[{"jcr:title":"Bolsista do Insper desenvolve robô autocontrolado em projeto de iniciação tecnológica","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:engenharia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/programa-de-bolsas","cq:tags_3":"tipos-de-conteudo:pesquisa-na-graduação"},{"richText":"Breno Alencar Araújo, que se formou em Engenharia Mecatrônica no ano passado, recebeu menção honrosa no 3º Simpósio de Iniciação Científica e Tecnológica entre projetos do PIBITI","authorDate":"08/05/2026 09h04","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"tipos-de-conteudo:pesquisa-na-graduação","title":"Bolsista do Insper desenvolve robô autocontrolado em projeto de iniciação tecnológica","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"A menção honrosa no  [3º Simpósio de Iniciação Científica e Tecnológica](https://www.insper.edu.br/pt/conteudos/acontece-no-insper/da-tecnologia-ao-direito-3-simposio-de-iniciacao-cientifica-e-tecnologica-destaca-a-diversidade-da-pesquisa-na-graduacao-do-insper)  do Insper foi um dos marcos da trajetória do aluno bolsista Breno Alencar Araújo na escola, antes de se formar em  [Engenharia Mecatrônica](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia/engenharia-mecatronica) , em 2025. Orientado pelo professor Gabriel Pereira das Neves, ele desenvolveu o  [PIBITI](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/pesquisa-na-graduacao/pibiti)  (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação) “Controle moderno de biciclo autônomo com visão computacional”. O projeto de robô que se equilibra em duas rodas ajudou Breno a aperfeiçoar as habilidades em eletrônica, que hoje utiliza no emprego na Diel Energia, em São Paulo. Além da modelagem matemática e da programação do algoritmo de controle, ele desenhou e construiu a placa de circuito com o microcontrolador, os drivers dos motores e e a unidade de medição inercial do biciclo. No início daquele ano, o professor havia se comprometido a bancar financeiramente o projeto porque desejava um robô com tecnologia própria para uma nova disciplina eletiva do Insper – que foi ofertada pela primeira vez no segundo semestre daquele ano. A ideia é que os alunos possam incorporar novas funcionalidades ao biciclo e pôr em prática os conhecimentos apresentados em aula. Gabriel recorda: “O Breno já tinha trabalhado muito com eletrônica, o que foi uma vantagem gigantesca. Quando ele começou a iniciação tecnológica, a gente tinha um projeto idealizado no papel. Em cima desse esboço, ele decidiu fazer um robô pequeno, que fosse robusto e didático, e desenvolver a placa inteira. Depois, só mandou usinar. Então, o Breno foi esse ponto fora da curva no PIBITI. O resultado foi um mérito totalmente dele. Ele idealizou os caminhos e trouxe a placa pronta”. Como queria aprender os algoritmos, Breno criou todas as bibliotecas de programação quase do zero, embora pudesse recorrer aos códigos prontos disponíveis em repositórios. Essa é uma tarefa que consome muitas horas de trabalho, ainda mais para alguém que precisava dividir o tempo entre aulas, estágio e iniciação tecnológica. Professor e aluno definiram que o projeto teria uma cara de produto e aplicaria as diversas áreas da mecatrônica. Breno já havia passado pelo  [Capstone](https://www.insper.edu.br/pt/hub/capstone)  e queria repetir o processo de um projeto final de engenharia, porém não mais em grupo. “Pensava num projeto individual que fosse uma completude da graduação, em que todas as áreas estudadas nos semestres anteriores culminassem no trabalho final de iniciação tecnológica”, conta ele. Breno imaginava um código fácil de entender e alterar por outros estudantes. A montagem do futuro produto também precisava ser simples e barata. O prazo era um desafio. Até a apresentação do projeto, Breno teria que programar, comprar as peças, montar e testar o robô. “Durante a validação do projeto, fui acreditando que estava tudo OK e segui montando, pedacinho por pedacinho”, diz ele. “Primeiro fiz a parte de lógica, depois a de potência, depois integrei as duas. Fiz a mecânica confiando que a eletrônica não iria falhar.” No fim, o único problema se deu com a queima de um diodo que permitiria a coleta de dados do funcionamento do biciclo, por meio de um cabo USB, enquanto alimenta o robô com outra fonte. Era um risco previsto que não foi possível resolver até a entrega do relatório final, mas que não comprometeu o trabalho nem a ideia original de aproveitar a tecnologia na futura disciplina eletiva. “Você consegue subir códigos para fazer o robô funcionar, além de poder modificar e mandar produzir novas placas de circuito”, afirma Breno. Um cara curioso Nascido em Fortaleza, no Ceará, Breno ingressou no Insper no segundo semestre de 2021, já interessado em Mecatrônica. A Engenharia era uma certeza desde os meses de preparação no cursinho pré-vestibular. “Sempre fui um cara muito curioso, que gostava de aplicar o conhecimento, não só saber por saber”, diz ele. “Depois que entrei no Insper, fui passando pelas matérias e me fascinando cada vez mais. Isso me instigou a querer ser monitor da disciplina Sistemas Eletrônicos e Microprocessadores e, depois, a fazer o PIBITI.” O financiamento integral do  [Programa de Bolsas](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/vestibular/bolsas-de-estudo)  do Insper e s semestre em que morou na Toca da Raposa ajudaram Breno a se manter em São Paulo, saído da casa dos pais, que ainda vivem na capital cearense. “A bolsa de estudos foi um grande presente, que espero aos pouquinhos ir devolvendo”, afirma ele. “Meu período como monitor, por exemplo, foi uma tentativa de retribuir o que me deram. Inclusive, na iniciação, essa ideia de querer um projeto que ficasse para a faculdade, que não morresse com a minha formatura e pudesse frutificar, também foi nesse sentido de devolver um pouquinho do muito que recebi.” Breno avalia a experiência do PIBITI: “Acho que foi uma oportunidade muito legal, principalmente de timing, ao receber o convite do Gabriel quando eu já estava no fim da graduação e tinha visto toda a bagagem ofertada pelo curso. Como queria aprofundar um pouco mais, consegui juntar todas as pontas que ficaram dos semestres anteriores e aplicar tudo da mecatrônica em um dispositivo com potencial de se tornar um produto”. Gabriel ressalta a importância da iniciação tecnológica para os cursos de Engenharia, em paralelo ao  [PIBIC](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/pesquisa-na-graduacao/pibic)  (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica). “Existe uma linha muito tênue entre os dois programas”, diz o professor. “Como se trata da construção de protótipos, o PIBITI fez muito sentido para o Breno. Na engenharia, não se pode separar a ciência de base da ciência tecnológica. Elas andam juntas. A gente só escolhe o lado que prefere. E acho que o nosso trabalho também é mostrar para os alunos como se faz pesquisa científica e tecnológica, para eles terem outras opções de carreira no futuro.”  "},{"jcr:title":"Breno Alencar Araújo","alt":"Breno Alencar Araújo"}]