[{"jcr:title":"Governança de dados sensíveis potencializa o trabalho de pesquisa","cq:tags_0":"centro-de-conhecimento:centro-de-ci-ncia-de-dados","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia/dados","cq:tags_2":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/saúde"},{"richText":"Segundo painel da Semana de Ciência de Dados debateu as melhores práticas em armazenamento seguro e apresentou a metodologia SATRE, utilizada na Universidade de Aberdeen ","authorDate":"24/09/2024 18h11","author":"Tiago Cordeiro","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:tecnologia/dados","title":"Governança de dados sensíveis potencializa o trabalho de pesquisa","variant":"image"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"targetId":"compartilhar1","text":"Confira mais em:","tooltipText":"Link copiado com sucesso."},{"jcr:title":"Luciana Arjona, Suelane Garcia Fontes, Clara Velasco e Katie Wilde","alt":"Luciana Arjona, Suelane Garcia Fontes, Clara Velasco e Katie Wilde"},{"text":"  O cenário das pesquisas acadêmicas está passando por uma ampla transformação. Para entregar os trabalhos mais relevantes, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), é crucial apresentar um plano de gestão de dados, crucial, inclusive, para buscar investimento junto às agências de fomento.   Do ponto de vista das instituições de ensino e pesquisa que armazenam as informações de parceiros, o novo momento apresenta uma série de desafios. É preciso atrair parceiros, garantir a confidencialidade e seguir uma série de protocolos, testados e revalidados continuamente. E trabalhar com parcerias, buscando as melhores métricas para garantir a segurança — e com escalabilidade, já que a quantidade de informações disponíveis tende a aumentar exponencialmente.   É neste cenário que o  [Centro de Dados e IA](https://portal.datascience.insper.edu.br/pt/)  do Insper tem se posicionado como um centro de referência de armazenamento de dados, capaz de compartilhar informações dos parceiros com um alto padrão de proteção. A importância dos dados sensíveis para pesquisa é tão grande que o assunto ocupou o segundo dia da programação da  [Semana de Ciência de Dados](https://www.insper.edu.br/pt/eventos/2024/09/semana-de-ciencia-de-dados-2024) , realizada pelo Centro em setembro.    O painel contou com a presença de Katie Wilde, diretora de Pesquisa Digital na Universidade de Aberdeen, na Escócia, que apresentou o Standard Architecture for Trusted Research Environments (SATRE), uma metodologia de avaliação de governança de dados para pesquisa que recentemente foi adotada pelo Insper. A mediação, tanto desse painel quanto dos demais dois, ficou a cargo de Clara Velasco, jornalista e pós-graduanda em Data Science & Analytics na Universidade de São Paulo (USP), com especialização em Gestão Pública no Insper.    “Foi uma experiência extremamente gratificante participar da condução das conversas da Semana de Ciência de Dados no Insper. O evento proporcionou debates ricos e mostrou como o uso de dados é, de fato, multidisciplinar e essencial. Ver tantas ideias inovadoras sendo discutidas e compartilhadas me deixou motivada sobre o futuro da ciência de dados — ainda mais se tratando da área da saúde”, diz Velasco.   “Os centros de dados como o do Insper têm um papel essencial no avanço da pesquisa e da inovação. Eles oferecem infraestrutura e expertise que permitem transformar grandes volumes de dados em conhecimento prático”, ela prossegue. “No entanto, enfrentam desafios importantes, como a governança de dados sensíveis e a garantia da privacidade. Ao mesmo tempo, são uma oportunidade incrível para fomentar a colaboração interdisciplinar e desenvolver soluções que podem ter impacto real na sociedade.”   Encontro de lideranças   “A Semana de Ciência de Dados é uma iniciativa anual promovida pelo Centro de Dados e IA do Insper, com o objetivo de debater o uso dos dados de maneira acessível e transformadora”, explica Jucilene Lopes, analista de literacia de dados. “Este evento oferece uma plataforma única para especialistas, profissionais e pesquisadores explorarem como os dados estão moldando nossa realidade em diversas áreas de atuação. É uma forma de aproximar a sociedade desse universo, desmistificando o impacto da ciência de dados em nossas vidas cotidianas e suas conexões com diferentes setores.”   Ao longo de cada edição, o evento busca cultivar um espaço de reflexão, inovação e empreendedorismo, proporcionando oportunidades para trocas de ideias e compartilhamento de conhecimento com especialistas e pesquisadores no Brasil e no mundo. “Acreditamos que o interesse crescente na ciência de dados reflete a urgência de acompanhar a rápida evolução da área, tornando a semana um ponto de encontro fundamental para quem deseja estar à frente nesse campo”, diz Lopes.   Os três painéis desta edição estavam fortemente interligados, oferecendo uma visão holística e complementar. “No primeiro dia, discutimos o impacto da IA na saúde, explorando tanto o presente quanto o futuro, com destaque para questões éticas e suas implicações nas interações entre pacientes, hospitais e a análise de dados clínicos”, ela explica.    “No segundo dia, focamos na metodologia para adoção de protocolos seguros para acesso a dados sensíveis na pesquisa acadêmica. Fechamos o terceiro dia abordando comparativamente as iniciativas de dados de saúde no Reino Unido e no Brasil, através do modelo da Grampian Data Safe Haven (DaSH), da Universidade de Aberdeen, e as iniciativas brasileiras, lideradas pelo Ministério da Saúde, que buscam integrar e disseminar dados de saúde em todo o território nacional.”"},{"subtitle":"Um espaço voltado para integrar programas de ensino, estimular pesquisa e extensão e maximizar parcerias com empresas e setor público","themes_0":"centro-de-conhecimento:","title":"Centro de Dados e IA","variant":"image","buttonText":"Confira","buttonLinkUrl":"https://portal.datascience.insper.edu.br/pt/"},{"text":"Avaliação constante   Katie Wilde liderou há 12 anos a criação do Grampian Safe Haven (DaSH) em Aberdeen, um dos cinco Ambientes Confiáveis de Pesquisa na Escócia. “Trabalhamos com base em cinco pilares: pessoas seguras, projetos seguros, configurações seguras, dados seguros e saídas seguras. Atuamos seguindo uma série de diretrizes e normas legais, que são constantemente atualizadas e ajustadas, já que lidamos com dados de saúde pública, que são especialmente sensíveis”, ela relatou.   Em outras palavras, os padrões precisam ser seguros, respeitar a lei e ao mesmo tempo serem utilizáveis, com visibilidade e padronização, mantendo a confiança de todos os envolvidos. Foi para garantir uma avaliação criteriosa do desempenho do DaSH que surgiu o SATRE, que consiste em 160 questões, de diferentes graus de prioridade, preenchidas pela própria equipe e checada entre os pares.    As respostas geram notas, que fornecem um diagnóstico detalhado. “Encontramos pontos de melhoria, incluindo o acompanhamento nas alterações da regulamentação, o compartilhamento público de detalhes de incidentes, erros e mitigações a tempo, em linha com boas práticas para divulgação responsável”, disse a diretora de Pesquisa Digital na Universidade de Aberdeen.   Nesse contexto, a criação de salas seguras para o acesso a dados sensíveis é estratégica. Trata-se de espaços em que o pesquisador entra sem carregar consigo dispositivos próprios, nem pode produzir anotações por escrito: ele recebe as informações que solicitou, que podem ser partes de planilhas, por exemplo, e se retira. Dessa forma, fica garantido o compartilhamento apenas das informações realmente solicitadas.   Apoio às pesquisas   Wilde visitou o Brasil em decorrência de um intercâmbio de informações entre a Universidade de Aberdeen e o Insper — e interagiu, durante o evento, com Suelane Garcia Fontes e Luciana Arjona, que detalharam duas ações que o Centro de Dados e IA do Insper vem realizando, incluindo a instalação de salas seguras e a adoção da metodologia SATRE para avaliar o rigor do trabalho. “Fomos bem na nossa autoavaliação utiizando o SATRE, com 91% de itens atendidos nas questões obrigatórias”, apontou Fontes, que é coordenadora técnica do Centro de Dados e IA, além de atuar como Data Protection Officer (DPO) do Insper, onde leciona na pós-graduação do programa de Data Science e Decisão e na educação executiva em cursos de Governança Avançada de dados e IA.   “O SATRE foi uma referência fantástica, porque você pode passar, por cada etapa do seu processo, todas as questões de infraestrutura. O que temos ou não, o que fazemos ou não, o que podemos melhorar. É uma ferramenta voltada para avaliar a governança de dados de pesquisa, criada por pessoas que entendem disso”, reforçou ela.   “Temos como missão prover uma grande capacidade de processamento em pesquisa, e ao mesmo tempo ajudar os pesquisadores a usarem os dados da melhor forma possível. Garantimos que o trabalho vai contar com dados confiáveis e seguros, que podem ser publicados”, reforçou Arjona, que é gerente sênior no Centro de Dados e IA, onde lidera a implementação de estratégias avançadas de governança de dados, impulsiona projetos inovadores e cria parcerias estratégicas com organizações nacionais e internacionais para potencializar o intercâmbio de tecnologia e dados.   Confira o segundo painel da Semana de Ciência de Dados neste link:  [https://www.youtube.com/live/NRCWoTxWMLg](https://www.youtube.com/live/NRCWoTxWMLg)"},{"linkIcon1":"icon-insper-fi-rs-document","linkIcon2":"icon-insper-fi-rs-document","linkText1":"Data Science: Análise de Dados Espaciais","linkText2":"Análise de Dados em Marketing e Vendas: Python e ChatGPT na Prática","madeBy":"Por","title":"Educação Executiva","variant":"nobackground","buttonText":"+ conteúdos","linkUrl1":"https://ee.insper.edu.br/cursos/tecnologia-data-science/data-science-analise-dados-espaciais/","linkUrl2":"https://ee.insper.edu.br/cursos/marketing-e-vendas/analise-de-dados-em-marketing-e-vendas-python-e-chatgpt-na-pratica/"},{"jcr:title":"transparente / botao vermelho / tag amarelo"},{"buttonBackgroundColor":"rgb(229,5,5)","themeName":"transparente / botao vermelho / tag amarelo"}]