[{"jcr:title":"Bolsistas do Insper visitam o ambiente de inovação do Vale do Silício","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:engenharia","cq:tags_2":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação","cq:tags_3":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/programa-de-bolsas"},{"richText":"Os estudantes Gabrielly Susko, Alan Barbosa e Fernando dos Santos passaram uma semana na Califórnia, como parte do prêmio pela vitória no concurso Campus Mobile","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:tecnologia","title":"Bolsistas do Insper visitam o ambiente de inovação do Vale do Silício","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"As emoções proporcionadas pela 13ª edição do Campus Mobile, no início do ano, prosseguem para os três estudantes bolsistas do Insper que  [venceram o concurso](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/engenharia/projetos-de-inovacao-de-estudantes-do-insper-vencem-o-campus-mobile)  nacional de ideias e soluções para dispositivos móveis, promovido pelo Instituto Claro. Gabrielly Carneiro Susko, da  [Engenharia de Computação](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia/engenharia-de-computacao) , e Alan Matheus Alves Barbosa e Fernando Vieira dos Santos, da  [Ciência da Computação](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/ciencia-da-computacao) , voaram para San Francisco, nos Estados Unidos, como parte do prêmio. Foi a primeira viagem dos três para o exterior, o que aumentou ainda mais as expectativas pela semana na Califórnia. Os três desembarcaram num sábado, dia 13 de setembro, e tiveram dois dias livres para conhecer a cidade antes da programação oficial pelo Vale do Silício. Tiraram muitas fotos no parque da Golden Gate, um dos pontos turísticos mais famosos de San Francisco, caminharam pelos arredores do hotel, na Union Square, no centro da cidade, e circularam nos charmosos bondinhos. Alan e Fernando ainda se aventuraram num passeio de carro autônomo. Os dois descrevem uma ponta de medo enquanto o veículo se deslocava pelas ruas, principalmente ao ver o volante se mexendo sozinho, sem motorista. “Mas ele parece saber o que faz”, diz Alan. De segunda a sexta-feira, o roteiro estava pré-estabelecido. Rolou visita ao consulado-geral do Brasil em San Francisco — que dispõe de um setor de ciência, tecnologia e inovação para apoiar iniciativas de brasileiros na área — e aos campi da Universidade Stanford, em Palo Alto, e Universidade da Califórnia, em Berkeley. Também houve palestras e conversas na AWS e na aceleradora de startups Plug and Play. Enquanto Gabrielly seguiu para as visitas às sedes da Notion, de aplicativos de produtividade, e da Genentech, de biotecnologia, Alan e Fernando esticaram o tour na AWS e participaram de um Hackathon — designação das maratonas de programação. Gabrielly acredita que tão cedo não vai viver outra experiência tão marcante. Premiada pelo Curso Ideal, aplicativo que recomenda oportunidades acadêmicas e profissionais, ela conta que a tensão começou antes mesmo do embarque: “Como foi a primeira vez que saí do país, a jornada começou bem antes, com todo aquele processo de tirar passaporte e visto. Ainda em São Paulo, fiquei tão ansiosa com a viagem que cheguei a ficar mal na sexta-feira. Passava um filme na minha cabeça. Eu pensava no que o agente da imigração ia me perguntar quando eu chegasse lá. Imaginava que eu não saberia explicar o que estava indo fazer e que ele me mandaria embora”. A aluna conta que, na visita à AWS e à Universidade Stanford, ouviu relatos favoráveis à capacidade de trabalho e adaptação dos brasileiros nas empresas e no meio acadêmico dos Estados Unidos. A brasileira Mila Barbosa, que está fazendo o doutorado em Stanford, até gravou um vídeo para o Curso Ideal, narrando a sua escolha pela carreira em Biologia – bem dentro da linha de mentoria universitária e profissional do aplicativo. “O mais legal de tudo, além de conhecer gente nova e ver aqueles prédios bonitos da universidade, os laboratórios e a linha de pesquisa, foi essa mudança de paradigma e expectativas em relação à nossa capacidade profissional”, diz Gabrielly. Por sua vez, Alan ressalta que outra intenção era estabelecer contatos para parcerias que pudessem aprimorar os produtos que concorreram no Campus Mobile. “Me interesso muito por empreendedorismo, então fiquei extasiado em ver o ambiente de trabalho das startups”, afirma ele. “Queria estar naquele ecossistema. Sei que ainda não temos tamanho suficiente, mas algum dia vamos ter. Pegamos vários contatos do pessoal da aceleradora Y Combinator, num evento de apresentações de startups, e ouvimos CTOs (diretores de tecnologia) de empresas do Vale do Silício sobre o potencial da inteligência artificial.” A onipresença da tecnologia, por sinal, impressionou os rapazes, que estão trabalhando juntos no desenvolvimento do aplicativo Passabot, um robô que envia opções de passagens aéreas por meio de mensagem do