[{"jcr:title":"Doutorandos do Insper participam de debate com Nobéis de Economia em evento na Alemanha","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:economia","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_2":"programas:pós-graduação","cq:tags_3":"formato-de-programa:doutorado"},{"richText":"Guilherme Gallego e Stéphanie Shinoki se reuniram com diversos laureados para debater não apenas seus temas de pesquisa como também os desafios do trabalho de pesquisador e as particularidades do Prêmio Nobel","authorDate":"12/09/2025 17h55","author":"Bruno Toranzo","madeBy":"Por","tag":"formato-de-programa:doutorado","title":"Doutorandos do Insper participam de debate com Nobéis de Economia em evento na Alemanha","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Selecionados para participar da oitava edição do Lindau Nobel Meeting in Economics Sciences, realizado em Lindau, na Alemanha, entre os dias 26 e 30 de agosto, Guilherme Gallego e Stéphanie Shinoki, alunos do  [Doutorado em Economia dos Negócios](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/doutorado/economia-dos-negocios)  do Insper, tiveram uma experiência única. Eles se reuniram com Nobéis em Economia para debater não apenas seus temas de pesquisa como também os desafios do trabalho de pesquisador e as particularidades do Prêmio Nobel. Foram escolhidos apenas três economistas brasileiros, que se juntaram a um grupo seleto de pesquisadores globais. O encontro reúne desde 2004 os Nobéis em Economia com jovens pesquisadores para inspirar a nova geração e possibilitar a troca de experiências. “Tive a oportunidade de apresentar meu trabalho no auditório principal. Na plateia, estavam Joseph Stiglitz e Simon Johnson, que ganhou o Prêmio Nobel no ano passado. Ambos elogiaram minha apresentação e fizeram perguntas, o que tornou a experiência ainda mais especial, dada a relevância desses economistas e a admiração que tenho pelo trabalho de ambos”, destaca Guilherme. O aluno também fez uma caminhada com Stiglitz e jantou na companhia de Johnson. “Minha pesquisa está voltada para economias em desenvolvimento, com foco no Brasil. Apesar de ambos estarem situados nos Estados Unidos seus trabalhos também tratam de questões ligadas ao desenvolvimento.  Stiglitz teve inspirações ao observar falhas de mercado no Quênia em 1969, o que o levou a estudar informações assimétricas, enquanto Johnson investiga como diferentes instituições e formas de colonização moldaram trajetórias de desenvolvimento. Ambos se mostraram curiosos sobre o meu trabalho, a ponto de Stiglitz passar um contato dele em Columbia que pesquisa, assim como eu, informalidade na economia”, completa. Guilherme se dedica ao tema de macroeconomia e desenvolvimento, com especial atenção para os efeitos no mercado de trabalho de economias em desenvolvimento que substituem políticas de distribuição de renda condicionais, como o Bolsa Família e o programa de seguro desemprego, pela renda básica universal. Nesse caso, em vez de atingir apenas uma parcela da população, a renda universal alcança todos sem exigir a condicionalidade da renda. “Muita gente com renda mensal no limiar entre receber ou não o benefício pode acabar preferindo um trabalho no setor informal, justamente para acumular o salário informal com o benefício condicional de renda”, explica. No sistema universal, o país retira esse receio do cidadão de perder o benefício por causa da elevação da renda, o que tende a fazer com que o emprego formal aumente, ainda mais nos locais de maior informalidade. Ainda como parte da programação do Lindau Meeting, Guilherme também teve uma conversa informal com David Beasley, ex-diretor executivo do World Food Programme da ONU (Organização das Nações Unidas), que ganhou o Nobel da Paz, em um passeio de barco no último dia do evento. “Conversamos principalmente sobre as visitas que ele fez ao Brasil”, diz.   