta a receita de vendas e a frequência de compras, porém não o portfólio adquirido, canibalizando canais próprios, mas não de terceiros. Adicionalmente, no tangente à multicanalidade, a utilização de múltiplos canais de vendas mostrou-se benéfica para receita de vendas, frequência de compras e portfólio adquirido, sendo que a utilização do canal de vendas digitais no mix de canais traz maior receita de vendas e frequência de compras, mas não de portfólio adquirido.   Os resultados do estudo mostram que a adição de um canal de vendas digital e a utilização de múltiplos canais de vendas com o canal de vendas digital em sua matriz trazem adicionalidade de receita de vendas e de frequência de compras, mostrando ganhos em sua implementação. Mostramos também que o entendimento dos determinantes da escolha do canal de vendas é extremamente importante para entender como os canais de vendas existentes vão se comportar do ponto de vista de canibalização, e de que forma o novo canal de vendas vai contribuir para a experiência de compra.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/66b87c30-a783-4684-84d9-8e82673d6a6a)"},{"text":"Felipe Brandão Póvoa Título:  Os corredores logísticos e a exportação agrícola brasileira: uma análise comparada de projetos ferroviários no estado do Mato Grosso Orientação:  Luiz Francisco Modenese Vieira Palavras-chave:  Infraestrutura; Soja; Milho; Mato Grosso; Agronegócio; Ferrovia; Análise socioeconômica e multicritério;"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O investimento em transportes se destaca como importante gerador de competitividade econômica e consiste em um grande desafio para o Brasil, que detém um histórico recente de carência e mal planejamento de investimentos no setor. Neste contexto, destaca-se o transporte ferroviário, eficiente no vencimento de longas distâncias e altos volumes de carga, característica presente na pujante exportação agrícola brasileira. A análise do processo de planejamento logístico e tomada de decisões de investimento, presente neste estudo, é de fundamental importância para o entendimento da ineficiente matriz de transportes nacional, amplamente caracterizada pelo transporte rodoviário.   O presente trabalho tem por objetivo analisar o papel do investimento em infraestrutura de transportes no desenvolvimento das cadeias exportadoras de milho e soja do estado do Mato Grosso, através de uma análise comparativa aplicada à situação atual e novos projetos de infraestrutura ferroviária, de importância fundamental na transposição da longa distância entre o Centro Oeste brasileiro e os portos.   Apesar de o autor atuar profissionalmente em um dos players proponentes, atual detentor da concessão da Ferronorte, pretende-se neutralidade nesta abordagem, com uma comparação isenta dos projetos ferroviários de extensão da atual Ferronorte, Ferrogrão e Ferrovia de Integração Centro Oeste (FICO). No presente estudo serão aplicadas ferramentas diversas de avaliação de projetos de infraestrutura, com destaque para análise financeira, socioeconômica e multicritério, objetivando uma análise da tomada de decisões em planejamento logístico nas esferas pública e privada.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/346c966d-fd58-4bd0-83c6-67c846ca00cc)"},{"text":"Gabriel Bernardes Amboage Título:  Análise dos fatores determinantes para a intenção de adoção e adoção efetiva do Pix como instrumento de pagamento no Brasil Orientação:  Guilherme Fowler de Avila Monteiro. Palavras-chave:  PIX; Pagamentos; Intenção; Adoção; UTAUT2; PIX; Payments; Intention; Adoption; UTAUT2."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O PIX é um meio de pagamento criado e regulado pelo Banco Central do Brasil desde o último trimestre de 2020, possuindo funcionalidades de transferência simples, cobranças e até realização de saques ou entrega de troco. Além de preencher uma série de lacunas existentes na cesta de instrumentos de pagamentos previamente disponíveis atualmente à população do país, este sistema é disponível a todo momento, completa transações em poucos momentos e é gratuito para a pessoa física. Como resultado destas características, este meio de pagamento teve uma adoção massiva, se tornando a modalidade de pagamento mais usada no Brasil em número de transações no final de 2021, pouco mais de um ano após sua implementação.   A presente dissertação de mestrado se propõe a investigar os principais fatores que influenciam a intenção de adoção do PIX como instrumento para realização de pagamentos e transferências pelos consumidores brasileiros (pessoas físicas), além de analisar a relação entre esta Intenção Comportamental e o Uso Efetivo. Estudar os fatores que podem ter contribuído para o sucesso obtido pelo PIX é interessante por diversos motivos: pode auxiliar os reguladores e participantes de sistema a tomarem decisões relativas a funcionalidades e normas que permitirão o aperfeiçoamento do sistema e dos produtos criados a partir dele; também pode ser chave para o desenho de outras iniciativas de similar sucesso lideradas pelo Banco Central; também pode ajudar gestores da esfera privada a tomar decisões de design e produto relativas ao PIX. Ao mesmo tempo, a análise soma-se à discussão sobre a adesão a novos instrumentos de pagamento no contexto de um país em desenvolvimento, verifica se relações já verificadas na literatura para outros países e outras tecnologias de pagamento também podem ser observadas no PIX, bem como traz um olhar voltado à avaliação de se a intenção comportamental efetivamente se reflete em maior velocidade de adoção efetiva do PIX.   Neste contexto, foram coletadas através de questionário as respostas 659 brasileiros com acesso à Internet sobre fatores comportamentais relacionados à adoção do PIX, bem como a informação relativa ao tempo de experiência que cada indivíduo possui com a tecnologia.   Os principais resultados são de que (i) a expectativa do usuário em relação aos benefícios e facilidades proporcionados pelo PIX, bem como (ii) sua familiaridade e hábitos prévios de utilização de internet móvel, configuram-se como os dois principais fatores associados a uma Intenção de adotar o PIX como meio de pagamento. Além disso, a Intenção de Usar o PIX é positiva e significativamente associada ao Tempo de Uso de PIX, indicando que intenção comportamental efetivamente se traduz em maior velocidade de adoção do sistema de pagamentos. Também são verificadas algumas relações interessantes através das variáveis socioeconômicas incluídas no modelo. Indivíduos mais velhos, do gênero feminino e de classes mais baixas tendem a usar o PIX há menos tempo do que os grupos comparáveis. Por outro lado, há evidências de que indivíduos com mais anos de estudo usam o PIX há mais tempo do que os grupos comparáveis.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/737b71eb-ffeb-4da6-ab21-e9b6bdf695c1)"},{"text":"Gabriela Melo Tavares Título: Análise de fusões e aquisições de plataformas multilaterais digitais pelo CADE: novos conceitos ou análise convencional Orientação:  Paulo Furquim Azevedo. Palavras-chave:  Plataformas multilaterais digitais; Fusões e aquisições; Mercados digitais; Efeitos de rede; Concentração de dados; Inovação em mercados adjacentes; "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Plataformas multilaterais digitais são um modelo de negócio relativamente novo e vêm ganhando notoriedade uma vez que as maiores organizações do mundo são plataformas multilaterais digitais. Desta forma, há um grande interesse em se entender mais a fundo a estrutura desse modelo de negócio, suas particularidades e de que forma funciona a sua dinâmica de mercado, como crescem, competem e quais os principais pontos chaves que devem ser observados. Entretanto, por ser um modelo de negócio novo e que vem crescendo de forma extremamente rápida, há ainda poucos estudos empíricos acerca do tema e, concomitantemente, relativamente pouca literatura acadêmica que, sobretudo, chegue a um consenso sobre quais são as particularidades objetivas deste modelo de negócio e como as organizações que o adotam se comportam.   É notório que grande parte dessas plataformas que vem crescendo tão rapidamente têm uma estratégia agressiva de fusões e aquisições em comum, com casos emblemáticos como a aquisição do Instagram pelo Facebook, dentre outras. A literatura sugere que autoridades reguladoras não adaptam a análise tradicional empregadas em Atos de Concentração – ACs – às operações, como a citada, que envolvem plataformas multilaterais digitais. Ademais, a literatura também indica que seria aconselhável que houvesse essa adaptação, uma vez que este é um modelo de negócio particular, novo e com extrema relevância global, desta forma que deveria se tratar distintamente os casos que envolvem plataformas multilaterais digitais ao invés de indistintamente.   Algumas das principais particularidades deste modelo de negócio, que deveriam ser levadas em consideração por autoridades antitruste quando analisam um Ato de Concentração que envolvam plataformas multilaterais é que essas plataformas se beneficiam de network effects. Ou seja, se pegarmos o exemplo da Uber, quanto mais motoristas estiverem ativos, mais atrativa a plataforma se tona para o usuário e, em contrapartida, quanto mais usuários estiverem registrados, mais atrativa a plataforma se torna para o outro lado. Isto ocorre, dentre outros motivos, pois quanto mais carros disponíveis o tempo de espera tende a ser menor, por exemplo e com isso o usuário tem uma experiência melhor, mais ágil, enquanto do lado do motorista, quanto mais usuários registrados significa uma probabilidade de um maior fluxo de clientes, do que com poucos registrados. Desta forma, a plataforma vai se tornando mais valiosa para os dois lados e fica mais difícil para um novo entrante “roubar” a base de clientes da plataforma, seja dos usuários ou motoristas, no exemplo da Uber. A competição nos mercados nos quais elas estão inseridas se dá pelo mercado ao invés de no mercado e há a possibilidade de formação de ecossistemas de negócios grandes, que englobam toda a jornada do cliente, desta forma o consumidor tende a ficar “preso” dentro dos produtos e serviços do ecossistema, que são dominados pela plataforma multilateral digital.   Nestes mercados o controle sobre dados e cerceamento do multi-homing também é uma estratégia que a literatura e trabalhos empíricos pontuam, uma vez que é através dela que as plataformas conseguem fazer com que seus usuários estejam menos propensos a usar mais de uma plataforma, pois os custos de mudar de uma plataforma para outra são altos. Ademais, a literatura também indica que nos mercados nos quais plataformas multilaterais digitais estão envolvidas, no caso de fusões e aquisições, dever-se-ia adaptar a forma como o mercado relevante e definido, uma vez que é observado que muitas das operações envolvendo plataformas servem para capturar inovações em mercados adjacentes, portanto a forma como se delimita o mercado relevante àquela operação deveria levar isto em consideração.   Durante estudo da literatura relevante sobre plataformas multilaterais digitais foi observada uma crescente produção de conhecimento acerca do tema por autoridades antitruste mundiais, dentre as quais esta o CADE. Isto posto, esperava-se que, com o decorrer dos anos, fosse havendo um ganho de conhecimento maior sobre esse modelo de negócio e, portanto, que fosse gradativamente sendo incorporada uma sofisticação e, consequentemente adaptabilidade conforme a literatura sugere, da análise do CADE em relação aos casos que envolvem plataformas multilaterais digitais.   O presente trabalho objetivava analisar se o CADE adapta sua análise de ACs aos casos que envolvem plataformas multilaterais digitais, em comparação com o os casos que envolvem empresas da economia digital, para inserir na avaliação elementos que são particulares do modelo de negócio de plataformas e de sua atuação no mercado e estratégia de crescimento. Foi encontrado que o CADE não adapta o seu modelo de análise aos casos que envolvem plataformas multilaterais. Entretanto foi identificado que, para algumas variáveis, há um crescimento da tendência de sofisticação da análise do CADE, ao longo dos anos. Esta análise foi realizada através do levantamento de todos os ACs avaliados pelo CADE de 2004 a 2018 que envolviam empresas digitais, mapeamento de quais desses envolviam plataformas multilaterais digitais, para construção de uma base de dados e aplicação da metodologia Probit para chegar aos resultados conclusivos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/1c54d8fb-639d-47a7-a197-e6a56c2b958f)"},{"text":"Jacintho del Vecchio Junior Título:  The effects of female representation on organizational performance: evidence from the São Paulo State Military Police Orientação:  Sandro Cabral Palavras-chave:  burocracia representativa; grupos vulneráveis; polícia; violência contra a mulher; estupros; homicídios; violência doméstica."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Introduction   The notion of identity has been gaining importance and centrality as an intermediate political category between the traditional notions of “individual” and “people”. In this way, the representative bureaucracy theory posits that increased representation of vulnerable groups will lead to improved outcomes for these populations. In addition, representation may also increase citizens’ confidence in public authorities when vulnerable individuals understand they are represented.   But the representative bureaucracy theory shall be seen as actual only if their expected effects can be testified. For example, does the existence of black teachers in the public school system have a positive impact on the education of black children? Do female social workers inspire greater confidence in women's care and protection programs? Affirmative answers to these questions can indicate solutions for more efficient and effective public policies.   Proposal   Therefore, this work intended to evaluate the effects of improved female representation on organizational performance in public organizations by using the case of the São Paulo State Military Police. The relevance of this study is centered on two important facts: first, the potential effects of representation of vulnerable groups in police institutions that have typically military structure, organization, and culture have not yet been deeply studied. Second, there are still few studies in Brazil that deal with the effective presence of police officers representing vulnerable groups and the effects generated by this condition (currently, studies often address the problem from the point of view of governmental support and reception structures, due to the status quo of the absence of trustable microdata).   Thus, we tested the effects of the presence of female military police officers in ostensible policing or as commanders of police forces in the municipality for homicide rates against women, domestic violence, and rapes in 626 municipalities of the state of São Paulo, from 2014 to 2021. The results show that:   ✓ When the military police force is commanded by women and there exists Women Police Station(s) in the municipality, there is evidence of lower levels of homicide rates against women, as well as higher levels of rape records (the increase is exactly the expected result, as this condition encourages the recording of incidents, which in other circumstances would remain unnotified).   ✓ When the municipality has specific legislation to combat domestic violence, and this condition is associated with women in charge of command of the military police workforce or with the significant presence of female police officers on street patrolling, we also verify an increase in the records of rapes.   Context   This finding is important when considering the situation of misogyny and violence against women that persists in Brazilian culture. For instance, this subject deserves so serious attention that Brazil included recently in criminal law the concept of femicide, described as the murder of women by men motivated by hatred, contempt, pleasure, or a sense of ownership.   Practical Implications   Considering that confidence in the State's ability to protect victims is essential to overcome the cultural aspects that determine the conditions of violent crimes against the female population, the identification of elements that may influence this subtle condition is shown to be a relevant contribution. In this way, the increase in the representation of women in police agencies, and state structures in general, can be seen as one of the elements to change the actual state of affairs.   More generally, the results achieved can inspire public policymakers to consider that, insofar the state bureaucracy represents more faithfully the whole of society, this condition may also represent, in the long run, the promotion of the reduction of social inequalities that are still so critical in Brazil.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/fe7e7e4d-fafb-487a-921b-f0fe777ebadc)"},{"text":"Jonathan Lousado Silva Título:  Efeito das características de diversidade do conselho de administração e diretoria executiva sobre o ESG score da Refinitiv Orientação:  Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi. Palavras-chave:  Diversidade; ESG; Conselho de Administração; Diretoria Executiva; Millenials."