[{"jcr:title":"Perspectivas, caminhos e estratégias para a nova gestão municipal","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/urbanismo","cq:tags_1":"area-de-conhecimento:políticas-públicas","cq:tags_2":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades"},{"richText":"Ciclo de webinários promovido pelo Insper gerou análises e ideias para apoiar prefeitos e vereadores que assumem em janeiro de 2025","authorDate":"12/12/2024 13h32","author":"Tiago Cordeiro","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades","title":"Perspectivas, caminhos e estratégias para a nova gestão municipal","variant":"image"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"variant":"youtube","youtubeVideo":"https://www.youtube.com/watch?v=hiIPb06D7lo&list=PLw0ygoHfe_jOY9-8ShG5uAyJdnsoJNDpB&index=1"},{"text":"Foram sete webinários, de 90 minutos cada, que atraíram mais de 1.500 inscrições, provenientes de 264 cidades de todos os estados brasileiros, incluindo municípios de menor porte: 22% do total vive em locais com menos de 500 mil habitantes e 12%, em territórios que contam com entre 500 mil e 1 milhão de moradores. Os números dão uma ideia da dimensão do ciclo [Cidades em Perspectiva](https://www.youtube.com/playlist?list=PLw0ygoHfe_jOY9-8ShG5uAyJdnsoJNDpB) , que mobilizou 29 palestrantes e moderadores para debater desafios e oportunidades para os municípios, que vivem um momento importante, o de transição para a chegada de novos prefeitos e vereadores, a partir de janeiro de 2025.   O evento, realizado pelo [Centro de Estudos das Cidades | Laboratório Arq.Futuro](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-estudos-das-cidades) (Insper Cidades) em parceria com o Centro de Gestão e Políticas Públicas ( [CGPP](https://www.insper.edu.br/pt/pesquisa/centro-de-gestao-e-politicas-publicas) ), com o apoio do [Centro de Dados e IA](https://portal.datascience.insper.edu.br/pt/) , também do Insper, buscou agregar dados e análises para os interessados, que atuam em áreas diversas — são gestores públicos (prefeitos, vereadores, chefes de gabinete, secretários, servidores públicos, procuradores e funcionários públicos), gestores privados (incluindo presidentes de empresa, diretores, gerentes, supervisores e superintendentes), acadêmicos e profissionais de diversas áreas, como arquitetos, advogados, engenheiros, economistas, administradores e jornalistas.     Feedback positivo   “O cenário mudou muito nos últimos quatro anos, e mesmo as lideranças que foram reeleitas vão enfrentar novos desafios, eventualmente com equipes diferentes. Há um cenário de transformação, que envolve inclusive situações difíceis de prever e de controlar, como os debates climáticos”, afirma [Mauricio Bouskela](https://www.linkedin.com/in/mauriciobouskela/) , coordenador do Núcleo Economia Urbana, Cidades Inteligentes e Big Data do Insper Cidades.    A cada encontro, os debates foram realizados com um moderador e três especialistas, que apresentavam uma fala inicial e na sequência respondiam a perguntas da audiência, enviadas por chat. “Foi um modelo concentrado, começando pontualmente às 19h e acabando às 20h30, todas as terças e quintas de novembro. Quem participou de mais de cinco encontros teve direito a um certificado, e todos os inscritos recebem um documento especial, resumindo os debates e agregando fontes para acessar estudos de caso e artigos acadêmicos”, diz Bouskela.   Na avaliação de [Tomas Alvim](https://www.linkedin.com/in/tomas-alvim-6b935a47) , coordenador-geral do Centro, o encontro de encerramento da série jogou luz sobre a gestão pública em nível municipal. “Esse ciclo de webinários, essa ultramaratona, foi crucial para juntar visões, atitudes, participar efetivamente desse processo. Nós no Insper acreditamos que será necessário construir um novo pacto social para fazer as mudanças efetivas de que precisamos, e esse desafio passa necessariamente pelas políticas públicas”, comentou.   O feedback foi positivo: as pesquisas de satisfação realizadas em cada apresentação alcançaram 98% de participantes satisfeitos ou muito satisfeitos com os objetivos do evento, 97% satisfeitos ou muito satisfeitos com os encontros e 95% satisfeitos ou muito satisfeitos com os palestrantes e os conteúdos. “Muitos dos inscritos ficaram sabendo dos webinários por intermédio de conhecidos que participaram. A recomendação pessoal indica que a proposta foi bem aceita”, afirma Bouskela.   [O ciclo de encontros está disponível, na íntegra, em uma playlist.](https://www.youtube.com/playlist?list=PLw0ygoHfe_jOY9-8ShG5uAyJdnsoJNDpB)     Balanço de cada webinário   Cada encontro abordou uma pauta específica, culminando com um debate sobre gestão de dados e uma sessão final com gestores municipais. Eis as principais conclusões:   1. Cidades e Planejamento Urbano: Sem diagnósticos precisos, desenhados com base em uma estratégia integrada para o cruzamento de dados e evidências, o planejamento urbano tende a falhar —especialmente no atendimento da população mais vulnerabilizada.   2. Urbanismo Social e Segurança Pública: Indissociável da segurança pública, o urbanismo social tem se revelado uma ferramenta eficaz para a resolução de problemas dos territórios vulnerabilizados, na medida em que não há segurança pública sustentável sem práticas de urbanismo social, da mesma forma que não se podem introduzir tais práticas nas comunidades em que não haja segurança pública.   3. Mobilidade Urbana: Frente a um cenário de aquecimento global, é urgente a implantação de políticas sustentáveis de transporte urbano. Para tanto, é imperiosa a adoção de novas formas de financiamento do transporte público, visando maior inclusão social. Integrar os diferentes modais, incluindo bicicletas compartilhadas, é igualmente fundamental, ao mesmo tempo que se discuta a questão da eletrificação.   4. Mudanças Climáticas e Saúde Urbana: As evidências apontam para um forte impacto da crise climática sobre a saúde das populações urbanas, com destaque para doenças respiratórias e cardiovasculares. É preciso promover e treinar agentes de saúde para o enfrentamento dessa nova realidade, promover mais debates com foco em soluções práticas e mobilizar as comunidades precarizadas no levantamento de dados que possam influenciar políticas públicas.   5. Habitação e Saneamento: As transformações urbanas só acontecem de maneira duradoura quando as soluções são construídas com as pessoas, não apenas para elas. Habitação e saneamento devem estar conectados a outras políticas públicas, como saúde, educação e mobilidade. Construir cidades mais justas e sustentáveis é possível, todavia exige um esforço coletivo entre gestores públicos, iniciativa privada, organizações sociais e, sobretudo, a participação ativa das comunidades.   6. Cidades Inteligentes e Big Data: As cidades inteligentes podem ser inclusivas, responsivas e, sobretudo, baseadas em dados para resolver problemas do dia a dia dos municípios e de seus habitantes, especialmente aqueles que residem em territórios mais precarizados. O uso de tecnologia e big data pode gerar impactos significativos, desde que sua implementação ocorra de forma planejada e ética.   7. Debate com Líderes Municipais: Como apontou Tomas Alvim na fala de encerramento da sessão e do ciclo, é fundamental lançar mão de dados e evidências para a tomada de decisões no âmbito das políticas públicas e dos investimentos privados, assim como é preciso ouvir e engajar as comunidades nos projetos e programas a elas destinadas. Além disso, a continuidade de políticas públicas bem-sucedidas deve prevalecer. Tudo isso num contexto de urgência. Afinal, as cidades têm pressa."}]