[{"jcr:title":"Como Gabriel Guimarães, da primeira turma de Mecatrônica, se tornou VP de Engenharia de uma startup americana de agro","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:engenharia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/alumni"},{"richText":"Com uma trajetória que inclui passagem por diversas multinacionais, o ex-aluno do Insper afirma: “O ‘aprender a aprender’ foi o maior legado da faculdade”","authorDate":"02/09/2025 13h54","author":"Tiago Cordeiro","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:engenharia","title":"Como Gabriel Guimarães, da primeira turma de Mecatrônica, se tornou VP de Engenharia de uma startup americana de agro","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Com apenas seis anos de idade,  [Gabriel Guimarães](https://www.linkedin.com/in/gcguimaraes/) , natural de Marília (SP), surpreendeu a mãe ao montar um motor e uma fonte de corrente contínua usando peças que retirou de vários de seus brinquedos, incluindo um Autorama. Ficou claro, desde aquele momento, que a Engenharia parecia destino certo. Embora tenha cogitado cursar Direito e Administração, duas áreas muito presentes em sua família, entrou para a primeira turma de  [Engenharia Mecatrônica do Insper](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia/engenharia-mecatronica) , iniciada em 2015. Seu plano inicial, no entanto, era ingressar no tradicional Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), motivado pelo interesse em engenharia militar e pela busca por excelência técnica. Mas a visita ao Insper, incentivada por um amigo que já estudava  [Administração](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/administracao)  na escola, mudou seus planos. “Quando conheci o Insper pessoalmente, tive a certeza de que era onde eu deveria estar. O ambiente colaborativo, a metodologia mão na massa, a conexão com o mercado e a proposta de resolver problemas reais me conquistaram na hora. Sem falar na infraestrutura de nível internacional, que me surpreendeu muito”.   Criação do SMASH A passagem pela turma pioneira de Mecatrônica acabou por ser muito bem aproveitada. Gabriel foi monitor no  [FabLab](https://www.insper.edu.br/pt/campus/laboratorios/fab-lab) , do  [TechLab](https://www.insper.edu.br/pt/campus/laboratorios/tech-lab)  e cofundador da  [SMASH Robotics](https://www.instagram.com/smashrobotics/) , o primeiro clube do Insper dedicado a produzir robôs para participar de competições. “Em apenas seis meses, construímos nosso primeiro robô e competimos com equipes campeãs internacionais com anos de experiência. Foi incrível ver como um projeto que começou como um hobby entre três estudantes do segundo ano se tornou uma entidade dentro da faculdade”, relata. Rodrigo Lopes Catto, outro aluno da primeira turma, também fundador do clube,  [vive hoje](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/engenharia/ex-aluno-de-engenharia-mecatronica-se-especializa-em-robotica-e-constroi-trajetoria-internacional-de-destaque)  em Pittsburgh, onde é aluno da Carnegie Mellon University. Gabriel também experimentou passagens pelo exterior. também aproveitou oportunidades internacionais, como o intercâmbio na Universidade de Limerick, na Irlanda, onde cursou disciplinas de pós-graduação focadas em inteligência artificial e imagem computacional. Além disso, precisou adiantar a formatura para aproveitar uma oportunidade profissional na Califórnia. “Fui convidado a estruturar a área de ciência de dados de uma startup americana do setor agropecuário, onde cresci até ocupar a posição de VP de Engenharia. Desde então, participei de projetos que atravessaram toda a cadeia do agronegócio, trazendo tecnologia e soluções inovadoras para este mercado essencial para o país”, afirma.   Aprendizado com pegada de startup Ao longo da graduação, o aluno se acostumou a ir embora do Insper tarde da noite. “Meu envolvimento com a faculdade foi total. Passava o dia inteiro no Insper, sempre aprendendo e construindo algo. Fui muito próximo dos colegas, professores, técnicos e colaboradores”, relata. “Passei dias e noites no Insper, literalmente. Uma vez, surpreendi a segurança noturna tentando sair pela portaria depois que as luzes já haviam sido apagadas. Em outra ocasião, corri atrás de uma autorização especial da diretoria executiva para trabalhar nos laboratórios durante o fim de semana e acelerar o desenvolvimento de um projeto de robótica para competição.” O convívio com o ambiente da escola proporcionou uma série de aprendizados, ele afirma. “O Insper entregou o ‘aprender a aprender’, uma prática que levo comigo até hoje. Para mim, a essência da engenharia é resolver problemas com as ferramentas certas, usando inovação, criatividade e persistência. E eu segui atuando desta forma, construindo uma trajetória profissional bastante diversa, sempre conectada pela missão de resolver grandes problemas por meio da tecnologia e da inovação.” Experiências diversas A trajetória de Gabriel também passou por empresas como a General Electric (GE), onde trabalhou com machine learning e monitoramento preditivo para setores pesados como mineração, energia, óleo e gás. Também atuou na Schneider Electric, desenvolvendo soluções de gestão energética. No setor financeiro, conduziu projetos de Big Data em um dos quatro maiores bancos do Brasil, como foco em segurança, otimização de resultados e qualidade no atendimento aos usuários. Mais recentemente, colaborou com iniciativas internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU) e de uma Big Tech, a FAANG, onde liderou a maior certificação de segurança da informação da organização até o momento. O portfólio é diverso, mas o fio condutor é claro: resolver problemas complexos com criatividade e tecnologia.   Legado marcante Entre uma experiência profissional e outra, as viagens se tornaram mais frequentes e a rotina, muito acelerada, mas os aprendizados deixados pelo Insper permanecem. “Minha visão continua a mesma: o papel do engenheiro é resolver problemas, não importa quão difíceis ou desafiadores sejam. Ao longo dessa jornada, aprendi que tecnologia é ferramental. Quem faz a diferença são as pessoas. Uma pessoa pode chegar até certo ponto, mas um time bem organizado e alinhado consegue ir além e entregar muito mais valor”, aponta. “Tenho orgulho de ter feito grandes amigos no ecossistema do Insper. Guardo esse período com muito carinho, foi uma fase extraordinária da minha vida”, diz. “Desde pequeno, meu brinquedo favorito era uma caixa de ferramentas. Entrei no Insper com uma caixa, saí com várias. Costumo brincar que as crianças crescem, mas seus brinquedos também!”  "},{"jcr:title":"Gabriel Guimarães na época da faculdade","fileName":"Gabriel Guimarães.jpg","alt":"Gabriel Guimarães na época da faculdade"}]