[{"jcr:title":"Insper conduz capacitação técnica de gestores da Região Metropolitana do Recife","cq:tags_0":"area-de-conhecimento:políticas-públicas/urbanismo","cq:tags_1":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades"},{"richText":"Projeto PIPOH-PE, parte do acordo de cooperação firmado com o governo de Pernambuco, atua para destravar gargalos jurídicos e ampliar a oferta de habitações de interesse social","authorDate":"29/04/2026 14h41","author":"Bruno Toranzo","madeBy":"Por","tag":"centro-de-conhecimento:laborat-rio-arq--futuro-de-cidades","title":"Insper conduz capacitação técnica de gestores da Região Metropolitana do Recife","variant":"imagecolor"},{"jcr:title":"transparente - turquesa - vermelho"},{"themeName":"transparente - turquesa - vermelho"},{"containerType":"containerTwo"},{"jcr:title":"Grid Container Section","layout":"responsiveGrid"},{"text":"No fim de março, como parte do acordo de cooperação técnica (ACT) firmado pelo Núcleo Habitação, Real Estate  e Regulação, do Centro de Estudos das Cidades – Laboratório Arq.Futuro do Insper, com o governo do estado de Pernambuco, gestores dos municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR) foram reunidos para uma sessão de capacitação em torno de questões urbanas. “Estiveram presentes de quatro a cinco dirigentes técnicos das 14 cidades que compõem a RMR em uma dinâmica que debateu diferentes assuntos como desenvolvimento urbano sustentável e promotor de equidade”, destaca José Police Neto, coordenador do núcleo citado. “Entre esses instrumentos estão as chamadas habitações de interesse social (HIS), que precisam ser estimuladas, em especial nos grandes centros urbanos como parte de um modelo sustentável que gera efetivamente oportunidades e bem-estar para a população como um todo”, pontuou ele.. O esforço conjunto de capacitação envolveu ainda a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem) e a Ademi-PE (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco). Os painéis também abordaram os desafios previstos na Plataforma Indutora de Políticas Habitacionais (PIPOH) do Núcleo Habitação, Real Estate e Regulação, que faz parte das atividades previstas no ACT, e a necessidade de uma governança que transforme positivamente a vida das pessoas nas grandes urbes brasileiras. “A jornada, além de reafirmar a importância da iniciativa com as cidades, capacitou os gestores para a elaboração das políticas públicas voltadas aos seus municípios. Para isso, separou as capacidades e entraves das legislações locais, a fim de refletir como esses destaques podem ajudar a direcionar as futuras ações governamentais”, sublinhou Police Neto. A RMR, que enfrenta o problema de falta de moradias dignas, tem um déficit habitacional que ultrapassa 111 mil unidades, de acordo com dados de 2026 da Fundação João Pinheiro (FJP). O principal vilão desse cenário é o ônus excessivo com aluguel, afetando principalmente as famílias de baixa renda. A carência habitacional na RMR manifesta-se de formas severas, como palafitas, situações de coabitação e precariedade de infraestrutura. “A PIPOH-PE vem justamente para enfrentar essa realidade, representando uma coalizão inédita entre o setor público, a iniciativa privada e a academia”, diz Police Neto. O projeto integra os 14 municípios da RMR em uma estratégia única, superando barreiras geográficas e políticas para facilitar a construção de habitações de interesse social. Foco nas famílias de baixa renda Diferentemente de iniciativas isoladas do passado, a PIPOH foca na inteligência de dados e na revisão técnica dos marcos legais. Coordenado pelo Insper, o projeto não visa alterar leis à força, mas identificar gargalos jurídicos que impedem novos empreendimentos. "O projeto se debruça sobre os arcabouços jurídicos em vigor de cada município da RMR para auxiliar na elaboração de políticas públicas efetivas que beneficiem a população", observa Police Neto.  Entre as metas está oferecer segurança jurídica e previsibilidade para os empreendedores, ao mesmo tempo que se padronizam os diagnósticos normativos das cidades. No momento, ainda segundo o especialista, o projeto está investigando, por um lado, as capacidades e os estímulos e os entraves e as restrições, por outro, das legislações municipais. “Esse processo é dinâmico, pois considera inclusive as relações existentes entre os municípios limítrofes da RMR. O que se pretende é identificar os fundamentos para uma decisão estratégica que fortaleça a governança metropolitana e a efetividade das políticas públicas”, explica Police Neto. O foco são as famílias que recebem até dois salários mínimos. “Já se começa a enxergar uma possibilidade de busca de um equilíbrio que possa tornar a RMR atrativa aos investimentos em unidades habitacionais para famílias de baixa renda”, finaliza o coordenador do Núcleo Habitação, Real Estate e Regulação. A expectativa é que a PIPOH-PE possa servir como modelo de integração regional para o restante do país, transformando a complexidade do déficit habitacional em plano de ação concreto e replicável."}]