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O termo ESG (Environmental, Social and Governance) tem recebido muita atenção nos últimos anos. Desastres ambientais e escândalos corporativos contribuíram para a ascensão desse termo. Este estudo analisa o impacto das características de diversidade dos membros do Conselho de Administração e Diretoria Executiva sobre o ESG calculado pela empresa Refinitiv. Analisamos 316 observações de 79 empresas no período de 2017 a 2020. A diversidade foi medida pelo percentual de mulheres, o percentual de millenials e a heterogeneidade etária dos membros dos conselhos e diretoria. Os resultados da pesquisa, no geral, corroboraram com a maioria dos estudos realizados e indicam que a diversidade de gênero e a heterogeneidade etária possuem impacto positivo sobre as políticas sustentáveis. Não foram encontrados impactos do percentual de millenials nos conselhos sobre o ESG, entretanto, a presença deles nas diretorias tem influência negativa sobre o fator. O estudo contribui para o entendimento e importância da diversidade dos membros do Conselho de Administração e Diretoria Executiva sobre as estratégias sustentáveis das organizações em que fazer parte.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/31876cc3-615c-4af9-a4bb-0f9f47a354c5)"},{"text":"Larissa Cristina Borges da Silva Título:   Equipes mistas de inside e outside sales: o impacto de características das equipes mistas sobre o desempenho de vendas Orientação:  Carla Sofia Dias Moreira Ramos. Palavras-chave:  Inside sales; Outside sales; Dupla de Vendedores; Desempenho de vendas; Portfólio de produtos; Carteira de clientes; Experiência da dupla de vendedores; Inside sales; Outside sales; Sales Teams; Sales performance; Product portfolio; Customer portfolio; Dyad tenure."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O papel da força de vendas tem mudado de forma contínua nas últimas quatro décadas (Thaichon et al., 2018). Estudos apontam que, entre outros fatores, esta evolução reflete a transição do modelo tradicional "face-to-face" (i.e., outside sales) para um modelo de força de vendas mista que incorpora inside sales e online channels, e que é facilitada pelos avanços tecnológicos relacionados à automação, tecnologia e business intelligence (Arli et al., 2018; Thaichon et al., 2018). O modelo misto de estrutura de vendas (inside sales e outside sales), pode resultar em uma vantagem competitiva, culminando em uma geração de satisfação e valor para o cliente, construindo, dessa forma, lealdade e contribuindo para a manutenção do relacionamento (Thaichon et al., 2018).   O presente estudo tem como objetivo analisar o efeito de equipes mistas com vendedores de campo/externos (outside sales) e vendedores internos (inside sales) no desempenho de vendas em indústrias de base no Brasil. A interação entre duplas de vendedores tem sido estudada por diversos autores na área de marketing. Características compartilhadas por uma de dupla de vendedores, tal como experiência na categoria de produtos vendidos, e o portfólio de clientes atendidos pela dupla, foram objeto de estudo de pesquisas passadas, tendo sido encontrados impactos nos resultados de vendas.   Pesquisadores como Shi et al. (2020) apontam que características compartilhadas por uma de dupla de vendedores trazem resultado positivos para a performance de vendas como, por exemplo, a experiência na categoria de produtos vendidos e a profundidade na carteira de clientes. Outros autores, como Bachrach et al. (2019) e Carboni et al. (2013), apontam que os ganhos de experiência de uma equipe que trabalha em conjunto também têm relação com a sua performance. De Campos et al. (2022) analisa que o portfólio de clientes também apresenta impactos na perfomance de vendas de uma empresa. Apesar de alguns estudos já se debruçarem sobre a forma como determinadas características de uma equipe de vendas afetam a performance desta equipe e/ou o resultado de vendas de uma empresa, este estudo se aprofunda em avaliar o impacto das características de uma dupla de vendedores inside e outside sales.   O estudo tem natureza quantitativa, e foram analisados dados de vendas no período 2018 até 2021 de uma indústria de base brasileira líder em seu segmento de atuação, com operações dentro e fora do Brasil. Foram considerados os dados de 156 vendedores distintos, e o foco da análise residiu sobre a estrutura de vendas mista de outside e inside sales usada para atender um perfil específico de clientes. Foi analisada a interação de 153 duplas de vendedores internos e externos. Os resultados mostram que a quantidade de produtos na carteira de uma dupla de vendedores apresenta resultados positivos sobre as vendas, indicando que um produto adicional pode gerar um crescimento na receita de aproximadamente 20-24%. A concentração da carteira de clientes de grande porte gera impactos na receita, sendo que os resultados deste estudo apontam que o aumento de 1 ponto percentual nesta variável indica um crescimento de cerca de 2-3% na receita. Por fim, a última variável estudada foi a experiência da dupla, indicando que um mês adicional de experiência conjunta da dupla gera um aumento de cerca de 1-3% na receita.   O estudo visa contribuir para a teoria fazendo análises quantitativas sobre o desempenho de equipes de vendas, buscando gerar avanços no conhecimento presente na academia sobre como as características de uma dupla de vendedores mista (externos e internos) impactam no resultado de vendas de uma indústria. Para a prática, o estudo visa ao gerar insights para os gestores que podem embasar as suas decisões no momento de definição da carteira de clientes atendida pelas duplas de vendedores, bem como, ao avaliar a composição de equipes mistas considerando critérios que possam maximizar os resultados de vendas.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/9ff37807-e79f-42c0-801c-f7b62dd8f9f9)"},{"text":"Luiz Carlos Bertan Matheus Título:   Retorno anormal médio acumulado após a oferta inicial de ações: análise comparativa da performance de empresas investidas por fundos de private equity e venture capital Orientação: Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi. Palavras-chave:  Private equity e venture capital; Ofertas públicas de ações; Retorno anormal médio acumulado; Performance. Análise comparativa."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Os investimentos de Private Equity e Venture Capital representam uma importante ferramenta para o desenvolvimento econômico na medida em que contribuem para o florescimento do empreendedorismo, para o crescimento de empresas ou até mesmo para a reestruturação de organizações a fim de aperfeiçoar seus componentes de gestão e de governança corporativa.   Esses investimentos também representam uma importante ferramenta para alavancar o desenvolvimento econômico, especialmente no caso de economias emergentes, pois une três fatores fundamentais: (1) a disponibilidade de recursos financeiros para serem investidos, (2) uma equipe de profissionais experientes com elevada expertise administrativa e (3) empresas com alto potencial de crescimento e rentabilidade.   Estudos anteriores argumentam que os investimentos de Private Equity e Venture Capital funcionam como qualificadores das empresas investidas na medida em que agregam valor adicional a elas quando comparadas a outras empresas semelhantes que não receberam aportes desse tipo.   No âmbito do mercado brasileiro, Minardi et al. (2013) fizeram uma análise comparativa do retorno acumulado considerando 108 empresas que emitiram ações na bolsa de valores entre 2004 e 2008, dentre as quais 42 tinham recebido investimentos de Private Equity e Venture Capital.   No entanto, até mesmo por conta da época em que foi realizado, haja visto que esse tipo de investimento ainda é bastante novo no Brasil, a amostra utilizada considerou um intervalo relativamente restrito. Essas limitações, por sua vez, não permitem responder algumas questões que são suscitadas naturalmente: o retorno se sustenta ao longo do tempo, inclusive com maior desenvolvimento desse mercado?   Essas questões são especialmente pertinentes quando se observa um crescimento contínuo nesse tipo de investimento, ano após ano, tendo se intensificado mais recentemente no Brasil: dados da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) mostram que o volume anual médio entre os anos de 2011 e de 2018 foi de R$ 14,6 bilhões; esse valor aumentou para R$ 24,6 bilhões em 2019 e 2020 e em 2021 saltou para R$ 53,8 bilhões.   Diante disso, este estudo busca resolver essas questões na medida em que amplia a amostra para abranger os anos de 2004 a 2021, passando a considerar 236 empresas das quais 109 receberam investimentos provenientes de fundos de Private Equity e Venture Capital, além de estratificar a análise em períodos de curto, médio e longo prazo.   Este estudo confirmou que as empresas investidas apresentam retornos superiores em comparação com as empresas não investidas. Além disso, este trabalho também identificou que essa diferença persiste ao longo dos cinco anos após a oferta das ações na bolsa de valores, mesmo com o maior desenvolvimento do mercado brasileiro.   Dessa forma, pode-se concluir que os investimentos de Private Equity e Venture Capital, não obstante servirem como certificadores ou qualificadores das empresas investidas, são capazes de continuar agregando valor adicional inclusive a médio e longo prazos, demonstrando de maneira geral que os aprimoramentos realizados nas empresas investidas são efetivamente internalizados e permanecem enraizados nelas.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/2f9ba10b-85ad-482a-b126-408e043fafd5)"},{"text":"Luiz Felipe Santos Fabrini Título:   O WhatsApp na qualidade do relacionamento percebida pelos consumidores, e seu reflexo na lealdade do cliente Orientação:  Giuliana Isabella. Palavras-chave:  Lealdade do consumidor; Gestão de relacionamento com o cliente; Rede social; Consumer Loyalty; Customer Relationship Management; Social Network."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Nas últimas décadas, com os avanços das revoluções tecnológicas, novas formas de conectar-se com amigos, familiares e empresas vêm sendo desenvolvidas, exemplo maior disso são as redes sociais que vêm exercendo cada vez mais um papel fundamental nessas transformações interpessoais. Se antes se contentavam em espalhar apresentações via e-mail e conectar velhos conhecidos, hoje vêm servindo principalmente como meio de buscas rápidas e como uma ferramenta poderosa de alto poder de descoberta e propagação de diversos produtos/serviços. Com o avanço da tecnologia e das relações interpessoais interpeladas por ela, os consumidores têm se tornado cada vez mais exigentes, levando empresas públicas e privadas a buscarem por diferenciais que as destaquem pelo contato humanizado. Percebendo o potencial que esse tipo de ferramenta traz para o negócio, grandes marcas e empresas têm investido cada vez mais em canais digitais.   A adoção ocorre principalmente nos setores de serviços, turismo, varejo e financeiro, que utilizam o marketing de influência para impactar a lealdade dos consumidores. O bom relacionamento com o consumidor é velho conhecido do mercado para gerar melhor lealdade. A novidade nos tempos atuais é como fazer isso em um mundo cada vez mais digital.   O mercado de serviços financeiros brasileiro já conta com diversas empresas que testam canais digitais para se comunicar com seus clientes. O mais popular deles hoje é o WhatsApp, da Meta, com 170 milhões de usuários em território nacional, cobrindo praticamente 100% da população com internet no Brasil. Alguns bancos já o utilizam como ferramenta de aquisição de novos clientes, porém a grande maioria, tanto os novatos digitais quanto os incumbentes, usa a ferramenta para atender chamados, que normalmente os direcionam para um site, aplicativo ou call center. Sabemos que inovações tecnológicas por si só são capazes de chamar a atenção de usuários, que acabam percebendo a marca como inovadora, melhorando sua percepção sobre ela. Mas será que essa abordagem tem sido suficiente?   Decidimos então perguntar a clientes de grandes instituições financeiras brasileiras se eles utilizavam o canal WhatsApp para conversar com seu banco, e em sequência, como ele avalia a qualidade do seu atendimento e sua lealdade.   Obtivemos 212 respostas, sendo a idade média dos participantes de 32 anos, com 141 pessoas ou 67% do sexo masculino e 71 ou 33% do feminino. Os bancos mais citados pelos clientes foram: Banco Inter, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander. 117 pessoas, ou 55% disseram não utilizar o WhatsApp como canal de comunicação com seu banco, enquanto 95 pessoas, ou 45%, disseram utilizar.   Em seguida foi realizada uma série de manipulações estatísticas para entender se existia diferença na qualidade percebida por pessoas que utilizavam o WhatsApp, e se essas eram mais leais ao seu banco. O estudo esperava encontrar diferença, mas não foi o que aconteceu.   De fato, pessoas que percebem uma melhor qualidade de atendimento são mais leais ao banco, resultados já esperado e amplamente respaldado na academia e no mercado. Porém o fato de utilizar o WhatsApp não altera a percepção da qualidade de atendimento e a lealdade.   Isso se deve a alguns fatores: primeiro, o WhatsApp já é velho conhecido dos brasileiros, podendo já não ser mais considerado uma novidade para a nossa população. Além disso, pesquisas acadêmicas mostram ser necessários pelo menos três anos para a maturação de novos canais de contato com o cliente. Dos sete bancos citados pelos respondentes, apenas dois possuem operação de WhatsApp com três anos. O canal em todos eles não era tratado como prioritário ou não existia previamente a 2020, quando a pandemia mudou esse cenário.   O estudo também teve foco no comportamento de engajamento e relacionamento com os bancos, porém empresas de adquirência como Stone, PagSeguro, Safrapay e GetNet tem no WhatsApp sua principal porta de entrada para novos clientes. Itaú e Banco Pan já iniciaram testes utilizando a rede social como ferramenta de aquisição de correntistas, enquanto outras empresas do setor atuam renegociando dívidas. Todas essas iniciativas têm como objetivo geração de receita ou redução de custos, e nesse aspecto tem se mostrado bem-sucedidas.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f4400f0a-1489-4ff0-b08a-c5c4694345a4)"},{"text":"Pedro Benjamin Garcia Adas Título:   Impacto do uso de plataformas digitais de leitura no desempenho de português dos alunos Orientação:  Naercio Aquino Menezes Filho Palavras-chave:  Desempenho escolar; Plataformas digitais; Leitura; Propensity score matching; "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Diversos estudos abordam a importância que a educação pode ter em um nível do indivíduo, mostrando como através dela uma pessoa pode ter uma qualidade de vida melhor; ou até mesmo em um nível coletivo, mostrando os impactos que a educação pode ter na produtividade e eficiência de um grupo de pessoa ou de uma comunidade.   Ao olhar para o Brasil, houve uma melhora nos índices educacionais desde o começo dos anos 90. Mas é uma melhora ainda tímida quando comparada com outros países. Como consequência, o Brasil ainda figura entre os países de baixo desempenho nas avaliações internacionais (como no PISA).   Dado esse gap que existe na educação do Brasil, entender quais são os determinantes que levam a uma educação de qualidade pode ajudar na formulação de iniciativas e políticas públicas com maior potencial de impactar o aprendizado dos alunos.   A adoção de ferramentas digitais em ambientes escolares vem crescendo nos últimos anos e pode auxiliar no processo de aprendizagem dos alunos de todas as idades. Entender como essas ferramentas são inseridas nas rotinas dos alunos pode dar aos professores e gestores escolares novas formas de potencializar o aprendizado.   O presente estudo tem por objetivo avaliar o impacto de uma plataforma digital de leitura no desempenho escolar dos alunos. Para isso, comparamos o desempenho médio que alunos de escolas da rede pública de Manaus e São José dos Campos do quinto ano tiveram na prova de língua portuguesa do SAEB 2019.   Por existirem fatores que podem levar esses alunos e essas escolas a adotarem plataformas digitais de leituras, como infraestrutura presente nas escolas e disponibilidade de um corpo de educadores capaz de auxiliar com o uso e adoção da ferramenta, optamos por usar um modelo de Propensity Score Matching para isolar o efeito da adoção da plataforma digital de leitura no desempenho do aluno.   Após o tratamento dos dados usando o modelo proposto, fizemos uma comparação entre o grupo de escolas que adotou a ferramenta digital e o grupo de escolas que não adotou. Os alunos das escolas que adotaram a plataforma digital de leitura tiveram um desempenho médio melhor do que os alunos que no adotaram. Esse resultado pode ser explorado como uma possível iniciativa educacional para melhorar o desempenho dos alunos através da adoção de uma plataforma digital de leitura.   Vale ressaltar que a leitura é uma competência que precisa de tempo para ser desenvolvida. Então seria interessante ter uma análise mais aprofundada, utilizando uma amostra de escola maior e com dados de desempenho desses alunos ao longo de um período mais longo para confirmar os resultados aqui observados.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/035e0130-b100-4eed-aac8-c90fc56e5cda)"},{"text":"Pedro Dias Rivero de Toledo Título:   Efeitos do uso de aplicativos proprietários como canal de vendas e relacionamento na venda direta Orientação:  Danny Pimentel Claro Palavras-chave:  Venda Direta; Revendedor; Canais de Vendas; Bens de Consumo; Canais Digitais; Vendas; Direct Sales; Reseller; Sales Channels;; Consumer Goods; Digital Channels; Sales."},{"title":"Sumário Executivo","children":"A crescente adoção de tecnologia por conta dos revendedores de venda direta, pode alterar a dinâmica de interação entre consumidores, revendedores e a indústria. Para além de acompanhar esta mudança de dinâmica e suas decorrências, existe o interesse dos executivos em utilizar canais digitais, em especial o uso de aplicativos dentro da jornada dos revendedores baseados na possibilidade de alavancar receitas, reduzir custos de operação e diferenciar-se frente à competidores.   