[{"jcr:title":"Observatório vai medir avanço do governo digital no país","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:direito","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_2":"centro-de-conhecimento:centro-de-regulacao-e-democracia","cq:tags_3":"centro-de-conhecimento:centro-de-gest-o-e-pol-ticas-p-blicas"},{"richText":"Com execução do Insper, iniciativa apoiada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços e financiada pelo Movimento Brasil Competitivo criará indicadores para acompanhar a maturidade digital de estados e capitais","authorDate":"25/05/2026 19h14","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:direito","title":"Observatório vai medir avanço do governo digital no país","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"O Brasil avançou nos últimos anos na digitalização de serviços públicos e passou a ocupar posição de destaque em rankings internacionais sobre governo digital. Mas ainda há uma lacuna importante: medir, de forma estruturada e comparável, como essa transformação acontece nos diferentes níveis da federação, especialmente em estados e municípios. É para preencher esse espaço que está sendo criado o Observatório Brasileiro de Governo Digital, iniciativa do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e do Movimento Brasil Competitivo (MBC), com execução do Insper. A plataforma deverá reunir indicadores sobre a maturidade digital dos governos federal, estaduais e municipais, permitindo acompanhar avanços, identificar gargalos e dar visibilidade a boas práticas. Segundo Ivar Hartmann, professor do Insper e coordenador do projeto, o principal objetivo do observatório é colocar à disposição da sociedade civil, da imprensa, de pesquisadores e de servidores públicos métricas quantitativas sobre a implementação do governo digital no Brasil. “O objetivo é construir índices que medem o nível de implementação de dez objetivos previstos na  [Estratégia Nacional de Governo Digital](https://www.gov.br/governodigital/pt-br/estrategias-e-governanca-digital/estrategianacional) ”, afirma. Hartmann explica que já existem alguns levantamentos sobre governo digital no país, mas eles costumam tratar o tema de forma mais ampla. A proposta do novo observatório é diferente: acompanhar dimensões concretas, relacionadas aos objetivos definidos na estratégia nacional. “Não existe nenhum estudo que faça isso olhando para esses objetivos específicos”, diz. A primeira versão da plataforma pública está prevista para entrar no ar em novembro deste ano. A expectativa é que o observatório se torne uma base permanente de monitoramento, capaz de apoiar tanto gestores públicos quanto pesquisadores e organizações interessadas em acompanhar a evolução da agenda digital no país. Indicadores para comparar avanços O lançamento da iniciativa ocorre em um momento em que o Brasil se destaca no cenário internacional. O país entrou no grupo dos mais bem avaliados no Índice de Governo Digital da OCDE, com nota 0,79, acima da média da organização. Ao mesmo tempo, ainda enfrenta o desafio de reduzir desigualdades entre os entes subnacionais, já que a capacidade de implementar soluções digitais varia bastante entre governos estaduais e municipais. Para Hartmann, a produção de indicadores quantitativos é essencial porque permite acompanhar a evolução ao longo do tempo e comparar diferentes realidades. “Ter esses dados é importante para avaliar o progresso da implementação nos diferentes níveis: nacional, estadual e municipal”, afirma. No nível municipal, o trabalho deverá se concentrar nas capitais, por causa da disponibilidade e da acessibilidade dos dados. A comparação entre estados e capitais, segundo o professor, permitirá identificar onde determinadas políticas avançam mais rapidamente e onde há obstáculos a superar. “É muito importante poder comparar, em diferentes dimensões, diferentes estados e diferentes capitais, para identificar histórias de sucesso”, diz Hartmann. “Conhecer essas histórias ajuda aqueles estados e capitais que não estão tendo o mesmo avanço a repensar suas políticas.” Essa lógica também reforça a dimensão de transparência do observatório. Ao reunir dados públicos, organizados de forma comparável e acessível, a plataforma poderá permitir que a sociedade acompanhe com mais clareza os avanços e limites da transformação digital no setor público brasileiro. O observatório também poderá contribuir para a revisão da Estratégia Nacional de Governo Digital, prevista para 2027. A estratégia reúne diretrizes para orientar iniciativas de governo digital entre os entes federados, com o objetivo de ampliar e simplificar o acesso do cidadão aos serviços públicos. Execução pelo Insper O professor explica que o MBC financia o projeto e que o Ministério da Gestão e da Inovação tem um papel estratégico importante, especialmente pela conexão com a agenda nacional de governo digital. Mas a implementação técnica e acadêmica será conduzida pela equipe do Insper. A participação da escola, segundo Hartmann, combina competências de diferentes áreas. O Insper tem experiência em avaliação de políticas públicas, ciência de dados, direito, economia, ciência da computação e análise quantitativa de normas jurídicas e de sua implementação. Essa combinação será importante para transformar os objetivos da estratégia nacional em indicadores mensuráveis e úteis para a tomada de decisão. A equipe do projeto reúne professores e pesquisadores de diferentes formações. Hartmann coordena a iniciativa nesta fase inicial, e a professora Maria Carolina Foss, coordenadora da graduação em Direito do Insper, já integra a equipe e deverá assumir a coordenação nos próximos meses. O grupo também conta com pesquisadores com formação em engenharia, direito, jornalismo e ciência da computação. Também participam do projeto Suelane Garcia Fontes, gerente do Centro de Dados e IA do Insper, e o professor Rodolfo Avelino, da graduação em Engenharia. Segundo Hartmann, como o observatório envolve dados, acesso aberto e disponibilização pública de informações, há também uma dimensão relevante ligada à cibersegurança. Para o Insper, a iniciativa reforça uma agenda de pesquisa aplicada voltada à melhoria da gestão pública. Ao construir indicadores e análises sobre governo digital, a escola poderá contribuir para que governos tomem decisões mais baseadas em evidências e para que a sociedade tenha melhores instrumentos para acompanhar a qualidade da transformação digital no setor público. Na prática, a expectativa é que o observatório ajude a tornar mais visíveis as diferenças entre governos, as áreas que avançam mais rapidamente e os pontos que ainda exigem investimento, coordenação e capacidade institucional. Mais do que medir a digitalização como um fim em si mesmo, a plataforma deverá mostrar em que medida a tecnologia está contribuindo para melhorar o acesso do cidadão aos serviços públicos.  "}]