[{"jcr:title":"Economistas apontam caminhos para políticas eficazes de superação da pobreza"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Economistas apontam caminhos para políticas eficazes de superação da pobreza","jcr:description":"Ricardo Paes de Barros e Laura Muller Machado, pesquisadores do Insper, lançam livro em versão digital que propõe a figura do agente de desenvolvimento familiar"},{"subtitle":"Ricardo Paes de Barros e Laura Muller Machado, pesquisadores do Insper, lançam livro em versão digital que propõe a figura do agente de desenvolvimento familiar","author":"Ernesto Yoshida","title":"Economistas apontam caminhos para políticas eficazes de superação da pobreza","content":"Ricardo Paes de Barros e Laura Muller Machado, pesquisadores do Insper, lançam livro em versão digital que propõe a figura do agente de desenvolvimento familiar   Leandro Steiw   Os economistas Ricardo Paes de Barros e Laura Muller Machado, professores e pesquisadores do Insper, lançaram o livro [ Diretrizes para o Desenho de uma Política para a Superação da Pobreza ](/content/dam/insper-portal/legacy-media/2022/12/superacao-da-pobreza.pdf) . Disponível em versão digital gratuita, o trabalho consolida versões do estudo que foram apresentadas ao longo dos últimos dois anos, aprimoradas pela contribuição de personalidades dedicadas às políticas públicas no Brasil. Os autores propõem a figura do agente de desenvolvimento familiar, profissional que identificaria as famílias e daria apoio a elas em busca da autonomia. “Para a superação da pobreza, não basta que o agente assegure acesso a serviços e oportunidades de qualidade e adequados às necessidades da família”, escrevem. “É indispensável que ele seja bem-sucedido em promover o pleno engajamento dos membros da família com os serviços e oportunidades a que passam a ter acesso graças a sua adesão ao programa. Assim, ela só irá engajar-se caso perceba a eficácia desses serviços e oportunidades em melhorar suas condições de vida.” Segundo Paes de Barros e Machado, a atuação do agente de desenvolvimento familiar torna-se viável, em parte, devido à capilaridade do Sistema Único de Assistência Social (Suas), responsável pela gestão dos programas da área. Em 2020, 99% dos municípios brasileiros tinham pelo menos um Centro de Referência da Assistência Social (Cras). Esse acompanhamento poderia ser reforçado por 540.000 agentes comunitários de saúde e agentes sociais que já trabalham com comunidades pobres e vulneráveis no Brasil. O livro defende o desenho de uma política de combate à pobreza que combina inclusão produtiva com transferências de renda. Para os autores, “focalização, atendimento personalizado-integrado, crença nos mais pobres e na estratégia, bem como resolutividade dos programas e ações disponibilizados são elementos constitutivos com os quais qualquer programa eficaz na superação da pobreza precisa contar”."}]