[{"jcr:title":"Aluna de Ciência da Computação experimenta a cultura universitária de Illinois","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/internacional"},{"richText":"No programa de verão nos Estados Unidos, Rafaela Afférri participou de projeto de pesquisa sobre ensino em computação e realizou o sonho de passar uma temporada no exterior","authorDate":"16/12/2025 13h35","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação","title":"Aluna de Ciência da Computação experimenta a cultura universitária de Illinois","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Os dois meses de programa de verão na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, nos Estados Unidos, realizaram um desejo antigo da aluna Rafaela Afférri de Oliveira, do sexto semestre de  [Ciência da Computação](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/ciencia-da-computacao)  do Insper. Durante o ensino médio, ela acalentou a possibilidade de estudar fora do Brasil, empolgada pelo mix de influências de filmes, séries e músicas que retratam a cultura universitária norte-americana. Além disso, sabia que muitas universidades naquele país são referência internacional em produção acadêmica e formação para o mercado de trabalho. Quando se inscreveu no Insper, para o vestibular de 2023, Rafaela atentou para o fato de que a escola mantinha parcerias com universidades do exterior. Já no início do curso, descobriu o programa de intercâmbio com o Grainger College of Engineering, da Universidade de Illinois, para o qual se candidatou no ano passado. “Prefiro estudar no Insper, porque consigo conhecer as pessoas, andar nos corredores e ver rostos familiares e saber quem está fazendo cada coisa na universidade”, diz Rafaela. Só para comparação, 60.000 estudantes circularam pelo campus de Urbana-Champaign neste ano, um número maior do que a população de 90% dos municípios brasileiros. Estava correta a decisão da jovem de Sorocaba, no interior de São Paulo, de permanecer no Brasil, como os anos conseguiram provar. “Foi uma experiência incrível estar em Illinois, pois percebi que talvez pesasse demais a distância de casa, de não ver meus pais e meus amigos do Brasil com frequência, como posso agora”, afirma. Em Illinois, Rafaela trabalhou com a professora Yael Gertner, que pesquisa o tema de ensino em Ciência da Computação e coordena programas de incentivo à carreira na área para estudantes do ensino médio dos Estados Unidos. No programa de verão, a aluna do Insper ajudou a produzir um questionário sobre o ensino em computação, a ser aplicado a universitários que já tenham estudado o conteúdo de prova por indução matemática. Segundo Rafaela, nos próximos três anos o estudo vai tentar avaliar as dificuldades dos graduandos e propor maneiras de aprimorar um aprendizado ainda baseado na memorização e na decoreba do processo. Rafaela rememora a tarefa: “A gente fez uma revisão da literatura sobre prova por indução matemática e leu vários artigos científicos sobre o que já tinha sido feito em outras áreas de conhecimento que poderiam se relacionar com a nossa pesquisa. Olhou-se bastante para artigos em física e educação, que têm esse desafio no ensino de tópicos complexos e teóricos. Fiquei lá até a etapa em que a gente montou a entrevista. Nas próximas fases, serão ministradas miniaulas sobre o conteúdo. Os alunos serão testados com exercícios semelhantes antes e depois da miniaula, para observar, a partir das respostas desses exercícios, como mudou o entendimento deles”. O bacana é que a prova por indução matemática foi um dos assuntos que inquietaram Rafaela na disciplina Lógica e Matemática Discreta, no terceiro semestre de Ciência da Computação. “Para mim, foi algo que veio no momento certo”, diz. “Os alunos têm bastante dificuldade no estudo da matemática. Na pesquisa do intercâmbio, precisava descobrir como que se ensina algo que eu tinha sofrido para aprender. Foi legal esse contraste, porque acabei me aprofundando na matéria e entendendo muito melhor, porque estava vendo isso todos os dias. Comentei isso com a professora Yael. Acho que pude contribuir também com a minha perspectiva de estudante e apresentar alguns insights diferentes para as nossas discussões.” No Insper, Rafaela terminou em 2024 o seu relatório para o  [Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/pesquisa-na-graduacao/pibic)  (PIBIC), no qual revisou a literatura sobre ações mundiais com foco em redução de desigualdade de gênero na área de Engenharia de Software. Na volta ao Brasil, juntou-se ao grupo do Insper que venceu o  [Brex Challenge](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/tecnologia/estudantes-de-ciencia-da-computacao-do-insper-vencem-hackathon-da-brex) , em novembro. Um mês depois, ela apresentou o seu projeto Capstone, correspondente ao projeto de conclusão de curso, e já está fazendo o seu primeiro estágio na profissão. Nesse ritmo, deve se formar no final de 2026. Uma ajudinha nas aulas Outra experiência em Illinois marcou: além da pesquisa em educação, Yael Gertner estava ajudando a organizar um programa de verão para alunos do High School, equivalente ao ensino médio brasileiro. Uma dessas aulas se relacionava a profissões, entre as quais a Ciência da Computação. A professora convidou Rafaela e Vinícius Rodrigues de Freitas, outro aluno do Insper que estava no programa de verão, para ajudar a lecionar essas aulas. “Gosto bastante de dar aula, portanto foi ótimo poder participar e descobrir como a gente ensina determinados tópicos e os deixa interessantes para os alunos”, afirma. A temporada nos Estados Unidos tornou realidade um sonho para o qual Rafaela havia dedicado grande esforço nos últimos anos. “A cidade de Urbana-Champaign é maravilhosa”, diz. “É gostoso demais andar por lá, tudo é bem iluminado e cuidado. Você se sente muito seguro.” Os alunos do Insper que participaram do intercâmbio em julho e agosto deste ano ficaram no mesmo dormitório, o que criou ou reforçou os laços entre os brasileiros. “Na pesquisa, por exemplo, tinha um aluno da Índia que estava fazendo o doutorado dele em Illinois”, conta Rafaela. “Pude conhecer pessoas novas e, ao mesmo tempo, sentir um pouco desse pouco de conforto de casa, de estar com o pessoal do Insper. Fora que tinha colegas do Insper que eu não conhecia ainda, então consegui formar amizades que voltaram para o Brasil e continuam até hoje.” Nas horas livres, Rafaela juntou-se aos intercambistas numa viagem, organizada pela universidade, para Chicago, onde fez um passeio de barco que mostrava a arquitetura histórica da cidade. Foi lá que provou a famosa pizza de massa grossa de Chicago. Em um parque de Urbana-Champaign, assistiu à queima de fogos em comemoração ao Dia da Independência dos Estados Unidos, em 4 de julho. “Um programa bem de cidade pequena, com as pessoas sentadas na grama, em cima de toalhas, assistindo aos fogos”, diz. “Fui duas vezes numa feirinha de artesanato e alimentos de produtores locais. Cheguei a comprar uns morangos desidratados supergostosos, que nunca tinha visto no Brasil.” Nesses lugares, como observa Rafaela, expressa-se muito da cultura local de consumo e comportamento. Toda essa experiência voltou na bagagem."},{"jcr:title":"Rafaela Afférri (centro) com outros estudantes do Insper na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign","alt":"Rafaela Afférri (centro) com outros estudantes do Insper na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign"}]