[{"jcr:title":"Parceria com o Centro de Dados e IA do Insper impulsiona a gestão de informações da Fundação 1BI","cq:tags_0":"centro-de-conhecimento:centro-de-ci-ncia-de-dados","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:ciência-da-computação","cq:tags_2":"formato-de-programa:programas-avan-ados"},{"richText":"Dedicada a utilizar tecnologia social para potencializar a educação, a ONG também conta com o apoio de insights produzidos pelos alunos do Programa Avançado de Data Science","authorDate":"13/11/2025 12h14","author":"Tiago Cordeiro","madeBy":"Por","tag":"area-de-conhecimento:tecnologia/dados","title":"Parceria com o Centro de Dados e IA do Insper impulsiona a gestão de informações da Fundação 1BI","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Desde suas origens, em 2019, a  [Fundação 1Bi](https://www.fundacao1bi.com.br/)  atua para gerar oportunidades educacionais para os jovens brasileiros, em especial aqueles em situação de vulnerabilidade. Com esse objetivo, desenvolveu o AprendiZAP, uma ferramenta digital de aprendizagem que já alcançou mais de 6 milhões de pessoas. “Nosso trabalho é guiado por uma abordagem baseada em dados, sejam eles quantitativos ou qualitativos, que são elementos fundamentais na cultura da Fundação 1Bi”, explica a coordenadora de desenvolvimento institucional, Juliana Carmo. Foi nesse contexto que a organização formalizou recentemente uma parceria com o Insper, em duas frentes. Uma delas é o compartilhamento de dados para o desenvolvimento de pesquisa acadêmica capaz de gerar insights para a própria fundação. Neste caso, a colaboração inédita se apoia no Programa Avançado de Data Science e Decisão ( [PADS](https://www.insper.edu.br/pt/cursos/pos-graduacao/programas-avancados/programas-avancados-data-science-e-decisao) ): os alunos da disciplina Métodos de Design para Ciência de Dados foram desafiados a conectar as diferentes metodologias e abordagens aprendidas ao longo da formação à visão de negócios e a propor soluções para dilemas e desafios enfrentados pela fundação. Todas as esferas da parceria envolvem um procedimento seguro e baseado na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) para a transferência e o uso dos dados. Em outra frente, os dados disponibilizados pela Fundação 1Bi poderão ser acessados nas  [salas seguras](https://portal.datascience.insper.edu.br/pt/salas-seguras)  do Centro de IA e Dados ( [CDIA](https://portal.datascience.insper.edu.br/pt/) ) do Insper. Para submissão de novos projetos de pesquisa, o(a) pesquisador(a) titular deve acessar  [este link](https://dmp.datascience.insper.edu.br/)  e preencher o formulário com as informações da pesquisa. Após a avaliação e aprovação pelo Insper e pelo parceiro de dados, o projeto será encaminhado para agendamento de uso do espaço.   Dados que geram conhecimento Os dados da fundação já estão disponíveis, informa a gerente do CDIA, Suelane Garcia Fontes. “A relação entre a Fundação 1Bi e o Centro de Dados e IA do Insper tem sido extremamente positiva e promissora. E partiu do estabelecimento de uma parceria voltada à exploração conjunta de oportunidades que gerassem benefícios mútuos”, afirma. “Ao disponibilizar o acesso aos seus dados para estudos e pesquisas, a fundação abre espaço para análises que retornam em forma de conhecimento aplicado, oferecendo indicadores e insights valiosos sobre sua atuação, evidenciando tanto pontos de melhoria quanto aspectos que já apresentam excelentes resultados.” Nesse sentido, a parceria está alinhada à missão do CDIA, que é fomentar o acesso seguro e responsável a dados para pesquisa, ensino e inovação. “Essa iniciativa reforça o papel do centro como um hub de dados, promovendo não apenas a geração de conhecimento aplicado, mas também a literacia em dados, ou seja, a capacidade de compreender, interpretar e utilizar dados de forma crítica e estratégica”. Juliana Carmo reforça: “Essa união fortalece a construção de estudos relevantes e a disseminação de informações que promovam avanços em prol da educação, somando esforços para transformar dados em conhecimento com impacto social significativo”. Nesse sentido, a parceria é produtiva para todos os participantes, diz ela: “O Insper, com sua expertise acadêmica e analítica, potencializa nossa capacidade de aprofundar a análise de informações, ampliando o nosso aprendizado. Essa colaboração pode inspirar a academia, outros centros de pesquisa e dados, e organizações sociais do terceiro setor a se aproximarem e fortalecerem mutuamente suas iniciativas.”   