[{"jcr:title":"Projeto de iniciação tecnológica explora conceitos de controle e robótica","cq:tags_0":"tipos-de-conteudo:pesquisa-na-graduação","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_2":"area-de-conhecimento:engenharia"},{"richText":"O trabalho da aluna Victoria Souza, da Engenharia Mecatrônica, recebeu a segunda menção honrosa no 3º Simpósio de Iniciação Científica e Tecnológica entre projetos do PIBITI","authorDate":"06/04/2026 18h08","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:pesquisa-na-graduação","title":"Projeto de iniciação tecnológica explora conceitos de controle e robótica","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Foram dois anos de estudo e trabalho que valeram duas menções honrosas no Simpósio de Iniciação Científica e Tecnológica do Insper. A aluna Victoria Leal Garcia de Souza, da  [Engenharia Mecatrônica](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia/engenharia-mecatronica) , ganhou a segunda distinção na  [edição do simpósio](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/acontece-no-insper/da-tecnologia-ao-direito-3-simposio-de-iniciacao-cientifica-e-tecnologica-destaca-a-diversidade-da-pesquisa-na-graduacao-do-insper)  realizada em outubro de 2025. Ela já havia sido agraciada no ano anterior com os resultados preliminares do seu  [PIBITI](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/pesquisa-na-graduacao/pibiti)  (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação), orientada pelos professores Carlos Eduardo de Brito Novaes e Gabriel Pereira das Neves. No ano passado, Vicky — como é conhecida na escola — concluiu a montagem de seu primeiro robô, descrito no  [relatório](https://repositorio.insper.edu.br/entities/publication/c07078e1-f08d-4040-9e69-421f131eb083)  “Construção e projeto de controle de um monociclo autoequilibrado”. A ideia veio a partir da leitura da dissertação de Gabriel, que havia sido professor assistente na disciplina Física do Movimento, do segundo semestre de Mecatrônica, e desenvolvera controles robustos para um monociclo durante o seu mestrado na USP (Universidade de São Paulo), concluído em 2017. Vicky conversou com o professor e pretendia focar em alguns problemas que Gabriel não tivera tempo de resolver no mestrado. Mas, por questões de direitos de laboratório, não teve acesso ao robô original. Hoje, ela reconhece uma dose de inocência naquele compromisso de construir o próprio monociclo, principalmente por ignorar o tamanho do desafio que teria pela frente. “Achei que seria algo simples, mas demorei dois anos para conseguir fazer a réplica do robô”, conta ela. No primeiro ano de PIBITI, orientada por Carlos e coorientada por Gabriel — os papéis dos professores se inverteram no segundo ano —, Vicky estudou a modelagem matemática, fez o desenvolvimento do projeto e terminou sem o monociclo construído. Mesmo assim, o trabalho ganhou a primeira menção honrosa porque os resultados foram surpreendentes para uma iniciação tecnológica. Valeu até a renovação do PIBITI para o ano de 2025, no qual a aluna pôde, enfim, se dedicar à montagem do monociclo. Gabriel enumera algumas dificuldades de Vicky em comparação à sua experiência há cerca de 10 anos. “Eu era um aluno de mestrado com dedicação exclusiva ao projeto”, diz ele. “A Vicky fez tudo isso junto com as disciplinas e outras atividades nas organizações estudantis. Um aluno de graduação tem um tempo de vida diferente. Ela foi atrás de muitos conhecimentos de matemática que não tinha e nem vai ter na graduação. Aprendeu por esforço próprio. Marcava reunião comigo ou com outros professores porque queria estudar a mecânica de como fazer a peça. E bancou o projeto financeiramente. Foi um resultado exemplar porque não é um projeto trivial.” O fato é que o projeto cumpriu a promessa: um monociclo construído, modelado, equilibrado e controlado, com uma roda em contato com o chão e outra roda no ar para manter a estabilidade lateral. Professor e aluna trabalham agora na produção de um artigo para submeter ao Congresso Brasileiro de Automática, que será realizado em São Paulo em 2026. Gabriel explica que trabalhos com robôs desse tipo envolvem