[{"jcr:title":"O impacto da inteligência artificial no mundo das finanças","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia/inteligência-artificial","cq:tags_2":"area-de-conhecimento:economia/mercado-financeiro"},{"richText":"Masterclass do Insper discutiu o potencial, os desafios e as oportunidades do uso da IA no mercado financeiro ","authorDate":"10/09/2024 17h17","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:economia/mercado-financeiro","title":"O impacto da inteligência artificial no mundo das finanças","variant":"imagecolor"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"targetId":"compartilhar1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"text":"O Insper promoveu uma masterclass com o tema [“Inteligência artificial e as transformações no mundo das finanças”](https://www.youtube.com/watch?v=yxWbKSyCe-k) , reunindo Ricardo José de Almeida e Ricardo Humberto Rocha, ambos professores de Finanças do Insper, com a mediação do professor Tadeu da Ponte, coordenador executivo do Admissions Office da instituição. Os participantes fizeram uma análise detalhada sobre as mudanças significativas que a IA tem provocado no setor financeiro, discutindo desde o impacto no cotidiano dos profissionais até as adaptações necessárias na educação. Logo no início, Ricardo Rocha ressaltou que a IA, com o advento de tecnologias como o ChatGPT, trouxe novas oportunidades para o setor financeiro, principalmente no que diz respeito à análise de investimentos e à gestão de portfólios. Ele explicou que o uso da IA no setor financeiro está em estágio inicial, com muitos testes em andamento e que reguladores como os bancos centrais já acompanham de perto o desenvolvimento dessas tecnologias. “Os reguladores estão estudando como usar a IA, especialmente no setor de crédito, para lidar com dados de forma mais rápida e precisa”, disse. Ricardo de Almeida destacou o potencial da IA para oferecer uma base de análise mais equilibrada entre bancos e empresas. Segundo ele, os modelos financeiros utilizados pelos bancos muitas vezes beneficiam a própria instituição financeira, mas, com a IA, os clientes podem questionar esses modelos de forma mais precisa, resultando em melhores condições de negociação. “A IA pode ajudar as empresas a negociar com os bancos, questionando os modelos financeiros que muitas vezes são feitos para beneficiar as instituições.” Tadeu da Ponte trouxe uma questão interessante sobre como os jovens executivos devem se preparar para esse novo cenário. Rocha destacou que o uso da IA demanda uma mudança de postura, com os profissionais precisando aprender a fazer as perguntas certas para extrair o máximo da ferramenta. “A IA devolve muito mais que uma simples resposta. Ela pode oferecer uma orientação aprofundada, como se você estivesse conversando com um especialista”, ressaltou. Almeida seguiu a mesma linha ao enfatizar que, no futuro, os jovens profissionais de finanças gastarão muito menos tempo em tarefas repetitivas, como o preenchimento de planilhas, e mais tempo analisando criticamente os dados gerados pela IA. “A IA ajudará a organizar as informações rapidamente, permitindo que o profissional foque mais tempo em questionar os dados e tomar decisões críticas”, disse.  "},{"subtitle":"Resolução de problemas e gestão de riscos, pensando a organização de forma estratégica e sustentável para alocar recursos com eficiência.","themes_0":"programas:pós-graduação/pos-graduacao-lato-sensu","title":"MBA Executivo em Finanças","variant":"image","buttonText":"Confira","buttonLinkUrl":"https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/mba/mba-executivo-em-financas"},{"text":"Educação e a mudança de mentalidade Um dos temas centrais da discussão foi a importância de adaptar a educação para preparar os profissionais para esse novo mundo tecnológico. Almeida destacou que a educação financeira precisa se concentrar em ensinar os alunos a entender o que está por trás dos modelos financeiros, em vez de focar apenas em realizar cálculos e preencher planilhas. “O aluno precisa ser estimulado a entender o que está por trás dos números. Hoje em dia, com a IA, os modelos podem ser rodados rapidamente, mas o desafio é interpretar os resultados”, apontou. Rocha acrescentou que a adoção da IA no setor financeiro não significa que os profissionais estarão isentos de erros, mas que eles terão ferramentas mais poderosas para detectar inconsistências e corrigir o rumo. Ele também frisou a importância de não se assustar com a volatilidade que essas mudanças podem trazer: “O ponto é: não se assuste com a volatilidade. Use as ferramentas para melhorar o processo decisório”. Ao discutir a evolução do uso de robôs no mercado financeiro, Rocha destacou que o uso de High-Frequency Trading (HFT) tem se expandido, mas a IA está