A literatura acadêmica traz exemplos dos benefícios do uso de aplicativos em configurações B2C e B2B, com foco no cliente final ou em clientes de maior volume, o que não é o caso da venda direta. Mais especificamente no âmbito da venda direta, estudos recentes abordaram de maneira qualitativa os mecanismos pelos quais a tecnologia suporta o processo de venda e relação entre revendedor e indústria.   A adoção de canais digitais não se deve somente a migração de canais, mas também pela adição de um novo canal em conjunto com outro canal previamente utilizado, como “Espaço do Revendedor” ou atendimento telefônico. Entre os possíveis canais de origem, a escolha do estudo em relação ao “Espaço do Revendedor” deve-se pela riqueza de interação e experiência que este oferece, o que traduz-se em uma base comparativa mais rigorosa, como do estudo da interação entre canais físicos e digitais, objeto de crescentes esforços de integração de jornada.   Assim, o objetivo deste trabalho é contribuir acerca dos os efeitos do uso dos aplicativos proprietários como canal, em revendedores que possuíam previamente o comportamento de comprar majoritariamente no canal de “Espaços do Revendedor”. Os métodos estatísticos utilizados foram o Propensity Score Matching (PSM), que visa reduzir o viés de seleção entre grupos de amostra e controle, seguido de Regressão Linear Múltipla via Modelo de Diferenças em Diferenças.   Os resultados sugerem que há incremento significativo de receita quando revendedores advindos do canal “Espaço do Revendedor” passam utilizar aplicativos. Foram verificados também incrementos nos principais indicadores de venda direta, e a tendência de redução no ticket médio do pedido. Quando abordada a variedade de compra do revendedor, o uso de aplicativo não resultou no incremento da variedade de compra.   Para a prática gerencial, as conclusões corroboram em justificar esforços de desenvolvimento e aprimoramento de aplicativos, trazem atenção à capacidade logística em especial na etapa de última milha para atender maior número de pedidos, decorrente do aumento de receita e redução do ticket médio. Finalmente, dado que não foram encontradas evidências suficientes para afirmar que o uso de aplicativo traz incremento de variedade de compra do revendedor, gestores podem utilizar de outras alavancas e canais complementares para incentivar compras com maior variedade.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/a89980a1-0558-4d34-9645-a3649f20795c)"},{"text":"Reinaldo Takeuti Título:   Associação entre resiliência e os efeitos operacionais da pandemia COVID-19 no setor aeroportuário no Brasil Orientação:  Priscila Fernandes Ribeiro Palavras-chave:  Resiliência; Pandemia; Efeito; Operação; Aeroportos; "},{"title":"Sumário Executivo","children":"A pandemia COVID-19 levou a restrições em vários setores econômicos, incluindo no setor aeroportuário, sendo este um dos setores mais afetados devido às restrições de pousos e decolagens de aeronaves e à queda acentuada no tráfego aéreo. Segundo dados da ICAO e da IATA, verificou-se uma redução geral de passageiros aéreos (internacionais e domésticos) na ordem dos 60,1% em 2020 em comparação com 2019, o que resultou em um declínio de 54,7% na receita de passageiros internacionais e domésticos em 2020 em comparação com 2019. Isso também resultou em demissões ou sentimento de demissão de cerca de 400.000 trabalhadores de companhias aéreas.   Devido à pandemia, medidas proativas de segurança e de proteção imediata foram implementadas para evitar a propagação do vírus, tais como: uso de EPIs, distanciamento social, desinfecção e limpeza, painéis de informações para passageiros, barreiras físicas, sistema de ventilação, medição da temperatura corporal e cabines desinfetantes. Além disso, os passageiros são encorajados a usar, tanto quanto possível, a internet e os aplicativos móveis para o check-in do voo. No entanto, essas soluções têm sido criticadas por vários profissionais do setor por serem muito onerosas e por causarem dificuldades e atrasos para os passageiros. Algumas críticas também apontam para a falta de padronização das medidas de segurança em diferentes aeroportos e países, o que pode causar confusão e incerteza para os viajantes.   A relevância do problema é evidente devido ao impacto significativo do setor aeroportuário junto a economia global sendo que as estratégias para lidar com a pandemia são cruciais para garantir a recuperação econômica e a estabilidade social.   Nesse contexto, este trabalho se concentra em analisar se organizações com baixa resiliência estão suscetíveis a efeitos operacionais negativos da Pandemia da COVID-19. Para tal, este estudo utiliza-se de ferramentas de análise quantitativa com o objetivo analisar dados de variáveis de interesse do período pré-pandêmico e durante a COVID (1 ano antes vs 1 ano durante & 1 ano antes vs 2º ano durante), para fins de obtenção de cenário comparativo entre os dois períodos e tomando como referência as operações em três grandes complexos aeroportuários 9 internacionais no Brasil. De posse dos dados aferidos e para fins de embasamento teórico da investigação utilizamos da teoria da resiliência, via quantificação e categorização da resiliência para cada concessionária estudada, a fim de constatarmos se existe uma relação entre o nível de resiliência de uma empresa e a sua performance operacional durante tempos de pandemia. A análise aponta que as concessionárias de transporte aéreo com baixos níveis de resiliência econômica estática (i.e., habilidade ou capacidade de um sistema de absorver ou amortecer danos ou perdas), e/ou dinâmica (i.e., capacidade e velocidade de um sistema para se recuperar de um choque), tendem a ser afetadas negativamente em tempos de pandemia.   As estratégias sugeridas de resiliência econômica estática e/ou dinâmica, conforme literatura base de Rose (2009), adaptadas ao segmento aeroportuário, podem ser eficazes para dirimir as perdas em nível micro e macroeconômico, visando a recuperação salutar das atividades no setor. As estratégias incluem: diminuição da movimentação de aeronaves; criação de maneiras alternativas de transporte; aquisição de novas frotas de aeronaves para suprir demanda reprimida de voos; abertura de novos terminais para comportar maior fluxo de voos; adoção de melhores práticas de concessionárias de outras localidades; utilização de tecnologia e aprimoramento da logística; dentre outros. As soluções sugeridas são superiores pois além de atenderem às necessidades de distanciamento social e segurança, também buscam minimizar os impactos econômicos das restrições.   Este estudo contribui para a teoria, ao abordar como a resiliência de um setor pode condicionar o efeito de um evento raro, singular e imprevisível sobre as operações e atividades. Tem também por objetivo contribuir para a prática, ao revelar a vulnerabilidade que caracteriza o setor, com o intuito de instigar discussões junto aos profissionais da área e entidades reguladoras para a criação de planos de contingência ou programas de incentivo mais efetivos em tempos de pandemia. Possibilita ainda o planejamento e direcionamento de recursos em atividades mais críticas, essenciais ou estratégicas durante a pandemia.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/08ea99dc-0561-4314-8f26-cadf940994d3)"},{"text":"Rodrigo da Silveira Gomes Título:  Impacto das práticas sustentáveis no retorno de ações de empresas brasileiras listadas em bolsa Orientação:  Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi. Palavras-chave:  Sustentabilidade; Social. Governança; Retorno acionário; Fatores de Risco; Sustainability; Social; Governance; Share return; Risk factors."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Nos últimos anos, muito vem sendo discutido sobre o impacto gerado por entidades privadas e públicas nos mais diversos âmbitos. Dentro desse contexto, temas relacionados a meio ambiente, aspectos sociais e governança possuem notável protagonismo. São as denominadas práticas ESG (Environmental, Social and Governance, em português, Ambiental, Social e Governança), cujo termo foi criado em 2004 a partir de uma apresentação do secretário-geral da ONU a presidentes de grandes instituições financeiras, sobre como integrar fatores sociais, ambientais e de governança ao mercado de capitais. Sendo assim, o interesse de agentes econômicos sobre o tema aumentou de maneira significativa, e, portanto, sendo imprescindível a contínua evolução da literatura sobre o tema. Como exemplo para ilustrar a relevância, temos que 88% dos cotistas do fundo de investimentos BlackRock sinalizaram sustentabilidade como critério prioritário para alocação dos recursos sob gestão.   A amostra utilizada para análise consiste em empresas brasileiras de capital aberto que possuem dados públicos relacionados a adoção de práticas ESG (rating ESG), como proxy da qualidade das práticas sustentáveis adotadas pelas organizações.   Para este trabalho, foi analisada a existência de prêmio de risco atribuído pelo mercado a adoção de práticas ESG, para medir o impacto da adoção de tais práticas no valor das ações das empresas do mercado brasileiro. Dessa forma, o trabalho foi segmentado em duas etapas: a primeira, na qual foram segmentadas três carteiras, com base nos ratings ESG, as quais foram balanceadas anualmente, para identificação do prêmio de risco. A segunda análise consistiu em realizar a regressão por dois estágios para estimação do valor do prêmio de risco. Vale mencionar que não temos no Brasil trabalhos relevantes que tenham explorado essa temática, a qual já foi explorada com mais minuciosidade em artigos de periódicos renomados internacionalmente.   Através da análise dos prêmios diários entre os anos de 2013 e 2021, foi possível concluir após a realização dos respectivos testes estatísticos: para a primeira análise, podemos concluir que existe um prêmio de risco maior para empresas com piores práticas ESG, dado o maior retorno para as carteiras com pior rating. Além disso, através da montagem da carteira autofinanciada, constituída pela diferença de retornos entre maior e pior rating, reafirmando essa conclusão, com significância estatística. Para a segunda análise, não pudemos rejeitar a hipótese nula de que o prêmio de risco seria diferente de zero com significância estatística. Dessa forma o trabalho permite concluir que existem evidências de que a adoção de práticas ESG represente um menor risco para os detentores de ativos.   Como limitações do estudo, temos que foram analisadas somente empresas com rating Refinitiv, ou seja, que divulgam relatório de sustentabilidade. Essa por si só e uma amostra viesada, pois é um conjunto de empresas que potencialmente têm práticas melhores que as outras empresas que não divulgam relatórios.   Este estudo possui relevância visto que contribui para o desenvolvimento da literatura sobre o assunto, o qual possui elevado potencial para mais pesquisas e contribuições para o mercado financeiro, os órgãoes governamentais, e por conseguinte a sociedade de modo geral.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/e7a23f1a-8825-48e9-9ef5-0e1dbbe845f5)"},{"text":"Samuel Severo da Silva Título:  Remuneração de administradores em estatais e empresas privadas: uma análise sobre a remuneração total e variável Orientação:  Giuliana Isabella Palavras-chave:  Empresas privadas; Empresas estatais; Remuneração variável; CEM – coarsened exact matching; PSM – propensity score matching; Pagamento baseado em ações; "},{"title":"Sumário Executivo","children":"A vertente econômica de estratégia organizacional para elevados padrões de desempenho, discerne a organização com base em três fatores que compõem o tripé da arquitetura organizacional: estrutura de incentivos, mensuração de desempenho e alocação de direitos de decisão. Na estrutura de incentivos, uma das linhas teóricas utilizadas para explicar a remuneração é a Teoria da Agência, onde o acionista (chamado de principal) busca alinhamento com o administrador (chamado de agente) para que a empresa tenha resultados satisfatórios. O agente tende a maximizar sua utilidade, mesmo que suas atitudes não gerem aumento do lucro da empresa, que é o objetivo do principal. É necessário um alinhamento de objetivos entre principal e agente para que o interesse de ambos estejam alinhados. É esse alinhamento que converte a teoria da agência, refletindo a estrutura onde um principal e um agente estão engajados num comportamento cooperativo, mas tem atitudes diferentes em relação ao risco.   A remuneração variável é um forte instrumento para este alinhamento, pois o executivo é remunerado baseado em seu desempenho, de forma que o resultado da organização seja maximizado. Caso os objetivos não sejam atingidos, o executivo não recebe a remuneração variável correspondente.   Em relação ao alinhamento, quando analisamos as empresas estatais, este não é somente baseado na lucratividade ou no aumento do valor da companhia. O Estado não tem somente o interesse de maximização do valor da empresa, ele tem o papel e o interesse de maximização do bem-estar social. As empresas estatais não buscam apenas a lucratividade e sim um conjunto de elementos com outros não relacionados a métricas financeiras, como por exemplo, utilizar a estatal para corrigir problemas de coordenação do mercado, industrialização e geração de empregos. Sobre a remuneração do CEO, os investimentos de empresas estatais reduzem a remuneração dos administradores, pois a pressão dos órgãos fiscalizadores do governo tem impacto negativo na remuneração do CEO.   Dessa forma, é levantada a seguinte questão de pesquisa: A remuneração variável e remuneração total de administradores em empresas estatais e privadas de capital aberto tem diferença significativa? Para responder à questão de pesquisa, utiliza-se dois métodos econométricos, PSM – propensity score matching e CEM – coarsened exact matching.   A coleta de dados se inicia em 2009 porque foi o ano de início onde as empresas de capital aberto foram obrigadas a divulgar dados sobre a remuneração de administradores, no documento chamado Formulário de Referência. O ano de pareamento dos modelos econométricos foi 2018, ano em que todas as empresas pertencentes ao índice Ibovespa da B3 divulgaram informações financeiras na CVM – Comissão de Valores Mobiliários, porque nem todas as empresas pertencentes ao índice Ibovespa em 18/04/2022 tinham o capital aberto na B3 desde 2009. Após o pareamento em 2018, as análises foram realizadas anualmente de 2009 a 2021.   Quando comparamos o percentual de remuneração variável das empresas estatais com as empresas privadas, o percentual das empresas estatais é inferior ao percentual de remuneração variável das empresas privadas. Mesmo que as empresas públicas tenham se esforçado para aumentar o percentual de remuneração variável ao longo dos anos, a diferença de remuneração variável em relação as empresas privadas continua sendo relevante.   Em relação a remuneração total paga a administradores de empresas estatais e privadas, composta por remuneração fixa e variável, a remuneração total paga a administradores de empresas privadas é maior, comparando com os administradores de estatais, porém as diferenças não são significativas a 5%.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/104477f0-4b16-42f9-847d-e1f87f927963)"},{"text":"Wladimir Dezembro Leonelo Título:  Transformação digital e gestão de projetos: abordagens de gestão e competências dos gerentes de projetos Orientação: André Luís de Castro Moura Duarte. Palavras-chave:  Transformação Digital; Gestão de Projetos; Abordagem Preditiva; Abordagem Adaptativa; Abordagem Híbrida; Competências dos Gerente de Projetos; Tecnologia Digital."},{"title":"Sumário Executivo","children":"No atual estágio do desenvolvimento contemporâneo da sociedade humana, a transformação digital não é mais uma alternativa longínqua e abstrata, mas uma necessidade de mercado para perenidade e perpetuidade das organizações, e criação de valor para todos as partes interessadas envolvidas. A transformação digital ocorre através de projetos e programas devido ao amplo escopo, aos recursos empregados e tecnologias digitais utilizadas pelas organizações.   A importância e justificativa da presente pesquisa é para entender como a gestão de projetos está sendo executada no contexto da transformação digital, como ocorre a seleção da abordagem de gerenciamento de projetos (preditiva, adaptativa ou híbrida) e, quais são as competências necessárias aos profissionais de gerenciamento de projetos para a gestão de projetos de transformação digital em suas organizações.   A metodologia de pesquisa aplicada foi qualitativa e indutiva, de natureza descritiva e exploratória, utilizando entrevistas como meio instrumental. Entrevistas em profundidade, semiestruturadas, com 18 profissionais de gerenciamento de projetos foram utilizadas como principal técnica de coleta de dados.   A pesquisa identificou ausência de critérios objetivos na escolha da abordagem de gestão mais adequada para projetos de transformação digital, ausência de comparação de equipes de projetos versus equipes de longa duração para produtos ou serviços, que as competências de desempenho e pessoais dos gerentes de projetos estão desatualizadas em relação as competências de conhecimento, ausência de competências pessoais sobre como gerentes de projetos deveriam se comportar em ambiente organizacional com alto grau de incerteza, confusão na definição da agilidade organizacional versus o uso de métodos ágeis de gerenciamento de projetos, que abordagem híbrida é subutilizada nos projetos de transformação digital e, ausência de uma definição única para o fenômeno da transformação digital.   