[{"jcr:title":"Formada na primeira turma de Direito do Insper conquista bolsa na HEC Paris","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:direito","cq:tags_1":"programas:graduacao"},{"richText":"Amy Nakamura Navarro atua hoje em Roma, no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, em projetos de clima e energia","authorDate":"29/05/2026 10h09","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:direito","title":"Formada na primeira turma de Direito do Insper conquista bolsa na HEC Paris","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Aos 23 anos, Amy Nakamura Navarro acaba de somar mais uma conquista a uma trajetória marcada por experiências internacionais, atuação em sustentabilidade e interesse por problemas que cruzam direito, negócios, finanças e desenvolvimento. Formada na primeira turma do curso de  [Direito](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/graduacao/direito)  do Insper, no final de 2025, ela foi aprovada para um mestrado em Sustentabilidade e Inovação Social na HEC Paris, uma das escolas de negócios mais reconhecidas da Europa, e recebeu a bolsa mérito Women’s High Potential Scholarship, concedida em reconhecimento ao seu forte senso de liderança e ao excelente desempenho no processo seletivo. A conquista vem logo depois de outro passo importante. Desde março, Amy vive em Roma, onde trabalha no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o PNUD (UNDP, na sigla em inglês). Na agência, atua na área de clima e energia, em uma iniciativa voltada à estruturação de projetos de energia limpa em dez países africanos. Seu trabalho envolve a chamada originação de projetos: identificar empreendedores e desenvolvedores de energia limpa, avaliar o grau de maturidade dessas iniciativas e entender o que falta para torná-las mais atraentes a investidores, bancos e instituições de desenvolvimento. A análise passa por aspectos financeiros, regulatórios, ambientais, sociais e contratuais — quem está por trás do projeto, qual é a saúde financeira da empresa, se há estudos de impacto, se as licenças estão em ordem e se o projeto cumpre regulações nacionais e padrões internacionais exigidos por financiadores. “Tentamos tornar esses projetos um pouco mais atraentes para o olhar do investidor”, resume Amy. O objetivo é aproximar iniciativas promissoras de energia limpa na África de fontes de financiamento, especialmente na Europa e na Itália. Um caminho construído no Insper A oportunidade na ONU nasceu de uma experiência acadêmica. No último semestre da graduação, Amy fez intercâmbio na Luiss Guido Carli University, em Roma, onde teve aulas com profissionais ligados ao PNUD e soube da abertura de uma vaga. O processo foi competitivo: mais de 700 candidatos disputavam uma única posição. A resposta positiva veio apenas duas semanas antes do início do trabalho. Mas o caminho até Roma começou antes, no Insper. Amy entrou no curso de Direito em um momento especial: fazia parte da primeira turma. Desde cedo, gostava de falar em público e de se comunicar; pessoas próximas sugeriam que seguisse a carreira jurídica por causa dessa habilidade. Na época do vestibular, porém, ainda tinha dúvidas. Optou pelo Direito por acreditar que a formação lhe abriria caminhos diversos e permitiria uma especialização futura. A escolha pelo Insper também teve relação com essa visão. A força da escola em administração, economia e negócios pesou na decisão: Amy imaginava que, mesmo cursando Direito, poderia explorar interesses em outras áreas. A intuição se confirmou. Ao longo da graduação, encontrou um ambiente que lhe permitiu transitar por diferentes campos. Hoje, embora tenha formação jurídica, seu trabalho não se parece com a rotina tradicional de uma advogada — ela lida com contratos e regulação, mas em um contexto mais próximo de finanças, estratégia e desenvolvimento de projetos. O interesse por sustentabilidade surgiu dentro da própria escola. Um dos pontos de virada foi uma aula sobre ESG com a professora Priscila Claro. “Me brilhou os olhos”, lembra Amy. A partir daí, decidiu que queria trabalhar com o tema e passou a se envolver mais ativamente com o  [GreenInsper](https://www.instagram.com/greeninsper/) , organização estudantil dedicada à sustentabilidade, onde permaneceu por mais de dois anos. No GreenInsper, Amy começou a se aproximar do mercado. Organizou iniciativas com escritórios de advocacia, participou da criação de um projeto com o Pinheiro Neto e ajudou a trazer profissionais para conversar com os alunos — conexões que abriram portas para estágios em ESG e Direito Ambiental. Por estar na primeira turma, Amy conta que os alunos tiveram a oportunidade de ajudar a moldar o curso conforme seus interesses. A demanda dela e de colegas por temas ambientais contribuiu para ampliar essa área dentro da graduação. Nesse processo, a professora Daniela Stump, de Direito Ambiental, tornou-se referência e orientadora de seu trabalho de conclusão de curso — contato que Amy mantém até hoje. Outra iniciativa marcante foi a criação do primeiro time de moot court de Direito Ambiental do Insper, competição de debate jurídico vinculada à Stetson University, nos Estados Unidos. A equipe participou da fase nacional e conquistou vaga para a etapa internacional. Para Amy, embora a equipe não tenha podido viajar para a etapa internacional, experiências como essa ajudaram a consolidar seu interesse por sustentabilidade, direito ambiental e atuação internacional. A formação no Insper também lhe abriu portas para dois intercâmbios. O primeiro foi na Bélgica, em um campus da KU Leuven, em Bruxelas, onde cursou disciplinas de business sustentável, economia e negócios — aprofundando sua formação para além do Direito. O segundo, em Roma, aproximou-a da ONU e deu origem à oportunidade profissional atual. Sustentabilidade como estratégia Essa combinação de experiências explica a direção que Amy quer dar à carreira. Embora tenha estagiado em escritórios de advocacia e adquirido experiência em ESG e Direito Ambiental, ela não pretende, ao menos por enquanto, seguir uma trajetória jurídica tradicional. Seu interesse está menos em lidar com problemas depois que eles aparecem e mais em ajudar empresas e instituições a integrar sustentabilidade desde o início de suas estratégias. “Eu gosto muito mais de pensar em como prevenir, como integrar a sustentabilidade dentro de uma empresa, do que lidar depois com os problemas de não ter integrado desde o começo”, afirma. É essa visão que a leva à HEC Paris. O mestrado, com duração de um ano e início previsto para setembro, representa para Amy uma forma de fortalecer sua formação em negócios. Como sua graduação é em Direito, ela buscava uma escola europeia reconhecida na área para ganhar repertório e credibilidade. O processo de candidatura exigiu planejamento. Amy passou cerca de dois meses dedicada à aplicação — trabalhando no currículo, nas respostas sobre sua área de interesse e na construção de uma narrativa coerente sobre sua trajetória. Depois da primeira fase, foi chamada para entrevista, na qual, segundo ela, o mais importante foi saber contar sua história de forma consistente: mostrar como Direito, sustentabilidade, experiências internacionais, atuação estudantil e interesse por negócios formavam um conjunto. Depois do mestrado, Amy pretende permanecer na Europa. Considera oportunidades em países como Itália, Espanha ou Dinamarca, todos conectados a seus interesses profissionais. No curto e médio prazo, quer atuar no setor privado — possivelmente em consultoria ou bancos — sempre na interseção entre sustentabilidade, clima, energia, finanças e estratégia. No longo prazo, imagina trabalhar como consultora, talvez em uma estrutura menor ou em negócio próprio. Por enquanto, a próxima etapa está desenhada: encerrar o estágio na ONU e seguir diretamente para Paris — uma transição que sintetiza bem a trajetória de Amy até aqui, construída com planejamento, curiosidade intelectual, abertura internacional e disposição para ocupar espaços ainda em formação."}]