[{"jcr:title":"Aluno de Administração do Insper lança primeiro livro de contos","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:gestão-e-negócios","cq:tags_1":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/programa-de-bolsas","cq:tags_2":"programas:graduacao"},{"richText":"Anderson Benjamim dos Santos, estudante bolsista do 8º semestre, reúne sete contos em “Amores, Pactos e Mortes”","authorDate":"16/12/2025 11h25","madeBy":"Por","tag":"programas:graduacao","title":"Aluno de Administração do Insper lança primeiro livro de contos","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Aos 26 anos, Anderson Benjamim dos Santos carrega uma trajetória marcada pela vontade de transformar vivências e inquietações em palavras. Estudante do oitavo semestre de Administração no Insper, ele acaba de realizar um sonho: lançar seu primeiro livro. Intitulado  [Amores, Pactos e Mortes](https://editoraventos.com.br/produto/amores-pactos-e-mortes/) , a obra reúne sete contos que abordam temas como relações humanas, espiritualidade e morte — sempre com uma veia lírica e experimental que reflete seu estilo pessoal. Natural de Juazeiro do Norte, no interior do Ceará, Anderson chegou a São Paulo em 2021 após ser aprovado no vestibular do Insper com bolsa integral. Durante um ano, viveu na Toca da Raposa, residencial para alunos bolsistas da escola, e desde então tem conciliado os estudos com experiências profissionais relevantes — atualmente, estagia na área de pessoas da Ambev, com foco em logística e suporte estratégico. Mas, mesmo com uma rotina intensa entre trabalho e faculdade, nunca deixou de lado a paixão pela escrita. “Escrevo desde muito novo e sempre tive vontade de publicar um livro, mas o medo de ser criticado me travava”, admite. Esse temor, no entanto, foi vencido aos poucos — com o incentivo da família, o apoio de amigos e, mais recentemente, a força de uma comunidade literária com a qual Anderson passou a trocar experiências. “Entrei em um grupo de escrita no WhatsApp com autores independentes, e aquilo me inspirou. Vi muitas pessoas publicando, dando dicas, e isso me deu coragem para tentar.” O autor enviou sua obra para dez editoras, sendo aceito por sete delas. O resultado desse processo é Amores, Pactos e Mortes, publicado pela Editora Ventos. Contos com alma e identidade Embora seja um livro de contos, a obra não se prende a um único gênero. Há elementos de terror, drama, romance e até poesia — inserida de forma orgânica nos textos, como em letras de músicas ou rituais rimados. Anderson explica que, mesmo que a maior parte do conteúdo seja narrativa em prosa, ele gosta de brincar com a estética poética. “Há contos em que o texto assume um ritmo, uma forma quase de poema, mesmo sem rima. Gosto de experimentar.” O título da coletânea foi escolhido após o autor perceber que três temas recorrentes permeavam todos os contos: o amor (sob diversas formas, não apenas o romântico), os pactos (sejam eles literais ou simbólicos) e a morte (como fim, como transformação ou como metáfora). Esses elementos, afirma, revelam um pouco de sua própria jornada emocional, estética e intelectual. “O livro reúne contos antigos e outros mais recentes. O mais velho eu escrevi em 2017, o mais novo foi neste ano. O livro é como um retrato da minha evolução como escritor.” Entre os sete contos, dois se destacam especialmente para o autor: “A Verdade Sobre Mim”, o mais antigo da coletânea, e “Réquiem em Carne”, o mais pessoal. O primeiro nasceu em meio a uma imersão em filmes de terror, gênero que passou a estudar com mais afinco durante a adolescência. O segundo é quase uma homenagem às suas raízes. “Tem muito de mim ali, da minha realidade, da minha família. É o conto mais importante sentimentalmente falando”, revela. Embora os contos sejam majoritariamente ficcionais, algumas histórias carregam uma crítica social sutil. Questões como indiferença, religião e controle social aparecem nas entrelinhas. “Não gosto de trabalhar isso de forma explícita. Prefiro que o leitor perceba por si que há uma crítica ali.” Escrever como ato de liberdade Para Anderson, escrever é mais do que um hobby: é uma forma de existir. “Quando estou escrevendo, estou sendo quem eu sou”, diz. Seu processo criativo, no entanto, foge de qualquer rotina disciplinada. Ele escreve quando a inspiração aparece — muitas vezes no banho ou de madrugada, quando as ideias o surpreendem. Nessas ocasiões, não hesita em parar tudo para registrar uma ideia. “Tenho o costume de gravar áudios explicando meus pensamentos para não esquecer. Depois, transformo isso em conto.” Curiosamente, Anderson também prefere não editar seus textos depois de terminados. “Acredito que o conto tem que ficar da forma como nasceu. Revisar gramática, claro, eu faço. Mas mudar a história, não. Prefiro escrever um novo conto a alterar um antigo.” Essa fidelidade à intuição criativa talvez se reflita em sua admiração por autores como Edgar Allan Poe, Arthur Conan Doyle e Rick Riordan. De Poe, herdou o gosto por temas sombrios; de Doyle, a atenção aos detalhes; e de Riordan, a paixão pela leitura, despertada ainda na adolescência por meio da saga Percy Jackson. Do Ceará para o Insper — e além O caminho até a publicação do primeiro livro é também uma história de superação. Nascido e criado em Juazeiro do Norte, Anderson veio para São Paulo com o objetivo de estudar no Insper graças a uma bolsa integral. O apoio da instituição, segundo ele, foi decisivo para que ousasse ir além. “Ser bolsista no Insper já é realizar um sonho. Mas estar aqui me fez sonhar ainda mais alto. O apoio que recebi para publicar o livro e até para organizar o lançamento foi essencial.” Atualmente, o livro está em fase de impressão e deve começar a ser entregue aos primeiros compradores ainda em dezembro. O lançamento oficial está sendo planejado para o início de 2026. Mesmo prestes a se formar em Administração, Anderson não pretende abandonar a literatura. Desde que concluiu o livro, já escreveu dois contos novos e trabalha no terceiro. Além disso, tem planos de publicar uma coletânea de poesias, gênero com o qual iniciou sua vida literária. “O nome já está definido: Sessões de Poesia. Já tenho vários poemas prontos, só falta organizar.” Mais do que um livro, Amores, Pactos e Mortes é o símbolo de uma jornada de autoconhecimento, coragem e expressão. A trajetória de Anderson Benjamim mostra como a literatura pode ser uma forma potente de emancipação — pessoal, cultural e até profissional. “Eu ainda não acredito que está dando certo”, diz, sorrindo. “Mas ver que editoras aceitaram meu trabalho, que pessoas estão comprando meu livro, que o Insper está apoiando… tudo isso me deixa muito feliz. Eu sonhei com isso por tanto tempo. Agora é real.”  "},{"jcr:title":"Anderson Benjamim dos Santos","fileName":"Anderson Benjamim dos Santos_aluno ADM (2).png","alt":"Anderson Benjamim dos Santos"}]