Este estudo contribui para a teoria e a prática. Para a teoria contribui para a compreensão do fenômeno da transformação digital, das tecnologias digitais envolvidas, das implicações e possíveis caminhos para as organizações durante sua própria jornada de transformação. Para a prática contribui para compreender como ocorre a seleção da abordagem de gestão de projeto dentre as várias abordagens disponíveis, para criar o produto, serviço ou resultado da transformação digital, compreender que métodos ágeis não são a solução ideal para todos os projetos de transformação digital e, compreender quais são as competências necessárias para a gestão de projetos de transformação digital liderados pelos profissionais de gerenciamento de projetos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/1c3da401-4cca-4b69-899a-16b9954a34ee)"},{"text":"Douglas Pulini da Costa Título:  Fatores que influenciam o atraso em projetos: análise de um bureau de crédito brasileiro Orientação:  André Luis Castro Moura Duarte. Palavras-chave:  Projetos; Atrasos em projetos; Liderança; Comunicação; Método Híbrido de Gestão de Projetos;"},{"title":"Sumário Executivo","children":"Introdução   Um dos grandes desafios das organizações é se manter em alta junto com os seus stakeholders e acionistas, para isso é necessário que ela tenha visão estratégica, excelência operacional e ótimos produtos e serviços para se diferenciar de seus concorrentes. Desta forma o desdobramento da estratégia em ações práticas é fundamental para a geração de valor e a sua diferenciação no mercado.   As organizações implementam a estratégia organizacional através de projetos, desta forma os projetos desempenham um papel fundamental na tradução e desdobramento da estratégia organizacional em resultados concretos. Neste cenário, a gestão de projetos torna-se uma disciplina essencial para as organizações, uma vez que a implementação da estratégia está intrinsecamente ligada à execução bemsucedida de projetos.   A maioria dos projetos implementados nas organizações enfrenta desafios de atrasos, que podem ser definidos como a diferença entre a data planejada para a conclusão do projeto e a data efetiva de conclusão bem-sucedida. No entanto, o atraso na conclusão dos projetos pode ter um impacto direto no desdobramento da estratégia das organizações, resultando em atrasos no alcance de vantagem competitiva e na geração de valor. A fim de dar mais governança ao desenvolvimento dos projetos as organizações adotam ferramentas, técnicas, métodos, metodologias e frameworks para garantir que os projetos sejam desenvolvidos atendendo ao prazo, escopo, qualidade e outros fatores. No entanto a adoção desses métodos e metodologias não necessariamente afetam positivamente as organizações.   Diante desta mudança no ambiente corporativo algumas dúvidas surgiram sobre o nível de desempenho e entrega das equipes de projetos seriam iguais aos antes da adoção de um Método, Metodologia ou framework este estudo visa analisar esse tema.   Proposta   O objetivo deste estudo é investigar como as mudanças, frequência da comunicação, tempo de experiência e longevidade na organização dos líderes que atuam no projeto se relacionam com o atraso em projetos e se os métodos híbridos de gestão de projetos podem influenciar essa relação. Desta forma investigando se há uma relação direta desses fatores e se métodos híbridos de gestão poderiam influenciar esta relação com o atraso em projetos. A abordagem será dedutiva utilizando método quantitativo, através da análise dos dados de uma única organização. Os dados são do PMO (Project Management Office) ou Escritório de Projetos deum Bureau de Crédito Brasileiro entre os anos de 2018 e 2023.   Contexto   Organizações em busca de se tornarem mais competitiva estão alterando parte de suas entregas operacionais como melhoria de produtos e serviços para projetos, desta forma os projetos vêm sendo utilizados para melhorar do desempenho organizacional e no desdobrando a estratégia organização para os planos táticos e operacionais. Com isso os projetos vêm tendo grande importância dentro das organizações. Neste contexto a gestão de projetos se tornou uma área do conhecimento importante para as organizações, pois a entrega dos projetos são entrega diretas da estratégia da organização e atrasá-los irá impactar diretamente a competitividade das organizações. Diante desta expansão as empresas estão adotando adoção de um Método, Metodologia ou framework de forma a maximizar suas entregas e com isso seus desempenhos organizacionais, mas a dúvida se há um Método, Metodologia ou framework que seja mais eficaz está em aberto e pode ser melhor entendida com este estudo.   Implicações Práticas   Os achados deste estudo identificam e apontam elementos que podem influenciar os indicadores de sucesso dos projetos na área de tecnologia sugerindo aos gestores a possibilidade de identificá-las com antecedência e oferecendo a capacidade de antecipar-se a estes ou atuar para mitigá-los ou potencializá-los de forma a implementar projetos com maior êxito. Desta forma espera-se contribuir com as discussões sobre os assuntos e apontar possíveis direções para as organizações, com relação à implementação de projetos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/778b6ce1-524f-4316-8a35-946ce81d60cd)"},{"text":"Fabio Melo Duran Título: Marketing conversacional B2B: desvendando a eficiência do chatbot na geração de oportunidades de negócio Orientação: Giuliana Isabella. Palavras-chave:  Marketing conversacional; Chatbot; Geração de leads e de MQLs; Jornada de decisão de compra do cliente."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Em um cenário cada vez mais on-line, no qual telefones celulares funcionam como um pequeno computador (smartphones) e dominam o mercado, as estratégias de marketing digital tornam-se essenciais, porém mais onerosas e complexas. Novas tendências – como o marketing conversacional (utilização de robô de bate-papo nas estratégias de marketing) – despontam com potencial de elevar a taxa de geração de oportunidades de negócio e melhorar o retorno sobre investimento em marketing. Alguns estudos demonstram que o marketing conversacional é uma tendência que, em alguns cenários, já apresenta melhor desempenho na geração de leads em relação à tradicional página de conversão de leads (landing page). Este estudo visa investigar como se comporta a estratégia de marketing conversacional na geração de leads e de leads qualificados (MQLs) em diferentes momentos da jornada de compra do cliente de empresas que comercializam com outras empresas (B2B). Foram realizados dois experimentos, ambos com acesso exclusivamente via telefone celular, gerados por meio de campanhas de anúncio on-line. Adotou-se como ferramenta de conversação (chat), o WhatsApp, principal ferramenta utilizada no Brasil. O primeiro experimento foi realizado no início da etapa pré-compra da jornada de decisão do cliente (reconhecimento de um problema) e os acessos foram gerados por meio de anúncios da plataforma da Meta, com o objetivo de gerar leads em troca de um livro eletrônico (e-book). O segundo experimento atuou ao final da jornada do cliente (pesquisas e decisão do que comprar) tendo sido os acessos gerados por meio de anúncios do Google, buscando gerar MQLs com a oferta de utilização gratuita de uma ferramenta on-line de gestão financeira para empresas, durante sete dias. Em ambos os experimentos o autor aplicou a metodologia de teste A/B e analisou os dados das pesquisas por meio do teste de estatística chi-quadrado de Pearson. Os resultados mostram que no início da jornada de decisão do cliente o chatbot foi mais eficiente gerando leads. Mais próximo da conclusão da jornada do cliente, o chatbot mostrou mais eficiência na geração de MQLs. Essas descobertas ajudam os gestores de marketing a avaliar como e quando o chatbot pode ser adotado em suas estratégias.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/dde4e1e7-bf23-4f0b-a6ae-6f1842b09937)"},{"text":"Felipe Hidenobu Nako Título: Avaliação de impacto do controle de fusões: um caso na saúde suplementar Orientação:  Paulo Furquim de Azevedo. Palavras-chave:  análise ex post; controle de fusões; qualidade no atendimento; controle sintético; saúde suplementar; ex post analysis; mergers control; service quality; synthetic control; private health care."},{"title":"Sumário Executivo","children":"A presente pesquisa busca realizar uma análise ex post da aquisição do Grupo São Bernardo Saúde pela Athena no Espírito Santo. A questão é analisar empiricamente o impacto em número absoluto de reclamações e no índice de reclamações por beneficiário após a aquisição ser aprovada com aplicação de remédios. Para isso, utiliza-se o controle sintético como estratégia empírica. Os resultados sugerem que existe impacto negativo nos índices de reclamação do Grupo São Bernardo Saúde influenciado pela gestão da Athena Espírito Santo, o que vai contra a hipótese de que os remédios impostos pelo CADE teriam sido suficientes para assegurar a pressão competitiva no mercado afetado pela operação. Além disso, os controles sintéticos sugerem que o mercado de atuação das firmas do caso (Espírito Santo) é impactado negativamente nos índices de reclamação.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/ca357c25-03d1-44b9-80cd-61c5a30e3103)"},{"text":"Felipe Martins Sardinha Título:  A execução da estratégia no contexto de integração pós-M&A: Grounded Theory com base em um estudo de caso Orientação:  Carla Sofia Dias Moreira Ramos Palavras-chave:  Execução da estratégia; integração pós-M&A; grounded theory; estudo de caso; Strategy execution; post-M&A integration; case study."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O processo de execução da estratégia é reconhecido como um elemento crítico para o sucesso organizacional, sendo fonte potencial de geração de vantagem competitiva para as empresas. Apesar do tema ter ganhado relevância no meio acadêmico nos últimos anos com o avanço da definição do construto, a execução da estratégia ainda carece de entendimento mais profundo e de um olhar único, que forneça uma visão de como ocorre o processo em si. Além disso, o assunto é ainda menos explorado em contextos específicos, tal como aqueles em que se verifica uma mudança organizacional complexa, como é o caso de empresas em integração pós-M&A. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é compreender como se dá o processo da execução da estratégia diante de uma mudança organizacional resultante de uma integração pós-M&A. Para tal, é proposto um framework conceitual fundamentado na prática de execução de estratégia no contexto de M&A. Foi realizada uma pesquisa qualitativa de natureza exploratória e explicativa, que adota uma abordagem indutiva numa estratégia de pesquisa de grounded theory (modelo de paradigma) combinada com estudo de caso único e integrado. Foram conduzidas três ondas de entrevistas semiestruturadas com executivos participantes do processo de desdobramento da estratégia meio ao contexto de integração pós-M&A, tendo por base a uma análise comparativa constante e um modelo teórico foi construído descrevendo (a) as condições causais, (b) o fenômeno proveniente dessas condições, (c) o contexto que influencia as ações, (d) as condições que impactam as estratégias, (e) as ações específicas da execução, e (f) as consequências dessas ações. Este trabalho contribui com a literatura através da avaliação empírica das dimensões de execução da estratégia, fornecendo também mais elementos para os estudos sobre os desafios da integração pós-M&A. O estudo faz também uma contribuição gerencial ao apoiar os executivos no entendimento dos principais elementos para o sucesso da implementação dos seus planos estratégicos.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/08ec41d7-1ecb-420d-8be8-76822c08eb1e)"},{"text":"Guilherme Fernandes Araujo Título:  Habilidades de vendas em mercados B2B no contexto de transformação digital Orientação:  Danny Pimentel Claro Palavras-chave:  Bens de Consumo; Vendas; Habilidades; Digitalização; Tecnologia; Consumer Goods; Sales; Skills; Digitalization; Technology."},{"title":"Sumário Executivo","children":"As habilidades de vendas tem sido objeto de estudo por muito tempo. O objetivo dessa pesquisa é compreender como determinadas habilidades impactam a performance de um profissional de vendas outbound no modelo business-to-business (B2B), levando em consideração o crescente investimento em estruturas de tecnologia que suportam vendedores nas suas rotinas.   Quando comparamos as habilidades necessárias para vendedores estudadas por Marshall et al. (2003) há duas décadas, supõe-se que são diferentes das esperadas atualmente nas mesmas posições comerciais. Para a realização desse estudo, escolhemos uma empresa de bens de consumo do setor de bebidas. Para a pesquisa, testamos dois modelos iguais de variáveis independentes, mas com variáveis respostas distintas. Para o modelo 1 usamos número de SKU’s (Stock Keep Unit) médio na base de atendimento do vendedor, e no modelo 2, Faturamento da carteira do vendedor. Os resultados foram divergentes entre os modelos, com quatro hipóteses positivas e significativas para o modelo 1 e duas hipóteses para o modelo 2.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/5b98ed2f-5c57-44b4-8988-6b1d2f630ca6)"},{"text":"Hugo de Paula Franco Teixeira Tíitulo: O efeito da inovação na performance financeira das empresas Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo. Palavras-chave:  Inovação Incremental; Inovação Radical; Ambidestria; Performance Financeira; Exploitation; Exploration; Ambidexterity; Financial Performance."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Em um mundo em constante evolução, a inovação tem emergido como uma peça crucial no quebra-cabeça do sucesso empresarial. Empresas que abraçam a inovação buscam não apenas uma vantagem competitiva, mas também aprimoramento da eficiência operacional e redução de custos. Essa tendência é acentuada pelo seu potencial para impulsionar o desempenho financeiro, estimulando um interesse significativo de pesquisadores, empresários e investidores.   Apesar desse entusiasmo, a literatura carece de uma visão coesa sobre como a inovação afeta efetivamente o desempenho empresarial. Algumas pesquisas sugerem uma correlação positiva, enquanto outras questionam essa relação. A complexidade desse fenômeno tem sido subestimada em estudos anteriores, que muitas vezes restringem sua análise a contextos específicos ou adotam conceitos divergentes de inovação e métricas financeiras.   O presente estudo se propõe a lançar luz sobre a complexa relação entre inovação e desempenho financeiro em escala global. A inovação é vista como um instrumento estratégico que molda a trajetória das empresas e reduz disparidades econômicas entre diferentes contextos. Em um mundo globalizado e conectado, onde a tecnologia molda os rumos dos negócios, a inovação tornou-se uma abordagem imperativa para enfrentar desafios competitivos e garantir um desempenho sólido.   A pesquisa explora como as empresas podem alavancar a inovação, seja através de mudanças radicais ou melhorias incrementais, para aprimorar seu desempenho financeiro. Essa flexibilidade adaptativa, conhecida como ambidestria, é considerada uma chave para o sucesso a longo prazo, permitindo às empresas sobreviverem e prosperarem.   O estudo empírico examina dados de 18.344 empresas sediadas em 12 países, abrangendo economias desenvolvidas (G7) e em desenvolvimento (BRICS), durante o período de 2013 a 2022. Os resultados, obtidos por meio de análises estatísticas robustas, destacam o impacto das abordagens de inovação na performance financeira das empresas. A inovação incremental e radical se mostram como fatores que afetam o desempenho, enquanto a ambidestria apresenta resultados menos conclusivos. Surpreendentemente, quando as análises são divididas entre os grupos G7 e BRICS, resultados divergentes emergem. Isso sugere que a relação entre inovação e desempenho é sensível a contextos específicos e dinâmicas econômicas.   Em resumo, o estudo oferece uma visão panorâmica e aprofundada da relação entre inovação e desempenho financeiro, lançando luz sobre como as empresas podem navegar no cenário competitivo global. A inovação emerge como um pilar essencial para estratégia das empresas, mas sua implementação e impacto variam de acordo com o ambiente econômico e estratégico.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/ef40ddc8-14ef-46bd-90b0-9cd677db35fe)"},{"text":"João Augusto dos Santos Andrade Título:  Relação do perfil de investidor e dos financiamentos na determinação do tempo do evento de saída de unicórnios Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo. Palavras-chave:  Venture Capital; Private Equity; unicórnios; startups; investimentos; unicorns; startups; investments."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Startups têm um significado econômico ao promover a inovação e novos nichos de mercado, exemplificados por bancos digitais. Essas empresas requerem investimentos estruturados para estabilidade e crescimento, frequentemente buscando financiamento externo de Private Equity (PE) e Venture Capital (VC) para garantir presença no mercado. Ainda, startups, especialmente os unicórnios, desempenham um papel crucial na economia global devido a seus modelos escaláveis, contribuindo para mudanças econômicas e inovação.   