[{"jcr:title":"Do impacto social à liderança pública: a trajetória da nova secretária de Esportes do Estado de São Paulo","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_1":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/alumni","cq:tags_3":"formato-de-programa:educa--o-executiva"},{"richText":"Com atuação em direitos humanos e formação no Insper, Claudia Carletto leva para a nova função uma visão centrada em impacto social e transformação de vidas","authorDate":"24/04/2026 13h15","author":"Michele Loureiro","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","title":"Do impacto social à liderança pública: a trajetória da nova secretária de Esportes do estado de São Paulo","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Nem toda trajetória na gestão pública se constrói pela sucessão de cargos. Algumas nascem da decisão de atuar justamente onde os dilemas são mais duros e os efeitos da ação do Estado aparecem sem filtro. Ao assumir recentemente a Secretaria de Esportes do estado de São Paulo, Claudia Carletto chega à pasta depois de anos de atuação em áreas ligadas a direitos humanos, inclusão e desenvolvimento social, com passagem marcante pela presidência da Fundação Casa. É desse percurso, moldado menos por formalidades de gabinete e mais pelo contato com situações-limite, que surge a visão que ela pretende imprimir à nova etapa: a de que a política pública só se justifica quando produz mudança concreta na vida das pessoas. Jornalista de formação e ex-aluna do curso [Mulheres Líderes na Arena Pública](https://ee.insper.edu.br/cursos/gestao-e-politicas-publicas/mulheres-na-arena-publica/) , do Insper, Claudia consolidou sua carreira com base em pilares claros. “Fui construindo meu caminho dentro do setor público, sempre com foco em direitos humanos, inclusão e desenvolvimento social”, diz. Ao longo dos anos, esse eixo orientou sua presença em espaços em que gestão e realidade social se encontram de forma mais direta. Foi na Fundação Casa, porém, que essa percepção ganhou maior profundidade. “Ali, vivi de forma muito concreta o papel do Estado na transformação de vidas, lidando com desafios complexos, mas também com histórias de reconstrução”, afirma. A experiência reforçou uma compreensão central em sua trajetória: o Estado não se manifesta em abstrato. Ele se revela na capacidade de interromper ciclos, abrir possibilidades e criar condições para que outras trajetórias se tornem viáveis. Essa leitura ajuda a entender por que sua chegada à Secretaria de Esportes carrega um sentido que vai além da troca de comando. Em sua visão, o esporte precisa ser reconhecido como política pública de alcance amplo, com efeitos que atravessam diferentes fases da vida. “O esporte é um direito social e precisa ser compreendido dessa forma. Ele impacta a vida das pessoas em todas as fases”, afirma. Ao descrevê-lo, ela desloca a discussão para longe de uma noção restrita de lazer. “Estamos falando de qualidade de vida, promoção da saúde e também de prevenção”, diz, ao defender o potencial do esporte para estruturar trajetórias mais consistentes, sobretudo entre crianças e jovens. A relevância dessa agenda está justamente em sua capacidade de articulação. O esporte, nesse desenho, não aparece como uma política isolada, mas como um ponto de convergência entre frentes decisivas da administração pública. Claudia sustenta que sua força está na possibilidade de produzir pertencimento, disciplina, convivência e cidadania, ao mesmo tempo que amplia oportunidades e fortalece vínculos. À frente da Secretaria, ela aponta como meta ampliar o acesso e sustentar o esporte em toda a sua extensão. “O grande desafio é alcançar todos os públicos, em diferentes fases da vida, fortalecendo o esporte de base e o alto rendimento”, afirma. A prioridade envolve a qualificação da infraestrutura e a consolidação dessa visão mais abrangente no cotidiano da população. Formação e liderança na prática da gestão O repertório de gestão da executiva também foi aprofundado em uma formação recente. Em novembro de 2025, Claudia participou no Insper do curso Mulheres Líderes na Arena Pública, experiência que ela aponta como um marco em sua trajetória. “O curso foi uma experiência muito rica. Ele traz ferramentas práticas, provoca reflexões importantes e fortalece a forma como a gente se posiciona na gestão pública”, afirma. Segundo ela, a formação se destaca não apenas pelo conteúdo técnico, mas também por ampliar a reflexão sobre liderança, responsabilidade e presença institucional. Um dos aspectos mais marcantes da formação foi a convivência com outras participantes. “São olhares diversos, dealunas dispostas a contribuir com o país”, diz. Esse encontro entre percursos distintos ampliou seu repertório e produziu algo que, para ela, permanece além da sala de aula: uma rede ativa de troca, escuta e colaboração. “Isso se traduz em diálogo, compartilhamento de experiências e, muitas vezes, na construção conjunta de soluções”, afirma. Em um ambiente público frequentemente atravessado por isolamento decisório, esse tipo de rede ganha peso particular. Para Claudia, a presença feminina na gestão pública se constrói no coletivo. “Não é sobre separar ou criar espaços à parte. É sobre fazer junto, ocupar os espaços com competência e contribuir”, afirma. Nesse contexto, ela destaca um diferencial feminino que pode ampliar a qualidade das decisões: um olhar atento às diferentes dimensões dos problemas. “A mulher costuma trazer essa visão mais integradora, e isso fortalece a gestão”, finaliza.  "}]