[{"jcr:title":"Índice avalia inovação verde em 76 países; o Brasil aparece na 38ª posição"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Índice avalia inovação verde em 76 países; o Brasil aparece na 38ª posição","jcr:description":"Ranking elaborado por publicação do MIT aponta avanço nos investimentos em futuro ambientalmente sustentável "},{"subtitle":"Ranking elaborado por publicação do MIT aponta avanço nos investimentos em futuro ambientalmente sustentável ","author":"Ernesto Yoshida","title":"Índice avalia inovação verde em 76 países; o Brasil aparece na 38ª posição","content":"Ranking elaborado por publicação do MIT aponta avanço nos investimentos em futuro ambientalmente sustentável    Bernardo Vianna   O MIT Technology Review , publicação do Massachusetts Institute of Technology, divulgou, em abril, a terceira edição do [Green Future Index](https://www.technologyreview.com/2023/04/05/1070581/the-green-future-index-2023/) , um ranking comparativo sobre a capacidade de 76 países de desenvolver futuros sustentáveis e de baixo carbono. O Brasil está na 38ª posição no índice, que mede quanto cada uma das economias analisadas está se voltando para indústria, agricultura e sociedade mais verdes por meio de investimentos em energias renováveis, inovação tecnológica e políticas públicas para a sustentabilidade. A nova edição do Green Future Index traz boas notícias: as análises observaram o crescimento de projetos e estratégias que integram economia e desenvolvimento social com descarbonização. No entanto, essas iniciativas ainda enfrentam o desafio das disparidades globais de riqueza, tecnologia e expertise técnica. É possível observar, porém, os esforços das economias emergentes para financiar a redução das emissões de carbono, o desenvolvimento sustentável e a geração de energia limpa.     A classificação de 76 países é liderada pelos nórdicos Islândia, Finlândia, Noruega, Dinamarca e Suécia. O Brasil aparece bem no meio do ranking. Já os cinco últimos lugares da lista são ocupados por Bangladesh, Catar, Zâmbia, Argélia e Irã. O índice geral é composto por cinco pilares, que recebem notas de zero até 10 em suas avaliações: emissões de carbono, transição energética, sociedade verde, inovação limpa e políticas públicas climáticas. De acordo com o relatório que acompanha a publicação do índice, os líderes verdes demonstram mais consistência do que progresso. Todos, exceto três dos países nas primeiras posições em 2023, faziam parte do mesmo grupo em 2022. Entre os 10 primeiros colocados, a Coreia do Sul, que ocupava o 10º lugar em 2022 e subiu para oitavo neste ano, é o único país não europeu. Todos os líderes verdes mantiveram seu atributo de economia de baixo carbono, mas cerca de metade deles viu as pontuações diminuírem em relação ao ano passado. Isso sugere, de acordo com a publicação, que, embora os esforços para reduzir o carbono nessas economias estejam avançando e as políticas estejam se fortalecendo, o retorno desses investimentos está diminuindo.     Entre os países de pontuação intermediária, como o Brasil, o relatório destaca os países com avanço substancial em políticas públicas sustentáveis que passaram da formulação para a ação. Esse é o cenário de economias emergentes capazes de vincular sustentabilidade ​​a incentivos econômicos, como é o caso da África do Sul (que subiu do 31º lugar, em 2022, para o 25º em 2023) e do Uruguai (38º colocado em 2022 e 26º em 2023). A economia emergente mais bem classificada no Green Future Index 2023 é a Costa Rica, em 24º lugar. Nem todas as economias emergentes, no entanto, demonstraram o mesmo grau de sucesso diante do desafio de vincular desenvolvimento econômico e sustentabilidade. “A correlação de classificações com o PIB per capita revela uma verdade desconfortável: a riqueza contribui significativamente para a capacidade de um país definir seu futuro de baixo carbono”, avalia o relatório do Green Future Index 2023.     A economia sozinha, porém, não define o futuro. Dezessete dos 35 países que melhoraram as pontuações em 2023 eram países mais pobres. A Argentina e a Indonésia tiveram os maiores aumentos de todos os países em 2023, subindo 20 e 21 posiçoões, respectivamente, e colocando-os em 48º e 49º no ranking geral. Em ambos os casos, o compromisso em melhorar um único pilar esteve por trás dos aumentos: a pontuação no pilar “sociedade verde”, no caso da Argentina, e a pontuação em “emissões de carbono”, no caso da Indonésia. De acordo com a publicação, o excesso de confiança econômica na produção de combustíveis fósseis ou na extração de recursos naturais é o que está por trás das pontuações mais baixas, mesmo quando se trata de um país desenvolvido economicamente. A Austrália, por exemplo, como a maioria dos retardatários do clima, é prejudicada por indústrias intensivas em carbono. O país, no entanto, conseguiu avançar 10 posições em relação a 2022 por meio de novos incentivos a negócios sustentáveis, saindo da 52ª posição naquele ano para a 42ª em 2023.  "}]