[{"jcr:title":"Ex-aluno mostra o potencial de ferramenta de pesquisas por WhatsApp"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Ex-aluno mostra o potencial de ferramenta de pesquisas por WhatsApp","jcr:description":"Em bate-papo promovido pelo Comitê Alumni de Gestão e Políticas Públicas, o empreendedor Tomaz Vicente Santos apresentou a proposta do chatbot Pesquizap"},{"subtitle":"Em bate-papo promovido pelo Comitê Alumni de Gestão e Políticas Públicas, o empreendedor Tomaz Vicente Santos apresentou a proposta do chatbot Pesquizap","author":"Ernesto Yoshida","title":"Ex-aluno mostra o potencial de ferramenta de pesquisas por WhatsApp","content":"Em bate-papo promovido pelo Comitê Alumni de Gestão e Políticas Públicas, o empreendedor Tomaz Vicente Santos apresentou a proposta do chatbot Pesquizap   Tiago Cordeiro   Um dos maiores desafios para implementar políticas públicas no Brasil está na escala. O território de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, que abriga 212 milhões de habitantes em mais de 5.500 municípios, apresenta uma série de dificuldades em termos de escala e capilaridade. Nessas condições, como medir a eficácia de programas em andamento, de forma ágil, eficaz e contínua? A carreira do paulistano [Tomaz Vicente Santos](https://www.insper.edu.br/noticias/ex-aluno-do-insper-cria-startup-de-design-participativo-para-governos/) o conduziu a lidar com esse desafio. Ele cursou a graduação em Economia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), trabalhou em consultoria de finanças para grandes instituições financeiras e, na sequência, começou a atuar na área de educação. Entre 2017 e 2018, morou em Rondônia, trabalhando para a organização da sociedade civil Vetor Brasil. Dali seguiu para o gabinete do Ministério da Educação, onde atuou no desenvolvimento de uma ferramenta para os gestores avaliarem os resultados de seus programas educacional. Então seguiu para o Ministério do Trabalho, depois para o Ministério da Economia, até fundar a [Catálise](https://www.catalise.social/) , uma startup focada no desenvolvimento de soluções de impacto por meio do design participativo. A empresa desenvolveu o [Pesquizap](https://www.catalise.social/pesquizap) , uma solução para realizar pesquisas sobre políticas públicas utilizando o WhatsApp. Nesse meio tempo, fortaleceu sua formação no [Programa Avançado em Gestão Pública](https://www.insper.edu.br/pos-graduacao/programas-avancados/programa-avancado-em-gestao-publica/) do Insper. Na segunda edição do CAGPP Convida, evento realizado no dia 21 de junho pelo Comitê Alumni de Gestão e Políticas Públicas, Tomaz Vicente Santos foi convidado a apresentar os resultados da experiência da Catálise. O bate-papo foi mediado por Taís R. Borges, líder do CAGPP, especialista em Gestão Pública e cofundadora da Travessia Políticas Públicas. O bate-papo contou também com a participação do pesquisador [Manuel Bonduki](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/manuel-r-bonduki/) , que trabalha no governo federal há 10 anos como especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, com experiência nas áreas de inovação na administração pública, desenvolvimento local e compras públicas.   Dificuldades culturais Com um chatbot de WhatsApp, o Pesquizap coleta informações dos usuários de forma escalável, utilizando pesquisas conversacionais, disparos de mensagens e dashboards de acompanhamento de resultados em tempo real. Segundo a Catálise, com essa ferramenta é possível realizar pesquisas de larga escala em menos de um mês. “Essa ferramenta tem potencial para melhorar a comunicação e a geração de dados das políticas públicas”, comentou Bonduki. “A dificuldade não é tecnológica, é cultural. O setor é desafiado a superar as barreiras burocráticas, de orçamento, para buscar a melhor interpretação de dados para apoiar a tomada de decisões.” Santos concordou, lembrando que existe uma desconfiança tripla. “O governo considera a ferramenta em WhatsApp frágil. Já o WhatsApp não gosta de trabalhar com o setor público. E as pessoas são avessas a clicar em links para responder à pesquisa”, disse. Mas, considerando que 99% da população brasileira com smartphone tem o aplicativo instalado, investir na mudança cultural compensa. “Há uma diferença entre os públicos”, explicou. “O gestor sabe que precisa responder. Nas comunidades, o incentivo, com premiações, é muito eficiente.” A experiência da Catálise prova que as dificuldades podem ser, de fato, superadas: a empresa já realizou mais de 350 entrevistas em profundidade, recolheu mais de 26 mil opiniões e reuniu mais de 1.100 participantes de oficinas. Entre os clientes que já utilizaram o serviço estão a Fundação Lemann, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), as prefeituras de Fortaleza e do Rio de Janeiro e o governo do estado de São Paulo. O Pesquizap foi selecionado pela iniciativa BNDES Garagem, que escolheu 20 projetos para financiar, entre mais de 800 iniciativas de impacto que se candidataram. O programa, que é 100% gratuito, tem o objetivo de fomentar o empreendedorismo no Brasil por meio negócios de impacto com potencial de contribuir para a resolução de desafios sociais ou ambientais."}]