Este estudo analisa o tempo decorrido desde uma startup se tornar um unicórnio até seu evento de saída, com foco em perfis de investidores, frequência e montante dos investimentos. Considerados essenciais para o crescimento das startups, os fundos de Private Equity (PE) e Venture Capital (VC) aceleram a maturidade dos unicórnios por meio de seus investimentos, com diferentes estruturas de financiamento, com o objetivo de maximizar seus retornos financeiros em relação ao capital investido. Nesse contexto, a decisão de uma empresa se tornar pública por meio de um IPO ou executar uma fusão ou aquisição (M&A) é um passo significativo de crescimento, visto que está relacionado a responsabilidades regulatórias. IPOs e M&As são ferramentas eficazes para o desenvolvimento de longo prazo das empresas, auxiliando na estrutura de capital e estimulando o crescimento, seja orgânico ou por meio de aquisições. Para empresas financiadas por fundos de VC e PE se referem ao movimento de saída para dos fundos, momento no qual os investidores realizam seus retornos.   A expectativa de alcançar esse valor esperado pelos investidores de VC e PE está relacionada à duração e ao valor do investimento inicial, bem como à precisão das projeções iniciais. Fatores como reputação dos investidores, volume de investimento levantado pelo unicórnio e rede de contatos influenciam positivamente o evento de saída, uma vez que unicórnios suportados por investidores qualificados tendem a valorizar-se mais rapidamente em relação aos demais. A presença desses fundos impacta positivamente a trajetória das startups que se tornaram unicórnios, em direção à criação de valor e ao êxito nas saídas.   Por meio de modelos de sobrevivência, o estudo analisou como o perfil dos investidores, o número de rodadas de investimento e o volume financeiro captado ao longo da existência da companhia afetam a saída bem-sucedida de unicórnios por meio de M&A ou IPO. Conclui-se que o número de rodadas de financiamento influencia o tempo de saída, refletindo investimentos mais frequentes para concretizar o crescimento planejado. A média anual de investimentos também está positivamente associada ao tempo entre se tornar unicórnio e realizar M&A ou IPO, indicando que investimentos de longo prazo geram valor para companhia, ao passo que investidores de VC e PE com boa reputação aceleram a ocorrência de saída, ampliando a capacidade de desenvolvimento da tese de crescimento da empresa investida, otimizando sinergias, proximidade e conhecimento de mercado dos investidores, transformando isto em vantagens competitivas.   No entanto, hedge e crossover funds – fundos de investimentos de perfil mais agressivo, agnósticos e distantes da direção da companhia, não influenciam o tempo de saída. Outros fatores, como a economia local, existência de janela de oportunidade do mercado, o tempo entre fundação e tornar-se unicórnio também desempenham impactam positivamente a ocorrência de um evento de saída bem-sucedido.   A análise enriquece a compreensão da saída de empresas unicórnio, contribuindo para a literatura e oferecendo perspectivas valiosas para pesquisas futuras. Entretanto, a escassez de dados sobre startups e unicórnios resulta em uma amostra limitada, afetando a construção das regressões e a significância estatística das variáveis independentes no contexto de eventos bem-sucedidos de M&A ou IPO. A análise focou em fundos de VC/PE com retornos financeiros, excluindo outros tipos de investidores. Estudos futuros podem explorar medidas mais detalhadas e diferenciar eventos competitivos como falências. Além disso, a análise considerou que os parâmetros dos modelos permaneceram constantes, mas a liquidação antecipada de investidores não foi abordada. A falta de dados sobre a presença de fundos de PE e VC no momento da saída é uma limitação que requer consideração em pesquisas futuras.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/04d23db5-35eb-4002-be9c-bc06cb028590)"},{"text":"Larissa Minella Título:  Recuperação de serviço no contexto de marketplaces digitais: o efeito da justiça interacional percebida na recompra Orientação:  Carla Sofia Dias Moreira Ramos. Palavras-chave:  Justiça interacional percebida; recuperação de serviços; satisfação; recompra; marketing relacional; marketplace; Interactional justice perception; service recovery; satisfaction; repurchase; marketplace; relationship marketing."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O presente estudo tem como objetivo entender no contexto específico de marketplaces, qual o efeito da justiça interacional percebida durante a recuperação de serviços na satisfação do cliente com essa recuperação e consequente recompra. O entendimento da relação entre justiça percebida e satisfação em cenários de conflito entre empresa e consumidor, e posterior impacto na recompra, é um tema amplamente estudado na literatura. Autores apontam que, via uma resolução efetiva por parte da empresa, é possível não apenas mitigar emoções negativas incorridas do problema enfrentado pelo consumidor, mas também instigar a criação de sentimentos positivos, o que interage diretamente na lealdade e satisfação geral percebida pelo cliente. Em razão da crescente digitalização e avanço tecnológico, o ambiente digital ganha cada vez mais relevância no cotidiano dos brasileiros, que adquirem um número crescente de bens e serviços via internet. Devido a esse contexto, não restrito ao comportamento de consumo do Brasil, já existem múltiplas pesquisas sobre o tema central deste estudo (i.e., recuperação de serviço em comercio electrónico), porém com foco principal no canal e-commerce, que difere de marketplaces, apesar de ambos serem meios de varejo digitais. O estudo tem natureza quantitativa, via regressão logística com mediação parcial, com dados de reclamações em que a empresa de marketplace Mercado Livre, líder no Brasil, atuou como mediadora entre o comprador e vendedor de determinada transação e subsequente reclamação. Foram consideradas as informações de 7.775 clientes B2C da plataforma, que tiveram sua primeira reclamação reportada à empresa em setembro de 2021, além de características da transação, produto e reclamação vinculadas à insatisfação relatada pelo cliente. Os resultados mostram que justiça interacional é um fator relevante, tanto de forma direta quanto via satisfação, para a recompra em cenários de recuperação de serviços, ressaltando a importância de tratar os clientes de forma justa durante esse processo. O estudo visa contribuir para a academia trazendo um entendimento profundo dos hábitos de compra do consumidor em meio a um panorama de consumo recente de marketplace no Brasil, país e contexto pouco estudados na literatura. Para a prática, este estudo traz elementos importantes quanto à priorização de recursos e perfis de clientes com maior risco de não efetuar recompra decorrente à insatisfação com a resolução do problema relatado e consequente troca com a empresa. O estudo também visa demonstrar empiricamente a importância de investimentos em treinamentos e capacitações dos colaboradores da equipe de atendimento, em especial nas principais alavancas identificadas para justiça interacional.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/b264da82-a3b9-437d-9ad6-474b7992d1a8)"},{"text":"Leandro Luiz Tavolassi Título:  Os efeitos do uso de emoticons na efetividade da voz em mensagens digitais Orientação:  Tatiana Iwai Palavras-chave:  Voz do funcionário; Efetividade da voz digital; Emoticon; Employee Voice; Digital voice effectiveness."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Atualmente a voz do funcionário, em que ele expressa sugestões ou preocupações, é considerada fundamental para a eficácia organizacional. Contudo, boa parte das pesquisas sobre voz tem se concentrado em examinar potenciais antecedentes que podem promover ou dificultar o engajamento da voz. Tão importante quanto entender facilitadores de voz, vale também investigar a forma como a voz é expressa, visto que a forma pode impactar em sua efetividade fornecendo mecanismo para inovação, aprendizado, prevenção e correção de erros.   A voz expressa de forma escrita por meio do uso de canais digitais tem sido pouco explorada. Desenvolvimentos recentes em tecnologia da informação abriram inúmeras oportunidades para estabelecer a voz digital dos empregados. Isso é particularmente importante, dado o maior uso da comunicação por meio eletrônico, seja devido ao uso mais constante de meios tecnológicos em nossas relações de trabalho ou devido a uma nova realidade póspandemia da COVID-19, que impôs restrições à mobilidade e intensificou a adoção de novas práticas em termos de organização do trabalho. Por exemplo, o número de e-mails enviados e recebidos globalmente tem aumentado a cada ano. Em 2021, foram estimados 319,6 bilhões de e-mails enviados e recebidos diariamente em todo o mundo e esse número deve aumentar para 376,4 bilhões de e-mails diários até 2025. Estas recentes mudanças na comunicação também corroboraram para o aumento considerável do número de troca de mensagens escritas digitalmente na relação entre as pessoas no ambiente de trabalho, demonstrando que voz por meio digital também têm ganhado relevância para as organizações.   No entanto, a comunicação escrita pelo meio digital – que é um canal considerado mais pobre de comunicação - traz algumas dificuldades, em especial para voz, que é um tipo de comunicação que, por ser ascendente, é mais desafiadora. A crescente prevalência de canais de voz digital, por exemplo, na forma de mídia social corporativa demonstra um cenário novo e importante a ser estudado. É com essa reflexão que este projeto de pesquisa avança no campo da voz digital, buscando melhor entender estes recursos para enriquecer uma mensagem escrita com elementos não verbais, não apenas melhorando a compreensão da mensagem e ajudando a chamar atenção do leitor por meio da imagem, mas também sendo capaz de provocar reações emocionais mais fortes do que apenas palavras.   Desse modo, esta pesquisa propõe um experimento com emoticons, que são expressões com “carinhas estilizadas” utilizadas nas mensagens digitais, e tem sido cada vez mais usados para preencher esta lacuna, com potencial de contribuir para trazer mais emoção para o texto e atenuar as limitações da comunicação escrita permitindo que o emissor se expresse de forma mais eficaz. Neste sentido, testamos se o uso de emoticons influencia a efetividade da voz entre dois tipos de voz já mapeados na literatura: aquela voltada para sugestões e mais associada à positividade, denominada de voz promotora; e aquela voltada para identificação de problemas e mais associada à negatividade, denominada de voz proibitiva. Especificamente, testamos o efeito do uso de emoticons por tipo de voz para efetividade da mensagem, considerando efetividade em termos de respostas afetivas, confiabilidade percebida do emissor, receptividade à voz e endosso gerencial do receptor.   Os resultados do experimento revelaram que, quando comparado com a voz proibitiva via canal digital, a voz promotora está associada a menor afeto negativo e maior abertura e receptividade à voz, ou seja, a voz proibitiva de fato é mais desafiadora que a voz promotora. Sobre os efeitos do uso de emoticon, os resultados indicam que, há uma diferença interessante a ser observada para voz proibitiva. A polaridade do emoticon influenciou confiabilidade percebida do emissor. O uso do emoticon negativo, comparado ao uso do emoticon positivo, levou a maior percepção de benevolência do emissor da mensagem.   Nossos achados demonstram que, ao usar o emoticon positivo em situação de voz proibitiva, não há efeito positivo na percepção do emissor da mensagem e nem ajuda no endosso da mensagem. Pelo contrário, seu uso pode gerar efeitos negativos de imagem do emissor, quando comparado com o uso de emoticon negativo. Uma possível explicação para este efeito é que a incompatibilidade da polaridade do emoticon com o conteúdo da mensagem de voz proibitiva pode gerar uma impressão geral de sarcasmo, acarretando na percepção de menor benevolência do emissor da mensagem.   Este estudo também traz contribuições práticas ao explorar quais as formas mais efetivas de vocalizar via mensagem digital no ambiente corporativo e ao conhecer se o uso de emoticons poderia beneficiar a relação interpessoal. Estas contribuições são ainda mais importantes considerando o aumento considerável do número de troca de mensagens escritas digitalmente na relação entre as pessoas no ambiente de trabalho. Nota-se que há de fato riscos adicionais que envolvem a vocalização para o líder, pela probabilidade de obter resultados negativos em decorrência do ato de falar, em especial utilizando emoticons. Quando a valência (+ com + e – com –) do emoticon não está casada com o conteúdo da mensagem, poderá haver má interpretação do ponto de vista do chefe. Este fato pode ser constatado no cenário de uso de voz proibitiva com emoticon positivo, que expõe a tentativa de suavizar um relato de uma crítica afetando a confiabilidade percebida.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/3b073c5a-e6e9-4c9f-9d78-d2b6e5565ff3)"},{"text":"Luis Americo Tousi Botelho Título:  Investigando o uso de técnicas de persuasão para ampliar o acesso a plataformas de livros digitais Orientação:  Giuliana Isabella. Palavras-chave:  Técnicas de persuasão; Livros digitais; E-mail marketing; Persuasion techniques; Digital books."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O mercado de livros digitais apresenta um potencial expressivo para crescer, tanto em número de leitores como em faturamento para as editoras. Em 2020, quando o isolamento social provocado pelo coronavírus favoreceu todo tipo de atividade por computadores e dispositivos móveis – incluindo a leitura –, as casas editoriais faturaram 36% mais do que em 2019 (CBL; SNEL, 2021). Em 2021, embora mais tímido, também houve crescimento no faturamento (12% na comparação com o ano anterior) (CBL; SNEL, 2022).   Os livros digitais são especialmente práticos quando se trata de publicações técnicas, científicas e voltadas a trabalhos acadêmicos, pois não geram peso ou volume, podem ser consultados a qualquer hora e em qualquer lugar, permitem que o leitor se conecte a outras fontes de informação digital e viabiliza o acesso a conteúdos internacionais não publicados fisicamente no Brasil.   Com o aquecimento propiciado pela pandemia, muitas editoras aceleraram a conversão de seus livros físicos e anteciparam o lançamento digital de títulos que haviam sido inicialmente planejados para o suporte em papel. Esse movimento reforçou o catálogo de plataformas de publicações eletrônicas, como os repositórios de instituições de ensino e as bibliotecas digitais.   Mas essas plataformas podem enfrentar dificuldades para atrair usuários. Um exemplo é a biblioteca digital de uma instituição de educação profissional referência no país e que possui um catálogo de quase 1.500 e-books e ePubs, os quais incluem autores reconhecidos no mercado em geral e na mídia. De acordo com os relatórios estatísticos da instituição, entre julho e dezembro de 2022, 17.474 usuários se registraram e acessaram a plataforma. No entanto, 4.717 deles (27% do total) não chegaram a abrir um livro.   Diante da motivação de mercado representada pelo potencial do livro digital e dos desafios envolvidos na popularização da leitura em dispositivo eletrônico, buscouse investigar se os usuários da biblioteca digital citada ampliariam seus acessos a ela se fossem estimulados por mensagens de e-mail construídas de acordo com os princípios de persuasão de Robert Cialdini: reciprocidade, compromisso e coerência, aprovação social, afeição, autoridade e escassez. A pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) do Insper e aprovada por esse órgão.   Com esse propósito, realizou-se pesquisa quantitativa por meio de randomized controlled trial (RCT). As amostras foram sorteadas dentro de uma população de 1.652 usuários de perfis semelhantes (eles haviam visualizado entre 0 e 3 livros na plataforma durante o primeiro quadrimestre de 2023). Dessa população de 1.652 usuários, foi extraído um grupo de 700 por randomização, e a partir desses 700 foram criados sete grupos de 100 usuários cada, aleatoriamente. Os usuários de seis desses sete grupos receberam mensagens de e-mail marketing elaboradas com base nos seis princípios de persuasão citados anteriormente. Isto é, para cada grupo de 100 indivíduos foi utilizado um princípio específico: grupo 1, mensagem elaborada conforme o princípio da reciprocidade; grupo 2, mensagem elaborada conforme o princípio de compromisso e coerência; grupo 3, mensagem elaborada conforme o princípio da aprovação social; grupo 4, mensagem elaborada conforme o princípio da afeição; grupo 5, mensagem elaborada conforme o princípio da autoridade, e grupo 6, mensagem elaborada conforme o princípio da escassez. O sétimo grupo não foi submetido a qualquer estímulo.   A análise de dados envolveu a realização de teste de diferença de proporções para duas amostras independentes. Foram seis testes, sempre analisando duas amostras, sendo uma amostra constituída pelos acessos referentes ao princípio persuasivo em foco, e a outra amostra, constituída pelos acessos do grupo controle.   Verificou-se que os acessos cresceram em três dos seis grupos de usuários expostos a mensagens persuasivas (a saber: compromisso e coerência; afeição; escassez). Desses, o maior aumento foi o associado ao princípio da afeição.   Como implicações práticas da pesquisa, vê-se que a utilização de tais técnicas pode ampliar o acesso a bibliotecas digitais, porém ainda esbarra nas dificuldades culturais e econômicas de adesão do público brasileiro à leitura. Como implicações gerenciais, vê-se que a aplicação dos princípios persuasivos pode ser otimizada com seu uso conjunto e testando-se outros canais de comunicação digital, como aplicativos de mensagens e redes sociais.   No que se refere à contribuição acadêmica do estudo, entende-se que o caminho apresentado em um cenário pouco explorado – o de plataformas digitais de leitura – pode ser bastante útil para outros pesquisadores do tema. Como contribuição para gestores, a pesquisa fornece dados que podem embasar ações comerciais e de renovação de assinaturas, fundamentais para a sustentabilidade do negócio.