[{"jcr:title":"A jornada de aprendizagem dos alunos bolsistas de Ciência da Computação"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"A jornada de aprendizagem dos alunos bolsistas de Ciência da Computação","jcr:description":"Três estudantes da primeira turma falam sobre como o curso no Insper está mudando suas vidas — e como eles começam a impactar as vidas de outras pessoas"},{"subtitle":"Três estudantes da primeira turma falam sobre como o curso no Insper está mudando suas vidas — e como eles começam a impactar as vidas de outras pessoas","author":"Ernesto Yoshida","title":"A jornada de aprendizagem dos alunos bolsistas de Ciência da Computação","content":"Três estudantes da primeira turma falam sobre como o curso no Insper está mudando suas vidas — e como eles começam a impactar as vidas de outras pessoas   O paraense Fernando Vieira dos Santos, o carioca Matheus Aguiar de Jesus e o paulista Erik Leonardo Soares de Oliveira são alunos bolsistas da primeira turma do curso de Ciência da Computação do Insper. Eles encontraram no Insper a oportunidade de estudar e se dedicar à área de tecnologia, que os fascina desde crianças. Segundo os alunos, o curso tem superado suas expectativas, oferecendo uma abordagem prática e voltada para o mercado. Além disso, eles tiveram a oportunidade de desenvolver projetos reais, como a criação de ferramentas para alertar moradores sobre enchentes em comunidades carentes. Todos acreditam que o curso irá transformar suas vidas e proporcionar oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Veja mais a seguir:   Fernando Vieira dos Santos Um vídeo motivador Fernando Vieira dos Santos, de 22 anos, nasceu em Rio Maria, cidade de 18 mil habitantes no extremo-sul do Pará, a cerca de 820 quilômetros de Belém, a capital do estado. “Fui só uma vez a Belém, e a viagem durou quase um dia inteiro”, recorda-se. Mais longe ainda fica Fortaleza, no Ceará, para onde se mudou após ganhar uma bolsa em uma escola privada. Seu objetivo, a exemplo de muitos outros jovens na mesma escola, era se preparar para o vestibular do curso de Engenharia de Computação no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Ele logo percebeu, no entanto, que gostava de lidar mais com software do que com hardware. Por isso, não estava tão animado em buscar uma vaga no ITA. Foi quando Fernando ouviu falar no Insper, por meio de uma amiga que trabalhava no alojamento estudantil onde morava em Fortaleza. Fernando foi pesquisar mais sobre o Insper e assistiu no YouTube a um vídeo do professor Fabio de Miranda, coordenador do curso de Ciência da Computação, que estava para ser lançado. “Quando assisti à palestra do professor Miranda explicando sobre a grade curricular do novo curso, vi que era exatamente o que procurava. Eu me convenci na hora que tinha de entrar no Insper”, conta Fernando, que desde criança gostava de baixar programas e assistir a vídeos para entender o funcionamento do sistema operacional do celular. Fernando prestou o vestibular no Insper e foi aprovado na primeira turma do curso de Ciência da Computação. Obteve bolsa integral, o que foi fundamental, pois sua família não teria como bancar seus estudos. O aluno diz que o curso está superando suas expectativas. “É um curso realmente mão na massa, voltado para o mercado. Já no primeiro semestre pudemos desenvolver uma aplicação web para a empresa PagSeguro, utilizando a linguagem Python”, diz Fernando. Neste ano, no fim do 3º semestre, Fernando participou, com toda a classe, de uma sprint session de inovação social para ajudar a resolver problemas reais da favela de Heliópolis, em São Paulo. “O meu grupo ficou encarregado de analisar a rotatividade de professores nas escolas da Zona Sul — um problema, portanto, que não é específico de Heliópolis”, diz Fernando. “Desenvolvemos uma ferramenta para analisar dados sobre os professores de escolas públicas da Zona Sul, com foco principal no índice de rotatividade. Queríamos entender se a distância dos professores até a escola era um fator que fazia esse índice subir.” Fernando ainda não sabe em qual área da Ciência da Computação pretende trabalhar no futuro, já que o curso tem ampliado seu leque de interesses. “Estou explorando as várias possibilidades — machine learning, inteligência artificial, análise de dados, desenvolvimento web… Qualquer que seja a área, meu sonho é me realizar profissionalmente para poder ajudar minha família. Tudo o que faço eu penso primeiro neles”, diz Fernando.   