[{"jcr:title":"Webinar discute os caminhos da indústria brasileira"},{"targetId":"id-share-1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Webinar discute os caminhos da indústria brasileira ","jcr:description":"Encontro promovido pelo Insper reuniu representantes de diferentes setores industriais para analisar quais as perspectivas para as empresas produtoras nacionais "},{"subtitle":"Encontro promovido pelo Insper reuniu representantes de diferentes setores industriais para analisar quais as perspectivas para as empresas produtoras nacionais ","author":"Insper","title":"Webinar discute os caminhos da indústria brasileira ","content":"Encontro promovido pelo Insper reuniu representantes de diferentes setores industriais para analisar quais as perspectivas para as empresas produtoras nacionais  A indústria é parte importante do desenvolvimento de uma sociedade, gerando empregos de qualidade e estimulando a inovação, a pesquisa e a educação. Nos últimos anos, o Brasil vem perdendo sua força industrial continuamente e há hoje uma grande preocupação com o futuro. Por isso, no dia 6 de abril, importantes nomes da indústria nacional se reuniram com economistas e pesquisadores do Insper para discutir os rumos do setor no webinar  Existe futuro para a Indústria? . O evento teve como convidados João Paulo Gualberto da Silva, Diretor Superintendente de Energia da WEG S.A., Eduardo Ribeiro, Diretor Presidente da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), e Paulo Hartung, Presidente Executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). Na mediação do encontro, os responsáveis foram João Fernando Gomes de Oliveira, Professor de Manufatura da USP de São Carlos, Empresário e Conselheiro do Insper, e José Roberto Mendonça de Barros, Economista e Sócio da MB Associados. Também foram convidados para um debate, ao final do webinar, Pedro Wongtschowski, Presidente do Conselho do Grupo Ultra, Pedro Passos, Copresidente do Conselho de Administração e cofundador da Natura, Marcelo Medeiros, Presidente do conselho da Alpargatas e da Comissão Externa de Avaliação do Insper (CEA), Horácio Lafer, Presidente do Conselho da Klabin, e Claudio Haddad, fundador e presidente do Conselho Deliberativo do Insper. Marcos Lisboa, presidente do Insper, abriu o webinar apresentando um panorama do contexto atual da indústria brasileira e celebrando os casos de sucesso presentes no evento. “No Brasil, com todas as dificuldades que temos, há histórias incríveis de sucesso empresarial, com base em inovação e internacionalização. Para nós, é um prazer poder ouvir algumas dessas histórias.” Em seguida, o mediador José Roberto Mendonça de Barros explicou o surgimento da ideia do webinar, a partir de conversas a respeito da estagnação da indústria brasileira. “Nos perguntamos se seria possível voltar a crescer com sustentabilidade sem a participação da indústria. E a resposta foi não, pois a indústria ainda tem em si uma parte substancial das inovações que são responsáveis por aumento de produtividade e mudanças no sistema.” Inovação e Internacionalização  Na primeira fala do encontro, foi abordado o histórico da WEG, indústria multinacional brasileira que atua na América do Norte, Ásia e Europa e possui diversos braços de atuação na produção de motores, automação, tinta e na produção, transmissão e distribuição de energia. João Paulo Gualberto da Silva, Diretor Superintendente de Energia da Weg, falou sobre as iniciativas da empresa para garantir excelência no mercado industrial, usando como tema dois principais fatores, a inovação e internacionalização da companhia. “Com anos de história e de sucesso, a WEG implantou sistemas de gestão participativa que foram um dos grandes pilares para o sucesso da empresa. Todas as decisões são tomadas por comitês e são despersonalizadas, com isso, o nível de governança na empresa é alto”. De acordo com João Paulo, a empresa instituiu programas para incentivar novas ideias com um modelo que investe em pesquisa e desenvolvimento para perpetuar processos inovadores e gerar exclusividade. “Alguns dos pontos mais importantes da indústria 4.0 são a análise de dados e a decisão autônoma, ou inteligência artificial. Com essa meta, nós criamos uma pirâmide de evolução que investe em startups para incentivar a inovação. Além disso, do ponto de vista da internacionalização, investimos na criação de Centros de Pesquisa e Desenvolvimento e 109 laboratórios ao redor do mundo, além de parcerias com universidades brasileiras e de outros países”. Tecnologia de processo e aplicação  O segundo convidado foi Eduardo Ribeiro, Diretor Presidente da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). Com sede em Minas Gerais, a empresa é líder mundial no refino e comercialização de nióbio. “Para transformar um produto natural sem grande valor econômico em nióbio foi necessário desenvolver tecnologia em diferentes campos com um forte componente de inovação.” De acordo com Eduardo, a vantagem econômica da CBMM não está ligada apenas à reserva natural do produto, já que existem outros 85 depósitos conhecidos e espalhados pelo mundo, mas sim à tecnologia de processo e à tecnologia de aplicação desenvolvida junto aos clientes, reduzindo o custo e aumentando a produtividade. “Foram desenvolvidos processos industriais para concentrar e refinar o minério, desenhando uma planta que tivesse custos competitivos e fosse produtiva, garantindo os melhores preços entre os produtores de nióbio”. Além disso, parcerias com universidades e institutos de pesquisa foram criadas ao longo dos anos, triangulando as necessidades de clientes com o desenvolvimento de novas aplicações para o produto. “Em conjunto com nossos clientes, foram desenvolvidas aplicações para o nióbio, agregando valor para as cadeias produtivas de mobilidade, energia, aplicações estruturais e aplicações espaciais. Sempre fomos capazes de demonstrar junto aos nosso clientes qual o valor que esse produto tem para a cadeia produtiva”, explicou o presidente da empresa. Inovação, escala e regulamentação  Na terceira contribuição do evento, Paulo Hartung, Presidente Executivo da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e Governador do Espírito Santo por dois mandatos, falou sobre o setor de árvores cultivadas para fins industriais, ramo que teve um grande crescimento nos últimos 50 anos. Para ele, a sustentação do setor se deu a partir de três pilares: inovação, escala e auto-regulamentação. “Um primeiro elemento importante se deu com a inovação, a partir da introdução do eucalipto e de pesquisas muito bem sucedidas que foram um diferencial na nossa produção de celulose. Após isso, foi necessário buscar escala para nossos produtos, com a exportação para os mais diversos mercados, e também a regulação da produção a partir de certificações reconhecidas”. Paulo Hartung também falou sobre as perspectivas de futuro encaradas pela indústria de árvores com o desenvolvimento de novas tecnologias e processos. “Olhando para o futuro, o setor vai precisar se posicionar com pesquisa aplicada, novos usos e novas aplicações de sua produção. Podemos dizer que a produção do papel, que mobilizou a inovação do setor no passado, hoje em dia está passando por uma transição para novos formatos, o que traz consigo o desafio de inovar novamente.” Debate e convidados  Na parte final do webinar, foi aberto um debate sobre os temas referentes ao movimento industrial, no qual foram discutidos temas como projetos de longo prazo com visão estratégica, novos modelos com maior produtividade a partir de iniciativas de sustentabilidade, economia circular e integração agrícola, industrial e de serviços. Assista à gravação completa do webinar:"}]