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/63bce440-5d1d-4e17-a4fc-837e344ac86a)"},{"text":"Marcelo Mantine Auletta Título:  Práticas do student-centered learning e sua avaliação nos períodos pré e durante a pandemia Orientação:  Silvio Abrahao Laban Neto. Palavras-chave:  Avaliação de Resultados; Ensino Superior; Ensino Remoto Emergencial; Pandemia de COVID-19; Student-Centered Learning;"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O presente sumário executivo oferece uma visão geral da dissertação de mestrado intitulada “Práticas do Student-Centered Learning e sua avaliação nos períodos pré e durante a pandemia”. O objetivo desta dissertação é analisar se o resultado das avaliações dos professores em relação a aplicação das práticas do Student-Centered Learning (SCL) realizadas pelos alunos ao término de cada disciplina, e o desempenho dos alunos medidos pelas notas finais, foram impactados significativamente durante a pandemia de COVID-19. O estudo foi conduzido com base no comparativo entre médias de disciplinas ocorridas antes do início da pandemia no formato presencial e as mesmas disciplinas no momento em que a instituição aplicava o formato online síncrono.   Foram coletados dados das avaliações dos alunos, tanto para o período presencial quanto para o período de ensino remoto. A análise comparativa das médias das notas permitiu investigar se houve diferenças significativas nas avaliações os professores em relação ao uso das práticas do SCL e no desempenho dos alunos medido pelas notas finais.   A interpretação dos resultados obtidos permitiu identificar possíveis mudanças nos resultados das avaliações dos professores e no desempenho dos alunos durante a pandemia.   As conclusões e discussões resultantes deste estudo contribuem para o entendimento dos efeitos da pandemia na efetividade das práticas do SCL durante o ensino online síncrono, para sustentação da proposta educacional da instituição estudada e, por fim, para qualquer escola de negócios que tenha interesse na implantação de programas na modalidade online síncrona. Além disso, fornecem insights valiosos para professores, formuladores de políticas educacionais sobre os desafios e as oportunidades enfrentados durante o ensino remoto emergencial.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/579adfa2-b6c0-4eb1-aa08-4d36aed3f1d4)"},{"text":"Mariana Mendes Carvalho Título:  A adoção de práticas ESG contribui para a diminuição de restrições financeiras e para a melhoria de performance financeira? Orientação:  Andrea Maria Accionly Fonseca Minardi. Palavras-chave:  ESG; Restrição Financeira; Finanças; Performance Financeira; Sustentabilidade no Brasil; Financial Constraints; Finance; Financial Performance; Brazil Sustainability"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O tema ESG tem se tornado cada vez mais relevante na literatura e nas considerações feitas pelo mercado. O objetivo deste estudo é relacionar adoção de práticas ESG pelas empresas com medidas de restrição financeira (índice KZ) e performance financeira (Tobin Q). Para isso, foram analisadas empresas brasileiras listadas na bolsa de valores durante o período de 2002 e 2021. A metodologia aplicada utilizou modelos de regressão painel dinâmico e logit. Assim como previsto pelo referencial teórico, os resultados sugerem que empresas mais restritas apresentam menores scores ESG, que empresas com melhores scores ESG reduzem o problema de restrição financeira e apresentam melhores performances financeiras e, que empresas com melhores performances financeiras reduzem restrição financeira. Portanto, evidências foram encontradas, porém sem contundências nas análises de robustez. Este estudo contribui para ampliar a quantidade de pesquisas relacionadas ao tema ESG, restrição financeira e performance financeira.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/68adcac4-a35e-4e00-b5b5-1faeae679571)"},{"text":"Pedro de Moraes Tranquez Título:  Parcerias público-privadas (PPP) na provisão de habitação de interesse social: um estudo comparativo de empreendimentos entregues sob diferentes modelos de provisão na cidade de São Paulo Orientação:  Sandro Cabral. Palavras-chave:  parcerias público-privadas; vantagens econômicas; estruturas de incentivos; produção habitacional de interesse social;"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O crescente déficit habitacional estimulou a busca por novos modelos de provisão de moradias e as parcerias público-privada (PPP) surgem como uma solução auspiciosa para atacar o problema. Experiências que reúnem poder público e inciativa privada para a produção habitacional ainda são escassas no mundo e no Brasil, onde o primeiro contrato do tipo foi firmado apenas em 2015, e pouco se sabe sobre o seu comportamento. O presente estudo tem por fim examinar o desempenho do mais relevante empreendimento construído no âmbito da PPP Habitacional do Governo do Estado de São Paulo – o Complexo Júlio Prestes I –, em comparação a empreendimentos entregues sob modelos de provisão tidos como tradicionais; estritamente pública e privada com incentivos públicos (Minha Casa Minha Vida). Para isso, foi adotada uma abordagem metodológica essencialmente qualitativa, de caráter exploratório, por meio do estudo de casos múltiplos, que possibilitou esquadrinhar relações entre indicadores de desempenho e características contratuais. Os resultados sugerem que projetos habitacionais engendrados por PPPs têm a capacidade de produzir vantagens econômicas, sobretudo em relação a prazos, e de contribuir para a geração de benefícios adicionais à cidade, como maior qualidade urbanística. Observou-se também que, ao contrário do que indicava a literatura, PPPs habitacionais podem apresentar baixo desempenho em relação aos custos de provisão e que a modelagem deve ser executada com rigor para evitar a criação de um ambiente concorrencial de baixa competitividade.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/26bc50ef-0255-4fe4-b03d-50dc7298e218)"},{"text":"Rodrigo Alves de Paiva Título:  O papel da inovação no desempenho da indústria de transformação brasileira Orientação:  Adriana Bruscato Bortoluzzo. Palavras-chave:  Inovação; Indústria de Transformação; Tecnologia; Desempenho setorial."},{"title":"Sumário Executivo","children":"A indústria de transformação é um dos principais motores da geração de valor na economia brasileira e concentra a maior parte dos investimentos empresariais em pesquisa e desenvolvimento no país. A literatura aponta a inovação como a principal força motriz do desenvolvimento econômico de uma nação e como um dos principais impulsionadores do desempenho das empresas, entretanto, até o presente momento, poucos são os estudos aplicados ao setor da indústria de transformação brasileira que se propõem a analisar se os esforços das atividades inovadoras de fato resultaram em aumento de valor agregado para este segmento. Este estudo tem o objetivo de analisar se existem evidências de que a inovação impacta positivamente no desempenho do segmento, avaliar se a inovação é a principal força motriz do desempenho do setor (quando comparado aos fatores de produção). Utilizamos metadados de séries temporais (de 2008 a 2020) dos 24 setores para construir um modelo econométrico. A regressão com painel dinâmico permite afirmar que existem evidências de que a inovação tem um papel relevante no desempenho dos setores da indústria de transformação. Por outro lado, esta não pode ser considerada a principal força motriz do desempenho neste segmento.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f20f43b4-57bc-43b7-875a-2f450b442a0e)"},{"text":"Rodrigo Cavalcante Petrola Gonçalves Título:  Condições que influenciam a adoção de ERP por escolas privadas de educação básica brasileira Orientação:  Charles Kirschbaum. Palavras-chave: Inovação, Pequenas e Médias Empresas; Adoção de ERP; Educação básica; Escolas privadas; Innovation; small and medium-sized companies; ERP adoption; basic education; private schools; QCA (Qualitative Comparative Analysis)."},{"title":"Sumário Executivo","children":"O mercado de educação básica brasileira, ao longo dos últimos anos, vem passando por um intenso processo de transformação, resultado, entre outros fatores, da criação de novos grupos educacionais, aumento nos custos e redução do poder de consumo das famílias. Para enfrentar este contexto desafiador, gestores buscam por inovações que possam trazer diferenciais frente aos concorrentes e maior eficiência operacional para suas operações, mas precisam lidar com desafios típicos da adoção de novas tecnologias em organizações de menor porte, como indisponibilidade de recursos e foco em demandas de curto prazo, o que pode desestimular este processo.   Inovação no setor educacional é geralmente associada à inclusão de novas tecnologias nos processos de ensino e aprendizagem, mas escolas também podem obter melhorias em sua performance a partir da implantação de ferramentas que apoiem na gestão de áreas e processos relacionados às suas atividades meio, como marketing, planejamento financeiro e gestão de pessoas. Entre essas inovações está a adoção de ERP, softwares que apoiam a integração de processos e fluxos de informações entre as diversas áreas de uma organização. Apesar de ser considerada uma ferramenta amplamente disseminada, sua implantação é considerada de alta complexidade e se mostra desafiadora para empresas de menor porte, como escolas privadas de educação básica.   O interesse do mercado e academia sobre este tema é crescente, como resultado da também crescente demanda por digitalização pelas organizações. É possível observar um aumento no número de fornecedores de soluções para escolas privadas de educação básica, atraídos pela relevância e oportunidades de inovação deste mercado, atualmente composto por mais de 40 mil instituições e responsável por 10% do orçamento das famílias. Apesar das referências teóricas existentes trazerem insumos preliminares para a compreensão dos fatores relativos à adoção de ERP, seus resultados demonstram a importância da análise deste fenômeno em contextos específicos a fim de identificar similaridades ou novas contribuições. Adicionalmente, a bibliografia sobre adoção de tecnologia em processos não relacionados ao ensino e aprendizagem em instituições de ensino é limitada, especialmente em se tratando de educação básica.   Este contexto motivou o desenvolvimento deste estudo, que teve como objetivo identificar as condições - e suas interseções - que levam escolas de educação privadas a adotarem ERP. Para tal, foi utilizado o método QCA (Qualitative Comparative Analysis), que vem ganhando relevância na pesquisa de Administração e oferece recursos explicativos adicionais para compreensão de fenômenos complexos nas organizações, a partir da análises de relações de necessidade e suficiência entre as condições observadas.   Foram consideradas nesta pesquisa as seguintes variáveis: importância do fator custo, usabilidade e tecnologia na tomada de decisão sobre adoção de ERP, disponibilidade mensal de recursos para gastos com ERP, número de processos digitalizados e influência da concorrência ou fornecedores de tecnologia na tomada de decisão. Os dados foram coletados junto a 27 gestores de escolas privadas de educação básica, predominantemente localizadas no Estado de São Paulo e diversas, em termos de porte e perfil socioeconômico dos seus consumidores.   Os resultados indicam que a intenção de adotar ERP por escolas privadas de educação básica no Brasil é influenciada por três configurações distintas, relacionadas às suas características específicas e relevância dos fatores pesquisados, sendo elas: 1) percepção de custo benefício, 2) oportunidade de baixo custo e 3) necessidade de novas funcionalidades, além de demonstrar as características de complexidade causal (causalidade equitativa, conjuntural e assimétrica), típicas do QCA. Dada a heterogeneidade deste mercado, refletida na amostra, e características da estratégia de pesquisa utilizada, os resultados deste trabalho não propõem generalizar os fatores que determinam a adoção de ERP por escolas de educação privada, tão pouco apresentá-los de forma exaustiva ou definitiva. Sendo um estudo exploratório, ele visa fornecer uma maior compreensão do fenômeno em questão e identificar variáveis que podem ser importantes para análises posteriores.   Espera-se que este trabalho forneça novos insumos para a bibliografia sobre adoção de ERP e estimule o interesse pelo tema de gestão de escolas. A partir dos seus resultados, fornecedores de tecnologias digitais terão novos subsídios para o desenvolvimento de soluções que respondam a particularidades deste mercado, o que pode ajudar na ampliação da sua adoção e, consequentemente, no processo de inovação das escolas privadas de educação básica brasileiras   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/859d0e8a-1b8c-4120-9050-6b50e2c1d6a1)"},{"text":"Afonso Menezes Vogler Rossatto Título:  Quais fatores influenciam a formaça o de preço dos negócios realizados no mercado secundário de debêntures no Brasil? Orientação:  Charles Kirschbaum Palavras-chave:  Debêntures; mercado secundário; renda fixa; custos de negociação; transparência de mercado."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este artigo analisa o mercado de debêntures no Brasil entre 2019 e 2023, focando nas características de emissão, volumes negociados, perfis dos investidores e dinâmica de mercado nos custos de negociação, especialmente o spread efetivo. O estudo revela um crescimento de 49,28% no volume de negociação anual, impulsionado por condições econômicas favoráveis, percepções de risco e novas instituições financeiras atendendo a investidores de varejo. Os resultados indicam que os spreads no mercado secundário de debêntures no Brasil são semelhantes aos dos estudos realizados com base em dados do EUA, mas maiores que os de estudo realizado com dados de Israel, benchmark em transparência e eficiência na negociação de dívida privada, já que o spread efetivo médio no Brasil foi de 1,59%, enquanto nos EUA variou de 0,135% a 1,24%, e em Israel, foi de 0,078%. Assim o que se viu nessa pesquisa é que a presença de intermediários estão associadas a custos de negociação menores, assim como a relação entre o tamanho do negócio e o spread efetivo realizado se beneficiaram de economias de escala, também resultando em spreads mais baixos. O estudo destaca a importância da transparência e das melhorias na estrutura de mercado para aumentar a eficiência e diminuir os custos de transação. Com base em mais de 2,7 milhões de transações, a pesquisa oferece sugestões sobre as forças que moldam o mercado de dívida corporativa no Brasil, enfatizando a necessidade de práticas de mercado equitativas e transparentes. As conclusões têm implicações para os envolvidos, sejam eles participantes ou reguladores, ressaltando a importância de uma infraestrutura que seja mais robusta e de melhorias regulatórias para um desenvolvimento sustentável do mercado. Por fim, recomenda-se a implementação de plataformas de negociação eletrônica, redução da assimetria de informações e promoção de práticas competitivas para melhorar a eficiência e a transparência do mercado de debêntures no Brasil.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/bad785bd-0860-48a2-b07d-a82cdbeeee55)"},{"text":"Catharina Garcia Karam Poianas Título:  O papel moderador do fit indivíduo-trabalho e significado da tarefa na relação entre estressores de trabalho e voz e exaustão Orientação:  Tatiana Iwai Palavras-chave:  Estressores de trabalho; exaustão emocional; comportamento de voz; significado da tarefa; fit; indivíduo-trabalho; Work Stressors; emotional exhaustion; voice behavior; task significance; person-job fit"},{"title":"Sumário Executivo","children":"O estresse no ambiente de trabalho alcançou níveis alarmantes, o que tem gerado uma crescente preocupação nas organizações e intensificado a pesquisa sobre maneiras de reduzir os impactos negativos do estresse no bem-estar dos trabalhadores. Embora todos os estressores demandem energia, nem todos os estressores têm o mesmo efeito nos comportamentos e atitudes das pessoas. Especificamente, há dois tipos de estressores: os de desafio e os de obstáculo. Enquanto os de desafio são aqueles percebidos como tendo um efeito potencial positivo no crescimento pessoal, os estressores de obstáculos são percebidos como aqueles que impossibilitam o atingimento do objetivo individual. Além disso, o efeito de um dado estressor no indivíduo acontece por meio de uma intepretação subjetiva e pessoal sobre o potencial de ganho ou crescimento do determinado estressor. Proposta O estudo avalia uma extensa literatura sobre os estressores do ambiente de trabalho, com objetivo de se aprofundar em como os estressores são percebidos pelos indivíduos. Avaliam-se, então, fatores contextuais que podem interferir nessa avaliação. Como o fit individuo- trabalho, ou seja, encontro entre os conhecimentos, skills e habilidades do trabalhador e os pré-requisitos para a tarefa que ele executa, bem como a correspondência entre as necessidades/desejos da pessoa e o que é proporcionado por seu trabalho. E o significado da tarefa, ou seja, o julgamento individual de que o trabalho realizado tem impacto positivo nas outras pessoas. Por fim, entende-se o efeito desses estressores na exaustão emocional e na propensão do indivíduo vocalizar, ou seja, expressar suas ideias e preocupações. 