[{"jcr:title":"Da física à sustentabilidade, uma jornada entre fronteiras","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/sustentabilidade","cq:tags_2":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas"},{"richText":"O professor Vinicius Picanço Rodrigues, especialista em sustentabilidade e sistemas complexos, conta sua trajetória desde a graduação em São Carlos até o Insper","authorDate":"20/02/2025 17h07","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","title":"Da física à sustentabilidade, uma jornada entre fronteiras","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"O professor  [Vinicius Picanço Rodrigues](https://www.insper.edu.br/pt/docentes/vinicius-picanco-rodrigues)  nasceu e cresceu em São Carlos, no interior paulista, onde desde cedo foi atraído pelo ambiente universitário. Um de seus programas de lazer, quando criança, era visitar os campi da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde observava com curiosidade os laboratórios e as áreas verdes que mesclavam trechos de Mata Atlântica e Cerrado.   Influenciado pelo físico Vanderlei Bagnato, professor da USP que realizava trabalhos de divulgação científica na cidade, iniciou sua trajetória acadêmica na primeira turma de Física Computacional da USP. No entanto, seu interesse por diferentes áreas do conhecimento o levou a buscar uma formação mais abrangente. Após conversar com Bagnato e receber conselhos de seu pai, optou pela Engenharia de Produção na UFSCar. “Eu me encantei com esse curso por seu caráter multidisciplinar, dialogando com Ciências Sociais, Administração e Economia”, conta.   Após a graduação, fez o mestrado na própria UFSCar, que concluiu em 2014. Nessa época, também fez uma especialização em logística e gestão da cadeia de suprimentos no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Em seguida, realizou seu doutorado na Danmarks Tekniske Universitet (DTU), instituição reconhecida por sua tradição em pesquisas aplicadas na área de sustentabilidade.   Em 2018, após quatro anos na Dinamarca, retornou ao Brasil como professor e pesquisador do Insper. Atualmente, leciona nos Mestrados em  [Políticas Públicas](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/mestrado/politicas-publicas)  e  [Administração](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/mestrado/administracao)  e no  [Doutorado em Administração](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/doutorado/doutorado-profissional-em-administracao) . Como coordenador do  [Programa Avançado em Sustentabilidade e ESG (PAS)](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/programas-avancados/programa-avancado-em-sustentabilidade-e-esg)  e líder do Núcleo de Sustentabilidade, ao lado da professora Priscila Claro, trabalha para ampliar e integrar práticas sustentáveis na instituição. “Nossa meta é estabelecer o Insper como uma referência em sustentabilidade, sendo reconhecido como uma instituição que valoriza e trabalha intensamente esse tema”, afirma.   A seguir, conheça mais sobre a trajetória de Vinicius Picanço Rodrigues.     Escolha da carreira   Eu nasci e cresci em São Carlos, uma cidade peculiar que, apesar de ser de porte médio para os padrões brasileiros, abriga dois grandes campi universitários: da USP e da UFSCar. Cresci ouvindo que São Carlos tinha a maior concentração de doutores por habitante do país. Desde pequeno, meus pais e tios me levavam para passear nesses campi. O que eu inicialmente via como um parque, com seus lagos e pedaços da Mata Atlântica e do Cerrado, depois descobri ser um ambiente universitário. Vendo os laboratórios de fora, eu ficava curioso sobre o que acontecia ali dentro, e na escola fui aprendendo que eram laboratórios de biologia, química e física. Cresci rodeado por esse ambiente acadêmico, vendo pessoas fazendo mestrado e doutorado, o que alimentou meu desejo de ser cientista.   Na adolescência, tive uma influência muito forte do professor Vanderlei Bagnato, da USP de São Carlos. Ele era um físico brilhante que eu admirava muito, não só pela sua pesquisa, mas também pelo seu trabalho de divulgação científica — ele tinha um programa na TV em que ensinava física e levava feiras de ciência para o shopping e praças da cidade. Ele acabou me “adotando” e acabei fazendo iniciação científica com ele quando estava ainda no ensino médio. Publicamos o meu primeiro artigo científico em um periódico de física quando eu tinha 18 anos.   Por causa dessa admiração por ele e pela área, decidi cursar Física Computacional na USP. No entanto, após um ano, percebi que o ambiente do curso estava me afunilando demais. Eu sempre fui curioso e interessado por diversas áreas do conhecimento, sem preconceitos em relação a disciplinas de humanas ou biológicas. Ao cursar Física, percebi que estava me restringindo demais. Embora gostasse do curso e do desafio intelectual, não me adaptei ao contexto, o que gerou uma frustração pessoal muito grande.   