[{"jcr:title":"Revisão do Plano Diretor de SP é tema de novo grupo de estudos  "},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Revisão do Plano Diretor de SP é tema de novo grupo de estudos   ","jcr:description":"Professores do Insper criaram o Observatório do Plano Diretor Municipal com o objetivo de discutir e analisar os rumos da política urbanística em São Paulo   "},{"subtitle":"Professores do Insper criaram o Observatório do Plano Diretor Municipal com o objetivo de discutir e analisar os rumos da política urbanística em São Paulo   ","author":"Insper","title":"Revisão do Plano Diretor de SP é tema de novo grupo de estudos   ","content":"Professores do  Insper  criaram o Observatório do Plano Diretor Municipal com o objetivo de discutir e analisar os rumos da política urbanística em São Paulo      Neste ano de 2021, está prevista a revisão do  Plano Diretor Estratégico   do município de São Paulo,  instrumento  que orienta o crescimento e as diretrizes urbanísticas para a cidade até 2030. Atentos a esse processo, Bianca  Tavolari  e Marcelo Marchesini, professores do  Insper , criaram o  Observatório da Revisão do Plano Diretor de São Paulo  para acompanhar e analisar as políticas urbanas propostas.     O último plano diretor foi elaborado e aprovado em 2014 e determinou sua revisão em 2021. Atualmente, o processo está sendo alvo de diversos questionamentos  devido à dificuldade  de  fazer a revisão  em plena pandemia, quando reuniões presenciais estão sob restrição e parte dos cidadão s tem pouco ou nenhum acesso à internet.     Para Bianca  Tavolari , coordenadora do  [ Núcleo de Questões Urbanas ](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/centro-de-regulacao-e-democracia/nucleo-de-questoes-urbanas/)  do  [ Centro de Regulação e Democracia ](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/centro-de-regulacao-e-democracia)  do  Insper , o fato de termos uma condição sem precedentes faz com que acompanhar a revisão do Plano Diretor seja especialmente relevante. Por isso, foi decidido juntar esforços de uma maneira interdisciplinar, com olhares  vindo s   do campo das  p olíticas  p úblicas  e  também  do  d ireito  para acompanhar esse processo.     De acordo com  Marcelo Marchesini, coordenador do   [ Programa Avançado em Gestão Pública ](https://www.insper.edu.br/pos-graduacao/programas-avancados/programa-avancado-em-gestao-publica/)  e do  [Master em Gestão Pública](https://www.insper.edu.br/pos-graduacao/mba/master-em-gestao-publica/) ,  a ideia  do Observatório surgiu como uma oportunidade de reforçar o papel do  Insper  como escola integrada. “Imaginamos que diferentes cursos poderiam trazer uma contribuição para o acompanhamento desse processo ”, diz ele. “ Por  isso, pensamos em promover esse ambiente de troca e de integração dos  saberes . “     O grupo vai participar do debate público  oferec endo  dados e análises aprofundadas sobre os impactos do novo Plano Diretor. A intenção é gerar textos para veículos de imprensa  e  artigos  acadêmicos para submissão a periódicos nacionais e internacionais ,   e também   incentiva r  a participação dos alunos em congressos acadêmicos sobre o tema.    Funcionamento do Observatório     Foram  oferecidas quatro  bolsas de estudo para pesquisadores interessados em integrar o  O b servatório. Ao todo, o grupo  tem  uma bolsa para aluno da Graduação, duas para alunos do Programa Avançado em Gestão Pública e uma para aluno do Mestrado Profissional em Políticas Públicas. Para concorrer, foi necessário enviar um  texto  curto  sobre os motivos  de  pesquisar o Plano Diretor e um currículo. Foram avaliados fatores como experiências anteriores, vinculação com a área e diversidade.      Ao todo, mais de 20 pesquisadores foram candidatos às bolsas de estudo. ”Uma boa surpresa foi que quase todos os inscritos, mesmo aqueles não selecionados, continuaram acompanhando as reuniões. Toda a participação é bem-vinda”, diz  Marc hesini .    Para Vinícius Barqueiro,  especialista   que atua na frente de relacionamento do  [ Centro de Gestão e Políticas Públicas ](https://www.insper.edu.br/pesquisa-e-conhecimento/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/) ,   a inauguração do novo observatório é mais um exemplo das oportunidades de aprendizagem e de contribuição à sociedade que o  Insper  promove dentro e fora das aul as. “É satisfatório ver a mobilização dos alunos do PAGP, do MPP e de outros cursos trabalhando juntos nesta nova frente ”, afirma Barqueiro. “ Isso  mostra o interesse e o engajamento do nosso corpo discente na análise de questões importantes da gestão  pública . “   Leia a entrevista com Bianca  Tavolari  sobre os objetivos e expectativas do observatório:      – No que consiste o Plano Diretor municipal e seu processo de revisão?     Bianca:   O Plano Diretor é um instrumento básico da política urbana criado na nossa Constituição de 1988, a primeira a se dedicar às questões urbanas. É ele que vai ordenar todos os aspectos da cidade, o que faz com que seja visto como uma Constituição da própria cidade, projetando-a para o futuro. Justamente por ser tão importante, do qual depende todo o planejamento da política urbana,  ele  tem de   passar por uma revisão após alguns anos  —  no caso de São Paulo, foram sete anos.     Os planos diretores são promulgados como leis. Portanto, são um ambiente de  alta voltagem política, já que existem vários interesses em jogo. Associação de bairro, movimento de moradia, movimentos da bicicleta, o mercado imobiliário, todos, de alguma maneira, se reúnem nessa arena para tentar dizer qual é o futuro que querem para a cidade.     –  Quais são os principais desafios que podem afetar  a  revisão do Plano Diretor?      Bianca:  Já estamos vendo esses desafios.  O  processo de revisão está acontecendo em um momento especial, no meio de uma pandemia, o que gera a questão da viabilidade de realizar  a  discussão agora. Essa é uma discussão importante  p a ra  toda a política urbana e, no Estatuto da Cidade, ela envolve a ideia de gestão participativa . O Plano Diretor de 2014, por exemplo, teve mais de  100  audiências regionais, temáticas, devolutivas e uma série de estudos feitos presencialmente.     Um segundo ponto colocado em questão é sobre como que podemos fazer um diagnóstico para os próximos anos da cidade em meio a uma pandemia. Não sabemos se é possível avaliar de forma qualitativa cada instrumento, comparando se ele deu certo em um cenário  pré -pandemia ou em um cenário tão transformador como o atual.      – O que é esperado como resultado dessa pesquisa?     Bianca:   O  observatório tem duas funções. Uma função formativa, pela qual a gente quer, de alguma maneira, congregar todas as pessoas que estão interessadas neste tema. Buscamos  a  dimensão formativa abrindo o grupo para alunos e alunas dos mais diferentes estágios como pesquisadores, desde o primeiro semestre da graduação em  d ireito  até alunos do  m estrado .   Para além disso, também foram concedidas bolsas para alguns estudantes desenvolverem pesquisas  e também  serem lideranças de projetos dentro do  O b servatório. Esperamos, dessa forma, contribuir com o debate público e com a discussão sobre o plano urbanístico de São Paulo. Temos uma pretensão dupla de gerar conhecimento e formar pessoas para acompanhar esse processo de maneira sistemática.    Docentes e discentes interessados em participar podem entrar em contato pelo e-mail  [PoliticasPublicas@insper.edu.br](mailto:PoliticasPublicas@insper.edu.br)  para receber mais informações sobre as reuniões."}]