[{"jcr:title":"Para o ex-aluno Luca Noto, as certezas da Engenharia se confirmaram no Insper","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:engenharia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/alumni"},{"richText":"Nascido em uma família de engenheiros e formado na segunda turma de Mecatrônica, o paulistano recorda os anos dedicados a aulas, laboratórios e organizações estudantis","authorDate":"16/12/2025 10h14","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:engenharia","title":"Para o ex-aluno Luca Noto, as certezas da Engenharia se confirmaram no Insper","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"A conversa vai chegando ao fim e Luca Ribeiro Noto revela a surpresa com a celebração da primeira década dos cursos de [Engenharia](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia) do Insper. “Fiquei meio chocado em descobrir que já são 10 anos de Engenharia, porque me dei conta que faz cinco anos que me formei”, diz. Pois é, o tempo voa, adverte a velha expressão que ele recita, agora engenheiro formado e gerente de produto na Lastro, empresa de tecnologia em inteligência artificial com sede em São Paulo. Muita coisa mudou na comparação com o quinquênio 2016-2020, no qual Noto estudou no campus da Vila Olímpia. “Estive no Insper recentemente, quando a Lastro organizou uma palestra para o pessoal de Engenharia da Computação”, conta. “E tinha um prédio a mais desde que eu estudei lá, além de um quarto prédio vindo agora. É bem legal ver a evolução do curso e saber que a gente fez parte dessa história. Até hoje, é muito bom lembrar aquela época e confirmar que fazer Engenharia no Insper foi uma das melhores decisões que tomei na vida.” Noto sempre soube o que desejava estudar. Boa parte da influência veio do pai e do avô, engenheiros civis como quase todos os homens da família. Ele foi a criança clichê da profissão, que gostava de empilhar blocos Lego e desmontar objetos para entender como funcionavam — que, com a mesma curiosidade, não conseguia remontar. No terceiro ano do ensino médio, na conceituada Escola Móbile, Noto conheceu o Insper por conta da namorada de um amigo que tinha ingressado na turma pioneira de Engenharia. “Como eu não conhecia o curso, fui visitar a faculdade e uma chavinha virou na minha cabeça: isso aqui faz muito sentido para mim”, afirma. O paulistano encantou-se com os laboratórios e a infraestrutura disponível para o curso. Assim, a escolha original, o vestibular da Fuvest, para a Universidade de São Paulo (USP), virou segunda opção no fim do ano. Como o resultado da seleção do Insper saiu antes da fase seguinte da Fuvest, ele nem compareceu à segunda prova para a USP. Decidira-se pelo Insper. Entrou em Mecânica, mas mudou para Mecatrônica, entusiasmado pela área de programação. “Já tinha programado um pouco no colegial, numa matéria de robótica, e percebi que era uma ferramenta muito poderosa, à qual teria maior exposição na Mecatrônica.” Revirando as memórias, o primeiro ano foi de deslumbre. Noto aprendeu a programar e explorou ao máximo as ferramentas do Fab Lab — “a impressora 3D, na ocasião, era um negócio de Marte”, recorda. Daí em diante, o sentimento se renovou nos braços robóticos e no maquinário do Techlab. “O que me prendeu foi a filosofia do curso, focada no aprender a aprender”, diz. “Achava muito legais os projetos feitos nas disciplinas. E, nos semestres iniciais, eram muitos. A nossa turma devia ter uns 15 alunos, e os professores se tornavam amigos, nos incentivavam a seguir com os projetos. Então, a gente se enfurnava nos laboratórios. Chegava à faculdade às oito horas da manhã e saía às oito da noite.” Aproveitar a escola era obrigatório diante de tantas tarefas. Noto participou do diretório acadêmico, do Grupo de Ação Social (GAS), do Consilium e do Fox Baja, entre outras organizações estudantis. Foi monitor de quatro disciplinas. Pelo diretório, organizou uma competição de inovação da Faber-Castell só para estudantes do Insper. O apogeu, no entanto, aconteceu na L’Oréal Brandstorm de 2017, uma competição mundial de inovação que, em 25 edições, nunca havia sido vencida por brasileiros. Incentivada por professores, a equipe formada