[{"jcr:title":"Núcleo de Estudos Raciais lança o livro “A Loteria do Nascimento”","cq:tags_0":"centro-de-conhecimento:n-cleo-de-estudos-raciais","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_2":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/educação","cq:tags_3":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/diversidade","cq:tags_4":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas"},{"richText":"No dia 20, os autores Michael França e Fillipi Nascimento e a ilustradora Mayara Smith vão debater os limites da mobilidade social no Brasil","authorDate":"08/08/2025 15h56","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:n-cleo-de-estudos-raciais","title":"Núcleo de Estudos Raciais lança o livro “A Loteria do Nascimento”","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Uma sociedade próspera é aquela na qual muitos vencem por causa das oportunidades que lhes foram dadas. Essa é uma das reflexões do livro  A Loteria do Nascimento: filha do porteiro termina universidade, mas não alcança filho do rico , que será lançado no dia 20 de agosto, às 18h, no auditório do Insper. O evento contará com um debate entre os autores Michael França e Fillipi Nascimento, do  [Núcleo de Estudos Raciais do Insper](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas/nucleo-de-estudos-raciais)  (NERI), e a ilustradora da obra, Mayara Smith, além de convidados especiais, seguido por sessão de autógrafos.   Como observa França, coordenador do NERI, há livros que explicam e há livros que despertam.  A Loteria do Nascimento  contempla os dois objetivos ao mostrar por que a maioria dos brasileiros, com competência educacional e esforço equivalentes a dos filhos das elites, continua largando atrás na busca por ascensão social. Os dados apresentados no livro discutem como os importantes avanços educacionais não bastaram para romper o ciclo da desigualdade no país.   As políticas de inclusão e expansão do ensino superior estabeleceram um marco no acesso dos filhos da classe trabalhadora às universidades brasileiras. Segundo os autores, elas ergueram uma ponte entre a vontade e a oportunidade de estudar. Mas a mobilidade social ainda impõe limites. “Criou-se uma crença simples, quase ingênua, de que o diploma bastaria para apagar as desvantagens históricas e recompensaria o esforço”, diz França. “Só que o ponto de partida, o lugar de onde cada um começa a corrida da vida, continuaria a importar.”   Recém-formados, os filhos da elite circulam com naturalidade nos ambientes de trabalho criados pelo seu próprio círculo social. Eles conhecem os códigos, falam o mesmo sotaque do andar de cima, recebem indicações pessoais e têm liberdade financeira para arriscar e escolher o que querem fazer. Para os jovens desfavorecidos, faltam esses sinais de pertencimento, seja na faculdade, seja no mercado de trabalho. O ambiente torna-se hostil porque não há chance para errar e recomeçar, observa França.   A Loteria do Nascimento  demonstra que, embora ajude a reduzir as desigualdades, a educação depende de uma sociedade que repense valores e assuma a responsabilidade pelas mudanças. “Uma sociedade mais próspera não se mede pelas credenciais educacionais e pelo número de diplomas emitidos, mas pelo destino que esses diplomas permitem alcançar”, diz França. “Se quisermos construir uma sociedade menos desigual, precisamos abandonar a ideia de que basta abrir a porta. É preciso esperar por quem vem mais devagar. É preciso ampliar os degraus, mudar as regras, revisar os critérios.”   Os interessados em participar do evento podem se inscrever neste  [link](https://bit.ly/insper1789) . A pré-venda do livro, por sua vez, está disponível no site da Editora Jandaíra, neste outro  [link](http://bit.ly/46n9i21) ."},{"jcr:title":"Capa do livro","fileName":"Capa livro_A Loteria do Nascimento.png","alt":"Capa do livro"}]