[{"jcr:title":"A Engenharia Mecatrônica coube na fascinação de Daniel Pucciariello por drones e robôs","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:engenharia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:tecnologia","cq:tags_2":"tipos-de-conteudo:acontece-no-insper/alumni"},{"richText":"O ex-aluno do Insper conta como as atividades acadêmicas e as organizações estudantis ajudaram a dar os primeiros voos na carreira de engenheiro","authorDate":"16/12/2025 10h30","author":"Leandro Steiw","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:engenharia","title":"A Engenharia Mecatrônica coube na fascinação de Daniel Pucciariello por drones e robôs","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Muitas vezes, nas escolhas profissionais, é preciso dar asas à imaginação. Há cerca de um ano, Daniel Minson Pucciariello se candidatou a uma vaga de trabalho na Boeing. Fazia poucos meses que ele havia se formado em  [Engenharia Mecatrônica](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/engenharia/engenharia-mecatronica)  no Insper — curso que está completando 10 anos de existência em 2025 — e não estava satisfeito no primeiro emprego. A impressão sobre a entrevista não foi tão promissora. “Achei que tinha sido a pior entrevista da minha vida, mas, no final, me enviaram uma oferta e me contrataram”, recorda Pucciariello, 25 anos. Na empresa, ele trabalha na área que verifica os processos vinculados à certificação dos aviões. Cada nova aeronave que sai do hangar passa por uma série de auditorias para garantir que todos os setores estão seguindo os processos de produção. À primeira vista, não parece um lugar para engenheiro mecatrônico. No entanto, a profissão fez a diferença para a contratação. Já ambientado ao posto de engenheiro de sistemas, Pucciariello descobriu que a formação em mecânica contou bastante na seleção, porque é matéria intrínseca à indústria aeroespacial. Os anos de graduação em Mecatrônica reforçaram os conhecimentos em matemática, mecânica e eletrônica, o que ajuda a compreender parte do funcionamento dos aviões, essencial em tarefas de verificação na Boeing. Um colega sênior argumentou para Pucciariello que, independentemente da especialização, o engenheiro tem uma capacidade analítica refinada para o cargo. Essa linha de pensamento lógica e sequencial é aprimorada nos cinco anos de curso superior em Engenharia. A experiência vai jogando luz às preferências do jovem paulistano, que terminou o curso no Insper em 2023. Hoje, Pucciariello percebe que gosta mais de programação do que imaginava no vestibular. Em 2019, a escolha pela Engenharia teve influências de familiares e a necessidade de encontrar um caminho no fim do ensino médio, quando tentou a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, a Poli. A irmã de Pucciariello fazia Mecatrônica no Insper e estava satisfeita com o curso. “O meu pai me falou assim: se você quiser, também pode fazer. Vai ser ou igual ou melhor que a Poli”, conta. Havia muita verdade naquele conselho paterno. “Tenho amigos que fizeram um ano de cursinho e passaram na Poli”, diz. “Aparentemente, é um ótimo curso, mas tenho certeza de que a Poli não oferece algumas coisas que o Insper tem. Principalmente relacionadas com a ajuda que os alunos recebem para tirar dúvidas, por exemplo. Os ninjas são um grande diferencial. O Insper foi muito bom. Aprendi demais na vida acadêmica e também tive a experiência agradável de conhecer novas pessoas. Quase todo dia, eu acordava feliz para ir à faculdade.” Pucciariello participou de organizações estudantis como o Insper Mileage, que desenvolve protótipos de veículos de alta eficiência energética, e o Smash, de robôs de combate. “Fiquei vários anos nas duas e achei interessante ensinar o que eu sabia para outras pessoas, no caso os calouros da faculdade”, afirma. “As entidades foram importantes até para conseguir um emprego depois, porque esses grupos de estudantes promovem o senso de liderança e de aprender por desejo próprio e permitem que os alunos interajam entre si. Na entidade, ninguém te força a aprender uma matéria ou a passar numa prova. Por mais que todas tenham um professor responsável, ele não é um chefe, mas um orientador.” A Mecatrônica não foi um mero achado dos anos difíceis do vestibular. Aos 13 anos, Pucciariello começou a se interessar por drones e, aos 15, fez um curso no qual o instrutor incentivava os alunos a montar o seu próprio Vant, como também são chamados os veículos aéreos não tripulados. Quando chegaram as peças compradas na internet, Pucciariello assistiu a vídeos no YouTube e aprendeu sozinho. Deu certo. Aquele primeiro drone voou e abriu caminho para um empreendimento de captação de imagens aéreas de pessoas, paisagens e construções. Como ele relembra, o experimento bem-sucedido despertou a fascinação pelo mundo da robótica, concretizada na organização estudantil Smash. “Portanto, fazer Mecatrônica meio que cabia nos meus desejos, mais do que pensar em ter um emprego com bom salário após a faculdade”, diz. “Não foi só porque era a Engenharia mais próxima do meu desejo, como acontece com alguns estudantes. Na época, eu queria Mecatrônica mesmo.” Pucciariello trabalha três dias por semana em São José dos Campos, no interior de São Paulo, e outros dois na capital. Mas a rotina não o impede de fazer planos para o futuro. A intenção é continuar se capacitando para, quem sabe, atuar com atividades ligadas à programação, ao desenvolvimento de softwares e à inteligência artificial. Com uma formação sólida e uma curiosidade inesgotável, ele percebe mais do que drones e aviões no horizonte."}]