por Noto e os colegas Felipe Buniac e Matheus Marotzke, ambos da Engenharia de Computação, apresentou o projeto de uma linha de produtos sustentáveis para higiene e beleza do homem. Eles bateram 8.000 trabalhos inscritos nas eliminatórias da L’Oréal Brandstorm. “Aquela vitória foi uma loucura, um absurdo que a gente não imaginava que ia rolar”, rememora. O senso de colaboração Uma emoção compartilhada por universitários é a tensão nos dias anteriores às provas. “Lembro que preenchíamos de resoluções de exercícios aquelas salas da Engenharia que são forradas de lousas”, diz. “Acho que a nossa turma, por ser a segunda, ajudou a moldar o que funcionava e o que não funcionava no currículo. A gente sentia que contribuía, porque o curso estava começando e, aos poucos, ficou apenas o pessoal que realmente queria estudar Engenharia. Era uma galera que vivia próxima, tocando projetos, estudando para as provas. Havia uma união muito grande naquela turma. Parte desse grupo se junta para viajar todos os anos desde que se formou.” O estágio supervisionado é liberado no último ano de curso, mexendo de vez com a disponibilidade de tempo. Passa-se menos horas na faculdade. Em compensação, as possibilidades profissionais começam a aflorar. “Eu gostava muito da parte de engenharia de automação e queria colocar o pezinho na água e ver se era algo que fazia sentido ou não para mim”, afirma. A chance surgiu, por recomendação de um professor, no estágio da consultoria de tecnologia Belge, que precisava de alguém de mecatrônica para dar a largada na implementação de um software de automação industrial. A guinada se deu em 2020, o primeiro ano da pandemia de covid-19. Noto saiu de São Paulo para fazer cronoanálise de processo em uma cimenteira de Minas Gerais. Foram seis meses de estágio até constatar que não era bem o que queria. A experiência seguinte veio como trainee da Ambev, indicado por uma amiga que havia acabado de entrar no programa da indústria de bebidas. “A Ambev sempre era mencionada dentro do Insper, mas eu nunca tinha parado para entender as razões de trabalhar lá. Fui conhecendo a empresa e, de repente, me dei conta de que fazia sentido me dedicar ao processo. Me inscrevi para a seleção e fiquei quatro anos na empresa, até o final de 2024”, diz. O emprego atual, na Lastro, deu continuidade à prática com startups iniciada no penúltimo ano de faculdade. Um colega da Engenharia de Computação fundara a UmHelp, rebatizada de Cumbuca, que desenvolveu um aplicativo para agendamento de limpezas domésticas. Noto ajudou a tirar a ideia do papel. “A gente fazia desde panfletagem na rua para vender o negócio até montar o dashboard de dados, e eu gostei muito dessa experiência caótica”, afirma. Trocar uma grande empresa por outra em crescimento tem explicação: “Percebi que a minha ‘janela para tomar risco na vida’ estava se fechando. Então, apareceu a oportunidade na Lastro. Decidi voltar para o mundo de startup, que, embora tenha risco maior, oferece um retorno maior se der tudo certo. Na startup, você participa muito mais ativamente da construção de uma proposta do que numa multinacional gigante. Gostava da Ambev, mas acredito que a mudança fazia sentido para a minha carreira”. A Lastro vende um serviço de pré-atendimento e atualização da base de imóveis para imobiliárias, baseado em inteligência artificial. Noto juntou-se à equipe em novembro de 2024. “Vim procurando trabalhar com gente muito boa e que me puxasse para cima”, diz. “Estou muito bem realizado, a empresa está crescendo e pretendo seguir aqui ajudando a construir o próximo unicórnio brasileiro.” Noto reflete sobre as lições que o período de faculdade deixou para a vida profissional. “O principal é a curiosidade, uma ferramenta bem poderosa para aquele processo de aprender a aprender, que eu falei anteriormente”, afirma. “Sempre haverá coisas que você não saberá fazer ou não entenderá. A curiosidade permite que você aprenda essas coisas por conta própria ou encontre os caminhos para chegar até quem saiba. Foi esse músculo de saber correr atrás do que não se sabe que a gente exercitou o tempo todo no Insper. E acredito que saímos da faculdade em vantagem por causa disso.”"}]