8 Contexto O estudo utilizou uma amostra de 333 entrevistados abordados por meio de pesquisa online. Foram realizadas regressões múltiplas de forma hierárquica para avaliar as hipóteses sugeridas, e testes estatísticos para avaliar a consistência dos modelos propostos. Os resultados comprovam que os estressores do ambiente de trabalho podem ser avaliados de diferentes formas a depender dos fatores contextuais a que o individuo está exposto. Com relação ao significado da tarefa, percebemos que está positivamente associado com a avaliação do estressor como desafio. Já com relação ao fit indivíduo-trabalho, esse fator intensificou a percepção de estressores de obstáculo, como obstáculo. Quando analisamos como esses estressores impactam nas atitudes e comportamentos individuais, reforçamos o conceito de que estressores do trabalho aumentam a exaustão emocional, através da avaliação individual desses estressores. Na análise do impacto dos estressores no comportamento de voz os resultados sugerem que o comportamento de voz pode ser influenciado pela existência de estressores no trabalho.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/5b7ca1ef-c868-4a74-8dbb-cdc758f3d5f7)"},{"text":"César Murilo Nogueira Cabral Título:  O Impacto do Pix na Dinâmica Concorrencial do Mercado Bancário e de Meios de Pagamento Brasileiro. Orientação:   Charles Kirschbaum Palavras-chave:  Pix; Concorrência Bancária; Meios de Pagamento; Depósitos a Prazo; Receitas de Tarifas; Rentabilidade; "},{"title":"Sumário Executivo","children":"O mercado bancário e de meios de pagamento é fundamental para a economia global, facilitando transações e promovendo o comércio. No Brasil, a concentração nesses mercados sempre foi significativa, com elevadas barreiras à entrada, especialmente as legais (Awrey, 2021). Como exemplo, os cinco maiores bancos nacionais controlaram cerca de 80% dos ativos financeiros até 2015 (Kuri, 2018). Em resposta a essa concentração, o Banco Central do Brasil intensificou a regulação concorrencial ao longo dos anos. Em 2018, abriu espaço para as fintechs, e em novembro de 2020, após o início da pandemia de COVID-19 (que acelerou o uso de tecnologias digitais), lançou um novo meio de pagamento, o Pix (Ferreira, 2022).   Neste modelo, foi implementado o conceito de interoperabilidade, garantindo a integração de todo o ecossistema financeiro nacional, independentemente da plataforma ou instituição financeira utilizada na transação (Cernev e Diniz, 2021). Do lado da demanda, essa nova modalidade de pagamento, por não ter custo de transação para as pessoas físicas (até um certo volume), oferecer facilidade de acesso e liquidação instantânea, tornou-se um dos principais meios de pagamento no Brasil (Bronzati; Rodrigues, 2023).   A partir desta ruptura são analisadas algumas consequências concorrenciais dessa inovação através de hipóteses. A primeira delas refere-se à alteração nos switching costs dos investidores, isto é, a facilidade trazida pela inovação financeira que proporcionou a migração de depósitos a prazo dos bancos incumbentes para os não incumbentes, visando aproveitar o diferencial de taxa de juros oferecido (Sarkisyan, 2023). A segunda análise aborda a substituição dos meios de pagamentos tradicionais, como TED (Transferência Eletrônica Disponível), cartões de crédito e débito, que em sua maioria possuem custos fixos aos clientes, pelo Pix. Consequentemente exercendo pressão para a redução das receitas com tarifas no mercado de meios de pagamento (Shapiro, 2019).   Por fim, esta pesquisa trata a respeito da intensidade de concorrência via rentabilidade através de um indicador de Lerner adaptado ao modelo (Smaniotto et al., 2016). Para alcançar esses objetivos, o estudo utilizou três modelos de regressão com dados em painel não balanceado e um modelo de regressão cross- section suplementar. Esses modelos foram construídos com base nas informações fornecidas pelo BCB, que incluem dados sobre transações do Pix, ativos, passivos e demonstrações de resultados, além da quantidade de agências/postos de atendimento e anuidades de cartões de crédito de conglomerados financeiros e instituições independentes autorizadas pelo Banco Central do Brasil. Também foram considerados dados macroeconômicos e populacionais obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela B3.   Os resultados da pesquisa indicam que o Pix foi capaz de aumentar a concorrência no mercado bancário através da pressão competitiva exercida pelos players não incumbentes em depósitos a prazo, mas não conclusiva em relação as tarifas e rentabilidade.   Como oportunidade futura de pesquisa, poderiam ser realizados estudos estatísticos que levem em consideração séries temporais para análises regionais e analisem o impacto no bemestar da população, além de revisitar os impactos do Pix em tarifas e rentabilidade   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/71d481c1-87a6-4e0a-b629-91d5b21d84e9)"},{"text":"Daniel Pecanka de Andrade Título:  The discount on the valuation of private companies in the American and European markets Orientação:  Andrea Maria Accionly Fonseca Minardi. Palavras-chave:  valuation; desconto para empresas privadas; desconto de iliquidez; valuation; private company discount; illiquidity discount."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Este estudo investiga o desconto aplicado na avaliação de empresas privadas nos mercados americano e da Europa Ocidental. Realizo uma análise de regressão multivariada em transações de M&A de 1993 a 2024 para identificar os fatores que influenciam os múltiplos de valuation, seguida de uma estimativa do desconto para empresas privadas usando a abordagem de aquisição. A investigação revela que as empresas de capital fechado geralmente são negociadas com desconto em comparação às suas contrapartes listadas, um fenômeno atribuído ao prêmio de iliquidez e outros fatores específicos do mercado. Ao comparar os mercados norteamericano e europeu, a pesquisa indica um desconto maior no mercado da Europa Ocidental. Os achados contribuem para a literatura existente ao fornecer uma compreensão mais detalhada de como os descontos para empresas privadas são influenciados pelas dinâmicas regionais de mercado. Este estudo é particularmente valioso para profissionais de M&A e investidores, aprimorando as metodologias existentes para avaliar empresas privadas. A dissertação enfatiza a importância de considerar a liquidez e a comercialização na avaliação de empresas privadas, enriquecendo as perspectivas teóricas e práticas sobre o assunto.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/b06b957c-baf5-4b95-88a9-a0e386fddf5e)"},{"text":"Douglas Mac Cord de Faria Título: Inteligência artificial e a dinâmica da estrutura organizacional em startups: Um estudo exploratório. Orientação:  Carla Sofia Dias Moreira Ramos. Palavras-chave:  inteligência artificial. startups. estruturas organizacionais. autonomia empreendedora. adaptabilidade organizacional. tomada de decisão."},{"title":"Resumo","children":"Este estudo examina a influência da Inteligência Artificial (IA) nas estruturas organizacionais de startups, fornecendo uma análise detalhada das mudanças na configuração das funções e competências. Através de um estudo qualitativo e exploratório com base em entrevistas semiestruturadas com 16 empreendedores que fundaram pelo menos uma startup antes e pelo menos uma após o lançamento da ferramenta de IA ChatGPT, exploramos como a IA modifica práticas de gestão, processos de tomada de decisão e a hierarquia dentro dessas organizações. Os resultados mostram uma tendência para a autonomização dos empreendedores, permitindo-lhes manter estruturas organizacionais mais enxutas e flexíveis. A pesquisa revela também que enquanto a expertise técnica específica diminui em prioridade, habilidades comportamentais avançadas e a capacidade de interagir eficazmente com ferramentas de IA se tornam mais relevantes. Este estudo contribui para a teoria e a prática ao elucidar o impacto da IA nas estruturas organizacionais de startups, enfatizando a transição para um modelo onde a adaptabilidade, inovação contínua e competências comportamentais se destacam como fatores-chave para o sucesso no ecossistema de startups contemporâneo. O estudo oferece insights valiosos para acadêmicos e profissionais sobre a evolução necessária nas estratégias de desenvolvimento organizacional e de recursos humanos face à crescente presença da IA no mundo dos negócios empreendedores.    Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/1c50b7cb-c427-4bfd-a334-f84d5fb6b4a8)"},{"text":"Hugo Dirceu Daher Título:  This study delves into the impact of gender and nationality diversity within startup founding teams on various performance metrics, offering crucial insights for the broader entrepreneurial ecosystem. Orientação:  Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi Palavras-chave: Gender Diversity; Nationality Diversity; Entrepreneurism; Innovation Industry; Venture Funding; Diversidade de Gênero; Diversidade de Nacionalidade; Empreendedorismo; Indústria da Inovação; Investimentos de Capital."},{"title":"Resumo","children":"Drawing from a comprehensive dataset of 13,355 companies and 27,277 founders, the research examines how diversity influences key outcomes such as operational status, strategic exits, total funding amount received, and the number of funding rounds. Key Findings: Gender Diversity and Performance:   •  Gender diversity in founding teams did not significantly affect whether a company remains active.   •   However, having women on the founding team decreased the likelihood of strategic exits, like IPOs or mergers, by 33%.   •  Companies with female founders received, on average, $1.48 million less in funding compared to all-male teams, highlighting ongoing funding challenges for female entrepreneurs. Nationality Diversity and Performance:   •  Teams with diverse nationalities saw a 65% increase in the probability of being active. • These teams also experienced more funding rounds, although this did not lead to a higher total amount of funding received from investors. Implications for Stakeholders:   •  Academics: The findings call for further research to understand the detailed mechanisms by which diversity affects startup success. Future studies should aim to capture diversity more comprehensively and address the current study's limitations.   •  Venture Capitalists and Founders: The results highlight the need to overcome biases and embrace inclusivity. Diverse teams can drive innovation and longterm success, making it crucial for investors and entrepreneurs to support and promote diversity.    •    Policymakers: There is a clear need for policies that support diverse startups. By addressing funding disparities and fostering an inclusive environment, policymakers can help unlock the full potential of diversity to spur economic growth and innovation. In summary, while diversity presents certain challenges, it also offers significant opportunities for enhancing startup performance and fostering a more inclusive entrepreneurial landscape. This study provides valuable insights that can guide efforts to harness the benefits of diversity in the innovation industry.   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/33908ffe-13eb-4bc8-a602-27afdfec1ef7)"},{"text":"Luciano da Silva Moraes Título:  Tirando a Empresa da Uti: O papel do CEO e da liderança na reestruturação de empresas em crise. Orientação:  Gustavo Tavares Palavras-chave:  turnaround; liderança; CEO; crise organizacional. "},{"title":"Resumo","children":"A grande quantidade de empresas no Brasil endividadas e entrando em processos de recuperação judicial demonstra uma situação instável na gestão das organizações que requer um perfil de liderança adequado de seu quadro de alta gestão. Este estudo possui como objetivo geral investigar o perfil de liderança do CEO para o turnaround, bem como mapear os comportamentos de liderança mais efetivos neste contexto. A partir de entrevistas semiestruturadas com 8 CEOs e consultores de gestão com experiência em empresas multinacionais e em processos de turnaround. A amostra foi determinada por saturação teórica e as análises interpretadas a partir da Classificação Hierárquica Descendente e da Análise de Conteúdo. A CHD apontou três classes: Classe 1 - “Mudança tradicional e turnaround: situações distintas requerem perfis de liderança distintos; Classe 2 - “Decisões do CEO em processo de turnaround”; Classe 3 - “Gatilho para o turnaround: o problema do caixa”. Duas categorias emergiram da Análise de Conteúdo: a) mudanças organizacionais e b) habilidades de negociação e conhecimento financeiro. A partir destas categorias, foram identificadas duas subcategorias relacionadas a fatores contextuais. Outros cinco fatores comportamentais e dois técnicos remetem a habilidades, competências ou características individuais dos CEOs que atuam em empresas em situação de turnaround. Esse estudo ressalta competências técnicas, para além das comportamentais normalmente abordadas nas pesquisas. Há de se “aproveitar” a situação de crise emergindo no contexto atual das organizações brasileiras para avançar, rapidamente, nesta lacuna de pesquisa.   Acesse a dissertação [aqui](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/efe5873c-530d-4290-8911-7ca7a8f069b8)"},{"text":"Maicon de Oliveira Dessi Angelo Título:  Depois da denúncia: o efeito de variáveis individuais e contextuais na propensão de líderes ao encaminhamento de denúncias de assédio sexual. Orientação:  Tatiana Iwai Palavras-chave: assédio; assédio sexual; liderança organizacional; clima ético; whistleblowing."},{"title":"Resumo","children":"Esta pesquisa aborda a problemática do assédio sexual no ambiente de trabalho, um fenômeno persistente e prejudicial que afeta a dignidade e o bem-estar dos indivíduos, especialmente das mulheres. O objetivo principal deste estudo é analisar as variáveis que influenciam líderes a darem encaminhamento a denúncias de assédio sexual, considerando a crescente necessidade de uma resposta efetiva e responsável por parte das organizações. Especificamente, o estudo se baseia na literatura de whistleblowing e explora três categorias principais de análise: variáveis individuais, organizacionais e situacionais. As variáveis individuais focam em aspectos demográficos dos líderes (i.e., gênero, tempo de casa e nível hierárquico), as organizacionais no clima ético, e as situacionais examinam a gravidade do ato denunciado. A partir de uma survey com 283 líderes de diversos setores e organizações, os resultados revelaram que há um efeito positivo do clima ético e da gravidade do assédio sexual na propensão de encaminhamento das denúncias, ainda que não tenha sido observado efeito das variáveis individuais. As implicações teóricas e práticas destes resultados são discutidas.    Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/e917cf2c-f40f-4d7d-885e-d1e79f629f02)"},{"text":"Marcelo Corrêa Nunes Título:  O crescimento das Fintechs e o seu impacto no nível de concorrência do setor bancário brasileiro. Orientação:  Charles Kirschbaum Palavras-chave:  Concentração bancária; Fintech; HHI; Índice de Lerner; Dados em Painel; Banking concentration; Fintech; HHI; Lerner Index; Panel Data"},{"title":"Resumo","children":"O setor bancário, vital para a economia do país, passou por inúmeros processos de transformações ao longo da história, devido a ciclos econômicos, mudanças tecnológicas, entre outros fatores. A década de 1990 foi marcada por uma forte consolidação bancária no Brasil, impulsionada pelas reformas econômicas e financeiras do Plano Real, que estabilizaram a economia e reduziram a inflação. Posteriormente, a crise econômica mundial de 2008 intensificou o processo de fusões e aquisições, aumentando ainda mais o nível de concentração bancária. Para referência, em 2019, os cinco maiores bancos possuíam mais de 80% de ativos do mercado, comparado a 50% em 2000.   Em meados da década de 2010, ocorreu um intenso crescimento das Fintechs, impulsionado pela inovação tecnológica, pela digitalização de serviços financeiros e pela entrada em massa de uma nova geração no mercado, que prefere serviços digitais. Esse movimento tem transformado o setor bancário brasileiro, apresentando desafios e oportunidades para os bancos tradicionais. Atualmente, as Fintechs apresentam uma participação significativa no mercado.   Como exemplo, o Nubank atingiu 100 milhões de clientes em maio de 2024 e disputa com o Banco Itaú a liderança no valor de mercado de um banco brasileiro. Diante deste cenário, este estudo investiga se as Fintechs conseguiram reduzir o nível de concentração bancária, avaliando a participação de mercado nas carteiras de crédito e de captações, o poder de mercado dos bancos incumbentes no Brasil e se provocaram uma redução nas taxas de juros do crédito rotativo de cartões de crédito.   A presente pesquisa utiliza dados dos balanços dos bancos brasileiros, obtidos no Banco Central do Brasil, de 2005 a 2023, analisando o Índice Herfindahl-Hirschman (HHI), a participação de mercado de cada instituição (Market Share), o Índice de Lerner e a variação das taxas de juros do crédito rotativo de cartões. Segundo os resultados obtidos nos testes estatísticos realizados, as Fintechs, que apresentaram grande expansão desde 2017, ainda não conseguiram reduzir a concentração bancária a níveis anteriores à crise de 2008.   Por outro lado, alcançaram índices de Lerner semelhantes aos dos bancos tradicionais, indicando competitividade no setor, mas não conseguiram reduzir o poder de mercado dos bancos tradicionais. Já as taxas de juros do crédito rotativo de cartões de crédito são mais influenciadas pela taxa básica de juros (SELIC) do que pela atuação das Fintechs.   Conclui-se que, embora as Fintechs tenham promovido uma maior competitividade no setor bancário, a concentração bancária permanece moderadamente elevada devido ao legado da crise de 2008 e ao processo de consolidação subsequente. As Fintechs mostraram-se competitivas, mas sem impactar negativamente a rentabilidade dos bancos incumbentes. A influência das Fintechs nas taxas de juros ainda é limitada quando comparada a fatores macroeconômicos, como a SELIC.