Após uma conversa com o próprio Bagnato, que me aconselhou a fazer “uma boa Engenharia”, e influenciado pelo meu pai, que trabalhava na Faber-Castell e conhecia várias pessoas e professores do curso, acabei optando pela Engenharia de Produção na UFSCar. Eu me encantei com esse curso justamente por seu caráter multidisciplinar, dialogando com Ciências Sociais, Administração e Economia.     A graduação   Quando entrei na Engenharia de Produção, fui me encontrando gradualmente, descobrindo as diferentes áreas do curso. Me fascinei especialmente por pesquisa operacional, uma área da matemática aplicada voltada à tomada de decisão. Tentei fazer iniciação científica com o professor Reinaldo Morabito, uma grande referência nessa área, mas como ele não respondia meus e-mails, acabei conseguindo uma vaga com seu ex-orientador na USP, o professor Marcos Arenales. Foi uma experiência incrível — trabalhei num projeto com a Citrosuco, visitei a empresa, desenvolvi modelos matemáticos. Mais tarde, o próprio Morabito acabou me respondendo, mas eu já estava na fase do TCC e optei por explorar uma nova área, também na USP, ligada à tecnologia da informação (TI) aplicada ao desenvolvimento de produtos sustentáveis. No fim, o Morabito acabou virando meu orientador de mestrado e um grande mentor de carreira.    Durante a graduação, mantive uma forte conexão com a USP mesmo sendo aluno da UFSCar, transitando entre as duas universidades. Terminei o curso com uma boa visão de duas grandes áreas: pesquisa operacional, da iniciação científica, e sistemas e tecnologia de informação, do TCC. No último ano, fiz estágio na Accenture, na área de estratégia de TI, o que me deu uma perspectiva do mercado. Foi um ciclo interessante que me permitiu entender tanto o lado acadêmico quanto o corporativo da Engenharia de Produção, embora ao final eu já soubesse que não queria seguir carreira em grandes empresas.     A fase empreendedora   Quando me formei, em 2011, mesmo sabendo que queria seguir carreira acadêmica, acabei me aventurando pelo empreendedorismo, que começava a ganhar força no Brasil. Junto com colegas da graduação, primeiro montamos uma plataforma para conectar organizações do terceiro setor com doadores, que ficou conhecida como PlatSo. Tínhamos uma forte preocupação com temas sociais e ambientais e queríamos fazer a diferença e deixar um legado. Foi um projeto desafiador — tínhamos conhecimento técnico, mas não dominávamos a linguagem de negócios, e naquela época quase não se falava em startups ou venture capital. Chegamos a ter bom desempenho em alguns concursos de empreendedorismo, excelentes feedbacks de pessoas experientes, mas percebemos que seria difícil escalar o negócio com o modelo que havíamos desenhado.   Em paralelo ao meu mestrado em Engenharia de Produção na UFSCar, acabei pivotando para um novo projeto com colegas da computação. Assim, criamos o Chegue.Lá, uma espécie de Decolar.com para transporte rodoviário, usando meus conhecimentos de logística e o conhecimento técnico deles para desenvolver um algoritmo de rotas inteligentes. Tivemos muito sucesso — fomos selecionados para a primeira turma do Startup Brasil, recebemos investimento e mentoria da aceleradora Wayra, da Telefônica, e chegamos a nos mudar para São Paulo. No entanto, quando um concorrente de peso, o ClickBus, entrou no mercado com muito mais recursos, acabamos sendo absorvidos por eles — compraram nossa tecnologia e hoje são o principal player do setor. Depois dessa experiência intensa, decidi que era hora de me dedicar integralmente à carreira acadêmica e terminei meu mestrado em 2014.     A experiência no MIT   Durante meu mestrado, tive a oportunidade de participar do GCLOG (Graduate Certificate) no MIT, um programa de pós-graduação em logística e cadeia de suprimentos voltado para alunos da América Latina. Cheguei lá por indicação do meu orientador Reinaldo Morabito, que recebeu um pedido do diretor do programa no MIT buscando alunos. Foi uma realização especial para mim, já que o MIT estava no meu imaginário desde o ensino médio, por influência do professor Vanderlei Bagnato, que tinha feito doutorado lá com cientistas que ganharam o Nobel de Física. Acabei morando cerca de oito meses em Boston, entre 2013 e 2014.   