[{"jcr:title":"Workshop no Insper apresenta ferramentas de IA do Blackboard para docentes","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia/inteligência-artificial","cq:tags_2":"docentes:"},{"richText":"Evento da Comunidade de Aprendizagem explora recursos integrados de inteligência artificial para apoio ao ensino","authorDate":"02/12/2025 19h03","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:tecnologia/inteligência-artificial","title":"Workshop no Insper apresenta ferramentas de IA do Blackboard para docentes","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"No final de outubro, a  [Comunidade de Aprendizagem](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/tecnologia/comunidade-de-aprendizagem-em-ia-estimula-o-uso-criterioso-da-tecnologia-no-ensino)  de IA do Insper promoveu um workshop voltado à demonstração prática das novas funcionalidades de inteligência artificial integradas ao Blackboard Ultra, ambiente virtual de aprendizagem da instituição. Conduzido por Roberta Galon, gerente de experiência da Anthology — empresa responsável pela plataforma —, o encontro apresentou recursos de geração automatizada de conteúdos, testes, atividades avaliativas e critérios de correção, tudo integrado ao ambiente já utilizado pelos docentes. Antes de iniciar a parte prática, Roberta destacou a importância do uso responsável e ético da IA em contextos educacionais. “A ideia é que a IA seja um assistente que facilite o dia a dia do professor, e jamais um substituto”, afirmou. Ela também reforçou que os conteúdos gerados automaticamente vêm acompanhados de um aviso sobre a necessidade de validação por especialistas: “É preferível que o uso da IA siga diretrizes claras, pois, a partir do momento em que se estabelecem regras, todos passam a utilizar a ferramenta de forma alinhada e consistente com o que foi definido.” Entre os participantes do workshop estava o professor Cassiano Machado Silva, que leciona Comportamento Organizacional no  [MBA Executivo](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/mba/mba-executivo)  e no  [MBA Executivo em Finanças](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/mba/mba-executivo-em-financas)  do Insper. Ele considera o recurso integrado ao Blackboard um avanço significativo. “Sem dúvida, é uma ferramenta que pode aumentar muito a nossa produtividade. O fato de estar integrada ao Blackboard facilita bastante, pois não precisamos recorrer a outras ferramentas para essas finalidades”, afirma. “Conseguimos gerar módulos, exercícios e até critérios de avaliação de forma rápida. Claro, com a devida revisão, mas isso economiza tempo e nos permite focar em outros aspectos do curso.” Já a professora Luciane de Campo Moda, que começou recentemente a lecionar a disciplina Team Performance no  [Master in Business Management](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/mbm)  (MBM), destacou que, mesmo nova na casa, sentiu-se motivada a participar do workshop justamente para se atualizar e acompanhar os avanços tecnológicos. “O Blackboard tem uma série de funcionalidades que precisam ser conhecidas e exploradas. E nós, professores, precisamos acompanhar esse movimento para não ficarmos atrás dos alunos, que dominam essas ferramentas com muita rapidez”, comenta. Tanto Cassiano quanto Luciane destacaram os impactos positivos da IA na personalização do ensino e na experiência do aluno. Cassiano observa que o uso responsável da IA já faz parte do planejamento pedagógico do Insper. “A instituição não adotou uma postura de proibir o uso da IA, mas sim de orientar. Incentiva um uso produtivo, que favoreça o processo de aprendizagem, e não que substitua o esforço do aluno”, explica. Ele conta que já inclui diretrizes claras sobre o uso de IA nos planos de ensino e solicita que os alunos informem como utilizaram essas ferramentas. Luciane, por sua vez, se impressionou especialmente com os recursos de mentoria baseados em IA, como o método socrático disponível no Blackboard. “É fascinante ver que o próprio sistema pode conduzir o aluno por uma sequência de perguntas que estimulem o raciocínio. Ao mesmo tempo, isso desperta questões importantes, como o limite desse processo: em que momento o aluno deixa de ser guiado e passa a refletir por si mesmo?”, analisa. Para ela, o equilíbrio entre deslumbramento tecnológico e espírito crítico é essencial. “É preciso cuidado para que não nos tornemos dependentes da IA a ponto de deixar de exercitar o pensamento por conta própria.” Ambos os docentes também ressaltaram o papel da Comunidade de Aprendizagem de IA do Insper como espaço de desenvolvimento e colaboração. “Todos os eventos da comunidade vêm agregando muito. Este workshop foi mais um passo importante porque nos apresentou recursos que já estão integrados à nossa plataforma de ensino”, aponta Cassiano. Luciane concorda e elogia o esforço colaborativo em relação ao tema: “A preocupação em definir diretrizes e debater coletivamente o uso da IA posiciona o Insper de forma estratégica nesse tema. É como uma musculação: precisamos treinar para ganhar força e maturidade digital”. O fortalecimento dessa comunidade docente tem se mostrado um diferencial na adoção segura e efetiva da IA na prática pedagógica. Os encontros, trocas de experiências e grupos de estudo permitem que professores em diferentes níveis de familiaridade tecnológica avancem juntos. “Eu não sou uma usuária avançada de IA, mas estar nesse ambiente me estimula a aprender, praticar e a não ficar para trás”, reflete Luciane. Já Cassiano, que participa da comunidade desde sua criação, reforça: “É um espaço que tem aproximado professores de diferentes áreas e promovido uma cultura de aprendizado constante.” O workshop também mostrou como é possível criar atividades interativas — como simulações e questionamentos reflexivos —, além de automatizar o envio de mensagens personalizadas com base no desempenho dos alunos. Para Cassiano, essas inovações representam uma evolução contínua na forma de ensinar, mas não diminuem a centralidade do docente. Ele ressalta que o professor permanece essencial como mediador crítico, responsável por revisar, adaptar e contextualizar os conteúdos gerados pela IA. “É mais um recurso que podemos utilizar para tornar o ensino mais eficaz, relevante e envolvente”, afirma. Já Luciane enxerga na IA uma aliada para experiências educacionais mais conectadas com os interesses dos alunos: “Imagino até possibilidades como adaptar conteúdos com base no perfil da turma. Há muito o que explorar, e isso torna o uso da IA bastante promissor no contexto da educação.”"}]