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Os professores Graziela Tonin, Fabio de Miranda e Tadeu da PonteOs professores Graziela Tonin, Fabio de Miranda e Tadeu da Ponte

 

A inteligência artificial está revolucionando o modo como desenvolvemos software. Para discutir essas transformações, o Insper promoveu no dia 8 de agosto uma masterclass com o tema “IA e as transformações no mundo dos Devs”, com a participação dos professores Fabio de Miranda, coordenador do curso de Ciência da Computação, e Graziela Tonin, nova coordenadora do curso de Engenharia de Computação. A mediação foi conduzida pelo professor Tadeu da Ponte, coordenador executivo dos Processos Seletivos do Insper.


O professor Miranda destacou como ferramentas de IA, como o ChatGPT e o GitHub Copilot, estão transformando a forma como os programadores trabalham. “Assim como o ChatGPT foi lançado para o público em geral, ele também está sendo usado para programação. Isso melhora o fluxo de trabalho da programação, beneficiando os desenvolvedores”, disse. Ele enfatizou que essas ferramentas são capazes de automatizar tarefas simples e repetitivas, mas que ainda dependem do conhecimento humano para tarefas mais complexas.

 

A professora Graziela ressaltou o papel da IA como uma “co-inteligência” que potencializa o trabalho dos desenvolvedores, especialmente quando estes possuem domínio do conhecimento necessário para sua aplicação eficaz. Ela lembrou que a produção de software vai muito além da codificação, envolvendo aspectos como segurança e qualidade. “Atualmente, as ferramentas de IA estão muito focadas na geração e interpretação de código, mas há muitas outras aplicações além dessas.”

A formação sólida em lógica, pensamento computacional e matemática continua fundamental para os futuros desenvolvedores. Como observou a professora Graziela, a crescente complexidade dos sistemas de software exige profissionais qualificados para lidar com desafios como a IA. Afinal, disse a professora, em um mundo cada vez mais digital, a programação está presente em praticamente todos os aspectos da nossa vida.


O professor Miranda trouxe uma visão histórica sobre a evolução da computação, destacando que, desde o surgimento das linguagens de programação até as atuais ferramentas de IA, sempre houve o temor de que a automação eliminaria empregos, mas, na realidade, essas inovações sempre acabaram por aumentar a produtividade e criar mais oportunidades. “A profissão de programador está se transformando, mas não desaparece. Apesar do hype, a IA ainda tem limitações.”


Miranda comentou também sobre a disciplina Developer Life, uma imersão prática em programação que os alunos do curso de Ciência da Computação vivenciam no primeiro semestre. A disciplina simula um ambiente de trabalho de uma empresa tech e inclui cerca de 600 exercícios de programação em Python. O professor destacou o uso de uma ferramenta desenvolvida no Insper que oferece feedback automático e personalizado aos alunos, utilizando técnicas de IA. “Essa pesquisa está em constante evolução. Utilizamos IA para formar os desenvolvedores, oferecendo um aprendizado mais eficiente e personalizado”, explicou.


A questão ética também foi amplamente discutida. A professora Graziela destacou que a ética é um princípio inegociável no Insper, e que o uso indiscriminado de IA para resolver problemas sem a devida atribuição pode ser considerado plágio. Ela enfatizou a importância de transparência e de boas práticas na utilização dessas ferramentas, reforçando a necessidade de um entendimento profundo das consequências de se delegar tarefas importantes à IA sem a supervisão humana.
 

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O professor Tadeu trouxe à tona a preocupação com o impacto da IA na formação de novos profissionais e no mercado de trabalho. Ele mencionou uma conversa com um amigo sênior da área de tecnologia, que observou que muitos dos profissionais demitidos recentemente foram aqueles que tinham habilidades técnicas para criar protótipos, mas faltava-lhes profundidade em áreas como escalabilidade e segurança. Miranda acrescentou que, no Insper, o currículo foi modernizado para incluir uma forte ênfase em nuvem e cibersegurança, preparando os alunos para os desafios atuais.


Graziela disse que a liberdade para adaptar o currículo conforme as necessidades do mercado surge é um dos pontos fortes do Insper. A instituição mantém um diálogo constante com líderes empresariais, garantindo que os alunos estejam prontos para enfrentar os desafios reais do mercado. “Essa interação constante com o mercado faz com que nossos alunos sejam altamente procurados. Nossa abordagem garante que eles recebam uma educação de qualidade, não superficial.”


A parceria com a Universidade de Illinois foi outro ponto destacado durante a masterclass. Miranda lembrou que essa colaboração foi estabelecida durante a criação do programa de Ciência da Computação e envolve intercâmbio de professores e alunos, além de projetos de pesquisa conjuntos. “Esses projetos, focados em educação para programação, carreiras em tecnologia, ciência de dados e IA, têm gerado resultados significativos e fortalecem as áreas centrais do nosso curso.”

 

Durante a masterclass, a professora Graziela também destacou a importância de ações e programas afirmativos visando atrair mais mulheres para a área de tecnologia. "Acreditamos firmemente que a diversidade é um fator crucial para a inovação. Iniciativas com esse propósito são fundamentais para atrair mais mulheres para a tecnologia, proporcionando um ambiente mais acolhedor e inclusivo”, disse ela. “Sabemos que a presença feminina em equipes traz visões complementares que enriquecem as soluções desenvolvidas. Queremos ver mais mulheres contribuindo com suas perspectivas únicas, e o Insper está comprometido em apoiar essa transformação." 

 

Outro aspecto relevante quando se fala em IA é o seu impacto ambiental. O professor Miranda destacou o imenso consumo energético necessário para rodar modelos como o ChatGPT-4. “Treinar uma IA como o GPT-4 pode custar entre 10 a 20 milhões de dólares, incluindo o consumo de energia.” Graziela acrescentou que se a IA realmente substituísse todos os desenvolvedores, não haveria infraestrutura elétrica suficiente para suportar esse consumo, enfatizando a necessidade de dosar o uso da IA com cuidado.


Ao final, Tadeu pediu que cada um deixasse uma mensagem para os futuros desenvolvedores. Graziela incentivou as meninas a entrarem na área de tecnologia, destacando a importância da diversidade: “Meninas, vocês são muito bem-vindas nessa área, e precisamos de vocês para criar essas inovações.” Miranda, por sua vez, ressaltou que a IA se tornará uma parte essencial do trabalho dos desenvolvedores, e que aqueles interessados em machine learning e IA devem considerar a formação oferecida pelo Insper.
 




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