Foi um verdadeiro divisor de águas na minha carreira acadêmica. O ambiente do MIT é surreal, pulsante, cheio de oportunidades para quem se interessa por ciência, empreendedorismo e academia. Desenvolvi um projeto final sobre cadeias humanitárias e resposta a desastres, recebi uma premiação por desempenho e construí relações que mantenho até hoje — ainda colaboro com pesquisadores de lá, escrevemos e publicamos estudos juntos. Essa experiência me amadureceu muito e me deu a certeza de que queria fazer doutorado fora do Brasil para ganhar novas perspectivas e mais sensibilidade cultural.     O doutorado na Dinamarca   Escolhi fazer o doutorado na Dinamarca pelo tema da sustentabilidade, que sempre me atraiu desde o colégio católico, onde me envolvi com trabalho voluntário e questões socioambientais desde muito jovem, com projetos e imersões na zona rural de cidades remotas e muito vulneráveis do Brasil. Na graduação, tinha fundado grupo de estudo em sustentabilidade e organizado eventos sobre o tema. Cheguei à Dinamarca por meio da Daniela Pigosso, uma pesquisadora que estava fazendo pós-doutorado lá. Quando a procurei pedindo sugestões de pesquisa, ela não só me respondeu com várias ideias como me convidou para aplicar para a Danmarks Tekniske Universitet (DTU) Após duas tentativas, consegui a bolsa do Ciência sem Fronteiras e passei quatro anos lá, sendo orientado por ela e pelo professor Tim McAloone.   O período na Dinamarca foi muito rico porque, além do doutorado, acabei empreendendo com meus orientadores. Criamos uma empresa de consultoria, separada da universidade, onde aplicávamos um modelo para avaliar o impacto ambiental e social de decisões de desenho de produto. Era uma simbiose fascinante entre prática e academia — desenvolvíamos conhecimento na universidade, levávamos para as empresas, e os feedbacks alimentavam novas pesquisas. Trabalhamos com empresas europeias, norte-americanas, brasileiras e latino-americanas, o que me permitiu entender diferentes culturas empresariais. Foi um segundo divisor de águas na minha carreira, pois pude ver a pesquisa sendo aplicada na prática, e a sustentabilidade se tornou definitivamente o centro da minha agenda de pesquisa e da minha vida.   Embora tivesse recebido convites para continuar na Dinamarca, com oportunidades de pós-doutorado e posições acadêmicas, decidi voltar ao Brasil por duas razões principais. Por um lado, minha esposa, Amanda Gonzalez de Toledo, que tinha me acompanhado durante todo o doutorado logo após se formar, tinha mais urgência em retornar ao Brasil do que eu. Por outro, sentia uma dívida de gratidão com o CNPq, que havia financiado meus estudos — mesmo que alguns me chamassem de ingênuo, levava a sério a ideia de que, tendo sido bancado pelos contribuintes brasileiros por quatro anos na Dinamarca, era justo retornar e contribuir com o país.     O ingresso no Insper   A oportunidade no Insper surgiu quando comecei a sinalizar para alguns colegas no Brasil que planejava voltar. Um deles era Eduardo Zancul, professor da Escola Politécnica da USP, que eu conhecia desde São Carlos e considerava um mentor de vida e carreira. Quando comentei com ele sobre meus planos de retorno, ele se ofereceu para encaminhar meu currículo ao Insper, onde estava envolvido com a criação dos cursos de Engenharia. Coincidentemente, havia uma vaga aberta que combinava perfeitamente com minha área de ensino e pesquisa.   Na época, eu estava fazendo um período sanduíche na Sloan School do MIT, e fiz um bate-volta para São Paulo para participar do processo seletivo do Insper. Dei uma aula-teste, apresentei seminário de pesquisa e conversei com vários professores. Algumas semanas depois, recebi a proposta para uma posição em tempo integral, algo que superou minhas expectativas iniciais, já que imaginava que teria que “pingar” de uma escola para outra no começo da minha carreira docente. Isso acabou acelerando meu processo de retorno ao Brasil, em 2018.     Como é trabalhar no Insper   Valorizo muito a liberdade e a flexibilidade que tenho no Insper. Diferentemente de outras instituições onde trabalhei, nas quais tudo era muito compartimentado, aqui as fronteiras são mais difusas, o que facilita a colaboração e o desenvolvimento de ideias multidisciplinares. Como venho da Engenharia de Produção, uma área naturalmente permeável e aberta, me identifico muito com essa fluidez que encontro no Insper.   Outro aspecto que me atrai muito no Insper é sua preocupação com a aplicação prática do conhecimento e a interação com stakeholders externos — empresas, governos e organizações do terceiro setor. Essa busca por impacto real e integração com o ecossistema externo torna o Insper único entre as instituições pelas quais passei, seja no Brasil ou no exterior.     