[{"jcr:title":"Inteligência artificial generativa dá início à era da “cointeligência”"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Inteligência artificial generativa dá início à era da “cointeligência”","jcr:description":"No segundo encontro da Tech Week Insper, os professores Graziela Tonin e Pedro Burgos debatem os limites atuais da tecnologia e formas de extrair o melhor dela"},{"subtitle":"No segundo encontro da Tech Week Insper, os professores Graziela Tonin e Pedro Burgos debatem os limites atuais da tecnologia e formas de extrair o melhor dela","author":"Ernesto Yoshida","title":"Inteligência artificial generativa dá início à era da “cointeligência”","content":"No segundo encontro da Tech Week Insper, os professores Graziela Tonin e Pedro Burgos debatem os limites atuais da tecnologia e formas de extrair o melhor dela   Tiago Cordeiro   Não é novidade que a inteligência artificial (IA) generativa já está transformando as profissões, a dinâmica das organizações, os hábitos de estudos e a forma como as pessoas interagem com a tecnologia. De acordo com um [relatório](https://www.goldmansachs.com/intelligence/pages/generative-ai-could-raise-global-gdp-by-7-percent.html) do grupo financeiro Goldman Sachs, a tecnologia deverá gerar um crescimento de 7% do PIB global. Por outro lado, ameaça 300 milhões de postos de trabalho no mundo. A estimativa dos analistas do banco é que, nos Estados Unidos e na União Europeia, um quarto dos empregos já esteja em risco de extinção. Como defenderam os professores do Insper Graziela Tonin e Pedro Burgos durante o painel “O prompt perfeito: conversando com a cointeligência”, a IA generativa já deu início a uma nova era. Os dois debateram o tema na noite de 8 de maio, o segundo dos três encontros da [Tech Week Insper](https://www.insper.edu.br/agenda-de-eventos/tech-week-insper/) , um evento dedicado a conectar os participantes com as novas tendências no mundo da inovação e da tecnologia. [O vídeo do painel permanece disponível, na íntegra.](https://www.youtube.com/watch?v=lLlFrjwdSsc)   “Superpoder” A nova era da cointeligência é caracterizada pela popularização do uso da IA, uma tecnologia surgida há décadas, mas que agora, com a IA generativa, se tornou disponível a todos, como lembrou [Graziela Tonin](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/graziela-simone-tonin/) . “A interface é amigável e o acesso a dados se tornou muito mais fácil. A atual geração de alunos de graduação já usa a ferramenta com naturalidade”, afirmou ela, que é professora dos cursos de [Ciência da Computação](https://www.insper.edu.br/graduacao/ciencia-da-computacao/) , [Engenharia de Computação](https://www.insper.edu.br/graduacao/engenharia/engenharia-de-computacao/) e [Administração](https://www.insper.edu.br/graduacao/administracao/) . Tonin se utiliza diariamente da tecnologia, especialmente o Copilot, da Microsoft. “Com a IA, eu sou mais produtiva, entrego com muito mais qualidade e consigo manter o foco com mais facilidade. Utilizo como um parceiro, para escrever, ter ideias, criar perguntas com variações para meus alunos”, relatou. “Essas ferramentas nos dão um certo superpoder. Uma pessoa com Copilot já substitui um desenvolvedor com conhecimento básico.” Mas é necessário ter conhecimento do assunto para extrair o melhor desempenho, pontuou a docente. “Você precisa testar para aprender a usar. Quando eu apenas peço uma ideia, o resultado é diferente de quando apresento o contexto — neste caso, a entrega é substancialmente melhor. É preciso ter propriedade no tema para fornecer esse contexto, e também para não ser enganado, já que o deep fake e as fake news se tornaram disseminadas e sofisticadas.” Nesse contexto, [Pedro Burgos](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/pedro-burgos/) , que é coordenador de Inteligência de Dados do Insper, lembrou que, de certa forma, o uso da IA generativa demanda certo retorno da “decoreba”. “É curioso, mas precisamos agora saber coisas, de fato, para poder checar com propriedade a ferramenta, porque muitas vezes ela alucina”, comentou.   Uso no Direito Burgos lembrou que uma das áreas mais impactadas pela tecnologia, neste momento, é a do Direito — no Insper, aliás, os estudantes de [graduação](https://www.insper.edu.br/cursos/direito/) na área aprendem programação. “O Senado Federal está usando um ChatGPT customizado para criação de leis. O prompt lê todo um conjunto de legislação e depois avalia um projeto de lei.” O resultado precisa ser checado por especialistas, ele lembrou. Em muitas organizações, o uso da IA generativa é maior do que as empresas sabem, ou admitem, observou Burgos. “O colaborador muita vezes abre o ChatGPT em aba anônima e pede ajuda para escrever um e-mail, mas não comunica aos superiores porque tem medo. Ainda é um momento de muita experimentação, muita incerteza.” O momento se aplica ao jornalismo, ele acrescentou. “Dificilmente um jornalista vai delegar a redação de um texto à IA generativa, ainda que já existam iniciativas nesse sentido. Mas a tecnologia vai ser útil para um profissional contar com ajuda para ler um paper científico, sumarizar dados e propor perguntas para o autor do estudo, por exemplo. Talvez o papel do jornalista tenha que ser repensado: localizar as informações, refinar o conteúdo e deixar o público interagir de forma mais democrática.”   Busca por transparência A questão ética vai se tornar cada vez mais importante, sublinharam os dois professores. “O problema vai ser as pessoas pararem de acreditar em coisas reais, de tão acostumadas com montagens. Nesse caso, passaremos de uma sociedade de pessoas céticas para um conjunto de pessoas cínicas”, disse Burgos. “Os modelos são cada vez mais sofisticados”, reforçou Tonin. “Nem eu nem as ferramentas vamos saber garantir se o texto do aluno não foi produzido por IA. A gente deveria sempre trabalhar com transparência e levar em conta que não somos mais detentores do conhecimento, trabalhamos com cocriação.” Muitos dos temas debatidos no painel fazem parte da grade curricular do Programa Avançado em Data Science e Decisão, um curso de pós-graduação do Insper com 424 horas de carga horária e inscrições abertas para a turma que se inicia no segundo semestre. [Para saber mais, clique aqui.](https://www.insper.edu.br/pos-graduacao/programas-avancados/data-science-e-decisao/)"}]