[{"jcr:title":"Novos modelos de financiamento do transporte público","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/urbanismo","cq:tags_1":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades","cq:tags_2":"formato-de-programa:educa--o-executiva"},{"richText":"Com mais cidades adotando gratuidade no serviço de ônibus, curso aborda formas de bancar a mobilidade urbana e atrair a iniciativa privada","authorDate":"28/08/2025 10h46","author":"Bruno Toranzo","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades","title":"Novos modelos de financiamento do transporte público","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"Nos últimos anos, cresceu bastante o número de cidades brasileiras que oferecem gratuidade nos ônibus. Em São Caetano do Sul, município na região metropolitana de São Paulo com cerca de 165 mil habitantes, a população não paga por esse serviço em qualquer dia da semana e horário. Já na capital paulista, a gratuidade vale apenas aos domingos. Outro exemplo de cidade que não cobra tarifa de ônibus vem do Paraná. Cianorte, assim como São Caetano, permite a utilização gratuita diariamente e constatou já em 2023, com a entrada em vigor dessa política, que o benefício trouxe um aumento superior a 90% no uso do transporte público.  Um dos objetivos da gratuidade é desestimular o transporte individual, contribuindo assim para a mobilidade urbana, uma vez que a redução do número de carros e motos em circulação melhora o trânsito. Isso se reflete em aumento da qualidade de vida para a população, que perde menos tempo nos deslocamentos. Esses e outros exemplos serão abordados no curso de curta duração  [Gestão da Mobilidade Urbana: Financiamento do Transporte Público](https://ee.insper.edu.br/cursos/cidades/gestao-da-mobilidade-urbana-financiamento-do-transporte-publico/) , promovido pelo  Centro de Estudos das Cidades – Laboratório Arq.Futuro do Insper. As aulas ocorrerão de 11 a 13 de setembro. Em classe, será abordada a a efetividade desse modelo, que vem se mostrando cada vez mais oneroso para o orçamento público. “No passado, a regra era subsidiar parcialmente o transporte público, com os municípios assumindo uma parcela do custo do serviço de ônibus e repassando o restante para a população por meio da cobrança de tarifa. Isso, no entanto, vem mudando. Cada vez mais prefeituras optam por financiar integralmente esse transporte”, observa o professor Sérgio Avelleda, coordenador do Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável do Centro de Estudos das Cidades – Laboratório Arq.Futuro do Insper. O Observatório é uma iniciativa que conta com o apoio do Grupo Motiva. De acordo com Avelleda, é preciso adotar novos modelos de financiamento do transporte público que não dependam apenas da tarifa, já que ela sozinha não cobre mais todo o custo do serviço. “Trata-se de buscar novas fontes de receita, como a substituição do vale-transporte por uma contribuição incidente sobre todos os empregados, ou a criação de uma taxa sobre os carros de aplicativo para financiar o sistema”, exemplifica. O curso não apenas vai demonstrar como revisar esses modelos de contratação das operadoras de ônibus, como também tratará dos instrumentos legais em parceria com a iniciativa privada para expandir a infraestrutura de transporte público. Nas concessões, por exemplo, o ente federativo busca as empresas para conceder a gestão de um serviço público mediante algumas condições, estabelecendo uma forma de remuneração prevista em contrato. Na chamada concessão comum, o próprio usuário remunera a concessionária mediante pagamento de tarifa pela prestação do serviço público.  Já nas PPPs (parcerias público-privadas), criadas depois das concessões comuns, por meio de uma legislação de 2004, a tarifa paga pelo usuário pode não ser suficiente para fazer frente ao investimento e ao custo operacional da concessionária, exigindo complementação do Poder Público, geralmente em dinheiro. O investimento no metrô é um exemplo, já que essas obras exigem enorme esforço financeiro. A linha 4 amarela do metrô de São Paulo é operada pela concessionária ViaQuatro, da empresa Motiva, sob um contrato de PPP com o governo paulista, transportando 700 mil passageiros por dia. “Vamos demonstrar no curso de que modo é possível estruturar esses projetos, inclusive os sustentáveis, como a eletrificação dos ônibus usados no transporte público, para que sejam financiáveis pelos bancos privados e públicos, a exemplo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), atendendo aos critérios estabelecidos e aos parâmetros exigidos pelos investidores”, explica Avelleda. Exemplo recente de projeto de infraestrutura financiado pela iniciativa privada é o Trem Intercidades (TIC), que ligará as cidades de São Paulo e Campinas. A obra será realizada pela concessionária TIC Trens com previsão de início em 2026 e de operação a partir de abril de 2031. “A primeira edição do curso foi um sucesso, com avaliação bem alta por parte dos alunos. Nossa expectativa é repetir esse desempenho neste ano”, finaliza Avelleda.    [Clique aqui para inscrições e para saber mais sobre o curso](https://ee.insper.edu.br/cursos/cidades/gestao-da-mobilidade-urbana-financiamento-do-transporte-publico/)   [Gestão da Mobilidade Urbana: Financiamento do Transporte Público](https://ee.insper.edu.br/cursos/cidades/gestao-da-mobilidade-urbana-financiamento-do-transporte-publico/) .  "}]