[{"jcr:title":"Dados na saúde: oportunidades de direcionamento de políticas públicas"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Dados na saúde: oportunidades de direcionamento de políticas públicas","jcr:description":"Em curso customizado, o Insper capacitou profissionais da área sobre como usar dados públicos para melhorar a saúde da população"},{"subtitle":"Em curso customizado, o Insper capacitou profissionais da área sobre como usar dados públicos para melhorar a saúde da população","author":"Ernesto Yoshida","title":"Dados na saúde: oportunidades de direcionamento de políticas públicas","content":"Em curso customizado, o Insper capacitou profissionais da área sobre como usar dados públicos para melhorar a saúde da população   Michele Loureiro   O uso de dados na saúde ganhou força e mais visibilidade com a necessidade de enfrentamento ao coronavírus, como instrumento de monitoramento e controle do avanço da doença. Mas essa tendência não passou após o fim da pandemia — segue orientando o setor e pode ser uma oportunidade de direcionamento de tratamentos e até de decisões de políticas públicas. Para capacitar profissionais acerca do tema, o Centro de Ciência de Dados do Insper, o Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper e a Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) realizaram em parceria o curso Introdução à Ciência de Dados na Saúde. Em oito encontros, realizados no mês de junho, os alunos tiveram uma visão geral sobre ciências de dados e saúde, aprenderam sobre como estão estruturados os registros de dados de saúde no Brasil e o potencial do uso de inteligência artificial na saúde. “Esse curso customizado ofereceu uma visão sobre os benefícios de usar dados públicos e como isso pode melhorar a saúde da população. Também foram abordados temas como o uso de dados voltado à melhoria de medicina de precisão, os custeios do SUS e a economia da saúde. Ao final do curso, os alunos desenvolveram projetos aplicados”, diz André Filipe de Moraes Batista, professor e coordenador do Centro de Ciência de Dados do Insper. Segundo o professor, a utilização de dados de maneira eficaz na saúde tem o potencial de melhorar a saúde populacional de várias maneiras, por meio da otimização da rede em saúde populacional, do fornecimento de insumos para pesquisas ou do apoio à decisão de políticas públicas. “A utilização de dados pode beneficiar a saúde populacional com a identificação e o tratamento de doenças precocemente, prevenção de doenças, ajustes de tratamentos e gerenciamento de doenças crônicas, além de colaborar para a identificação de fatores de risco para doenças e fazer comparação da eficácia de tratamentos distintos, por exemplo.” Outro aspecto importante está no eixo de decisão de políticas públicas. Os dados são fundamentais para a identificação de problemas de saúde pública, avaliação e desenvolvimento de novas políticas. “De uma maneira geral, nós temos grandes conjuntos de dados no Brasil que, devidamente tratados e geridos, possuem um enorme potencial para o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial voltadas para o paciente e para a saúde pública. Como principais desafios, destacamos a necessidade de aumentar a digitalização dos dados de saúde no Brasil, assim como da integração das bases de dados, possibilitando o desenvolvimento de análises mais robustas e com uma visão mais completa do nosso ecossistema de saúde”, diz Moraes Batista.   Dados e a importância na oncologia Para Nina Melo, coordenadora da Abrale, os dados são especialmente importantes para a oncologia, uma área com especificidades que requer um planejamento estratégico a fim de direcionar com mais assertividade os recursos financeiros e ações efetivas de prevenção e o acesso ao diagnóstico e tratamento oportuno. Frentes que fazem total diferença ao paciente com câncer e podem aumentar a possibilidade de cura. Ela defende que o planejamento em níveis de gestão federal, estadual e municipal não será eficaz sem conhecer os detalhes do cenário epidemiológico de cada região. “Esse entendimento só é possível por meio de levantamento de dados, que podem identificar frentes como a incidência de câncer, tendência de mortalidade, prevalência, dados de assistência, dados sociodemográficos e acesso às informações de grupos minoritários”, diz Nina. Para ela, é cada vez mais importante formar profissionais qualificados para o entendimento e manuseio desses dados para que eles virem, de fato, informação. “A capacitação em ciência de dados na saúde tem uma complexidade precisa ser aprimorada constantemente. Por isso, esse curso realizado pelo Insper com profissionais tão qualificados é muito importante para a sociedade como um todo, já que a extensão do conhecimento vai ajudar profissionais e pesquisadores, mas, principalmente, os pacientes oncológicos”, finaliza."}]