Matheus Aguiar de Jesus Mudar o mundo ao redor Desde criança, o carioca Matheus Aguiar de Jesus, hoje com 19 anos, gostava de lidar com tecnologia. “Eu queria entender como os programas funcionavam e como eles eram feitos”, conta Matheus, que sempre foi um bom aluno. Tanto que foi selecionado para receber uma bolsa do Ismart (Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos), que apoia alunos de escola pública na conclusão do Ensino Fundamental e no Ensino Médio em instituições de ensino de alta performance. Foi por meio de um aluno tutor no Ismart que Matheus descobriu o Insper e resolveu prestar o vestibular para o curso de Engenharia, primeiro como treineiro, depois para valer.  Foi aprovado em Engenharia Mecânica, mas logo em seguida foi lançado o curso de Ciência da Computação, que era o que ele realmente queria. Prestou novamente vestibular, foi aprovado na primeira turma do curso e obteve uma bolsa integral. No final do 3º semestre do curso, Matheus também teve a oportunidade de participar da atividade em que os alunos foram desafiados a desenvolver soluções voltadas para a favela de Heliópolis. Matheus fez parte de um grupo que desenvolveu uma ferramenta de WhatsApp para alertar os moradores sobre chuvas fortes que podem causar enchentes. “Eu me identifiquei com o projeto, porque são situações que também vivenciei onde eu morava no Rio de Janeiro”, diz o aluno. Matheus diz estar convencido de que o curso de Ciência da Computação vai transformar sua vida. “Eu vim de um background de menino negro de periferia, que sempre estudou em escola pública. Por meio da educação, vejo que posso mudar não só minha realidade, mas também do lugar de onde vim. Para mim, a tecnologia — uma coisa que gosto de mexer — é um jeito de mudar o mundo à minha volta.”   Erik Leonardo Soares de Oliveira Projeto de impacto social Nascido em Botucatu, no interior de São Paulo, Erik Leonardo Soares de Oliveira, de 19 anos, é outro aluno bolsista que faz parte da primeira turma do curso de Ciência da Computação do Insper. Erik conta que sempre teve afinidade com jogos e, desde criança, passava horas no computador. Durante o Ensino Médio, ele se viu em dúvida sobre qual carreira seguir, até que encontrou anúncios de cursos de programação no YouTube. Após fazer um curso introdutório de Python, percebeu que a área de Ciência da Computação despertava seu interesse, principalmente por sua lógica e capacidade de resolver problemas. Na época em que estava decidindo qual faculdade cursar, o Insper ainda não oferecia o curso de Ciência da Computação. No terceiro ano do Ensino Médio Erik ficou sabendo do novo curso no Insper e decidiu que era o lugar onde gostaria de estudar. Ele não ficou com receio por se tratar de um curso recém-lançado? “Eu confiava muito no Insper por sua reputação nos demais cursos oferecidos pela escola. Além disso, havia visto várias notícias sobre o novo curso e estava ciente das expectativas em relação a ele”, diz Erik. Ao analisar a grade curricular, uma disciplina em particular chamou sua atenção: Developer Life. “Percebi que era algo inovador e que não encontraria em nenhum outro lugar. A possibilidade de trabalhar em projetos com empresas reais também pesou muito na minha decisão de escolher o Insper.” Pelo que aprendeu nos três primeiros semestres do curso, Erik se diz confiante que a graduação vai fazer uma grande diferença em sua vida e na de seus pais — sua mãe é diarista e seu pai abriu um comércio depois deperder o emprego, durante a pandemia. “Os projetos reais em que trabalhamos são um diferencial acadêmico significativo do Insper. Neles, realmente vivenciamos como funciona o mercado de trabalho e o empreendedorismo. Essas questões são abordadas de maneira profunda, e acredito que terão um grande impacto no meu futuro”, diz. Ele também participou da equipe que desenvolveu a ferramenta de alerta de enchentes para moradores de Heliópolis. “Essa questão causa muitos problemas para os moradores”, diz Erik. “Corremos atrás de todas as questões envolvidas e, mesmo com poucos recursos, conseguimos entregar um produto que a comunidade já pode utilizar. Com essa experiência, aprendemos a impactar a sociedade desenvolvendo um produto do zero e de forma independente.” Alunos do curso de Ciência da Computação em visita a Heliópolis. Alguns deles bolsistas do Insper, atuaram como guias e puderam trabalhar na criação de um software para relatar,  via WhatsApp, enchentes — um problema recorrente na comunidade.  "}]