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/e00d1804-aa12-4eff-813f-556d1e5e0059)"},{"text":"Nicolau Bore Ahn Título:  Dinâmica competitiva e interação estratégica no mercado brasileiro de CPG: uma análise da categoria de requeijões. Orientação:  Danny P. Claro Palavras-chave:  D.inâmica Competitiva; Interação Estratégica; Consumer Packaged Goods; Liderança de  Preços; Liderança de Preços em canais de vendas; VAR (Vector Auto Regression); "},{"title":"Resumo","children":"Este estudo investiga a dinâmica competitiva e a interação estratégica no mercado brasileiro de bens de consumo embalados (CPG), com foco específico na categoria de requeijões. Dada a relevância do mercado de CPG, no cenário mundial, a análise das dinâmicas de preço torna-se crucial para as empresas que buscam aumentar sua participação de mercado e melhorar sua rentabilidade, especialmente em mercados com baixa diferenciação de produtos, como é o caso do mercado de requeijões. Essa pesquisa explora se a capacidade de uma empresa influenciar os preços da concorrência está diretamente relacionada à sua liderança de mercado, medida pela participação em volume de vendas. Para isso, foram utilizados dados nacionais fornecidos pela Scanntech, cobrindo um período de 25 meses e incluindo os sete principais concorrentes do mercado de requeijões. A metodologia adotada foi o modelo de Vetor Auto-regressivo (VAR), utilizado para examinar as interações de preços entre todos concorrentes, e a regressão linear simples, aplicada para medir a elasticidade-preço da demanda de cada uma dessas marcas. Os resultados indicam que a liderança em volume de vendas não garante, de forma consistente, a liderança em preços em todos os canais de vendas. No entanto, algumas marcas demonstraram influenciar significativamente os preços de mercado. Marcas como Catupiry e Poços de Caldas, por exemplo, apresentam maior capacidade de influenciar os preços de concorrentes em comparação à Vigor, que, apesar de ser líder em participação de mercado, não exerce o mesmo nível de influência sobre os preços dos competidores. Esses achados sugerem que as empresas devem adotar estratégias de precificação flexíveis, adaptadas a canais específicos e contextos competitivos, além de avaliar outras variáveis como o poder da marca, a distribuição e a promoção como fatores influenciadores da precificação de mercado. Compreender essas dinâmicas de preços e suas interações pode auxiliar as empresas a aprimorarem suas estratégias de mercado, aumentando potencialmente sua relevância e rentabilidade. Este estudo pioneiro sobre o mercado brasileiro de requeijões oferece insights valiosos, tanto em termos acadêmicos quanto em termos práticos, contribuindo para 9 um melhor entendimento da complexidade das interações estratégicas de preços no setor de CPG no Brasil.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/f3175eb2-484c-474c-8127-bb7de818a2fa)"},{"text":"Paula Yumi Shiraishi Título: A relação do score ESG com a demanda e o underpricing de IPOs nos EUA Orientação:  Andrea Maria Accioly Fonseca Minardi. Palavras-chave:  ESG; IPO; Assimetria de Informação,; Information Asymmetry; Underpricing. "},{"title":"Resumo","children":"Apesar do enfoque acerca da Sustentabilidade ter se acentuado nas últimas décadas, a relação entre as práticas Ambientais, Sociais e de Governança (ESG) e as estratégias corporativas é estudada a pelo menos 70 anos, começando com Bowen (1953), que defendia que as corporações possuem obrigações éticas além da obtenção de lucros, Rachel Carson (1962), que introduziu as primeiras ideias sobre a conscientização ambiental nas políticas públicas em seu livro "Silent Spring", influenciando discussões modernas sobre sustentabilidade empresarial, e Friedman (1970) que apresentou uma visão oposta ao afirmar que a responsabilidade social de uma corporação seria de maximizar os lucros, deixando as questões sociais para o governo.   Por ser vista como parte da solução para as diversas questões globais, a pressão pela adoção das práticas ESG pelas empresas é intensificada por políticos, reguladores e diferentes grupos de interesse. No entanto, ainda há questões a serem respondidas quanto a geração de valor da sustentabilidade no âmbito corporativo.   A literatura acadêmica apresenta resultados mistos sobre a relação entre as práticas ESG e a geração de lucro, enquanto as empresas demonstram cautela, na tentativa de equilibrar os impactos operacionais e financeiros com o alinhamento das exigências regulatórias e sociais num contexto em que o valor gerado e percebido pelo mercado são desconhecidos, especialmente aqueles que ainda não atingiram o nível ideal de maturidade.   No processo de abertura de capital, por exemplo, em que a assimetria de informação entre as partes é evidente, a introdução das informações referentes ao alinhamento das práticas da empresa aos aspectos ambiental, social e de governança, segundo a literatura pode ser um mecanismo relevante na redução desta assimetria, gerando diferentes efeitos na dinâmica do IPO ao atrair o interesse de mais investidores e ao alterar a dinâmica de precificação.   Logo, buscando contribuir para a investigação da existente complexidade do IPO e a ausência de consenso observada tanto na literatura acadêmica como no âmbito corporativo acerca da incorporação dos aspectos da Sustentabilidade, o presente estudo reuniu dados de 1.026 empresas que abriram o seu capital entre 2015 e 2023 nas bolsas de valores Nasdaq e NYSE nos Estados Unidos com a finalidade de entender os diferentes impactos causados na variação da demanda pelas ações e no fenômeno do underpricing, caracterizado pela subprecificação das ações no momento da emissão.   A melhor compreensão acerca das questões da sustentabilidade no processo do IPO é crucial para as empresas que vislumbram a abertura de capital como um meio de captação de recursos, investidores que buscam rendimentos, órgãos reguladores que visam a ordem e transparência do mercado e demais grupos que apoiam a promoção das práticas que conciliam retornos financeiros com responsabilidade social e ambiental.   Como principais achados, se destacam o impacto positivo na variação da demanda causado pela divulgação de informações ESG e a relevância do melhor desempenho ESG nas questões ambientais para o aumento do underpricing. No entanto, não foi identificada qualquer relação entre o desempenho ESG com a demanda e com o underpricing, sugerindo uma neutralidade ou até falta de maturidade do mercado, emergindo a importância do cuidado com as questões do greenwashing (uso de informações falsas, vagas ou irrelevantes para criar uma falsa impressão das práticas sustentáveis).   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/6149afdb-989d-4d61-9757-973a7dbd1675)"},{"text":"Paulo Ricardo Marin Título:  Desenvolvendo líderes: a visão de profissionais de RH e de líderes sobre a contribuição das diferentes ferramentas nesse processo Orientação:  Gustavo Moreira Tavares. Palavras-chave: Desenvolvimento de liderança; aprendizagem; treinamento;"},{"title":"Resumo Executivo","children":"O desenvolvimento de liderança é um tema atual e de grande relevância para as organizações, que realizam altos investimentos com esta finalidade, e para a academia, como se nota pelo grande avanço das pesquisas sobre o tema nas últimas décadas. Apesar disso, o conhecimento sobre o processo de aprendizagem do líder ao longo do tempo para desenvolver suas capacidades e atingir a maturidade no papel de liderança ainda é limitado, assim como o entendimento sobre como diferentes ferramentas (coaching, mentoria, cursos etc.) contribuem nesse processo. Para investigar essa questão, foi utilizado método misto de pesquisa. Na pesquisa qualitativa, foram entrevistados 15 profissionais com experiências diversas em planejamento, formulação e aplicação de programas de desenvolvimento de líderes. Os achados do estudo qualitativo permitiram aos pesquisadores identificarem os resultados esperados da aplicação das diferentes ferramentas que integram seus programas de desenvolvimento. Na fase quantitativa, 622 profissionais que utilizaram as ferramentas avaliaram a efetividade e os tipos de aprendizado associados a cada uma delas. Tendo como base o modelo teórico dos resultados de aprendizagem de Wallace, Torres e Zaccaro (2021), o estudo apresenta um novo modelo em que demonstra a contribuição de cada ferramenta dentro do processo de desenvolvimento do líder em relação à sua maturidade e apresenta a percepção dos líderes quanto à vocação das ferramentas em relação ao desenvolvimento do aprendizado cognitivo, comportamental, afetivo/motivacional ou autoconhecimento, contribuindo para que se entenda como e por quais meios os diferentes aspectos de liderança se desenvolvem.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/591d5450-f2b3-4f5c-9f15-d624cb6299ba)"},{"text":"Rafael Castelucci Autilio Título:  Como o ambiente institucional se relaciona com o medo do fracasso dos empreendedores? Orientação: Guilherme Fowler de Avila Monteiro. Palavras-chave:  Empreendedorismo; Medo do Fracasso; Instituições; Nova Economia Institucional; Ambiente Econômico; Entrepreneurship; Fear of Failure; Institutions; New Institutional Economics; Economic Environment."},{"title":"Sumário Executivo","children":"Todo mundo conhece um empreendedor, mas nem todo mundo sabe o quão difícil é empreender. No ecossistema empreendedor, para além das questões (e pressões) profissionais, existem questões muito mais intangíveis: as emoções. Dentre as negativas, o medo do fracasso surge como uma das principais emoções, uma vez que pode desmotivar indivíduos ou até mesmo impedir que escolham o empreendedorismo como carreira.   Entretanto, é de se supor que essa emoção não ocorre de forma isolada, sendo afetada pelas instituições do ambiente em que o empreendedor está inserido. As instituições, segundo North (1991), são responsáveis por condicionar as interações entre agentes, sendo fundamentais para estabelecer critérios e reduzir incertezas nas transações econômicas. Portanto, este estudo tem como objetivo entender como o ambiente institucional se relaciona com o medo de fracassar dos empreendedores.   A partir de dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), Banco Mundial e da The Heritage Foundation, esta pesquisa contou com mais de 163 mil pessoas espalhadas por 50 países, sendo os dados coletados em 2019. As variáveis usadas para definir o ambiente institucional foram: liberdade econômica; estado de direito efetivo; e crime e violência. Para a condução da análise estatística, utilizou-se um modelo de resposta binária através de regressões logísticas.   Os resultados mostram que a liberdade econômica diminui a chance da existência do medo de fracassar, enquanto o estado de direito efetivo só diminui a probabilidade da ocorrência dessa emoção quando interage com outros fatores institucionais, podendo isoladamente aumentá-la. Isto ocorre, porque um sistema judiciário eficiente pode estimular a concorrência (JOHNSON; MCMILLAN; WOODRUFF, 2002), desencorajando, assim, empreendedores a arriscarem em novas oportunidades de negócios. Crime e violência não têm relação linear com o medo do fracasso. Portanto, pode-se afirmar que até certo ponto a violência é tolerável, mas, além disso, vira uma grande barreira para os empreendedores. Estes achados indicam, em resumo, que as variáveis têm relação significativa com o medo de fracassar.   Esse estudo conclui que o medo de fracasso, de fato, não ocorre isoladamente por ter relação com o ambiente institucional em que o empreendedor está inserido. Além disso, contribui com a literatura acadêmica por endossar a importância de instituições mais favoráveis para o fomento da atividade empreendedora nos países, incentivando inovações e novas oportunidades de negócios.   Por fim, é de se ressaltar que essa pesquisa gera contribuições teóricas e gerenciais. Teóricas, por abordar essa emoção como uma variável dependente e examiná-la em diferentes contextos institucionais. E gerenciais, por fornecer insights para os empreendedores ao mostrar possíveis gatilhos desse medo, o que auxilia em melhores tomadas de decisão e alocações de recursos mais efetivas.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/368346d3-dfce-4890-9bd5-51d36d782392)"},{"text":"Rodrigo Casemiro do Prado Título: Relação entre Folga Financeira e Desempenho Econômico nas Empresas Brasileiras de Capital Aberto Orientação:  Andrea Minardi Palavras-chave: estrutura de capital; folga financeira; desempenho financeiro; recessão econômica e sustentabilidade; capital structure; financial slack; financial performance; economic recession and sustainability"},{"title":"Sumário Executivo","children":"A gestão econômico-financeira e decisões acerca do assunto são determinantes para os resultados, êxito e sustentabilidade das empresas. Esse processo envolve decisões estratégicas, cenários externos e econômicos, situações internas, de concorrência e segmento que podem influenciar o gerenciamento de recursos, que definem a melhor composição de capital de uma companhia em determinado período. Dessa forma, a definição de uma estrutura de capital otimizada deve ser a busca constante dos gestores das empresas para buscar eficiência e maiores resultados.   Nesta esteira, os executivos são desafiados a avaliar a melhorar composição de capital de uma empresa, considerando diversos fatores internos e externos, decidindo, por conseguinte, por uma estrutura de capital com ou sem alavancagem financeira, com ou sem folga financeira, com maior ou menor participação de capital próprio ou de terceiros.   O financiamento da operação de uma empresa, mediante a composição de sua estrutura de capital, é relevante e determinante para todos os demais números e indicadores da companhia. A combinação das fontes de seu financiamento corresponde à definição do volume de dívida utilizada em relação ao seu capital próprio. Essa minuciosa avaliação da estrutura de recursos busca maximizar os índices de liquidez, podendo impactar na melhoria dos indicadores de desempenho, contribuindo para um crescimento sustentável da empresa.   Deste modo, este estudo debruça sobre o aspecto da folga financeira (excesso de recursos) na estrutura de capital e sua correlação com o desempenho, performance e resultados da empresa, em períodos de crise econômica e não crise. É de suma importância compreender até que pondo a existência da folga financeira pode impactar e determinar a viabilidade e concretização do planejamento organizacional e estratégico da empresa, evitando que o excesso de recursos implique em ineficiência e desperdício de recursos e oportunidades.   Destarte, mensurar e definir a estrutura ótima de capital de uma empresa e, por conseguinte, o melhor e ideal volume de folga financeira é fundamental, visto que pode determinar a maximização do desempenho econômico, melhorar a eficiência, elevar lucratividade e o seu crescimento.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/54d9959d-2a9c-46a7-8b2d-e39324b494a6)"},{"text":"Vitor Guedes de Carvalho Título:   Efeito de Promoções sobre a Demanda: Uma Análise com Produtos de uma Franquia de Cosméticos. Orientação:  Giuliana Isabella Palavras-chave:  desconto, propaganda outdoor, quantidade vendida, promoção, lançamento. "},{"title":"Sumário Executivo","children":"Esta dissertação investigou a relação entre a promoção de vendas e a quantidade de produtos vendidos. A metodologia adotada consiste em uma análise longitudinal, por meio de um modelo de regressão em painel, utilizando dados agrupados de quinze lojas de uma franquia de cosméticos. O objetivo foi analisar os efeitos das promoções, dos tipos de descontos, da propaganda em outdoor e de outras variáveis ​​relacionadas às promoções sobre as vendas ao longo do tempo. Para isso, foram testadas seis hipóteses: as cinco primeiras referem-se às promoções e aos tipos de descontos usados ​​pela franquia — compre 2, nível 3; PROMOBACK; desconto na mesma marca do produto; desconto progressivo; e desconto no próprio produto — e esses fatores aumentam a quantidade vendida. A sexta hipótese é que a propaganda em outdoor aumenta as vendas. Além disso, o estudo também analisou diferentes variáveis ​​que podem afetar as vendas, como o lançamento de novos produtos, feriados e o preço. Os resultados evidenciaram que a promoção "compre 2, nível 3" e o desconto na marca mesma foram significativos e tiveram um impacto positivo sobre a quantidade vendida. No entanto, os outros três tipos de desconto não tiveram significância estatística. Apesar disso, essas descobertas foram suficientes para afirmar que os tipos de desconto têm um efeito positivo sobre as vendas. Além disso, concluiu-se que a propaganda em outdoor também exerce um efeito positivo sobre a quantidade vendida. Este estudo contribui para o uso mais eficaz de promoções e tipos de desconto, além de fornecer uma compreensão mais aprofundada sobre o impacto individual de diferentes variáveis ​​nas vendas.   Acesse a dissertação [aqui.](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/44ec15d7-f604-4139-a898-2ff83f9c9189)"},{"richText":"O Mestrado Profissional em Administração proporciona sólida formação conceitual em estratégia e alta capacidade analítica.","madeBy":"Por","buttonUrl":"https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/mestrado/administracao","title":"MPA","variant":"nobackground","buttonText":"conheça o curso"},{"jcr:title":"transparente / vermelho / turquesa"},{"buttonBackgroundColor":"rgb(229,5,5)","themeName":"transparente / botao vermelho / tag amarelo"},{"richText":"Conheça as dissertações dos cursos de mestrado do Insper.","madeBy":"Por","buttonUrl":"https://repositorio.insper.edu.br/communities/bc309c01-cc1a-4ce2-82e0-588a4c8cde75","title":"repositório","variant":"nobackground","buttonText":"acesse aqui"},{"jcr:title":"transparente / amarelo / vermelho"},{"themeName":"transparente / amarelo / vermelho"}]