[{"jcr:title":"Estudantes de Engenharia Mecatrônica criam robô que toca piano"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Estudantes de Engenharia Mecatrônica criam robô que toca piano","jcr:description":"O PianoBot, composto por um software e uma mão mecânica, é capaz de reproduzir desde rock até composições clássicas"},{"subtitle":"O PianoBot, composto por um software e uma mão mecânica, é capaz de reproduzir desde rock até composições clássicas","author":"Ernesto Yoshida","title":"Estudantes de Engenharia Mecatrônica criam robô que toca piano","content":"O PianoBot, composto por um software e uma mão mecânica, é capaz de reproduzir desde rock até composições clássicas   Tiago Cordeiro   O usuário cria a música em um aplicativo de computador por meio de um teclado virtual. Ele define as notas, a escala e o tempo da música. Essas informações são traduzidas em um protocolo simples e fácil para o robô, que então movimenta os dedos e os braços artificiais de acordo com a canção definida pelo usuário. É assim que funciona (veja aqui um [vídeo](https://www.youtube.com/watch?v=AU6dKH4lxr4) ) o PianoBot, composto por um software e uma mão mecânica que toca teclado. O robô foi desenvolvido por quatro alunos do sétimo semestre de [Engenharia Mecatrônica](https://www.insper.edu.br/graduacao/engenharia/engenharia-mecatronica/) do Insper: [Andressa Silva De Oliveira](https://www.linkedin.com/in/andressa-silva-oliveira) , [Gabriella Kowarick Zullo](https://www.linkedin.com/in/gabriella-zullo/) , [Guilherme Ricchetti Carvalho](https://www.linkedin.com/in/guilherme-ricchetti-carvalho-9b77781b5/) e [Lucas Gabriel Mocellin Teixeira](https://www.linkedin.com/in/lucas-mocellin-teixeira/) . O projeto foi criado durante as aulas da disciplina de Robótica Industrial, ministrada pelo professor [Lie Pablo Grala Pinto](https://www.linkedin.com/in/liepgp/?locale=pt_BR) . “A disciplina é dividida entre a carga horária teórica, que ocupa dois terços do tempo, e as atividades práticas”, explica o docente. “É uma disciplina que atende a requisitos legais exigidos pelo Ministério da Educação, mas também conta com um projeto de tema completamente aberto.” Os estudantes da turma são desafiados a apresentar um protótipo funcional, geralmente robôs industriais capazes de montar peças. Mas os quatro alunos seguiram um rumo diferente.   Gabriella, Guilherme, Andressa e Lucas (a partir do alto à esq., sentido horário) Divisão de tarefas Os quatro fizeram intercâmbio no primeiro semestre de 2023 — Andressa esteve na Austrália, Gabriella na Alemanha, Guilherme na França e Lucas na Itália. Ao retornarem às aulas, resolveram se unir em torno de um projeto inspirado, em parte, pela fascinação de Lucas por música. Foi em seu teclado, aliás, que o PianoBot foi testado. Também foi ele quem sugeriu a seleção de canções. A equipe dividiu tarefas. Guilherme e Lucas realizaram a programação em Phyton, e Lucas também contribuiu no início da parte eletrônica. O código, que envolve a programação da interface do usuário e do microcontrolador, chegou a mais de 250 linhas. O passo seguinte foi desenvolver uma interface amigável para o usuário. Andressa cuidou do desenvolvimento da parte eletrônica. A solução utilizada foram solenoides, formados por fios condutores distribuídos em forma de cilindros e capazes de criar um campo magnético. Outro componente central para o bom funcionamento do robô é o Arduino, uma plataforma que possibilita o desenvolvimento de projetos eletrônicos. Por fim, a função principal é utilizar um Arduino para controlar o fluxo de energia para as solenoides, que representam os “dedos” do robô “Toda segunda-feira, fazíamos uma reunião de brainstorming, em que avaliávamos o andamento e debatíamos resultados. Era importante que a parte mecânica avançasse à frente da eletrônica”, relata Andressa. O trabalho mecânico ficou a cargo de Gabriella. “Começamos o projeto com antecedência, mas encontramos diversos desafios ao longo do desenvolvimento e terminamos perto do prazo final”, lembra Gabriella. “Desenvolvi duas versões para a garra, uma mais simples e outra mais sofisticada. Foi a que acabamos usando. Imprimi e cortei a laser, nos laboratórios do Insper, as peças que formam a garra.  A montagem foi tranquila.”   Uma garra com 12 dedos O resultado, em termos não leigos, é apresentado por Lucas da seguinte forma: o usuário cria a música por meio de um teclado virtual programado em Python. Então, seus inputs são convertidos em uma string simples e compacta, que será tratada e enviada para um arduino, que controla o acionamento dos dedos, e um UR5, que controla o movimento do braço robótico. A mão robótica tem 12 dedos — sete para tocar as teclas brancas, cinco para as pretas. Em um primeiro momento, ele foi orientado a tocar apenas em uma das cinco escadas do teclado. Depois, seguiu para toda a extensão do instrumento. “Eles conduziram a pesquisa sozinhos, o mérito é todo deles”, relata o professor. “Os alunos foram criativos na escolha do tema e organizados na divisão de tarefas. Precisaram se aprofundar na parte teórica e resolver desafios técnicos. O resultado ficou muito satisfatório.” Agora, a mão robótica ficará no laboratório de automação industrial, apelidado pelos alunos de “pré-sal”, por se situar no subsolo. “Os colegas se divertiram nos vendo desenvolver o projeto e fizeram fila para tocar uma música usando o PianoBot”, conta Gabriella. “O projeto despertou curiosidade. E acabou sendo divertido de desenvolver”, conclui Andressa.  "}]