Aprendizado prático Além do compartilhamento dos dados para a comunidade de pesquisas em geral, a parceria viabilizou o acesso para aplicação em sala de aula. Os estudantes da disciplina de Métodos de Design para Ciência de Dados também puderam interagir diretamente com representantes da instituição parceira, com o objetivo de desenvolver soluções baseadas nas informações geradas pela plataforma AprendiZAP. Os dados se referem ao uso e à interação de professores e alunos com a ferramenta e incluem cadastros e registros de acesso, interações com as funcionalidades da plataforma, conversas com os modelos de inteligência artificial e informações sobre o progresso em cursos e formações. “Depois de analisar possibilidades de fomentar pesquisa em educação, com base nos dados da fundação, concluímos que uma disciplina de pós-graduação, com alunos mais maduros, seria um caminho produtivo. O CDIA foi fundamental para estruturar as informações”, explica o professor  [Andre Luiz Maciel Santana](https://www.linkedin.com/in/almsantana/) , que iniciou os diálogos a respeito da parceria. O desafio era aberto: os estudantes receberam mais de 900 mil linhas de dados para avaliar e identificar diferentes caminhos, que não estavam direcionados nem mapeados. Seis turmas atuaram e cada uma identificou soluções que não estavam no radar da fundação. “A diversidade de repertórios dos alunos contribuiu de forma decisiva. Os estudantes são de áreas diferentes, com formação e atuação em Letras, Direito e Saúde, entre outras. Foi uma experiência única para os alunos e os professores”, afirma ele. Desta forma, o desafio se mostrou valioso como ferramenta de aprendizagem na medida em que viabilizou a realização de discussões que tangenciaram desde qualidade de dados e machine learning até ética em IA e storytelling com dados. Deep dives analíticos Já a professora  [Nathalia Demetrio Vasconcelos Moura](https://www.insper.edu.br/pt/docentes/nathalia-demetrio-vasconcelos-moura)  lembra que o desafio se mostrou valioso como ferramenta de aprendizagem. “Colocamos os alunos para pensar fora da caixa, resolver problemas reais, com dados concretos, considerando as questões de privacidade. Os dados são reflexo da realidade, que muitas vezes se apresenta de forma incompleta, e a parceria com a fundação foi valiosa para trazer essa experiência para os estudantes, e tudo isso diante de um tema sensível para o Insper, que é a educação pública.” Dessa forma, a iniciativa sensibiliza o olhar de quem trabalha com tecnologia e abre o leque de abordagens para, por exemplo, entender a usabilidade do aplicativo e as dificuldades práticas que seus usuários podem encontrar para interagir com ele de forma mais produtiva. “Nenhuma informação existe no vazio. Precisamos sempre trazer o contexto, e as metodologias de design combinadas com a análise de dados contribuem com esta missão”, diz ela. “Os alunos nos apresentaram novos modelos de análises preditivas, e algumas dessas iniciativas serão implementadas em nossas práticas. Vimos por exemplo, aplicações interessantes de modelos de recomendação que podem personalizar ainda mais a experiência educacional”, relata Juliana Carmo. “O que mais me chamou atenção foram os deep dives analíticos — formas de olhar para dados que já tínhamos, mas com lentes completamente diferentes. São abordagens que nos fizeram perceber padrões e correlações que estavam ‘escondidos’ nos nossos próprios dados. Isso amplia muito nossa capacidade de entender não só o ‘o que’ está acontecendo, mas principalmente o ‘por quê’, e ter um movimento de melhoria contínua para o nosso público atendido.”    "}]