WhatsApp (Bianca Freitas, formada pela Unicamp, e Leonardo Piana, aluno do ITA, estavam juntos na equipe que venceu o Campus Mobile). “Acho que a primeira coisa que chama a atenção, quando se chega ao Vale, é a presença marcante da tecnologia”, diz Fernando. “Você vê propagandas em todos os lugares, principalmente de empresas de inteligência artificial, nos aeroportos, no metrô, nos outdoors. A gente consegue enxergar que o mercado é grande e competitivo.” Sonhar ainda mais alto Nos dias que passaram no Vale, Gabrielly, Alan e Fernando perceberam que precisam de uma visão global para os seus produtos, até então extremamente focados no mercado brasileiro. Alan lembra que duas pessoas pediram para experimentar a compra de passagens aéreas pelo WhatsApp, mas ficaram na vontade porque o serviço só está disponível em português e com preços em reais. “Nos disseram para correr com a internacionalização do aplicativo, porque a galera vai adorar comprar passagem via chat, abrindo a nossa mente para o fato de que dá para levar o Passabot para o mundo inteiro”, afirma Alan. Fernando concorda: “A maioria das startups de lá tem clientes em vários países, já nasce com nível internacional. É outra visão de produto.” Com insight semelhante, Gabrielly recebeu, na volta ao Insper, o mesmo conselho dos analistas do  [Hub de Inovação e Empreendedorismo Paulo Cunha](https://www.insper.edu.br/pt/hub) . “A forma como estamos desenvolvendo o nosso produto hoje é muito regional, uma solução unicamente do Brasil, e não é financeiramente sustentável no exterior”, diz ela. “Mas em vez de desanimar ou paralisar, a gente decidiu que vai pensar em outros produtos que permitam, no futuro, escalar o nosso negócio fora do país também. Acho que a gente consegue gerar mais impacto global do que estava planejando.” O Curso Ideal inclui ainda os estudantes João Guimarães e Marcio Vicente, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Felipe Leão, do instituto Inteli, e Carolina Rabelo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na semana passada, foi anunciado como uma dos 80 práticas de educação que concorrem ao Prêmio LED 2026, realizado pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho. Na universidade em Berkeley, por exemplo, os estudantes assistiram a uma palestra sobre os programas de inovação e empreendedorismo disponíveis na instituição. Ainda conversaram com pessoas de diversas nacionalidades, com ideias totalmente diferentes, que estão em fases distintas de empreendedorismo. “Uma impressão que tirei dessa viagem é que todos que estão criando algo já pensam em virar um unicórnio e ser a maior empresa do mundo naquela área”, diz Gabrielly. “As pessoas nos contavam orgulhosas as suas inspirações e ambições. Esse contato me aliviou a síndrome de impostor, porque senti que eu não sou menos do que ninguém.” Sobraram horas para sair à noite, visitar as lojas de roupa e tecnologia e interagir com os integrantes das outras equipes vencedoras do Campus Mobile. “O interessante do Vale do Silício é que concentra gente do mundo inteiro”, afirma Alan. “A diversidade de cultura era incrível. Estávamos sempre dispostos a conversar, principalmente para treinar o inglês. Lembro que tínhamos altas expectativas com a viagem. Nós três somos de origem humilde e sabíamos que não voltaríamos tão cedo a San Francisco. Então, a gente queria aproveitar até o último segundo. Ficávamos acordados até cair das pernas e já nos levantávamos para fazer alguma outra coisa, conhecer algum outro lugar.” Se viralizou com o vídeo do  [passeio no bondinho](https://www.instagram.com/passabot/reel/DOtVyJRDULw/) , com 18.000 curtidas no Instagram, Fernando também pisou, pela primeira vez na vida, na água do mar. E, curiosamente para o nativo de um país com 7.500 quilômetros de litoral atlântico, aconteceu nas areias de uma praia do Pacífico. Água muito gelada? “Nossa, demais”, exclama o paraense de Rio Maria, que só tinha postos os pés em areia de rio. “Deu só para molhar os pés. Estava um tempo meio frio, e a gente chegou um pouquinho tarde. Havia uns banhistas lá, mas eu acho que era o pessoal que está acostumado com a água fria.” Na novela Campo Geral, de João Guimarães Rosa, certa vez o pequeno Miguilim pergunta: “Mãe, que é que é o mar, Mãe?”. Para ele mesmo indagar, diante do suspiro da mãe, que nunca havia estado lá, que “mar é o que a gente tem saudade?”. Faculdade, amigos, projetos, vitórias, viagens e reconhecimento: momentos de emoções inesquecíveis. Difícil não tomar a liberdade de imaginar que todas as descobertas daquela semana foram como mirar o oceano pela primeira vez não só para Fernando, mas também para a paranaense Gabrielly e o pernambucano Alan."},{"jcr:title":"Gabrielly Susko","fileName":"Gabrielly Susko.jpeg","alt":"Gabrielly Susko"},{"jcr:title":"Fernando dos Santos","fileName":"Fernando dos Santos .jpeg","alt":"Fernando dos Santos"},{"jcr:title":"Alan Barbosa","fileName":"Alan Barbosa .jpeg","alt":"Alan Barbosa"}]