[{"jcr:title":"“A mentoria me permite enxergar um pouco da minha própria trajetória”"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"“A mentoria me permite enxergar um pouco da minha própria trajetória”","jcr:description":"A advogada Ana Luiza Vieira Santos, coordenadora do Comitê Alumni de Empresas Familiares, dá conselhos a uma aluna bolsista que — como ela própria no passado — precisa aprender a superar obstáculos para alcançar a realização profissional  "},{"subtitle":"A advogada Ana Luiza Vieira Santos, coordenadora do Comitê Alumni de Empresas Familiares, dá conselhos a uma aluna bolsista que — como ela própria no passado — precisa aprender a superar obstáculos para alcançar a realização profissional  ","author":"Ernesto Yoshida","title":"“A mentoria me permite enxergar um pouco da minha própria trajetória”","content":"A advogada Ana Luiza Vieira Santos, coordenadora do Comitê Alumni de Empresas Familiares, dá conselhos a uma aluna bolsista que — como ela própria no passado — precisa aprender a superar obstáculos para alcançar a realização profissional     Françoise Terzian   A advogada paulista Ana Luiza Vieira Santos fez o curso de pós-graduação LL.M Direito Tributário no Insper, de 2015 a 2017. Hoje ela é mentora da aluna bolsista Thaysa Araújo Trindade, que cursa o 3º. semestre de Direito na escola. “Conversamos uma vez por mês. Ela sempre me procura pedindo aconselhamento profissional”, conta Ana Luiza. Com o Programa de Bolsas, diz Ana Luiza, o Insper tem viabilizado o acesso de jovens talentos a uma educação de excelência independentemente de sua situação financeira. Com isso, segundo a advogada, a escola busca valorizar a meritocracia. Os alunos bolsistas têm real oportunidade de estudar no Insper e, por consequência, atuar nos grandes escritórios de advocacia. “Para se tornar um país melhor, o Brasil precisa investir em educação, e é nisso que o Insper aposta”, observa. Ana Luiza diz que resolveu se tornar mentora da Thaysa por enxergar nela um pouco de sua própria trajetória. “A Thaysa sou eu no passado. Ela vai enfrentar um mercado competitivo em que é preciso ter garra para alcançar destaque e realizar os sonhos. E o Insper pode fazer a diferença.” Recentemente, Ana Luiza comemorou mais uma conquista de sua mentorada: Thaysa teve seu projeto de iniciação científica aceito pela escola. “A Thaysa é muito empenhada. No período de férias escolares, ela dá aulas de reforço de português e história para jovens alunos do ensino médio que, como ela, sonham em pertencer ao Insper.”   “Pílulas de farinha” Ao acompanhar a evolução de sua mentorada, Ana Luiza recorda de si mesma no início da carreira marcada por barreiras. Nascida em uma família de farmacêuticos, Ana Luiza teria enveredado pelo mesmo caminho não fosse o baque sofrido pelo pai, uma das vítimas do escândalo das “pílulas de farinha”, ocorrido em 1998. Naquele ano, a empresa Schering do Brasil veio a público para informar sobre a gravidez de mulheres que haviam tomado o anticoncepcional Microvlar — ao testar uma nova máquina de embalagem sem o princípio ativo, o laboratório teve os comprimidos desviados, e as pílulas sem eficácia foram distribuídas para as farmácias, em vez de ser incineradas. Com a circulação dos anticoncepcionais falsos, mais de 20 bebês nasceram e alguns negócios morreram. Foi o caso da farmácia do pai de Ana Luiza, que vendia o contraceptivo, um dos mais acessíveis e populares da época. De uma hora para a outra, ele viu sua clientela minguar e, não bastasse o tombo no faturamento, ainda sofreu processos como se fosse o responsável pela produção do anticoncepcional. “Meu pai entrou em falência e, sem nenhum advogado na família, caiu em mãos erradas. Pagou caro e teve um serviço efetivamente ruim”, recorda-se Ana Luiza. Ao sofrer com a dura situação, a jovem de 17 anos, que na época ajudava o pai no balcão da farmácia, tomou uma decisão: estudaria Direito. Mapeou as faculdades de seu interesse e passou no vestibular de duas. Optou pela mais barata e próxima de casa — a Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo. Como morava em Santo André, Ana Luiza pegava diariamente o trólebus e conseguiu pagar os 270 reais de mensalidade da faculdade na época, subsidiados pela prefeitura de São Bernardo do Campo, com a ajuda dos pais. No Mackenzie, onde ela também havia entrado, a mensalidade era de 480 reais e o custo com deslocamento seria maior. “Naquela época, não havia tantas bolsas quanto hoje. Ou você passava no Largo São Francisco, ou pagava. Hoje, o Insper tem um programa de bolsas para alunos de todos os cursos de graduação, incluindo Direito.”   Pós-graduação E foi assim, com muita determinação, que Ana Luiza trilhou sua trajetória na área. Depois de terminar a faculdade, não demorou para tirar a carteirinha da OAB, iniciar a pós-graduação em Direito Previdenciário na Escola Paulista de Direito (EPD), o que a despertou para o Direito Tributário. Ao pesquisar instituições que a aproximassem do Direito Tributário, de forma a ter uma visão mais conceitual e prática, ela chegou ao Insper. O curso de pós-graduação LL.M Direito Tributário lhe deu vasto conhecimento sobre o assunto e também sobre micro e macroeconomia, matemática financeira e contabilidade. “Com o LL.M do Insper, conquistei o sonho de fazer o Mestrado em Direito Tributário na PUC-SP, por bolsa pelo CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), já que meu conteúdo na área se ampliou.” Seu plano agora é fazer o doutorado. “Tenho meta de ser professora do Insper”, diz Ana Luiza. Ainda como mestranda, ela passou a escrever artigos em importantes publicações. “Com o conhecimento que obtive no Insper, passei a produzir artigos como ‘A Incidência do Imposto sobre Serviços e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias sobre a Tributação de Computação em Nuvem e Streaming’, na  Revista dos Tribunais ”, conta Ana Luiza. Em sua trajetória, muitos desafios foram vencidos. Hoje, Ana Luiza preside a Comissão Especial de Direito Tributário da OAB de São Caetano do Sul, é avaliadora do MEC nas questões referentes ao Direito, dá aulas no MBA em Direito Tributário da Universidade Paulista (Unip) e coordena o Comitê Alumni de Empresas Familiares do Insper. Tem escritório próprio, que atua nas áreas cível, trabalhista e tributária. Ao olhar para sua trajetória e para o Insper, a advogada sente gratidão pela instituição responsável por abrir tantas portas em sua carreira. “Hoje, tudo que faço é uma vitória”, diz Ana Luiza."}]