[{"jcr:title":"Dupla do Insper vence final global do Constellation Challenge 2026 em Boston","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:economia","cq:tags_1":"programas:graduacao"},{"richText":"Antônio Almeida e Francisco Prisco, alunos de Economia e integrantes da InFinance, representaram o Brasil e conquistaram o primeiro lugar em uma das mais prestigiadas competições universitárias de análise de empresas da América Latina","authorDate":"13/04/2026 19h39","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:economia","title":"Dupla do Insper vence final global do Constellation Challenge 2026 em Boston","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente / amarelo / vermelho"},{"themeName":"transparente / amarelo / vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Os alunos de  [Economia](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/economia)  do Insper Antônio Almeida e Francisco Prisco conquistaram o primeiro lugar na final global do  [Constellation Challenge 2026](http://www.constchallenge.com/) , realizada em 11 de abril, em Boston, nos Estados Unidos. Integrantes da organização estudantil  [InFinance](https://www.infinanceinsper.com/) , os dois representaram o Brasil em uma competição universitária voltada à análise de empresas listadas em bolsa, em que os participantes precisam desenvolver e defender uma tese de investimento diante de uma banca formada por nomes de destaque do mercado financeiro.  Neste ano, a empresa escolhida para análise foi a Restaurant Brands International (RBI), grupo controlado pela 3G Capital e dono de marcas como Burger King e Popeyes. O desafio previa a elaboração de um caso completo de investimento, com slides em inglês, seguido de apresentações de até dez minutos e cinco minutos de perguntas. Na etapa brasileira, realizada em São Paulo, os grupos classificados disputaram presencialmente as vagas para a final global. Os dois melhores avançaram para Boston.  A parceria entre os dois surgiu de uma vontade antiga de trabalhar juntos. Antônio, de 19 anos, está no 3º semestre do curso de Economia. Francisco, de 20 anos, cursa o 6º semestre. Amigos e membros do InFinance, eles aproveitaram o fato de a competição ter começado mais cedo neste ano para tirar o plano do papel. Francisco, que estava em intercâmbio em Milão no semestre passado, aceitou o convite assim que Antônio percebeu que o calendário permitiria a participação da dupla. “Eu e o Antônio sempre quisemos trabalhar juntos, fazer um projeto juntos, mas isso nunca tinha acontecido”, contou Francisco. “No começo, nós só queríamos fazer um projeto juntos.”  Antônio diz que a decisão reuniu afinidade pessoal, aprendizado e interesse profissional. “Nós queríamos fazer esse trabalho em equipe alguma vez antes de começar a trabalhar de fato”, afirmou. “O Constellation é o challenge mais disputado que tem no Brasil e na América Latina hoje.” Para ele, a competição também representava uma oportunidade importante de exposição e crescimento. “Foi a união do útil ao agradável.”  Síntese e apuração A RBI se mostrou um objeto de análise particularmente desafiador. Com operações em mais de 120 países, quatro marcas de grande porte e um modelo de negócios complexo, a companhia exigia uma leitura cuidadosa e, ao mesmo tempo, uma capacidade de síntese incomum. “A empresa é muito grande. Opera no mundo inteiro”, resumiu Antônio. “O principal desafio era conseguir sintetizar tudo em uma apresentação de 10 minutos sem deixar passar nada que fosse relevante.”  Na avaliação dos estudantes, foi justamente essa clareza que ajudou a diferenciá-los dos demais finalistas. Em uma competição em que todos analisam a mesma companhia e costumam apresentar estudos tecnicamente robustos, comunicar bem a tese de investimento faz diferença. “É muito importante que as pessoas entendam o que você fez”, afirmou Francisco. “O jeito que nós apresentamos e conduzimos a apresentação deu destaque ao que fizemos, e ficou muito claro para quem estava assistindo e para os jurados quais eram os nossos principais pontos.”  Antônio acrescenta que o diferencial também esteve na profundidade da apuração. Segundo ele, a dupla conversou com profissionais do mercado, pessoas ligadas à empresa e fontes de difícil acesso para sustentar a análise com uma visão mais aderente à lógica do investimento. “Nós conseguimos falar com muita gente que fez muita diferença”, disse. “E tentamos mudar um pouco a lógica de só mostrar por que a empresa é boa para provar por que aquilo seria um bom investimento.”  Reconhecimento e aprendizado Na final global, a dupla do Insper enfrentou uma equipe da FGV e um time formado por alunos de Harvard e Duke University. A dinâmica repetiu o modelo das etapas anteriores: dez minutos de apresentação e cinco minutos de perguntas. Os trabalhos foram avaliados por Florian Bartunek, fundador e CIO da Constellation Asset Management; Josh Kobza, CEO da Restaurant Brands International; Alex Behring, sócio-fundador da 3G Capital; e Phillipe Braga de Arruda, equity analyst da Constellation Asset Management.  Mais do que o troféu, os dois alunos do Insper destacam o amadurecimento trazido pela experiência. Francisco ressalta o aprendizado ligado à disciplina, à gestão do tempo e à comunicação. “Nós precisávamos ser muito efetivos no que estávamos fazendo”, afirmou. “Sempre que estivéssemos trabalhando, era preciso fazer o máximo possível, com qualidade.” Ele também menciona o desafio de defender uma tese diante de auditórios cheios, primeiro no Insper e depois em Boston. “Nós tivemos que treinar muito para falar com clareza e passar confiança para quem estava assistindo.”  Antônio destaca a intensidade do processo e o valor da exposição a profissionais de altíssimo nível. “Foram muitas horas colocadas, foi uma dedicação muito grande de nós dois”, disse. Para ele, o projeto abriu portas para conversas que dificilmente aconteceriam em outro contexto e trouxe uma validação importante sobre o trabalho realizado. “É um atestado de que tudo isso que você está fazendo está surtindo algum efeito prático. Pelo menos um sinal de que nós estamos indo na direção correta.”  Os dois também fazem questão de reconhecer o papel do InFinance e do Insper no resultado alcançado. Francisco descreve a organização estudantil como uma contribuição indispensável, tanto pela base técnica quanto pelo apoio coletivo durante a preparação. Antônio resume o ambiente criado pela entidade como “um ecossistema que propicia tudo o que aconteceu”. Para ele, a força institucional do Insper também ajudou a abrir portas e a dar mais credibilidade à dupla em contatos com ex-alunos e profissionais do mercado.  Sem ter definido ainda uma área específica em que pretendem trabalhar depois de se formar, Antônio e Francisco dizem ter intenção de seguir carreira no mercado financeiro. Nesse percurso, a vitória no Constellation Challenge aparece como um marco importante, não apenas pela projeção que oferece, mas pelo que simboliza em termos de esforço, consistência e capacidade de entrega. “Não é necessariamente que nós somos melhores do que ninguém”, ponderou Francisco. “Mas isso prova que nós fomos atrás, que demos o nosso máximo.” Antônio compartilha a mesma percepção. Mais do que um ponto de chegada, o título funciona como a confirmação de que o caminho trilhado até aqui faz sentido.   "},{"jcr:title":"Francisco Prisco (esq.) e Antônio Almeida com a diretora de Graduação, Priscila Borin Claro","alt":"Francisco Prisco (esq.) e Antônio Almeida com a diretora de Graduação, Priscila Borin Claro"}]