tornando esses robôs ainda mais poderosos e eficientes. “Se você acha que vai ganhar dinheiro com day trade, lembre-se de que você está competindo com robôs que, em tempos de IA, são muito mais poderosos.” Almeida complementou ao afirmar que, embora a IA possa estreitar o espaço para inovações, ela também abre novas oportunidades para os profissionais que souberem aproveitar o potencial da tecnologia. “O espaço para inovação vai se estreitar, mas o profissional que tiver uma base sólida de conhecimento poderá criar novas oportunidades antes que elas sejam programadas pela IA”, afirmou. Almeida destacou também que, ao questionarmos os limites da IA, estamos, na verdade, reconhecendo os limites humanos. Ele acredita que o potencial da IA é vasto, especialmente para criar novos produtos e serviços que atendam a necessidades ainda não descobertas pelo mercado financeiro. “Pense em quantos novos produtos e serviços podem surgir com a IA, que tem a capacidade de, com mínimo esforço, descobrir o que as pessoas desejam. Acredito que o potencial é infinito”, afirmou Almeida. Ele ressaltou que, até o momento, o mercado financeiro não conseguiu suprir todas as demandas dos consumidores, e a IA pode ser uma ferramenta poderosa para preencher essas lacunas. Rocha lembrou que, apesar das grandes oportunidades, a IA também pode trazer novos riscos. Ele mencionou a possibilidade de crises futuras geradas pela própria IA, dado o seu poder de atuar rapidamente e provocar grandes impactos em mercados financeiros. “Acho que não há limites para o que podemos alcançar. Talvez, no futuro, tenhamos uma crise gerada pela própria IA. As coisas são cíclicas, e é possível que a IA provoque um colapso em algum mercado ou ativo, pois ela agirá muito rapidamente, talvez levando o mercado a uma nova reprecificação”, alertou Rocha. Ele comparou essa situação aos filmes de ficção científica, onde os computadores das naves espaciais fornecem a “decisão ótima”, mas o capitão, com base em sua experiência, decide agir de forma diferente. Para Rocha, o aprendizado será constante e desafiador para todas as gerações que lidarem com a IA.   O papel do Insper Tadeu da Ponte ressaltou o papel do Insper na formação de líderes que estarão preparados para essas inovações. Tanto Almeida quanto Rocha acreditam que a escola está bem posicionada para formar os protagonistas desse novo cenário. “O Insper sempre promoveu a interdisciplinaridade, essencial para o sucesso no mercado atual, evitando a departamentalização que isola áreas de conhecimento. Um exemplo é o curso de sustentabilidade, que integra engenharia, finanças e recursos humanos, proporcionando uma visão ampla dos desafios” disse Almeida. “No contexto da emissão de um green bond, por exemplo, a IA pode se basear em indicadores tradicionais e tomar decisões erradas. Nesses casos, é o profissional humano quem deve corrigir possíveis falhas, alinhando os indicadores às práticas ESG.” Rocha também destacou a capacidade de preparar os alunos para um mercado cada vez mais complexo. “Aqui no Insper, estamos formando super-heróis, porque os alunos precisam ser muito bons para navegar por todas essas áreas, desde contabilidade até macroeconomia.” Ele enfatizou a importância da coragem para explorar novas tecnologias e aprender com os erros: “Temos que ser corajosos e encorajar nossos alunos a errar, aprender e ousar nesse novo mundo da inteligência artificial”. Ao final da conversa, os professores deixaram um recado importante para os profissionais do mercado financeiro: é fundamental manter-se atualizado e utilizar a IA como uma ferramenta para melhorar os processos decisórios, em vez de temê-la. Almeida ressaltou que os profissionais precisam reforçar seus fundamentos para fazer as perguntas certas e interpretar os resultados da IA de maneira crítica: “O profissional que se formou em um conceito antigo precisa revisar suas práticas e entender como a IA pode ajudá-lo a tomar decisões mais informadas”, disse. Rocha concluiu enfatizando a importância de adotar a IA como uma aliada no desenvolvimento pessoal e profissional: “Aqueles que souberem usar a IA com sabedoria estarão à frente, mas é preciso coragem para enfrentar esse novo mundo”.  "},{"linkIcon1":"icon-insper-fi-rs-document","linkIcon2":"icon-insper-fi-rs-document","linkText1":"Finanças Comportamentais","linkText2":"Business Partner em Finanças","madeBy":"Por","title":"Educação Executiva","variant":"nobackground","buttonText":"+ conteúdos","linkUrl1":"https://ee.insper.edu.br/cursos/financas/financas-comportamentais/","linkUrl2":"https://ee.insper.edu.br/cursos/financas/business-partner-em-financas/"},{"jcr:title":"transparente / botao vermelho / tag amarelo"},{"buttonBackgroundColor":"rgb(229,5,5)","themeName":"transparente / botao vermelho / tag amarelo"}]