Atividades atuais  Embora minha trajetória fosse em Engenharia, curiosamente entrei no Insper não para dar aulas nos cursos nessa área, mas nos cursos de Administração e Economia. Atualmente, concentro minha atuação na pós-graduação, lecionando nos Mestrados em Políticas Públicas e Administração, além do recém-criado Doutorado em Administração. Na graduação, participo principalmente como avaliador da disciplina  [Resolução Eficaz de Problemas](https://www.insper.edu.br/pt/transformacao/carreiras/rep)  (REP).   Sou coordenador do Programa Avançado em Sustentabilidade (PAS), que desenvolvi junto com a professora Priscila Claro e o professor Geraldo Setter. Além disso, coordeno com Priscila o Núcleo de Sustentabilidade do Insper, onde estamos realizando um trabalho amplo de integração das iniciativas de sustentabilidade na instituição. Estamos mapeando professores e entidades estudantis envolvidos com o tema, identificando disciplinas que abordam sustentabilidade em profundidade e buscando novas formas de incorporar o tema nos currículos de graduação em Administração e Economia.   Nossa meta é estabelecer o Insper como uma referência em sustentabilidade, sendo reconhecido tanto por candidatos quanto pela comunidade acadêmica como uma instituição que valoriza e trabalha intensamente esse tema. Para isso, estamos reformulando o PAS, desenvolvendo novos cursos de curta duração em  [Educação Executiva](https://ee.insper.edu.br/cursos/)  e planejando eventos ao longo do ano, sempre em parceria com outras diretorias e centros da escola.     Planos e projetos   O Programa Avançado em Sustentabilidade está em sua fase inicial, tendo formado três turmas e atualmente conduzindo a quarta. Embora tenhamos construído uma base sólida, há espaço para consolidar o programa. Nosso próximo passo é fortalecer o posicionamento do programa no mercado, amplificando sua reputação como referência em formação executiva em sustentabilidade, o que naturalmente deverá atrair mais profissionais interessados em desenvolver competências nessa área crucial.   Minha principal missão atualmente é fortalecer o papel do Insper na área de sustentabilidade. Em termos de pesquisa, continuo trabalhando na interface entre impactos sociais e ambientais em cadeias de suprimento, com foco especial em questões humanitárias e alimentares. É uma área que venho desenvolvendo desde meu período no MIT e na Dinamarca, e que considero cada vez mais relevante no contexto atual.   Do ponto de vista metodológico, meu trabalho se concentra na modelagem de sistemas complexos, analisando fenômenos interconectados em que não é possível isolar uma parte sem considerar as interconexões e o todo — como é o caso das questões climáticas, econômicas e de políticas públicas. Essa abordagem de sistemas complexos permeia tanto minha pesquisa quanto minha atuação no ensino, seja na pós-graduação, onde oriento alunos no mestrado em políticas públicas e administração, seja na Educação Executiva, onde busco integrar essas diferentes perspectivas para uma compreensão mais ampla dos desafios da sustentabilidade.     Riscos e oportunidades da agenda climática   Vejo que estamos em um momento crítico, com grandes desafios como a crise climática, instabilidade geopolítica e desigualdades, mas também com oportunidades significativas pela frente. O Brasil tem potencial para exercer uma liderança importante na transição energética e sustentabilidade, especialmente em 2025, com a COP (conferência sobre clima) que vai acontecer em Belém. É um momento crucial para nos consolidarmos como atores relevantes nessa agenda, da qual o Brasil já é um protagonista.   Na minha visão, as empresas que estão recuando agora na agenda climática e ambiental, seguindo discursos como o do presidente Donald Trump, nunca estiveram verdadeiramente comprometidas — agiram por oportunismo, não por convicção. Por outro lado, as organizações realmente comprometidas não só permanecem como devem intensificar seus esforços. A postura dos Estados Unidos representa uma renúncia à liderança que abre espaço para outros atores, como a China, que já é protagonista em iniciativas de descarbonização, e o Brasil, que tem vantagens competitivas importantes com sua matriz energética limpa, tecnologia em energia e alimentos e uma rica bioeconomia a ser explorada.   Um exemplo concreto dessa oportunidade está na interface entre inteligência artificial e sustentabilidade. Com a IA consumindo muita energia e empresas preocupadas com seu impacto ambiental e de custos, o Brasil pode se posicionar como um provedor de energia limpa, atraindo grandes empresas de tecnologia. Nossa capacidade de assumir essa liderança dependerá de vários fatores, incluindo especialmente decisões políticas, mas há um grande potencial em áreas como agropecuária, biodiversidade e energia renovável.  "}]