[{"jcr:title":"Núcleo de Política Educacional e Inclusão Produtiva ajuda a aprimorar os programas públicos","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_1":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas"},{"richText":"Os pesquisadores do CGPP do Insper elaboram estudos para medir o impacto de políticas públicas nas áreas de gestão educacional, educação integral e inclusão produtiva para superação da pobreza","authorDate":"27/11/2025 14h59","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas","title":"Núcleo de Política Educacional e Inclusão Produtiva ajuda a aprimorar os programas públicos","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"A partir da reorganização dos centros de conhecimento do Insper, finalizada em 2024, o  [Núcleo de Política Educacional e Inclusão Produtiva](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/nucleo-de-politica-educacional-e-inclusao-produtiva)  (NPEIP) do Centro de Gestão e Políticas Públicas ( [CGPP](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas) ) integrou diversas frentes de pesquisa da escola. O Núcleo Ciência pela Gestão Educacional, criado em 2021, e o Centro de Evidências da Educação Integral, em 2022, dedicavam-se à produção de evidências e à formulação de políticas públicas no setor, caminho desbravado pela Rede Ciência para o Desenho de Políticas Educacionais do Insper desde 2020. Simultaneamente, a equipe de pesquisadores trabalhava em estudos sobre políticas para a superação da pobreza e a inclusão produtiva. A missão do NPEIP é produzir evidências para aprimorar políticas públicas que impactam a qualidade da educação e a inclusão produtiva para superação da pobreza no Brasil, segundo Laura Muller Machado, coordenadora-geral do núcleo. Na área de gestão educacional, por exemplo, os pesquisadores conduzem a avaliação de impacto experimental do programa Jovem de Futuro em Minas Gerais. Busca-se conhecer os efeitos do projeto — implementado em 2019, em parceria entre a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais e o Instituto Unibanco — nos resultados educacionais para proficiência, progressão e engajamento dos estudantes. O mesmo programa Jovem do Futuro é aplicado no Rio Grande do Sul, onde o núcleo assumiu a responsabilidade pelo desenho e condução da avaliação de impacto experimental. Nesse âmbito, o Insper realizou cursos e workshops nos dois estados, destinados a servidores, gestores e lideranças responsáveis pela implementação dos programas de gestão educacional. Na área de educação integral, os resultados da pesquisa “Bolsa de estudos e evasão: avaliação de impacto ex-ante” foram apresentados, em 2024, aos gestores dos ministérios da Educação e da Fazenda. Em breve, esse balanço será lançado também em livro. O objetivo do estudo é preencher a lacuna de conhecimento sobre o impacto do programa Pé-de-Meia e de seus similares estaduais, que pretendem reduzir a evasão e o abandono escolar por meio da transferência de renda aos estudantes de ensino médio. Ainda no ano passado, o NPEIP realizou um evento, no Insper, para mostrar os resultados de uma análise que simula o impacto de estratégias de expansão da oferta de educação integral sobre a desigualdade de aprendizado entre jovens em idade escolar. Os dados indicam que um cenário favorável poderia reduzir a desigualdade geral entre os jovens em 3,2%, com uma redução expressiva de quase 20% na desigualdade entre escolas. Entretanto, um cenário desfavorável poderia aumentar a desigualdade para 2,1% e 25,8%, respectivamente. Entre os trabalhos mais recentes na área de inclusão produtiva, estão os estudos “Avaliação da fidedignidade do Cadastro Único” e “Desenho de programas de combate à pobreza: transferência de renda com inclusão produtiva”. O primeiro mensurou a eficácia do Cadastro Único na identificação dos cidadãos brasileiros em situação de vulnerabilidade. A pesquisa destaca a necessidade de aprimorar o Cadastro Único como ferramenta central para a gestão de políticas públicas de transferência de renda e inclusão social, além de oferecer subsídios para reforçar a confiança no banco de dados usado em iniciativas como o Bolsa Família. O relatório foi apresentado em evento online em 2024. Por sua vez, o estudo “Desenho de programas de combate à pobreza” identifica diferentes práticas e diretrizes para promover a saída da pobreza via inclusão produtiva, por intermédio da análise de experiências nacionais e internacionais de programas sociais. Essa produção dá continuidade à agenda iniciada com o livro “Diretrizes para o desenho de uma política para a superação da pobreza”, de Ricardo Paes de Barros, o PB, e Laura Muller Machado. Os esforços do núcleo também deram origem à Rede de Troca de Práticas sobre Políticas Públicas para a Inclusão Produtiva, criada em 2024. Dentro dessa área de conhecimento, foi ministrado, em 2023, um curso que certificou 68 gestores dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, além do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Um ano depois, o NPEIP promoveu quatro workshops voltados para as equipes de gestores públicos estaduais de Roraima, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, atendendo cerca de 240 técnicos e gestores públicos das pastas de desenvolvimento social e outras correlatas ao tema de inclusão produtiva. Laura ressalta a importância das parcerias para as três iniciativas do núcleo. Instituto Unibanco (gestão educacional), Instituto Sonho Grande e Instituto Natura (educação integral) e Ambev e Fundação Arymax (inclusão produtiva) são os apoiadores atuais que viabilizam os projetos e garantem que o conhecimento e as evidências cheguem aos gestores e lideranças responsáveis pelas políticas públicas educacionais e de inclusão produtiva. Além do título “Diretrizes para o desenho de uma política para a superação da pobreza”, PB e Laura assinam os livros “Impacto da educação técnica sobre a empregabilidade e a remuneração”, com Lígia Lóss Corradi, Samuel Franco e Andrezza Rosalém, e “Consequências da violação do direito à educação”, com Samuel Franco, Daiane Zanon e Grazielly Rocha. Relatórios de pesquisa, seminários, webinários e capítulos de livros são exemplos típicos de produção científica e difusão de conhecimento do Núcleo de Política Educacional e Inclusão Produtiva. A composição da equipe contribui para a interação com outros núcleos e centros de pesquisa do Insper. No CGPP, PB é coordenador acadêmico e Laura Machado coordena os cursos lato sensu, entre os quais, oPrograma Avançado em Gestão Pública ( [PAGP](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/programas-avancados/pos-graduacao-em-gestao-publica) ). Coordenadora executiva do NPEIP, Laura Abreu também é professora no PAGP. Alysson Portella é gestor de pesquisa do Núcleo de Estudos Raciais. Ana Diniz, coordenadora acadêmica do Núcleo de Estudos de Gênero. Gustavo Tavares, coordenador acadêmico do Núcleo de Pessoas no Setor Público. No Núcleo Ciência pela Infância, Naercio Menezes Filho é coordenador acadêmico, e Bruno Komatsu, coordenador executivo."}]