conceitos de controle de ampla utilização na engenharia. O monociclo autoequilibrado é uma fonte de estudo importante em sistemas de equilíbrio inercial e robótica móvel, por exemplo. “A Vicky acabou fazendo um projeto inteiro de engenharia”, afirma o professor. “Todo o conhecimento será usado em qualquer lugar que ela trabalhe. Ela quer trabalhar com controle industrial, então, na rotina da indústria, não faz diferença se a gente está controlando um monociclo ou um braço robótico. O engenheiro vai usar processo, ferramenta matemática e algoritmos de controle semelhantes, só que aplicados em plantas diferentes.”   O chamado da Engenharia A carioca Vicky mora em São Paulo desde que a família se mudou para a capital paulista, devido ao trabalho de seu pai, engenheiro mecânico. Para ela, a Engenharia Mecatrônica foi uma aposta que chegou tarde, depois de muitas dúvidas e tentativas. Chegou a se formar em teatro, televisão e cinema na Escola de Atores Wolf Maya. Cursou Jogos Digitais na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e Animação na FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), mas não concluiu ambos. Não se via trabalhando em nenhuma dessas áreas, apesar de ter gostado dos cursos. Em meio ao que ela chama de “crise existencial maluca”, pensou que era a hora de parar de fugir da Engenharia. Logo ela, que sempre fora boa aluna em matemática e física. “Foi um pouco dramático”, diz Vicky, recorrendo ao vocabulário da formação de atriz. “Fui me arrastando para não entrar, mas sou bastante feliz hoje em dia na Engenharia. Tinha ouvido falar da área de controle por meio de um amigo, que achou que era a minha cara. Robótica e controle são as duas coisas mais legais da Engenharia.” A Mecatrônica pareceu o caminho natural entre as demais engenharias. A irmã dela, Ana Carolina, estava estudando  [Administração](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/administracao)  no Insper e também decidira fazer Engenharia. As duas estudaram para o vestibular e entraram juntas na escola em 2020 — Ana em  [Engenharia de Computação](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia/engenharia-de-computacao) . Vicky deve se formar no final deste ano e, depois do estágio, se preparar para um mestrado em controle e automação. No futuro, ela planeja, quem sabe um doutorado fora do Brasil. Em certo momento da conversa, Vicky se refere ao seu monociclo como “um robô em pessoa”. Definição curiosa para uma máquina, não? “É que eu falo que ele meu é o meu filho, o primeiro neto dos meus pais”, diz. “Postei a foto no LinkedIn como se ele tivesse nascido mesmo, foram horas de parto, foi uma loucura. Dois anos. O maior desafio foi encontrar tempo para fazer o projeto com calma. Porque eu levei dois anos para fazer um robô que o Gabriel demorou um ano e meio para fazer como aluno integral do mestrado.” Vicky dá uma dica para os colegas interessados na iniciação tecnológica: “Pule de cabeça no projeto. Se você fizer com um pé atrás, não terá uma experiência legal. Eu me doei de alma e corpo para o monociclo. Todos os professores sabem do monociclo, já viram o vídeo dele, já falaram comigo a respeito. Virei a pessoa monociclo no Insper. Só que isso me ajudou em muitas coisas. Às vezes, tinha uma dúvida que algum professor podia me ajudar. Ou precisava muito que alguém abrisse um laboratório no sábado. Acho que, por conta disso, acabei me apaixonando muito mais pela pesquisa e pelo projeto do que se tivesse feito ele meia-boca”. Contente pela possibilidade de concorrer ao prêmio de melhor projeto no 2º e no 3º Simpósio de Iniciação Científica e Tecnológica do Insper e grata aos dois professores orientadores, Vicky guarda com carinho as duas menções honrosas do PIBITI. Fez até foto com as plaquinhas ao lado do monociclo, no Laboratório de Pneumática e Hidráulica do Insper, que ilustram este texto. “Esse é o melhor jeito de definir todo o trabalho que eu tive nos últimos dois anos”, diz. Sem dúvida, uma imagem de protagonismo."},{"jcr:title":"Victoria Souza com o monociclo","fileName":"victoria-souza-vicky-com-o-monociclo-no-laboratorio-LPH.jpg","alt":"Victoria Souza com o monociclo"}]