[{"jcr:title":"Uma jornada acadêmica que atravessa continentes e amplia horizontes","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação"},{"richText":"O aluno Vinícius Rodrigues de Freitas, da Engenharia da Computação, participou de um programa de verão na Universidade de Illinois e voltou ao Brasil decidido a aprofundar sua atuação em ciência de dados aplicada à educação","authorDate":"16/12/2025 09h10","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação","title":"Uma jornada acadêmica que atravessa continentes e amplia horizontes","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Natural de Juazeiro do Norte (CE), Vinícius Rodrigues de Freitas, 25 anos, aluno do 7º semestre de  [Engenharia de Computação](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia/engenharia-de-computacao)  no Insper, passou o último verão americano mergulhado em uma das mais prestigiadas universidades dos Estados Unidos: a Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (UIUC). Nesse programa em parceria com o Insper, o estudante viveu sua primeira experiência acadêmica no exterior e voltou ao Brasil transformado — pessoal e profissionalmente. Vinícius é bolsista integral no Insper e se interessa há muito tempo por temas ligados à educação e impacto social. Essa inclinação foi decisiva para que ele se inscrevesse no edital que seleciona alunos da graduação para uma temporada de pesquisa nos Estados Unidos. “Eu ainda não tinha feito pesquisa acadêmica aqui no Insper, mas já estava mergulhando em temas como ciência de dados e processamento de linguagem natural. Quando vi o edital, percebi que era a chance ideal de ter um primeiro contato com pesquisa de verdade, em um ambiente altamente qualificado e internacional”, conta. Durante dois meses, entre junho e agosto de 2025, Vinícius esteve envolvido em projetos coordenados pela professora  [Yael Gertner](https://ygertner.web.illinois.edu/) , docente da área de ciência de dados da UIUC, com foco em educação computacional. A pesquisadora é responsável por cursos voltados a alunos do programa iCAN — uma iniciativa que ajuda estudantes sem formação prévia em ciência da computação a fazer a transição para uma pós-graduação na área. “Meu trabalho lá se concentrou em duas frentes dentro da área de educação. Em uma delas, desenvolvemos materiais didáticos voltados para estudantes do ensino médio. Na outra, trabalhamos com ensino de conceitos matemáticos fundamentais, como indução, para alunos iniciantes na graduação”, explica Vinicius. Além de atuar na elaboração dos conteúdos e na revisão bibliográfica de base, Vinícius participou da formulação de questionários, scripts de aula e propostas de atividades interativas. Mesmo após seu retorno ao Brasil, ele continuou colaborando remotamente com a equipe — que é composta por estudantes de diferentes nacionalidades, níveis de formação e culturas. Aprendizados, desafios e conexões Apesar do entusiasmo, Vinícius enfrentou desafios importantes. O primeiro foi o idioma. “Mesmo tendo um bom inglês, não é a mesma coisa que ser nativo. No início, tive dificuldade para me expressar com clareza, ainda mais tratando de temas acadêmicos. Mas, com o tempo, fui ganhando fluência, principalmente graças às interações constantes com outros alunos e professores”, conta. Outro ponto de adaptação foi a alimentação. “A comida brasileira fez muita falta para mim. Senti saudades do prato de arroz, feijão e salada. É curioso como isso também afeta o conforto no dia a dia.” No entanto, o saldo da experiência foi extremamente positivo. Além de aprofundar seus conhecimentos técnicos, Vinícius voltou ao Brasil com novos amigos e um novo olhar sobre a pesquisa acadêmica. “O grupo de alunos do Insper ficou muito unido. A convivência foi intensa e formamos amizades reais. Mas também foi muito valioso ter contato com estudantes de outros países, com outras culturas. Conheci gente da Índia, de países africanos... isso amplia muito sua visão.” Fora das atividades acadêmicas, o grupo aproveitou para explorar o ambiente e a cultura local. Os estudantes articiparam de viagens, visitaram feiras como o Farmers Market e até se aventuraram na prática do bouldering, uma espécie de escalada em ambiente fechado. “Era um dos momentos mais legais. A gente se reunia, se divertia e ainda fazia amigos como o Michael, um americano que virou nosso parceiro de escalada”, lembra. Uma semente plantada para o futuro Motivado pela experiência, Vinícius ingressou no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) do Insper, onde hoje desenvolve um projeto com foco em análise de dados aplicados à área jurídica. Sob orientação do professor Tiago Tavares e apoio da professora Mariana Chies, ele investiga vieses em decisões judiciais relacionadas ao tráfico de drogas, utilizando ferramentas de machine learning. “Embora o tema atual seja diferente do que pesquisei em Illinois, o que aprendi lá foi essencial para entender o processo de pesquisa, desde a revisão de literatura até a estruturação de experimentos. Com certeza cheguei muito mais preparado.” Seu interesse em educação não é novo. Ainda no ensino médio, participou de projetos sociais para democratização do acesso ao conhecimento, especialmente em Olimpíadas Científicas. Hoje, no Insper, integra o projeto Pertencer, uma iniciativa liderada por bolsistas para auxiliar estudantes de baixa renda no processo de ingresso na faculdade. “A ideia é oferecer suporte acadêmico e emocional, dar acesso a materiais e criar uma ponte de acolhimento. Eles chegam e já conhecem alguém aqui dentro, o que faz muita diferença.” E o que vem depois? Sobre o futuro profissional, Vinícius ainda avalia caminhos. Ele não descarta a academia, mas se vê, principalmente, aplicando ciência de dados em contextos educacionais ou sociais. “Já estagiei em uma empresa de educação, a Arco, justamente nessa interseção. Também penso em consultoria, onde posso atuar com projetos que têm impacto direto na sociedade.” Mesmo sem planos de seguir uma carreira puramente acadêmica, ele reconhece o valor da vivência em pesquisa. “Hoje, para se destacar na área de ciência de dados e inteligência artificial, é fundamental ter uma base sólida. Muitos dos profissionais que lideram essa área têm doutorado ou mestrado. A pesquisa ensina a pensar com profundidade, a ir além do superficial. Isso é essencial para inovar.” Perguntado sobre que dicas daria para estudantes interessados em participar do programa de verão na UIUC, Vinícius é direto: “Primeiro, se inscreva, mesmo sem estar 100% confiante de que vai ser selecionado. Vale muito a pena. Segundo, aproveite o máximo possível para conhecer pessoas de fora da sua bolha. Quando a gente viaja em grupo, é natural ficar só com o pessoal conhecido, mas a riqueza da experiência está em expandir. Converse com outros alunos, professores, explore a cidade, os espaços acadêmicos... São essas conexões que fazem tudo valer ainda mais a pena.”  "},{"jcr:title":"Vinícius Rodrigues de Freitas (centro) com outros alunos do Insper e o professor Luciano Soares (à direita)","alt":"Vinícius Rodrigues de Freitas (centro) com outros alunos do Insper e o professor Luciano Soares (à direita)"}]