[{"jcr:title":"Quatro alunas bolsistas do Insper embarcam para a Suíça em programa internacional sobre tecnologia e sociedade","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:direito","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/programa-de-bolsas","cq:tags_3":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/internacional","cq:tags_4":"area-de-conhecimento:economia","cq:tags_5":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação"},{"richText":"As estudantes foram selecionadas para participar do Digital Policy and Leadership Program (DPLP), iniciativa do Insper com a Universidade de St. Gallen voltada à formação de lideranças globais em políticas digitais","authorDate":"19/02/2026 14h15","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/internacional","title":"Quatro alunas bolsistas do Insper embarcam para a Suíça em programa internacional sobre tecnologia e sociedade","variant":"image"},{"jcr:title":"laranja - turquesa - vermelho"},{"themeName":"laranja - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"jcr:title":"Os estudantes do Insper e da Universidade de St. Gallen com os convidados do evento sobre inteligência artificial, datacenters e sustentabilidade que promoveram no Insper","fileName":"Evento alunas St Gallen.jpeg","alt":"Os estudantes do Insper e da Universidade de St. Gallen com os convidados do evento que promoveram no Insper"},{"text":"Quatro alunas do Insper embarcam em fevereiro para a Suíça, onde cursarão um semestre na Universidade de St. Gallen como parte do [Digital Policy and Leadership Program (DPLP)](https://20762974.fs1.hubspotusercontent-na1.net/hubfs/20762974/Pesquisa/DPLP/Edital%20DPLP%202026-2027_v2.pdf) . O programa, criado em parceria entre as duas instituições, busca formar lideranças internacionais nas áreas de regulação, tecnologia e políticas públicas. A iniciativa, que conta com o apoio da Fundação Lemann, tem duas etapas: no segundo semestre de 2025, estudantes da St. Gallen participaram de atividades no Insper; agora, é a vez de as estudantes brasileiras vivenciarem a experiência acadêmica no exterior. Um dado marcante é que as quatro estudantes selecionadas no processo — aberto para alunos de graduação de toda a escola — são bolsistas. Vindas de diferentes regiões do país, elas têm trajetórias diversas, mas compartilham o interesse por temas sociais e o desejo de aplicar a tecnologia para transformar a sociedade. Quatro trajetórias com propósito A paulistana  Ellen Coutinho , que está no 9º. semestre de Engenharia de Computação, participou no ano passado de um evento de inovação na Califórnia. “Foi uma semana, minha primeira vez fora do país”, conta. Agora, ela vai ficar cerca de seis meses na Suíça. “Vai ser um desafio estar tanto tempo longe da minha família, mas também uma oportunidade de ganhar mais autonomia.” Ellen diz ter interesse por temas como governança da internet, políticas públicas ligadas à tecnologia e cibersegurança. “Fiz um estágio de férias nessa área, no Morgan Stanley, e gostei muito. Pretendo seguir nessa linha, explorando a intersecção entre sociedade, política e tecnologia.” Seu plano é trabalhar com esse tema após se formar. “Em algumas áreas da engenharia, a atuação é mais técnica. Mas nesse campo há espaço para pensamento crítico e impacto social.” Beatriz Rodrigues de Freitas , também no 9º. semestre de Engenharia da Computação, participa desde o Ensino Médio de iniciativas educacionais, inclusive com projetos sociais voltados para escolas públicas. Na graduação, um desses projetos foi a criação de um aplicativo para ajudar estudantes a se prepararem para o Enem. Foi essa ligação entre tecnologia e impacto social que a levou a se candidatar ao programa. “Digital policy era uma área que eu não conhecia muito, mas, quando comecei a pesquisar, percebi que ela tem muito a ver com educação, uma causa que sempre me motivou”, explica. Natural de Juazeiro do Norte (CE), Beatriz estuda com bolsas desde o Ensino Fundamental e acredita que sua trajetória a fez valorizar ainda mais projetos com impacto social. “Sempre estive entre realidades muito diferentes. Meus pais priorizaram a educação acima de tudo, e sei que nem todos têm esse apoio. Quero que outras pessoas tenham as oportunidades que eu tive”, afirma Beatriz, que no ano passado participou do Summer Research Program na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (UIUC) e vê no intercâmbio com a Suíça a chance de aprofundar essa conexão entre pesquisa, tecnologia e impacto. No futuro, ela pretende trabalhar com desenvolvimento de tecnologias voltadas a causas sociais, unindo sua paixão por computação e educação. Aluna do 5º. semestre de Economia,  Isabela Borges Monti , nascida em São José dos Campos (SP), enxerga no programa um passo importante rumo à sua meta de seguir carreira acadêmica. Ela já trabalhou no Centro de Macroeconomia e Finanças do Insper e também no Center of Economics and Human Development da Universidade de Chicago, onde esteve no ano passado participando do Summer Institute in Social Research Methods (SISRM), programa em parceria com o Insper. Foi ali, durante sua primeira experiência internacional, que Isabela teve contato com estudantes de mestrado e doutorado e conheceu diferentes trajetórias possíveis para quem busca uma carreira acadêmica na área de Economia. “Quero aproveitar todas as oportunidades possíveis para explorar esse ambiente”, diz. Seu interesse por políticas públicas e regulação cresceu nos últimos semestres, ao entrar em contato com temas de desenvolvimento, mercado financeiro e agora, digital policy. “Cada uma dessas áreas me ajudou a entender o que gosto de pesquisar e como posso contribuir com impacto.” Cearense de Fortaleza,  Maria Sthefanny Cavalcante da Penha  está no 9º semestre de Direito e já tem planos bem definidos: seguir carreira na área de regulação, tecnologia e políticas públicas. Seu interesse pela intersecção entre Direito e tecnologia surgiu ainda no início da graduação, quando se destacou nas disciplinas de programação aplicadas ao Direito. Foi monitora dessas matérias e trilhou um caminho pouco comum entre estudantes da área. “Essa intersecção entre Direito e tecnologia faz cada vez mais sentido para mim. Foi um caminho que fui construindo e que me trouxe até aqui”, resume. A motivação para participar do programa DPLP veio também da admiração pela professora Mariana Valente — uma das idealizadoras da iniciativa, que hoje leciona na Universidade de St. Gallen e é uma das responsáveis pela ponte acadêmica com o Insper no âmbito do DPLP. “Antes mesmo de o intercâmbio existir, eu já dizia que queria ir para lá, por causa do trabalho da professora Mariana. Agora isso vai se realizar.” Primeira etapa no Insper No segundo semestre de 2025, as quatro alunas do Insper, mais os quatro estudantes suíços que vieram de St. Gallen, foram responsáveis pela organização de um evento sobre inteligência artificial, datacenters e sustentabilidade, com a participação de Gustavo Macedo (consultor da ONU), Tiago Simão (arquiteto de soluções na AWS) e Rodolfo Avelino (professor do Insper). “Foi a primeira vez que organizamos um evento no Insper. Tivemos que lidar com contatos externos, convites a palestrantes e toda a logística”, diz Ellen.  A experiência exigiu liderança, articulação internacional e domínio de múltiplas competências, como destacou o professor  Ivar Hartmann , mentor das alunas. “É muito gratificante ver que as alunas aproveitaram a oportunidade para exercer autonomia e liderança em atividades de pesquisa. Por exemplo, elas desempenharam atividades complexas e tomaram decisões difíceis para garantir o sucesso do evento que realizaram no Insper”, diz Ivar. “Seus horizontes já estão mais amplos e esse crescimento pessoal deve se ampliar ainda mais durante o período de pesquisa na Universidade de St. Gallen.” A expectativa agora é de aprofundar os estudos, cursar disciplinas na área de digital policy e desenvolver uma pesquisa individual ou em grupo. “O grupo é muito diverso: temos alunas de Direito, Economia e Engenharia, o que cria possibilidades incríveis de colaboração”, observa Sthefanny. “Quero viver a rotina de um estudante lá, conversar com pessoas de outras culturas, participar de tudo que puder e crescer pessoalmente”, diz Beatriz. Todas planejam aproveitar também o lado cultural do intercâmbio, com viagens pela Europa e trocas com estudantes de outros países. “Quero conhecer outros países, outras culturas. Se der certo, tenho muita vontade de fazer a Odisseia, que percorre ilhas da Grécia inspiradas no livro de Homero”, diz Isabela. Além do componente acadêmico, o programa também tem forte impacto pessoal. “É desafiador pensar que estarei em outro país, com outro idioma, outro sistema de saúde, longe da família. Mas também é incrível ver como a educação abre portas e me leva a lugares que antes pareciam tão distantes”, diz Sthefanny. Isabela reforça o papel transformador do programa de bolsas do Insper: “Eles entendem que não basta isentar a mensalidade. Apoiam o estudante em todas as frentes — financeira, emocional e acadêmica. Isso faz toda a diferença”. Ao final do intercâmbio, as estudantes devem apresentar os resultados de suas pesquisas e compartilhar suas experiências com a comunidade do Insper. Para o professor Ivar, o DPLP é uma chance de formar lideranças preparadas para os dilemas do presente e do futuro: “Os desafios de regulação e políticas públicas criados pelas novas tecnologias são comuns em diferentes países e precisam ser pensados globalmente. O DPLP oferece uma oportunidade para alunos e alunas talentosas de conhecer internacionalmente as discussões sobre como as sociedades devem lidar com os pontos positivos e negativos dessas tecnologias, criando um conjunto de habilidades e experiência que serão úteis na carreira delas no mercado ou na academia.” As inscrições para o processo seletivo do Digital Policy and Leadership Program (DPLP) 2026-2027 estão abertas. [Clique aqui para acessar o edital.](https://20762974.fs1.hubspotusercontent-na1.net/hubfs/20762974/Pesquisa/DPLP/Edital%20DPLP%202026-2027_v2.pdf)"}]