[{"jcr:title":"Educação de qualidade contribui para a diminuição nas taxas de homicídios"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Educação de qualidade contribui para a diminuição nas taxas de homicídios","jcr:description":"Feito com apoio do Instituto Natura, trabalho de professor do Insper criou um índice de qualidade no ensino básico nos municípios, o IDEB-ENEM, e o correlacionou com diferentes indicadores de saúde, segurança, empregabilidade e acesso ao Ensino Superior"},{"subtitle":"Feito com apoio do Instituto Natura, trabalho de professor do Insper criou um índice de qualidade no ensino básico nos municípios, o IDEB-ENEM, e o correlacionou com diferentes indicadores de saúde, segurança, empregabilidade e acesso ao Ensino Superior","author":"Damaris Magnani Rota","title":"Educação de qualidade contribui para a diminuição nas taxas de homicídios","content":"Com apoio do Instituto Natura, trabalho de professor do Insper criou índice de qualidade no ensino básico nos municípios, o IDEB-ENEM, e o correlacionou com indicadores de saúde, segurança, empregabilidade e acesso ao Ensino Superior   O estudo “ [Um Novo Índice de Qualidade da Educação Básica e seus Efeitos sobre os Homicídios, Educação e Emprego dos Jovens Brasileiros](/content/dam/insper-portal/legacy-media/2022/03/policy-paper-natura-final-1.pdf) ” apresenta um indicador que mede quanto cada munícipio contribui para a progressão e o aprendizado dos jovens no seu sistema escolar, inspirado pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica ( [IDEB](https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwjlr8HArtD2AhURg5UCHaTkAQYQFnoECAYQAQ&url=http%3A%2F%2Fideb.inep.gov.br%2F&usg=AOvVaw0aiQ2MVkcRxLa_9iaPTrR7) ). Liderado por [Naercio Menezes Filho](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/docentes-pesquisadores/naercio-menezes-filho/) , professor da [Cátedra Ruth Cardoso](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/catedra-ruth-cardoso/) do Insper, e da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo ( [FEA-USP](https://www.fea.usp.br) ), e por Luciano Salomão, aluno de mestrado da FEARP-USP, o estudo teve como objetivo correlacionar o novo índice com diferentes indicadores de saúde, segurança, empregabilidade e acesso ao Ensino Superior. Para tanto, usa como base a proporção entre estudantes de 6 e 7 anos matriculados no início da Educação Básica, que aos 17/18 anos prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio ( [ENEM](https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enem) ), e suas notas alcançadas no exame. Com isso, demostra que uma boa gestão de ensino permite que a maior parte dos alunos de uma geração continue na escola até o Ensino Médio, sem atraso, e que se sintam motivados para realizar o Enem, impactando, assim, outras áreas. O documento analisou como variações na qualidade do ensino básico, medidas pelo novo índice entre 2009 e 2014, estão relacionadas com diferentes indicadores de saúde, violência e mercado de trabalho de jovens de 22 e 23 anos entre 2014 e 2019. Como resultado geral, o estudo mostrou que um aumento de um ponto no indicador IDEB-ENEM nos municípios está associado a uma queda de 25% nas taxas de homicídios e óbitos por causas externas; um aumento de 200% nas taxas de empregos entre os jovens; e ampliação de 15% no número de matrículas no Ensino Superior. Óbitos e violência Ao relacionar indicadores de óbitos e violência com os avanços obtidos nos municípios entre 2009 e 2014, observou-se que os munícipios bem-sucedidos em aumentar a quantidade de alunos que concluem a Educação Básica e também a qualidade de sua educação – medida pelo novo indicador, aumentaram as perspectivas e oportunidades dos jovens de 23 e 24 anos de idade, reduzindo o número médio de homicídios nessa faixa etária. Ensino Superior Em relação à correlação do indicador com as taxas de ingresso ao Ensino Superior, foi possível notar coeficientes positivos e estatisticamente significantes para a variação defasada do índice IDEB-ENEM no total de matrículas no ensino superior, especialmente nas matrículas em instituições privadas. Já para as matrículas em instituições públicas, percebeu-se coeficientes positivos, mas não estatisticamente significantes para a variação do índice. Os efeitos mostram que um aumento de 1 ponto no IDEB-ENEM está associado a um aumento de 19 matrículas em média. Emprego Já os resultados da regressão relacionando a variação do IDEB-ENEM com a variação no número de empregos gerados mostram que um aumento de 1 ponto no IDEB-ENEM provoca um aumento de 20 empregos gerados liquidamente (admissões menos desligamentos) em média. Para Naercio Menezes Filho, a pesquisa propõe uma reflexão sobre como um bom sistema de ensino impacta em outras áreas, expandindo seus efeitos para além da educação. “É interessante observarmos como a variação positiva na qualidade de ensino do Ensino Básico em um município possui efeitos positivos, cinco anos depois, em diversos aspectos da vida do jovem, como o seu ingresso no ensino superior e empregabilidade”, explica. “O IDEB-ENEM nos possibilitou medir quanto cada município evoluiu em termos de progressão e aprendizado dos jovens no seu sistema escolar, desde o primeiro ano do ensino fundamental até o fim do ensino médio. Isso nos faz refletir sobre a importância de correlações como essa para se analisar políticas públicas de gestão educacional e efeitos nas externalidades de cada região”, complementa Luciano Salomão. “É de extrema importância o estabelecimento de parcerias com instituições e para que possamos ter dados para cada vez mais termos políticas públicas baseadas em evidências. Novos indicadores e dados como esses nos permitem oferecer subsídios para os gestores públicos investirem recursos em ações que realmente têm impacto na vida do cidadão”, afirma David Saad, diretor-presidente do Instituto Natura. Para o estudo, os pesquisadores utilizaram dados públicos externos como DATASUS, Censo Demográfico do IBGE, Censo Escolar e do Ensino Superior do INEP, além de Microdados RAIS e CAGED do Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET), do Ministério do Trabalho.  "}]