Pesquisa em econometria Já Stéphanie almoçou com Guido Imbens, que orientou o trabalho da sua orientadora, Cristine Pinto. Imbens recebeu, junto com o economista Joshua Angrist, o Prêmio Nobel em 2021 por suas contribuições metodológicas para a análise das relações causais no mercado de trabalho. “Apresentei a ele minha pesquisa em econometria, que é também sua área de especialização. Na econometria, métodos estatísticos são utilizados para encontrar causalidade — o efeito de uma ação ou iniciativa em outra, como de um programa governamental no nível de educação das crianças”, explica. Ela jantou com James Heckman e Roger B. Myerson, além de fazer com Robert Aumann e Joshua Angrist o chamado Open Exchange, um bate-papo reservado com o Nobel. “Com o Imbens, além de falar sobre minha pesquisa, conversamos sobre carreira acadêmica, incluindo como se dá o processo de publicação dos trabalhos. Já com Robert, a conversa foi muito informal e envolveu um brainstorming sobre o que é ser racional no contexto econômico. Por fim, com Heckman, que, assim como Imbens, se dedica à econometria, o foco foi novamente minha pesquisa, tendo abordado como a econometria se conecta com economia, entre outros assuntos”, relata."},{"jcr:title":"Guilherme Gallego participa de caminhada com Joseph Stiglitz, Nobel de Economia de 2001","fileName":"Caminhada com Joseph Stiglitz .jpeg","alt":"Guilherme Gallego participa de caminhada com Joseph Stiglitz"},{"text":"Humanização dos Nobéis A aluna diz que nunca imaginou que teria contato com esses economistas, cujas teorias consagradas estão nos livros da área, e muito menos que ficariam interessados no seu trabalho. “A humanização deles veio depois que percebemos que são pessoas comuns dispostas a ouvir e interagir normalmente em uma conversa. Vou manter contato por e-mail”, observa. Guilherme adiciona que, nas interações, como na caminhada de duas horas ao redor da ilha, as conversas nunca foram protocolares. “Muito pelo contrário: eles contaram suas trajetórias, expectativas e dificuldades iniciais para fazer as pesquisas e até mesmo os bastidores do Prêmio Nobel que poucas pessoas conhecem”, afirma. Ambos os jovens pesquisadores dizem ter gratidão ao Insper pelo desenvolvimento alcançado na instituição de ensino. “A formação no Insper não fica devendo em nada para aquela que se tem lá fora. Isso ficou claro nesse evento que participamos. Sou muito grato por fazer parte desse programa e agradeço ao meu orientador Marcelo Santos, em especial por me guiar no aprendizado da pesquisa”, diz Guilherme. Para Stéphanie, as pessoas que entram no doutorado do Insper não têm noção, especialmente no começo do curso, do quão próximas estão desses grandes centros internacionais de ensino. “Esse tipo de oportunidade que tivemos demonstra a integração do Insper com o mundo”, observa. Planos para a carreira Para o futuro, depois de terminar o doutorado no Insper, Guilherme pretende seguir carreira acadêmica, candidatando-se inclusive para universidades europeias. “Busco a posição de professor universitário em centros de excelência que fazem pesquisa de ponta, como algumas universidades públicas e privadas no Brasil, quanto em instituições internacionais com esse mesmo perfil”, pontua. Já Stéphanie não pretende seguir carreira acadêmica, tendo como objetivo atuar no mercado financeiro ou em ciência de dados com atividades que envolvam econometria."},{"jcr:title":"Stéphanie Shinoki com Robert Aumann, Nobel de Economia de 2005","fileName":"Robert Aumann e Stéphanie Shinoki.jpg","alt":"Stéphanie Shinoki com Robert Aumann"},{"subtitle":"Aproveita a multidisciplinaridade e a visão integrada dos programas do Insper para explorar a interface entre Economia e Administração com todas as complementaridades entre as duas áreas","themes_0":"programas:pós-graduação","title":"Doutorado em Economia dos Negócios","variant":"image","buttonText":"Confira","buttonLinkUrl":"https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/doutorado/economia-dos-negocios"}]