Os alunos Maira Gentil e Vinícius da Silva Bithencourt
O início de uma jornada acadêmica é sempre marcado por desafios, sonhos e grandes expectativas. Para Maira Gentil e Vinícius da Silva Bithencourt, dois jovens cariocas que conquistaram bolsas integrais para estudar no Insper, essa experiência carrega um significado ainda mais profundo. Suas histórias são exemplos de perseverança, apoio familiar e uma busca incessante por uma educação de excelência, que não só transforma vidas, mas também abre portas para um futuro repleto de possibilidades. No texto a seguir, relatamos as trajetórias dos dois novos alunos bolsistas, suas motivações e as aspirações que os impulsionam a trilhar esse caminho na Engenharia.
Aos 18 anos, Maira Gentil está prestes a iniciar sua jornada no curso de Engenharia Mecatrônica no Insper. Sua trajetória até aqui foi marcada por muito esforço e dedicação, fruto do incentivo constante de sua mãe, que sempre acreditou na educação como o caminho para uma vida melhor. “Minha mãe, que há alguns anos é trabalhadora autônoma e informal e não teve a oportunidade de fazer uma faculdade, sempre disse que o único jeito de melhorarmos de vida era por meio dos estudos”, diz Maira. Esse incentivo levou Maira a sempre tirar boas notas, culminando na obtenção de uma bolsa integral para estudar no Insper.
Maira conheceu o Insper por meio do Ismart (Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos), entidade sem fins lucrativos que identifica jovens talentos de baixa renda e os orienta na escolha de suas carreiras. “Quando conversei com uma analista do Ismart sobre a profissão que eu estava escolhendo e disse que queria engenharia mecatrônica, ela logo me apresentou o Insper”, relata Maira. Após uma pesquisa aprofundada sobre a escola e seu programa de bolsas, ela decidiu, ainda no segundo ano do ensino médio, que essa seria a melhor opção para sua graduação.
Maira conta que não conseguiu a bolsa no Insper em sua primeira tentativa. Em 2023, ela passou no vestibular do Insper, mas não foi selecionada para a bolsa. Determinada a seguir seu sonho, Maira continuou seus estudos e conseguiu, por meio do Enem, ser aprovada em uma universidade pública do Rio de Janeiro, onde cursou Engenharia Eletrônica por um semestre. Paralelamente, ela se preparou para tentar novamente o Insper em 2024 e, desta vez, foi bem-sucedida ao conquistar a tão desejada bolsa.
As expectativas de Maira em relação ao Insper são altas e repletas de esperança. Ela valoriza muito o apoio comunitário e psicopedagógico que a instituição oferece. “Eu espero continuar tirando boas notas e tendo bons resultados”, diz ela. Além disso, Maira está empolgada com as oportunidades de estágio e as parcerias internacionais que o Insper proporciona aos estudantes. “Tenho muita vontade de viajar, sair do Brasil um pouco, mas quero voltar”, comenta sobre a possibilidade de realizar um intercâmbio durante a graduação.
A mudança para São Paulo já representa um grande passo para Maira, que só saiu do Rio de Janeiro uma vez, para prestar o vestibular no Insper. “Dá um certo medinho, porque não estou acostumada a ficar fora de casa e longe da família”, diz. Mesmo com a ansiedade, Maira está determinada a se adaptar bem à nova cidade e construir uma vida confortável, sempre mantendo o foco em sua educação e na melhora de sua situação financeira e da sua família. “Espero conseguir um bom emprego no final da graduação para que eu possa melhorar a minha situação financeira e a da minha família”, afirma.

Já o aluno Vinícius da Silva Bithencourt, de 19 anos, está começando o primeiro semestre do curso de Engenharia Mecânica no Insper. Desde criança, Vinícius sempre teve uma paixão por criar e inventar. Ele se dedicava a projetos artesanais, como construir carrinhos de papelão e rodas-gigantes de palitos de sorvete, sempre tentando adicionar algum tipo de automação. “Sempre gostei de criar coisas novas com base nas antigas”, conta ele, destacando que sua curiosidade e desejo de inovar o levaram a escolher o curso de Engenharia.
A trajetória de Vinícius até o Insper não foi fácil. Ele cursou parte do ensino fundamental em escolas públicas, devido a dificuldades financeiras enfrentadas por sua família. Sua mãe, formada em Engenharia de Produção, sempre o incentivou a seguir o caminho da Engenharia, embora ela mesma nunca tenha atuado na área. “Minha mãe sempre disse que a Engenharia era uma das melhores carreiras”, lembra. Durante o ensino médio, ele decidiu tentar uma vaga no Insper, uma escola que sempre admirou. “Tentei três vezes até conseguir ser aprovado e obter uma bolsa integral”, ressalta, mostrando a persistência necessária para alcançar seu objetivo.
Antes de entrar no Insper, Vinícius chegou a iniciar um curso técnico em Mecânica no Rio de Janeiro, mas a estrutura da escola não atendeu às suas expectativas. Enquanto isso, ele continuava buscando informações e conhecendo mais sobre o Insper, incentivado por amigos. Ele participou de duas edições do Momento Insper, quando pôde conhecer melhor a escola. A estrutura e as possibilidades oferecidas pelo Fab Lab do Insper, em especial, chamaram sua atenção. “Eu vi impressoras 3D e vários tipos de máquinas funcionando. Você fica encantado com as possibilidades que o Fab Lab oferece para criar qualquer coisa”, comenta Vinícius, entusiasmado com as oportunidades que o Insper lhe proporciona.
Vinícius já está instalado na Toca da Raposa, o alojamento residencial para alunos bolsistas de fora de São Paulo. Embora já tenha morado longe da família anteriormente, esta é a primeira vez que vive tão distante de casa. Ele está se adaptando à nova vida, mas tem sido bem acolhido pelos colegas. “As pessoas aqui são bem receptivas. Pensei que seria mais difícil me aproximar da galera, mas está sendo tranquilo”, relata, aliviado por estar conseguindo se enturmar rapidamente.
O aluno conta que seu maior receio nesta nova fase em sua trajetória é não conseguir acompanhar algum conteúdo do curso. “O meu maior medo é ficar em DP em alguma matéria, porque em Engenharia precisamos estudar muita coisa ao mesmo tempo”, diz. Apesar desse receio, sua expectativa em relação ao curso é alta. Vinícius espera desenvolver habilidades tecnológicas, especialmente na área de programação, que ele ainda não domina. Ele vê o Insper como um ambiente que pode ajudá-lo a direcionar sua carreira e explorar diferentes possibilidades dentro da Engenharia. “Ainda estou dividido entre o empreendedorismo e a área industrial, mas tenho certeza de que o Insper me ajudará a encontrar o meu caminho”, afirma.
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