[{"jcr:title":"Dia da Alfabetização é oportunidade para refletir sobre o papel da educação"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Dia da Alfabetização é oportunidade para refletir sobre o papel da educação","jcr:description":"O professor Naercio Menezes Filho aponta alguns dos principais desafios para o setor, especialmente depois da pandemia"},{"subtitle":"O professor Naercio Menezes Filho aponta alguns dos principais desafios para o setor, especialmente depois da pandemia","author":"Ernesto Yoshida","title":"Dia da Alfabetização é oportunidade para refletir sobre o papel da educação","content":"O professor Naercio Menezes Filho aponta alguns dos principais desafios para o setor, especialmente depois da pandemia   Tiago Cordeiro   Em 1966, durante sua 14ª sessão geral, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) decidiu criar o Dia Mundial da Alfabetização. Naquele momento, 56% da população global era alfabetizada. Desde então, a partir de 1967, o dia 8 de setembro foi adotado como uma ocasião para celebrar os avanços e apontar os principais desafios para a área. De certa forma, o planeta avançou desde então. Na média global, a taxa de alfabetização vem aumentando de forma consistente. Em 2020, o dado mais recente apurado pelo [Banco Mundial](https://data.worldbank.org/indicator/SE.ADT.LITR.ZS) , alcançou 87%, ante 86% em 2019, mesmo com a crise provocada pela pandemia. Em 2010, eram 84%. Mas  o desafio permanece enorme, na medida em que a população do planeta cresce rapidamente, em especial nas regiões mais pobres. Além disso, de acordo com a estimativa da ONU, mais de 600 milhões de jovens não conseguem ler ou fazer contas simples de matemática e podem ser considerados analfabetos funcionais, ainda que frequentem escolas. É mais do que a soma das populações dos Estados Unidos e do Brasil. Para complicar o quadro, no Brasil, em específico, as taxas de analfabetismo na faixa de idade entre 7 e 10 anos aumentaram desde o início da crise da covid-19. Depois de se manter abaixo de 10% desde 2017, subiram para a casa dos 17%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE — o dado é consequência direta da queda na frequência escolar entre crianças de 5 a 6 anos. Uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), de 2014, era a erradicação do analfabetismo até 2024. Ela permanece distante de ser cumprida. Os dados são monitorados pelo professor Naercio Menezes Filho, coordenador da [Cátedra Ruth Cardoso](https://www.insper.edu.br/catedras/) , pesquisador do [Centro de Gestão e Políticas Públicas (CGPP)](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/) , diretor do [Centro de Pesquisa Aplicada à Primeira Infância (CPAPI)](https://www.cpapi.org.br/) do Insper e integrante do [Núcleo Ciência pela Infância (NCPI)](https://www.insper.edu.br/cpp/nucleo-ciencia-pela-infancia/) . Em reflexão apresentada no contexto do pós-pandemia, Menezes Filho lembrou que os países lidam com uma série de desafios no setor educacional, incluindo igualar oportunidades, recuperar-se dos efeitos da pandemia, melhorar o desenvolvimento infantil e melhorar as habilidades socioemocionais e o aprendizado no ensino médio, além de aumentar ingresso de estudantes no ensino superior. As prioridades, apontam o professor, “devem focar em recuperar o desenvolvimento infantil, a saúde mental, as habilidades socioemocionais e o aprendizado depois da pandemia. Na primeira infância, com programas de visitação, transferências de renda e oferta de creches de qualidade”, diz o professor. “O aprendizado pode ser enriquecido com acesso à internet, maior acesso a horas-aula e mudanças na gestão. No ensino médio, há uma série de mudanças em andamento. E, no superior, o acesso via financiamento e ensino a distância pode potencializar os canais de formação.” A inclusão de cidadãos capazes de aderir às oportunidades abertas pela digitalização pode contribuir para o avanço social e econômico. Afinal, o Dia Mundial da Alfabetização também foi criado para lembrar que saber ler e escrever define não apenas o acesso ao mercado de trabalho, como também a experiência da cidadania e do exercício da democracia.   Professor Naercio Menezes Filho   "}]